Aquele que caminha nas sombras

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Mensagem por Brian$ em Ter 19 Ago 2014, 20:38

Hoje um novo dia surgiu em Kalled City e com ele, uma nova necessidade. Brian se levanta de seu colchonete, o qual ele tinha o orgulho de chamar de cama e vai andando vagarosamente até a cozinha, com uma vaga esperança que tenha sobrado um pouco do leite de Miltank que, segundo seus cálculos, já deve ter vencido a pelo menos dois dias.

Não foi uma longa travessia, o apartamento onde Brian sempre passa a noite se trata o terceiro andar de um prédio de quatro andares e não deve ter mais que seis metros quadrados. Ele não possui grande luxos, tem um pouco de infiltração de água no telhado; existe um pequeno buraco do lado da "cama" de Brian, algo que ele até acha bom pois lhe permite observar como está a cidade abaixo dele; o chão é forrado por um tapete vermelho bem sujo e encardido e o vizinho do andar de cima parecia fazer orgias praticamente todo o dia, fato que já incomodou muito as noites de Brian.

Contudo, o apartamento ainda possui alguns pequenos luxos, como um pequeno aparelho de televisão de dez polegadas, um pequeno armário para guardar as poucas roupas que o rapaz possui e até mesmo um banheiro com chuveiro, algo que para alguém habituado ao calor incessante de Kalled é uma verdadeira bênção.

Já na cozinha, que é basicamente um cômodo que possui um pequeno frigobar e uma pequena cadeira para fazer as refeições, Brian abre o pequeno aparato para pegar um pouco do leite e recuperar suas forças. Porém, ao chacoalha-lo em sua mão, ele percebe que a caixa se encontra vazia, furioso, o rapaz joga com força a caixa de leite na parede a sua frente, fazendo a caixa estourar e tingindo uma parcela da parede da cozinha de "branco".

"Droga... Acho que terei de ir no mercado hoje, tomara que os poucos cadetes de Kalled prezem sua vida e finjam que não me viram!" _ Brian pensa consigo mesmo, para então voltar ao seu quarto e vestir sua característica calça azul e calçar suas botas negras, para enfim ir até a porta do apartamento e sair de sua residência.

- Hoje é dia de pagamento! _ grita uma voz antiga e frágil, se tratando do dono daquele prédio, um homem idoso, na casa do setenta anos, com uma loga barba branca e uma pela morena, calejada pelo sol intenso da cidade, chamado apenas de Paul.

- Falou comigo? _ Brian volta seu rosto enfurecido para o idoso, fato que faz ele tremer de medo e até recuar.

- De... Desculpe, senhor Brian! Achei que era o Marcos do andar de cima, tenha um bom dia! _ o idoso termina com um pouco de pressa, como se quisesse se distanciar de Brian o mais rápido possível.

Ignorando aquele homem, o Boundurant vai descendo as escadas daquele prédio decrépito e depois vai seguindo pela rua de Kalled, sempre atento para qualquer policial que pudesse identifica-lo por seu "apelido" nada amistoso.

"As pessoas mais velhas e menos influentes me temem... Como até hoje a gangue Apocalipse não veio até mim? _ o rapaz pensa enquanto vai caminhando através das alas mais escuras e sinistras da cidade, afinal ele é um homem procurado e todo o cuidado é pouco, mesmo para algo simples como ir ao mercado.

No caminho, Brian percebe que a aproximadamente dez metros a sua direita se encontra a academia de cadetes da cidade, local que ele sempre tentou evitar. Mas, neste dia, não parece ter nenhum guarda do lado de fora, então, o rapaz chega um pouco próximo da enorme residência e cospe no chão a frente dela, mas para sorte, ou azar, de Brian ninguém parece ter visto tal ato.

"Cadetes... Você não estavam lá para proteger meus pais e agora não estão aqui para me ver mostrar todo o respeito que tenho por vocês! Vocês são piores do que lixo!" _ ele termina, para depois voltar seu caminho até o mercado.

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Mensagem por Bianca.red em Qua 20 Ago 2014, 19:32

off: serei sua narradora, espero que se divirta ^^



Em mais um dia quente em Kalled, que estava um pouco mais suportável depois das contantes chuvas que atingiram todo o continente, Brian não começava o dia muito bem. Sem poder tomar um leite ou comer qualquer outra coisa de café da manhã, o aspirante a gangster apocalipse saia de seu apartamento e começava a caminhar pelas rua de Kalled.

Já tendo uma certa fama e até sendo procurado pelos cadetes, que sempre tentavam se manter atento ao homem, Brian se perguntava porque nenhuma das gangues havia se interessado nele até aquele momento. Talvez a "fama" do homem não fosse o bastante para atrair a atenção dos líderes das gangues ou talvez, por já ter uma certa fama, os gangsters mantivessem distância para não atrair mais atenção do que já recebiam. Tudo isso eram apenas suposições que talvez fossem confirmadas ou refutadas quando Brian começasse seu teste.

Desafiando sua sorte e arriscando ser presso por um bom tempo, Brian passou perto da delegacia de Kalled, que naquela hora estava sem muito movimento do lado de fora. O ódio que o homem sentia daqueles cadetes que diziam proteger a todos e manter a ordem sempre, era enorme, mas como não tinha pokemon ou qualquer tipo de ajuda, tudo o que Brian podia fazer era descontar a raiva e seu descontentamento em pequenos atos, como cuspir na frente da delegacia, que apesar de ser pouco, somado ao seu histórico, poderia muito bem garantir para ele algumas noites na cadeia.

Deixando a delegacia para trás, Brian passava por algumas ruas e logo chegava até o centro de comércio daquela cidade. A primeira loja por que passou era a conhecida loja de brinquedos, que parecia ter acabado de abrir suas portas para o comércio. Outra próxima, mas também sem utilidade para Brian no momento, era a Farmácia Viva Bem, que já tinha uns dois clientes pedindo seus itens no balcão.

Mais para a frente, na próxima esquina estava o mercado que Brian queria visitar. Parecia estar com um bom movimento, com alguns clientes saindo e uns dois entrando, não parecia ser um bom lugar para um procurado ir. Tinha sempre a opção de ir para a área onde o mercado recebia produtos novos, conhecida popularmente como "porta dos fundos", onde Gangster e outros procurados se sentiam mais seguros mais seguros para fazer negócios, porém sempre acabavam pagando mais pelo risco que o vendedor corria ao negociar com eles.

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Mensagem por Brian$ em Qui 21 Ago 2014, 18:54

Ao finalmente chegar na região comercial de Kalled e passar por algumas lojas e estabelecimentos memoráveis, Brian eis que fica de frente para o mercado onde ele iria comprar o seu café da manhã. Como era de se esperar, tal loja já se encontra aberta e com grande atividade, com pessoas adentrando e saindo do estabelecimento em um inverta-lo de tempo bastante reduzido.

Vendo tal cena, Brian tenta recordar do tempo que ele entrava e saia deste local sem qualquer receio de uma possível represália violente, por parte dos cadetes ou mesmos de outros criminosos. Porém, ele logo percebe que tal tempo nunca existiu, pois desde que ele começou a viver por contra própria, com apenas oito anos de idade, ele já era visto como lixo pela sociedade, mesmo na época não sendo mais que um pobre órfão que apenas clamava por um pouco de comida e carinho.

Deixando tais pensamentos de lado, Brian se encaminha para a parte do mercado onde ele dificilmente seria julgado pelos seus atos, o lugar onde um criminoso como ele poderia fazer suas compras em paz, tendo apenas que dar um pequeno acréscimo ao preço da mercadoria, conhecido como "porta dos fundos". E talvez, fazendo as compras lá hoje, algum membro da gangue apocalipse lhe venha oferecer uma proposta de trabalho.

Já no local, Brian encontra um homem desempacotando algumas caixas, que provavelmente seriam algumas das novas entregas do dia, por sorte, ele já conhecia este homem e poderia negociar com ele com um pouco mais de tranquilidade.

- Olá, Yusuke! Quanto está o preço do leite hoje? E não se atreva a me vender leite de miltank vencido desta vez! _ Brian comanda de forma autoritária.

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Mensagem por Bianca.red em Sex 22 Ago 2014, 16:16

off: me desculpe a demora =/
off²: você ganhou 1 ponto na corrida dos pontos, faça uma cartão de fidelidade para poder receber ele ^^



Olhando para o movimentado mercado e para as pessoas que entravam e saiam dele, todas ocupadas demais com suas próprias vidas para dar muita atenção para um homem parado próximo ao estabelecimento, Brian começou a se lembrar um pouco do passado e por mais que se esforçasse, não conseguia lembrar de algum momento de sua vida em que fora feliz ou despreocupado com as pessoas que passavam por ele.

Sua vida nunca fora fácil, ainda mais na infância, quando parte dele ainda acreditava em pessoas boas e tinha esperança que alguém surgiria para melhorar sua vida. Apesar de não ter tido uma história muito bonita ou agradável, ao menso agora Brian conseguia se defender sozinho e fazia isso até bem demais, pelo menos do ponto de vista dos cadetes, que agora o viam como um desordeiro, um criminoso.

Deixando essas lembranças e pensamentos de lado, Brian foi buscar o que queria, ignorando a porta principal, o aspirante a apocalipse entrou em um beco escuro e em pouco tempo logo estava na parte de trás do mercado. Ali o dono parecia estar terminando de carregar alguns itens novos e assim que ouviu Brian, soltou um longo suspiro.

- Bom dia Brian. Não sei como você pode reclamar do leite se nem o meu nome você consegue lembrar, mas hoje deve ser seu dia de sorte. Estou fazendo uma promoção! Uma caixa de leite custa Pk$3,00 , mas comprando duas caixas de leite por apenas Pk$9,00 você leva um pacote de biscoito grátis. Vai querer? - Perguntou o mercador jogando uma caixa vazia e já se preparava para entrar e guardar o que pareciam ser alguns pacotes de biscoito de chocolate.

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Mensagem por Brian$ em Sex 22 Ago 2014, 22:20

Off 1: Tudo bem Bianca, faça ao seu tempo ^^
Off 2: Também já fiz o cartão fidelidade

- É bom ver que esta bodega finalmente tem uma boa promoção! Me vê ai duas caixas de leite, Carter, também espero que esses biscoitos sejam bons! _ o Bondurant fala naquele tom de deboche, aquele que só existe entre pessoas que se conhecem a um bom tempo.

Após pegar as suas mercadorias, Brian volta seu caminho para sua casa, mas a julgar pela hora, o caminho de volta para casa pelo qual ele veio seria arriscado, visto que agora com certeza alguns cadetes já se prontificaram na frente da academia deles. Sendo assim, o rapaz resolve ir pelo lado oeste do mercado, o caminho é mais longo e demorado, mas ao menos sua segurança é um pouco melhor.

Enquanto caminha, o Bondurant pega seu celular para ver se alguém mandou uma mensagem ou algum aviso, mas a única coisa que recebeu foram mensagem inúteis de sua companhia de celular, lhe mandando promoções irritantes e desnecessárias.

"Porcaria... Eu não quero a droga do plano de torpedos sem limites, eu tenho mais o que fazer!" _ ele pensa consigo mesmo de maneira irritada, para depois retomar o seu caminho.

Enquanto caminha, Brian tem uma espécie de epifania, ou seja, naquele momento ele parece ter um forte palpite de onde se encontra a gangue a qual ele deseja entrar.

"É isto... Depois de todo este tempo, só agora as coisas fazem sentido! Do mesmo jeito que escolhi o caminho mais longo para fugir dos cadetes, uma base na estação de trem seria perfeito, pois é um ponto de conexão entre todas as cidades de shinka e permite uma fuga rápida e segura, como não pensei isto antes!?" _ ele pensa consigo mesmo, para depois ir para a estação de trem, onde ele espera que seu palpite esteja certo.

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Mensagem por Bianca.red em Sab 23 Ago 2014, 00:25

off: mais dois pontos \o/
off²: ficha editada ^^



Animado com a promoção do produto que tinha feito com que andasse até o mercado em vez de começar logo sua busca, Brian não pensou duas vezes antes de aceitar a oferta de Michael. Antes de Entrar o comerciante pegou o dinheiro e entregou um dos pacotes de biscoito que estava carregando e logo foi buscar o resto do pedido do homem. Não demorou muito para Michael voltar com duas caixas de leite geladinhas para Brian, que depois de se despedir deixou o mercado para trás.

Sem ter se afastado muito do mercado, onde Michael tinha conseguido convencer o aspirante a apocalipse a aceitar uma de suas "promoções", Brian parou um pouco para pensar no que deveria fazer. Assim que notou o horário o homem percebeu que seria extremamente arriscado voltar pelo mesmo caminho que fizera antes, então após alguns breves momentos de reflexão, Brian escolheu um caminho que julgava ser menos arriscado.

Como muitos cidadães de shinki, Brian ficava frustrado por só ter recebido mensagens inúteis desde a ultima vez que olhara para o aparelho. Era incrível ver quantas mensagens e promoções essas operadores inventavam para atrair seus clientes a gastar e mesmo que muitas fossem ignoradas, eles continuavam sempre insistindo.

Deixando essa irritação de lado e guardando seu celular para não chamar muito mais atenção do que geralmente já conseguia, Brian teve um momento de inspiração. Depois de tantos anos imaginando onde os gangsters poderia estar escondidos e onde conseguiam recrutar novos membros sem chamar atenção, Brian pareceu finalmente conseguir pensar em um lugar em que eles poderiam estar.

Sem querer perder tempo, Brian pegou uma curva diferente entre os becos em que estava andando e logo estava em outra das ruas principais de Kalled. Como em todo o resto, aquelas ruas tinham montes de areias em vários pontos, mas parecia que em alguns pontos alguma pessoas ainda lutavam contra isso, pois a entrada de várias casas estavam completamente livres da areia.

Perto de onde havia saído Brian viu o conhecido restaurante Kiga, que emanava um cheiro tão delicioso que fazia o estômago do homem roncar alto. Isso o fazia lembrar que ainda não tinha comido nada, mas em vez de seguir se estômago, Brian decidiu continuar com o plano e foi direto para a estação de trem.

Para entrar, Brian teve que se esforçar um pouco, pois a quantidade de pessoas que entravam e saíam daquele lugar era maior do que em qualquer outro ponto da cidade. Já no interior o aspirante a gangster se viu no meio de um enorme saguão, com telas indicando horários e preços por todas as partes e pessoas passando apressadas ao seu redor. Um pouco mais a frente estava o balcão de informações, compra de bilhetes e local onde as pessoas enviavam e recebiam suas encomendas.

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Mensagem por Brian$ em Sab 23 Ago 2014, 01:55

Ao chegar na grande estação de trem, Brian procura por alguém suspeito no local, alguém que talvez lhe leve até o possível recrutador de gangue apocalipse, é óbvio que a estratégia de procurar alguém "chamativo" seria muito vaga, porém, o que mais ele poderia fazer neste momento?

Neste momento, seu estômago começa a doer ainda mais, realmente a fome está apertando e ele precisa comer algo. Então, não vendo muita escolha, o aspirante a gangster pega uma das garras de leite e depois a leva até a sua garganta, se deliciando com aquela ótima bebida gelada enquanto vai seguindo caminho para longe da estação de trem, pois ao que parece, acabou não sendo um boa ideia.

Assim, o Bondurant pega uma atalho pela parte mais antiga da cidade, local por onde ele raramente tem o hábito de caminhar. Porém, desta vez ele resolveu ir num local onde ele sempre tentou evitar, o templo das memórias, local onde existe uma bela estátua do deus pokemon.

Ao adentrar no local, Brian nota que o templo não era tão majestoso quanto aparentava do lado de fora, estando sujo e mal cuidado e até mesmo a grande estátua de Arceus está em péssimo estado, estando parcialmente destruída e repleta de pichações.

"Que ironia, aquele conhecido como o deus pokemon ter terminado assim, como uma mera e esquecida lembrança!" _ ele pensa consigo mesmo, ficando agora de frente para a grande estátua enquanto termina de beber a sua garrafa de leite.

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Mensagem por Bianca.red em Sab 23 Ago 2014, 17:36

off: e mais dois pontos para Brian \o\



Já na estação de trem Brian deu inicio ao seu plano para se tornar um gangster apocalipse. Olhando ao seu redor o futuro apocalipse via tantas pessoas estranhas, chamativas e até algumas com um andar suspeito que era quase impossível se focar em apenas uma! Parecia que Brian poderia ficar ali por dias e talvez nunca conseguisse encontrar que procurava, isso se o recrutador realmente estava ali.

Não muito tempo depois de ter começado sua busca e antes que acabasse tonto tentando acompanhar o movimento de tantas pessoas ao mesmo tempo, o estômago de Brian reclamou novamente. Dessa vez o futuro apocalipse prestou atenção e enquanto ainda olhava em volta, ele logo resolveu dar uma pausa em sua busca e ir logo comer alguma coisa.

Querendo evitar perder tempo indo até o restaurante do Kiga, que também deveria estar cheio de cadetes, Brian pegou uma das garrafas de leite e começou a beber enquanto caminhava para fora da estação. Seguindo as pessoas que estavam saindo, Brian não teve mais problemas com empurrões ou pisões nos pés e somando isso ao leite geladinho e refrescante que estava bebendo, o humor dele começou a melhorar.

Já do lado de fora e com meia caixa de leita já vazia, Brian conseguiu parar um momento para decidir para onde iria agora. Tantando ter mais sorte e se lembrando que até aquele momento nunca tinha visto um único sinal que indicasse que os apocalipses estavam recrutando por onde passava, Brian resolveu ir a um dos pouco locais de Kalled que nunca tinha visitado, o esquecido Templo das Memórias!

O caminho até ele não era nada agradável, pois obrigava Brian a passar por vários becos e ruas tão pouco movimentadas que até um pokemon chamava atenção, mas isso não iria detê-lo. Diminuindo um pouco o ritmo em que bebia o leite, já que agora seu estômago já não estava mais tão desesperado por comida, Brian recomeçou a andar.

Sem ter muitos problemas no caminho, só um breve momento em que teve que dar meia volta quando deu quase de cara com um grupo de uns sete cadetes patrulhando aquela rua, Brian finalmente encontrou o templo das memórias e o que viu não o deixou impressionado. A estátua que ficava logo na entrada estava coberta com tantas pichações que era quase impossível ver sua cor original.

No interior do templo as coisas ficavam ainda piores. Haviam vários bancos sujos e alguns destruídos, que deveriam servir para as pessoas se sentarem e rezarem, mas que estavam completamente vazios. Espalhadas por todo o salão, estavam estátuas de todos os pokemon lendários, mas cada uma mais destruída que a outra. Havia lixo jogado em cima delas, sem falar nas pichações e nos pequenos pedaços faltando, mas a que mais chamava atenção era a de Arceus. Mesmo estando "inteira", era possível ver os remendos improvisados e a pichação que mais chamava atenção, possivelmente por ser a mais recente, era o bigode mal feito que tinham desenhado no rosto do pokemon Deus.

- Inacreditável o que as pessoas sem fé podem fazer, não concorda? Para completar, aqueles cadetes inúteis só aparecem aqui para me aborrecer. - Falou um homem de cabelos loiros que surgiu tão repentinamente ao lado de Brian que se dissessem que ele usou teleport, com certeza o homem acreditaria.

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- O que o traz aqui? Veio rezar ou só veio vandalizar ainda mais esse lugar sagrado? - Perguntou o religioso, ficando muito sério ao pensar na segunda possibilidade. Antes que pudesse responder, Brian viu ao lado do religioso um pequeno Geodude que também o encarava, parecendo esperar apenas uma ordem para começar a atacar Brian.

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Mensagem por Brian$ em Sab 23 Ago 2014, 18:47

Enquanto observar aquela que já foi uma estátua majestosa do Deus pokemons, Brian é surpreendido pela aparição inusitada de um homem, aparentemente mais novo que o aspirante a gangster. Ele tem um linguajar politizado e educado, mas também foi possível notar uma certa hostilidade em sua voz no momento que ele mencionou a ideia de Brian querer macular ainda mais aquele local sagrado.

- É eu não tinha interesse em rezar, não acredito em deuses porque eles nunca me ajudaram. Quanto a vandalizar, posso dizer que nunca fui um santo e nem um inocente, mas eu nunca me rebaixei ao ponto de macular um local em que algumas poucas pessoas usam para manter algum tipo de esperança! _ o Bondurant fala de um jeito meio indiferente, ele já viu pessoas com atitudes hostis, ainda mais não situação atual dele.

Contudo, as ruas o moldaram para que não pudesse sentir qualquer tipo de receio ou medo, pois mesmo que o monge o enfrente diretamente, usando o seu geodude, Brian faria o que fosse necessário para sobreviver a luta, custe o que custar.

- Contudo, eu concordo com você sobre os cadetes, eles realmente são um pé no sac... Sabe, dizem que os ratatas são os ladrões da natureza, roubam para sobreviverem, mas eles não abandonam os seus iguais! Cadetes, membros da gangue Armagedom, eles pregaram por paz e revolução, mas no fim são apenas uma corja de abutres e assassinos, são piores do que lixo... _ o rapaz pensa nisto com uma raiva visível, fechando sua mão direita tão forte que a garrafa de vidro que continha o leito se estilhaça em sua mão, a cortando moderadamente e fazendo alguns cacos de vidro tingidos de rubro caírem no chão coberto de areia.

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Mensagem por Bianca.red em Sab 23 Ago 2014, 22:30

off: mais dois pontos  Wink 



Tentando evitar uma batalha ou qualquer hostilidade com o monge, Brian logo deixou claro que não tinha andado até ali para fazer qualquer uma das ações que o monge havia imaginado. Nesse momento Geodude parecia relaxar um pouco e logo pegava uma vassoura que tinha largado em um dos bancos e voltava a varrer o lixo que tinha no chão, mas sem nunca deixar de observar o visitante sempre que tinha oportunidade.

Durante todo o momento em que Brian falou a expressão do responsável pelo templo se mantinha imparcial e era quase impossível dizer o que ele estava pensando. Quando Brian quebrou a garrafa de leite o monge continuou apenas olhando, como se estivesse esperando o aspirante a apocalipse terminar de falar antes de comentar qualquer coisa. Geodude por outro lado resmungou um pouco e logo começou a varrer o vidro, lançando um olhar zangado quando viu o sangue de Brian se espalhar conforme tentava juntar o vidro com o resto do lixo que já tinha varrido.

- Você falou muito, mas não respondeu minha pergunta. Não são muitos os que vem até mim e se você não vei me trazer mais problemas ou rezar para os lendários, o que você quer? Se quiser ajudar, tem uma vassoura do lado da estátua do Lugia. - Falou o monge entregando um pano limpo pra que Brian enfaixasse sua mão e parasse de sujar ainda mais o templo. Enquanto esperava uma resposta, o monge tirar uma lata de refrigerante que estava presa na estátua de Jirachi e a jogava no lixo.

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Mensagem por Brian$ em Sab 23 Ago 2014, 22:45

- Hahahahahahahaha! Pois é, acabei sendo sentimental demais! Bom, como eu sujei o chão do templo com meu sangue e não desejo dever favores a ninguém, irei ajuda-lo a limpar o chão, como pagamento pelo que eu fiz! _ Brian fala depois de uma gargalhada, para depois começar a enfaixar sua mão direita com o pano entregue pelo monge, que antes era branco e agora se tornou rubro.

Assim, o Bondurant vai caminhando até a estátua do lendário pokemon voador, conhecido como Lugia, onde ele irá pegar uma vassoura para poder ajudar o estranho e peculiar monge. Enquanto caminha, o homem nota como é estranho o fato daquele homem ter um geodude, não era apenas os cadetes, os gladiadores e os stylists que tinha direito a isto? Isto é curioso, mas seu dever é apenas ajudar na limpeza e nada mais.

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Mensagem por Bianca.red em Dom 24 Ago 2014, 20:44

off: +2 pontos \o/
off²: belo avatar ^^
off³: me desculpe a demora, tive um dia complicado >.>



Ainda não revelando para o monge o que realmente o tinha levado até o templo, talvez por ter medo das consequências de falar que queria ser um apocalipse e descobrir da pior maneira as consequências de perguntar para a pessoa errada, Brian logo foi pegar a vassoura para ajudar a limpar aquele templo.

O monge apenas observava e assim que o aspirante a gangster começou a varrer, juntando seu lixo com o que o pokemon de pedra já havia juntado, o religioso pegou outro uma escova e começou a esfregar a estátua de Arceus com um produto que parecia dissolver a tinta. O silêncio daquele lugar era quebrado apenas peço sons das vassouras e do vento que insistia em jogar mais areia e espalhar o papéis por todos os lados.

Quando Brian voltou para um pouco mais perto do Monge para varrer outra parte do templo, que já tinha tanta areia que era muito difícil encontrar o chão em si. Enquanto varria e acabava tossindo um pouco por causa da poeira, Brian começou a ouvir um som estranho e demorou um pouco para perceber que o som era o monge resmungando.

- Esses descrentes egoístas, como se não bastasse sua atitude egoísta que tira ainda mais a fé das pessoas eles tem o prazer de destruir qualquer coisa que encontram. Um dia eles irão pagar, ceto amigo? Faremos eles verem que a fé é a única coisa que da destruição ou servirão apenas como exemplos para os outros. - Falava o religioso com seu suspeito pokemon, que concordava com tudo e ficava com um olhar cruel e ameaçador quando seu mestre sobre fazer os infiéis de exemplo. O que será que ele queria dizer com isso? Mas o mais importante, como Brian conseguiria informações sobre os apocalipses sem arriscar ser presso por isso?

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Mensagem por Brian$ em Seg 25 Ago 2014, 16:55

Off 1: Tudo bem, moon! Pode postar ao seu tempo ^^
Off 2: Obrigado, eu também gostei muito do avatar :P

Enquanto varria a areia do templo, um trabalho que aos olhos do Bondurant é inútil e ineficaz, visto que que os contínuos ventos que sopram naquele deserto sempre iriam encher a aquele local de mais areia, Brian percebe que o peculiar monge parece estar falando com seu pokemon, de um tom um tanto quanto "extremista", talvez até extremista demais para um suposto monge.

Então, Brian coloca a vassoura do lado da estátua de Arceus e vai caminhando vagarosamente na direção do monge. O que ele vai perguntar é perigoso e talvez possa custar sua liberdade, ou pior, a sua própria vida, mas, se existe uma coisa que Brian aprendeu nas ruas é que os vencedores são sempre aqueles que tem coragem de apostar tudo, não importando quais são as chances de sucesso.

- Monge, eu vou ser bem direto! Eu não sei como, mas você possui um geodude, um pokemon que eu nunca vi na posse dos cadetes, stylists ou mesmo gladiadores! Eu não sei o que você é de verdade, mas do mesmo jeito que você eu também quero ter um pokemon sobre minha posse, não importa o que eu tenha que fazer! _ Brian fala de maneira determinada e direta, não dando espaço para dúvidas quanto a sua intenção. Agora, os dados foram lançados e só a sorte para ajuda-lo neste momento.

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Mensagem por Bianca.red em Seg 25 Ago 2014, 20:03

off: ^^
off²: +1 ponto



Ficar varrendo o chão de um lugar que ficava na cidade conhecida por sua infinita quantidade de areia, que os ventos faziam questão de espalhar e sempre recolocar mais quando as pessoas achavam que já tinham acabado a limpeza parecia uma total perda de tempo para Brian, mas ainda assim ele o fazia. Não demorou muito para o homem se interessar no que o monge dizia.

Não era algo que alguém esperaria ouvir de um simples monge e ao somar isso com o fato dele ter um Geodude como pokemon, Brian finalmente pareceu reunir coragem o bastante para ir logo ao que interessava. A primeira coisa era para de perder tempo varrendo, então logo Brian deixava a vassoura apoiada na estátua mais próxima e ia falar com o religioso, que naquele momento estava em silêncio um coração com iniciais dentro que haviam desenhado em um dos pés de Dialga.

O religioso escutava tudo atentamente e com uma expressão séria no rosto, enquanto Geodude apenas continuava varrendo como se nada estivesse acontecendo. Brian estava arriscando tudo ao falar aquilo, pois se por acaso estivesse enganado e o Monge fosse apenas um cidadão, ou um simples seguidor de Arceus com um pokemon diferente, isso podia ser a ruína do aspirante a gangster.

- Acho que você sabe muito bem quem eu sou, senhor Brian Boundurant, ou talvez prefira o titulo vazio que te deram, "Massacre"? - Comentou o monge, surpreendendo Brian. O tom calmo e despreocupado que o religioso usou era de se espantar, mas o fato de ele conhecer Brian e parecer saber desde o inicio o que ele tinha vindo fazer era o que mais surpreendia o aspirante a gangster.

- Você como muitos parece não dar importância para os seguidores d'O Todo Poderoso Arceus, mas não estamos aqui para discutir isso. Você quer um pokemon? Quer servir para colocar o mundo de volta para o caminho certo? - Perguntou o homem sem parar de limpar as pichações na estátua de Arceus, e até mesmo parando por um momento para observá-la antes de continuar. - Se quiser minha ajuda para começar, então primeiro faça algo por mim. Faz semanas que os cadetes não param de investigar aqui por causa de um prisioneiro linguarudo, mas isso só se tornou um problema ontem. Um deles, um jovem tolo, achou um documento muito importante que me colocaria, assim como a muitos no corredor da morte, então o que você precisa fazer é simples. Encontre esse garoto, que no momento esta em algum prédio abandonado tentando abrir a maleta onde o documento está, recupere a maleta e me traga provas que não teremos mais problemas com esse cadete. - Continuou o monge em um tom tão casual e calmo que se alguém passasse sem prestar atenção poderia imaginar que ele estava falando sobre o tempo ou até mesmo sobre as estátuas do templo.

- Consiga tinta vermelha também e deixe desenhado um Lugia perto do corpo. Geodude ira te acompanhar, para ocaso de precisar de ajuda, mas saiba que se você estragar tudo nem eu e muito menos ele nos importaremos com o seu fim. - Concluiu o monge, entregando uma pokeball para Brian e logo se afastando para ir limpar o outro lado da estátua de Arceus.

Quando Brian olhou para baixo viu Geodude parado ao seu lado, olhando para cima apenas esperando que Brian decidisse o que fazer. Naquele momento Brian poderia se considerar muito sortudo, pois depois de tanto tempo, finalmente ele estava perto de se tornar um Gangster e assim conseguir dar inicio a sua busca de vingança contra todos que estragaram sua vida desde a infância. Mas por onde ele começaria agora que já sabia o que precisava ser feito?

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Mensagem por Brian$ em Seg 25 Ago 2014, 22:21

- Pois bem, se é apenas isto que preciso fazer eu irei! _ Brian profere de maneira indiferente, para depois apontar a pokebola na direção do geodude, o fazendo retornar para o interior da esfera branca e vermelha.

Feito isto, o aspirante a gangster coloca a pokebola no bolso da calça e depois segue seu caminho para cumprir a missão que lhe foi incumbida. Ele não recebeu muitas informações, apenas que o garoto deve estar num prédio abandonado da cidade.

Portanto, um boa maneira de acha-lo seria adentrar na parte mais antiga de Kalled, um local cujos prédios e casas foram abandonados e muito tempo e está longe da delegacia dos cadetes e até mesmo da influência das gangues. O Bondurant sabe isto porque já vive em Kalled a várias décadas e conhece cada buraco que esta cidade tem, porém, achar os prédios abandonados é fácil, o problema vai ser procurar o garoto por entre eles.

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Mensagem por Bianca.red em Ter 26 Ago 2014, 19:45

off: +2 pontos \o/



Sabendo o que deveria fazer para conseguir seu inicial e finalmente se tornar um Gangster Apocalipse, Brian retornou o Geodude para a pokeball e se preparou para começar sua missão. Os detalhes que tinha recebido eram poucos, mas para alguém que passou toda a vida naquela cidade e provavelmente quase todos os becos e prédios abandonados, aquelas poucas informações já seriam o suficientes para Brian.

Como o Templo das Memórias ficava na parte mais pobre e esquecida da cidade, Brian já estava praticamente no lugar certo para começar a procurar. Seguindo o caminho que tinha feito para chegar até ali o futuro apocalipse passaria por vários prédios velhos, muitos abandonados. Seguindo a rua em vez dos becos e pequeno corredores que passavam entre os prédios, Brian tinha duas opções de caminho.

Qualquer um dos lados tinha uma boa parcelas de casas e prédios abandonados, mas para a direita haviam tantos sendo demolidos e outros correndo o mesmo risco que seria tolice se esconder em algum. Para a esquerda parecia ser promissor e tendo uma loja de tintas, talvez fosse uma boa opção, isso se Brian ignorasse o constante número de cadetes que costuma passar por aquela região.

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Aquele que caminha nas sombras Empty Re: Aquele que caminha nas sombras

Mensagem por Brian$ em Ter 26 Ago 2014, 20:34

Já tendo se afastado consideravelmente do templo das memórias, Brian se vê diante de uma encruzilhada, pois de um lado ele pode seguir para o local onde vários prédios abandonados estão prestes a serem demolidos e do outro, um lugar menos suscetível a destruição, porém este está cercado dos famigerados cadetes. Também existe a questão da tinta, mas isto não é importante.

"Hm... Se o garoto é um tolo, talvez ele tinha ido para o local dos prédios abandonados, pois seria um dos últimos locais que alguém queria procurar. Porém, se ele tiver feito isto ele estará correndo risco de vida, infelizmente, do lado mais promissor para alguém que foge dos apocalipses eu estarei em perigo por causa dos cadetes... Mas que droga!" _ o Bondurant reclama consigo mesmo, se vendo no grande problema que se meteu.

Respirando fundo, Brian resolve ir pelo lado mais plausível para alguém se esconder, é fato que existem vários cadetes e isto será perigoso. Mas, ele tem algo que os jovens cadetes não tem, a longa experiência pelas ruas, adquirida ao longo das décadas que passou em Kalled. Assim, Brian vai se esgueirando pelas ruas de maneira sorrateira, fazendo uso das sombras e dos becos para se ocultar dos seu perseguidores até encontrar o primeiro prédio abandonado para poder investigar melhor.

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Mensagem por Bianca.red em Qua 27 Ago 2014, 17:08

off: +2 pontos ^^



O templo das memórias já havia ficado para trás e depois de tantos anos lutando para sobreviver, sempre fugindo de cadetes e tendo praticamente que enfrentar uma batalha sempre que precisava se algo simplesmente para sobreviver, aquele poderia ser o momento em que a vida de Brian começaria a melhorar. Ao se unir aos gangsters, o homem poderia dar inicio a sua vingança contra os cadetes e os armagedons e ainda poderia ter o apoio de pokemon que capturasse e os do grande storage dos apocalipses!

Mas para conseguir isso, Brian teria que primeiro superar aquele teste. Olhando em volta o futuro apocalipse ficava um pouco confuso e em duvida sobre por onde deveria começar, já que de um jeito ou de outro, todas as opções tinham bons lugares para um garoto se esconder e todos tinham seus riscos, tanto para o fugitivo, como para Brian.

Por um momento a área com mais construções e prédios sendo destruídos parecia ser a melhor opção, já que apesar do risco, ninguém iria para lá, então as chances de ser encontrado também diminuíam muito. Parecia uma opção arriscada e logo Brian a descartou, decidindo seguir para o outro lado, onde poderia conseguir a tinta que precisava e como era cheia de cadetes, provavelmente seria o primeiro lugar que alguém fugindo dos gangster escolheria para se refugiar, ou conseguir ajuda para chegar logo até a delegacia conseguir uma recompensa em troca das informações que tinha.

Como estava indo para o lado mais arriscado para si, Brian começou a andar mais pelas sombras, sempre próximo as paredes e muito atento para qualquer cadete que pudesse aparecer e identificá-lo. O caminho pareceu ficar um pouco mais longo assim, mas quando menos percebeu Brian teve que entrar em um prédio para evitar ser visto por um grupo de cinco cadetes que surgiram do nada do outro lado da rua. No começo o aspirante a gangster ficou apenas escondido atrás de uma prateleira, observando os cadetes passarem e assim que se viu novamente seguro ele resolveu olhar em volta para ver onde estava.

A prateleira que ele tinha usado para se esconder estava exibindo os mais diversos tipos de pincéis enquanto atrás dele havia uma outra com esponjas e rolos de pintura dos mais diversos tamanhos e formatos. Quando Brian olhou para o outro lado da loja, ele viu vários tipos de tintas expostas, armazenadas em recipientes de tantos tamanhos e formatos que era até um pouco tentador descobrir pra que tipo de pintura servia cada uma. Parecia que sem perceber, Riam tinha entrado exatamente na loja que estava procurando!

Saindo de seu "esconderijo" para ir verificar as tintas para encontrar a que ele usaria em sua missão, logo Brian se assustou ao ouvir um estranho barulho que lembrava muito um rosnado, mas antes que pudesse pegar algo que poderia usar para se defender, o aspirante encontrou a origem do som e viu que não precisaria se preocupar. Apoiando a cabeça nos braços e sentado atrás do balcão, do lado de uma caixa registradora, estava um senhor de cabelos brancos dormindo profundamente. Mesmo ele estando com o rosto escondido era óbvio que estava dormindo já que estava roncando tão alto que era surpresa Brian não ter escutado antes.

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Mensagem por Brian$ em Sex 29 Ago 2014, 17:52

Off: Desculpa a demora, Bianca! Fiquei meio sem tempo mas já voltei a ativa ^^


Enquanto fugia das hordas dos famigerados cadetes, Brian acaba adentrando numa pequena loja de utensílios de arte, tais como pincéis e até mesmo tintas, convenientemente, exatamente o que ele precisava. Então, neste momento o homem escuta um ronco e ao se virar se depara com um senhor de cabelos brancos dormindo do lado de uma caixa registradora, de certo não iria acordar tão cedo.

Ao ver aquela máquina, Brian tem logo o ímpeto de querer pegar o dinheiro que ela continha. Porém, o barulho que ele iria fazer poderia ser o suficiente para acordar o idoso e, como Brian não mata ninguém dormindo e já tem o seu próprio objetivo, o aspirante a gangster se limita a pegar uma pequena ampola com a tinta vermelha e alguns pincéis e espera os cadetes irem para outro local, para assim poder voltar o seu trajeto atrás de algum prédio abandonado, para poder voltar a sua busca pelo garoto que está em posse um documento muito importante.

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Mensagem por Bianca.red em Sex 29 Ago 2014, 20:21

off: tudo bem ^^ já tava imaginando se você tinha desistido XD



Assim que percebeu onde estava, Brian ficou animado, pois poderia se esconder e pegar o que precisava para sua missão ao mesmo tempo! Sua sorte foi maior ainda quando ele viu o vendedor dormindo profundamente ao lado do caixa e o futuro apocalipse só não embolsou o dinheiro guardado na caixa registradora, pois temia que o barulho acordasse o idoso e isso era um contra tempo que ele queria evitar a todo custo.

A área de tintas era bem diversificada, mas para a sorte de Brian era separada por cores e marcas, então foi muito simples encontrar todos os tons de vermelho disponíveis. Os nomes para os diversos tons eram estranhos e muitas vezes e homem não via diferença entre alguns além do nome, então sem querer perder muito tempo escolhendo, ele logo pegou uma pequena ampola da cor "vermelho sangue" e saiu da loja.

Naquele momento os cadetes já estavam longe, virando uma esquina que os levaria para outra parte do beco. A rua agora estava deserta e um vento repentino levantou uma grande nuvem de poeira, mas nada que uma simples virada de cabeça não resolvesse, então Brian continuo em seu caminho.

Se afastando da loja ele parecia chegar em uma área cheia de prédios abandonados e condenados, mas assim que pensou em entrar em algum, Brian viu que a maioria tinha suas entradas lacradas, tanto janelas como portas, então quem ele procurava também não conseguiria entrar. Os primeiros quatro prédios estavam assim, mas logo Brian encontrou dois que estavam diferentes.

Estavam um de frente para o outro e os dois estavam com o bloqueio da porta completamente destruído. As janelas de ambos continuavam completamente fechadas por tábuas e a primeira vista os dois pareciam ter recebido movimento a pouco tempo, mas apenas o da direita tinha a porta fechada, como se alguém tivesse tentado bloqueá-la novamente e só conseguiu mantê-la um pouco fechada. Qual seria a escolha do futuro apocalipse?

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Mensagem por Brian$ em Sex 29 Ago 2014, 20:37

Depois de pegar a tinta necessária e o pincel, Brian espera o momento certo e finalmente sai do estabelecimento, chegando uma rua cheia de prédios abandonados, porém, a maioria deles parece estarem lacrados com toras de madeira. Porém, ao caminhar por mais alguns momentos o homem chega num parte da rua que tem dois prédios, um na frente do outro, estando um com a porta aberta e o outro com a porta meio fechada, como se alguém tivesse feito isto para dar a entender que a porta estava ainda lacrada.

"Hm, acho que não custa tentar ir naquela porta primeiro, afinal este garoto parece realmente idiota mesmo!" _ o Bondurant pensa consigo mesmo, para depois ir até a porta "meio" lacrada e colocar as mãos sobre ela, usando seus músculos para tentar abri-la e assim poder investigar o local no seu interior.

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Mensagem por Bianca.red em Sex 29 Ago 2014, 21:24

off: dois pontos \o/



Diante de duas opções e com os itens adquiridos na loja já guardados, Brian ficou um tempo no meio da rua decidindo o que iria fazer. Os dois prédios pareciam bons lugares para alguém desesperado se esconder por um tempo, principalmente para um fugitivo dos apocalipses, já que os cadetes espantariam a maior parte dos gangsters novatos e/ou que tem suas cabeças a prêmio.

Vendo a tentativa falha de fechar a porta do prédio, Brian foi direto para ele. A tábuas na frente da porta só estavam apoiadas, então só precisou um pouco de força para fazer com que as portas fossem escancaradas, revelando um interior muito pouco convidativo para muitos. O chão estava coberto de areia e de poeira, que também cobria todo o resto. Não tinha móveis naquela sala, só duas portas fechadas e a escada que leva a para o próximo andar.

O papel de parede estava gasto, rasgado e completamente desbotado e parecia que em algum momento alguém tinha usado uma das paredes como alvo de treino, pois ela tinha tantos buracos de bala que era impressionante imaginar quem desperdiçaria tanta munição. Outro rastro de vida, que era o que realmente interessava para Brian, era uma trilha de pegadas recentes no chão sujo, criando uma trilha que subia as escadas, mas também entravam em uma das portas.

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Mensagem por Brian$ em Sex 29 Ago 2014, 21:36

Depois de usar sua força para forçar a porta, Brian finalmente adentra na residência e como esperado, é um local abandonado, entregue as moscas. Porém, no local o aspirante encontra alguns sinais recentes de que alguém passou por ali, uma trilha de pegadas que sobem para o andar superior e outro para uma porta a frente.

"Vejamos, se tiver alguém lá em cima eu posso captura-lo, mas se ele estiver aqui em baixo existe a chance dele fugir de mim facilmente, acho melhor explorar os dois pontos ao mesmo tempo!"

Então, com este pensamento em mente, Brian pega a pokebola do seu bolso e traz o a tona o geodude que ele recebeu para auxilia-lo, pois agora é o momento dele ser útil.

- Geodude, quero que você procure no andar de cima, se encontrar alguém jogue uma pedra escada a baixo que irei correndo lhe ajudar. Mas, se não encontrar nada lá em cima, desça para me ajudar, pois talvez seja necessário! _ o Bondurant diz essas palavras num baixo tom, para que apenas o pokemon pudesse ouvi-lo, de forma a não causar um alerta desnecessário.

Assim, enquanto abre a porta a frente, o geodude sobe para o andar de cima. Agora, só o futuro dirá qual dos dois escolheu a porta premiada.

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Aquele que caminha nas sombras Empty Re: Aquele que caminha nas sombras

Mensagem por Bianca.red em Sex 29 Ago 2014, 22:01

off: mais dois pontos ^^



Com três caminho para escolher, sendo dois deles infinitamente mais promissores que a abandonada porta do outro lado do que um dia já foi um simples saguão de prédio de residência, Brian ficou em duvida sobre para onde deveria ir. As duas opções tinham tantos prós e contras que o futuro apocalipse não conseguia escolher uma, então habilmente, ele escolheu as duas.

Lembrando do pokemon temporário que havia carregado consigo desde o começo daquele teste, Brian pegou a pequena esfera bicolor do bolso e logo um faixo de luz avermelhado de lugar a um tento e mal humorado Geodude. Toda aquela areia deveria agradar um pokemon do tipo pedra como Geodude, mas ao julgar sua expressão, o pokemon só queria ter uma vassoura para arrumar toda aquela sujeira.

Assim que ouviu as instruções de Brian, Geodude concordou com um rápido aceno de cabeça antes de começar a subir aquelas escadas e já que conseguia levitar um pouco, conseguia se mover de maneira mais silêncio do que Brian. O pokemon já estava fora de vista quando homem se virou e abriu lentamente a porta.

No momento em que entrou, Brian percebeu que se aquele lugar algum dia teve móveis, todos foram roubados ou destruídos, pois a única coisa que viu foi uma mesa em pedaços e sinais de uma batalha pokemon. O chão e as paredes estavam parcialmente queimados, enquanto outros estavam arranhados, mas o que mais chamava a atenção era as várias pokeballs quebradas espalhadas por todo o chão.

Antes que o homem pudesse analisar melhor o ambiente, procurando pistas se estava ou não no prédio certo, o som de um grito de pânico foi ouvido, fazendo com que Brian parasse exatamente onde estava. O parecia ter sua origem no mesmo prédio quem que Brian estava, mas ainda assim um pouco distante. Era possível dizer que havia sido um garoto que tinha gritado, mas sem Geodude dar seu sinal, o que Brian faria?

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Aquele que caminha nas sombras Empty Re: Aquele que caminha nas sombras

Mensagem por Brian$ em Sex 29 Ago 2014, 22:09

"Pokebolas destruídas, que tipo de batalha pode culminar com algo assim?" _ Brian pensa até o momento que sua linha de raciocínio é interrompida por um grito, uma voz jovem e provavelmente de um garoto, talvez o que ele procurava.

A voz vinha de um lugar distante, talvez do primeiro andar. Mas, se tivesse vindo de lá o geodude teria dado o sinal e também seria pouco provável que ele tivesse notar a presença do pokemon de pedra, visto que ele flutua. Sendo assim, Brian corre até a porta remanescente, a qual ele não havia ido e resolve adentra-la, mas não antes de jogar uma pedra na escada, para alterar o geodude sobre o grito, embora seja pouco provável que o pokemon não tenha ouvido os gritos do pokemon também.

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