O Justiceiro de Aço

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O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 01:39

NOME: MATTHEW MONCLAR THITO

PROGENITOR: MARY MONCLAR & JOSEPH MONCLAR

IDADE: 19 ANOS

NASCIMENTO: 16/NOV/1996, em GOLDENROD CITY

PESO/ALTURA: 1.83m / 70kg

CARREIRA: EX-TREINADOR
FÍSICO


CORPO CORPO
PERSONALIDADE

FEEL FEEL
BIOGRAFIA

HISTÓRIA HISTÓRIA



thanks, gabs



Lucario, o Pokémon aura.
Ela é gentil e compassiva, tendo maior destreza e agilidade que o normal. Katara, como apelidada pelo treinador, pode ser bem agressiva quando irritada.
Shiny Aegislash, a lâmina maldita.
Frio e calculista, ignora o que todos dizem. Ouve poucas vezes seu mestre, mas nunca nega quando ele deseja batalhar junto, como portador. Sempre que isto acontece Thito perde a cabeça para o poder de Aegislash em mãos.
Yellow Aron, o Pokémon dos olhos de ouro.
Recebido após entrar para o Clã Orebound.
Beldum, o pseudo magnético.
Pawniard, o Pokémon lâminas em fúria.
Ferrothorn, o Pokémon espinhos de aço.

Jornada em Johto
Início com Riolu e Honedge

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 01:43



#01 Vs. Riolu
7 a.m. - Treinamento
Respirei bem fundo antes de fazer aquilo. Libertar meus Pokémon após uma jornada com cerca de 3 anos doeu demais, entretanto, fora libertador também para mim. Foi uma escolha que atormentaria minha mente por algumas noites, mas eu escolhi bem cada treinador e habitat antes de o fazer. Queria que fossem tão felizes ou até mais em sua nova vida. E eu? Iria finalmente vingar meu passado focando na vingança de uma vida. Só que desta vez sem distrações!

Após me alistar como Justiceiro me entregaram a esfera com uma Riolu e como presente de final de ano também recebi um Honedge. Nenhum dos dois eram comuns em Johto, mas me pareciam uma equipe e tanto. Eu esperava não ser fraco mais uma vez e perder para os meus sentimentos. Alguns diziam que era isto o que me faziam forte... Porém, meus sentimentos é que tinham me afastado dos meus ideais.

Seguindo por uma rota pacata pelos limites de Cherrygrove, encarava a esfera vendo ambos os Pokémon descansando. Resolvi parar e me apresentar, chamando-os para fora e desviando o olhar algumas vezes antes de os enfrentar.

- Oi eu sou Thito.. o treinador de vocês. - minhas mãos estavam no casaco e eu não me sentia a vontade. Era como se traísse a memoria nos meus antigos, mas afastei tais pensamentos e continuei - Riolu, Honedge, seremos uma equipe e prometo dar o meu melhor e não aceito menos de vocês. Sei que darão o que preciso pra conquistar meus objetivos, mas espero que eles se tornem também os de vocês.

Consegui dar um sorriso e arrancar outro de Riolu, mas o Fantasma não estava tão bem assim. Eu poderia ter falado mais se algo estranho não estivesse para acontecer. Eu vi um brilho quase tocar a Lutadora e então meus olhos seguiram para a origem. Numa árvore próxima haviam dois Pokémon verdes que logo identifiquei. Eram Spinarak e estavam querendo aprontar.

- Riolu cuidado! - era tarde demais.

Ela fora envolta em fios de seda e estava sendo puxada para cima. Por puro reflexo tomei Honedge nas mãos pelo cabo e senti a fita que o envolvia se fixar no meu braço. Com um salto cortei os fios com a lâmina do Pokémon Aço e segurei a Pokémon que caía do alto. Em segundos ela já estava solta e com raiva. Interessante - pensava comigo mesmo.

- Riolu, escale a árvore e use Ataque Rápido! Faça-os descer. - olhei para o outro em minhas mãos e fiz que sim - Se prepare Honedge.

Assim, a raposa azul mostrou destreza, sem mesmo usar o golpe, subia pelos galhos com acrobacias de especialistas. Os Insetos tremeram de medo só pelo olhar da pequena. Um sorriso sombrio surgia no meu rosto. Então ela usava o golpe, investindo em ambos de uma vez. Era conosco agora. Honedge zumbia como quem queria fazer logo aquilo, mas esperou por mim. Dando impulso com a perna direita atacamos com dois cortes em cada em desferidas velozes. Eu conseguia ver o rastro de energia vermelha saindo da espada. Aquele era um Corte Furioso. Perfeito o suficiente para acabar com os oponentes.

Até o momento eu não tinha percebido, mas quando o sangue começou a esfriar eu conseguia controlar meus impulsos. Honedge ainda estava comigo. Ele tinha me aceitado como portador! Larguei-o devagar e então ele recuperou a bainha que até então tinha se perdido. O suor escorria pelo meu rosto e eu tentava tomar fôlego. Quando consegui, só pensava no futuro.

- Sejam bem vindos à equipe.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 01:43



#02 Vs. Honedge
9:20 a.m. - Treinamento

Após algumas horas de caminhada eu já tinha descobrido particularidades dos meus dois companheiros. Riolu era doce, mas era rancorosa quando algo a perturbava. Já Honedge era bem mais difícil. Com um orgulho duro feito o aço de sua composição, ele não se deixava dobrar a não ser pelo fato de me deixar manipulá-lo. Eu ainda não sabia como isso funcionava, se ele tinha me escolhido ou se pelo simples fato deu ser seu mestre isso me era cabido. Esperava descobrir.

Já vislumbrando no horizonte a cidade de Cherrygrove, me preparava para chegar às primeiras pistas que me levariam ao topo de minha investigação pessoal. Falkner poderia me dar algumas respostas, mas para fazer o desafio durar tinha que melhorar o desempenho dos dois que portava. Com isso em mente, chegava mais para a esquerda onde uma mata se fechava repleta por um bioma característico, onde o que chamou a atenção fora um grupo de ovos. Exeggcute. Chamei Honedge e me escondia atrás de um arbusto. O Fantasma me encarou inexpressivo e então observava o mesmo que eu. Não era apenas um grupo de eggs. Eram vários, mas pelos conjuntos contei que eram três Exeggute. Antes de intervir na reunião deles sussurrei algumas palavras para o Pokémon.

- Não vou poder te ajudar desta vez, Honedge. Terá que fazer isso sozinho. Quero ver como se sai batalhando sem um portador.

Ele não respondeu, apenas me observava frio e calculista.

Dei a ordem. Era para ele utilizar a Dança de Espadas e em seguida atacar com arrasadores de Cortes de Fúria sem piedade nos grupos de eggs. E saindo da bainha assim o fez. Sua dança fora uma breve apresentação de poder partindo para um ataque surpresa em um dos Exeggcute, com o golpe super efetivo. O adversário não resistiu e desmaiou logo em seguida. Os outros dois, tentando superar o susto e a velocidade dos acontecimentos, fecharam a face e utilizaram de um poderoso golpe do tipo Normal. Juntos eles usavam de Tumulto para atordoar Honedge e lhe causar danos e talvez dar o troco pelo irmão caído. Mal sabiam eles que o Pokémon de Aço não era atingido por tipos simples como aquele. Mais uma vez, com alguns cortes de sua lâmina, meu Pokémon nocauteava outro Exeggcute e se preparava para o grand finale. Aquilo estava sendo incrível. Era como batalhar com um Pokémon experiente. O último Exeggcute usava de algumas sementes que fixavam na extensão do Fantasma. Aquilo não era nada para um Pokémon que podia se livrar das raízes com tamanha facilidade. Entretanto, com o mesmo movimento que deteve os outros da espécie, aquele se mantinha de pé e usava um golpe de sementes, achando que pararia Honedge. Apesar da surpresa, não foi o bastante. Com um último corte, a lâmina de aço brilhava mais que o normal.

Me ergui arrepiado. Não pela bela luta, mas por uma sombra que me cobria mesmo de pé. Ao me virar via a forma evoluída dos caídos. Exeggutor. Ele estava com raiva. Logo juntei as peças. Aqueles eram seus bebês... E eu estava em apuros. Com os olhos brilhando em fúria, fui lançado para trás por um movimento místico e batia com as costas numa árvore com força. Exeggutor berrou de raiva e vinha para cima com o pé pronto para uma Pisada quando Honedge apareceu na frente e defendeu, empurrando o Pokémon evoluído para longe. Ele então olhou para mim e eu senti o que ele queria. Ergui a mão e sua fita envolvia meu braço como se fosse uma peça de Lego. Eu me sentia... completo e poderoso. Exeggutor ainda com ódio se preparava para nos lançar uma espécie de bomba. Me levantei e junto de Honedge me preparava. O Gramíneo arremessava em nós uma bomba de planta. Com a perna já no apoio, avancei. Cortei a primeira, que explodia atrás de mim sem nos ferir. Ele lançava outra e nós a cortávamos. Lançou a terceira, sendo que esta foi impossível deter por estarmos mais perto. Por mais exausto que aquilo parecia ser eu não me sentia mal. Pelo contrário. Aquilo me fazia bem. Eu me sentia cada vez mais forte e perto da vitória. Com outro impulso e um golpe rasteiro, escorreguei por baixo do inimigo com um Corte Furioso e me erguendo com agilidade, desferia outro corte em suas costas, escapando de outro de seus golpes de Confusão pela lateral, desferindo mais um golpe com a lâmina vermelha como sangue, dita maldita pelos oponentes. Exeggutor caiu de joelhos no chão. Então pude me erguer e com a lâmina na frente de seu corpo eu estava pronto para podá-lo.

Flashes passaram na minha mente e então me senti envergonhado. O sentimento de poder se esvaiu. Eu tinha fraquejado. Engoli em seco e tive o troco. Exeggutor usou de Barragem numa gama de ataques de ovos contra nós. Honedge agiu por mim e me levou a dar o golpe de minerva.

Saí da mata cambaleante, tendo que ser ajudado pelo Pokémon Brilhante. Sentia um gosto de ferro na boca e ardência no tronco. Portar Honedge em batalhas se tornou perigoso. Eu ficava exposto demais e diferente dele, não tinha tantas defesas. Então descobri que não era ele quem precisava de alguém para lutar... Era eu.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 01:46



#03 Vs. Hoothoot
2:45 p.m. - Treinamento

Assim que pus os pés em Cherrygrove, quis sair. A cidade era pacata demais e não havia nenhum tipo de atração quem dirá um bom informante. Passei apenas num centro de recuperação e continuei a caminhada pela subida da rota trinta.

O calor já castigava, mas ter que subir uma ladeira me exigiu demais. Tive que parar numa sombra para beber água. Foi quando avistei um treinador a uns seis metros concluindo uma captura.

- Ei - chamei o guri - Topa uma batalha? Mas vou logo avisando. Somos novatos.

Ainda sentado, ele veio e aceitou dizendo seu nome - o que pouco me importava - e chamando dois Pokémon. Uma Ledyba e um Hoothoot. Fiz o mesmo com Riolu e Honedge e explicava o que estavam para fazer.

- Então, agora vocês vão treinar num desafio diferente. Até aqui só batalhamos contra Pokémon selvagem, mas aqueles são treinados assim como vocês. Não os subestime. Nunca! Nossa meta é vencer e numa deixar ser vencido. Se vocês caírem - me ergui do chão dizendo lentamente - levantem e tentem de novo.

Riolu fez que entendeu com a cabeça e Honedge... bem, ele não tinha cabeça, mas seu silêncio dizia bastante. O guri que possuía os nativos de Johto perguntou se podia iniciar e fiz que sim.

- Ledyba, Super Sônico e Soco Cometa! Hoothoot use Bicada duas vezes seguidas no Lutador.

Eu sorri e revidei.

- Honedge, Som Metal conto o sônico de Ledyba e depois Corte Aerio. Riolu, Endurecer e então Contra Ataque!

Logo a Inseto e o Fantasma trocaram sons ensurdecedores, tendo cada qual seu efeito anulado e assim partiam para o confronto direto. Já o Voador e a Lutadora tinham uma convivência diferente. Riolu se concentrava canalizando a energia externa e assim, levava o golpe efetivo com danos razoáveis. Voltando para os outros dois, a troca dos golpes ia melhor para Honedge que para Ledyba. Mais uma vez o inimigo não conhecia o tipo do meu Pokémon. Aquilo nos dava uma vantagem e tanto. A lâmina vermelha terminou com o Inseto num corte perfeito e irritante. Deu para ouvir ele cortando o ar antes de acertar a oponente. Ledyba tinha desmaiado e só restava Hoothoot. Riolu ainda se concentrava com calma e coragem. Me mantive ereto observando. Honedge fazia o mesmo de longe. O voador avançou para o golpe e Riolu a recebeu, vacilando em uma das bases, mas ai que veio. Com a aproximação de Hoothoot, Riolu pôde segura-la pelo bico e a arremessar contra a árvore que antes me servia se sua sombra. A força do Contra Ataque fora dobrado ao receber aquele movimento. Eu estava sorrindo para a Pokémon Aura, mas ainda não estava tudo acabado. Hoothoot ainda estava de pé.

- Hoothoot, não desista! Use Hipnotizar e termine com Bicada!

Se ele queria terminar, não sabia da minha vontade.

- Honedge, atrapalhe o Voador com Sombra Traiçoeira. Riolu, finalize com Ataque Rápido!

E então minhas prioridades eram atendidas. Por mais que o Pokémon de Aço fosse lento em comparação ao Voador, sua sombra facilitava as coisas para nosso lado e fazia um joguete com o oponente. Distraído, foi o momento perfeito para o final. A raposa azul pegou um impulso e com extrema velocidade empurrava com o ombro o Pokémon que caía nocauteado no chão.

O rapaz que antes eu não queria saber o nome me agradeceu. Não entendi bem o motivo, mas ele disse que treinar assim era bom, pois ajudava a se preparar para os ginásios...

Sim. O ginásio mais próximo era o de Falkner, especialista no tipo Voador. Se Riolu conseguia superar sua fraqueza e vence-la, então poderia ser uma boa hora de bater na porta de alguém e fazer um novo amigo.

Voltando a caminhar, era questão de tempo até atravessar a rota e chegar em Violet.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 01:48



#04 Vs. Falkner

Assim que diante do edifício do líder da cidade relembrei de quando batalhamos da última fez. Ele foi a minha primeira vitória oficial e na época tinha me dado dicas para superar a mágoa que eu insistia em permanecer atrelado, alertando que de bom nada ela me traria. Seria algo ruim de se pensar que ele estava certo. De qualquer forma eu não estava ali querendo uma insígnia. Estava por pistas ou respostas.

Subir as escadarias em espiral da construção que me levou ao topo de mais por dez andares foi exaustivo. Tentei não transparecer, sendo que me corpo insistia em me delatar. Estando ciente do desafio Falkner não podia me negar. Já tínhamos o juiz só faltava o homem de cabelos azuis. Fora só pensar nele que uma sombra se aproximava rápido, trazendo com ela bons ventos. O líder mergulhava no espaço destinado a ele e dizia as regras do seu ginásio. Seria uma batalha simples de um Pokémon cada e nenhum lado poderia usar itens durante o embate. Já ciente de tudo aquilo ele lançava o seu primeiro, um Pidgeotto, e eu logo o seguia com o Fantasma. Tendo a permissão para iniciar com o ataque eu respirei e pedi para que iniciasse com uma Danças de Espadas e com ataque Retalhada. Em contra-ataque eu pude ouvir Feather Dance e Hidden Power.

A batalha começava, Pidgeotto com sua alta velocidade jogou penas em Honedge fazendo sua lamina ficar um pouco cega. A espada logo fazia miragens de si mesma em cor azul que começam a dançar, em um ritmo frenético, recuperando sua lâmina. Então o pássaro chega voando alguns metros mais próximos do chão, abre seu bico e prepara um esfera de fogo, que é lançada em Honedge. A espada vermelha é lançada ao chão, mas logo levanta e revida usando sua lâmina contra Pidgeotto. Achei incomum a forma como Falkner tratou o Pokémon adversário, visto que não tinha nenhuma vantagem contra o Fantasma agora tinha um movimento efetivo. Por mais que ele estivesse bem ferido eu pedia para que continuasse com Retalhação. A resposta do líder? Hidden Power!

- Falkner - comecei - eu precisava saber de uma coisa. Já que está sempre voando, seus olhos veem tudo, estou certo?

Por alguns instantes ele tirou os olhos da batalha e prestou atenção em mim. Sua resposta foi positiva. Eu perguntava se ele tinha visto alguma movimentação esquisita ou suspeita pela área. Ele me confirmou a informação, mas confessava que por Violet estava tão quieta como sempre.

Pidgeotto voava alguns metros do chão até chegar a uma boa distância de Honedge, que tentava alcança-lo para atacar. Esse logo abre seu bico e prepara uma esfera de fogo, que é lançada contra a espada, explodindo e lançando chamas para todos os lados, a espada foi jogada para longe, quase acertando a mim treinador. Honedge se levanta e recupera-se, logo pegava impulso e se jogava a uma grande altura contra Pidgeotto, que teve sua asa esquerda cravada pela lamina de Honedge. A espada vermelha retirava sua lamina das asas do pássaro, causando mais dor ainda, e se jogando para perto de seu treinador novamente. A situação se repetia e de repente uma grande fumaça envolve a arena, ambos esperávamos o resultado. Em pouco tempo a fumaça ia abaixando, mostrando a silhueta dos Pokémon: Pidgeotto estava em pé no chão, todo machucado, porém, Honedge estava caído no chão desmaiado, a vitória era do líder.

- Tenho pena de você, da próxima vez treine mais, ok? - dizia Falkner tentando não se emburrecer com o fato de eu chegar com um Pokémon pouco treinado.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 02:26



#05 Vs. Bellsprout
11:40 p.m. - Treinamento

Já era noite quando decidi aproveitar um dos melhores centros de aprendizado de Violet. Da janela do Centro Pokémon da cidade das fragrâncias eu podia vê-la. Me arrumei, pegando apenas o principal e colocando a Lucky Egg presa na bainha de Honedge, então fui para as ruas da cidade.

- Torre Brotinho... – disse já em frente ao edifício - Então os rumores são de fato verdadeiros. O prédio parece mesmo que está dançando! Bem, nós temos que chegar ao topo e derrotar o mestre dos monges.

Descruzei os braços e, com Honedge preso na cintura e Riolu na frente, adentramos no edifício espiralado. A princípio ele parecia vazio. Tinha sido de fato uma boa ideia aguardar anoitecer para explorar. Os turistas e outros treinadores já não iriam mais atrapalhar meus planos.

À primeira vista, o ambiente era colonial todo revestido em madeira e ébano. Poucas luzes iluminavam o salão com pequenas estátuas de um Pokémon gramíneo. No centro, um pilar ligava os andares e parecia se mexer de tempos em tempos. Ao final uma escada chamava para a subida ao segundo andar. Caminhamos sem temer o que encontraríamos. Lá, o movimento era outro. Alguns monges limpavam o saguão enquanto outros meditavam. Eles não se incomodaram com a minha presença, pelo contrário, me receberam bem. Cheguei cordial até um que parecia desocupado, regando uma pequena planta do caule fino e fiz uma reverência com as mãos unidas, Riolu fazia o mesmo.

- Com licença mestre – então me mantinha ereto novamente – Estou em busca de força e sabedoria. Poderia me fazer a gentileza de indicar alguém para um desafio?

O senhor calvo me olhava com os olhos estreitos e sorria como se eu fosse uma criança que acabava de dizer uma gracinha. Ele então colocou o regador no chão e as mãos entre as mangas do kimono.

- Eu aceito seu desafio... Bellsprout, Folha Navalha!

De surpresa a planta que estava sendo regada acordou e fez de suas duas folhas espadas afiadas e tentava cortar a Riolu que, por natureza, era veloz e ágil.

- Riolu, use Copiar e se defenda na mesma medida!

Logo Riolu observava bem os movimentos do Gramíneo e então o afastava com uma empunhada com as costas das mãos. Bellsprout parecia surpreso, mas partia para outra e Riolu, já preparada, rebatia os golpes e dava outros.

- Bellsprout, lance-a com Chicote de Cipó e termine com Folha Navalha!

O velho achou mesmo que já fosse nos derrotar? Sorri com o que parecia ser despreparo e então dava a jogada de término.

- Riolu, Multiplicar e Agudo, então Dê o Troco.

Logo, a raposa azul sorria e se multiplicava, tendo quatro clones fora a verdadeira, confundindo o Bellsprout, que desesperado tentava acertar as cópias, que corriam pelo salão. Riolu e seus clones pararam num círculo cercando o Pokémon do monge e então gritaram num som agudo que só fez deixar a Planta com as defesas baixas. Em seguida as Riolu saltaram na direção do oponente brilhando em roxo. Bellsprout lançava folhas cortantes em todas as direções, acertando indiretamente a verdadeira e sem perceber, causando sua derrota com o golpe que a enterrou no piso ébano. O mestre, boquiaberto me encarava incrédulo. Eu sorri e dei de ombros vendo a Riolu voltar para perto de mim.

- O senhor poderia me levar ao mestre Eli? Fiquei sabendo que ele é um treinador experiente. Seria muito bom se eu pudesse desafiá-lo.

O monge fez que sim e me levava em segurança para o terceiro andar. Lá, as estátuas dos Bellsprouts eram maiores que as dos outros andares. Os monges dali usavam vestes de cor diferentes como se existisse um nível hierárquico, mas o mais chamativo era um coral alaranjado no final da sala em frente a um totem de Bellsprout.

- Senhor Eli, este viajante vem em busca de saber e deseja desafiá-lo em conhecimento.

O monge Eli, mestre da Torre Brotinho, estava com os olhos fechados em posição de lótus. Fiz uma reverência ao ser apresentado. Eli abriu os olhos que já eram fechados por si e dizia:

- Qual o seu nome, jovem? – sua voz era como a de um avô, sendo aveludada e paciente.

- Sou Thito, mestre Eli – me apresentei – Por favor me permita batalhar contigo. Desejo ser mais forte e acredito que o senhor pode me ensinar.

Ele me observava alisando a barba grisalha e dali mesmo tirou uma esfera do kimono.

- Certo. Se este é o seu desejo, que assim seja. Conheça o Saber. – então ele lançava a esfera bicolor revelando um pássaro enorme. Noctowl era seu nome.

Riolu já queria se posicionar, mas a detive. Coloquei a mão no punho de Honedge e o chamei. A lâmina despertava e então saia da bainha revelando sua coloração vermelha como sangue. O mestre pareceu um pouco surpreso. Provavelmente ele sabia que o tipo do Pokémon era também Fantasma além de Aço.

- Se me permite, vamos começar. Honedge, Dança de Espadas e Retalhação!

O mestre, no entanto, ficou em silêncio e Noctowl ronronava girando a cabeça em noventa graus. Honedge não quis saber e muito menos esperar. O Fantasma fez uma breve apresentação de dança e então partia para um corte rápido. Faltando centímetros para acertar o golpe o senhor Eli dizia:

- Reflexo. – e então uma barreira de luz se formava diante do Voador, reduzindo os efeitos do golpes.

Honedge não gostou nenhum pouco. Eli ainda se mantinha em silêncio como se pedisse para eu dar o meu melhor.

- Honedge, dupla Retalhada!

E o mestre apenas observou enquanto Honedge infligia duas estocadas contra Noctowl e seu escudo que se extinguia no último golpe. Ele ainda se mantinha em silêncio. Estranhei muito. Será que ele não tinha nenhum golpe para atingir meu Fantasma? Foi então que a surpresa veio e com força.

- Noctowl, Extrasensorial e Onda de Calor.

Sua calma me perturbava. Honedge já estava fora de si como se a maldição que eu sentia quando o portava estivesse atacando o hospedeiro.

- Honedge, atenção! Prossiga com mais uma sequência de Retalhada!

Só que eu sabia que seria em vão e que a batalha já estava perdida. Os olhos de Noctowl brilharam como faróis e deles um poder psíquico enorme tomou conta da arena. Mesmo Honedge sendo resistente à Psíquicos, eu sentia a dor do golpe. Aquele Pokémon devia ser o melhor do mestre Eli. Honedge foi tão abalado pelo movimento que não conseguiu prosseguir. Então nossa derrota foi declarada com o próximo movimento que saia das asas do Voador num onde tão quente que me fez molhar a camisa nos poucos segundos que fiquei em contato com ele, mesmo tendo o ar condicionado ligado e estando em distância segura. Já o meu Pokémon... Foi a primeira vez que o vi desmaiar de exaustão. Caminhei até ele e o segurei, fazendo nova reverência ao mestre da torre.

- Obrigado mestre! – me ergui novamente limpando o suor do rosto – Aprendi algumas coisas essa noite apenas observando nossa batalha.

O mestre levantou e caminhou até nós. Não sabia o que tinha feito ele levantar, mas sua mão veio ao meu encontro e tocou no meu ombro me causando uma sensação esquisita.

- Não deixe que o passado trilhe teu futuro – ele disse – coisas novas virão e desafios maiores aparecerão. Tente esquecer o que aconteceu e seguir seu próprio caminho.

Então dito isso ele se foi e o monge que tinha me trazido até ali tentava me expulsar da torre aparentando estar cansado e querendo dormir. Eu ainda estava perplexo. Aquelas palavras fortes como se ele soubesse o que se passava na minha mente. Então comecei a caminhar com alguém me acompanhando com uma mão em minha cintura e a outra no meu braço. Não era o mesmo monge. Nem ao menos era um residente da torre. Era um treinador comum e isso eu tinha certeza. Quando chegamos no térreo ele me soltou e caminhou na frente até parar na porta e olhar para a lua.

- Meu nome é Njoy e gostaria de lhe fazer um convite. – disse o garoto que emanava uma confiança inabalável, tendo nos pés um Aron com os olhos diferenciados. Pareciam feitos de ouro.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 02:27



#06 Vs. Ariados
8:15 a.m. - Treinamento & Evolução

Foi chato perder para Falkner e em seguida para o Mestre Eli, mas eu enfim estava focado no treinamento. Tomei o café da manhã um pouco mais tarde hoje, mas Honedge e Riolu mereciam. Passei o tempo inteiro pensando no que me propunha Njoy. Um clã, como se fosse uma família que devia se ajudar quando preciso. Aquilo me pareceu sério, mas ele mantinha uma postura tão firme que chegava a ser confortante. Ele ficou de olho nos meus Pokémon e disse que estava de passagem quando me viu desafiando Falkner. Eu disse que iria pensar, entretanto o rapaz não reparou que seria um talvez, pois deixou comigo um Pokémon diferente. Não era tachado como brilhante, mas tinha sua particularidade. Eu observei sua esfera enquanto comia. Aron, era seu nome. Será que eu devia treiná-lo como se fosse meu?

Resolvi deixar o assunto para mais tarde.

Saindo de Violet pretendia fazer com que Riolu e Honedge se entendessem. Até então eles batalhavam juntos, mas não trocavam palavras como uma equipe e isto era uma falta que um treinador não podia cometer. Se eles não forem capaz de se entender, quando houver alguma falha dentro de batalha ela não será perdoada. Tendo isso em mente, meu próximo objetivo era uni-los. A dificuldade vinha agora. Eu não fazia ideia de como fazer isso.

O tempo pela próxima rota era nublado querendo revelar um sol fraquinho. Poucos Pokémon perambulavam pela estrada, mas de todos, nenhum que valesse a pena perturbar para o que eu tinha em mente.

- Ei - uma voz vinha da esquerda, sendo mais exato, do mato. Era um rapaz dos cabelos ruivos e bastantes sardas. Ele portava uma rede de caça e um chapéu de palha, talvez para se proteger do sol - Oi! Desculpa por te atrapalhar, mas você é um treinador, certo? Poderia me fazer um favor? Acabei de capturar dois novos Pokémon e gostaria de testá-los. Me ajudaria com isso, por favooor?

Eu não o conhecia. Então não devia nada a ele. Diria não.

- Tudo bem - eu disse o que? - Eu estava querendo tentar uma coisa mesmo.

O garoto sorriu contente e disse seu nome: Guby. Respondi com o meu e me preparei numa certa distância. Sendo assim, Guby chamava seus dois Pokémon. Uma joaninhas parecida com um patrulheiro e um aracnídeo com cores vibrantes. Ambos evoluídos, Ledian e Ariados. Não temi. Chamei para o campo Riolu e Honedge.

- Se não se importa vamos começar. Ledian, ative as barreiras Reflexão e Tela de Luz! Ariados Tiro de Estilingue e Golpe de Fúria!

- Riolu, use o Ataque Rápido para escapar do golpe de Ariados e use Deslizamento de Rochas! Honedge, Dança de Espadas e use o Corte Aéreo em Ledian.

Então a batalha se iniciava com Ledian usando suas defesas e seguia com Riolu correndo pela extensão do campo enquanto Ariados usava seus fios de seda pela tentar retardá-la sem ter sucesso, recebendo ao final uma boa investida. Honedge se limitava ao fazer sua dança simples, mas sofisticada com a intensão de intensificar seus movimentos. Voltando à luta de Ariados e Riolu, a Inseto usava de suas pinças para atacar com fúria minha Lutadora. Ao se libertar a Pokémon Aura berrou e invocou rochedos que começaram a cair do céu e atingiram ambos os Pokémon de Guby, sendo o movimento efetivo para um e super efetivo em outro. Por mais forte que Ledian aparentava ser era visível que ela só se mantinha de pé por conta das barreiras de defesas, mas isso não duraria muito, pois Honedge, num corte voador, atravessou voando a joaninha. Éramos agora dois contra um.

- Ledian, você foi bem, agora descanse - disse o ruivo um pouco triste, mas decidia continuar - Ariados, não podemos perder. Use Compressão no Honedge e termine com Psíquico na Riolu!

Fiquei observando. Golpes Psíquicos eram nossa fraqueza. Não podia deixar que ele continuasse.

- Riolu uso o Agudo e Contra Ataque! Honedge finalize com Retalhada.

Então Riolu berrou e partiu para o ataque. Ariados agia bem e usava de seus fios especiais para prender meu Fantasma numa armadilha. Honedge sofria com uma espécie de prisão. A raposa já estava perto quando atingiu o Inseto com o ataque Lutador, que de quase nada adiantara, diferente do golpe seguinte. Um poderoso poder especial que lançou Riolu ao chão berrando mais uma vez, sendo esta de dor.

- Ariados, termine com Veneno Cruzado!

- Riolu! - exclamei sentindo um aperto no coração e então escutei uma explosão de forças e então consegui sentir uma energia enorme me empurrar para trás.

Aquilo era inacreditável. Meu Pokémon frio, Honedge, tinha se colocado diante da Lutadora e estava a defendendo! Mesmo sem forças e preso por um monte de fios ele teve o espírito de um campeão e defendia sua parceira com valentia. Sua recompensa era... Sim! A evolução! Como se tivesse acabado de ser regenerado, ele expulsou o inimigo de perto com a explosão de energia que sentia com o que estava acontecendo. Sua extensão metálica brilhava mais que o normal e ele parecia realizar uma espécie de meiose, se dobrando e dividindo em dois. Logo ele girou a base e então o brilho se extinguiu revelando sua nova forma. Doublade!
Ele tinha respondido ao meu chamado quando gritei o nome da Riolu. Eu estava maravilhado. Já tinha presenciado aquilo antes, mas era sempre a mesma sensação. Eu esperava não sentir. Não deixar que minhas emoções me dominassem, entretanto era mais forte que eu. Riolu, de costas para o chão, tinha os olhos brilhosos pelo feito do Fantasma que há tempos era como um estranho para ela.

- Doublade, acabe com isso, duplo Corte Aéreo!

E então o Pokémon de dois cumes respondia ao meu pedido se separando e atingindo o Inseto num golpe cruzado e terminando com um golpe na vertical levando Ariados aos ares. Guby não teve tempo de responder. Ariados tinha caído e a vitória tinha sido da minha mais nova dupla. Riolu e Doublade. Um sorriso enorme brotou no meu rosto e tive que ir parabenizá-los. A lâmina de cor de sangue tinha mostrado que não era um simples objeto, que tinha coração onde quer que fosse. Estava querendo se tornar parte da equipe.

Pensei na proposta de Njoy e olhei uma última vez para a esfera de Aron. Quando tivesse a chance, minha resposta seria sim. Iria lutar ao lado daqueles Pokémon Aço e do clã intitulado Orebound.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 21:58



#07 Vs. Falkner II
GYM BATTLE

Eu voltava para uma revanche contra o conhecedor dos ventos. Desta vez numa batalha 2x2 sendo a Riolu minha primeira escolha e um Skarmory para a dele. Ficou claro quem tinha a vantagem. Ele até poderia pensar que venceria facilmente, porém, a pequena Pokémon aura era uma guerreira e eu tinha uma estratégia montada, tanto que terminara em empate, pois tínhamos feito bom uso do Contra Ataque.

Nos passos seguintes foram chamar pelos que defenderiam a honra da luta. Doublade era minha escolha e como adversário um Pidgeot se mostrou enorme e majestoso. Com uma Dança de Espadas Doublade começou a batalha enquanto o Voador ia para o céu com sua Dança de Plumas caindo sobre o Pokémon amaldiçoado. Já estava vendo a cena do último desafio se repetir. Falkner estava igualmente concentrado e ligado ao seu Pokémon. Seria a hora de extrair informações?

- Falkner, há alguns meses escutei relatos de ações de criminosos entre membros da liga Pokémon. Estive procurando pelos responsáveis de um atentado há uns anos e minhas fontes me levaram a isso.

Ele, por um momento, me deu sua atenção e cruzou os braços dizendo de forma calma como sempre:

- O que você é agora Thito, um detetive? Cansou da vida de treinador, e do luxo quando coordenador?

Serrei os dentes com aquela provocação. Acabei revirando os olhos e tendo um lapso do passado com aquelas palavras. O título de uma promessa para Johto era meu. Meu sonho era me tornar o campeão no lugar de Steven e a maioria dos líderes de ginásio acreditavam em mim assim como alguns fãs que adquiri quando revelei minha identidade ao chegar no Grand Festival. Só que minha teimosia me custou tudo. O que sempre acontecia em eventos longos: incerteza. Abandonei tudo para ir atrás dos assassinos de meu pai. Eu tinha poucas pistas, mas agora que estava focado já sabia o nome da organização. Rocket S.A. era como a empresa era reconhecida.

Eu poderia tentar uma outra vez, mas mesmo que Falkner soubesse de algo ele era inteligente demais para revelar assim sem uma explicação concisa antes. Então estávamos de volta ao combate. Ele ergia uma parede de areia e usava as asas para formar um tornado e tentava lançá-lo na nossa direção. Só fiz abrir um sorriso e comandava Doublade com a Sombra Traiçoeira e que avançasse cortando o vento com Retalhada. E sua sombra se expandia em diversas lanças que atravessaram o campo e o golpe do Voador, atingindo-o com força. Seguindo o movimento, com um brilho poderoso o evoluído foi veloz e ameaçador, cortando o ar fazendo um som arrepiante aparecendo em seguida atrás de Pidgeot. Este ficou atônito. Em segundos um corte fundo aparecia na lateral do corpo com sangue e mais penas indo ao chão junto do usuário com outro golpe cortante.

Tinha recuperado minha honra e saía dali com um sorriso no rosto. Falkner correu até mim e me entregou a insígnia local. Eu não precisava daquilo, mas ele insistiu e me disse que a liga tinha cortado relações com os líderes de ginásio, mas que ainda não se posicionaram deixando-os confusões e isso há três semanas.

Meus olhos arderam de raiva. Doublade que estava do meu lado começou a enrolar sua fita no meu braço. Senti a sede por sangue subir à cabeça e me contaminar por dentro.

- Não... - minha expressão controlada fez com que o maldito me largasse.

Falkner não me reconhecia mais. Ele estava certo. Eu não era o mesmo.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Dom 31 Jul 2016, 22:08

Vs. Articuno
Missão Especial de Natal


Após o segundo desafio à Falkner fui verificar meus e-mails no computador público do Centro Pokémon. Alguns eram cheios de promoções com descontos on-line e outros eram e-mails de amigos que perguntavam por mim... Resolvi excluir todos. Durante a seleção um me chamou atenção. O abri e fiquei um pouco assustado.

“Então Thito, agora é a sua vez de salvar o Natal, uma das renas do Papai Noel irá ao seu encontro e te levará para perto da montanha de neve do irmão malvado do Noel e você deverá escalar ela e procurar o remédio e os brinquedos na caverna. Depois deve chamar os Elfos para te ajudar a levar tudo pro Papai Noel e no fim dar o remédio para o Delibird dele, você acha que consegue?
Mais uma coisa: cuidado com os guardiões da montanha. ”

Uma missão... Imprimi o e-mail e o excluí com os outros, saindo de Violet.

Estava caminhando rumo à Azaela quando, como mágica, começou a nevar. Eu não entendi. Era verão e em Johto haviam muitos poucos lugares que nevavam. Riolu estava na frente quando ela parou de andar e observou para o horizonte que trazia o fenômeno e então se preparou para lutar. Percebi então que não era mágica, era um Pokémon. Saquei a Pokédex e tentei identificar quem vinha. Confesso que senti um pouco de medo. Confesso também que tive de lutar contra a vontade de chamar Aegislash e portar seu escudo, mas venci e permaneci quieto até o Pokémon se apresentar e logo ele veio. Um quadrúpede de porte forte com cascos se passos firmes. Ele bufava e eu sentia o frio que saia de suas narinas. Seu dorso de pelagem marrom era ofuscado por um colar de pelos brancos ao redor do pescoço e botas também brancas e uma galhada que pareciam galhos de árvores no inverno. Aquele era Sawsbuck. Lembrei-me da primeira ação descrita na carta.  

“... uma das renas do Papai Noel irá ao seu encontro e te levará para perto da montanha de neve do irmão malvado do Noel ...“


Caminhei devagar na direção do desconhecido e passei por Riolu, que desarmou os punhos. Ao chegar perto pude observar algumas peculiaridades no Pokémon e, sem precisar dizer nada, ele virou de lado esperando que eu o montasse. Retornei Riolu para a ball e confiei na minha montaria, segurando firme em seus pelos brancos. Logo em seguida ele decolou.

No instante em que me sentia livre do fardo que me prendia na terra, Sawsbuck teve que aterrissar. Ainda era mágico para mim um Pokémon daquela natureza estar podendo voar. Decidi não questionar, visto de quem era o pedido. O Normal nos deixou nos pés de uma montanha e logo lembrava-me da segunda parte da carta:

"você deverá escalá-la"

Suspirei pesado e procurei uma vestimenta mais quente. O máximo que arranjei foi uma jaqueta azul marinho. Por mais que meus Pokémon não sentissem frio não achei que seria justo submete-los ao tempo. Bem, isso até uma ventania gelada me pegar por trás e arrepiar todos os nervos da espinha. Chamando minha arma brilhante, perdi que ficasse presa nas minhas costas. Tinha dado para Doublade uma Dark Stone, item este que permitiu ainda mais sua evolução. O escudo dele me daria suporte quando alguma outra ventania quisesse me atacar.

Antes que eu pudesse dizer algo ao Sawsbuck ele já tinha ido.

Parecia que era noite naquele pedaço de mundo que não sabia identificar onde era. Traçando meu caminho comecei a escalar. No início fora até mesmo mais fácil que o esperado. Poucos escorregões em partes lisas, nenhuma queda preocupante, encontros passageiros com os Pokémon locais e até mesmo algumas pegadas de seres maiores, julgava eu mais poderosos. Já pelo joelho da montanha nevada um passo em falso me lançou uns metros abaixo e se não fosse Aegislash agindo rápido se fincando no solo e lançando as fitas para me segurar, eu teria uma estacas lindas perfurando meus pulmões. Após o episódio continuei a subir. O ar rarefeito começava a me afetar causando algumas visões e hora a falta de ar. Tinha que parar e me concentrar para então voltar a andar. Mais daquelas pegadas eram vistas no caminho da subida e não me agradaram em nada os olhos. Uma nevasca começava para o meu despreparo. Tinha feito uma notinha mental: Nunca aceitar missões do papai Noel sem antes fazer uma lista de termos. Se antes estava ruim de enxergar, naquele novo cenário que seria impossível. A neve que cobria a montanha parecia aumentar com a nevasca, por mais leve que fosse. O vento que castigava. Meu nariz vermelho gostaria muito de espirrar decentemente, mas me continha pois não queria ser vitima de um deslizamento por conta de algo que poderia ser evitado. Já na metade do caminho eu não aguentava mais. Meus dedos estavam roxos junto aos lábios. Os ossos doíam com o frio e eu tremia tanto que fazia o metal de Aegislash trincar conforme me mexia. Eu precisava parar num lugar seguro. Então ouvi um barulho. Jurei que tinha sido meu estômago até ouvir de novo. Me abaixei e rolei para a esquerda. um feixe de luz passara bem onde estaria minha cabeça. Fiquei tonto por uns segundos com o feito e tentava discernir o que tinha acabado de acontecer, logo já podia acompanhar. Um Beartic estava nos atacando. Minha pergunta era o por quê? E então ele veio novamente com aquele feixe de luz azul intenso. Segurei o escudo que estava nas minhas costas e o levei a frente sentindo o golpe nos acertar. Era o Raio de Gelo mais poderoso que já senti. Talvez seu poder estava sendo ampliado pelo campo que nevava, mas eu não gostaria de descobrir.

- Aegislash, posição de ataque! - então a lâmina maldita deixava que eu a portasse ficando com o punho na minha mão e a faixa dourada envolvendo todo o braço.

Vs.

- Aegislash, Automatização. Quando estiver preparado vamos com Golpe de Ferro.

E então a espada zumbia na minha mão fazendo o trabalho de ficar mais leve com o corte mais rápido. Aquilo nos garantiria tempo. Beartic não era mais veloz que nós. Tinha reparado por suas passadas. Ele já estava atacando de novo. Das suas barbas, estacas de gelo vieram ao nosso encontro. Tive que usar o escudo de Aegislash e rebater outros quando a espada estava pronta, então corri até o grandão branco. Com um golpe direto acertava um super efetivo em Beartic, fazendo-o sentir toda a nossa ira, mas não era só.

- Aegislash, de novo!

Então outro golpe de ferro e mais um outro com o cabo da espada nas costas do urso. A agitação me fazia bem, embora o ar estivesse ficando mais pesado. Beartic rugiu tão alto que me desconcentrou. Logo eu via seu punho descendo. Tive que agir logo.

- Forma de defesa! - e Aegislash respondeu se juntando ao escudo recebendo bem aquele Super poder. E eu via o urso preparando outro - Defesa de Rei!

Tranças de metal se prepararam e emboscaram Beartic. Ele estava em apuros e eu via nossa vitória. O ataque que o Gelado tentava usar era do tipo que minha lâmina era imune, mas o próximo era tão forte quanto Fogo derretia Gelo.

- Beartic, você não é honrado, mas vamos terminar com a Espada Sagrada!

Logo Aegislash se prolongava e num corte perfeito pude ver o vermelho da lâmina cortar no meio o Pokémon congelante até que ele caísse no chão. Mais uma vez Aegislash me usou para saciar sua sede, mas a minha necessidade de sobrevivência fora maior e a batalha manteve meu sangue quente e ainda vivo, mas não sabia por quanto tempo.

Ignorando o Pokémon caído, subia o restante da montanha o mais rápido que podia, tentando não escorregar nos espaços lisos e não pisar em falso nos buracos escondidos. A montanha era um campo minado para os inexperientes, eu já tinha ciência disto, só que já estava demais. Pensei em desistir, mas como descer dali e voltar para casa? Rolando até o infinito e além? Eis então que tinha encontrado uma caverna. Minha salvação. Ao menos poderia comer uma refeição adequada um pouco mais protegido do frio. Quero dizer, assim pensava eu até adentrar no lugar.

A caverna era enorme se comparada com sua entrada e a perspectiva de fora. Nem consegui me sentar na beira da entrada. Alguma coisa poderosa me chamava la dentro quase que pelo nome. Comecei a caminhar pelo espaço que devia ser escuro, mas era iluminado por pedras de coloração azul e ciano espalhadas por sua superfície. Não sabia como era o interior de outras montanhas, mas aquela era absurdamente fria. Eu tremia mais que do lado de fora. Creio que foram uns dois minutos de caminhada até chegar onde devia. O fundo da caverna se revelava com um diâmetro de uns sessenta metros, aproximadamente. Havia um casebre mais para o nordeste e uma espécie de lago congelado na frente. Ainda era frio ali e me fazia soltar aquela fumacinha que saía na expiração, característica de lugares frios, e já estava me dando nos nervos. Só fiquei mais tranquilo ao ver pilhas de brinquedos amontadas pelo lado de fora da casa de madeira. Aproveitei ali para olhar a carta mais uma vez e então, pelo celular, responder ao e-mail dizendo que precisava de ajuda, pois já tinha encontrado os presentes. Agora só faltava uma coisa. O remédio!

Descendo por uma escadinha feita do lado da saída e entrada daquele espaço, cheguei até o imóvel. Olhei para trás umas duas vezes pensando estar sendo observado de longe. Era uma sensação estranha. Ignorei ao chegar na porta. Bater e chamar o irmão do Noel não seria legal, visto que ele tinha roubado o familiar, então fui pondo a mão na maçaneta e entrando, já com a mão sobre o cabo de Aegislash, que ainda estava preso nas minhas costas. Por mais estranho que parecesse a porta estava aberta e a lareira acessa. Vasculhei a entrada e não ouvi nem vi nada. Parecia vazia por mais estranho que aquilo parecesse. Baixei a guarda e fui procurar o medicamento para o Delibird abatido, me aproveitando do calor para me esquentar. Parecia estranho o Pokémon não ter um substituto, como um vice. E foi mais estranho ainda ver o remédio na mesinha de centro da sala. Olhei o rótulo e não tive dúvidas de que era aquele. "Antídoto se eu desistir de arruinar o natal do Noel" Eu já tinha tirado minhas conclusões. O cara era birutinha. Enfim guardei o medicamento e saía da casa, sentindo frio de novo.

Logo aquela sensação se estar sendo vigiado me vinha novamente seguida de um KIAH vinda do alto. Não acreditei no que via. Por que eu tive que olhar para cima? Tive que pegar a Pokédex para registrar aqueles dados incríveis daquele magnífico ser. Articuno!


Articuno
Pode criar nevascas congelando a umidade do ar. Dizem que suas asas são feitas de gelo. Com uma cauda longa e brilhante, sua forma de voar é magnífica. Ele aparece para pessoas perdidas em montanhas congeladas.

Tudo bem, eu estava perdido a pouco. Articuno estava atrasado. Entretanto, algo me dizia que ele não estava ali por este motivo. Seu olhar era mais concentrado e seu voo menos relaxado. Ele parecia pronto para atacar. Foi o tempo de levar a mão ao escudo que ele bateu as asas e me jogou contra a porta da casa de madeira do irmão do Noel. Aquilo doeu. Muito! Aegislash me perguntou se eu estava bem e respondia que sim com a cabeça. Apesar de aparentar bem estava péssimo. Não conseguiria batalhar naquelas condições e Aegislash, por mais que não tenha sido muito atingido contra Beartic, fora prejudicado durante a jornada pela montanha. Me sentia tonto outra vez, mas não poderia me dar o luxo de desmaiar. Não ao menos enquanto os elfos não chegassem. Saquei a esfera de uma amiga e a chamei para a luta.

- Riolu, preciso de você! - a raposa da aura se materializou não muito distante e olhou para mim - Cuidado com o lendário. Ele é poderoso demais, mas terá que derrotá-lo Conto com você.


Vs.


Enquanto tentava encorajá-la a ave azul rasgava o ar rarefeito criando um furacão , levando a neve do espaço. De longe não seríamos atingidos, assim esperava, mas um só daquele ataque poderia por Riolu em risco.

- Proteção! - e então ela ativou o escudo verde que fez o golpe passar direto - Certo aumente sua Agilidade e em seguida use o Agudo!

Articuno não estava afim de brincar. Seus olhos perseguiam Riolu com determinação e mandavam pequenos Tornados, que eram evadidos pela Lutadora, no uso do movimento que aumentava sua velocidade. Quando ela parou, saltou bem alto e deu uma espécie de uivo que deixou o lendário perturbado.

Eu ainda respirava pesado. Estava sentando na varanda da casa, com Aegislash em modo de Defesa, pronto para o pior, mas eu tinha fé que a pequena iria conseguir. Ao menos estava ganhando o tempo que precisávamos, mas quanto mais seria preciso?

- Riolu, Agilidade e use a Defesa de Ferro!

Fazia bom uso dos movimentos que a pequena aprendia. Por alguns minutos ficamos assim com a raposinha aumentando a destreza e velocidade, evitando que fosse tocada. Quando Articuno ficou furioso por seus ataques estarem falhando e/ou sendo bloqueados usou de um Frio Extremo para jogar a pequena longe. Por mais que estivéssemos aumentando as defesas, fugir não nos garantiria a vitória. Me ergui com ajuda de Aegislash e mandava reais comandos à Lutadora.

- Riolu, chegou a hora de batalha sério. - pareceu que Articuno tinha curtido a ideia, pois deu outro KIAH poderoso e então deu uma volta pelo espaço amplo da caverna. - Soco Bala seguidos de Chute Flamejante e finalize com Deslizamento de Rochas!

Foram ordenados três golpes efetivos e mesmo assim eu estava preocupado. A velocidade da minha já ultrapassava o lendário e escalando pelas paredes da caverna ela chegou ao topo e desferiu socos furiosos com os punhos em ferro. Articuno sentia sua força, mas ele era bem resistente e não se deixaria levar por um só golpe. Ele afastou Riolu com um golpe gélido vindo das asas e na descida pegou-a com um rasante, mas não sem também levar o chute em brasas. Minha lutadora tinha estilo, pois não caía sozinha. Ela levava o pássaro lendário consigo. Ao chegar ao chão eu notei a exaustão. E fiquei completamente arrasado ao ver Articuno de desprender de algumas penas, se curando e nos desafiando para mais. Não era justo... Mas ainda tínhamos forças para lutar! Eis que no momento de cura vinha o nosso movimento mais perturbador. Pedras caiam do céu do lado onde a ave azul estava. Ela só se tocou quando já era tarde demais. Desviou de uma, duas, mas na terceira fora atingida e na quarta soterrada, vindo mais outros dois pedregulhos por cima.

- Riolu, Deslizamento de Rochas mais uma vez! - exclamei.

Articuno ainda não conseguia se levantar quando uma nova remessa de pedras caiu encima da Ave de Gelo. Engolia em seco esperando que fosse seu fim. Aquilo não era normal de um lendário. Então era disto que se tratava o último verso da carta. "cuidado com os guardiões da montanha." Aquele Articuno era Pokémon do irmão do Noel. E quando tinha achado que era o fim, um brilho azul intenso começou a emanar as pedras, bem como um frio maior ainda... Sabia o que era aquilo Frio Absoluto! Só tive tempo de gritar uma coisa:

- PROTEÇÃO! - e me escondi atrás do escudo de Aegislash.

Só ouvi o som das rochas sendo lançadas para longe e o frio destruindo tudo naquela área onde ele batalhavam. Eu só torcia para que os presentes estivessem intactos e que a proteção tivesse vindo a tempo. Quando o frio começou a ser controlado me atrevi a ver. Articuno ainda estava na posição de Deus do Gelo, com o corpo ereto e as asas abertas, de olhos fechados como se realmente fosse intocável. Arranquei forças de mim mesmo para poder clamar por um último golpe:

- Riolu, SUPER VOADORA!

Então, a Lutadora que estava quase de joelhos por ter que aguentar usar sua proteção até o fim daquele Frio Absoluto atendeu minhas preces. Ela desfez o escudo e sumiu com um impulso nas pernas. Ela deslizava naquele campo de batalha acabado. Seu joelho brilhando de poder e quando Articuno abriu os olhos, foi para dar seu último kiah, pois com o golpe do tipo Lutador a ave tinha se quebrado e voado pela primeira vez sem o auxílio das asas de gelo. Quando veio ao chão estava nocauteada, sem forças para continuar.

Todo o resto aconteceu bem rápido. Os elfos chegaram, olharam para o campo e os Pokémon, mas ignoraram querendo os presentes e as renas ajudaram a carregar para fora. Por fim, dei-me o luxo de desmaiar de exaustão, tal como a ave lendária de Kanto.

Thito... - alguém me chamava.

Ao abrir os olhos vi somente Riolu e Aegislash e outros Pokémon, inclusive um Delibird. Estávamos numa espécie de carruagem, mas ela era aberta demais e a velocidade era tamanha para ser uma estrada. Depois de tomar ciência do que estava acontecendo lembrei do remédio e dei para a ave tomar. Ao fazer isso senti que estávamos pousando e fomos para uma garagem bem iluminada. No estado meio grog em que me encontrava só escutei uma voz masculina aveludada dizendo antes de pegar no sono outra vez:

- Eu disse que ele conseguiria ho ho ho!



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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Ter 02 Ago 2016, 09:13



#08 Vs. Aron
5:45 p.m. - Treinamento

Já estava na rota para Azaela quando estava começando a escurecer. Decidi parar por um momento a caminhada e lanchar. Pensava comigo mesmo nos meus progressos. Ainda não tinha nada. Então me veio Orebound em mente e posteriormente Aron. Saquei a esfera que estava na mochila e o olhava cochilar. Depois de uns segundos pensava no que fazer e o chamava para fora.
O Pokémon de Aço dos olhos de ouro se espreguiçou e bocejou, chacoalhando-se em seguida, pronto para me ouvir. Sendo assim começava a falar:

- Certo Aron. - e o nosso primeiro contato foi ele rosnando para mim e tentando me dar uma Investida - O que foi? Você não quer ser chamado assim? - ele me fez entender que não queria mesmo ser comparado com os outros de sua espécie - Certo... Posso te chamar de Yellow Diamond, então? É por causa dos seus olhos. São tão... bonitos.

Ele provavelmente não esperava por aquilo. Receber um elogio foi como beber água pela primeira vez após atravessar um deserto em seca. Ele se comoveu. Eu sorri meio abobalhado e levantei.

- Yellow Diamond, que tal treinarmos um pouco? Quero ver o que Njoy te ensinou.

Tirei outra esfera do bolso. Era um Mime Jr. O pequeno devia ter aparecido no meio da noite passada enquanto estava em missão e se escondeu nos meus pertences e resolveu que queria ficar comigo. Como era mais uma força para meu time, resolvi não recusar.

- Mime Jr., fique um pouco distante. Vocês vão batalhar e eu quero que me mostrem tudo o que vocês tem. - fiquei aguardando posições e então ordenava - Yellow Diamond, use o Ataque de Lama! Bronzor, faça com que os ataques voltem para ele usando Confusão!

Então os novatos começaram querendo me provar seu valor. Aron começou lançando vários tiros de lama, sendo os primeiros parados pelo poder psíquico do outro e lançado de volta com um poder de efetividade poderoso, sendo que Psíquico não era forte o bastante para parar todos os tiros. Ele recebeu boa parte, mas causou danos ao adversário.

- Mais uma vez! - repeti e serviu para os dois.

Aron melhorava a mira, dificultando para Mime, mas o pequeno estava pegando o jeito e defendia alguns dos tiros com outras bolotas. Mandei repetir mais uma vez e então vi o estado de exaustão de ambos. Eles ainda eram muito novos para treinarem entre si. Decidi interferir.

- É melhor pararmos por hoje. Quero os dois bem sadios, porque amanhã vocês vão ver os melhores lutando.

Sorria enquanto retornava os pequenos e voltava a caminhas na direção de Azaela, ignorando as ruínas no caminho à direita.

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Re: O Justiceiro de Aço

Mensagem por Mathito em Ter 02 Ago 2016, 09:15

Vs. Ekans
Dando o primeiro passo!


Foi durante a passagem pela Caverna da União que tive que ser rápido para que não me notassem. Já estava escuro por ser um ambiente fechado, mas o cair da noite ajudou ainda mais no breu. Não sabia se tinha sido sorte ou azar, mas eu estava ali e eles também. Reconheceria aquele símbolo em qualquer lugar.


Rockets... Por pouco não sentiram minha presença. Faltavam menos de 500m para eu conseguir sair da caverna quando os encontrei. Eles estavam num lago bem iluminado, falando em voz alta como se ninguém pudesse atrapalhar. Se não fosse pela luz que vinha da fonte d'água eu não conseguiria ter descoberto quem eles eram. Só depois de me acalmar consegui pensar claramente. Aquelas luzes não era comuns. E eles falavam de grandes recompensas. Eram dois, mas algo parecia suspeito. Vindo de gente vestindo aquele uniforme, nada que estivessem fazendo poderia ser considerado legal. Foi então que a vi. Um Pokémon azul, belo e elegante com luz própria. Mas ele chorava.

- Lapras - sussurrei levando a mão na boca logo em seguida sentindo sua dor.

Já estava mais que comprovado que aqueles malfeitores estavam fazendo mal ao que me parecia ser um bebê.

Sem ter muito o que pensar rasguei uma das mangas do meu casaco e rasguei dois buracos para os olhos, fazendo o tecido de máscara. Não queria ser reconhecido. Me ergui e caminhei até uma distância segura e disse:

- Deixem este Pokémon em paz e vão embora agora! - continha minha raiva e rancor por aquela organização, mas deixava aparente em minha voz que eu não estava brincando.

Eles olharam para trás assustados. E então riram. Talvez da máscara. Talvez por eu não aparentar ser perigoso. Ou talvez porque achassem que eu não era nenhum um pouco páreo para o seu poder.

- Moleque, para de brincar e cai fora, se não a gente vai ter que te machucar. - um deles disse em deboche me tratando como criança.

- Não vou dizer de novo. Deixem o Lapras em PAZ! - me exaltei.

- Se não o quê? - o outro me desafiou.

Ele quem pediu.

Levei a mão na esfera de Aegislash, mas do outro lado alguém tentava chamar a minha atenção. O novato do clã Orebound queria lutar ao meu lado. Queria mostrar que poderia ser um Justiceiro assim como Riolu e Aegislash. Não sabia o motivo, mas esqueci o Fantasma e dei atenção ao pedido do Pokémon dos olhos dourados. Erguendo a esfera dele, apontei para os inimigos e fechei o rosto, ficando totalmente sem expressão. O Pokémon dos olhos de ouro apareceu em campo e um dos rapazes já estava para jogar um Pokémon quando o outro parou o braço na frente e, também sem expressão, chamou um Pokémon, mas este veio do lago onde Lapras estava. Quando O Pokémon sair do ambiente aquático, Lapras parou de sofrer, mas desmaiou de exaustão.

- Amarre a Lapras. Eu cuido dele. - então o Pokémon roxo e esguio como uma cobra sibilava para Aron.


Vs.


- Ekans, Ofuscar! - o adversário ordenou apontando para nós, tendo o pedido atendido quase que imediatamente.

- Diamond, use o Agudo e não se apavore com a Ofuscada!

Mas eu sabia que sua velocidade não podia ser batida só de ver a Venenosa avançar. Parecia que seus olhos ficavam cada vez maiores a medida que se aproximava até que quando o Aron foi realizar o Agudo ele simplesmente não conseguiu. Ekans tinha conseguido paralisá-lo e o estado já fazia seu efeito. Eu estreitei os olhos e disse:

- Retribua o favor com Golpe de Corpo. - eis que o Pokémon de Aço rolou como uma bola de futebol americano e saltou sobre a cobra a esmagando. O Foguete não curtiu em nada nossa ofensiva.

- Ekans, não permita ser atingida! Use o Envolver e cale-o com uma Mordida!

Eu somente esbocei um sorriso que dizia péssima escolha! Permiti que a roxosa cercasse-o e em seguida o envolver. Aquilo não faria nada em num Aron, mas eu tinha um truque que daria sérios danos no oponente.

- Yellow Diamond, termine com Tiro de Lama e Cabeça de Ferro!

Logo, enquanto Ekans se preparava para a mordida, Aron encheu a boca dela com lama e prosseguiu com o ataque de aço. A cobra ficou mole e o Grunt britou enfurecido. Ele já devia saber que os movimentos venenosos não funcionaria conosco, mas nos dar a chance e atacar de perto foi idiotice. Decidi por um fim naquilo.

- Finalize com Investida do Dragão!

E seus olhos amarelos se enxeram de poder. No lugar do inimigo até mesmo eu ficaria com medo. O corpo do Pokémon foi tomado por um poder oculto e em sobressalto ele se desprendia de Ekans e investia com fúria na que um dia ousou desafiar Yellow Diamond. Ela estava desmaiada e a vitória tinha sido nossa. O Grunt suava e nos olhava como se fossemos de outro mundo. Meu olhar não dizia outra coisa senão uma ordem bem simples de expulsão. O outro tentava tirar a Lapras do lago com a ajuda de um Machoke. Sabia que o Aron daria conta do recado, mas eu não estava mais afim de esperar que eles fossem embora por si sós, então resolvi ajudar. Saquei Aegislash, que estava em posição de ataque e empunhado em minha mão, e também a Riolu, que estava cada vez mais integrada como líder da equipe. Não pude deixar de dar um sorrisinho e dizer:

- Búh!

Eles foram obrigados a abandonar tudo e fugir por um lado que não os obrigava a passar por mim.

Não fiquei observando muito. Tirei a faixa da cabeça e fui ajudar ao Aquático. Ao ver seu estado fiquei enojado. Como eles puderam? Haviam tantas mordidas de Ekans no corpo dela que era obvio a presença de veneno em seu interior. Sendo rápido, peguei uma fruta na mochila e pedi para que Riolu a fizesse mastigar e engolir. Enquanto isso fui tratando de fazer alguns curativos e soltar as cordas que o outro usou para tentar tirá-la do lago. Alguns potes de antídoto foram gastos até todos os lugares aparentes estarem tratados. Por fim, com o auxilio de uma fruta sitrus, recuperávamos um pouco de sua energia. Ela acordou assustada e começou a se debater. Me afastei e os outros faziam o mesmo. Pensei que ela ia atacar, mas ao nos olhar melhor ela procurou se acalmar. Não sabia o que tinha se passado na cabeça dela, mas a Pokémon apenas se virou e emergiu no lago iluminado fazendo ecoar um som tranquilo. Parecia um obrigado. Olhei para o Aron e lhe entreguei um sorriso. Ele tinha se mostrado um verdadeiro justiceiro.



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Re: O Justiceiro de Aço

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