Sinnoh em Guerra

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Mensagem por Ayzen em Sex 07 Mar 2014, 12:23

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5:45 AM

Assim que os primeiros raios de Sol infiltravam-se em meu quarto, os meus olhos se abriam para um novo dia. Era prazeroso sentir aquele calor confortável em uma casa tão fria e vazia, na qual estava impregnada de lembranças antigas que só me remetia a um passado de solidão. Bem, estaria mentindo se eu dissesse que nunca fui feliz, pois a minha infância foi a mais prazerosa possível. Tive pais que me amaram incondicionalmente, Pokémon que brincavam comigo e até uma grande avó que foi o meu refúgio nos últimos anos de companhia. Os raios solares também eram prazerosos, pois depois da guerra, as grandes massas de cinzas bloqueavam todo o céu e a presença desses raios solares insinuavam que hoje a guerra estava mais longe de Eterna City.

Levantei, como todos os dias da minha vida, e fui direto ao banheiro. A rotina de higiene básica era quase que automática depois de tanto tempo fazendo a mesma coisa. A água gelada do chuveiro caia sobre os meus cabelos e escorria pelos ombros. Meus olhos fechados eram sucumbidos ao relaxar dos meus músculos, de cada parte do corpo. Engolia em seco, sob o chuveiro, ao pensar que seria mais um dia de corrida no Pokémon Center. Deveria haver o dobro de pacientes, Pokémon e humanos, do que no último dia. Não queria nem pensar no que as cidades litorâneas estavam passando, locais de intensa guerra marinha. Deixava o chuveiro direto para o quarto, local em que me trocava e ia para a sala. O café, já frio, eu requentei. Não teria tempo de fazer um novo se quisesse chegar no mesmo horário, como de costume. Após uma refeição não tão saborosa, mas necessária se quisesse aguentar todo o dia, eu saia de casa.

O clima nunca mais fora o mesmo depois da guerra. Parecia que a batalha contra as aves lendárias tinha afetado todo o ecossistema do mundo. Sinnoh fora atingido, claro! Me preocupei com os guardiões do lago, assim como os outros Pokémon mais lúdicos, como Mew e Celebi. Em minha mente, eles não eram Pokémon de batalha, mas como os noticiários diziam, eles estavam fizeram uma verdadeira batalha. No entanto, muitos já se foram, sendo o primeiro, Mew. Como de costume, olhei para o mais longe, entrada da cidade, esperando ver os meus pais voltarem. Triste dia que eu soube que a minha jornada seria adiada em prol da guerra. Mais triste ainda quando soube que meus pais foram para os campos de batalhas lutar pelo meu futuro. Pior dia ainda foi quando minha avó veio a falecer, deixando-me só.

Meus passos me guiavam para o Pokémon Center. Era mais ou menos 6 horas e 20 minutos da manhã e teria 10 minutos para chegar no local. Mesmo levando apenas 5, eu ainda me apressava. Meus olhos circulavam aquela cidade que estava com o comércio abandonado. Algumas poucas pessoas que passavam por ali, eu cumprimentava e assim a minha “viagem” para a minha “jornada diária” recomeçava. Era um ciclo vicioso! Mas estava feliz porque estava ajudando. Talvez mamãe e papai ficariam orgulhosos de mim...

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Mensagem por Bianca.red em Ter 11 Mar 2014, 16:35

Mais uma manhã se iniciava na outrora pacífica e alegre Eterna city, que apesar de ter deixado de ser palco de batalhas a algum tempo, continuava sendo fortemente afetada pela guerra, pois no momento era um dos poucos lugares onde pessoas e pokemon conseguiam algum tipo de cuidados médicos e abrigo temporário.

Nessa cidade com uma população reduzida basicamente a refugiados e alguns pouco voluntários, Sasori acordava em sua casa que apenas trazia lembranças de uma passado alegre e pacifico de antes da guerra. Com essas lembranças em mente Kayba começava uma rotina que já havia se tornado automática em sua mente. Foi apenas durante um banho frio que o rapaz começou a pensar no que aquele novo o dia havia lhe reservado.

Durante a noite, os sons de uma luta na floresta pode ser ouvido por todos na cidade e com isso estava muito claro que o centro pokemon estaria ainda mais lotado do que no dia anterior. Era uma cena difícil de se imaginar, mas infelizmente já havia se tronado algo comum naqueles tempos.

Tomando rapidamente um café frio, o rapaza saía de sua casa para enfrentar mais um longo dia de trabalho em um dos poucos centros pokemon que ainda estavam funcionando no continente de Sinnoh. Atravessando parte da cidade, Sasori via o mesmo cenário de destruição que sempre era obrigado a encarar todos os dias. Das poucas casas que ainda estavam de pé, menos ainda tinham algum morador vivo, então Kayba não encontrou ninguém em todo o percurso.

Crateras abertas por ataques e algumas bombas estavam espalhadas por todas as ruas que o jovem passava, mas o que sempre mais o incomodava e o lembrava de seus sonhos a muito deixados para segundo plano era avistar as ruínas do ginásio de Gardenia, que fora destruído em uma tentativa inútil de derrotar a líder do ginásio, que de todos na cidade, era a que mais se empenhava para derrotar aqueles que lutavam contra os lendários.

Tentando não lembrar muito daquele dia e lamentando o que todos os lendários estavam sofrendo e fazendo apenas para tentar se manterem vivos naquelas batalhas, Sasori finalmente alcançou o centro pokemon.

Como sempre a recepção estava vazia, já que a enfermeira Joy fazia de tudo para acomodar todos os pacientes em áreas mais apropriadas do centro pokemon (que cada vez parecia pequeno demais para tantos pacientes que chegavam a cada dia). Não havia restado um único móvel naquele área, o que deixava o prédio com uma aparência de abandono.

Antes que Kayba pudesse pensar no que faria no dia ou em quantos novos pacientes poderiam ter chegado, a única Chansey que Joy conseguiu manter consigo, passou correndo pelo saguão carregando bandagens e alguns medicamentos em uma pequena caixa, mas antes que se pudesse ver mais detalhes a pokemon rosada entrou na área em que os novos pacientes ficavam.

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Mensagem por Ayzen em Ter 11 Mar 2014, 18:28

De certo aquela cidade já fora muito alegre. Apesar de uma guerra trazer grandes prejuízos, o psicológico das pessoas eram as mais afetadas. Os mais velhos ainda tinham histórias de como as suas jornadas foram prazerosas e renderam mais do que insígnias ou fitas, mas alegria e união com os seus Pokémon. A mim, só restava invejar esses senhores que tiveram uma vida feliz, pré-guerra. O que restou, fora apenas lembranças e ruínas de um passado que fora especial na vida de muitos...

Ao atravessar o centro da cidade, ali estava as ruínas do Gym local. Eterna City já foi uma cidade muito movimentada, principalmente de treinadores, os quais buscavam a Forest Badge, insígnia que era dada aquele que vencesse a poderosa Gardenia. Ela, em uma esforço sobre-humano, estava no lado dos lendários e lutou bravamente contra as facções que se uniram em um propósito perverso.

Com o tempo eu aprendi a diferenciar o bem do mal, no entanto, era o mínimo que eu poderia fazer, afinal, um ou dois loucos já adentraram no Pokémon Center, ameaçando todos. Felizmente a Chansey da enfermeira Joy, ou um Pokémon de um dos poucos treinadores, conseguiram deixa a situação melhor. Temia por mais um dia. Temia por mim e pelos pacientes.

Adentrei no Pokémon Center como sempre, com dificuldade de passar pela porta que deveria se abrir automaticamente ao se aproximar. Depois de tanto tempo sem manutenção, era de se esperar que algo do tipo acontecesse. Adentrei no saguão de entrada, que se encontrava vazio, já que Joy estaria em uma das suas muitas funções ali. Diferente de muitos outros, a enfermeira trabalhava firme para poder conter alguns desastres da guerra que se repercutia em nossa cidade.

Antes mesmo de pensar para onde ir, Chansey passava correndo com vários medicamentes e algumas coisas uteis no tratamento dos ferimos ali no Center. A Pokémon parecia com muita pressa e por isso nem tentei tirar a concentração dela, que parecia vívida para fazer o que sempre fez: ajudar as pessoas.

Passei na recepção, vazia, na qual estava o meu jaleco. O peguei e coloquei sobre o corpo, deixando ali mesmo o meu cachecol. Seguir pelo mesmo caminho que Chansey havia passado nesse mesmo momento. Se a Pokémon estava tão apressada assim, significava que em plena manhã, já havia muitos feridos. Poderia ser causado pelo intenso barulho que ouvir da floresta. Na verdade, todos ouviram!

Passei em passos largos pelo corredor. Em uma ala, mais especifica de crianças, elas dormiam, enquanto as suas mães, também feridas, ficavam no chão por conta da falta de lugar. O Pokémon Center não era um hospital, todavia, devido as circunstância, deveria ser tratado assim, mesmo sem estrutura. Havíamos adaptado os quartos que em um outro momento os treinadores ficavam para poder colocar mais macas e usá-las de sala de cirurgias ou observações. Ali, cada lugar tinham alguém caído de um lado ou esperando a morte ou um socorro.

Passei ao lado de uma senhora, creio que o nome dela era Dona Amélia. A senhora sentia fortes dores sobre o corpo bastante ferido, devido à queda de sua casa sobre ela, em uma cidade próxima. Estava ali fazia dois dias, e não tínhamos nenhum medicamento para aliviar a dor, a não ser a morfina, que seria usada hoje em uma operação de risco. Infelizmente, a única coisa que poderia fazer era passar um pano com água gelada sobre os músculos flácidos da senhora, esperando que o corpo, como ferramenta biológica, se alto regenerasse sozinho. Mas a dor que sentia, sendo transmitida pelos gemidos, era de cortar o coração. Assim adentrava na ala em que a Joy se encontrava e fui logo indo até ela.

- Já cheguei, enfermeira. Por onde começo?

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Mensagem por Bianca.red em Sex 28 Mar 2014, 00:50

off: me desculpe a demorar >.>



Trocando seu cachecol por um jaleco ao mesmo tempo em que deixa as lembranças de um passado pacifico para se concentrar no trabalho que faria no centro pokemon, Sasori pegava o mesmo caminho que a pokemon enfermeira havia feito para chegar até os novos pacientes da batalha da noite anterior. Passando por alguns quartos ocupados por pacientes se recuperando, entre eles crianças acompanhadas de suas mãe e algumas sozinhas em suas camas, logo o jovem chegava na área destinada a novos pacientes, onde uma enfermeira e sua pokemon pareciam precisar muito de ajuda.

Com todas as macas já ocupadas com pacientes se recuperando em quartos todos os pacientes novos estavam ajeitados da melhor forma possível no chão. Apenas olhando Kayba imaginava que tinham uns 30 treinadores e treinadoras das mais variadas idades com ferimentos que variavam desde pequenos cortes e queimaduras, até algumas pernas completamente arrancadas e um cara com queimaduras muito graves espalhadas por todo o tronco e braços. Haviam também alguns pokemon, mas a maioria estavam em suas pokeballs ou já haviam sido transferidos para o necrotério improvisado já lotado do centro pokemon. Depois de analisar a situação e passar por Anyta e Karina (únicas além de Kayba que ajudavam Joy no centro pokemon), Sasori logo perguntava para a enfermeira no que poderia ajudar.

- Bom dia Sasori. Você pode ir até aqueles cinco dar alguns pontos e verificar outros ferimentos. Depois preciso que passe na sala preta, tem um pokemon que não quer se afastar de uma garotinha. - Falou a enfermeira terminando um curativo e depois de soltar um suspiro, coisa que fazia sempre que pensava na "sala preta" (como ela preferia chamar o necrotério), já voltou ao trabalho indo tratar das queimaduras do homem que parecia dormir sob o efeito de fortes sedativos.

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Mensagem por Ayzen em Sex 28 Mar 2014, 13:16

Off: Tudo bem! ;D
De certo era um dia como qualquer outro. Diante de uma guerra que costumava-se a permear em nossas vidas, estava quase acreditando que ela nunca se findaria. Todavia, a esperança venenosa que eu trazia em meu coração era a única coisa que me deixava fielmente capacitado a querer melhorar, nem que seja um pouco, a vida daquelas pessoas. Esperança venenosa, porque, apesar de ter o seu caráter utópico e reconfortante que nos traz a alusão de que as coisas melhorarão, ela ainda envenena o nosso corpo, pois toda vez que nos erguemos pela manhã e vemos que tudo continua igual a antes, traz uma pequena desesperança, que renova a cada dia. Doía. Machucava. Mas se é ruim com ela, imagina sem?

Cheio, como sempre, o Pokémon Center era mais um hospital que tinha que comportar tantas pessoas. Ali, mais duas ajudantes tentavam fazer a vida da enfermeira menos péssima, o que era uma tarefa um tanto quanto difícil. Com aquela ala totalmente cheia, as primeiras ordens eram dadas e, em minha mente, já fazia o cronograma das etapas que tinha que fazer. Partia para a tarefa A.

- Ok, enfermeira. Retorno quando terminar. – dizia mais simpático possível, mas era difícil em uma ala como aquela.

Andei por ali até o homem que tinha em seu ombro, e partindo para as costas, um ferimento enorme. Hesitei ao tentar me aproximar com a agulha já mão, que tinha uma linha negra. Respirei e prosseguir. O homem estava ali, sentado, mostrando a grande ferida e assim o cumprimentei com um bom dia e comecei o trabalho, limpando a ferida, primeiramente, e depois começando a fecha-la.

A dor do homem era evidente, no entanto, passaria rápido, diferente de muitos ali que estavam cercados de dores intermináveis. Segui o conceito de que se não sente, não há problema. A questão era que as vezes eu sentia essa dor, psicológica. Ao terminar o serviço, deixo-o ali e sigo pelos corredores, indo para o local que simboliza o verdadeiro cemitério naquele lugar: a sala preta.


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