[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Shianny em Sex 23 Ago 2013, 23:39

Ah, quanta perfeição jazia em seus passos traçados no passado do firmamento. Em meio àquela doce e lenta chuva de pétalas de cerejeira, sua mente vagava e voava contra o Universo, trazendo-lhe velhas lembranças que não mais conseguiria apagar de sua gélida memória. Uma confusão desagradável de pessoas andando de um lado para o outro, junto com automóveis que transpassavam as ruas afixadas no solo daquela grande cidade de Sakuras, fazia a mente do moreno transformar-se em um turbilhão, e ele questionava-se se algum dia poderia retroceder ao período que acalentava-lhe a alma: Seu passado.

Era irônico chegar a pensar em tal possibilidade. Seria ele alguém diferente? E quem poderá dizer? Minazuki tampouco importava-se de desviar sua atenção para tais enigmas que marcavam o fundo de sua alma, aquela parte cujas sombras ocultavam a verdadeira dor de um sofrimento incógnito, mas tinha a consciência de que muitas pessoas focavam-se no futuro, no presente, nas possíveis conquistas. Elas apagavam e esqueciam o passado, e poucas realmente refletiam sobre retornar à este período de tempo, que não pelos motivos onde poucos problemas existiam... Pelo menos, para a maioria dos seres, afinal, não se poderia julgar o mundo baseado apenas em algo generalizado.

E, falando em passado, suas orbes agora voltavam-se de encontro ao jovem espécime que ainda jazia preguiçosamente em seus braços. Por que exatamente ainda carregava aquele animal? Era algo que não compreendia e não fazia questão de compreender. Nem sempre se pode explicar os impulsos de uma alma paralisada pelo próprio gelo. Alma esta que, apesar de tão pouco impulsiva, poderia demonstrar até algo que o rapaz com tanto esforço manejara para ocultar e disfarçar com perfeição: Seus sentimentos. Sim, tais fatores eram apenas uma pedra no meio da estrada para o jovem moreno de raízes fincadas em rigorosos invernos. Afinal, não eram justamente estes que por tantas vezes impediam o avanço, a escolha de algo que poderia mostrar-se simples ao extremo se não fosse um culpado que se ligasse à doces emoções?

Eram nestes pensamentos que o moreno perdia-se, recuando pacientemente à margem da calçada oposta à rua, encostando-se em um tronco das tantas árvores que por ali haviam. Suas lembranças também o guiavam na direção dos velhos pinheiros de Sekisetsu que por tanto tempo o apoiaram, assim como a Sakura que ali havia. Por um momento, um raio transpassou sua alma, quase como se aquele simples ato se fincasse na pobre alma silenciosa como um prego que adentra a barreira semi-impenetrável de uma parede, mostrando-se na imagem de uma traição para com seu passado. Seu corpo novamente separou-se da casca daquela planta estúpida, ao passo que o rapaz abaixava-se e pousava o pinguim tricolor de encontro ao solo, observando a ave cambalear um pouco antes de se firmar de pé, decentemente, erguendo seus olhos azulados contra os acinzentados do jovem Gladiador recém-formado.

Ainda que tal ato viesse de modo nada proposital por parte do mascote, a expressão de Haineko permanecia neutra, indiferente com o mundo a seu redor. Quase nada abalava o rapaz, e isto poderia ser notável em suas pupilas aparentemente tranquilas... Afinal, ele tinha a consciência de que apenas poderia ter plena paz ao ver-se envolto novamente pelos locais recobertos pelas densas camadas de neve que destroçavam muitos vestígios de vida, mas ao mesmo tempo traziam novos estilos de sobrevivência aos espécimes do planeta onde a monarquia subliminar se alastrava como detestável parasita da Terra.

Respirando profundamente, ele ergueu o olhar ao céu, enquanto suas orbes passeavam por entre as nuvens esbranquiçadas, aparentemente fofas como o mais puro algodão, que decoravam o infinito azulado como simples pinceladas acidentais em uma tela de artista. A chuva suave de rosa incomodava-lhe, mas a imaginação buscara trazer ao adolescente uma felicidade que há muito tempo não havia, e um tremor suave deslizou por sua espinha, tal como o assopro quase congelante de uma brisa de Inverno. Por alguns segundos suas pálpebras cerraram, aspirando o odor da paisagem ao redor, uma mistura de neutralidade com algodão doce, se é que tal fator apenas não jazia em seu subconsciente. Por meio segundo estendeu a mão, capturando uma das folhas róseas que caíam em lento e glamouroso espetáculo dos galhos onde habitavam, trazendo a mesma para perto de sua face e observando detalhadamente os traços sutis daquele desenho da natureza.

