[oneshot] O Lucario de Angélica

Ir em baixo

[oneshot] O Lucario de Angélica

Mensagem por Alice em Dom 02 Mar 2014, 17:12


O Lucario de Angélica



O sol brilhava alto, desejando dominar o ambiente e espalhar seu calor. Entretanto uma brisa suave frustrava seus planos, amenizando a temperatura e tornando o dia quente em um dia perfeito para um parque de diversões. Sob o riso de crianças, balões flutuavam selvagens sendo incessantemente perseguidos pelos criadores da melodia infantil que se unia a voz de uma única menina. Os pés de Lucario seguiam entre o andar e o correr, permitindo à menina em seus ombros desfrutar da altura e tocar em uma das bolas coloridas que se refugiava cada vez mais longe de seu alcance. Os dedos pequenos se esticavam tentando impedir a fuga do balão sem obter sucesso, no entanto. O olhar castanho olhava as cores se perderem no céu azul e por um instante um pequeno principio de choro ousou se aproximar, impedido por um palhaço que logo brincava de criar uma flor com um balão cor-de-rosa.

Sob a proteção de um olhar sempre vigilante, Lucario permitia que seu joelho tocasse o chão e a criança em seus ombros pegasse a flor que lhe era oferecida, recuperando a risada inocente e repleta de vida. Motivado pelo som gentil e genuinamente alegre, o vento se amansava e acariciava a face delicada, agitando levemente os cabelos presos em alto rabo de cavalo. A mulher mais velha delicadamente retirava os fios que, com a mesma brisa, ousavam interferir em sua visão da própria filha. Os dedos longos guiavam o cabelo foragido para seu lugar atrás da orelha e um sorriso terno adornava a face ao notar a alegria da criança com sua nova flor.

Vestida como uma civil, a capitã Thompson passava despercebida entre as diversas famílias que buscavam o parque para um dia de lazer com suas crianças. A calça jeans e a camiseta branca de manga curta não escondiam um corpo fruto de treinamentos intensivos. O começo de uma cicatriz escapava pela manga branca, ousando alcançar o interior de seu cotovelo. Entretanto a marca mal chamava a atenção perante o olhar gentil direcionado à Yasmin. Ainda sobre os ombros do Pokémon lutador, a menina de somente dois anos alcançava seu balão para a mãe antes de apontar para o carrossel e guiar Lucario até o brinquedo. O Pokémon somente esperou o rápido segundo que levou para Angélica lhe permitir partir e rapidamente se posicionou na fila. Sem o jaleco e igualmente usando calça jeans, Gregory parava ao lado da mulher, mirando a criança se divertir como jamais ele vira. Somente um olhar mais atento perceberia a identidade do casal. A trança escorregava sobre o ombro e deslizava de volta ao meio das costas quando a mulher virou a face em direção ao médico e lhe comentou sobre algo inaudível para quem não prestasse atenção. Perante o som alto do ambiente e a falta de sigilo no assunto, a oficial não parecia tentar ser discreta.

A música do carrossel começava, chamando a atenção dos pais que aguardavam a descida dos filhos. Diversas crianças, pequenas demais para andarem sozinhas, eram acompanhadas por um adulto, no entanto somente Yasmin possuía a seu lado um Lucario. O lutador parecia satisfeito em supervisionar a menina. Uma pata cuidadosa sobre as costas pequenas, enquanto a pequena Ponyta de plástico subia e descia acompanhando o ritmo do brinquedo. A alça do pequeno macacão insistia em deslizar pelo ombro da menina e o Pokémon insistia em colocá-la no lugar.

