Que comece a tortura... ou seria teste?

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Mensagem por Susana_fire em Dom 23 Fev 2014, 14:23

Na estação de trem devo ter ficado uns 30 minutos parada esperando que a chuva parasse, mas ficar pensando no prédio onde eu faria meu teste (lotado de Meowths e Persians) o tempo parecia não passar. Meu corpo todo tremia enquanto observava a chuva lavar qualquer coisa que estivesse nas ruas e me senti com sorte por estar fazendo frio naquele momento, pois assim ninguém poderia estranhar ver alguém tremendo tanto.

Com os braços cruzados na frente do corpo e respirando fundo uma ultima vez como se estivesse tomando coragem para pular de um alto precipício comecei a correr para a chuva torcendo para encontrar logo a academia. A chuva estava tão forte que eu mal conseguia manter meus olhos abertos, mas felizmente conseguia ao menos ver por onde estava indo, então logo encontrei o prédio conhecido por todos em Shinki. A academia de policia.

Movida pelo desejo de sair daquela tempestade, entrei no prédio sem exitar, parando apenas na frente da grande estátua do Persian para recuperar um pouco o fôlego e deixar que um pouco da água a chuva escorresse para o chão. Nesse tempo não queria olhar para os lados por medo de avistar alguns dos vários Meowths que ficavam com os cadetes, então fiquei estudando a estátua a minha frente. Sem outras cores além da cor cinzenta da pedra que foi esculpida eu conseguia observar melhor aquele pokemon que um dia estaria ao meu lado. Poderia ser apenas um efeito que o escultor usou na estátua, mas aquele pokemon parecia ser o mais sábio e feroz de todos e se todos tivessem essa cor que a estátua tinha, eu teria orgulho e alegria em ter um desses lutando ao meu lado.

Não sei ao certo quanto tempo fiquei observando a estátua e sonhando acordada, mas quando percebi minhas roupas já tinham parado de pingar tanto, então decidi que já tinha adiado demais e agora tinha que começar meu teste. Olhando mais para os meus pés e desviando o olhar sempre que tinha a impressão que um Meowth estava por perto comecei a procurar por Angélica ou qualquer um que pudesse ajudar a me localizar naquela academia.

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Mensagem por Alice em Dom 23 Fev 2014, 21:31

As pessoas pareciam tão frias quanto a chuva, ignorando por completo a garota que esperava na estação de trem, na esperança de que o tempo resolvesse ceder um pouco com a tormenta. O tremor da ruiva facilmente confundível com frio, não com o medo do que a garota sabia que teria de enfrentar. Por um lado a jovem tinha o desejo de se tornar cadete e viajar ao lado de um Meowth, por outro o medo que sentia só de pensar em um pokémon amarelo, o que dirá viajar e lutar com um?

Um raio afirmou que a chuva não parecia ter o desejo de dar um pequeno descanso aos seres abaixo. Susana respirou fundo e enfrentou a água gelada, correndo o máximo que podia e sempre próxima dos grandes prédios. O temporal forçava a garota a olhar para baixo e isso até que era algo bom... Graças ao tempo hostil, a aspirante não cruzava com os pokémons de Nyender... A jovem se lembrava que a grande maioria deles possuía alguma coisa em amarelo... Para a ruiva já bastava o pânico de saber que onde faria a prova existiam diversos felinos desse tom.

Ao chegar na academia, o olhar seguia baixo. A roupa pingava água, criando uma pequena poça ao redor dos pés. Resolvendo erguer o rosto, mas ainda sem coragem de mirar os oficiais e seus pokémons, Susana optou por estudar a estátua de Persian, cujas garras se debruçavam sobre um globo. O olhar da escultura parecia emanar vida na opinião da jovem. Se todos os gatos fossem cinzas como aquele, a garota estaria realizada em viajar ao lado de um.

As roupas pingavam cada vez menos. A mão se esticava em direção ao concreto gelado. Apesar de tudo, não parecia tão ruim a situação... Pelo menos até um Luxray parar a seu lado e se sacudir, livrando-se do excesso de água em seu pelo. O cadete que acompanhava o pokémon também entrava apressado no lugar. O oficial encharcado não parecia de bom humor a julgar pelo tom usado para mandar Susana não ficar no caminho. Quatro estrelas decoravam a farda. Um agente? O pokémon exalava poder. Entretanto a única coisa que os belos olhos de Susana conseguiam mirar era a estrela amarela do pokémon enquanto ele se afastava ao lado do homem. Nem mesmo a água que retornara para sua roupa parecia lhe incomodar tanto quanto a cor infame.

No interior do prédio, agora sem escolhas, a ruiva via vários cadetes usando pesadas fardas. O casaco que fazia parte do uniforme parecia ser eficiente para mantê-los quentes e secos. O que a garota mais temia era ver os felinos, mas estranhamente aquele parecia um bom dia. Talvez pelo tormenta, os felinos não eram visíveis na recepção. Os cadetes estariam poupando seus pokémons? De qualquer forma, Susana estava grata ao destino e suspirava mais tranquila. Sem meowths, sem persians, sem luxrays (exceto aquele que lhe dera um banho ao entrar), sem mienfoos... Um bom dia para um teste talvez?

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Mensagem por Susana_fire em Seg 24 Fev 2014, 02:06

off: oi Ali, espero que se divirta \o/



Parada observando a grande estátua de Persian sentia meu medo crescer conforme ouvia os sons de raios na tempestade. Desde que me lembro raios eram um mal sinal, então isso acabou me mantendo mais tempo parada naquele local tentando não pensar que o teste acabaria em desastre e que eu conseguiria minha licença sem ter nenhum ataque de pânico, mas esse era um pensamento difícil de acreditar.

Me tirando de meus pensamentos e me fazendo avançar um pouco mais para dentro da academia, um Luxray parou ao meu lado e se chacoalhou para tirar a água de seu pelo, mas assim que olhei para a estrela amarela em sua cauda senti meu medo crescer tanto que nem precisei ouvir o cadete falar comigo para me afastar uns dez passos. Meu coração estava acelerado e sentia a cor sumir do meu rosto enquanto meu coração batia cada vez mais rápido. "Meu Arceus, que eu não desmaie bem aqui!!" Pensei fechando os olhos e me abraçando para tentar me acalmar.

Tentando me afastar do pokemon elétrico, comecei a caminhar pelo local e apesar de ainda estar arrepiada e de estar andando meio encolhida, fiquei feliz ao ver que nenhum dos oficiais estava andando com seus Meowths. Talvez fosse por causa do tempo chuvoso ou algum outro motivo mais complexo, seja lá o que fosse eu não me importava, só estava feliz por não ter aqueles pokemon correndo para todos os lados.

Depois de um tempo andando lembrei o que algumas pessoas tinham falado, que os testes aconteciam em uma sala no primeiro andar, então comecei a procurar o caminho mais rápido até lá. Se eu encontrasse mais alguém que estivesse indo fazer o teste ajudaria muito a me localizar, mas na pior das hipóteses eu pediria informações para algum dos cadetes que estavam trabalhando ali.

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Mensagem por Alice em Ter 25 Fev 2014, 11:03

tenho certeza de que irei ;D
gostando da situação?
e desculpa o post pequeno? ç.ç prometo que melhora quando achar a Angie ^^


Susana avançava para o interior da Academia, rezando para não desmaiar. Sua face estava pálida, seu coração batia desesperado e a garota parecia menor do que realmente era de tão encolhida que andava. Sem saber o real motivo, a ruiva agradecia o fato dos cadetes não estarem desfilando com seus felinos. Era uma benção não ter de encarar tantos Meowths antes do teste. Talvez Arceus estivesse a ajudando no final das contas...

Mais um raio, seguido de um relâmpago, cruzou o céu, causando um arrepio na espinha de Susana e a fazendo acelerar o passo. Procurando apressada o melhor caminho até os testes, a garota estava a um passo de questionar o primeiro cadete menos mal encarado que encontrasse, quando avistou uma fila de pessoas descendo uma escada. Curiosa, a garota se aproximou do grupo que em nada se assemelhava a oficiais. Ao alcançar o último membro da fila, Susana percebeu que era um aspirante, a julgar pelo livro que lia. Os olhos violetas seguiram a escada e perceberam que todos na fila eram aspirantes... A fileira se estendia escada acima e virava um corredor de tal forma que Susana nem conseguia ver seu começo. Suspirando desanimada, a jovem questionou se aquele era o fim da fila para os testes, recebendo uma resposta afirmativa. Era hora de uma longa espera aparentemente...

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Mensagem por Susana_fire em Qua 26 Fev 2014, 00:01

off: sim, esse teste vai ser legal *^*
off²: sem problemas ;



Mesmo não tendo nenhum Meowths a vista e tendo encontrado apenas um Luxray durante todo o tempo em que fiquei andado pela academia eu continuava muito nervosa. Enquanto vagava tentando encontrar o local onde os testes eram aplicados ao mesmo tempo em que tentava chamar o minimo de atenção possível percebi que demoraria muito para encontrar o que procurava, então decidi mudar um pouco o foco para encontrar alguém que pudesse me ajudar.

Como tinha cadetes em todos os lados que eu olhasse deveria ser simples me aproximar de algum e perguntar o que eu queria, mas todos pareciam estar tão sérios e rabugentos que eu não conseguia encontrar coragem nem sequer para me aproximar de um. Parando um pouco para procurar melhor logo vi um cadete que estava tendo um dia um pouco melhor que os outros, pois parecia estar até animado comparado aos ouros, então logo decidi ir falar com ele.

No momento em que fui falar com ele ouvi o som alto de um relâmpago me fez dar um salto para trás e me encolher ainda mais enquanto tentava me recuperar do susto. Com certeza eu estava chamando muita atenção naquele local, mas eu nem conseguia me importar com isso, só queria fazer logo o teste e sair dessa academia. Não era uma boa atitude para um começo de jornada, mas acho que só o fato de eu não ter fugido correndo assim que vi o Luxray já era algo positivo.

Come little children, come with me
Safe and happy, you will be
Away from home, now let us run
With hypno, you'll have so much fun

Demorei um pouco para perceber que tinha começado a cantar aquela musica estranha novamente, mas pelo menos consegui me acalmar um pouco e assim que ergui um pouco a cabeça vi uma fila que parecia não ter fim a poucos passos de distância. Ainda cantarolando aquela musica que me acalmava e assustava ao mesmo tempo, me aproximei e comecei a observar a fila um pouco mais de perto. Realmente ela era tão grande quanto imaginei e por um momento temi que fosse a fila para a sala dos testes.

Os últimos da fila me encaravam enquanto eu cantarolava e tentava avistar onde era o inicio daquela fila, mas como isso provavelmente só iria me desanimar decidi parar de adiar e perguntar logo para alguém o porque daquela fila gigantesca. Indo até o ultimo da fila logo descobri que infelizmente teria que enfrentar aquela fila para conseguir minha licença. Com um suspiro longo logo fiquei exatamente no fim da fila, onde ficaria esperando minha vez assobiando algumas musicas que conhecia para tentar passar o tempo e me distrair daquela tempestade.

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Mensagem por Alice em Qui 27 Fev 2014, 11:50

A felicidade de ter se mantido relativamente forte perante a estrela amarela de Luxray desaparecia quando um trovão ecoava ao fundo. A sensação de que raios nunca eram bons ainda viva em sua mente e, durante o temporal, lhe instigando a fugir o tempo todo. Sem perceber, Susana começava a cantarolar uma música estranha o que, somado a sua postura encolhida e fragilizada, chamava muito a atenção de todos ao seu redor. Após receber alguns olhares, a ruiva cessava o canto que lhe acalmava e amedrontava ao mesmo tempo.

O tempo passou relativamente rápido até a adolescente descobrir que teria de ficar esperando em uma fila sem fim para fazer seu teste. A partir do momento em que assumiu o último lugar da fila e passou a assobiar algumas músicas, o tempo pareceu se arrastar sem pressa. Três músicas depois, a garota conseguiu avançar uma posição. Duas horas depois, a ruiva estava recém no terceiro degrau da escada e já não sabia que música assobiar. Sentada, a ruiva observava os aspirantes que chegaram depois de si e aumentavam ainda mais o tamanho da fila. Sua mente se questionava se a comandante conseguiria realizar tantos testes em um único dia e, quando seus olhos se voltaram para o topo (aparentemente tão distante), a garota acreditou que não, a julgar pelo aspirante descabelado e carregando um cobertor e um travesseiro. A situação era potencialmente problemática... Presa em uma fila, ouvindo trovões e em um lugar com potencial para surgir um felino amarelo a qualquer segundo... Susana tinha motivos para temer... Conseguiria manter sua coragem até chegar em Angélica?

Olhando mais uma vez a fila, Susana reparava em todo tipo de pessoa. Um homem alto e forte chamava a atenção. Com seu porte, a ruiva o imaginava facilmente usando uma farda e desfilando ao lado de um Persian. Um outro aspirante era muito diferente do primeiro. Tão baixo que Susana só reparou em sua presença quando analisou a fila pela quarta vez. Homens, mulheres, jovens... O teste chamava a atenção de diversas pessoas e isso incluía um vovô com uma bengala que limpava a dentadura. Alguns usavam roupas amarelas e esses a ruiva evitava mirar por mais do que um segundo.



off: e a fila continua XD

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Mensagem por Susana_fire em Sex 28 Fev 2014, 19:32

off: uhhuuuu fila, que emocionante *w* \o/ -sqn



Parada na fila sem fim que provavelmente levava até a sala da Angélica ou sabe-se-lá onde ela aplica os testes consegui me distrair dos raios e dos sons a tempestade que caia fora da academia. Ficar para ali não era a melhor coisa do mundo, principalmente com a possibilidade de um Meowth aparecer a qualquer segundo, mas até que eu estava conseguindo me distrair bem.

Depois de apenas três musicas a fila andou um pouco, o que me fez acreditar que até que não demoraria tanto para a minha vez chegar, mas depois de umas duas talvez duas horas e meia, quando não tinha mais músicas ou vontade de ficar assobiando eu mal havia chegado ao fim da escada. Mesmo sentada minhas pernas ainda estavam um pouco doloridas por ficar tanto tempo em pé na mesma posição e como já não queria mais ficar assobiando musicas e não tinha mais nada para fazer, decidi observar os outros que estavam na mesma fila que eu.

Algumas pessoas eu nem quis ver mais detalhes além do fato de estarem de camiseta ou com algo amarelo, mas até que tinha algumas bem interessantes naquele lugar. Tinha um cara alto e forte que praticamente o dobro de espaço que eu naquela fila e mesmo imaginando que ele fosse tentar se tornar um gladiador, a imagem dele vestindo o uniforme dos cadetes não sai da minha mente. Alguns outros pareciam estar tão amedrontados ou entediados quanto eu, mas só de olhar era difícil adivinhar o que cada um queria ali naquela fila. Todos queriam uma licença para ter um pokemon, mas que classe será que cada um deles escolheria.

Eu até podia imaginar que os mais corajosos seriam Gladiadores ou até mesmo cadetes e que os mais "enfeitados" provavelmente tentariam se tornar Stylists, mas a maioria poderia ser de qualquer uma dessas profissões. Mas se tinham alguém na fila que chamava mais atenção que qualquer um ali, esse era um velho que se mantinha em pé apoiado em uma benga-la e aproveitava o tempo na fila para limpar sua dentadura (que nojo!). O que alguém como ele poderia querer ali? Será que ele achava que ainda tinha forças para sair em uma viajem ao lado de algum pokemon ou só queria um jeito espetacular de morrer? Era difícil dizer, mas era quase certeza que Angélica não o aprovaria.

Ver aquele senhor ali me fez esquecer quase que por completo o medo que eu estava sentindo de um Meowth aparecer. Será que ele não sabia que Angélica era rigorosa com quem avaliava ou simplesmente não se importava com o quão difícil seria? Seja lá o motivo decidi ficar atenta para ver o que aconteceria quando chegasse a vez dele. Será que ele teria coragem para enfrentar e ser aprovado no teste ou simplesmente sairia com a cabeça baixa quando fosse reprovado?

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Mensagem por Alice em Sab 01 Mar 2014, 21:27

O ritmo era lento na fila. Susana contava somente cinco degraus para sair da escada, o que lhe agradava. Depois de mais quatro horas esperando a ruiva nem ao menos se importava em ficar sentada nos degraus frios, assim como vários outros aspirantes. O idoso estava mais próximo da sala e a garota ainda aguardava ver o senhor sair da sala e descobrir o resultado. Entretanto, antes do senhor, o homem mais alto que a garota já vira na vida saia do teste de cabeça baixa. Susana ficou surpresa com a rejeição do homem. Em um ato de fúria, o estranho socou a parede com força suficiente para ferir sua mão e deixar uma mancha de sangue na parede branca, em seguida caiu sobre os joelhos chorando. O som dos soluços chamou a atenção da garota.

Os minutos pareceram mais lentos do que as horas anteriores até que um cadete surgisse e guiasse o homem para fora da academia. A mancha vermelha na parede ainda chamava a atenção para o sofrimento do reprovado. Temerosa novamente e se questionando se conseguiria passar em um teste que um homem como aquele foi reprovado, Susana ergueu os olhos para o senhor de idade, talvez em busca de força. Para a surpresa da jovem, o mais velho dormia em uma cadeira com a cabeça caída. Talvez o longo período parado tivesse cansado o vovô.

O estomago da ruiva repentinamente roncou. Não bastasse o estresse e a ansiedade pelo teste, a visão triste de um homem que fracassou, a dor nas pernas e nas costas, agora também tinha a fome. Olhando em volta a garota percebia que vários outros aspirantes tinham as mãos sobre a barriga, mas ninguém parecia disposto a perder seu lugar na fila para sair e comprar comida para todos, assim como ninguém parecia ter levado provisões para esse tipo de situação. O som de um biscoito se partindo pareceu ganhar a atenção de todos que, ao seguirem o ruído, viram a secretária de Angélica comendo uma bolachinha recheada enquanto lia a mais nova PokéNews, sem nem ao menos olhar os aspirantes. Aos pés da cadete, um Houndour farejava o chão e lambia as migalhas que caiam sem nem ao menos se levantar. Susana contou 27 aspirantes a sua frente na fila ainda... Algo considerável e deprimente... Mais deprimente ainda tendo em vista que somente uma pessoa saiu em direção a tatuagem e seu Pokémon dentre todos que já realizaram o teste desde a chegada de Susana...

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Mensagem por Susana_fire em Dom 02 Mar 2014, 23:25

off: me desculpe o post horrível >.<



Sentada no mesmo degrau fiquei cada vez mais encolhida para não sentir tanto frio, comecei a procurar maneiras de me distrair. Depois de contar umas vinte vezes quantos degraus faltavam para chegar ao próximo andar e ver que isso não fazia com que eles diminuíssem ou que o tempo passasse mais rápido, voltei a olhar para a porta, onde aquele cara grande já estava fazendo o teste. Sortudo.....

Já fazia um tempo que ele tinha entrado, mas parecia que eu era uma das poucas que prestava atenção nisso. Antes que eu pudesse imaginar que pokemon combinaria com alguém daquele tamanho, ele logo saiu da sala de testes, mas parecia que não tinha ocorrido como ele ou eu imaginávamos. Em total desespero e tristeza, o homem saiu da sala e sem prestar atenção em coisa no corredor, ele de alguns passos e deu um dos socos mais fortes e doloridos que eu já vi. Mas logo ele caiu no chão totalmente inconsolável e só saiu do prédio escoltado por cadetes.

Não sei quanto aos outros da fila, mas depois disso comecei a pensar se algum de nos realmente tinha chances de passar. Esta certo, eu passei muito tempo estudando, mas nunca vi nenhum pokemon fora de Grung, Erobring e Pugil. Será que isso seria o suficiente para passar no teste de Stylist? Será que realmente valia a pena ficar tanto tempo na fila para apenas ser reprovada? Era melhor eu começar a pensar em outra coisa ou acabaria desistindo do teste antes mesmo de chegar perto da sala.

- Você esta aqui a muito tempo? - Perguntei para a mulher a minha frente tentando me distrair do nervosismo e da fome que eu estava sentindo. Nesse momento a imagem os lanches que minha mãe tinha preparado para mim e que provavelmente ainda estão no pote em cima da minha cama vieram a minha mente, o que não ajudou em nada.

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Mensagem por Alice em Seg 03 Mar 2014, 11:51

off: o post ta bom \o/


A visão do homem que poderia ser considerado fisicamente perfeito para enfrentar os perigos das rotas de Shinki completamente derrotado criou dúvidas em Susana. A ruiva já começava a se questionar se alguém no teste teria chance real de passar. Desde que chegara na fila, só viu um aspirante sair com um pokémon e mais de trinta saírem de cabeça baixa e decepcionados com o fracasso. Ciente de que recontar os degraus da escada não a faria reduzir de tamanho ou lhe transferir para seu topo, a aspirante a Stylist tentava puxar conversa com a mulher a sua frente, na esperança de conseguir se distrair das horas infindáveis e da fome.

- Cheguei pouco antes de você. - A resposta era neutra da mulata. Analisando melhor, Susana percebia que a mulher era muito bonita. A pele negra parecia muito bem tratada e o cabelo era longo e encaracolado. Entretanto o que mais lhe chamava a atenção eram os olhos negros. Mais pretos que qualquer um que já vira. A camisa branca parecia delinear um belíssimo corpo e contrastava perfeitamente com a pele.

- Espera até eu chegar naquela sala. Vou falar para a senhorita perfeição miss Angélica o que eu penso desse desaforo com os aspirantes. Ela vai ver só. - Uma garota de cabelos castanhos com reflexos azuis e que estava três posições a frente de Susana reclamava enquanto amaldiçoava a situação. Era óbvia sua irritação. Diferente da negra a sua frente, a outra parecia ser mais liberal em seu estilo de vida. O cabelo apresentava diferentes tamanhos em suas mexas, variando de algo na altura da orelha a outras que lhe chegavam na cintura. A roupa com partes rasgadas (aparentemente de propósito), pintadas com canetinhas e as diversas tatuagens a mostra facilmente classificariam a mulher em um grupo de conduta duvidosa, antes mesmo que qualquer um a conhece. Contudo, a julgar pelas suas falas, a outra realmente pertencia ao grupo de pessoas que possuíam uma conduta duvidosa...

- Essa ai fala e fala... Queria ver na hora do teste. Aposto que será sim senhora e não senhora. - A negra cochichava próxima de Susana, baixo o suficiente para que a outra não ouvisse.

O garoto entre a mulata e a desbocada estava distraído com seu fone de ouvido, de maneira que nem ao menos escutava a conversa atrás de si ou o desabafo na frente. Susana e a negra, que se apresentara como Samantha, sentavam-se no chão e continuavam a conversa sobre assuntos amenos. Sam confessou que também desejava ser Stylist, mas que ainda não tinha bem certeza da ideia... A mulher parecia indecisa entre seguir viagem ou ficar pela cidade e procurar um emprego, afinal ter uma quantia maior antes de partir faria alguma diferença...

Durante a conversa, a porta da sala da comandante se abriu e, ao invés de chamarem o próximo, a própria Angélica saiu. Em sua mão, uma pasta de documentos. Ao seu lado, uma Persian com uma marca de estrela no ombro. Susana parou de respirar por um momento, completamente apavorada. A comandante passou ao lado da fila e o silêncio que se fez era sepulcral. Todos pareciam interessados demais em ouvir os passos silenciosos da mulher. Sentada no chão, Susana não percebeu a comandante, que também poderia ser chamada de bela, ou o cansaço que ela apresentava na face. Tudo o que a ruiva via era o felino que passava a sua frente. O andar macio e o completo desinteresse pelas pessoas que teriam de aguardar a noite inteira na fila. Não demorou muito para a Persian sumir de seu campo de visão, mas para Susana era mais do que o necessário. Um aspirante começou a reclamar com a secretaria, que após trancar a sala de Angélica e suas gavetas, também preparava-se para ir embora.

- A comandante já prolongou o tempo dos testes mais do que o normal, vocês devia agradecer ao invés de reclamar. Se tentarem chegar perto da sala, tem câmeras pelo prédio todo. Se fizerem algo que indecoroso, tem câmeras escondidas e é considerado atentado ao pudor. Se mexerem na minha mesa, tem câmeras. Então, divirtam-se contando as horas ou podem ir pra casa e voltar amanhã.

A secretaria era contundente. O relógio na parede acusava 22 horas e 15 minutos. Realmente a comandante ficou até muito além de seu horário. Susana pensou em voltar para casa, mas o medo de que a fila dobrasse de tamanho ao longo da noite a desestimulou. Samantha suspirou ao seu lado e alegou que aquela seria uma longa noite.

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Mensagem por Susana_fire em Qua 05 Mar 2014, 23:39

off: ^^



Ainda com a imagem do homem chorando e tentando a todo custo ignorar a fome que estava sentindo, comecei a conversar com a mulher a minha frente. Ela tinha uma pele escura que fazia a minha parecer ressecada de tão bem tratada que era e o cabelo dela também era muito lindo (fazia o meu parecer chamativo demais). Parecendo ouvir uma conversa se formando na fila, uma mulher, que fez com que eu percebesse que meu cabelo nem estava chamando tanta atenção assim, começou a comentar sobre como reclamaria com Angélica assim que chegasse a sua vez. Essa eu queria ver....

- Isso se ela não ficar muda de medo na hora. - Cochichei rindo um pouco disso, mas no fundo tinha medo de fazer exatamente isso quando fosse minha vez. Com todos perdidos em seus próprios pensamentos, a minha conversa com Samantha era o maior som no corredor. De certo modo, ela parecia tão insegura com esse teste quanto eu, mas nossas razões para isso era bem diferentes. Enquanto eu apenas tinha medo (uma coisa que ficava cada vez mais evidente naquele lugar), Samantha estava apenas em duvida pois achava que precisava de mais dinheiro antes de sair em uma jornada. Eu falei que ela devia tentar e se não conseguisse passar hoje, que tentasse juntar um pouco mais de dinheiro antes de tentar de novo, mas antes que ela respondesse a porta da sala se abriu de novo.

Para a surpresa e tristeza de todos, principalmente minha, em vez de chamarem o próximo candidato de lá saiu a própria Angélica e sua Persian. Essa imagem e o fato de todo o corredor ter ficado mais silencioso foram as ultimas coisas que eu me lembro, pois logo em seguida eu escondi meu rosto entre os joelhos e deixei que o cabelo caísse por cima de tudo para parecer que eu estava dormindo, mas dificilmente eu dormiria agora. Meu corpo todo tremia enquanto eu tentava não chorar, sair correndo ou fazer qualquer coisa que não fosse ficar ali enquanto o som dos sapatos da Angélica se afastavam.

Quando eu não estava ouvindo nada além de algum candidato reclamando alguma coisa eu vi que não precisava mais me conter tanto, então meu corpo começou a tremer ainda mais enquanto eu abraçava meus joelhos e ouvia mais uma vez a musica estranha sair do meus lábios simplesmente torcia para não me mandarem de novo para o hospital por causa desse ataque de pânico.

Come little children, come with me
Safe and happy, you will be
Away from home, now let us run
With hypno, you'll have so much fun

Oh, little children, please don't cry
Hypno wouldn't hurt a fly
Be free to frolic, be free to play
Come with me to my cave to stay

Oh, little children, please don't squirm
Those ropes, I know, will hold you firm
Now look to me, the pendant calls
Back and forth your eyelids fall

Oh, little children, you can not leave
For you your families will grieve
Minds unraveling at the seams
Allowing me to haunt their dreams

Do not wail and do not weep,
It is time for you to go to sleep
Little children, you were not clever
Now you will stay with me forever.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Alice em Sab 08 Mar 2014, 23:47

off: quase quase no teste XD


Samantha observava a reação de Susana e ficava curiosa. Sentada ao lado da ruiva, a negra colocava a mão sobre as costas da outra, perguntando se estava tudo bem. Quando ouviu somente uma estranha música como resposta, começou a ficar realmente preocupada. A mão sobre o ombro da ruiva apertava com mais força e começava a sacudir de leve a outra, na esperança de obter alguma resposta. Sam não queria chamar a atenção e correr o risco de que levasse a outra para o hospital, já que sabia do desejo de realizar o teste. Após três minutos tentando e com Susana ouvindo nada além da voz da outra aspirante, a ruiva começou a erguer o rosto de seus joelhos. Primeiro receosamente e, após confirmar que Angélica e sua Persian tinham sumido, Havelle conseguiu erguer o rosto para que Sam observasse.

- O que houve?

A morena parecia verdadeiramente preocupada em sua voz, porém Susana ainda não tinha força para responder. Seu corpo inteiro tremia levemente e seus olhos estavam cheios de lágrimas. Samantha percebia que a outra ainda não estava pronta para falar. Na fila, vários começavam a se preparar para dormir, usando mochilas como travesseiros e jaquetas como cobertores. Um cidadão parecia mais preparado e carregava um travesseiro e um cobertor.

- É o seguinte. - Samantha se erguia repentinamente, chamando a atenção para si. - Se você guardar meu lugar na fila, eu busco algo para comermos, pois eu to faminta e aposto que você também deve estar. O que me diz?

Enquanto esperava a resposta de Susana, Sam já via outros na fila erguendo algumas notas e anotando em uma folha de papel algum pedido, todos agradecidos por alguém finalmente se dispor a ir buscar uma refeição. A julgar pelo número de mãos erguidas, Samantha voltaria com suprimentos para um mês inteiro...

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Mensagem por Susana_fire em Dom 09 Mar 2014, 21:09

off: \o/ oba *w*



Por um tempo, que poderiam ter sido horas, minutos, dias ou até mesmo apenas alguns segundos, me senti de volta ao escuro e ao som dos trovões do dia em que me perdi naquela floresta. O escuro me cercava de tal forma que me sentia mergulhada em um mar de trevas enquanto a única coisa que eu podia ouvir era uma estranha musica cantada por uma voz estranhamente familiar. Meu rosto já estava encharcado de lágrimas quando percebi mais uma voz me chamando isso me trouxe de volta ao que realmente tinha acontecido.

Eu não estava na floresta, a escuridão era apenas meus olhos fechados e a musica que estava ouvindo estava sendo cantada por eu mesma. Demorou mais um pouco até que eu finalmente parasse de chorar e de cantar para olhar em volta apenas para ver que Angélica não estava mais por perto e que os olhos escuros de Samantha me encaravam demonstrando muita preocupação. Sem conseguir responder eu só queria encontrar algum lugar para me esconder até que fosse minha vez de fazer o teste ou talvez ficar ali para sempre mesmo....

Enquanto os outros se preparavam para dormir onde estavam eu apenas secava as lágrimas com as mangas de minha blusa e desejava que mais ninguém tivesse me notado naquele lugar, Samantha decidia fazer algo mais útil. Com a condição que eu cuidasse de seu lugar na fila ela buscaria comida para todos e com muitos na fila já agradecendo ela por se oferecer, eu achei que não seria problema ficar ali guardando o lugar. Talvez até pudesse usar minha mochila para isso, mas primeiro peguei minha carteira e escrevi em um papel que queria um chocolate, uma latinha de refrigerante e qualquer salgado que vendessem.

- Eu cuido sim. - Falei entregando minha carteira pra Samantha e colocando minha mochila no lugar dela na fila. Não era o melhor jeito de guardar um lugar, mas comigo observando e uma câmera filmando todos os nossos movimentos, achei que não teria muitos problemas além de ter outros problemas com algum Meowth ou Persian que pudesse aparecer. Enquanto eu esperava Samantha voltar, peguei o saco de dormir da minha mochila e entrei até a cintura nele para me sentir um pouco mais confortável.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Alice em Qui 13 Mar 2014, 17:24

Após se acomodar em seu saco de dormir, Susana ficou mirando o resto da fila mais uma vez. O senhor de idade dormia sentado ainda, aparentemente sem nem ao menos perceber que Angélica se retirara. A jovem com cabelo de mexas azuis e que parecia desejar parecer a valente reclamava da situação a que eram submetidos, mas também se preparava para dormir.

Com vários passando a ouvir música ou ler e tantos outros já deitados dormindo, Susana não tinha muita escolha a não ser olhar o relógio e pensar em quanto tempo levaria para Samantha voltar. O som da chuva era audível nas janelas, mesmo não tendo nenhuma por perto. A ruiva, um pouco inquieta ainda desde a visão de Persian, alternava suas mãos entre ficarem quietas sobre seu colo e mexerem na mochila sob o pretexto de verificar os mantimentos e arrumar os itens em seu interior.

Quando Samantha retornou, reclamando da chuva, vários se manisfestaram a fim de pegarem suas encomendas. Uma sacola foi entregue para a ruiva. Em seu interior um chocolate ao leite, um refrigerante e um pacotinho com pães de queijo. Ao lado uma notinha que mostrava os itens comprados e o valor de 30Pk$, referente a compra inteira. A morena carregava uma sacola com um achocolatado, um sanduíche e uma maçã.

- Espero ter acertado no salgado. Eles tinham muitas opções. - A morena comentava enquanto a ruiva observava as compras.

Após o lanche, a dupla se uniu aos demais da fila que já dormiam. Uma noite que misturava o conforto da cidade, já que possuíam um teto lhes protegendo da chuva e do vento frio, e as dificuldades das rotas, visto que dormiriam em um chão frio e em um saco de dormir.

No dia seguinte, Susana não percebeu o que estava acontecendo. A ruiva despertava pela morena lhe chacoalhando pelo ombro. Sua noite, milagrosamente, havia sido boa. Um sono tranquilo, sem sonhos ou pesadelos e relaxante. Contudo o despertar em nada combinava com a noite. Samantha, ainda descabelada, informava que Angélica já estava na sala e estava quase na hora da ruiva. Antes que Susana pudesse absorver por completo as informações, Samantha entrava na sala da comandante. Vários na fila pareciam despertar incrédulos com o fato da oficial ter passado por eles e já ter realizado alguns testes sem que ninguém percebesse. A secretária, já sentada em sua mesa, parecia se divertir com o alvoroço e preocupação dos aspirantes na fila, que tentavam jogar suas coisas dentro das mochilas e arrumar as roupas com as mãos mesmo, cientes de que não poderiam se afastar para a higiene matinal. A jovem de cabelo azulado, tão desarrumada quanto todos os outros, saia de uma sala com a tatuagem de Stylist a mostra, claramente satisfeita. O senhor de idade, por outro lado, ainda estava dormindo. Ninguém despertara o senhor para lhe avisar de que já passara sua vez no teste. O relógio marcada 10 horas e 23 minutos da manhã.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Susana_fire em Sab 15 Mar 2014, 20:27


Ajeitada em meu saco de dormir que era em um tom sem graça de verde musgo, fiquei tentando passar o tempo enquanto esperava Samantha voltar. Parada, minhas mãos ainda tremiam, então de tempos em tempos eu acabava pegando minha mochila no colo e reorganizando os itens de todas as formas que eu conseguia imaginar, mas no fim, sempre acabava voltando os itens para onde estavam antes por medo de não achá-los quando fosse precisar deles.

Apesar de não ouvir mais o som da chuva tão forte quanto antes, o trovões ainda eram constantes, então assim que decidi parar de brincar com os itens eu fiquei abraçando minha mochila como se ela fosse um grande bichinho de pelúcia. Como a maioria dos que estavam na fila já estavam dormindo ou estavam ocupados demais com seus preparativos para dormir eu não devia estar me sentindo tão nervosa, mas depois da minha cena por causa da Persian da Angélica eu sentia como se todos estivessem olhando para mim, então antes que eu percebesse, já estava com a cara escondida na minha mochila.

Assim que ouvi sons de passos no corredor, coloquei minha mochila para apoiar melhor minhas costas e me sentei melhor exatamente quando Samantha terminava de entregar a comida dos outros e voltava para seu lugar na fila. Depois de guardar minha carteira contando apenas por cima o troco, peguei o pacote de pães de queijo e o refrigerante da sacola.

- Esta ótimo, eu nem sabia qual escolher. - Comentei começando a comer o mais devagar que a fome deixava, pois se não acabaria engolindo aqueles pãezinhos em menos de um minuto. Durante o lanche não falamos muito e mesmo depois disso só trocamos um rápido "boa noite" antes de dormir no chão mesmo. Depois do que Samantha viu eu não sabia bem o que dizer e como ela também não parecia saber bem o que perguntar, a conversa acabou no mesmo momento em que Angélica foi para casa.

Usando minha mochila de travesseiro e me encolhendo bastante para não sentir frio a noite, até que consegui dormir muito bem. Não tive nenhum pesadelo e mesmo estando dormindo em um degrau frio e duro, não acordei nem uma vez e até me assustei quando Samantha teve que me acordar para avisar que não só Angélica já tinha voltado, mas que também já estava quase na minha vez de fazer o teste.

Felizmente o susto me fez acordar bem rápido e assim que Samantha foi para a sala da Comandante fazer o teste para Stylist, eu já estava de pé guardando o saco de dormir na mochila e logo estava passando as mãos no cabelo e roupas para não ficar tão evidente que eu havia acabado de acordar. Eu sabia que nunca conseguiria me arrumar direito naquele corredor, então assim que achei que estava com uma aparência aceitável, simplesmente parei de me arrumar e fiquei observando ansiosamente a porta de madeira escura que levava até a sala da Angélica.

Enquanto esperava e sentia minha ansiedade crescer muito quase levei um susto ao ver que aquele senhor ainda estava dormindo no mesmo lugar desde a ultima vez que tinha olhado para ele. Eu não estava acreditando que ninguém tinha acordado ele ou pior, que simplesmente tinham pelado a vez dele aproveitando o sono pesado em que ele estava. Como ele não estava muito longe decidi tentar acordá-lo antes e ir fazer meu teste.

- Com licença senhor. Daqui a pouco é a sua vez de ir fazer o teste. Acorda. - Falei balançando de leve o ombro dele esperando que depois de dormir tanto, não demorasse muito para que ele acordasse, mas o que eu mais esperava era que ele não resolvesse me culpar por tantos terem passado na frente enquanto ele dormia.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Alice em Dom 30 Mar 2014, 00:55

A noite de sono havia sido relativamente tranquila, apesar do som dos trovões, da visão da Persian de Angélica e do lugar nada aconchegante. Entretanto ser desperta por uma Samantha completamente descabelada e apressada, não era uma boa maneira de se começar o dia. Susana nem teve tempo para entender direito a situação antes que a outra desaparecesse atrás da porta da sala da comandante.

A ruiva já começava a arrumar a mochila, simplesmente socando seus pertences no interior, já que não possuía muito tempo. Os dedos, a cada segundo que podiam, deslizavam pelo cabelo, tentando desembaraça-lo um pouco, ou esfregavam os olhos, na falha tentativa de afastar o sono. Nesse caos de tarefas, a aspirante a Stylist percebeu o senhor de idade ainda dormindo no mesmo lugar e, sem acreditar que os outros haviam simplesmente o pulado, a jovem tentou despertá-lo.

- Depois eu vou. Se não dormir direito, não vou conseguir responder nada. Então, boa noite. - O senhor respondia sem nem abrir os olhos.

Susana respirou fundo perante a fala do homem. Mal sabia ele que Angélica possivelmente usaria esse fato no teste, porém só Arceus sabia se a favor ou contra o senhor. Passando mais uma vez a mão pelos cabelos e resolvendo voltar a tentar fechar a mochila, que lutava pelo fato dos itens em seu interior não estarem devidamente organizados, a ruiva viu Samantha sair da sala satisfeita e agradecendo compulsivamente a comandante.

- Consegui! - A morena gritava após fechar a porta da sala de Angélica.

Samantha claramente tentou se aproximar de Susana para comemorar a vitória, entretanto um cadete a chamou para a tatuagem e a morena só teve tempo de acenar para a ruiva antes de sumir por outra porta. A ruiva ainda se lembrava do outro homem que foi reprovado. A mancha de sangue ainda na parede e, finalmente sendo retirada por um faxineiro, não permitia que fosse diferente. Já Samantha fora aprovada... A comandante claramente usava diversos parâmetros avaliativos... Samantha nem possuía certeza se já queria partir em viagem e fora aprovada. O outro, confiante e desejando ardentemente a licença, não.

- Ruivinha, é a sua vez. - A secretaria chamava.

Susana tentou mais uma vez arrumar seu cabelo enquanto, respirando fundo, entrava na sala que decidiria seu futuro. A aspirante tentava se preparar para o que sabia que iria encontrar, porém parecia não ter dado muito certo... Angélica estava sentada atrás de sua mesa com uma garrafa de água pela metade próxima. Um braço dobrado sobre a madeira e a mão do outro apoiando a fronte. A julgar pela pressão dos dedos, a comandante estava com dor de cabeça, sintoma previsível no começo da gravidez, que havia se tornado pública há pouco tempo. Talvez o desconforto contribuísse com o olhar frio e cruel evidenciando muita irritação que foi direcionado a ruiva, já que a mesma não gostaria de acreditar que a mais velha sempre teria um olhar daqueles...

Contudo não era a comandante quem mais causara pavor em Susana, mas sim sua Persian. A felina, que parecia maior do que na noite anterior, estava sentada ao lado da mesa. Seu olhar era penetrante e parecia querer desvendar a alma da aspirante, ou simplesmente calculava o melhor momento para ataca-la. Nenhuma das duas hipóteses agradaria de qualquer forma... O rosnar baixo tornava audível o humor tanto da humana quanto da Pokémon e criava uma sinfonia aterrorizante com o vento que ainda castigava Nyender. Um trovão ao fundo fechava o cenário mais apavorante que Susana se lembrava de ter vivido desde o misterioso ocorrido na Kuroi Mori.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Susana_fire em Dom 30 Mar 2014, 17:18


Deixando o velho dormindo em paz, já que era isso que ele queria, terminei de arrumar o cabelo da melhor forma que consegui. Sem poder fazer muito mais além de socar e apertar minha mochila tentando fazer o zíper se fechar, logo Samantha saia muito feliz da sala da Angélica e nem precisei perguntar para descobrir que felizmente ela tinha passado. Só tive tempo de parabenizá-la muito rapidamente antes que dois cadetes a levassem para fazer a tatuagem e escolher seu inicial. Que sortuda.

Assim que ela passou por uma porta tentei me manter calma enquanto esperava que me chamassem, mas fazer isso era quase impossível, então assim que a secretária me chamou quase dei um pulo de susto antes de ir até a porta. Não me importando mais com o que os outros na fila achassem de mim, parei um pouco e respirei fundo umas cinco vezes antes de entrar na sala da Comandante.

Entrando lá evitei olhar para qualquer coisa que não fosse a Angélica, pois assim dificilmente veria a Persian e com isso talvez, só talvez conseguisse passar pelo teste sem nenhum problema. Logo de inicio percebi que Angélica parecia estar sofrendo um pouco com o começo de sua gestação e imaginei que aplicar tantos testes não deveria estar ajudando em nada com a dor de cabeça, então decidi não fazer muito barulho ou prolongar muito o teste.

O olhar que ela me lançava era muito frio e amedrontador, mas nada que ela fizesse podia ser mais ameaçador ou me assustasse mais do que o som baixo e constante do rosnado da Persian da Comandante. Nesse momento comecei a tremer muito, mas consegui me manter um pouco mais calma me concentrando só na Angélica e imaginando que a Persian era da mesma linda cor que aquela estátua que enfeitava a entrada da Academia.

- Bom dia Comandante, estou aqui para fazer o teste para Stylist. - Falei conseguindo esconder parte do meu nervosismo, mas mesmo assim estava muito óbvio que eu estava muito apavorada sentada naquela cadeira. Enquanto esperava uma resposta e tentava muito não olhar nem por um segundo para a Persian, torcia para que Angélica não levasse minha coragem em consideração durante o teste.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Alice em Ter 01 Abr 2014, 12:43

Por mais que se esforçasse, Susana não conseguia ocultar seu nervosismo. O corpo inteiro tremia levemente, apesar da voz de ter saído sem revelar isso. No nível de tensão que a jovem aspirante se encontrava, seria normal para qualquer um gaguejar. Persian seguia rosnando, o corpo da ruiva tremia em sincronia, quase como uma dança, e seus olhos se firmavam ainda mais em Angélica, enquanto a mente visualizava a estátua cinza do felino na busca por um pouco mais de segurança.

Angélica escutava a fala da garota sem mudar sua expressão. A mão abandonava a fronte e se encontrava com a outra sobre a mesa. Os olhos analisaram a jovem aspirante minuciosamente, como se em busca de segredos ou falhas que a reprovassem. Pela visão periférica, Susana vislumbrava um movimento de cabeça da felina, mas jamais viraria o rosto para saber o que a gata estava fazendo, não importaria o quanto estivesse curiosa.

- Imagino que saiba que querer não é poder mocinha. - Angélica começava a falar. Por mais que no primeiro momento ela parecesse sofrer com os sintomas da gestação, sua voz se mantinha firme e soberana. As dores e desconfortos pareciam não atrapalhar em nada a mulher. - Dá próxima vez que desejar algo Srta. Havelle, é bom se apresentar antes. Agora, de forma sucinta e objetiva, por que você merece ter a chance de se tornar mais uma fútil Stylist?

A atenção sobre o fato de não ter se apresentado criou certo constrangimento na ruiva. Por mais que tenha usado o tratamento correto ao falar com a comandante, não poderia presumir que ela lhe conhecia, como acabou se confirmando e isso era outro fator que assustava Susana.

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Mensagem por Susana_fire em Qua 02 Abr 2014, 23:13


Com a imagem da grande e magnifica estátua do Persian em minha mente, fiquei aguardando ansiosa o que a Comandante responderia. Apenas de analisar sua expressão tinha a impressão que o teste seria muito mais difícil que o normal, mas já esta ali, então não desistiria até ter minha licença. Não tinha mais dinheiro e nem vontade para voltar para Mengun antes de conseguir meu pokemon, então não importava quantas vezes teria que fazer aquele teste, não sairia de Nyender sem minha licença e pokemon ao meu lado.

Depois de ficar cada vez mais ansiosa com Angélica me analisando sem dizer uma unica palavra ou demonstrar qualquer qualquer reação, finalmente a comandante respondeu, mas mesmo me sentindo melhor com isso, ao mesmo tempo me sentia péssima por ter esquecido algo tão básico como me apresentar. Toda a cor voltou para o meu rosto e estava tão envergonhada que nem ao mesmo estranhei quando a Comandante me chamou pelo sobrenome mesmo sem eu ter me apresentado.

- Sim e me perdoe por isso Comandante. - Falei olhando agora para as minhas mãos enquanto tentava recobrar o pouco de coragem que tinha para olhar novamente para Angélica antes de continuar a responder. - Quero me tornar Stylist para conhecer novos lugares e tentar trazer mais alegria para todos enquanto tento superar meus próprios medos. - Conclui resumindo o máximo possível meus objetivos ao mesmo tempo em que evitava comentar sobre o que eram esses meus medos, já que a lista era maior do que eu gostava de admitir, ou comentar que futuramente tentaria me tornar uma cadete.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Alice em Seg 07 Abr 2014, 00:30

Susana ficou alguns instantes, talvez segundo, certamente não mais que poucos minutos, mas que pareceram horas, olhando as próprias mãos. As bochechas coradas de constrangimento devido ao esquecimento. Respirando fundo e vislumbrando a coragem que lhe levara até ali, a ruiva ergueu o rosto e resumiu o máximo que pode sua resposta. A jovem até ficara satisfeita pelo fato da comandante não desejar uma resposta longa, já que Susana não pretendia explanar sobre seus medos ou panos futuros. Respostas curtas, no momento, eram mais convenientes.

- Qual medo?

Duas palavras proferidas como se nada fosse, mas que carregavam muito poder destrutivo na concepção de Susana. Entretanto era a mais lógica de se esperar. Analisando bem, a jovem, sem licença e sem Pokémon, já conhecia diversos lugares. Grung, Mengun, Nyender... Três das maiores cidades do continente. Viajar... Qualquer civil poderia viajar sem fazer os testes. A outra parte de sua resposta igualmente não era forte o suficiente, pois, se resgatasse as lembranças de sua infância, Susana já espalhara alegria e, como mãe, Angélica já deveria ter descoberto o potencial que os atos mais simples possuíam de proporcionar felicidade. Yasmin, com suas brincadeiras inocentes, levava luz a diversos estranhos todos os dias, sem precisar de seus pokémons para isso, assim como Susana no passado. A ruiva não poderia negar que já tinha tal talento e só necessitava recuperá-lo.

O som do temporal do lado de fora ainda era intenso. Os olhos da ruiva se mantinham firmes nas mãos da comandante e sua mente refletia diversas vezes, procurando uma boa resposta. A morena era certeira e leta, como esperado e comprovando a ideia de que o teste seria muito difícil. Persian, ao lado da mesa, mantinha-se sentada, porém o rosnado cessava. A aspirante, no entanto, sentia os olhos felinos lhe analisando.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Susana_fire em Seg 07 Abr 2014, 22:19


Sentada naquela cadeira olhando cada detalhe das minhas mãos, sem realmente prestar muita atenção nisso enquanto esperava uma resposta de Angélica, tentei não pensar em nada a minha volta que não fosse a comandante, pois caso o contrário acabaria não conseguindo fazer o teste ou qualquer outra coisa que não fosse correr chorando para longe. Com o rosnado baixo, porém constante da Persian sendo o único som além da tempestade, não tive problemas em ouvir o que a Comandante dizia e de todas as perguntas que ela podia fazer, essa era a pior para mim.

Sem levantar a cabeça ou olhar para qualquer outra coisa que não fossem minhas mãos juntas em meu colo, fiquei imaginando como responder essa pergunta sem destruir completamente minhas chances de começar o teste. Minha vontade era de simplesmente mostrar um dos vários relatórios médicos que descrevia meus medos e como eles me afetavam em vez de falar tudo para a Angélica, mas se fizesse isso com certeza ela veria a parte que recomenda fortemente que eu nunca saia de casa sem supervisão. Então, sem ter muitas escolhas, respirei fundo umas duas vezes antes de começar a responder.

- Eu..... eu tenho medo de algumas coisas que parecem pequenas e bobas para todos, como escuro, lugares completamente desconhecidos e .... de pokemon amarelos. - Falei fechando os olhos por um momento antes de continuar explicando para que Angélica não me expulsasse por uma história tão ridícula. - Eu nem sempre tive esses medos e por mais que pareçam pequenos, me impediam até de sair de casa. Também não sei a o por que tenho medo de coisas tão...... infantis. Só sei que ficando trancada em casa como todos dizem só piora eles, então decidi sair e enfrentar tudo o que eu temia de frente, mas pra isso preciso de alguém comigo. Alguém que não fique com pena e nem que me julgue, só que me ajude a ter mais confiança em sair pelas rotas sem ter que me preocupar tanto com pokemon selvagens ou com o que mais tenha por ai. - Concluí antes que falasse muito mais que o necessário.

Assim que terminei de falar me senti muito mais confiante do que me sentia desde que havia entrado na delegacia. Agora que tinha falado meus medos e dado razões que para mim já eram suficientes para começar o teste, me sentia confiante o bastante para voltar a olhar para Angélica enquanto aguardava uma resposta em vez de ficar tentando me "esconder" olhando apenas para as minhas próprias mãos.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Alice em Ter 08 Abr 2014, 23:55

Angélica observava atentamente a resposta de Susana, identificando claramente o receio e, talvez, até um certo constrangimento na fala da ruiva. Os dedos cobertos por luvas brancas descansavam calmamente sobre a mesa e, sem pressa, arrastaram uma das inúmeras folhas para o alcance dos olhos da morena. A comandante leu superficialmente o documento, algo que Susana não percebeu, já que estava ainda mirando as próprias mãos.

- Você não aparenta ter cogitado a possibilidade do primeiro Pokémon não corresponder a essas expectativas e não se tornar exatamente um parceiro tão próximo.

A voz começava ainda séria e soberana, obrigando a mente da aspirante a refletir sobre o que faria caso isso se tornasse realidade... Enquanto a jovem pensava, Angélica recolhia as demais folhas que estavam sobre sua mesa, mantendo somente a escolhida e mais duas em suas mãos. A ruiva viu um reflexo de movimento ao lado da mesa e sabia que era Persian, porém mais uma vez não erguia o rosto.

- Entretanto, você não parece ser o tipo de pessoa que dará trabalho aos meus cadetes. Se quer realizar o teste, não irei impedi-la.

O coração de Susana pulou de felicidade e seu rosto se ergueu imediatamente, contudo o sorriso murchou mais rápido ainda. Sobre a mesa de Angélica havia uma única folha e a própria Persian. A pata grande e amarela sobre a folha, levemente empurrando-a para frente. As primeiras perguntas. A ruiva percebia que antes de realizar o teste escrito, tinha mais um ainda para enfrentar: provar que lutaria contra seu medo. Ao lado do corpo felino, Angélica era muito visível em pé. A aspirante nem ao menos sabia precisar quando a comandante ergueu e muito menos notava a mão pressionada no baixo ventre. O rosnar tinha cessado por completo, os olhos atentos encontrando o olhar assustado e, ao fundo, a única trilha sonora do pior teste que Susana poderia enfrentar aquele dia era a chuva na janela.

1) Berries são amplamente conhecidas e possuem grande variedade. Após anos de pesquisas descobriu-se que muitas possuem propriedades medicinais. Faça uma lista com 5 Berries usadas para tratar Status de batalhas e um item correspondente.

2) Um lugar de grande beleza, onde as pessoas foram forçadas a viver em conjunto, o que as tornou, com o passar do tempo, alegres e simpáticas. De que cidade estou falando? Fale um pouco sobre ela.

3) Nas batalhas, certos ataques podem causar mudanças de status em seu pokémon, cite três movimentos (um especial, um físico e um de suporte) que causem no adversário o status Burn. Diga um item natural, uma Berry e um item encontrado nos Mercados que curem esta alteração.

4) Diga-me uma habilidade que tire proveito do campo com Sandstorm. Um movimento melhorado devido essa habilidade e um que seja prejudicado também.

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Susana_fire em Dom 13 Abr 2014, 01:43

Ainda olhando para as minhas mãos tive a impressão de ouvir o som de papel, mas nem parei para pensar nisso, pois logo a comandante começava a responder se eu iria ou não começar a fazer o verdadeiro teste para se conseguir a licença de Stylist. Sem mexer um único músculo, fiquei ouvindo atentamente cada palavra que ela dizia e assim que ela comentou sobre minhas expectativas sobre meu primeiro pokemon, só não respondi nada por respeito, mas já havia pensado nisso. Antes ter que lidar com o pokemon mais rebelde e indiferente do mundo do que continuar passando os ias no meu quarto apenas observando e sonhando com o mundo.

Tentando não pensar no movimento que aconteceu ao meu lado, que provavelmente seria a Persian fazendo alguma coisa, quase prendi a respiração enquanto Angélica continuava a falar. Assim que ouvi que faria o teste quase comecei a pular pela sala de tanta felicidade, mas assim que levantei a cabeça para começar a fazer o teste foi como se alguém tivesse roubado completamente a felicidade e qualquer outra coisa naquela sala que não fosse o medo que agora eu estava sentindo.

Sentada bem na minha frente me encarando com aqueles olhos profundos estava a a Persian da Angélica, com uma de suas patas empurrando uma folha na minha direção. Olhando para aquela pokemon tão próxima, tão feroz... tão amarela me esqueci do teste, esqueci da Angélica esqueci onde estava, só queria sair correndo para o mais longe possível. Mas em vez de fazer isso senti todos os músculos do meu corpo congelarem de medo enquanto encostava cada mais mais na cadeira.

Sentia minha respiração e coração mais acelerados do que nunca enquanto não conseguia desviar os olhos da pokemon que apenas me observava, mas que eu sentia que me atacaria a qualquer segundo. Ao som aquele musica estranha ecoando em minha mente, observei meio inserta minha mão tremula se aproximar cada vez mais do pedaço de papel preso em baixo de uma das patas da felina e com apenas um puxão rápido que arrancou um pequeno pedaço do canto inferior da folha, puxei as questões para o meu colo, onde tive vontade de me esconder por completo.

Sem saber quanto tempo havia se passado ou quando havia pego aquela caneta que agora estava firmemente segura em minhas mãos, cujos dedos ficavam cada vez mais brancos por causa da força com que estava segurando o objeto tentando fazer minha mão parar de tremer, comecei a responder as questões.

1) Berries são amplamente conhecidas e possuem grande variedade. Após anos de pesquisas descobriu-se que muitas possuem propriedades medicinais. Faça uma lista com 5 Berries usadas para tratar Status de batalhas e um item correspondente.

2) Um lugar de grande beleza, onde as pessoas foram forçadas a viver em conjunto, o que as tornou, com o passar do tempo, alegres e simpáticas. De que cidade estou falando? Fale um pouco sobre ela.

3) Nas batalhas, certos ataques podem causar mudanças de status em seu pokémon, cite três movimentos (um especial, um físico e um de suporte) que causem no adversário o status Burn. Diga um item natural, uma Berry e um item encontrado nos Mercados que curem esta alteração.

4) Diga-me uma habilidade que tire proveito do campo com Sandstorm. Um movimento melhorado devido essa habilidade e um que seja prejudicado também.

1)Pecha Berry = Cura o envenenamento. Item correspondente: Antidote
Aspear Berry = Cura o Status congelado. Item correspondente: Ice Heal
Cheri Berry = Cura a paralisia. Item correspondente: Parlyz Heal
Chesto Berry = Acorda pokemon adormecidos. Item correspondente: Awakening
Rawst Berry= Cura queimaduras. Item correspondente: Burn Heal

2) Esta falando de Grung city. Cidade onde passei parte da minha infância, Grung é mais conhecida por seus grandes prédios que sempre estão em reforma para acrescentar mais um andar para comportarem uma população em constante crescimento. Poucos sabem que as pessoas dessa cidade foram obrigadas a conviver juntas por conta a falta de espaço nas cidades e a impossibilidade desta se expandir para os lados. Na maior parte do tempo as pessoas convivem bem com os pokemon que habitam as ruas da cidade. Os pokemon que habitam essa cidade são: Abra e suas evoluções, Pidgey e suas evoluções, Pichu, Pikachu (Raichus não são encontrados por conta da falta de Thundertones que existe nessa região) e Ledyba e sua evolução (Ledian).
Ao norte a cidade faz divisa com a grande Seimei forest, a leste faz divisa com a rota 7 e a oeste fica o grande Monte Craig.

3) Ataque especial: Flamethrower
Ataque fisico: Flame Wheel
Ataque status: Will-o-wisp
Heal Powder, Burn Heal e Raest Berry curam esse status.

4) Habilidade: Sand Veil = o Pokémon usuário terá 20% a mais de Evasão e terá imunidade ao dano que a tempestade de areia causaria.
Ataque melhorado: Weather Ball se torna do tipo rock e dobra de poder
Ataque prejudicado: Moonlight = recupera apenas 1/4 de HP

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Alice em Dom 13 Abr 2014, 19:19

Susana respirou fundo, sentindo cada pulsar de seu coração vibrar por seu corpo. O ar lhe arranhava os pulmões e parecia exigir o dobro de esforço para abandonar seu corpo e permitir que o novo entrasse. Persian mirava a jovem, simplesmente a avaliando, entretanto tudo o que a garota sentia é que, se não tomasse cuidado, as garras estariam cravadas em sua carne no instante seguinte. Timidamente os olhos desviavam para o papel abaixo da pata grande e para a mão que, apesar de tremula, se aproximava. Ao puxar a folha com força e voltar a se encolher em sua cadeira, um pedaço da prova acabou ficando para trás, porém nada que faria falta no momento.

O coração ainda batia rápido enquanto a caneta deslizava pela folha branca. O ato de ler e responder parecia ser executado por outra pessoa, pois a ruiva sentia que sua mente não estava concentrada, apesar de confiar nas respostas. Angélica analisava a jovem com interesse, reconhecendo os sinais de um trauma. A comandante parecia interessante o fato da jovem resolver se voltar contra o medo, em vez de simplesmente ceder a ele como deveria ter sido recomendada.

Ainda tentando acalmar e rezando para não enfrentar o olhar de Persian novamente, Susana ergueu a folha respondida. Sem erguer a face, sentiu a comandante pegar o papel e em seguida, outra parava em seu campo de visão, com novas questões um pouco mais difíceis. Susana agradecia não ter de mirar a gata mais uma vez e não se importava em não ver a feição da comandante enquanto esta corrigia as quatro questões anteriores. O temporal do lado de fora ainda parecia distante e a ruiva só queria encerrar a prova e sair logo da sala. Preferia a chuva à Persian.

5) Marque Verdadeiro ou Falso:
( ) Usar 4 Oran Berrys equivale a usar uma Fresh Water.
( ) Lucky Egg dá 30% experiência a mais do que o normal numa batalha.
( ) Hyper Potion recupera 75% do HP
( ) Uma Lum Berry equivale a um Full Heal

6) Um jovem gladiador, com seu recém-capturado Scyther, caminha pelas ruas de Chermont City. Mexendo em seus pertences, lembra-se que possui a TM Swords Dance. Liberando sua Chikorita, ensina para o pokémon inseto e para a pokémon grama o novo golpe. A situação descrita é possível? Disserte.

7) Diga onde pode ser encontrado Mystic Water e sua porcentagem se ser encontrado.

Pontuação até agora: 4,0

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

Mensagem por Susana_fire em Seg 14 Abr 2014, 23:44


Ouvindo apenas o som do meu coração pulsando muito rápido, a música estranha ecoando por minha mente e muito ao fundo os sons da tempestade que me incomodavam cada vez menos enquanto sentia Persian me encarando sem parar. Minhas mãos tremiam muito, mas felizmente consegui responder todas as perguntas com uma letra razoavelmente legível.

Sem querer olhar novamente para a felina ou para qualquer outro ponto da sala que não fosse onde antes estava apoiando a folha do teste, apenas levantei o papel esperando que a Comandante não se incomodasse com isso e que isso não afetasse meu resultado final. Sentindo a folha sendo pega pude apenas torcer para que tivesse conseguido responder tudo corretamente.

Pegando a próxima parte do teste que felizmente estava na ponta da mesa, bem longe da pokemon da comandante, voltei a me concentrar apenas em responder todas as perguntas. Enquanto minhas mãos tremulas se apressavam em responder tudo o mais rápido que conseguia, me sentia totalmente isolada da sala, como se estivesse sozinha de novo em meu quarto, ou estivesse de volta as profundezas de Kuroi mori. Esse pensamente piorou meus tremores e senti um forte arrepio, mas ainda assim continuei respondendo.

5) Marque Verdadeiro ou Falso:
( ) Usar 4 Oran Berrys equivale a usar uma Fresh Water.
( ) Lucky Egg dá 30% experiência a mais do que o normal numa batalha.
( ) Hyper Potion recupera 75% do HP
( ) Uma Lum Berry equivale a um Full Heal

6) Um jovem gladiador, com seu recém-capturado Scyther, caminha pelas ruas de Chermont City. Mexendo em seus pertences, lembra-se que possui a TM Swords Dance. Liberando sua Chikorita, ensina para o pokémon inseto e para a pokémon grama o novo golpe. A situação descrita é possível? Disserte.

7) Diga onde pode ser encontrado Mystic Water e sua porcentagem se ser encontrado.

5) V
V
F
V

6) Não é possível. Mesmo que os dois pokemon do gladiador possam aprender esse ataque, toda TM tem um tempo de recarga, o que quer dizer que depois de ser usada em um pokemon é preciso esperar que ela recarregue antes de ser usada novamente. Nesse caso o gladiador teria que esperar 5 dias para o Swords Dance recarregar.

7) Arima 5%

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Que comece a tortura... ou seria teste? Empty Re: Que comece a tortura... ou seria teste?

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