Quão talentoso seria o Deus que traçara cada contorno daquele planeta?, ele pensava. Um talento não reconhecido por muitos, visto que, ainda que suas preferências não se mantivessem em tal flora, até mesmo o moreno sabia como admitir a complexidade de cada decoração nesta Tela da Vida. Um lugar do qual diversos humanos sujos aproveitam-se, destruindo quaisquer coisas em seu caminho, desde que seja de seu pleno interesse. Não importando as consequências. Não importando a natureza. Importando apenas seu maldito ego imundo.

Ele sentia-se preso em uma teia de fios carmesim, onde cada mínimo movimento resultaria em cortes profundos no seu psicológico envolto por diversas barreiras secretas. Onde era manipulado pelo mais forte, subjugado por quem não merecia, onde o poder jazia nas mãos de quem apenas apresentara-se mais cedo que os outros ao mundo dos combates grotescos que marcavam o brilho admirado nos olhos do felino acinzentado que incorporara um formato humano. Onde a maldita injustiça prevalecia.

Minazuki cerrou o punho, esfarelando aquela inocente folha que antes jazia em sua mão na mais confortável segurança. A liberdade aos restos destroçados de tal pétala deu-se quando o rapaz novamente relaxou os dedos, libertando a lembrança de Sakura daquela prisão improvisada, ao passo que uma suave brisa varria aqueles pequenos componentes materiais restantes de sua palma, e ele novamente relaxou sua mão na lateral do próprio tronco, desviando o olhar ao animal infantil que jazia parado pacientemente a seus pés, esperando quaisquer ato realizado pelo jovem. Este, por sua vez, apenas passou os olhos pela rua uma última vez, antes de focar-se por completo no pequenino espécime impossibilitado de voar, mas que ainda sim mantinha-se fielmente a aguardar os atos de seu... Dono.

- Guie-nos. A decisão é sua. - Ele murmurou por fim, antes de apenas retornar a seu silêncio. Muitas falas em apenas um dia, ainda que sequer houvesse pronunciado mais que, possivelmente, cinquenta. Não era como se tivesse a capacidade de recordar-se da totalidade de palavras que escapavam por sua garganta, porém, seu constante descanso de cordas vocais apenas firmavam o aspecto misterioso que pairava por sob os ombros do moreno, embora tais fatores fossem mascarados por sua atuação estupidamente perfeita. E lhe faziam achar-se uma matraca completa, visto que seus costumes habituais não envolviam diálogos, monólogos ou coisas relacionadas.

O há pouco denominado Kazuo observou o rapaz a sua frente por algum tempo. A confusão pairava em sua mente, e ele questionava-se sobre o que poderia estar traçando a mente do moreno silencioso. O pinguim era um animal dócil, não possuía o costume de ficar quieto em um canto ou simplesmente deixar-se levar pelo momento a ponto de não mais pronunciar-se. Como poderia aceitar a personalidade de tão - ou ao menos para si - intimidante figura? Mesmo com todos os contratempos, ele deu um pequeno salto, emitindo um alto e alegre barulho caraterístico da espécie, antes de pousar no chão novamente, quase tombando sentado por consequência a tal fato. Ele acenou com a nadadeira e segurou levemente o tecido da roupa do moreno, começando a puxá-lo com inocente felicidade para sabe Deus onde. Apenas o soltou após alguns segundos, andando pelo solo da cidade e chamando atenção com seus adoráveis piados, seguido de perto e sob o olhar vigilante de seu Mestre.

E, por outro lado, o moreno segurava um suspiro.
Afinal, de uma hora para outra, havia virado a babá de um pinguim amoroso, infantil e brincalhão...
O que mais lhe faltava acontecer?
Que um meteoro no formato da cabeça de Arceus se impactasse à sua frente?

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty Re: [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Yoshiki em Seg 26 Ago 2013, 21:08

Off: Olá o//, serei seu novo narrador, espero que possamos nos divertir juntos =D. PS: Sinto pela demora para responder sua postagem, só consegui usar o pc hoje agora a pouco.



Em seu ápice glorioso, o sol raiava derramando luz sobre a cidade vivaz, agindo em conjunto com o vento sibilante, o qual agitava as flores de ipê, que muitos, erroneamente, confundiam com cerejeiras; a frequência das lufadas era o único fator que apaziguava o calor do colossal corpo celeste. Acima das pessoas, a carência de nuvens pelo azul infinito indicavam remotas chances de precipitação. O transitar incessante de pessoas importunava mesmo os habituados a tal ambiente, esbarrões e tropeços eram comuns em meio tamanho tumulto; a única coisa que talvez irritasse mais que o movimento era o ruído dos carros, aquelas maravilhas tecnológicas circulavam em proporções descomunais, em seus diversos modelos distintos, cada qual emitindo maior poluição sonora que o anterior.

Em meio a tamanho primor da natureza, acompanhado porém de imperfeições da humanidade, encontrava-se um jovem rapaz cujos olhos tiravam a cinza. Aquele momento, que para os que o circundavam não era mais que trivial, para ele representava algo maior, no instante de um segundo ele questionava a respeito da complexidade compreendida entre seu nexo com mundo. Dilemas do passado assombravam e ao mesmo tempo, em menor instância, reconfortavam o moreno, que se entorpecia com paliativos quaisquer.

O que já fora não era a única preocupação do moreno, cujo nome fora escolhido como Haineko, incertezas sobre o que seria e suas motivações causavam receios em relação aos seus sentimentos, que com tanto afinco tentara suprimir. Essas tantas hesitações sobre o desconhecido mais uma vez remetiam ao seu tempo nas neves, deixando-o em uma espécie de prisão mental, onde um fato sempre recorria ao próximo. A dualidade do jovem misterioso era fascinante, sua desejo de retornar se contradizia com o de continuar, não era para menos, após permanecer tanto num mesmo local, é normal se apegar.

Enquanto delirava com teorias, preposições e achismos de seu complexo nervoso, o jovem das montanhas se enraivecia com os demais de sua espécie, entretanto, simultaneamente ao eclodir silencioso e imperceptível de sua raiva, o mesmo sentimento fomentava o seu desejo de converter-se numa pessoa não muito melhor que aquelas. Seu enredado mar neural demonstrava cada vez mais um embate dual; apesar de saber bem o que queria, eram diversos o importunos que percorriam dentro dele, talvez isso indicasse que ele fosse apenas mais um que queria tudo e nada, sendo que para isso ele deveria abrir mão de seu mesmo objeto de desejo, tudo e nada.

Finalmente, depois de tamanho debate psicológico, Haineko sentenciava seu itinerário, ou melhor dizendo, deixava tal cabimento para sua recém-adquirida ave glacial. Diferente de seu proprietário o pinguim regozijava facilmente, até mesmo com o arbítrio que lhe proporcionava uma falsa liberdade, transcrevida na cabeça do pokemon como confiança.

A ave passeava avidamente entre os diversos caminhantes, o que era fácil pelo seu tamanho reduzido, entretanto o mestre não encontrava a mesma destreza ao deslocar-se em meio a multidão, ora ou outra o pokemon aquático fazia breves intervalos permitindo que o humano acompanhasse sua cadência. Vagarosamente o moreno era guiado para longe do aglomerado, quanto mais distante das pessoas mais célere se tornavam os passos do pinguim, que parecia ter um dia prodigioso por motivos um tanto quanto banais.

O pokemon ganhava mais confiança na liderança à medida que via seu tutor seguindo-o sem aparentes sinais de reprovação, por mais que Haineko não se demonstrasse amistoso, a atenção conseguida por estar a vanguarda parecia bastar. O piplup a cada pouco piava de forma harmoniosa, não fazendo questão de esconder os seus sentimentos.

Em uma das disparadas que a ave fazia, Haineko ficou um tanto quanto distante, não mais que alguns metros, mas ainda sim o suficiente para não entender bem o que aconteceria. Subitamente, ao se aproximar de uma viela lateral, ave parava de caminhar e encarava rumo ao local, quase que instantaneamente toda sua penugem se ouriçou e em um salto de desespero ela corria em direção de seu mestre.

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty Re: [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Shianny em Sex 30 Ago 2013, 23:18

OFF: Oi!~ Hm, etto, PALAVRAS NOVAS \Õ/~ God, sua escrita é muito perfeita! E tem umas coisas aí que eu joguei no google pra saber o que era ;-;
Ah, não repare nos meus brisamentos, mas creio que você vai perceber logo que não é só o Haineko e o seu pinguim que eu narro nesse texto todo .q
Diga-me o que acha!~
-----------------------------------------
Confiança, liberdade... Ah, quão grande era o contraste destas simples palavras, mas que ainda sim mantinham dentro de si um extenso sentido harmonioso entre duas mentes sobreviventes deste apocalipse psicológico que se submetera o mundo. Naquele momento, o rapaz apenas testemunhava algo que poderia ser exatamente tais pontos separados por, quem sabe, fina linha de sentido. Submetendo-se a seguir os passos tortos de um Pokémon qualquer – Talvez não qualquer, visto que o animal fazia-se presente como seu inicial -, questionava-se o real motivo de tanta algazarra e alegria. Ora, qual seria o motivo de tal luminosidade que pairava como aura ao redor do jovem pinguim que não por muito o acompanhava?

Não era como se tal fato realmente demarcasse alguma importância na mente daquele jovem rapaz de raízes gélidas; Afinal, que importância aqueles meros fatores teriam? Não fazia-lhe diferença. Aliás, além de tudo, o moreno caminhava quase sem rumo. Ele seguia aquela estranha ave, mas ao mesmo tempo traçava tal caminho vendo-a, sem realmente a ver.

Na realidade, minto. Ele a via e compreendia os corriqueiros movimentos que o pinguim fazia uso, nenhum detalhe costumava escapar-lhe à visão e compreensão. Muitas coisas o rapaz poderia ser, mas suas características essenciais eram justamente o foco que mantinha sob o mundo a seu redor, e raramente as coisas passavam por si sem que uma detalhada análise ocorresse nas profundezas de sua mente. Perdoem a própria confusão mental desta simples narradora quem vós fala, e voltemos com o foco sob o nosso jovem protagonista, que jaz inconsciente em relação a este real mundo, mas invisível, que o cerca neste exato momento.

Enquanto este conflito de palavras se seguia, o moreno praguejava internamente com a maldita dificuldade de mover-se por até mesmo alguns centímetros. Talvez, ele mantivesse a sorte de que aquela ave, por mais estranha que pudesse ser, possuísse a consciência de estancar sua correria vez ou outra, ao invés de simplesmente desaparecer no horizonte, entregando-se à própria sorte e trazendo ao recém-iniciado Gladiador uma grande dor de cabeça para procurar-lhe depois. Isto se conseguisse sair daquele mar monstruoso de seres vivos. Era nestas horas que o rapaz invejava o diminuto tamanho de alguns espécimes que habitavam este planeta miserável, e não sentia um mínimo orgulho de tal sensação que o invadia. Afinal, julgava-a. Mas não era assim que os seres humanos se caracterizavam? Grande hipocrisia era o mundo. Um suposto justiceiro que almejava uma mudança nesta injusta hierarquia social, mas que ainda sim errava. Quem não erraria? Nenhum parasita poderia ser perfeito e aquele garoto não era ninguém na sociedade. Não estava acima de ninguém. Talvez ele fosse especial; Cada qual possui uma característica da qual se orgulhe, a qual impressione as pessoas em volta se desta souberem. Mas, de todo modo, não era este o verdadeiro assunto ali, era?

Talvez uma certa jovem escritora apenas tenha novamente perdido-se entre as palavras e pensamentos que retumbavam como um tambor em seus dedos, implorando silenciosamente por sua liberdade em um pedaço de papel que, enquanto não for impresso, jaz fixo em uma tela pela eternidade, silencioso, impassível. Neutro.
Ou, talvez, um assunto apenas tenha fisgado o outro, quem sabe? Nada se poder julgar apressadamente, e minha aparente clara inutilidade neste mundo desconexo e ao mesmo tempo perfeito com minha própria realidade, rasga-se em pedaços visto que controlo uma pobre marionete.
E talvez seja melhor não comentar tal fato em linha de frente, pois quem disse que um empecilho como este não abateria profundamente o psicológico de alguém? Quer dizer... Você sentiria-se bem caso uma epifania abrupta revelasse que você não passa de um boneco manipulado por fios invisíveis?
É a mesma linha de raciocínio.

Para a felicidade do rapaz, ele próprio era afastado da multidão graças ao seu inicial. Distanciavam-se até com certa velocidade, livrando-se daquele mar insuportável de pessoas que encontravam-se em constantes esbarrões em curtos passos. Porém, em contrapartida, tal fato apenas fazia o pequeno pinguim acelerar cada vez mais em sua corrida, obrigando o jovem moreno a apressar também seu ritmo de caminhada, ainda que apenas um pouco. Afinal, não poderia perder o bicho de vista, infelizmente. Ele era seu passaporte para as batalhas no mundo de Shinki, então o melhor a fazer seria aceitar... Por enquanto. Precisava explorar cada partícula do psicológico do espécime, para que assim pudesse estudar os melhores meios de manipulá-lo. Que maneira melhor de dar-lhe aparente liberdade por algum tempo? Isso não iria lhe matar.

Iria?

Passaram-se alguns segundos, a ave azulada estava meio distante e o rapaz desistira por completo de correr atrás, limitando-se a seus passos contínuos e calmos. Acompanhando-o com o olhar. Zelando por ele silenciosamente. Atentando-se a riscos que poderia ser obrigado a enfrentar.

Tudo corria bem... Ou era o que supostamente parecia. Alguns minutos se passaram. O rapaz já acostumara-se com aquele ritmo que o jovem pinguim mantinha, confortando-se com o pensamento de que poderia ver-se livre de tal obrigação muito em breve. Desejando que aquele animal compreendesse que de nada valia tanta pressa, visto que o mundo não iria parar de girar apenas se passasse a mover-se com mais lentidão.

Mas de que adiantaria mencionar isto?

Porém, sua atenção moldou-se completamente no formato da ave quando uma esquina mostrou-se presente no mapa geográfico do local. Não exatamente pelo fato da curva, mas sim pela reação do jovem animal alegre. O rapaz estreitou o olhar com suavidade após notar Kazuo de imediato dar meia volta e sair correndo em disparada novamente em sua direção. Não precisava de mais nada para ter a certeza da estranheza do fato. Ele respirou profundamente quando o pinguim impactou-se contra sua perna, abraçando-a com força e escondendo o rosto, obrigando-o a apoiar um dos joelhos no solo e se abaixar, acariciando suavemente a cabeça do pequeno inocente, lentamente estimulando-o a soltar-se de si.

Minazuki não tinha certeza do que alarmara aquele espécime a tal ponto de alterar completamente sua possível personalidade, mas suas orbes acinzentadas erguiam-se para o ponto que fizera o pinguim recuar quase na velocidade da luz. Ele esperava pacientemente alguma coisa ou alguém deslizar para fora de tal dobra, para que enfim pudesse compreender aquilo.

Se nada aparecesse, tinha certeza de seus atos; Erguer-se-ia novamente, e para lá se dirigiria. Tentaria descobrir com sutileza o alarme causado em seu pequeno inicial, sempre sendo seguido a, no mínimo, cinco passos de distância da ave bicolor. No máximo? Dez. Só esperava que uma ação como aquela não se demonstrasse domada por um terrível equívoco que poderia destruir todos os avanços que obtivera até aquele momento...

Será mesmo que poderia existir algum protetor de poderes elevados por sob toda a humanidade, ou esta havia sido abandonada à sua própria sorte?

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty Re: [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Yoshiki em Sex 06 Set 2013, 02:44

Off: Primeiramente desculpas pela demora, essa semana foi meio difícil para mim, e eu sempre narro os que estão esperando a mais tempo, para variar você não estava entre as primeiras =P.
Minha escrita é longe de perfeita ^^, cheia de erros, nunca tive mt paciência com revisão '-', mas se vc estiver gostando continue narrando assim, eu faço ao máximo para tentar manter o msm nível de quem estou narrando(se sua narração estiver ruim pode ter crtz q a minha tbm estará =o).
Sua narração está ótima, estou adorando te narrar =D




Tão profundo e ao mesmo tempo tão superficial. Pensamentos complexos jaziam na mente do rapaz, a contraponto de um leigo conhecimento sobre os prazeres banais. Sua essência era a de um filosofo, ou melhor, de um sofista, entretanto que nunca passou pela parte inicial de seu saber, ou quem sabe apenas esqueceu o quão são importantes os fatos sem importância.

Chegava mesmo a duvidar da existência de um ser superior; obviamente ser incrédulo não era culpa própria, mas sim um resultado de um longo processo de criação e vivencia, onde se constituíram valores que se baseiam mais no material que no espiritual. Tal assunto é fonte de discussões polemicas, sendo inclusive razão de diversas brigas, por não dizer chacinas; entretanto o ressalvo se passa necessário para compreender o comportamento inerente do desenvolvimento humano.

Na verdade, dizer que ele seja incrédulo talvez seja um tanto quanto precipitado, talvez tal pensamente tenha sido apenas um fruto de uma reflexão existencial momentânea. Mas e se não fosse? Seria Haneiko um daqueles que crêem que conhecimento interior é o único verdadeiro, subjugando qualquer conhecimento discutível que não pudesse ser comprovado por meios mundanos? Independe de ser ou não, qualquer seguidor fiel, não necessariamente um fanático, diria que aquele pinguin tinha um significado especial na jornada do moreno; não um significado como um forte combatente ou coisa do gênero, mas sim um significado de incrementar aquilo que faltava no rapaz: felicidade sem motivo.

Como muitos diriam, o caminho de Arceus é forjado sempre com sabedoria e perfeição.

Provavelmente o tema tenha sido deixado um tanto quanto de lado, porém muitas vezes é necessário desfocar-se para enxergar melhor. Talvez leigos não entendam bem a sentença, mas essa é uma das várias contradições de necessária compreensão para uma vida plena.

Voltando ao abrangente intelecto de faculdade ponderável, que continuava funcionando a mil, questões triviais o importunavam mais que quaisquer outras coisas. Talvez ele compreendesse se algo estapafúrdio aflui-se, no entanto o comportamento daquele pokemon de manter-se sempre aguardando, sem apartar-se além do campo de visão do treinador, era algo, para o mancebo, de difícil discernimento.

Ao ponto que para o gladiador aquela lhana e afável criatura não exprimia mais que um objeto, com o qual ele poderia realizar seus desejos sórdidos. Para o piplup seu treinador figurava uma imagem de liderança e serenidade, na qual ele poderia piamente fiar-se, tendo a certeza de que aquele, que na realidade o trataria como um vassalo, em tempo algum faria algo que pudesse prejudicá-lo.

A hipocrisia da humanidade é ainda pior quando um regurgita ao compreendê-la, mas faz dela como seu principal passo ao triunfo.

Quando Kazuo atemorizou-se, ele correu ao seu porto-seguro, e ainda que esse não compreendesse bem seu papel, mesmo que em uma forma de controle, ele deu ao monstrinho exatamente o necessário, um pouco de carinho. O pinguim já estava revigorado, ainda que dessa vez ele estivesse na traseira, ele mantinha-se de prontidão.

Haneiko por alguns instantes manteve-se na expectativa, todavia nenhum sinal aparentava apontar da ramificação, para saber o que passava ele não teria outra alternativa a não ser aproximar-se.

Ao tempo de seus primeiros passos, Kazuo começou a puxar forte pelo seu mestre, como se ele não quisesse que o humano se aproximasse do local. O pokemon parecia um tanto quanto desesperado, por mais que tivesse revitalizado a pouco, a lembrança do que vira era o suficiente para enraizar receio. Na cabeça da ave, ele estava protegendo seu responsável, mas seria o intelecto pokemon capaz de compreender a realidade como os humanos? Não seria aquele medo produto de uma mente em desenvolvimento? Entretanto quem sabe não fosse instinto que humanidade perdera a muito? Ou ainda, em nível mais espiritual, seria um protetor de poderes elevados agindo de formas misteriosas?

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty Re: [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Shianny em Seg 23 Set 2013, 20:01

OFF: Não se preocupe com as demoras, compreendo isto perfeitamente ^-^’ E eu quem demorei agora, hue. Yoshi, pode usar palavras mais conhecidas? Vez ou outra eu tenho que ficar indo no google pra entender o que você quis dizer... ;-;
--------------------
Naquele exato segundo, após sentir o tecido de sua roupa ser repuxado, o rapaz esquivou seu olhar na direção do desesperado pinguim que buscava impedir-lhe o trajeto há pouco definido dentro de seu complexo mental. Ele estancou seus passos por algum tempo, afinal, arrastar aquele Pokémon seria tolice e perda de tempo, principalmente se este não obtivesse a coragem de entrar em confronto a qualquer momento necessário. Fitando aqueles olhos desesperados com pupilas dilatadas, ele permanecia silencioso, buscando algum sinal de que aquela estúpida ave pudesse criar vergonha na cara e prosseguir com aquela distância insignificante entre si próprio e a esquina que dobrava-se à frente.