Ainda segurando a flor de plástico, Angélica aguardava o brinquedo encerrar mais uma de suas voltas. A seu lado, Gregory se distraia com um pequeno jogo de tiro ao alvo, falhando miseravelmente em manusear a arma de brinquedo e arrancado um riso, que rapidamente foi contido, da mulher a seu lado. Angélica desviava os olhos, mantendo sua visão fixa no carrossel, porém o médico sabia que ela rira de sua pontuação considerada ridícula por qualquer um. Quando o carrossel cessou sua última volta, Lucario guiou Yasmin pela mão até seus pais e, sem querer, impediu qualquer comentário do homem. Para desgosto de Gregory, ao chegar, Yasmin logo se encantava por uma pelúcia em forma do lendário Pokémon Mew exposta entre os maiores prêmios da barraca de tiro. Considerando o pedido da filha, a capitã retirou a arma do suporte, pagou a taxa necessária e em poucos segundos quebrou o Record do brinquedo. Gregory se afastava maldizendo os cadetes, Yasmin abraçava a pelúcia que era de seu tamanho e Lucario aproveitava o fato da menina estar parada para amarrar o cadarço do tênis rosado. Para muitos pokémons ser babá de uma criança poderia ser humilhante, entretanto para Lucario tudo valia a pena quando Yasmin lhe envolvia o pescoço com os braços ainda tão curtos e lhe depositava um beijo na bochecha. Todas as noites quando ouvia sua menina rezar para Arceus e pedir que ele lhe protegesse, o coração do Pokémon se aquecia e seu amor pela menina aumentava. Em sua concepção, Angélica lhe deu a mais gratificante e honrada tarefa, a capitã lhe confiou a vida de sua filha e o lutador daria sua vida pela pequena se fosse necessário.

O médico logo chamava a família para um pequeno lanche. A criança, nos braços de Lucario, logo começava a listar as diversas comidas que desejava, conseguindo um erguer de sobrancelha de Gregory. Conhecendo a filha, o homem não negou nenhum dos pedidos, mas condicionou a compra de um novo lanche ao encerramento do anterior. Enquanto Angélica colocava a pelúcia e o balão em uma cadeira ao lado de Yasmin, o médico retornava com o primeiro item da lista de lanches de Yasmin e, como ele imaginava, o último da lista. O homem tentava convencer sua filha a parar de forçar a batata frita, porém a teimosia da menina era maior e ela lembrava de que não poderia pedir um sorvete enquanto não terminasse com as batatas. O homem somente suspirou antes de alcançar o dinheiro para a menina pegar seu tão almejado sorvete que certamente sobraria.

- Aposto que não imaginou que seria assim ter um filho. – A capitã comentava cruzando os braços sobre a mesa e pegando uma das batatas fritas abandonadas pela filha.
- E você imaginava?

A mulher não respondeu ao homem, distraída em observar o Pokémon e o vendedor suspirarem enquanto a criança mudava de ideia sobre o sabor a ser comprado mais uma vez. Gregory às vezes se impressionava com a facilidade com a qual Angélica esquecia o mundo para admirar a filha nos raros momentos de paz que encontravam. Ele estava certo em dizer que ela seria boa mãe. Poucas crianças conheceriam tamanho amor.

Debruçando-se em sua cadeira, Gregory mirava Yasmin provar um picolé de limão e fazer cara feia para o sorvete, empurra-lo para a mão de Lucario e comprar outro de chocolate logo em seguida. Exatamente como o médico sabia que aconteceria. Crianças em parques de diversões às vezes pareciam ser tomadas por uma força misteriosa que as levava ao limite da razão, supondo-se que elas já teriam desenvolvido algum tipo de razão...

Ainda na cadeira e esticando um pouco as pernas, por um pequeno momento, o homem se permitia imaginar se sobreviveria a uma vida inteira assim. Uma mulher, uma filha e fins de semana em um passeio inocente... Naquele momento parecia um pequeno sonho interessante, entretanto ele sabia que não demoraria a ser atingido pelo tédio e, conhecendo a mulher ao seu lado no momento, uma briga de casal teria potencial letal na relação. Após um suspiro o moreno se resignava com o futuro nunca calmo que o aguardava e muito diferente do destino da grande maioria das pessoas. O futuro que ele escolheu uma noite em um bar qualquer e muito mais condizente com uma mente brilhante que não merecia ser confinada às escolhas padrões do cidadão comum.

As horas transcorriam com serenidade e tranquilidade. A pobre pelúcia de Mew já estava suja de sorvete de chocolate e isso iria garantir algum trabalho doméstico para a capitã que certamente tentaria limpá-lo para a filha. A maior parte dessas horas se passava sobre o carrossel e outra parte considerável sobre a roda gigante. Lucario, apesar do treinamento intenso de Angélica, já demonstrava sinais de cansaço, assim como os dois adultos e muito diferente da menina. Muito curiosa, a criança parecia arrastar a família até cada novo brinquedo que encontrava e poderia andar, sempre retornando para os favoritos logo depois. Apesar da fadiga, a capitã ainda esboçava o mesmo sorriso tênue que decorava sua face o dia inteiro. O médico ainda não reclamou, o que poderia ser considerado ainda mais intrigante. Um dia comum, sem missões e sem hospital, proporcionando à pequena Yasmin algumas horas de felicidade que certamente durariam por dias. Contudo o som do primeiro tiro acompanhado de gritos sem alegria destruiu a magia do dia.


     


Sem armas, somente acompanhada de Lucario e praticamente indefesa, a capitã deixava sua filha ao lado do médico, confiando a segurança de Yasmin ao pai, e partia para mais uma batalha. O Pokémon azul ainda olhou para a criança, com medo de deixá-la sem maiores proteções, mas gritos infantis lhe chamavam para sua missão. Naquele momento a capitã se amaldiçoava por não ter carregado seus outros pokémons, afinal de contas que mal poderia ocorrer em um dia no parque de diversões?

O tênis branco a impulsionava para frente mais rápido do que sua mente refletia sobre a ideia. Seu treinamento se manifestando e a mandando salvar vidas inocentes. O Pokémon a seu lado não demonstrava temor, apesar do som de uma explosão. A roda gigante ao longe desabava, destruindo diversos brinquedos a seu lado. Gritos e mais gritos cruzavam a dupla enquanto pessoas tentavam fugir desesperadas. Em um salto, Lucario alcançava as alturas e, com a visão limpa, lançava o Aura Sphere contra um Flygon que voava lançando ataques sobre civis indefesos. O dragão, pego desprevenido, caia sobre o solo e uma segunda esfera de energia o nocauteava. Apesar do adversário ainda estar vivo, estava impossibilitado de lutar por algum tempo e Lucario não tinha tempo a perder. Sinais de alerta tocavam e em breve a força cadete local chegaria em auxilio, até lá o Pokémon só tinha a sua cadete para auxilia-lo na luta.

Angélica, apesar de desarmada, não parecia sentir o medo que deveria. Quantas vezes seu pai lhe treinara para enfrentar até mesmo esse tipo de situação? Quando um Liepard pulou sobre a mulher, derrubando-a no chão, a mesma manteve a calma. Com os braços cruzados, a capitão forçava o pescoço do felino para trás, mantendo as presas longe de sua face. O gato parecia tão concentrado em mordê-la que deu tempo a mulher para empurrá-lo para trás em definitivo com os pés. Lucario tentava se aproximar para proteger sua treinadora, entretanto dois Boldores lhe impediam o avanço. O Pokémon desferia diversos ataques, entretanto os dois desafiantes pareciam preparados para qualquer um de seus ataques. A capitã, em um golpe que nada tinha de sorte, mas seria assim considerado por muitos, subia nas costas de Liepard, forçando o corpo do Pokémon para o chão e lhe pressionando o pescoço. A anatomia do adversário tão semelhante à de sua felina lhe facilitava a batalha. Os braços não encontraram dificuldade em se fechar ao redor do ponto certo e retirar a vida do gato. O Pokémon tentou resistir, se debatendo em busca de liberdade, entretanto a falta de ar destituía o gatuno de força. Quando Lucario se aproximou, Angélica já não precisava de ajuda.

O lutador percebia a ferida na lateral da barriga da mulher. As unhas de Liepard em algum momento alcançaram a pele da capitã e a camiseta branca agora se manchava de vermelho. A mulher, mais teimosa que a filha e possivelmente a responsável pelo comportamento adquirido pela criança, não cederia por uma ferida como aquela. No entanto ver a entrada do parque se desfazendo após uma explosão tinha potencial de lhe levar para longe da frente de batalha. Yasmin e Gregory deveriam estar na entrada do parque naquele momento...

Diversos cadetes estavam na entrada do parque, tentando liberar a entrada e socorrer civis soterrados pelo metal derrubado. Lágrimas não combinavam com o parque sob um ataque terrorista. Os apocalipses se solidificavam e passaram a atacar lugares comuns para deixar suas intenções claras. O grupo era cruel e não se importava com quem sofresse no meio do caminho. Há muito tempo haviam sido classificados como criminosos irracionais e agora estavam dispostos a merecer esse título erroneamente concedido no passado. Cinco golens rolavam pelo lugar, destruindo tudo o que estivesse em seu caminho. Lucario tentava a todo custo parar os cinco, entretanto era somente um e suas forças estavam se esvaindo. A respiração já era entrecortada e o corpo azul já apresentava diversas feridas decorrentes da luta injusta.

Meowths e Persian surgiam em campo, avançando como uma unidade de caça impecável. Swellows e Taillows mergulhavam do céu, atingindo inimigos escondidos. A força cadete surgia após liberar a entrada do parque. Lucario suspirava satisfeito, permitindo aos aliados passarem por si. Os olhos do Pokémon miravam o céu e sua alma agradecia a Arceus por ter lhe dado forças para proteger àqueles que amava. Respirando fundo o guerreiro acreditava que agora poderia voltar para casa ao lado de sua família. Cumprira seu dever e sua força parecia ter sido suficiente. Ele e sua capitã haviam salvo tantas vidas naquele momento, naquele pequeno ato suicida. Tantas vidas... O coração do Pokémon se enchia de esperança e alegria ao ver que sua força fizera a diferença e seu motivo para lutar ainda existia.

O uivo de um Houndoom não foi mais alto que o grito de uma criança e o som de balas. O coração de Lucario parou quando reconheceu a voz que jamais deveria chorar. Os olhos encontraram a cena que jamais desejava ver. Ao longe, o corpo de sua capitã baleado caia sobre a filha, ainda a protegendo. A roupa agora sem nenhum traço do branco e a trança desfeita. Sem armas, Angélica não encontrou alternativa para impedir que sua filha fosse uma das vítimas do atentado. Lucario nem ao menos percebeu quando a menina se afastou do pai que executava os primeiros socorros em diversos civis, garantindo assim a sobrevivência das pessoas resgatas pela mulher, só ouvia o grito do homem que também não prestava mais atenção ao seu trabalho.

Armas eram recarregadas e o Pokémon sabia que não tinha mais forças para atacar. Outros aliados avançavam contra os atiradores, impedindo que eles concluíssem seu trabalho de eliminar a filha do comandante como um bônus para o atentado bem sucedido em sua concepção doentia. Lucario teve tempo de fechar os olhos e pedir perdão por não ser mais forte, mas agradeceu a força que tinha para ainda garantir a vida de mãe e filha. O Pokémon sentia que a morena ainda estava viva e sabia que o médico a manteria assim. Lucario confiava em Gregory, sua última esperança naquele momento e, fortalecido pela fé no homem, o Pokémon correu. Seus pés erguiam a poeira que dominava o chão. Seu coração pulsava em despedida e lágrimas deslizavam de seus olhos. Yasmin nunca deveria passar por isso e o Pokémon chorava por não poder mais ver sua criança crescer, entretanto sorria por saber que ela cresceria.

A menina, ainda um bebê para muitos, tocava no rosto de sua mãe, pedindo para que ela acordasse. Quando Lucario parou a sua frente, a menina o chamou com sua voz inocente carregada pelo choro. Um bom último som a se ouvir em vida, pensou o Pokémon antes de sentir as balas atravessarem sua carne e lhe tomarem a vida. Antes de perder por completo a consciência, o Pokémon aura ouviu Yasmin gritar mais uma vez assustada. Seus olhos não perdiam um detalhe do rosto da criança. O olhar assustado e nublado por lágrimas que não deveriam existir. O soluço que escapava da pequena e rosada boca. Seu bebê chorava... Gregory se aproximava de Angélica e comandava a equipe médica. Ele a salvaria. Cadetes comentavam sobre a diferença que a intervenção de Angélica fizera no atentado e o número de perdas reduzidas. A mulher seria condecorada provavelmente, algo que ela não desejava naquele momento. Contudo Lucario só via Yasmin chorando. Suja com o sangue da mãe e do Pokémon. A única tranquilidade que o Pokémon encontrava era na idade da criança. Com o tempo ela esqueceria tudo aquilo e, talvez, com o tempo, ela só se lembrasse de um carrossel e de um Pokémon azul que a amava mais que a própria vida.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [oneshot] O Lucario de Angélica

Mensagem por Naruub em Dom 16 Nov 2014, 18:41

Essa historia estar bem feita, boa de se ler... mas odiei ela... Por que Lucario teve que morre ? Crying or Very sad  Sad  No
Era só coloca que o Gregory conseguiu salva ele, não, me diz que essa historia não acaba nisso, diz que Lucario não morre. Crying or Very sad  Sad  No

Partes que Chorei:
Partes que me fizeram chorar muito

" Lágrimas não combinavam com o parque sob um ataque terrorista"

"Cinco golens rolavam pelo lugar, destruindo tudo o que estivesse em seu caminho. Lucario tentava a todo custo parar os cinco, entretanto era somente um e suas forças estavam se esvaindo. A respiração já era entrecortada e o corpo azul já apresentava diversas feridas decorrentes da luta injusta.
"

"Meowths e Persian surgiam em campo, avançando como uma unidade de caça impecável. Swellows e Taillows mergulhavam do céu, atingindo inimigos escondidos. A força cadete surgia após liberar a entrada do parque. Lucario suspirava satisfeito, permitindo aos aliados passarem por si. Os olhos do Pokémon miravam o céu e sua alma agradecia a Arceus por ter lhe dado forças para proteger àqueles que amava. Respirando fundo o guerreiro acreditava que agora poderia voltar para casa ao lado de sua família. Cumprira seu dever e sua força parecia ter sido suficiente. Ele e sua capitã haviam salvo tantas vidas naquele momento, naquele pequeno ato suicida. Tantas vidas... O coração do Pokémon se enchia de esperança e alegria ao ver que sua força fizera a diferença e seu motivo para lutar ainda existia.

O uivo de um Houndoom não foi mais alto que o grito de uma criança e o som de balas. O coração de Lucario parou quando reconheceu a voz que jamais deveria chorar. Os olhos encontraram a cena que jamais desejava ver. Ao longe, o corpo de sua capitã baleado caia sobre a filha, ainda a protegendo. A roupa agora sem nenhum traço do branco e a trança desfeita. Sem armas, Angélica não encontrou alternativa para impedir que sua filha fosse uma das vítimas do atentado. Lucario nem ao menos percebeu quando a menina se afastou do pai que executava os primeiros socorros em diversos civis, garantindo assim a sobrevivência das pessoas resgatas pela mulher, só ouvia o grito do homem que também não prestava mais atenção ao seu trabalho.
"

"Lucario teve tempo de fechar os olhos e pedir perdão por não ser mais forte, mas agradeceu a força que tinha para ainda garantir a vida de mãe e filha. O Pokémon sentia que a morena ainda estava viva e sabia que o médico a manteria assim. Lucario confiava em Gregory, sua última esperança naquele momento e, fortalecido pela fé no homem, o Pokémon correu. Seus pés erguiam a poeira que dominava o chão. Seu coração pulsava em despedida e lágrimas deslizavam de seus olhos. Yasmin nunca deveria passar por isso e o Pokémon chorava por não poder mais ver sua criança crescer, entretanto sorria por saber que ela cresceria.

A menina, ainda um bebê para muitos, tocava no rosto de sua mãe, pedindo para que ela acordasse. Quando Lucario parou a sua frente, a menina o chamou com sua voz inocente carregada pelo choro. Um bom último som a se ouvir em vida, pensou o Pokémon antes de sentir as balas atravessarem sua carne e lhe tomarem a vida. Antes de perder por completo a consciência, o Pokémon aura ouviu Yasmin gritar mais uma vez assustada. Seus olhos não perdiam um detalhe do rosto da criança. O olhar assustado e nublado por lágrimas que não deveriam existir. O soluço que escapava da pequena e rosada boca. Seu bebê chorava... Gregory se aproximava de Angélica e comandava a equipe médica. Ele a salvaria. Cadetes comentavam sobre a diferença que a intervenção de Angélica fizera no atentado e o número de perdas reduzidas. A mulher seria condecorada provavelmente, algo que ela não desejava naquele momento. Contudo Lucario só via Yasmin chorando. Suja com o sangue da mãe e do Pokémon. A única tranquilidade que o Pokémon encontrava era na idade da criança. Com o tempo ela esqueceria tudo aquilo e, talvez, com o tempo, ela só se lembrasse de um carrossel e de um Pokémon azul que a amava mais que a própria vida."


Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad Alice, boa historia Crying or Very sad Crying or Very sad Crying or Very sad

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [oneshot] O Lucario de Angélica

Mensagem por Henri Sollari em Ter 17 Mar 2015, 12:28

ToT Me emocionei aqui. Parabéns pela história Alice. Angélica minha diva *-* <3

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [oneshot] O Lucario de Angélica

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum