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Mensagem por Dria Galfin em Ter 18 Mar 2014, 17:44


A vida nunca fora fácil para o jovem Stan, no auge de seus 16 anos era difícil viver quando não se é querido. Depois da morte de seus pais em um acidente de carro o garoto foi passado de parente a parente de forma que nunca conseguiu permanecer por mais de 1 ano no mesmo lugar.

Nenhum de seus parentes parecia gostar de cuidar de um jovem que tinha fama de mentiroso, mesmo que não fosse culpa do garoto, alguma coisa em seus sangue fazia com que este visse coisas que mais ninguém via, seres estranhos e muitas vezes assustadores, que ao descobrir que podiam ser vistos pelo jovem logo tratavam de assusta-lo.

O único descanso que Stan conseguia entre seus parentes desinteressados e os seres estranhos era quando entrava nas imediações dos pequenos Altares de Reza comumente espalhados pelas cidades, ali o jovem podia relaxar e pensar na vida.

Altar de Reza:
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Foi em uma de suas passagens por um desses altares que o jovem conheceu um Casal de tios distantes, os dois haviam oferecido sua casa para que Stan pudesse terminar seus estudos, curiosamente na mesma cidade que sua avó por parte de mãe havia morado na juventude.

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Mensagem por Luna Yum em Ter 18 Mar 2014, 18:57

O jovem que de casa em casa pulava e rejeição sofria por parte de sua família, sentia sozinho, isolado, confuso e cansado de viver daquela maneira, sentia-se um estorvo para seus entes que demonstravam total desapego com o garoto, que a muito necessitava de um lugar para viver em paz e seguro, algo que todo jovem buscava mesmo que lhe faltesse os mais importantes seres, Pai e Mãe.

Sua conhecida fama de mentiroso o distanciava cada vez mais daqueles que o acolhiam, até que o mandassem para outro parente distante e que Stan tivesse que começar tudo do zero e passar por tudo novamente.

"A cada ano, a cada dia, isso está se tornando ridículo! Qual é a deles? São o estorvo da sociedade por discriminar alguém que não conhecem, apenas por que vivo sendo perseguido por seres que não conheço e muito menos sei como dispersá-los" - pensava Stan, tímido ao chutar uma lata pela rua. - Droga! - falou ele, triste e nervoso.

Como de costume eu costumava alguns altares de reza espalhados pela cidade, mas existia um isolado, mais reservado da paisagem urbana e barulhenta comum daquele lugar, ficava atrás de um dos parques menos movimentos o que fazia do lugar ao bom de se frequentar no meu caso, para alguém que buscava um pouco de paz, sozinho. Por obra do destino em um dia desses que eu buscava aliviar a alma com o silêncio daquele lugar calmo, um casal já maduro me encontrou, felizmente descobri que fazia parte da família, mas bem distante da mesma.

Oferecendo-me abrigo e auxílio para erguer-me na vida já que eu era escorraçado de casa em casa ao longo dos anos, visitar mais uma não seria diferente ou poderia ser! Aceitei o convite deles e os segui, em meio ao caminho para a residência deles, descobri que naquela cidade viveu uma anciã da família quando ainda era jovem. Me mantive calado por quase o caminho todo, respondendo apenas com o balançar da cabeça.

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