Não aconteceu.

Um frustrado suspiro irrompeu de sua garganta e morreu a poucos centímetros de escapar de seus lábios. E mais essa, agora. Além de ser obrigado a enfrentar um animal destes como inicial, necessitava ter que aturar as batidas de pé de um pinguim mimado apenas pelo fato do mesmo ser uma maldita ave medrosa. A ponta de seus dedos percorreu rapidamente a própria testa, retirando daquele local a franja enegrecida que roubava-lhe parte dos privilégios da visão, permitindo que seus orbes acinzentados cruzassem com o corpo do aquático, perfurando seu corpo com um foco fixo, banhado na mais pura neutralidade. Kazuo permaneceu a puxar-lhe a peça de roupa, raspando as patas no chão e buscando afastar-se dali e, de preferência, com Minazuki junto. Infelizmente, para o pobre pinguim, aquele rapaz ali possuía limites. Embora estes não transparecessem em seu corpo, jaziam impregnados em sua alma.

Dando meia volta no corpo do animal, abaixou-se, fazendo a ave se virar e o encarar com um brilho infeliz nas pupilas. Àquela posição, era permitido para si vigiar a tal esquina, para que assim pudesse ter a consciência caso dali alguma coisa partisse. Não estava fora de si para deixar-se à própria sorte, coisa que poderia resultar em um nocaute, sem dúvida alguma. Ser atacado pelas costas era uma das coisas que não pretendia. Não que fosse impossível algo acontecer daquele modo; Não era. Porém, se havia alguma coisa a poucos metros de distância, por qual motivo deveria ficar justamente de costas para tal direção? Seria tolice e sem dúvida não ousaria fazê-lo.

Balançando suavemente a cabeça, usou um dos dedos para tocar o bico da ave, erguendo-o com paciência e respirando profundamente, buscando dentro de sua mente as palavras necessárias para a real compreensão daquele pequeno espécime. Alguma coisa que pudesse convencê-lo a seguir, além de movimentar seu orgulho. Normalmente, isto funcionava. Mas, as cartas claramente poderiam virar e ocasionar uma fuga de tal Pokémon bicolor. De todo modo, tentativas eram necessárias antes da cartada final. E era exatamente assim que o rapaz pretendia agir.

- O que deu em você, Kazuo? O que viu ali, afinal? – Questionou-lhe, no timbre de um sussurro. De que adiantaria não avançar, se sua voz poderia chamar a atenção do que quer que estivesse ali ao lado? – O que está te fazendo recuar desse modo? Um homicídio? – A hipótese deslizou para fora de seus lábios e, naquele exato momento, o rapaz ponderou sobre a presença de algum Giratinista. Afinal, eles eram bem conhecidos por culpa de seus sacrifícios em nome da fé, não é verdade? Ele comprimiu rapidamente os lábios, antes de retornar seu foco para os atos ali realizados, dividindo-o entre esquina e pinguim – Você... Realmente quer passar assim? Como um animal incapaz de enfrentar e vencer seus medos, com ou sem força bruta? – O fitou com paciência, encolhendo os ombros – Se quer fugir como um bicho assustado, a escolha é sua. Mas isso não seria decepcionante? – Finalmente, afastou a mão do bico do animal, erguendo-se novamente e cruzando os braços rente ao dorso, pacientemente, mantendo o olhar sobre o pequenino – Como você vai querer prosseguir nisso tudo? Como um covarde? Bem, basta seguir então. Recue ou faça o favor de seguir comigo neste problema. Nunca vamos sair do lugar se agirmos apenas por medo. – Deu de ombros, por fim se mantendo em silêncio, aguardando a reação final do pinguim.

Por favor, que não estivesse batendo de frente com um maldito medroso... Sinceramente? Se arrependeria do fundo do coração de ter tocado neste pinguim durante sua estadia na Academia, caso ele apenas mostrasse utilidade para acovardar-se e fugir...

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty Re: [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Cerberus em Qui 26 Set 2013, 19:16

Off.: Minha vez! Yoshi! Ganbaruzo!! òó9


Os seres humanos escolhem seus relacionamentos baseados em afinidades que encontram entre si. Tais afinidades podem ser expressas sob forma consciente ou inconsciente, e a intensidade e/ ou quantidade de pontos em comum determinam a força da ligação formada.

Todos nós procuramos alguém a quem possamos manter tal ligação, não existindo sequer um dos exemplares a qual chamamos de ser humano que consiga permanecer totalmente envolto em solidão. Não importando o real motivo que serviu de estopim para o início de tal ato, seja amor, interesse material qualquer outro motivo, a ligação se estabelece.
Dentre todos os seres naquela cidade movimentada, a capital Nyender, cada qual com sua(s) ligação(ões) que transitavam despreocupados em seu fluxo diário de agitação metropolitana, o juvenil gladiador Minazuki, em seu trajar festivo oriental, o Kimono de coloração escura, cujo olhar sério insistia em esconder muitos mistérios, caminhos de uma mente complexa e filosófica, tais fatos ocorria da mesma forma que para todos os viventes, não que o mancebo apreciasse ou sequer desejasse, no entanto é possível fugir da própria essência?

Os olhos do rapaz observavam o pokemon ave aquática temerosa, agarrada em seu vestido, atormentado pelo pavor misterioso ainda obscuro para o humano.
O pássaro se debate, o temor e o terror habitante daquele espaço na cidade impede-lhe o movimento, tornando-o exitante em deixar a segurança do corpo de seu mestre. Haineko olho o pokemon enquanto esconde o receio da incerteza de acabar de adquirir uma criatura completamente covarde, ou diante de seus olhos sob a forma corpórea do pequeno animal habita um intelecto tão complexo e dualista quanto o do rapaz, lutando incessantemente contra dois espíritos opostos que como feras famintas rugem e rosnam competindo a fim de decidir quem ficará com os melhores pedaços da presa. A voz do rapaz em sua entonação percorre o espaço na forma de ondas que se propagam até chegarem aos órgãos responsáveis pela audição do pinguim. Decidido, Minazuki profere palavras com o intuito de inserir coragem no animal, tais palavras colocam o pokemon na encruzilhada entre a coragem e a covardia. Bem verdade é que o caminho da esquerda o levará a um mundo de desafios e tribulações constantes, no entanto como prêmio o pequeno estaria sempre ao lado de seu jovem mestre, adquirindo de certa forma respeito, por assim dizer, do rapaz. Já a estrada direita, larga e espaçosa, o levaria para despreocupações, talvez uma vida sossegada no entanto a mesma correria o risco de ser destruída por aqueles que tiram proveito da fraqueza alheia, ou seja, tormentos o acompanharia de toda a forma, com o agravante de que não possuiria força suficiente para sua defesa. Nasse caso, é impossível não cogitar a primeira escolha como a mais sensata.

Só resta saber se um pequeno filhote, um bebê seria capaz de formular tamanha complexidade de raciocínio. O aquático ainda resiste, apertando sua cabeça desproporcional conta Haineko, as duas feras, à solta no interior do pequeno se enfrentam em combate voraz, as dentadas e unhadas lançam ao longe litros de sangue quente. A vencida ruge, o som ecoa por toda a extensão da infinitude do caráter, a derrotada, ferida, abatida, retorna para o refúgio onde  aguardará nova chance de combate.
O Piplup solta aos poucos a roupa, esticando-se vagarosamente em direção do local sendo seguido de perto pela curiosidade humana.

Devido a falta de incidência de raios solares era impossível observar o ambiente claramente, sendo obrigatória a aproximação. A cena macabra descortina-se diante dos olhos da dupla à medida em que sua visão acostuma-se com a pouca luz: Uma pilha de pedras fora habilmente construída em meio a penumbra e sobre tal formação jazia um pokemon cuja  existência havia escorrido por sobre os seixos sobejando as últimas lágrimas vermelhas vertidas do corte feito no meio de seu corpo. Sob o chão nova marca, essa mais extensa e intensa, fazia seu caminho até uma porta que permanecia semi aberta. Dúvidas surgiam na mente do jovem que se questionava sobre o que seria tudo aquilo e se o autor de tal ato ainda se encontra no local, talvez atrás daquela porta.

O pequeno pokemon agarrava-se ainda com mais força à roupa do gladiador, a cada passo que era dado para próxima da cena cujo odor, ainda imperceptível para os seres maiores, tornava-se cada vez mais notório aos insetos e unicelulares que iniciavam o frenesi do banquete na carne do morto.

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty Re: [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Ayzen em Dom 06 Out 2013, 15:59

Rota trancada por inatividade. Caso queira voltar, poste em Pedidos

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender - Empty Re: [Among The Cherry Trees] - Streets Of Nyender -

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum