World of Illusions

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Mensagem por Arisu em Qua 02 Jul 2014, 12:37


Um Estranho Vilarejo


Por que o vermelho precisa ser tão... hipnotizante? Me mantive quieta, deitada sob uma árvore naquele estranho bosque, apenas observando manchas vermelhas mancharem o solo que antes era tão puramente branco. Nem eu mesma compreendo essa minha fixação pela cor, talvez tenha me afeiçoado a ela por ter estado tão presente em minha vida. Enquanto via o sangue de meus amigos colorindo aquela imensidão branca, senti algo gelado e úmido caindo sobre minhas costas, me fazendo estremecer. Ao olhar para cima, vi que mais daquela pasta branca caía dos galhos da árvore, e consequentemente me acertavam. Tremi involuntariamente, não sabia o que aquela coisa branca era, não existia nada semelhante em Twister.


Quando mais daquela “pasta” caiu sobre mim, revirei os olhos e me levantei de vez, aquele troço era gelado e úmido, causava uma sensação estranha ao entrar em contanto com o meu pelo. Lancei um ultimo olhar para a pequena Eevee que estava caída perto dali, seu corpo desprovido de vida e sujo de sangue, porém dessa vez não deixei que nenhuma lágrima caísse. Ela estava certa, a partir daquele momento eu precisava ser forte, todos estavam contando comigo. Determinada a seguir a promessa que fiz à Miki no leito de sua morte, segui meu caminho em direção ao norte. Não sabia ao certo aonde iria, a única opção que me restava era continuar andando e torcer para que o destino fosse piedoso comigo. Apesar de que piedade não parece ser uma virtude característica dele...


Balancei a cabeça para evitar que memórias do meu passado voltassem a me atormentar, passei a me concentrar apenas em dar passo após passo. A mesma pasta branca que me usara como alvo de queda também cobria o chão, fazendo com que minhas patas deixassem pegadas profundas enquanto andava. Isso me desagradou, caso os traficantes acordassem seria muito fácil para eles seguir meu rastro. Esse pensamento me incentivou a acelerar o passo.


Aquele lugar era mesmo frio, no começo fez com que meu corpo tremesse violentamente, mas aos poucos me acostumei. Ao menos me era mais agradável do que o calor escaldante de Twister.  Mesmo assim, encolhi minha cabeça para dentro do cachecol, grata pelo presente de Miki. A ultima ajuda que receberia da doce Eevee... Não apenas dela, Kiseki, Megu e Alone... Todos se foram, precisaria continuar sozinha agora.


Depois de muito andar, enfim cheguei a um vilarejo. Este era bem diferente de minha cidade natal, principalmente no tamanho. As construções eram simples, porém de aparência aconchegante, e todas pareciam ter os telhados pintados de vermelho, detalhe que logo chamou minha atenção. Se aquela cor existia em grande quantidade na cidade, então é porque o destino realmente me guiou até aqui. A cidadezinha parecia bem simpática, porém um pouco discreta, não se assemelhava em nada à extravagante Twister City.


Suspirei aliviada, minhas patas já estavam geladas depois de tanto andar por aquela coisa branca e gelada, que um dia ainda pretendo descobrir o nome. Tentando não pensar nos corpos de Eevee, Riolu, Snivy e Cubone que provavelmente repousariam para sempre naquele bosque, me dirigi ao vilarejo, talvez encontrasse um lugar para descansar por lá, de preferência aquecido.


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Mensagem por Ayzen em Sex 04 Jul 2014, 08:42

Off escreveu:Assumindo a sua rota
Espero que possamos nos divertir ;D

Vagando pelo bosque próximo à Sekisetsu Village, a raposa noturna seguia com o pesar de seus amigos nos ombros. Deixados para trás, os amigos da Zorua ilusionista eram deixados na lembrança, enquanto no momento a mesma tentava seguir o seu caminho a pedido de sua amiga. Seguir para o norte! Era esse o objetivo da pequena. Arisu não compreendia o motivo que aquela pasta esbranquiçada provocava calafrios em seu corpo e muito menos o motivo que ela se encontrava por toda aquela parte. No momento, aquilo que possivelmente descobriria no futuro que se chamava de neve retardava os passos da raposa, mas grande foi a surpresa da mesma ao se encontrar em uma vila bem engraçada, marcada pela cor que já havia marcado a sua vida: vermelho!

A pequena raposa avistava a aconchegante vila que se erguia como uma cidade natalina. Casinhas de mesma estrutura, pouca gente nas ruas, neve por todo o lado, fora o chão batido que representava as ruas. Possivelmente alguém havia limpado no dia anterior, mas não tardaria para a neve avançar e cobrir até as calçadas. Os telhados, grande parte de cores vermelhas vivas, era coberto parcialmente com grandes massas de neve e ali a raposinha admirava a cidade que parecia uma cidade de brinquedo e Arisu era um boneco ali.

Os passos da raposinha adentravam a vila, que por cima parecia calma e sem ninguém. Um café ali perto abrigava um volume grande de pessoas, que unidos conversavam e bebiam uma bebida de aparente quente. A raposa com seu cachecol avançavam pela cidade de forma intrigada. Acreditava que o destino lhe guiou até ali, mas até o momento ela queria saber mais de um lugar quentinho para poder viver. Seus passos na rua eram no momento de forma mais firme, sem muita neve para poder evitar o seu avanço. A rua, bem alva, chegava cegar a pequena e isso parecia meio intrigante para a Dark.

Com mais alguns pequenos passos, Arisu se encontrava em um beco escuro, não totalmente. No fim do beco uma luz parecia chamar a atenção da pequena, que no momento sentia um ar quente sair dali. A luz parecia dançar no escuro corredor e tremia, como uma bailarina flamejante. As chamas que ali saiam pareciam chamar a Zorua que sentia frio, mas nada alarmante, afinal, além de seu pelo negro, tinha de posse ainda o pelo de um Eevee, que o ajudava a esquentar. Diante calor chamativo, o que Arisu fará?

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Mensagem por Arisu em Sex 04 Jul 2014, 10:15

Off:
Olá, Ayzen, também espero que possamos nos divertir ^^



Cidade de Brinquedo



Andando pelas ruas daquele vilarejo, a diferença entre ele e Twister City se tornava cada vez mais evidente. Aquele lugar me lembrava as cidadezinhas de brinquedo que vez ou outra via uma criança montar em Twister, tão aconchegante e tranquila. Era sem dúvidas um lugar estranho... porém de uma maneira boa, em poucos minutos me conquistara muito mais do que a cidade onde vivi por toda a minha vida. Sabia que não poderia permanecer lá por muito tempo, viver uma vida tranquila infelizmente não era mais uma possibilidade para mim, no entanto nada me impedia de ao menos aproveitar minha estadia.


Meu olhar novamente se desviou para os telhados, todos pintados de  um vermelho vivo, que também estavam cobertos por aquela pasta branca. Isso me fez tomar o cuidado para não ficar embaixo de nenhum, não queria que aquela coisa voltasse a me usar como alvo de queda. Voltando os olhos para as ruas ao meu redor, percebi como elas eram alvas, não conseguia passar muito tempo olhando para elas sem que me ofuscassem, aquilo era no mínimo intrigante.


Ao menos as calçadas não estavam cobertas por aquela pasta, o que me permitia andar com maior facilidade. Apesar do frio, minha respiração começava a ficar ofegante, fugir dos traficantes não fora uma tarefa fácil, e infelizmente gastara mais energia do que eu gostaria de admitir. Algum lugar para descansar seria muito bem-vindo...


 Naquele momento passei por um grupo de humanos, que distraidamente se serviam de uma bebida de aparência quente. Uma lufada de vento (frio, para variar) trouxe o aroma do líquido até mim, o que apenas atiçou minha curiosidade. O que seria aquilo? Não faço ideia, mas cheira muito bem. E se é algo que pode me aquecer... Então provar um pouco era realmente tentador.


As pessoas pareciam descontraídas, provavelmente nem mesmo reparariam na minha presença, porém aquilo não faria com que eu abaixasse a guarda. Da ultima vez que me deixei distrair quando alguém da raça humana estava por perto, as consequências foram desastrosas. Respirei fundo, inalando mais daquele aroma tão agradável, mas por não saber do que se tratava aquele líquido achei melhor manter distância.


Depois de mais alguns passos, me deparei com a última coisa que esperava achar naquela cidade. Um beco escuro se erguia diante de mim, parecendo ser o único lugar não convidativo daquela cidade de brinquedo. Por um momento pensei em passar direto, porém logo vi algo que chamou minha atenção. Uma estranha luz se encontrava no fim do corredor, seus movimentos ritmados se assemelhavam a uma espécie de dança. Seria aquela a famosa “luz no fim do túnel”? Era impossível saber daquela distância, porém a bailarina flamejante me intrigava com seus movimentos tão delicados, me deixando curiosa e tentada a ver mais de perto. Outro fator convidativo era o calor que as chamas traziam, apesar do cachecol e de meu pelo, eu ainda sentia frio.


Avancei alguns passos involuntariamente, no entanto recuei logo em seguida. Não gostava de tomar atitudes imprudentes, e seguir despreocupadamente na direção de uma luz desconhecida seria a maior tolice que eu poderia fazer. No entanto, a opção me parecia tão tentadora... Por fim suspirei, cedendo à tentação. Apesar da presença da bailarina flamejante, o beco ainda era relativamente escuro, e meu pelo negro poderia facilmente me camuflar. Me encolhi um pouco contra a parede do beco, se me aproximasse junto a ela e fosse cuidadosa, seria provável que minha presença passasse despercebida. Lançando um ultimo olhar para o belo e aconchegante vilarejo, voltei minha atenção para o beco e passei a me aproximar com passos cautelosos daquela luz.




Última edição por Arisu em Seg 20 Jul 2015, 21:35, editado 2 vez(es)

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Mensagem por Ayzen em Sex 04 Jul 2014, 12:17

Arisu aprendeu da pior maneira não confiar nos humanos. Depois de uma vida corrida, cheia de aventuras e felicidades, a dark havia conhecido o lado mais negro do homem, que por agora estavam a sua procura. A Pokémon sabia bem como as coisas funcionavam com a espécie humana. Dá oportunidade para que os humanos a capturassem era tudo que a raposa não queria e por isso ao ver tantos reunidos aproveitando do aparente delicioso líquido, Arisu se afastava. A presença da mesma foi ignorada pelos humanos e por enquanto ela estava feliz por isso.

Agora um novo fator prendia a atenção da pequena: o beco. Entre as ruas de brinquedo, um beco escuro e antagônico a vila parecia chamar a atenção da pequena, de modo que não só prendeu a visão da dark, como também a curiosidade. Arisu assistia a bailarina flamejante em seus leves movimentos derramarem profundos movimentos pelo corredor escuro e de aparência suja. Avançar por ali poderia ser perigoso, a raposa sabia, mas mesmo assim não conseguia evitar cogitar a possibilidade de saber de onde via aquele calor que as chamas da bailarina traziam. Em sua mente, uma guerra de ideias tentava convencer a pequena a agir.

Depois de tanto relutar, Arisu avançava pelo corredor escuro. Apesar da “luz no fim do túnel” não ser tão forte assim, era o suficiente para aquecer o pelo da pequena e assim a mesma tentava avançar tranquilamente pelo corredor, encostando-se na parede escura para poder se camuflar. A raposa astuta avançava e quanto mais avançava, mais o calor ficava forte e assim ela chegava finalmente no foco da luz. As bailarinas que outrora via eram agora várias chamas na madeira, que brincavam e queimavam-na. As formas mudavam e agora de frente para a madeira, Arisu via que se olhar bem, realmente parecia uma Kirlia dançando.

Mas a madeira em chamas estava no meio de um corredor escuro e de aparência bem limpa, até. A Dark analisava o local e logo no canto via vários jornais dobrados de forma aconchegante, aparentando uma cama improvisada. No canto, latas de lixo bem fechadas e até o chão parecia limpo naquele local. Se não conhecesse, diria que alguém morava ali, mas pelo o que via, não tinha ninguém no momento. Os olhos da pequena pareciam procurar por algo, mas ninguém aparecia ali. Quando deu um passo para perto da fogueira, algo mexeu, parecendo um gemido detrás das latas de lixo.

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Mensagem por Arisu em Sex 04 Jul 2014, 13:59


A Bailarina Flamejante


O que poderia ser aquilo? Continuei andando na direção da luz, fascinada com o movimento das chamas. Minhas patas quase não produziam som ao entrar em contato com o chão frio do beco, e meu pelo também se camuflava perfeitamente na escuridão, o que me deixava mais tranquila, no entanto continuava alerta. Ainda caminhando encostada na parede, forcei meus olhos a se desviarem da bailarina flamejante e passei a observar com mais atenção o local ao meu redor, não queria deixar passar nenhum detalhe que pudesse denunciar uma armadilha. No entanto, mesmo sabendo que jamais deveria baixar a guarda, as chamas eram tentadoras demais para que eu desviasse minha atenção delas por muito tempo.


Avancei cuidadosamente, passo após passo, e aos poucos comecei a sentir o calor do fogo me aquecendo. A sensação era boa, e apenas me incentivou a andar mais rápido. Mantive meu olhar fixo no fogo que bailava à minha frente, cada passo me deixava mais próxima da fonte daquela luz. Conforme avançava pelo corredor, logo senti o cheiro de algo carbonizando, o que me intrigou. As chamas não me pareciam fora de controle, muito pelo contrário, continuavam sua dança lenta e graciosa, mas algo definitivamente estava queimando.


Quando enfim cheguei ao meu objetivo, enfim pude ver com clareza a minha “luz no fim do túnel”. O que antes me pareceram bailarinas flamejantes, agora eram luminosas chamas que dançavam sobre a madeira, uma dança graciosa e mortal. Ao me aproximar mais para aproveitar melhor o conforto que o fogo causava, reparei que a fogueira realmente parecia uma Kirlia dançando, se olhasse de certo ângulo.


Uma bela peça que minha visão me pregara. Era realmente irônico que logo eu, uma ilusionista por natureza, caísse em um truque como esse.


– Os seres vivos veem o que acham que verão, por isso seus olhos nem sempre são confiáveis. – Repeti baixinho a mesma frase que minha mãe costumava me dizer.


Com mais esforço do que julgaria necessário, desviei os olhos das chamas e passei a observar com mais atenção o lugar onde me encontrava. A escuridão nunca me incomodou, mas na luz gerada pela fogueira pude ver com ainda mais clareza alguns jornais empilhados de forma aconchegante no canto do beco, parecia uma espécie de cama improvisada. Repentinamente fiquei alerta, todos os meus instintos gritavam que algo não estava certo ali. Uma fogueira, uma cama... Nada daquilo estava ali por acaso, foram colocados propositalmente por alguém. A questão é: Por quem? Talvez um humano morador de rua? Era possível.


Olhei ao redor com mais urgência, porém nenhum ser vivo entrava no meu campo de visão. Dei um passo para mais perto da fogueira, e logo identifiquei um som estranho, uma espécie de gemido vindo de trás de algumas latas de lixo que se encontravam por ali. O barulho nem mesmo fora alto, porém me fez saltar para trás. Alguém estava ali, disso eu tinha certeza.


Fosse quem fosse, não parecia ser ameaçador, no entanto preferi não arriscar. Eu verificaria o lugar de onde o som viera, porém não na minha forma normal. Abri um sorrisinho enquanto usava meus poderes ilusórios para mudar minha aparência, e logo tomei a forma de uma humana, mais especificamente uma Cadete. Não fazia ideia se esses policiais existiam naquele vilarejo, no entanto vira o suficiente sobre eles em Twister para saber que a maioria das pessoas os teme. Naquela forma, era provável que eu conseguisse tempo o suficiente para investigar melhor o que acontecia por ali sem sofrer nenhum ataque. Ao menos, era o que eu esperava.




Última edição por Arisu em Seg 20 Jul 2015, 21:56, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Ayzen em Sab 05 Jul 2014, 11:41

Arisu se intrigava pelas chamas que dançavam sobre a madeira. A Dark se sentia confortável ali. O calor que emanava a deixava bem aquecida. No entanto, as coisas não poderiam ser tão bem assim. Fogo não se cria sozinho em um lugar que nem tempestade tem. Jornais não são empilhados pelo vento. E muito menos alguém sairia varrendo e limpando aquele beco. Tudo aquilo aprecia ser um lugar preparado por alguém. Um mendigo, pensara a raposa. Com sua atenção redobrada, a pequena começava analisar tudo, esperando achar alguém, antes que esse alguém lhe achasse. Mesmo assim, com uma visão apurada na escuridão e as chamas da fogueira iluminando grande parte daquela ala do beco, a raposinha não conseguia achar nenhuma presença viva.

Embora não tivesse encontrado o que procurava, a atenção da raposa só crescia e ao ouvir o gemido, Arisu pensava rápido. Um brilho rosado crescia ao seu redor e assim a Pokémon mudava de forma. Parecia um brilho forte que crescia ao seu redor e assim o Zorua se tornava uma humana uniformizada. Uma cadete. Como bem a jovem Pokémon havia pensado, a forma cadete poderia ser intimidadora e aquilo lhe ajudaria a fugir de algum humano mal intencionado. A Pokémon seguia cuidadosamente até as latas de lixo que emanavam o gemido, que ora era bem ouvido, ora era abafado.

A cadete ruiva de olhos verdes aproximava-se das latas e assim as mesmas eram jogadas no chão e de trás dela uma criatura pequena – mas, maior que a forma verdadeira da Dark – saia correndo de círculo. Se Arisu pudesse descrever, diria que a criaturinha estava com medo. Ela corria de forma circular em campo e gritava. Suas orelhas grandes e arredondadas eram vistas de longe e pelo andar da criatura, parecia estar bem tonto. Seus olhos rodopiantes deixavam claro que não estava bem, pelo menos aparentemente.

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Era um Pokémon manchado que aparecia ali e o mesmo estava nervoso e continuava correr em círculos.

- Não, não, não, não. Cadete, cadete, cadete. Não me machuque, não me machuque.

Era uma Spinda bem medroso e desesperado. O mesmo parecia temer a cadete mais do que nunca e assim mexia os seus braços constantemente, como se fosse o seu modo de defender. Mas o que ouvia era os pedidos para não ser atacada. A Spinda parava, meio tonta aparentemente, e lançava um poderoso grito, cujas ondas azuis saia batendo nas paredes e causando um tremor. Arisu, na forma humana, não suportava e elevava as suas mãos aos ouvidos, pois não conseguiu se concentrar com tanto barulho. Spinda continuava gritando.

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Mensagem por Arisu em Sab 05 Jul 2014, 20:59


Grito Agonizante



Mudar minha própria aparência com ilusões já se tornara algo tão natural quanto respirar, não era necessário nem mesmo muita concentração para que isso ocorresse. Apenas fechei os olhos, formando mentalmente a imagem da forma que queria tomar, e quando os abri minha aparência já havia sido transformada. O único indício que denunciava meu disfarce era o cachecol que trazia no pescoço, eu me recusava permanentemente a tirá-lo, mesmo que de forma ilusória.


Me aproximei devagar das latas de lixo, e logo os mesmos sons de antes se repetiram, porém variando em sua intensidade.  Tentei descobrir apenas com os olhos quem ou o que se escondia ali, porém minha tentativa foi frustrada. Sem mais opções, derrubei a lata de lixo mais próxima, que emitiu um barulho estrondoso e desagradável ao colidir com o chão, e surpreendentemente o misterioso ser saiu de trás dela.


Este possuía uma aparência no mínimo incomum, seus gestos desajeitados poderiam ser considerados engraçados, tudo nele dava a entender que se sentia tonto. Assim que me viu, ainda disfarçada, passou a correr de um lado para o outro, gritando desesperadamente para que eu não o machucasse. Aparentemente, não eram apenas em humanos que os cadetes colocavam medo.


Observei o Pokémon correndo de um lado para o outro, ver o modo como cambaleava apenas me dava a certeza de que ele cairia a qualquer momento. O coelho medroso continuava gritando para que eu não o machucasse, embora a possibilidade nem mesmo tivesse passado por minha cabeça, era contra meus princípios ferir inocentes. Logo percebi que sua voz era feminina e não masculina, o que indicava que aquela Pokémon na verdade era uma fêmea.


Tentei acalmá-la, porém naquele instante minha previsão se mostrou correta quando ela levou um tombo, no entanto logo se levantou, e ainda mais desesperada do que antes soltou um grito estridente. Circunferências azuis surgiam ao redor da boca da Pokémon e se expandiam conforme se propagavam, e surpreendentemente causaram um pequeno terremoto ao colidir com as paredes do beco.


Não sabia qual ataque era aquele, mas o som que ele causava era exageradamente alto e agudo, atingia meus ouvidos com uma força surpreendente e deixava meu intelecto completamente desestabilizado, por mais que tentasse não conseguia me concentrar em nada que não fosse aquele barulho agonizante. Agradeci mentalmente por ainda estar na forma humana, daquele modo poderia tentar bloquear o som colocando as mãos sobre os ouvidos, no entanto infelizmente essa tática não funcionou, o barulho continuava ecoando em minha cabeça com a mesma intensidade.


Aquilo se tornava cada vez mais insuportável, o tremor que abalava o beco também não ajudava, o grito da Pokémon me atordoava a ponto de prejudicar meu senso de equilíbrio, de modo que acabei caindo de joelhos no chão. Usar forma humana só me trouxera problemas, aquela espécie conseguia complicar minha vida até mesmo quando não passa de uma ilusão. O terrível som continuava, me impedindo de pensar com clareza. Sabia que não adiantaria gritar para que parasse, as chances de ela me ouvir eram praticamente nulas. Naquele momento, apenas uma ideia iluminou minha mente: Mudar de forma novamente.


Meus ouvidos e minha cabeça protestavam diante do grito agonizante daquela Pokémon, no entanto parte da minha consciência que ainda não estava completamente dominada por aquele som conseguiu agir, fazendo com que minha aparência mudasse novamente. Infelizmente, não tive tempo nem a concentração necessária para definir qual forma tomar, de modo que acabei me tornando um Pokémon da mesma espécie do causador daquele barulho terrível.


Agora com orelhas compridas e olhos espiralados, apenas me restou esperar que aquela Pokémon parasse de gritar ao ver outro que supostamente também pertencia à sua espécie. Caso isso não funcionasse, tentaria mudar para algum ser mais amigável, talvez uma Togepi ou outro Pokémon bebê.


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Mensagem por Ayzen em Dom 06 Jul 2014, 12:03

Arisu se curvava diante do grito escandaloso da Pokémon panda manchada. O golpe do Spinda parecia cruel naquele corredor, e olha que nem havia atingido a raposinha na forma humana ainda, apenas o som era ensurdecedor e aquilo colocava a Dark em teste. Parecia que a forma humana complicou as coisas, pois acabara descobrindo que Pokémon também temiam os cadetes. Se Spinda conhecesse a história de Arisu, começaria a temer os traficantes também”

Mas ainda em campo, a raposinha continuava atordoava, pensando no que fazer. Perdera o equilíbrio e boa parte da razão e se continuasse daquele jeito, perderia muito mais sob o grito do Pokémon. A Pokémon manchada parecia não ver nada a sua frente e, principalmente, ouvir. Embora o Pokémon estivesse um pouco habituado com o grito, não conseguia prestar atenção a sua volta. O que restou para Arisu era mudar de forma. Um brilho rosado voltava a cobrir o corpo da cadete ruiva e assim ela diminuía de tamanho e não tardava para uma Pokémon manchada assumisse o campo ao lado da gritadora. Agora eram duas Spindas, uma gritando desesperadamente e outra tentando conter o barulho com dificuldade de proteger os ouvidos em sua nova forma.

Uproar chacoalhava o lugar e assim não demorou para uma das pastas alvas que Arisu conhecera na entrada da vila cair sobre a cabeça da Pokémon manchada. Fora um alívio para a Dark em forma de panda, pois assim que caiu, o Spinda arrepiava-se todo e pulava para frente correndo em círculos.

- Frio, frio, frio. Neve gelada, neve gelada.

A Pokémon se posicionava perto da fogueira e tentava esquentasse no fogo mesmo. Ela esfregava o braço em que a chamada neve caíra e assim não demorava para secar por completo. Arisu assistia a cena e percebia que a atrapalhada Pokémon havia se esquecido por completo a presença da ilusionista em campo. Por conta disso, Arisu finalmente se erguia do solo e ao ver a Pokémon manchada, acabava involuntariamente chamando a atenção dela.

- V-você, você, estava aqui? Cadê a mulher malvada. Mas, mas quem é você? – mudando de medrosa para curiosa e meio que contente por conhecer um de sua espécie, Spinda se aproximava do pseudo-Spinda a sua frente. – Me chamo Mika, a Spinda. – cumprimentava de forma gentil.

Diferente do que a raposinha negra esperava, a Panda parecia bem gentil e medrosa também. Nada que pudesse oferecer qualquer risco para a Pokémon.

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Mensagem por Arisu em Seg 07 Jul 2014, 01:38


Incapacidade



Aquilo já se tornava insuportável, eu não aguentaria por muito mais tempo. Enquanto tentava em vão abafar aquele som agonizante, um único pensamento conseguia se sobrepor ao grito da estranha Pokémon: Passei por tudo aquilo, cheguei tão longe, para ser derrotada de forma tão humilhante? Como sou patética, Miki cometeu um erro ao confiar suas esperanças a mim. Todos os Guardians cometeram. Agora lá estava eu, completamente incapacitada pelo grito de uma panda de olhos espiralados.


Felizmente, o tremor que aquelas malditas ondas sonoras causavam acabou derrubando um pouco daquela pasta branca em cima da Spinda. Por sua vez, esta pareceu tão preocupada com o frio que tratou de posicionar perto da fogueira, se esquecendo completamente da minha presença. Ela chamava a tal pasta por um nome específico... Então aquela coisa se chamava neve? Um bom nome, preciso admitir.


Quando o ataque, que agora consegui identificar como um Uproar, cessou, me permitir sentir alívio pela primeira vez no dia. No entanto, esse sentimento logo foi substituído por decepção. Eu era realmente uma inútil afinal, a Spinda nem mesmo chegara a travar um combate sério, no entanto conseguira me incapacitar com um único golpe, que nem chegava a ser dos mais avassaladores. Apesar de já estar livre do Uproar, não me levantei imediatamente, apenas permaneci no mesmo lugar. A tal neve também caíra em cima de mim, fazendo com que um calafrio percorresse meu corpo, todavia não me importei daquela vez. A panda parecia bem confortável e aquecida, no entanto eu me recusava a me aproximar da fogueira sem ser convidada. Ao menos enquanto a dona estivesse ali.


Ainda sem me mexer, passei a fitar as chamas que novamente bailavam. Eu era a última Guardiã que restara, meu dever era proteger aqueles que não podiam se defender sozinhos. No entanto, como conseguiria fazer isso se não era capaz de proteger nem a mim mesma? Kiseki, Miki, Alone, Megu... Todos eles poderiam ter encontrado facilmente uma solução, entretanto tudo o que pude fazer foi tentar proteger meus ouvidos, porém nem mesmo isso consegui fazer.


Minha jornada estava apenas no começo, eu sabia disso, no entanto a urgência em me tornar mais forte ficava cada vez mais evidente. Minha promessa já havia sido feita, agora era minha obrigação cumpri-la, custasse o que custasse.


Me ergui novamente, com um pouco de dor de cabeça, porém sem maiores danos. A panda não era má, e aquela havia sido minha salvação. Por sinal, ela também era bastante curiosa, e logo começou a me interrogar.


– A mulher malvada foi embora, não precisa se preocupar com ela. – Respondi, apesar de aquela não ser bem a verdade. Apesar de a Spinda aparentar ser gentil, eu decidi que talvez fosse melhor manter minha verdadeira identidade escondida. Além do mais, Mika parecia realmente alegre em conhecer alguém que supostamente pertencia à sua espécie, e eu não queria tirar essa satisfação dela. – Me chamo Arisu.


Após isso apenas esperei pela reação dela, no entanto sem desviar em nenhum momento o olhar das chamas, que imitavam a graciosidade de uma Kirlia enquanto dançavam pela superfície da madeira, queimando-a em uma brincadeira hipnotizante.



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Mensagem por Ayzen em Seg 07 Jul 2014, 09:10

Após conseguir finalmente estar livre dos gritos agonizantes do Spinda, Arisu ainda ouvia um pequeno zumbido em sua cabeça. Não era alto, no entanto poderia ser um incomodo caso ela quisesse dormir no momento. Mika, a Spinda, estava contente de que um de sua espécie tivesse ali e mesmo que não fosse verdade, a Dark preferiu manter as aparências e assim ela mostrava-se mais amigável com a medrosa, curiosa e –por que não? – forte Pokémon a sua frente.

Olhando melhor para a Pokémon manchada, Arisu percebia a presença de uma mancha no meio de sua testa. Era uma flor, bem nítida, que era formada pelas manchas da Pokémon panda e aquilo chamou a atenção da Guardian por um momento. Depois do bombardeamento de perguntas da curiosa Mika, Arisu explicou que a mulher malvada tinha ido embora e assim se apresentava. Mika sorriu do nome da raposa ilusionista e assim pegou a mão dela e saia puxando até perto da fogueira, aonde as chamas continuavam a dançar de forma bela e bem vista pelos olhos falsos de Arisu.

- Você parece um bom Pokémon, por isso isso eu vou deixar você partilhar das minhas chamas. São lindas, não, não? – Spinda era animada, acima de tudo, embora parecesse ainda medrosa, repetindo algumas palavras em sua frase. – Nossa, que cachecol lindo, lindo! – dizia a Spinda com a mão na boca e ainda com os seus olhos rodopiantes.

Apesar da Spinda ter um “belo” grito, a Pokémon panda manchada parecia bem inocente com os outros, temendo humanos e apesar de ser bem forte aparentemente, era medrosa. Combinação bem antagônica que Arisu encontrava, mas que não era nada comparada à corajosa raposa. As duas monstrinhas sentavam-se no lado da fogueira e assim elas ficavam observando as chamas até que um barulho alto começou a ser ouvido, da panda. Arisu olhou temendo ser uma nova amostragem de Uproar, mas ao ver a boca da Pokémon quieta, ficou confusa, mas logo notou que aquele barulho horrendo derivava do estômago da pequena Spinda. Não era só a garganta dela que era escandalosa!

- Hehehe. Acho que é hora de comer! Vamos? – convidava à pequena Pokémon, com um olhar enigmático para Arisu. Era difícil saber se ela estava triste ou feliz ou algum outro sentimento. Tudo o que restava era uma cara confusa e um andar cambaleado que deixava transparecer a histérica Spinda forte, porém medrosa.

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Mensagem por Arisu em Ter 08 Jul 2014, 12:02


Destino Alternativo



Para a minha sorte, Mika se mostrava cada vez mais amigável. Não reagi quando ela segurou minha mão, apesar de o ato ter me surpreendido, apenas deixei que ela me puxasse para perto da fogueira. Sentei ao seu lado, aproveitando o calor que as chamas traziam, enquanto ouvia cada palavra que a Spinda me dizia.


– Sim, são mesmo lindas. – Comentei, mais para mim mesma do que para ela. Eu não entendia ao certo essa minha fascinação por aquelas chamas, já estivera perto de diversas fogueiras antes e nenhuma prendera tanto minha atenção. Talvez o motivo fosse simplesmente que eu nunca havia sentido frio antes, as temperaturas mais baixas em Twister estavam em torno de 27ºC.


Desviei os olhos do fogo por alguns instantes, encarando Spinda enquanto ela elogiava meu cachecol. Pela primeira vez percebi a presença de uma mancha diferente das demais na testa da Pokémon, esta tinha o formato de uma flor. Apesar de ser algo incomum, não pude deixar de notar que ela combinava com a dona, que era gentil e inocente como uma rosa. No entanto, também possuía seus espinhos, e aquele grito agonizante seria um bom exemplo.


– Obrigada. Foi um presente de uma amiga. – Essa foi a única resposta que dei ao comentário sobre o cachecol. Apesar de me recusar a demonstrar, a lembrança de Eevee ainda me entristecia. Afinal, ela era minha melhor amiga, e havia sido morta na minha frente... E por minha culpa.


“Se eu tivesse me esforçado mais em criar ilusões para distrair os traficantes, será que os acontecimentos poderiam ter tomado um novo rumo?” Esse pensamento ecoava por minha cabeça, sendo ainda mais desagradável do que o zumbido resultante do Uproar. Era meu dever distrair os humanos, eu era a única que poderia fazer aquilo sem correr risco. No entanto, eles não tardaram em perceber o truque, e a partir dali a perseguição começara... A parti dali vi meus amigos perderam suas vidas um após o outro, tudo porque não consegui cumprir meu dever.


Naquele momento, um barulho estranho interrompeu meus pensamentos, vindo da panda manchada. Por alguns segundos temi outro Uproar, no entanto ela logo comenta que é hora de comer, me chamando para acompanhá-la. Hesitei por um instante, o olhar enigmático que ela me lançara fez com que eu me perguntasse mentalmente o que poderia estar se passando por sua cabeça. Observei por um instante enquanto ela andava cambaleando. Seria aquilo uma característica de sua espécie ou algo típico apenas de Mika? Era difícil saber.


Por fim, apenas a segui. Tentei evitar o pensamento de que todos os Guardians estar unidos caso eu tivesse usado melhor meus poderes ilusórios, fiz o possível para me concentrar apenas em dar passo após passo. No entanto, foi impossível desviar minha mente daquele destino alternativo, que por minha culpa não se tornara realidade.


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Mensagem por Ayzen em Ter 08 Jul 2014, 15:52

Arisu estava diante de uma Pokémon que não era nada parecida com os humanos que ela teve o desprazer de conhecer. Mika se mostrava cada vez mais gentil e ingênua, apesar de ter, como a própria Pokémon descreveu, seus espinhos. Mas no momento, a Pokémon aparentava estar com fome e até mesmo a Dark poderia dizer que estava com fome, apesar de não ser tão escandalosa quanto a presente. Diante disso, a raposinha até hesitava em responder, mas no fim ela aceitava o convite da panda manchada, mas pelo visto, naquele beco, apesar de conservado, não tinha da que pudesse ser degustado.

Arisu, ainda na forma de panda, acompanhava a Pokémon ao seu lado, na qual começava a cambalear muito enquanto andava. Parecia que ia cair a qualquer momento. Parecia bêbada. Até a fala da Pokémon dava indícios disso, mas ao perceber melhor, parecia mais um jeito dela. As Pokémon avançavam para fora do beco iluminado pelas chamas e assim Arisu pôde sentir a diferença de temperatura perto do fogo e longe. O frio invadia até o cachecol da Pokémon Dark em forma Normal, mas mesmo assim ela começara a acompanhar a Spinda, que só não ia mais rápida, pois sempre cambaleava para trás.

O caminho se extinguia pela vila e assim Arisu percebia que a Pokémon normal já estava acostumada com a tontura a muito tempo – isso é se realmente ela fosse tonta. As duas seguiam ladeira a baixo e não demorava para encontrar uma cabana de madeira, de dois andares, no qual parecia super organizada com vasos repletos de neve esperando água e luz para poder crescer uma plantinha. A janela estava aberta e foi ali que Spinda começava a tentar subir. A Pokémon não tinha sucesso e assim caia sentada no chão, quando Arisu se aproximava.

- Aiaiaiai. Assim fica difícil, difícil! – dizia a Spinda.

O barulho que Mika havia feito ao cair no chão acabava por desperta a atenção de uma Pokémon e essa saia da cabana. Era rosada e tinha algumas marcas parecendo flores ao redor do corpo. O Pokémon flutuava no ar e assim era visto que ela parecia calma e serena.

World of Illusions 517

- Chegou mais cedo hoje, Mika! – disse gentilmente.

A Pokémon exalava ao seu redor uma fumaça rosada de cheiro doce e assim a Pokémon se aproximava perto de Mika.

- Vejo que trouxe uma amiga. Como se chama? – perguntava a Pokémon diretamente para Arisu, enquanto Mika se limpava da queda.

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Mensagem por Arisu em Sex 18 Jul 2014, 13:25

Off:
Desculpe pela demora, estive viajando e voltei apenas hoje.
Hey, Ayzen, parabéns por ter vencido o evento da Copa ^-^



Bela Fragrância


Sem mais opções, segui Mika para fora daquele beco, hesitando mais do que pensei ser possível em me distanciar das chamas que ainda bailavam sobre a madeira. A cada passo que dava, senti o calor que a fogueira oferecia vacilar e abrir espaço para o frio da cidade, que apesar de aconchegante, era marcada por uma temperatura muito mais baixa do que eu estava acostumada. No começo quase lamentei por não haver nada comestível no beco, mas aos poucos me conformei com o frio que chegava até mesmo a invadir meu cachecol, que agora era minha única fonte de aquecimento.


Novamente andando pelas ruas daquela cidade de brinquedo, deixei que a Pokémon panda me guiasse até... Bem, até qualquer que fosse o lugar que ela queria me levar. O chão frio me fazia hesitar por um segundo antes de colocar cada pata no chão, fato que me atrasava um pouco. Felizmente este não era um problema, uma vez que Mika cambaleava quatro passos para trás a cada cinco que dava para frente.


“Seja lá qual for o lugar onde ela espera encontrar alimento, eu sinceramente espero que não tenha horário fixo para fechar.” Pensei, prevendo que aquela poderia ser uma caminhada desnecessariamente demorada. Sem muito o que fazer, deixei que meus olhos vagassem por aquele estranho vilarejo, a curiosidade que sentia diante dele era visível em meu olhar. Vez ou outra voltava a prestar atenção em Mika, para garantir que ela não cairia, apesar de eu não duvidar que isto pudesse acontecer, até que reparei novamente na peculiar mancha que ela tinha na testa. Mesmo enquanto cambaleava como se estivesse tonta, a imagem de uma flor em sua cabeça continuava bem visível. “Mika, Mika, Mika... Por que esse nome me parece familiar?”


Seguimos ladeira abaixo, até que finalmente chegamos a uma cabana de madeira, alguns vasos repletos de neve estavam organizados ao seu redor, provavelmente esperando por água e luz para que uma plantinha pudesse nascer. Quase senti pena da pobre planta que nasceria no meio daquela pasta gelada. A Spinda pareceu se animar ao ver a construção, e logo começou a pular no mesmo lugar, provavelmente tentando alcançar uma janela que estava aberta, no entanto não parecia obter grandes resultados.


Enquanto observava a panda caindo com tudo no chão após sua décima tentativa fracassada, enfim me lembrei o motivo pelo qual seu nome me parecia familiar. Não apenas por se assemelhar com Miki, mas sim porque no meu antigo bando havia uma outra Zorua que recebera esse mesmo nome. Se bem me lembrava, Mika significava “Bela Fragrância”, o que condizia com a mancha em forma de flor que a panda de olhos espiralados possuía. Teria sido nomeada daquela forma exatamente por isso? Ou era apenas pura coincidência?


Não tive tempo de refletir sobre isso, pois naquele momento uma Pokémon um tanto peculiar saiu da cabana, provavelmente o barulho que Mika havia feito ao cair chamara sua atenção. Esta possuía uma aparência diferente de tudo o que eu já vira, mais uma prova de que aquele vilarejo era a moradia de seres que ainda me eram desconhecidos. Felizmente, a estranha Pokémon (que flutuava ao invés de andar, eu preciso aprender a fazer isso!) era bastante simpática e parecia conhecer Mika, cumprimentando-a gentilmente. Ela logo volta sua atenção para mim, questionando-me sobre meu nome.


– Me chamo Arisu. – Respondi simplesmente, aguardando que alguém me desse alguma explicação.


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Mensagem por Ayzen em Sex 18 Jul 2014, 15:11

Off escreveu:Bem-vinda de volta \o/
huahuahau, obrigado. Quase achei que ia perder XD

Após atravessar o vilarejo para poder encontrar uma cabana de dois andares, de madeira, Arisu e Mika conseguiram chegar ao seu destino. No caminho a raposa ilusionista realizava os seus diversos pensamentos sobre o nome da Spinda, que era o mesmo de uma antiga integrante de seu bando e significava “bela fragrância”, fazendo alusão à mancha de uma flor na testa da mesma. Mesmo diante daquela situação, a coincidência era enorme e aquilo fazia Arisu refletir. Mas logo os pensamentos da raposa eram deixados de lado pelo fato de uma nova Pokémon aparecer ali, de forma bem atenciosa e cheia de calmaria. O fato dessa Pokémon flutuar no ar deixou a Dark em forma de panda com a vontade de aprender tal habilidade, mas talvez fosse algo de espécie.

- Prazer, Arisu. Pode me chamar de Mun. – dizia a Pokémon, com sua voz doce que parecia ser proveniente de um eco de caverna.

Mika ainda estava tonta – como sempre! – e assim a Pokémon normal explicava que veio com a sua nova amiga para poder comer. Munna logo ergueu-se no ar e os seus olhos passaram a brilhar azul. A Pokémon usava psychic e assim envia a Pokémon com a flor feita de mancha na cabeça no ar e a colocava na janela.

Mika: - Isso ai, ai!- comemorava a Pokémon panda. – Agora é você, Arisu!
Mun:- Preparada?

A Pokémon Psychic nem esperava a resposta da raposa ilusionista e logo erguia os seus olhos e assim os mesmo começavam a brilhar no mesmo tom azulado. Logo o corpo da pseudo-Spinda era envolvida pelo tom do golpe que levara Mika à janela, mas ao invés de realizar o mesmo procedimento, a luz se desfazia, como se ao redor de Arisu tivesse um escudo. Mika olhava com uma cara questionadora.

Mika:- Ué, falhou?
Mun:-Não entendi... Tentarei de novo.

Os olhos da Pokémon rosada novamente brilhavam e uma luz azulada e assim circundava a Pokémon Dark, mas era inútil, pois mesmo Arisu podendo mudar de forma, a mesma ainda conservava as suas antigas habilidades, que no caso era de ser uma Pokémon dark, e Pokémon dark é imune aos golpes psychic.

Mun:- Não entendo! Isso não deveria acontecer. Será que você possuía uma habilidade especial divergente do que se poderia encontrar?

Antes mesmo que Arisu pudesse responder algo, uma humana aparecia na janela. Tinha uma pele muito clara, estatura pequena e magra, aparentando ser uma boneca de porcelana. Cabelos lisos e louros e uma boina linda na cabeça

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- Vejam só, a spinda florida apareceu. E quem é essa? Uma nova amiga? – dizia gentilmente para Arisu.

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Mensagem por Arisu em Sex 18 Jul 2014, 16:12

Off:
E eu nunca tive nenhuma esperança de ganhar. Você devia ver meu desempenho em qualquer jogo que envolva sorte, chega a ser humilhante XD


A Desvantagem de uma Ilusão


A gentil Pokémon se apresentara com Mun, e curiosamente sua voz soava distante, como se fosse proveniente de um eco típico de cavernas. Mika andava cambaleando, e Mun flutuava, além de possuir um modo um tanto diferente de se comunicar. Será que não existia ninguém normal naquele vilarejo? Bem, acho que não estou em posição de estranhar nada, uma vez que posso criar ilusões. De qualquer modo, por mais peculiares que as duas Pokémons floridas fossem, elas definitivamente pareciam possuir um bom coração, e para mim isso é o que importa.


“Poderes psíquicos?” Foi meu primeiro pensamento ao ver os olhos de Mun brilharem em uma coloração azulada, e logo em seguida Mika ser envolta por uma aura da mesma cor. Apenas observei enquanto a panda era erguida por uma força misteriosa até a janela, convicta de que a Pokémon rosada era do tipo psíquico. “Isso significa que não vou mesmo poder aprender como flutuar, infelizmente...”.


Suspirei, um tanto inconformada. Aquele truque poderia ser muito útil em um lugar aonde o chão era sempre coberto por neve. Mika logo fez questão de me tirar de minhas lamentações, avisando que agora era minha vez. Arregalei os olhos, minha mente entrando em modo de alerta instantaneamente. “Preparada?” Ouvi vagamente a pergunta de Mun, e tive apenas um par de segundos para tentar intervir... Antes que meu disfarce fosse descoberto.


– Hey, não acho que seja uma boa... – Para meu desespero, nem mesmo tive tempo de concluir a frase, pois naquele instante Mun tentou usar seus poderes psíquicos em mim. Isso claramente não funcionou, meu corpo repelia seu poder mental como se fosse protegido por uma espécie de escudo.


“Ideia...” Concluí mentalmente a frase que não pude terminar em voz alta, com um suspiro desanimado. Apesar de tudo, eu não sou um Ditto, meus poderes não eram fortes o suficiente para fazer nada além de mudar minha aparência de forma ilusória. Mesmo que pareça uma Spinda, por trás do disfarce continuo sendo uma Zorua, e Pokémons Dark são imunes a ataques psíquicos. Enganar os outros, essa é minha única habilidade. Essa é ao mesmo tempo a vantagem e a desvantagem de uma ilusão. Por um lado, pode facilmente lhe livrar de situações difíceis, mas por outro sempre gerará desconfiança por aqueles que conhecem sua verdadeira identidade. Quem confiaria em alguém que pode facilmente ocultar sua própria identidade?


Ouvi Mika e Mun discutirem sobre o ocorrido, pareciam confusas. A psíquica dizia alguma coisa sobre a possibilidade de eu possuir uma habilidade rara, diferente do normal. Estive prestes a respondê-la com uma mentira deslavada, porém convincente, mas naquele instante uma humana apareceu na janela. Involuntariamente dei um salto para trás, tamanho foi o meu espanto. Uma humana? Mas é claro, são poucos os Pokémons que constroem cabanas de madeira por vontade própria. Como fui tola, acabei indo ao encontro do ser que queria evitar.


A menina parecia jovem e era dotada de uma grande beleza, no entanto isso pouco significava para mim. Ela agiu com gentileza, preciso admitir, mas isso não significa que confiarei nela. Quando a humana com a boina falou comigo, me restringi apenas a recuar alguns passos para trás, mas em momento nenhum desviei o olhar dela. Sabia que a desconfiança estava bem evidente no meu olhar, no entanto não dei atenção a esse detalhe.


– Mika, Mun, quem é ela? – Perguntei, minha voz tremia, mas eu não saberia dizer se era de raiva ou temor.


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Mensagem por Ayzen em Seg 21 Jul 2014, 13:55

Off escreveu:
A sorte é nos números XD
Dá para saber quem ganha e quem perde por jogada.
Agora 7x1 eu nunca iria adivinhar x.x

De fato a jovem ilusionista estava em uma situação diferente. Ser descoberta pela falha de seu poder de ilusões era tudo o que a raposa não queria, mas era tarde demais... ou não? Munna e Mika olhavam e discutiam sobre o curioso fato de Arisu não ser atingida pelos golpes Dark. Claro que a raposa já estava pensando em como sair daquela situação, afinal, tudo poderia acontecer ali, menos ser descoberta. Mika permanecia com sua cara confusa – como se tivesse outra – e Mun tentava pensar na melhor explicação, todavia, antes mesmo que a raposa disfarçada de panda pudesse abrir a boca, na janela aparecia uma figura de uma humana, que surpreendeu a raposa.

Temerosa, Arisu dava leves passos para trás. A mistura de emoções parecia surpreender a garota raposa, mas ao menos lhe salvava em responder o porquê que não conseguia ser pego pelo Psychic de Munna. Por outro lado, Arisu ficava diante de uma humana, criatura na qual não desejava se encontrar. Mesmo diante da tranquilidade dos Pokémon que a raposa ilusionista havia encontrado, ela mesma temia.

Mun:-Não se preocupe, é a minha dona. Dona desse PEVOAK, aonde os Pokémon que precisam de ajuda vão. Há um em cada vilarejo.
Mika:-Sim, é verdade! Comida grátis – dizia Spinda com os braços levantados em sinal de comemoração.

Segundo as Pokémon, a humana não apresentava nenhum perigo, mas seria que isso era verdade? Arisu passou por muitas coisas e assim tinha justificativas de sobrar para não confiar em humanos. Aquilo deixava a jovem Pokémon bem assustada. A mulher adentrava para dentro da casa e logo a porta ao lado era aberta. Com um sorriso, ela estendia o braço, convidando Arisu para entrar. Dentro da casa, um cheiro adorável de uma refeição saia. Era quente e parecia ser perfeito para se esquentar naquele frio. Spinda era a primeira a entrar. Parecia que a Pokémon normal comia ali há tempos e por isso, como sempre voltava para as ruas, livre, parecia não ter problemas. Mun se aproximava e começava a empurrar a Pokémon para dentro da casa.

- Não precisa ter medo. Mary é inofensiva. Pelo menos quando o seu namorado não a perturba...

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Mensagem por Arisu em Seg 21 Jul 2014, 18:43

Off:
Não podia ter avisado um pouquinho mais cedo? -q
Me dá uma bola de cristal que eu adivinho u.u
Mas, realmente, essa derrota foi completamente humilhante x.x



Amiga ou Inimiga?


“Não se preocupe... Minha dona... Dona desse PEVOAK, aonde os Pokémons que precisam de ajuda vão... Não precisa ter medo... É inofensiva...” Repeti mentalmente as palavras de Mun, pensando se estas eram mesmo verdadeiras. A psíquica parecia ter um bom coração, eu não acreditava que ela poderia mentir para mim sobre algo como isso e nem mesmo me guiar propositalmente até uma armadilha. No entanto, ao longo da minha vida adquiri motivos de sobra para não confiar em humanos, com o tempo minha mente simplesmente chegou à conclusão de que a raça humana não é digna de confiança. Ponto final.


Observei, um tanto abobalhada, enquanto Mika entrava calmamente pela porta que a mulher abriu, parecendo perfeitamente a vontade. A humana sorria para mim, convidando-me a entrar com um gesto em um dos braços, enquanto Mun me empurrava em direção a ela, afirmando que não havia perigo. Porém, como poderia simplesmente deixar que me arrastassem para dentro da moradia da raça responsável por tudo de ruim que já me aconteceu?


Mika já estava dentro da construção, e acenava alegremente para mim. Como será que a panda reagiria quando descobrisse que eu não sou quem ela pensa? Balancei a cabeça para me livrar do pensamento, tinha problemas mais urgentes para lidar. Spinda e a psíquica, que até agora não sei a qual espécie pertence, eram os seres mais amigáveis que encontrei em toda a minha vida, com exceção de minha mãe e os outros idealizadores dos Guardians, não queria acreditar que elas me enganariam. Além disso, Mika parecia frequentar a cabana já há muito tempo, e nada de ruim lhe acontecera. Será que essa humana era realmente confiável?


Usei toda a minha força para impedir que Mun me arrastasse com muita rapidez, e estava prestes a lhe dizer que não estava com fome, mas naquele momento um aroma delicioso inundou minhas narinas, vindo de dentro da cabana, fazendo meu estômago roncar alto e audivelmente. Traidor. Bem, acho que não posso culpá-lo por isso, minha última refeição foi antes mesmo de o sol nascer, ainda dentro do caminhão e na companhia dos outros Guardians. Tantas coisas ocorreram desde então, parece que isso foi há um século, apesar de ter sido apenas algumas horas atrás.


Mantive meu olhar fixo na mulher, tentando detectar qualquer sinal que revelasse más intenções, mas não encontrei nada, exceto seu ar de bondade. Por fim suspirei, deixando que Mun me empurrasse para dentro da construção. Decidi dar um voto de confiança às duas, mas isso não significava que a humana tinha minha confiança. Muito pelo contrário, ficaria de olho nela, ao menos até ter certeza que ela era amiga, e não inimiga.


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Mensagem por Ayzen em Ter 22 Jul 2014, 15:27

Off escreveu:
Pois é! x;x Muito humilhante e.e
Mas bem, o que está achando do fórum? Gostando?

Arisu ainda se sentia desconfiada com a presença de Mary. A dona do PEVOAK parecia contente em ajudar mais um Pokémon, entretanto, mesmo com a figura de uma boa menina, Arisu não conseguia engolir a espécie humana. Há poucas horas aquela espécie era a responsável pela morte dos amigos da raposinha ilusionista, tornando, essa, a única sobrevivente. Arisu não poderia confiar em um humano nunca mais, no entanto, parecia que o estômago da Dark não se importava em confiar no tempero da jovem dona do lugar da madeira. A barriga da raposa roncava, e alto, fazendo um riso surgir na face da Mary. A Pokémon cedeu, por Mun e Mika, não pela menina ali presente...

Deixava Mun lhe empurrar e assim adentrava na casa de madeira. Ao fechar a porta, Arisu sentiu o calor da estrutura. Ali parecia bem confortável e o calor ali era mais confortável do que das bailarinas flamejantes no beco. Mun finalmente deixava Arisu livre e Mika, cambaleando ainda, se aproximava da Pokémon que julgava ser do mesmo tipo. Ali, várias coisas decoravam o lugar, como mesas com toalhas roxas de bordado branco, quadro, tapetes coloridos. Um balcão próximo a uma vitrine mostrava diversos produtos naturais e assim Arisu reparava aquela casa, como se fosse uma casa de boneca, de tão organizada que era. Era convivente, já que ela parecia estar em uma cidade de brinquedo!

Mika:- Quentinho aqui aqui, não?
Mun:- Mary foi pegar o jantar. Espero que vocês gostem. Ajudei a fazer hoje. – dizia a Psychic.

Após acomodar os visitantes, Mun flutuava para outro canto da loja e assim usava os seus poderes paranormais sobre uma vassoura ali e assim a mesma começava a ver ali sozinha, guiada pelos poderes da Pokémon rosada. Spinda parecia realmente feliz e Arisu quanto mais sentia o cheiro da comida, mas a sua barriga insistia em querer roncar. Não demorava e a menina retornava da cozinha, com duas tigelas na mão. Ao colocar no chão, Mika saia correndo, do seu estilo, e segurava na mão de Arisu, a levando até a dona do lugar. A mesma colocava tigela no solo e assim era visto o grosso e quente caldo esperando os Pokémon. Mika sentou-se logo no chão e começou a comer, enquanto Arisu encarava a menina, sem desviar o olhar.

Mary:- Que interessante! Você não cambaleia ao andar! Como consegue? – comentava a menina, maravilhada ao perceber que Arisu, em forma de Spinda não cambaleava. Mas afinal, ela não era uma Spinda para portar tal arte...

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Mensagem por Arisu em Sab 26 Jul 2014, 13:39

Off:

Sim, estou gostando muito do fórum. Realmente se destaca em meio aos outros, segue uma boa história e junta ideias que você não esperaria ver em um fórum de Pokémon. Está sendo bastante divertido ^^

Não é legal quando os professores te enchem de deveres logo na primeira semana de aula? x.x


Casa de Boneca


Oh, céus... Eu definitivamente vou me arrepender disso!” Assim que minhas patas deixaram o solo coberto por neve e tocaram o chão de madeira da cabana, senti a diferença na temperatura. Não pude conter um suspiro aliviado, encontrara um lugar que me aquecia ainda mais do que a “bailarina flamejante”. O aroma que invadia o local também era convidativo, eu não sabia ao certo qual alimento estava sendo preparado por ali, mas aparentava ser algo delicioso.  


Olhando ao redor, percebi que o interior da casa não era nada parecido com o que eu pensei. Na verdade, nunca entrei em nenhuma construção humana, exceto pela cabana onde morei por alguns anos, porém essa estava desabitada há muito tempo, não contava. Não sei ao certo o que esperava da moradia de uma humana, mas provavelmente algo que envolvesse jaulas, correntes e salas de tortura. O que encontrei não foi nem de longe parecido com isso.


Tapetes coloridos cobriam boa parte do chão, assim como belos quadros enfeitavam as paredes. Algumas mesas cobertas por toalhas roxas com bordados brancos também existiam por ali, e um balcão próximo à vitrine exibia diversos produtos naturais. Tudo era incrivelmente organizado, parecia uma verdadeira casa de boneca, o que era uma bela coincidência, considerando que estou no meio do que parece ser uma cidade de brinquedo.


Ouvi Mun dizer algo sobre ter ajudado a preparar a comida, mas não prestei atenção. Estava ocupada demais fitando sua dona, em busca de qualquer sinal de falsidade ou malícia, porém não encontrei nada. Aquilo era estranho, nunca antes encontrara um humano que não possuísse segundas intenções ao fingir ajudar um Pokémon.


O aroma da refeição que era preparada não tardou em preencher todo o cômodo, fazendo minha barriga novamente roncar. Abaixei um pouco a cabeça, temia que meu rosto estivesse ficando tão vermelho quanto as manchas da minha forma de Spinda, mas aquilo era no mínimo vergonhoso. Por sorte Mika e Mun não pareceram prestar atenção, a psíquica estava ocupada usando seus poderes paranormais para varrer a casa sem nem mesmo precisar encostar na vassoura, e a panda parecia ser distraída por natureza.


Felizmente, não demorou muito para que a humana voltasse com duas tigelas nas mãos. Ao vê-la colocar ambas no chão, Mika correu na direção da dona do lugar, arrastando-me junto. Será que ninguém naquele local tinha percebido ainda que eu era perfeitamente capaz de andar sozinha? A panda bege e vermelha logo começou a comer, enquanto eu encarava fixamente a humana. Em primeiro lugar, quem era ela e por que estava nos ajudando? Provavelmente iria querer alguma coisa em troca, ou ao menos era aquilo que eu pensava.


No entanto, se ela estava fazendo isso apenas por interesse, como era possível que Mika entrasse e saísse dali livremente? A Spinda tinha mencionado alguma coisa sobre comida grátis, enquanto Mun dizia que a cabana de sua dona era um lugar onde todos os Pokémons que precisassem de ajuda poderiam vir. Talvez, e apenas talvez, essa desconfiança inexplicável que sentia fosse apenas consequência do que aconteceu essa manhã, era possível que a humana realmente fosse confiável.


Além de tudo, ninguém ali conhecia minha verdadeira identidade, fato que já me deixava mais confiante. Todos ali pensavam que eu era uma Spinda, não havia a menor desconfiança sobre a espécie a qual pertencia. Se pude manter esse segredo oculto por tanto tempo, não é agora que ele será ameaçado, certo?


Errado.


- Que interessante! Você não cambaleia ao andar! Como consegue? – Mal começara a experimental do delicioso caldo que enchia a tigela quando a garota me perguntou a última coisa que eu queria ouvir, o que quase me fez engasgar. É, parece que andar cambaleando não é um hábito apenas de Mika, afinal.


“Maldição, maldição, maldição! O que eu digo agora?” Por um lado, sabia que a humana não poderia entender nada do que eu falasse, mas por outro a questão poderia despertar o interesse de Mun ou até mesmo de Mika, o que não me dava escolhas exceto responder. “Rápido, pense em uma mentira qualquer! Qualquer coisa, menos a verdade!”


- Eu não sou como os outros Spindas. Ao menos, não mais... – Sussurrei, porém mantendo um tom que fosse audível para todos os presentes ali, e em seguida me concentrei apenas em minha refeição, deixando claro que o assunto não me agradava.


Não sabia qual seria a reação das outras três, mas rezava para que não insistissem na questão.


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Mensagem por Ayzen em Dom 27 Jul 2014, 13:26

Off escreveu:
Fico feliz que esteja gostando! ^^
Meu sonho ainda é ver Domínio de Território entre Gangsteres e Cadetes *W*
Sim, não é legal x.x Faz ensino médio, é?

Arisu continuava desconfiada de Mary, a dona do PEVOAK do vilarejo. Apesar do interior da cabana da jovem não parecer nada com o que a raposa ilusionista aguardava, a desconfiança da Dark permanecia no ar. De certo modo, a de Mun também. Apesar de Mika ser um tanto quanto distraída, Mun permanecia sobre a ótica de que Psychic poderia funcionar com qualquer um... Ainda não sabia o motivo de que o corpo da Spinda forasteira repelia a luz do golpe da rosada. Mesmo assim, parecia que a curiosidade da Pokémon devoradora de sonhos havia ido para fora junto com a poeira que ela varria com os seus poderes.

Com o caldo na sua frente e tendo Mika ao lado devorando como se não houvesse amanhã, a Pokémon Dark ficou um pouco constrangida com tanta bondade sem nada em troca. A pokémon aproximava do caldo, ou melhor, era levada pela agonia de sua parceira de aparente mesma espécie, e assim uma das perguntas que Arisu não queria ouvir, ouvira. Mary percebera que a Pokémon dark disfarçada não era como a sua espécie aparente. Mika era distraída e andava daquele jeito como qualquer uma de suas espécies. Já Arisu, apenas uma ilusionista e desconhecedora dos Spinda, não sabia disso. Seu disfarce estava pelo fim?

A resposta da pseudo-Spinda fora em forma de agonia. Mika só prestava atenção no seu almoço ali, enquanto Mun parava de varrer para prestar mais atenção no Pokémon ali, que se deliciava com a comida, mas nada mais do que isso. A resposta de Arisu arrancou um sorrisinho de Mary, como que se aparentemente ela entendesse o que a raposa havia dito e assim a jovem erguia-se e se recolhia para dentro do PEVOAK, no que seria a cozinha. Mun, pelo jeito, ficou desconfiada. A Pokémon flutuante erguia voo e pairava até Arisu. A defensora Dark pareceu engolir em cheio.

Mun:- Uma espécie diferente? Mas Spindas diferentes podem repelir poderes Psychics? – a curiosidade de Mun crescia mais e mais sobre o Pokémon que aparecera ali.

Mika terminava a sua refeição bem veloz e logo reparava na inquietação entre Mun e Arisu. A Pokémon percebera a tensão ali, mesmo sabendo que Mun não perguntava por mal. Em um mundo como o atual, qualquer coisa era motivo de desconfiança e não era diferente para Mun que parecia ser super protetora de Mary.

No entanto, mais uma vez a raposa fora salva! Diante do acontecido, um barulho de um prato caindo na cozinha chamava a atenção de todos. O prato quebrava e aquilo despertou a atenção, principalmente, de Mun, que erguia-se flutuando para a cozinha.

Mun:- Mary, aconteceu alguma coisa? – perguntava a psychic em tom preocupada.

Mika ficava olhando para Arisu com seu olhar – como sempre – tonto. A Pokémon parecia pensar no que estava realmente acontecendo e assim a Pokémon confusa saia correndo e antes de entrar na cozinha, perguntava.

Mika:- Você não vem?

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Mensagem por Arisu em Seg 20 Jul 2015, 20:59


Disfarce Ameaçado


Fiz o possível para manter meu olhar baixo, recusando-me a desviá-lo de minha refeição. Essa atitude não era unicamente em decorrência da grande fome que sentia ou do gosto maravilhoso que o caldo tinha, mas também por temer que o receio estivesse perceptível em meu rosto. Felizmente, meus olhos espiralados não eram exatamente fáceis de ler, portanto ao menos não precisava me preocupar em manter um olhar tranquilo.



Mesmo sem erguer o olhar para a humana, pude sentir que ela sorrira. Seria possível que, de algum modo, ela entendera o que eu disse? Balancei levemente a cabeça, aquilo era impossível. Humanos não são capazes de compreender os Pokémons... ou são? Sinceramente, depois de tudo o que ocorreu hoje, não duvido de mais nada.



- Uma espécie diferente? Mas Spindas diferentes podem repelir poderes Psychics?  - Questionou a psíquica, ainda intrigada pelo que acontecera antes. Um clima tenso começava a se instalar no ambiente, expulsando o conforto que eu me permitira sentir porta à fora juntamente com a poeira varrida por Mun. Mesmo Mika parecia perceber que havia algo errado, a inquietação estava visível tanto em mim quanto na Pokémon rosada.



“Não, eles definitivamente não podem.” Aparentemente, eu não era a única desconfiada naquele local. Apesar de sua natureza gentil, Mun já devia saber muito bem que nesse mundo grande parte dos seres não é confiável, e ficar atento a qualquer detalhe suspeito é a melhor maneira de impedir surpresas desagradáveis. “Mas isso não é apenas um detalhe. Ele viu que seus poderes não funcionaram comigo. É simplesmente impossível justificar isso.”



Felizmente, fui salva de responder quando um barulho de um prato quebrando chamou a atenção de todos. Arregalei os olhos, sem acreditar na minha sorte. A atenção das duas Pokémons agora estavam completamente voltadas para a cozinha, de onde o som viera. Mun imediatamente se dirigiu para lá, chamando por sua dona. Eu estava cada vez mais convencida de que a psíquica era uma espécie de protetora da humana.



- Estou indo. – Respondi ao chamado de Mika, conseguindo esconder o alívio. Tentar cambalear agora era inútil, todos sabiam que eu conseguia andar normalmente e isso apenas iria levantar mais suspeitas. Então, apenas me levantei naturalmente e segui a verdadeira Spinda para dentro da cozinha.



“Mary, se não me engano é esse o nome da humana, não parece ser desastrada. Me pergunto o que pode ter ocorrido...”


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World of Illusions Empty Re: World of Illusions

Mensagem por Ayzen em Ter 21 Jul 2015, 10:15

Primeira atualização: os Apocalises dominaram Sekisetsu. ^^


Mais uma vez a raposa ilusionista era salva. O barulho de prato era preocupante, mas evitava que Arisu inventasse mais uma desculpa. No caminho, um grito era ouvido. A raposa passou tempo suficiente para saber que aquele grito era da humana que tratava todos tão bem. Mun se desesperava e flutuava mais rápido para a cozinha, abrindo a porta de vez com seus poderes paranormais. Mika saia cambaleando, o que a atrasou um pouco, enquanto Arisu passava da panda.

Na cozinha, tudo bem arrumadinho e em seu canto, os olhos da falsa panda pairavam sobre o local, até um raio atingir o teto. Arisu não notou bem o que era, mas ouvia a voz de um homem, dando ordens a algum Pokémon. Um Pokémon humanoide aparecia em cima do balcão da cozinha. Seu pêndulo balançava de um lado para o outro e assim lançava dele um raio meio rosado. Mun formava uma esfera rosa e mandava de encontro, causando uma explosão logo ali.

Uma confusão se alastrava, com o Pokémon nomeado pelo estranho homem de Hypno batalhando contra Munna. Spinda abraçava Arisu, mostrando medo e que não sabia o que fazer. A Pokémon chorava um pouco, enquanto a raposa disfarçada avistava Mary, a menina dona do local, dado tapas em um homem grandalhão de barba negra que segurava o pulso da mulher com força, enquanto ela gritava para ele a soltar.

Uma explosão era ouvida lá fora. A neve continuava caindo, só que um barulho enorme seguia fora do PEVOAK. Parecia uma verdadeira guerra, como a que estava ali dentro. O homem ria alto, enquanto Mary pedia para Mun ter cuidado. Quando o homem avistou os dois Spindas, não demorou para liberar uma esfera toda vermelha e dela saia um Pokémon peixe. Ele tinha barbatanas bem afiadas e uma mandíbula poderosa, cujos dentes ficavam à mostra.

World of Illusions 318
- Aaaah, que fome!

O peixe selvagem mirava os dois spindas como seu lanche. Era difícil saber o que estava acontecendo ali, mas possivelmente o Pokémon em sua frente atacaria a raposa. Spinda ficava atrás da Zorua e, como Arisu sabia, a qualquer momento o panda daria um grande berro, o que no momento era desnecessário. As explosões continuavam com os choques de golpes que aconteciam na cozinha. Nas ruas de Sekisetsu, as mesmas explosões acontecia, só que com mais frequência do que dentro do PEVOAK.


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Mensagem por Arisu em Ter 21 Jul 2015, 11:58

Off:
WHAT? O-O

Os Apocalipse dominaram meu vilarejo favorito? Mas minha Zoruinha é mesmo muito sortuda, foge de traficantes pra ficar presa dentro de uma guerra. Como dizem, da frigideira direto pro micro-ondas –q

Vai ser interessante ver como ela se safa dessa, agora estou mais curiosa do que nunca ^^ Só espero que a Mary, a Mika e a Mun não morram, se não eu juro que vou acabar chorando aqui ç.ç (momento sentimental: on)
Ah, o post ficou um pouquinho maior do que o planejado, sabe, só um pouquinho ^^ Se quiser, na próxima eu tento resumir.



A Invasão


Meus olhos se arregalaram quando o grito da humana ecoou pelos cômodos. Mun se desesperou, flutuando mais rapidamente do que eu achei que fosse possível. Ela definitivamente se preocupava com a humana. Mika também tentou apressar o passo, apenas para tropeçar nos próprios pés e quase ir de encontro ao chão. Pela primeira vez, me senti feliz em não precisar fingir que cambaleava, caso contrário jamais chegaria à cozinha antes do natal.


Os olho de Mun brilharam em um tom rosado, e a porta da cozinha foi aberta com uma força que eu julguei maior do que o necessário. O cômodo era muito bem organizado e, em outra situação, eu realmente teria achado o lugar aconchegante, todavia a cena que se desenrolava na minha frente impedia-me de prestar atenção nesses detalhes.


Meus olhos vasculhavam o local atentamente, em busca de qualquer coisa que pudesse estar representando uma ameaça à Mary. A resposta veio como um raio sobre minha cabeça. Literalmente. Um raio pareceu atingir o teto da construção, ao mesmo tempo em que a voz de um homem ecoava, gritando ordens que não consegui identificar. Como se atendesse a um chamado, um ser humanoide de coloração amarela surgiu em cima do balcão, carregando um dispositivo redondo em uma das mãos, o qual reconheci como sendo um pêndulo.


O ser lançava raios psíquicos conforme balançava o pêndulo, eu nunca havia visto nada parecido em minha vida. Mun rapidamente lançou uma esfera rosada contra um dos raios, causando uma pequena explosão. Logo os dois Pokémons começavam a batalhar, contudo não tive tempo de ver como o combate iria se desenrolar.


Mika me abraçava fortemente, tremendo de medo e chorando um pouco. Acariciei de leve sua cabeça em uma tentativa de acalmá-la, no entanto me sentia tão assustada quanto ela. O que raios estava acontecendo ali? Pude ouvir explosões do lado de fora, quase como se todo o vilarejo, que antes me parecera tão pacífico, repentinamente entrasse em guerra.


Para piorar, Mary, a mais inofensiva de todas nós, estava presa no meio daquela confusão, tentando inutilmente se libertar de um homem que segurava com força seu pulso. Imediatamente me senti mal, todo o meu mundo pareceu virar de cabeça para baixo. Eu era uma forasteira ali, até poucas horas atrás nunca tinha sequer ouvido falar na existência daquele vilarejo, todavia já tinha me afeiçoado a ele, o único lugar supostamente seguro e acolhedor que eu tinha encontrado em toda a minha vida. O carinho que sentia pelo local era mil vezes maio do que o que sentia por Twister, cidade onde morei por quase toda a minha vida.


Mika tinha sido um dos seres mais amigáveis que conheci, ajudando a mim, uma completa estranha. Mun e Mary me acolheram em seu lar, ofereceram-me uma deliciosa refeição e um lugar aconchegante para descansar. E, em troca, tudo o que fiz foi enganá-las.


“Não. Eu já perdi muito, não posso permitir que nada de ruim aconteça com elas!” Meus próprios pensamentos me causaram espanto, tudo bem que eu considerasse Mun e Mika como amigas, mas Mary é uma humana. Assim como aqueles que destruíram meu bando. Como aqueles que mataram minha mãe. Como os traficantes. Como os próprios responsáveis por aquela enorme confusão.


Não.


Ela era diferente, e eu sabia disso. Mesmo sendo uma humana, Mary era um dos seres mais gentis que tive o prazer de conhecer. Definitivamente, faltam pessoas como ela nesse mundo. Eu não iria deixar que nada de ruim acontecesse com ela.


Mais explosões ocorriam do lado de fora, enquanto Mary gritava para que Mun tivesse cuidado, enquanto o homem que a segurava ria alto. Uma enorme raiva se espalhou dentro de mim. Quando a minha presença e a de Mika finalmente foram percebidas, duas Spindas que provavelmente pareciam completamente desesperadas e perdidas em meio àquela confusão, tentei lhe lançar um olhar ameaçador, contudo meus olhos espiralados não pareciam ter essa capacidade. Provavelmente só consegui parecer ainda mais tonta.


– Aaaah, que fome! – O peixe invocado pelo homem não possuía uma aparência nem um pouco amigável. Admito, seus dentes afiados e seu olhar predatório eram um pouco intimidantes. Se antes eu pensei que Mika estava assustada, agora tinha certeza de que a Spinda estava completamente em pânico. Seus pequenos braços me apertaram com tanta força que senti falta de ar, e as lágrimas passaram a escorrer mais rapidamente por seu rosto. Ela parecia prestes a “gritar” de novo.


– Mika, fique calma. Eu preciso que você confie em mim. – Consegui manter meu tom de voz tranquilo, a última coisa que precisava era assustar ainda mais a Spinda. – Fique bem quietinha e se esconda. Não faça nenhum movimento brusco e não olhe para cá até que eu te diga para fazê-lo, certo? Eu te prometo que não deixarei nada de ruim acontecer com você, então não precisa ter medo, certo? Apenas confie em mim, por favor.


Era inútil tentar preservar meu disfarce agora, lutar e manter uma ilusão ao mesmo tempo era impossível para mim. Mesmo assim, eu não queria que Mika se sentisse ainda pior, ela deveria descobrir isso de uma maneira pacífica, em uma conversa amigável, não no meio de uma guerra. Eu apenas esperava que ela não me odiasse quando descobrisse que eu não era quem fingia ser.


Voltei meus olhos para Mary, que ainda tentava lutar contra o homem. Claro, eu tinha problemas mais urgentes ocorrendo bem mais perto (um peixe dentuço de olhar assassino, por exemplo), porém não podia deixar a humana à sua própria sorte, ela era a única ali que não tinha como se defender. Uma esfera negra se formou em minha boca, e eu pude sentir minha ilusão vacilando. Não fiz nenhum esforço para mantê-la, sabia que era inútil.


– Dark Pulse! – Lancei o raio obscuro contra o homem, tomando o cuidado para deixar minha mira a mais perfeita possível. Não queria que Mary se machucasse também.


Não olhei para Mika, mas rezava para que ela já tivesse se escondido. Meu disfarce por fim se desmanchou, revelando minha verdadeira forma. Voltei minha atenção para o peixe, esperando que ele parecesse no mínimo surpreso.


– Saia. Do. Meu. Caminho. – Pronunciei cada palavra bem devagar, deixando claro que eu não estava brincando. Não me agradava enfrentar colegas Pokémons, contudo o faria caso ele não me desse outra escolha.



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Mensagem por Ayzen em Ter 21 Jul 2015, 15:20

Pois é XD Esse é o preço de ficar tanto tempo longe kkkk Já leu as fics do rpg? Nós nos baseamos nelas ^^
Sobre o poste, pode escrever o quanto você quiser. Pouco, muito, poste bíblia. Você quem manda. o/


A situação que Arisu se encontrava deixava em crise. De um lado, havia encontrado um lugar perfeito. A vila parecia uma grande casa de bonecas, enquanto Mary era totalmente diferente dos humanos que a Zorua havia conhecido. Tudo aquilo dava uma impressão de lar para a Zorua, mas no fim, estava tudo prestes a ser tomado dela, como um sonho que se torna pesadelo. E já era a segunda vez!

A cozinha se tornava um campo de batalha, não muito diferente com o de lá fora. Mun fazia um grande esforço para vencer o psychic em sua frente. Hypno, como o seu mestre o chamava, era habilidoso com suas artes, podendo-se considerar até melhor do que Mun, uma vez que a rosada que flutuava era mais pacífica, mas poderia virar uma fera se fosse para defender Mary.

Enquanto isso, o homem alto ria. Parecia demonstrar felicidade em querer destruir o local. Arisu ainda não entendia muito o motivo de tudo aquilo estar acontecendo, mas no fim, ela sabia de uma coisa: sentia o desejo de ajudar, mesmo Mary, sendo uma humana. Spinda era uma pequena chorona. Era nova e não havia vivido tanto quanto Arisu, para poder desenvolver uma coragem nata. Mas Arisu estava ali como defensora daqueles que não poderiam se defender.

Com as bochechas já cobertas de lágrima, Mika saia cambaleando até um armário, sussurrando um “tenha cuidado” para a raposa ilusionista. Assim que ela fechava a porta do armário, acomodando-se junto das panelas, Arisu partiu para a batalha. Criava uma esfera negra e logo em seguida a raposa disparava o Dark Pulse no homem, que era arremessado para longe. Um brilho rosa-escuro cobria o corpo e assim revelava a pelugem negra da raposa, junto ao cachecol.

Mary olhava assustada para a raposa, mas não era hora de questionar ninguém, era hora de partir para o ataque. Hypno se dividia em vários e todos os clones atacavam Munna com Signal Beam, golpe fatal para a psychic. Mary corria até a bolsa que estava no chão e de dentro dela retirava várias esferas, e assim liberando um guerreiro de metal, que parecia muito com o ex-amigo de Arisu, Kiseki. A forma evoluída parecia bem poderosa e conseguiu acabar com todos os clones com Foresight e em seguida usava Psychic junto de Munna para deter o amarelo Pokémon.

Enquanto isso, a raposa, que agora estava em sua forma original, respondendo as perguntas de Munna, agora tentava intimidar o oponente peixe. Havia um outro Pokémon ali, que Arisu não pode identificar, mas pelas folhas ao lado, julgava ser do tipo grama, apesar de ser bem magro. Esse Pokémon acumulava uma energia, mas era impedido de lançar por conta de um canino alaranjado que o abocanhava com suas presas flamejantes. O homem erguia-se, com parte do seu braço sangrando, por ter caído em cima de um copo após o ataque da raposa.

- Não sigo suas ordens!

Era a resposta do Pokémon selvagem. Suas presas davam medo em qualquer um. Seu instinto de predador parecia encarar Zorua, que aumentou o apetite dele, após o peixe ver e sentir o cheiro do sangue de seu mestre. Carvanha mordia o pescoço de Zorua e apertava com força. A Pokémon ilusionista nem soube dizer como o peixe foi tão rápido e preciso em seu salto. Nem era o campo de costume dele...



Hora da Batalha
Condições da batalha: Cozinha do PEVOAK de Sekisetsu. Balcões largos de mármore, copos e pratos e vários armários com panela. Um enorme caldeirão está no fogo com uma caldo. Um fogão à lenha e barro ao lado está aceso.
World of Illusions 570
Zorua/Arisu - Lv.05 - Trait: Illusion
80%, Status: pescoço machucado
Vs.

World of Illusions 318
Carvanha - Lv.07 - Trait: Rough Skin
100%, Status: Normal

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Mensagem por Arisu em Qua 22 Jul 2015, 10:32

Off:
Como pode um peixe vivo viver lutar assim fora da água fria? O.O

Sim, eu com certeza perdi muita coisa. Mas agora não vai ser tão fácil se livrar de mim u.u

Esse caldeirão fervendo me deu uma ideia bem maligna... Quem quer peixe cozido para o almoço? Mas acho que é melhor guardar como último recurso.

Já li algumas das fics (quase morri de chorar lendo as histórias do Lucario da Angélica e da Louca ç.ç), mas ainda não vi todas. Vou tentar ler todas ainda hoje, talvez assim eu não me sinta tão perdida O.o

Ok, já que me deu liberdade, vou variar o tamanho dependendo da situação. Mas já aviso que resumos não são bem meu ponto forte...


Uma Promessa a Cumprir


Eu nunca pensei que um único dia poderia ser carregado de tantos acontecimentos contraditórios, tudo estava acontecendo rápido demais para que minha mente pudesse processar. O sol havia nascido com a perda de meus amigos pelas mãos de traficantes, acontecimento seguido da descoberta de um lugar que aparentava ser uma espécie de Paraíso. Por um momento realmente pensei que, depois de tudo, o destino tivesse decidido que tudo pelo que eu havia passado já era o suficiente. Fui tola ao acreditar que ele pudesse me oferecer clemência, ao menos por mais do que algumas poucas horas.



Agora, presa em um caos sem fim, tudo o que conseguia pensar era que não estava disposta a perder mais ninguém. Como a última Guardian, meu dever era defender todos aqueles que não pudessem se proteger sozinhos. Agora, não apenas Pokémons, mas humanos também. Lutar para proteger essa espécie era no mínimo irônico considerando tudo o que eles fizeram para mim, mas Mary me fez perceber que nem todos os humanos eram ruins.



- Terei. – Respondi enquanto observava Mika se abrigar no armário, onde eu esperava que ela estivesse segura. Senti pena da pequena Spinda, aquilo tudo devia estar sendo demais para ela.



Observei com prazer o homem ser lançado longe pelo meu ataque, deixando Mary livre. A humana me olhou visivelmente assustada, contudo aquilo seria assunto para outro momento. De preferência, um momento em que não houvesse um grupo particularmente homicida tentando nos matar.



Mun continuava seu duelo contra Hypno, uma enorme determinação era visível em seus olhos, no entanto a diferença de nível entre os dois era igualmente perceptível. No momento em que o humanoide amarelo criou várias réplicas de si mesmo, pensei que os poderes psíquicos de Mun seriam o suficiente para identificar o verdadeiro. Contudo, minhas esperanças logo desmoronaram quando vi a Pokémon rosada ser atingida diretamente por um raio de coloração estranha, o qual pareceu causar danos avassaladores na pequena.



– Mun! – Gritei, preocupada com a psíquica. Nem sequer prestei atenção na resposta do peixe selvagem, meus pensamentos estavam apenas em correr e ajudar Mun. Minha natureza noturna seria perfeita para enfrentar um tipo psíquico como Hypno.



No entanto, antes mesmo que eu pudesse me mexer, senti duas fileiras de dentes afiados contra meu pescoço, espalhando uma onde de dor por todo o meu pequeno corpo. De alguma maneira, o peixe havia conseguido saltar em cima de mim e abocanhar meu pescoço com precisão e velocidade muito acimas do que eu pensei ser possível.



Senti o sangue escorrer da ferida, enquanto a mordida se tornava poderosa a cada segundo. Um ganido baixo escapou contra a minha vontade, meu único consolo era saber que, naquela situação, eu não conseguiria gritar nem mesmo se quisesse. Tentei empurrar o peixe, mas ele era mais pesado e mais forte do que eu. O ar em meus pulmões começou a ficar escasso, já não era capaz nem de respirar direito.



“Então é isso? Sobrevivo a tanta coisa apenas para acabar dessa maneira?” Fechei os olhos com força, lembrando-me da promessa que fiz à Miki no leito de sua morte. Eu jurei que iria levar os Guardians adiante. Jurei que iria proteger os mais fracos e convencer os mais fortes a fazerem o mesmo. Apesar disso, já era a segunda vez em menos de um dia que era incapacitada facilmente por oponentes que nem sequer eram dos mais poderosos. “Me perdoe, Miki... Me perdoem, pessoal... Mas acho que eu não sou tão forte quanto vocês pensavam...”



Senti o peixe morder mais forte, ao mesmo tempo em que uma voz até então desconhecida ecoava pelo local. Abri meus olhos, e por um momento fiquei completamente paralisada, incapaz de pensar com clareza. Um ser humanoide de coloração predominantemente azul e preta lutava ao lado de Mun, destruindo todos os clones e ajudando-a a enfrentar Hypno. Um rápido flash passou por minha cabeça, a imagem de um ser muito parecido com aquele sorrindo brilhantemente enquanto explicava para todos o plano de fuga.



– Ki...se...ki? – Consegui forçar as palavras a saírem, sem acreditar no que meus olhos me mostravam. Infelizmente, aquele bravo guerreiro era apenas semelhante, não era realmente meu amigo. Mas a simples lembrança fez com que me sentisse mal por ter quase desistido tão facilmente.



“Como a última Guardian, meu dever é lutar. Não importa o que aconteça, a partir de hoje jamais me renderei novamente. Eu tenho uma promessa a cumprir, e não a quebrarei sob hipótese alguma.” Ergui uma pata, um pequeno sorriso começava a se formar em meu rosto. “Não perderei para ninguém... E, definitivamente...”



– Definitivamente... – Com um movimento rápido, arranhei aquele peixe com a maior força que consegui reunir, mirando diretamente em um de seus olhos. O poder de meu Scratch podia não ser dos maiores, mas atacar um ponto sensível como aquele provavelmente seria mais do que o suficiente para fazer com que meu inimigo me largasse. – Não perderei... para alguém como você!



Usando as forças que ainda me restavam, comecei a carregar outro Dark Pulse. Caso o Scratch não bastasse para garantir minha liberdade, eu realmente queria ver como o peixe reagiria ao levar meu ataque mais poderoso de uma distância tão curta. Mesmo que eu também sofresse um pouco do impacto, minha resistência natural a ataques noturnos faria com que este fosse bem reduzido.



Ao meu redor, a batalha mais feroz a cada instante. Cada vez mais eu me convencia de que tinha entrado em um campo de guerra mesmo sem saber. Mas por que tudo aquilo tão de repente? Afinal, o que raios estava acontecendo ali?


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