03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ir em baixo

03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Sex 27 Jan 2017, 00:35

Oi Ay  Razz
Off: Eu não introduzi o Henri porque eu vi que eles chegam em horários diferentes e.e
Off²: A propósito, ele está usando um tipoia e só poderá tirar depois de 2 dias :P




Chegada cansativa
Sede define


A viagem fora totalmente cansativa. Atravessar o deserto fora a pior parte devido à sua extensão e ao calor. Cheguei a cochilar algumas vezes e me via recostada ao ombro do gladiador, o que me fazia despertar enrubescida e logo me ajeitar de volta em meu banco. Quando eu olhava pela janela, percebia meu olhar perdido e meus pensamentos vazios. De certo, durante a viagem, parecia que eu estava anestesiada sobre a realidade que enfrentaria em Piesok. Eu tentava me reconfortar, mas era inútil. Ora ou outra Aulus tentava me animar contando histórias engraçadas. Ele conseguia arrancar alguns sorrisos, mas logo me via no turbilhão da vila.

Quando o ônibus parou, me senti aliviada por finalmente poder esticar as pernas. Era inútil o temor agora que eu estava na vila. Só me restava acreditar em meus pokémons e em Aulus. Pegamos nossas coisas e descemos do ônibus. O Sol não era nem um pouco convidativo. Além disso, nossos cantis estavam vazios e a sede começava a atormentar. Em um piscar de olhos, vi o gladiador começar a perguntar para as pessoas ao redor onde poderíamos encontrar água.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Sex 27 Jan 2017, 15:50

Off: *usando fantasia de Ay (o(
vai ter que me aguentar mais um pouquinho XD
ainda to pegando o jeitinho da Lil e do Aulus, então qualquer coisa errada, só avisar ;)
os pokés do teu parceiro estão sem personalidade... ^^'





1° dia em Piesok
Quinta-feira, 09:40

A paisagem se resumia a extensão aparentemente sem fim de areia, com alguns cactos ou pedras de vez em quando. A Stylist imaginava que tipo de realidade a esperava no vilarejo, o rapaz ao seu lado tentava a animar, até obtendo alguns sorrisos, mas o turbilhão de pensamentos e sentimentos sempre achava um caminho para ocupar a mente de Lilian.

Quando chegaram ao vilarejo, a jovem esticava as pernas e sentia-se aliviada, mas logo o sol parecia queimar qualquer ânimo que podia sentir. Saber que ficaria ainda mais quente em algumas horas parecia só piorar.

Aulus conversava com um grupo nativo da região, perguntando onde poderiam obter água. Um adolescente de olhar ranzinza revirou os olhos.

-É só entrar no jogo de “Pegue água sem ser destroçado por um Gyarados”.

Alguns o repreendiam pelas palavras, mas não desmentiam e indicavam a direção que deviam tomar. Seguindo pelo caminho de areia, com algumas casas de barro erguidas e em condições precárias, a dupla chegou ao local indicado. Parados diante do lago, ainda há uma distância considerável, observando as serpentes marinhas se atacarem ferozmente em um bizarro ritual de acasalamento. Um Hyper Beam era usado e quase os atingia, embora a casa mais atrás não tivesse tido a mesma sorte. O sol refletia na água cristalina, que parecia querer ficar calma, se não fossem os Gyarados. Outro recém-chegado parecia também mirar o local, antes de suspirar e sair andando, afirmando que morrer de sede era melhor do que destroçado.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Sex 27 Jan 2017, 18:46

Off: *puxa a máscara a la Scooby Doo* Sabia desde o início (o(
Off²: Você pega o jeitinho deles rápidinho só espero que não descubra o talento natural de Lilian vivenciar sequestros XD
Off³: Tô devendo personalidades de pokes do Aulus, Henri e Vanille... e.e Vou tentar ao menos enviar 1 por post XD (começando no próximo)




O ninho dos Gyarados
Arceus que me livre desses acasalamentos!!


Aulus já estava entrosado com um grupo de jovens e acabou recebendo uma resposta tão seca quanto a região em que estávamos. Apesar do modo como respondeu, parecia ser a única fonte de água dali mesmo. Seguimos o caminho indicado. Olhar a situação da vila era tocante. Tudo ali parecia ser muito escasso. Mirei as casas de barro que se mantinham em pé apenas por providência de Arceus.

Depois de seguirmos o caminho, finalmente estávamos diante de um grande lago. Era estranho saber que ali se tratava de um ninho de Gyarados e não uma forma de fornecer água à região de forma segura.

— Como eles podem fazer algo assim? E se alguém cair nesse lado e um dos gyarados se aproximar rapidamente? — Olhei ao longe onde diversas dessas criaturas realizavam uma espécie de batalha do amor.

— Eu não sei a função desse ninho, mas com certeza deve haver muitos interesses econômicos ai. — Aulus respondia enquanto tentava pensar em algo para pegar água sem se arriscar a virar petisco. Peguei uma esfera da minha bolsa e sorri para o gladiador.

— Alistair, por favor, use seu Psychic e encha nossos cantis no lago. — Ergui a esfera no ar e a energia escarlate surgia em campo. O corvo parecia aliviado por finalmente sair da esfera após estar ali desde Chermont, mas logo percebeu que o abrigo da esfera era melhor que o clima da vila.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Sex 27 Jan 2017, 23:43

Off: eu teria conseguido se não fossem essas crianças e seus Pokémon ò.ó9 acho q era algo assim a frase dos bandidos desmascarados XD
Off¹: *Érica esqueceu Bondade e aprendeu Criar NPC sequestrador \o/
Off²: ok XD eu preciso criar personalidades tmb (lê-se futuros Vivillons e pokés do porto pra Fleur + pokés da estação pra Kitty + eggs da Érica x.x)... tem vezes q vejo um anime e uso as personalidades dos personagens pros meus pokés e.e'





1° dia em Piesok
Quinta-feira, 09:50

A Stylist se questionava como o lugar podia ser deixado de tal forma, com a única fonte de água sendo altamente perigosa de se aproximar. O rapaz que a acompanhava respondia, acreditando se tratar de algum interesse econômico, mas seu foco estava em como conseguir pegar a água. Por sorte da dupla, Lilian vinha com uma ideia.

A ave negra assumia os céus, mostrando alegria em poder sair da esfera por pelo menos cinco segundos, tempo suficiente para sentir o sol do deserto batendo em suas penas negras e ouvir a “canção do amor” dos Gyarados. A Pokébola nunca pareceu tão atrativa antes.

Murkrow ouvia o pedido de sua treinadora, mirando em seguida os Gyarados. Com muita cautela, Alistair usou seu Psychic, levando o cantil até o lago, fundo o suficiente para mergulhar o objeto, mas ainda em uma área relativamente rasa. Com o primeiro cheio, o item voltava para as mãos da Stylist, o segundo indo para o lago.

Antes que Lilian pudesse provar a água, sentiu alguém puxar de leve sua roupa, virando-se e se deparando com uma criança. Um menino que devia ter por volta de seis anos, usando roupas típicas para se viver no deserto, mirava o cantil ainda úmido. O desejo pela água era fácil de ser notado. Na outra mão dele, um jarro rachado.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Sab 28 Jan 2017, 14:26

Off: Acho que era assim mesmo XD
Off²: eu e minha boca grande e.e vou usar o move remember para reaprender Bondade XD
Off³: 1° personalidade (o(
Órus:
Órus é totalmente honrado e possui um código de honra que segue à risca: 1° Nunca atacar um inocente. 2° Nunca atacar alguém que não pode se defender. 3° Nunca negar ajuda para quem necessita. 4° Nunca se envolver em contendas desnecessárias ou iniciar uma. 5° Sempre que possível, manter-se em silêncio, pois é o silêncio é o grande mestre que tudo ensina sem nada falar. 6° Proteger a vida de seu senhor mesmo custando a própria. 7° Sempre garantir uma morte honrada ao oponente. 8° Abster-se de todo e qualquer vício.

Nunca será possível encontrar um sorriso no rosto de Órus, pois este sempre se mantém sério e atento aos arredores. Nunca baixa a guarda, pois acha que isso já é um passo para quebrar a 6° norma de seu código. Geralmente se senta um pouco afastado do grupo com os braços cruzados e a cabeça baixa para ficar atento aos sons. Em outros momentos, irá vivenciar seu momento ápice de diversão: afiar suas conchas para garantir um corte preciso.

Não suporta ver a injustiça ou alguém sendo o algoz de outrem. Sempre irá pedir permissão a Aulus para ajudar quem precisa. Em batalha, é o mais obediente possível tentando extrair a maior efetividade dos comandos do gladiador. Porém, não importa o quão cruel ou imundo seja o adversário, Órus nunca irá jogar sujo ou usar estratégias baixas, mas, com a devida permissão, irá levar o adversário a uma morte honrada.

Acha as atitudes de Viny e Darius muito infantis, o que ainda vai acabar colocando o grupo em perigo, mas não se envolve em suas contendas. Vê Buck como um grande amigo, estendendo sua 6° norma a ele também. Não entende porque Sia insiste tanto em conversar com ele, já que ficou claro sua preferência pela solidão. Devido a perceber o apreço de Aulus por Lilian, também irá aplicar a norma 6° a ela.




O ninho dos Gyarados
A sede de um povo


Alistair era divino usando seu psychic e logo um dos cantis já estava cheio. Ele depositou o cantil em minha mão e pegou o segundo das mãos do gladiador. Levantei o item sedenta pela água, mas, antes de provar do líquido, senti alguém puxar minha blusa. Olhei para trás e não vi ninguém. Olhei para baixo e vi uma pequena criança. Meu coração pareceu se partir naquele momento. Os olhos do infante brilhavam ao ver o cantil cheio em minhas mãos. Fiquei chocada ao me dar conta de como as necessidades das pessoas mudavam de cidade para cidade. Enquanto que lá em casa, em Twister, eu possuía água de sobra para bons e demorados banhos de banheira, aqui, um copo d’água era precioso. Ele não precisava falar nada para que eu pudesse agir...

— Tome... — Estendi o cantil para o garotinho exibindo um sorriso largo. — Pode beber à vontade. E se quiser mais, podemos conseguir. — Fiz um leve afago em sua cabeça enquanto mirei com uma expressão preocupada para Aulus. O gladiador também queria ajudar e logo lançou uma esfera ao ar.

— Quem não quiser se molhar, se afaste!! — Falou alto enquanto sorria. — Órus, rain dance! — Ao menos o calor seria dissipado por um momento. Peguei a esfera de Viny e o libertei. Ele olhou para mim com uma expressão preocupada. Nós ainda não havíamos conversado desde os acontecimentos em Chermont, mas agora não era hora.

— Você pode me emprestar seu jarro? — Pedi ao garotinho. Talvez o jarro rachado ainda conseguisse armazenar água. — Viny, use suas vinhas e encha o jarro no lago, mas com cuidado.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Dom 29 Jan 2017, 17:20

Off: saudades desse desenho XD
Off¹: *Érica usa Run Away pra fugir do move remember XD
Off²: atualizado ;) menos uma (o(




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 10:10

Antes de provar o liquido, Lilian via a pequena criança. Seu coração se apertava com a visão e acabava por comparar sua cidade com o vilarejo. Em um lugar, podia se dar ao luxo de banhos demorados e era fácil obter algo para beber, mas a realidade agora era o completo oposto. Cada gota era valiosa e não podiam se dar ao luxo de desperdiçar.

A criança a olhou com surpresa, para depois agarrar o cantil e beber, como se temesse que a Stylist mudasse de ideia. O desespero ainda mais evidente e levando pouco tempo para que o cantil ficasse totalmente vazio.

Enquanto o rapaz ainda saciava a sede, Lilian e Aulus se miravam, com o Gladiador chamando seu Pokémon. As poucas pessoas que estavam por ali o miravam com curiosidade, pelo menos até as nuvens de chuva serem invocadas. As primeiras gotas caiam na areia quente, atraindo a atenção do povo que saia de suas casas. Muitos olhares surpresos, como se não acreditassem no que viam. Quando a chuva se fortaleceu, todos tiravam o que podiam de suas casas que podia armazenar água. Baldes, jarros, garrafas e copos ocupavam as ruas de areia úmida.

-Eu nunca vi água caindo do céu!

A criança pela primeira vez se pronunciava, sorrindo e deixando a boca aberta, deixando as gotas molharem a língua, gesto que muitos outros faziam. O menino só tirou os olhos da chuva quando a Stylist pedia o jarro, o entregando para o Pokémon Grass. Servine aguardava o melhor momento para tentar pegar a água do lago, aproximando-se com cautela. Um Hyper Beam era disparado, claramente não mirando neles, mas não mudava o fato de que passou perto. Após alguns minutos, o jarro retornava totalmente cheio. O menino o segurava, mostrando alguma dificuldade, mas ao mesmo estar acostumado em carregá-lo, conseguindo ajeitar o objeto de forma que se tornasse mais confortável para levar.

-Muito obrigado! Só não sei se tenho como pagar...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Seg 30 Jan 2017, 11:28

Off: Tenho saudades daqueles desenhos antigos: laboratório do dexter, coragem o cão covarde, a vaca e o frango, du dudu e edu, a turma do bairro etc... :')
Off²: *Ativando habilidade Arena Trap* u_u
Personalidade Buck:
Buck é extremamente sociável e comunicativo. O canino adora interagir dentro do círculo de amigos de Aulus seja apenas ouvindo as histórias, ou acrescentando algo com latidos. Sempre estará disponível para ser um ombro amigo e ouvir os companheiros. Fica sempre atento aos detalhes do grupo procurando ficar inteirado sobres os assuntos. Nunca irá dispensar ouvir alguma fofoca notícia.

É muito leal aos seus companheiros se portando como um verdadeiro cão de guarda. Sabe usar todo o conhecimento adquirido através das fofocas notícias para o proveito do grupo ou como vantagem contra adversários. Em combate sempre vai se preocupar em dar suporte e seguir os comandos atentamente. Adora tomar banhos de sol com a barriga virada para cima e a língua de fora. Ama comer tortinhas de morango e correr atrás do rabo quando ninguém está olhando.

Se dá bem com todos os companheiros de time, principalmente com Órus que considera como sendo seu amigo fiel. A segunda melhor amiga acabou se tornando Sia devido ao jeito comunicativo dela. Os dois sempre estão colocando as conversas em dia e criando teorias sobre uma possível tensão amorosa entre Viny-Darius e Lilian-Aulus. Gosta da liderança de Alistair apesar de às vezes se deixar levar pelas provocações de Viny.




O ninho dos Gyarados
A felicidade de um povo


Órus iniciava sua dança muito bem marcada e as nuvens de chuva surgiam. As pessoas da vila olhavam para cima admiradas. As primeiras gotas de chuva tocavam o solo quente criando um choque de realidades. Cada vez mais a chuva intensificava enquanto o dewott já usava suas conchas para continuar a dança de forma mais devota possível. As pessoas se aproximavam rapidamente tentando armazenar o máximo de água que podiam. O gladiador e eu estávamos molhados, mas ver aquela alegria nos enchia. Por um momento, esquecíamos do motivo de estarmos ali em Piesok.

— Você não precisa pagar pela água. Ela é um direito de todos. — Me abaixei para ficar na altura dele enquanto sorria. — Mas meu amigo e eu agradeceríamos muito se você soubesse de algum lugar onde pudéssemos trocar de roupa. — Eu apontei para Aulus que sorria e fazia um gesto mostrando o corpo molhado e uma expressão de cachorro abandonado.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Seg 30 Jan 2017, 17:03

Off: eu tmb... adorava principalmente as meninas super poderosas e coragem o cão covarde :,)
Off¹: *Érica usa Smoke Ball para fugir (o(
Off²: atualizado )o)




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 10:20


Stylist e Gladiador sentiam-se felizes pelo o que haviam feito, observando as pessoas armazenando a água e desfrutando da chuva o máximo que podiam. Apenas alguns que não eram nativos da região tentavam se abrigar. Uma dupla de Stylist pareceu aproveitar a chuva e começaram uma apresentação usando alguns ataques de gelo, ajudando a reduzir um pouco mais a temperatura.

Lilian conversava com o mais novo, pedindo um lugar para que ambos pudessem se trocar. Cabelos e roupas grudavam na pele, bem como a areia molhada que, por mais que fosse lavada, parecia sempre voltar.

- Mãe dizia que nunca se nega ajuda. Podem ir pra minha casa, acho que a vó não vai se importar.

O menino sorria para a dupla, se virando e indicando o caminho, esperando que os dois o seguissem.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Qua 01 Fev 2017, 15:39

Off: Agora você fugiu mesmo e.e
Off¹: Sorry o post mini =X
Personalidade do Valor (Rufflet):
Valor parece possuir uma bateria infinita em seu corpo. A ave sempre está elétrica e agitada. Não gosta de ficar parado e se entedia facilmente. Quando fica entediado, começa e “encher o saco” de todos para tentar se divertir: prega peças (sem graça e pesadas), conta piadas (que todos são obrigados a rir), afronta falando alguma coisa etc. Também é muito sincero e não se importa se a verdade revelada vai magoar ou irritar alguém

Tem tendências a ser desobediente. Quando estiver fazendo birra, vai ignorar qualquer comando e usar a cabeça de Aulus como ninho. Em outros momentos, vai querer alterar os comandos dados só para mostrar que não é obrigado a nada.

Adora atingir o ego de Viny, Alistar e Darius, principalmente porque eles pegam corda facilmente. Morre de medo de Órus deixando ele isento de seus ataques. Tem uma relação entre tapas e beijos com Aulus. Gosta de parecer que não precisa do gladiador, mas sempre fica por perto, principalmente para dormir com ele.




O ninho dos Gyarados
Molhados


O pequeno nos convidou para ir para a casa dele onde poderíamos nos trocar. Olhei para Aulus com um sorriso e respondi:

— Nós agradecemos muito. Vamos, Aulus!? — Retornamos os pokémon para suas esferas e deixamos o pequeno nos guiar pelas ruas da vila. Apesar de molhados, estávamos aliviados depois do calor receptivo de Piesok e por termos feito algum bem ali.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Qua 01 Fev 2017, 17:17

Off: I'm free (o(
Off¹: sem problemas o/
Off²: atualizado ^.~




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 11:20

Lilian e Aulus aceitavam a oferta do mais novo, retornando seus Pokémon. A chuva ainda caia, as pessoas aproveitando ao máximo que podiam e tentando pegar cada gota que era oferecida sem precisar correr o risco de virar “petisco de Gyarados”.

A caminhada era lenta, devido ao movimento nas ruas e o menino ter que levar o jarro pesado, mas negando ajuda e dizendo que era dever do homem da casa providenciar suprimentos para família, parecendo orgulhoso e um pouco saudoso em falar aquela frase. Após mais algum tempo, finalmente chegaram a casa do rapaz.

O local era simples, assim como todas as outras casas. Uma casa de barro, com apenas buracos para formar janelas e porta ausente. O ambiente iluminado pela luz natural, sem qualquer sinal de energia elétrica ou água encanada no interior. Os cômodos pareciam se resumir a sala/cozinha e quarto. Existiam poucos móveis, uma senhora de idade avançada ocupando uma das poucas cadeiras e não os mirando. Outra porta ausente que parecia levar aos fundos da casa, a dupla vendo alguém passando de um lado para o outro.

-Vó, trouxe visita! Eles ajudaram a pegar água!
-Isso é ótimo Hadi... Quem são eles?
-Não perguntei!

A senhora riu, virando o rosto e mirando o trio com olhos cegos. O rosto queimado do sol apresentava algumas rugas, cabelos grisalhos, mais magra do que seria considerado saudável.

-Você é igualzinho sua mãe...

O rapaz riu sem graça, enquanto colocava o jarro encostado na parede, pegando um balde e correndo para os fundos, possivelmente para aumentar o estoque de água.

- Desculpem qualquer incomodo que meu neto tenho causado. Eu sou Kalila e este é meu neto Hadi. Em breve Nadia deve entrar e se apresentar adequadamente. E vocês? Como se chamam?

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Sex 03 Fev 2017, 12:39

Off: Mas ainda vou colocar os houndooms farejadores atrás da senhorita u_u
Personalidade da Mond (Henri):
Sempre está séria e com uma expressão fechada. Alguns mais desconfiados podem chegar a pensar que ela está sempre com raiva. Talvez por ter sido muito exigida durante o treinamento para servir como Pokémon de cadete, Mond está sempre sob estado de alerta. Atenta aos sons e ao ambiente, aos olhares e gestos de pessoas suspeitas, ela nunca para de “trabalhar”. É totalmente disciplinada e obediente, seguindo estritamente as ordens dadas. Não entende a necessidade de diversão, se mantendo sempre alheia aos momentos de descontração do grupo.

Apesar de tentar não deixar transparecer, é muito impaciente e se irrita facilmente caso esteja em contato com algum suspeito debochado. Também costuma perder o controle durante a mega evolução. Devido à nova força momentânea, acaba deixando escapar seu instinto assassino sob o véu de fazer a justiça acontecer. Quando está começando a ficar fora de controle, seus olhos vermelhos ficam desfocados e refletem bem a alma da canina no momento.

Os únicos prazeres que se permite é de aproveitar as noites com lua e de comer seus doces de chocolate com cherry berry. Durante as noites de lua cheia, seus olhos ficam mais vivos e intenso enquanto que nas noites sem lua, seu humor cai drasticamente.

Apesar de toda sua seriedade, ama seu grupo e sempre fará o possível para defender cada um, apesar de não demonstrar nenhuma afeição exterior. Tem um carinho especial por Henri sendo o único que pode tocá-la para fazer um carinho sem o perigo de receber uma mordida.




A casa do acolhimento
Quanto menor a casinha, mais sincero o bom dia


O garotinho nos guiava pelas ruas da vila. Quanto mais avançávamos, mais eu conhecia a realidade daquele lugar. O saneamento básico era quase inexistente e não havia sinal de que algumas casas possuíssem energia. Eu sorria quando olhava para o menino carregando de forma tão heroica o jarro. Mas também eu conseguia enxergar toda a dificuldade que era a vida dele ali. Se não tivéssemos ajudado, ele certamente teria se arriscado no lago.

Finalmente chegávamos à casa de nosso anfitrião. O lugar era muito simples e pequeno. Assim como as outras casas, não parecia ter sinal de energia elétrica por ali. Em uma das cadeiras, avistamos uma senhora que era a avó que o pequeno havia comentado antes. Entramos um pouco tímidos já que estávamos molhados.

— Não foi incômodo nenhum. Seu neto é uma criança muito especial. — Sorri para a senhora. — Eu me chamo Lilian Loyal.

— Sou o Aulus McGregory. Muito obrigado por nos receber.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Sex 03 Fev 2017, 15:30

Off: *amarra pedaços de bacon para despistar u.u
Off¹: atualizado ^^
Off²: dando um pulinho no tempo \o




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 14:00

Era impossível não reparar nas condições do vilarejo. Lugares onde saneamento básico era o mínimo que se esperava da residência, lá era um luxo que praticamente nenhum tinha. Talvez a loja de produtos naturais possuísse alguma coisa a mais, mas possivelmente não podia esbanjar de qualquer maneira. Lilian sorria para o mais novo, mas via as dificuldades que o povo enfrentava.

Finalmente na casa, a dupla se apresentava, embora ainda um pouco tímidos. A mais velha sorria e acenava.

-Eu que agradeço. Aqueles Gyarados... – A senhora suspirou, como se recordasse algo doloroso. – Eu realmente odeio pedir para ele ir buscar água, mas já não tenho mais condições... Por favor, sintam-se a vontade e almocem conosco, como forma de agradecimento.

A dupla agradecia, a chuva começava a se tornar mais escassa, finalmente terminando, quando a criança e uma jovem entravam novamente. A garota parecia nova demais para ser a mãe da criança, reclamando com uma vassoura quebrada e afirmando que um dia teria um Heatmor para comer os Durantes, usando palavras bem menos adequadas.

-Nadia, foi o Pokémon dele que fez a água cair do céu!

A mulher parou de reclamar e encarou a dupla, pela primeira vez reparando neles. Os cabelos longos e ruivos enrolados em um coque molhado, usando o pedaço da finada vassoura para segurá-los no lugar. Os olhos azuis os mirando por alguns segundos

-Nadia, prazer... E por último: Amo vocês!

Sem esperar, a garota abraçava a dupla, se afastando em seguida, indicando o quarto para que Lilian e Aulus se trocassem. Após mudarem para roupas secas, conversaram um pouco com a senhora de idade e Hadi. A pergunta de onde estava os pais do mais novo pareceu deixar a senhora desconfortável, mas o menor a respondia sem parecer se importar muito.

-Pai saiu pelo deserto, dizendo que ia falar com as autoridades pra tentar melhorar a situação do nosso vilarejo.
-Ele é um irresponsável isso sim. Saiu numa missão suicida pra tentar obter ajuda pra um lugar que ninguém lembra e levou nossa única barraca! – Nadia gritava da “cozinha”, onde preparava o almoço.
-A mãe foi atacada por um Gyarados...

Lilian e Aulus ficaram momentaneamente sem saber o que dizer. Nadia surgia com o almoço, a refeição era fraca e mal enchia o estômago da dupla.

Enquanto isso, diversos carros chegavam ao vilarejo. Henri finalmente podia se esticar e estava grato por não ter mais que aguentar a cantoria dos Stylists na parte de trás do veiculo. Os recém-chegados conversavam entre si, se perguntando se ainda haveria vagas na loja de produtos naturais, coisa muito pouco provável.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Dom 12 Fev 2017, 16:58

Off: BACON @w@ *começa a brigar com os houndooms pra pegar bacon
Off¹: Tô meio atrasado neh!? ^_^"> Tava lavando o cabelo XD
Off²: Sem personalidade nesse post por motivos de preguiça pressa




A casa do acolhimento
A triste realidade de um vilarejo


A senhora era muito receptiva e procurava nos deixar à vontade. Sentíamos em sua fala o pesar por ter que pedir ao garotinho que buscasse a água. O sentimento de impotência chegava a mim e a Aulus e nos comovia. Aos poucos ouvíamos a chuva ficando mais escassa até enfim terminar. O garotinho retornou sendo acompanhado por uma jovem que parecia estar estressada devido a durants. Ao menos foi o que eu havia entendido. Quando a senhora revelou que fora Aulus que invocara a chuva, a ruiva correu para nos abraçar com palavras de afeto. Ficamos sem jeito, principalmente ele que soltava um sorriso meio bobão.

— Apenas queria ajudar... — Ele sorriu desviando o olhar para baixo enquanto passava a mão por detrás da cabeça.

Dali fomos guiados até um quarto onde pudemos nos trocar. Claro que revezamos no quarto porque não iríamos nos trocar um na frente do outro. Voltamos para a sala e tentamos socializar um pouco com nossos anfitriões. Nossa curiosidade acabou nos conduzindo a um assunto delicado. O pequeno Hadi perdera seus pais. O pai que saíra em busca de ajuda ou abandonara a família, ou acabou morrendo na travessia do deserto. Mas o caso da mãe era mais delicado e triste.... o ninho dos gyarados... Ficamos em silêncio. Eu engoli em seco e não sabia o que dizer a respeito daquilo. Eu sentia que qualquer palavra de conforto seria inútil. O pequeno Hadi caminhava pelo mesmo perigo.

O clima apenas fora quebrado com a refeição que chegava e era posta à mesa. Era pouco alimento e, mesmo depois de termos finalizado o almoço, parecia que ainda não estávamos saciados. Mas eu também sentia uma leve culpa por estar dando trabalho a essa família.

— Muito obrigada pela refeição. — Sorri para Nadia. — Vocês poderiam nos ensinar onde fica a estufa da vila?

Thanks Panda







A vila
Carregar malas com um ombro doendo não é fácil


Depois de uma longa viagem, finalmente chegava à vila. Enquanto eu olhava pela janela do carro, já fazia uma leitura da realidade social da vila. Quando o carro parou, saí apressado para esticar minhas pernas e espreguiçar os braços. Era um alívio não ter a rádio de stylist ligada ao meu ouvido. Esses últimos dias foram uma tortura e, infelizmente, uma das músicas estava na minha cabeça. Olhei para dentro do carro e vi minhas bolsas e depois olhei para o meu braço. Suspirei e peguei duas esferas de dentro da bolsa. Os raios vermelhos surgiram e revelaram Han’ei e Leon.

— Leon, pegue minha bolsa de missão, por favor. Han’ei, tome esta aqui. — Entreguei ao felino a bolsa do dia-a-dia. Depois peguei a mala e joguei por cima do ombro que não estava debilitado. Olhei ao redor espremendo os olhos devido ao Sol forte. Avistei o PEVOAK e já seria minha primeira parada, mas, após ver algumas pessoas saindo com uma expressão de desapontamento, logo entendi que não haviam mais vagas. “Isso é o que dá chegar em cima da hora...”Pessoal, acho que vamos ter que arrumar alguma pessoa bondosa para nos abrigar. Mas antes, precisamos comprar algumas coisas. — Eu não sabia se a fama dos cadetes era boa em Piesok, mas eu precisaria contar com a misericórdia de algum morador para não passar a noite na rua. Mas antes, passaríamos na estufa para comprarmos algumas berries. Olhei para o céu sem nuvens e suspirei.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Dom 12 Fev 2017, 18:53

Off: I'm freeee (o(
Off¹: um pouquinho XD mas agora as coisas vão ficar mais divertidas What a Face
Off²: no problems XD pode narrar o encontro entre Lilian e Henri dentro da estufa Wink




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 14:25

A dupla ficava sem jeito pelo abraço e palavras da ruiva, em especial o Gladiador. Após vestir as roupas secas, Lilian e Aulus socializavam com a pequena família, aprendendo um pouco sobre o mais novo e ficando sem saber o que falar. A Stylist sentia-se levemente culpada pelo trabalho que dava a família, mas o trio não parecia se incomodar.

-Não agradeça. Graças a vocês, estamos com um bom estoque de água e não vamos precisar arriscar nossos pescoços com aquelas...
-Nadia... Controle o linguajar, por favor.

A ruiva sorria sem graça para a anciã, enquanto o mais novo apenas mirava confuso, perguntando o que havia perdido. Perante a pergunta de Lilian, Nadia ficou pensativa alguns instantes.

-Preciso comprar algumas sementes, então podem me acompanhar até lá, só preciso deixar umas coisas prontas aqui.

Concordando, Stylist e Gladiador esperaram a ruiva limpar a louça e preparar um frasco, entregando para a mais velha que sorria grata. O caçula se armava com a vassoura quebrada, afirmando afastar todos os Pokémon que se aproximassem da horta durante sua ausência.

Henri sentia-se aliviado em poder se esticar, analisando o local. As casas simples, nenhum tipo de luxo visível. Nada promissor, mas pelo menos, a rádio Stylist finalmente acabava. Uma das músicas havia se fixado em sua mente de forma persistente, infelizmente. O braço ainda estava engessado, o que poderia dificultar um pouco as coisas. As bolsas eram divididas entre Cadete e Pokémon, que seguiam pelas ruas do vilarejo.

O plano de ir para a loja de produtos naturais logo era alterado. A julgar pela quantidade de pessoas pelas ruas, bem como barracas, era certo de que não haveriam mais vagas. Teria que contar com a bondade das pessoas do vilarejo, optando por primeiro ir para a estufa comprar algumas coisas.

O Recruta perambulava pelas ruas tentando encontrar a loja. Henri encontrou a loja alguns minutos depois, vendo uma mulher ruiva com roupas comuns da região, uma jovem de cabelos claros e um rapaz alto e loiro entrando na loja. Lilian e Aulus analisavam os itens da estufa, enquanto Nadia ia direto falar com o vendedor e tentar obter as sementes.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Henri Sollari em Seg 13 Fev 2017, 01:21

Off: Sorry o post grande =x Quis tentar adiantar as coisas
Off¹: "mas agora as coisas vão ficar mais divertidas" traduzinho: "mas agora vou começar a fazer você sofrer" e.e
Off²: Aulus pegou 2 cxs de cada berry (Lum e Sitrus) e vai uma de cada pra Lil e pra ele. Henri 1 cx de cada.
Off³: Será que dá tempo pra ensinar algumas tms?




A estufa
A misteriosa garota


Andar com a mala sobre o ombro e com o Sol de Piesok não era nada bom. Eu começava a suar e praticamente a me rastejar pelas ruas da vila. Eu olhava para Han’ei e Leon e ficavam com pena deles. As bolsas não eram pesadas como a mala, mas eles não eram pokémons de grande porte. Por mais que eu não desejasse cansá-los, eu precisava da ajuda deles. Ao longe finalmente avistei a estufa com suas paredes inconfundíveis. Um grupo que entrava no local me chamou atenção. Senti ter avistado alguém conhecido, apesar de não conhecer muitas pessoas.

Adentrei a estufa e segui sendo acompanhado pelos dois pokémon. Eu passeava pelo lugar admirando seu interior. Haviam lugares organizados com as caixas de berries já separadas. Também alguns vasos com plantas distribuídos, sementes, adubos e afins. Também tudo era bem organizado para manter a saúde das plantas que cresciam ali.

Meus olhos passeavam por entre os vasos quando eles se encontraram com um par de olhos verdes vindos da direção em que eu ia, porém do outro lado da mesa. A jovem me fitava com uma expressão curiosa e questionadora enquanto passava a mão levemente sobre as folhas de algumas plantas. Eu não sabia explicar o que eu sentia no momento, mas me vi preso naquela troca de olhares e senti que desacelerei meu andar. O coração acelerou e parecia querer me forçar a falar algo com ela. Eu sentia que já a conhecia. De Nyender talvez? Não lembrava...

— Ei, peguei duas caixas da Lum e da Sitrus Berry. — O jovem loiro se aproximava e a sua voz parecia trazer de volta a jovem de um transe. — Você quer ajuda com isso? — Ele olhava para mim guiando o olhar da minha tipoia para a mala.

— Desculpe-me minha rudeza por não ter oferecido ajuda antes.... acabei me distraindo... — A jovem finalmente falava com um tom de voz receoso. — As duas caixas de cada estão ótimas, Aulus.

Antes mesmo que eu pudesse responder ao jovem, ele já dava a volta na mesa para pegar a mala do meu ombro.

— Obrigado. — Sorri para ele. — Eu me chamo Henri Sollari. Cadete e detetive ao seu dispor. E estes são Han’ei e Leon, meus companheiros. — Estendi a mão para ele e nos cumprimentamos. Senti que a jovem se retraiu com minha saudação.

— Sou o Aulus McGregory. Gladiador e nadador. — Nós dois olhamos para a jovem esperando ela se apresentar, mas ela hesitou por um momento. Percebi que o gladiador fizera algum sinal pra ela.

— Ah... Me chamo Lilian... Loyal e sou uma stylist em início de carreira.“Lilian”. Esse nome ecoava em minha mente e parecia já estar presente aqui há muito tempo. Mas nada vinha à minha mente.

— Aliás... — O gladiador se manifestava novamente enquanto Lilian ainda me fitava. — A julgar pelo fato de você estar com suas malas, acredito que não tenha conseguido abrigo ainda, não é?

— Cheguei praticamente agora e decidi vir à estufa primeiro. Mas realmente estou desabrigado. — Sorri sem jeito olhando de soslaio para Lilian.

— Podemos te ajudar a encontrar algum lugar, ou talvez dê para ficar na casa onde estamos. Não sei. Podemos falar com Dalia que está logo ali. Mas sei que andar por aí com tantas bolsas e um braço engessado não é muito legal. Não é, Lil? — Silêncio. — Não é, Lil?

— Sim, sim. Claro. E-eu vou aguardar vocês lá fora. Estou achando aqui um pouco abafado. — A stylist se virou e deixou a estufa sendo seus longos cabelos brancos a última coisa que avistei passar pela porta.

— Não se preocupe. Ela é um pouco tímida e, desde que chegamos aqui, temos presenciado toda essa realidade complicada.

— Percebi isso. Mas desde já, obrigado, Aulus. Literalmente você tirou um peso de meus ombros. Vou apenas pegar algumas berries e poderemos partir.

Realmente fora muita sorte encontrar pessoas tão dispostas em ajudar assim. E, além disso, ainda teria a chance de conhecer melhor aquela garota que tanto perturbava meus pensamentos. Segui pela estufa para pegar uma caixa de Lum Berry e outra de Sitrus.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Seg 13 Fev 2017, 17:10

Off: no stress ;)
Off¹: quem sabe?... What a Face
Off²: em breve atualizo \o
Off³: da sim \o/




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 14:50

Após sofrer com o sol escaldante do vilarejo, praticamente se arrastar pelas ruas confusas, mas também sentindo pena de seus Pokémon que o ajudavam com o peso, finalmente chegava no local que procurava. Estranhamente, pensou ter visto alguém conhecido, embora não conhecesse muitas pessoas.

No interior, enquanto avaliava os itens, os olhos do Cadete e da Stylist se encontraram, se prendendo um no outro. A sensação de se conhecerem surgia, mas a memória não indicava onde ou quando possam ter se encontrado. A dupla só desviava o olhar com o surgimento do Gladiador, avisando os itens que havia pegado e perguntando se Henri queria ajuda.

O trio conversava brevemente entre si, se apresentando. Lilian ficava receosa, o nome da jovem ecoando na mente do Cadete e soando familiar, mas novamente, sua memória não dizia da onde. A jovem se retirava da estufa, o Gladiador informando que era muito tímida e que ainda estavam se acostumando com a realidade, voltando a comprar os itens e encontrando Nadia comprando algumas sementes, claramente irritada e resmungando, e o vendedor com uma bela marca de um tapa no rosto.

-Já terminaram? Conhecendo aqueles insetos, eles vão voltar logo... – A ruiva mirou o Detetive. – Quem é esse?

Após se apresentarem e pagarem pelos itens, Aulus perguntou para a ruiva sobre a possibilidade de Henri ficar na casa. Ela deu de ombros.

-A casa é da Kalila, ela quem vai poder responder. Sou só uma hospede temporária até reerguer minha casa... E num lugar longe de Gyarados...

A última parte foi mais um sussurro, mas não era difícil para a dupla que viu o ninho de reprodução dos Gyarados juntar as peças e perceber que a casa dela foi um dos alvos das serpentes marinhas.

Seguiram a caminhada tranquilamente, com Lilian em silencio e olhando Henri de soslaio. O cadete a mirava algumas vezes. Aulus e Nadia conversavam com os dois, constantemente os trazendo de volta a realidade. Ao chegarem, viram Hadi com um olhar choroso, puxando uma pelúcia e, do outro lado, um Durant irritado, pelo menos até ela rasgar e o menino abrir um berreiro. Ao perceber a chegada de mais pessoas, o Pokémon fugia.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Qua 15 Fev 2017, 15:51

Off: Deixei as TMs para o próximo post senão ia ficar muito grande e.e
Personalidade Demônio do Deserto (Henri):
Henri acabou dando o título de Demônio do Deserto para o trapinch shiny, mas geralmente apenas o chama de Demon. Demon é muito antissocial e não gosta de ficar no meio dos outros e nem das brincadeiras de Han’ei. Prefere ficar sozinho com seus pensamentos. Assim como Mond, será impossível ver um sorriso em seu rosto. Gosta de se manter sempre sério para realizar suas ordens com eficácia.

Errar é sinal de fraqueza. Diversões são fraquezas. Ele se mantém longe de tudo que possa trazer fraqueza para si, apesar de possuir um ponto fraco. Acredita que a dominação vem pela força e pelo cetro de ferro. Por isso admira Cornélios e seu modo de liderar os cadetes. Não irá economizar esforços para executar tudo de forma ímpar. Por vezes, pode se tornar agressivo para chegar à conclusão de seus objetivos ou usar de estratégias consideradas sujas. O importante é a missão.

Apesar de repudiar todo indício de fraqueza, Demon possui seu calcanhar de Aquiles. Demon é extremamente guloso. Para ele, a maior grandeza dos humanos é a capacidade de misturar diversas coisas e construir diversos sabores. Sua maior paixão são os rodízios onde consegue fazer um bom prejuízo. Quando está satisfeito, fica com as patas para cima e apaga.

É obediente a Henri, mas sabe que o cadete não tem forças suficientes para fazer o necessário. Por isso, vai mudar estratégias quando achar conveniente. Procura não se envolver afetivamente com os outros pokémon, mas mantém uma boa relação para que a sinergia nas estratégias seja eficaz. Algumas vezes vai convidar os outros para treinar sendo Mond e Shen os únicos que aceitam.




A mil passos de casa
Conflitos internos: família?


Fora da estufa, em meio aquele clima quente e seco, eu me sentia submersa em águas profundas. A luz ia se afastando dando lugar ao caos e ao turbilhão. Sentia que alguém envolvia meu coração em suas mãos e o pressionava a ponto de estourá-lo. Eu sentia algo desesperador dentro de mim. Sacudi a cabeça e tentei me organizar novamente.

“Sollari.” Este não era um sobrenome comum. Quando o cadete pronunciou, meu corpo estremeceu. Este também era meu sobrenome. Nunca fora segredo para mim que eu era adotada. Meus pais sempre foram claros comigo. Porém, havia prometido a mim mesma a nunca procurar saber nada sobre a família que me abandonou. Apesar de ter ganho um anel da família, que até hoje carrego comigo, nunca me interessei por essas pessoas. Não me importavam os motivos que os levaram a me entregar à adoção. De qualquer forma, eu era grata pela família que havia me acolhido. Eu fui escolhida pelos meus.

Mas agora era diferente. Dentro daquela estufa estava alguém que certamente era meu parente. Primo? Irmão? Essas possibilidades me inquietavam. Além do fato de não ser apenas o sobrenome que me despertava tais sentimentos, mas algo em mim dizia que eu já o conhecia. “Henri.” Esse cadete se assemelhava muito ao homem que eu via em meus sonhos, porém mais jovem. Quanto mais eu pensava nisso e ligava as coisas, mais eu me sentia envolta na confusão de história que eu nem queria estar envolvida.

Por algum motivo nos encontramos na estufa e eu estava disposta a descobrir mais sobre ele e sobre sua família. Mas não quero que ele pense nada sobre mim. Por isso mesmo apenas dei o sobrenome de meus pais adotivos. “Quem é você, Henri Sollari?”

Eu ainda estava perdida em meus pensamentos quando eles deixaram a estufa.

— Vocês demoraram! — Falei mostrando um sorriso meio embaraçado.

Piesok não era muito grande, mas parecia que estávamos uma eternidade a caminho de volta para a casa que nos havia acolhido. Aulus fizera o favor de ficar conversando com Dalia me deixando totalmente avulsa. Eu nunca havia conversado sobre minha família com o gladiador, mas certamente ele percebera a correspondência dos sobrenomes e o fato de eu ter usado o de meus pais adotivos. Mas isso era conversa para outra hora.

O detetive seguia em silêncio. Hora ou outra eu o olhava com o canto do olho. A semelhança era inegável. Mas o que me chamou a atenção foi o bracelete em seu braço. O material parecia ser igual ao de meu anel. Além disso, tinha o mesmo símbolo. Aquele “S” indicando a marca da família. Ele não era um Sollari qualquer. Ele era meu parente. Parei por um momento e deixei eles seguirem à frente. Meu coração pulsava rápido. Eu não queria me envolver com essa família, mas diante de mim estava alguém de meu próprio sangue.

— Aconteceu algo? — Henri se virou para mim com o olhar curioso por eu ter parado.

— Pensei ter deixado cair algo. — Sorri um pouco desajeitada e corri para alcançá-los novamente.

Quando chegamos à casa de Kalila, nos deparamos com Hadi choroso devido a um durant ter rasgado sua pelúcia. Me aproximei dele e me abaixei ficando à sua altura.

— Não fique assim, Hadi. — Passei a mão sobre sua cabeça e voltei meu olhar para Dalia e Kalila. — Se alguém tiver uma agulha e linha, posso tentar costurar. Minhas habilidades não são muito boas, mas quem sabe dá certo.

Caso houver a agulha e linha na casa:
Ativar Habilidade de Corte e Costura nv.1

— E também queríamos perguntar se nosso amigo pode ficar conosco. Ele chegou atrasado como sempre, não é Henri? — Aulus já se fazia de amigo para conseguir a hospedagem para o cadete.

— Acabei me machucando no caminho! — E eis que ele entra no jogo. Respondeu com um sorriso bobo enquanto mostrava a tipoia. Olhei pra ele por cima dos olhos. Confesso que acabei me perdendo em seu sorriso.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Qua 15 Fev 2017, 17:19

Off: ok XD em breve atualizo ficha Wink  
dei uma corrida no tempo, mas ainda tem tempo pra ensinar as TMs ^^v




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 16:05

A mente da Stylist estava em um emaranhado confuso de pensamentos e possibilidades. Parecia que estava em águas profundas e não conseguia respirar, sempre havendo uma nova onda para jogá-la de volta para o fundo. Quem era o rapaz? O sobrenome não era comum, abrindo a possibilidade de ser um parente de sangue. O nome familiar, como se o tivesse escutado a muito tempo, mas sua memória não sabia dizer quando ou onde. O rosto, embora mais jovem, já havia surgido em seus sonhos, contribuindo para a confusão que sua mente se encontrava.

De volta a casa de Kalila, o pequeno grupo se encontrava com a criança chorosa. Lilian se aproximava do pequeno, o acalmando e perguntando se havia agulha e linha no interior. A ruiva vasculhava a casa enquanto os outros cumprimentavam Kalila. Outra senhora conversava com a proprietária, a idade aparentemente semelhante, mas um pouco mais baixa e possuía olhos verdes brilhantes e penetrantes.

-Da pra arrumar?

Hadi limpou o rosto e acalmava o choro, mirando a Stylist com expectativa enquanto a jovem olhava o que estava em suas mãos. Uma pelúcia pequena de Jirachi, mas duas das três fitas já haviam caído. As faixas amarelas estavam rasgadas e, devido a isso, tinham tamanhos diferentes. Os olhos foram substituídos por botões pretos, mas não foram bem colocados e estavam folgados. Vários remendos brancos, e graças ao Durant, a cabeça e o corpo estavam separados. O recheio foi substituído por areia, ou era normal naquela região.

Nadia surgia com linha branca e amarela, além de uma agulha, entregando para Lilian. Não era muito, mas já serviria. Enquanto a jovem remendava, os outros explicavam brevemente o acontecimento.

-Mas é claro que pode ficar. – Kalila respondia de forma gentil, o rosto virado para a origem das vozes.
-Você é muito mole. - A senhora de olhos verdes comentou.
-Roxane, Jafar não é simpático e já deve estar cheio. - Kalila respondeu.
-Se não fosse a convocação, eles não estariam aqui.

Roxane afirmava, os braços cruzados e olhar emburrado. Kalila suspirou, balançando a cabeça e já sabendo que não adiantava discutir.

-Onde eu havia parado na história mesmo? – Roxane comentou de repente.
-Eu adoraria ouvir, mas tenho que ir ver se a horta não foi atacada! Bye!

Nadia saiu correndo, como se estivesse fugindo, deixando o trio confuso, mas logo se esclareceu quando a senhora começou a contar sua história. A principio era fascinante a forma como ela relatava ter ajudado Shaymin em batalhas, mas conforme avançava, a história se perdia e se misturava com outras. Em um momento era Shaymin, depois o Jirachi, para depois o pequeno Mew, este último sendo impossível por causa dos anos que a guerra durou. Quando alguém tentava falar, ela solicitava silencio, se perdendo na história e a tornando ainda mais confusa. Parecia não ter fim.

Aulus se salvou dizendo que ia ajudar Nadia a proteger a horta, desculpa que Henri não podia usar por causa do braço. Roxane não era cega, infelizmente. Lilian se distraia com a costura, com Hadi ao seu lado e dormindo com o rosto sobre a mesa após meia hora de história sem fim. Parecia que a única que ouvia era Kalila, mas quando Henri a mirou, o cadete ouviu um ronco baixinho e suave, deixando claro que não foi apenas Hadi que dormiu. Havia algumas lições de moral, com a senhora reforçando o quão importante a união e trabalho em equipe foram, assim como a confiança um no outro, mas após mais de uma hora, os dois Sollari não aguentavam mais. Por sorte, a dupla que protegia a horta voltava.

-Roxane, desculpe interromper, mas os ventos estão se fortalecendo. Possivelmente uma tempestade de areia está chegando...

Roxane suspirou tristemente, se levantando.

-Tudo bem... Amanhã eu volto para terminar a história de como ajudei Deoxys na guerra.

Henri e Lilian tinham vontade de comemorar, mas se continham. Hadi despertava com o movimento ao seu redor, bocejando e recebendo a pelúcia de Jirachi remendada, sorrindo alegremente e abraçando Lilian, agradecendo-a. Kalila era despertada pela ruiva, guiando Roxane até a porta.

-Antes que me esqueça, já que vocês dois foram educados e ouviram minha história, tomem isto como um presente. Tenho certeza de que será mais útil para vocês do que para mim.

A senhora baixinha entregava uma TM para cada um, ambos descobrindo que era a TM Surf e a agradecendo. Roxane prometeu voltar no dia seguinte para terminar a história, algo que ninguém da família estava animado, e partiu.

Todos estavam aliviados, mas infelizmente, a tempestade de areia não era mentira. Todos fechavam as poucas janelas que podiam ser fechadas, Nadia e Aulus empilhavam sacos de areia nas outras janelas e portas, esticando panos grossos e os prendendo, garantindo que a areia não iria invadir o local. Poucos minutos depois, a tempestade começou e tudo o que podiam fazer era esperar.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Henri Sollari em Qua 15 Fev 2017, 19:58

Off: TMs \o/
Spoiler:

MOND
Flamethrower ---- sai Ember

LEON
Dig
Iron Tail

DEMON
Earthquake --- sai bulldoze

SHEN
Surf
Double Team

CERNUNNOS
Grass Knot
Protect

DARIUS
Surf --- sai growl

ARIEL
Double team --- sai growl
Protect --- sai sand-attack

SIA
Dark Pulse

VALOR
Attract
Shadow Claw




O Olho da Tempestade
Quando a areia bate à porta


Lilian realmente era uma pessoa admirável. A jovem, ao ver os prantos da pequena criança, logo se dispunha a ajudá-lo. A pelúcia estava bem desgastada, mas era visível que a mesma possuía um valor especial para o pequeno. A stylist pegou em seus braços e analisou com cuidado o estado do paciente. Assim que a jovem ruiva reapareceu com a linha e a agulha, Lilian começou a trabalhar.

A matriarca da casa era uma idosa. Notei que a mesma não possuía a visão, o que me fez refletir momentaneamente o que causara aquilo. Ao menos agora eu não estava mais desabrigado. Outra senhora estava ali, uma visita, e muita disposta a contar uma história. A ruiva, assim que soube que a história se iniciaria, correu para fora da casa para cuidar do jardim.

Quando a idosa começou a contar a história, aparentemente pareceu que sairia algo interessante dali. Porém, com o avançar do conto, tudo foi se tornando uma bela bagunça. Olhei para o gladiador com uma expressão de “salve-me”, mas ele deu de ombros. Na verdade, Aulus conseguira inventar uma desculpa dizendo que iria ajudar a ruiva no quintal. Cerrei ele com os olhos já que eu não poderia utilizar da mesma artimanha. Mirei Lilian e vi que ela estava concentrada na costura. Ao menos estava amenizando o sufoco que era ouvir aquela história. Juro que tentei conectar as informações que a senhora dava, mas era completamente impossível.

Depois de uma eternidade, a ruiva adentrava a casa novamente avisando que uma tempestade se aproximava. Isso foi a deixa para que a senhora encerrasse a história sem fim. Percebi que a stylist parecia aliviada com aquilo tanto quanto eu. Para nossa surpresa, nossa contadora de histórias nos presenteou com a TM Surf para mim e para Lilian. Ao menos toda a tortura havia valido a pena. Ao lado da stylist, um feliz Hadi segurava sua pelúcia concertada.

Eu já ia usar isso para puxar algum assunto com a stylist, mas o clima lá fora ficava mais intenso. Ao final de tudo, não era mentira que uma tempestade se aproximava. Todos que podiam começaram a ajudar a fechar a casa para nos manter em segurança. Pelo som vindo de fora, não era nem um pouco convidativo ir lá fora.

— Essas tempestades costumas demorar? — Lilian se aproximou de uma das janelas lacradas e tentava vislumbrar algo. Aulus se aproximou dela por trás e tocou em seu ombro como forma de consolo.

— Você sabe oficialmente o que irá acontecer aqui? — O gladiador se virou para minha direção e falou baixo cuidando para que nem a criança e nem a idosa ouvisse a pergunta. Eu me aproximei deles como se fosse olhar pela janela também.

— Eu sei aquilo que você já sabe... — Como gladiador, tinha certeza que Aulus sabia que o motivo daquela convocação em grande escala era para proteger a vila do ataque das gangues. Dada a nossa localização, nossos inimigos certamente seriam os armagedon. Lilian se virou para mim com uma expressão preocupada.

— Nenhum de nós pediu para estar aqui. Eu não sei o que fazer em tal situação. Eu não queria estar aqui. — Era nítido em seus olhos a vontade de se entregar às lágrimas, mas, repentinamente, senti chamas em seu olhar. — Mas, e estas famílias? — Ela mirou Hadi brincando com a pelúcia e continuou. — Temos que protegê-los!

— Nós iremos, Lil! — Aulus tentava consolá-la. — Por isso, acho melhor nos prepararmos desde já. Não sabemos como as coisas irão se desenrolar.

Tanto eu quanto Lilian concordamos com o gladiador. Nós três nos sentamos ao chão e colocamos nossas TMs visíveis. Primeiramente, liberei meus dois novos pokémons que ainda não conhecia. Eram dois espécimes diferentes que eu nunca havia visto. Nem mesmo a stylist e o gladiador haviam visto aqueles pokémon antes. Ao menos, dava para associar sua fisionomia ao type.

— Sinto muito em só conhecê-los agora em uma situação tão conturbada. Mas desde já, sejam bem-vindos à equipe. Estes são Lilian e Aulus. — Os dois pokémon nos saudaram e continuaram a nos observar curiosos. Me virei para o sapo. — Você se chamará Shen. E você será Cernunnos.

Com os novos membros batizados, começamos a distribuir as TMs entre os pokémon. Também aproveitei para equipar Mond com a houdoomite e colocar meu Mega Ring em meu bracelete de família. Notei que a stylist parecia analisar meu bracelete com certa curiosidade. Eu apenas conhecia a mega evolução através de livros, o que talvez seria perigoso usá-la em um embate de vida ou morte. Deixaria ela para última opção. Lilian equipou o Exp. Share no Snivy dela (que me olhou com cara de poucos amigos).

Não sabíamos quanto tempo a tempestade duraria, mas estávamos parcialmente preparados.

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Qua 15 Fev 2017, 22:45

Off: em breve atualizo ficha ^^-  




1° dia em Piesok
Quinta-feira, 18:00

O cadete mirava a Stylist concertando a pelúcia, percebendo que devia ter algum valor a mais para o mais novo do grupo. A curiosidade sobre como a senhora perdera a visão surgia, mas optava por não tocar no assunto no momento, agradecendo por não estar desabrigado. Todavia, talvez não fosse tão ruim assim procurar outro lugar para se abrigar.

A história sem fim de Roxane fez Henri sentir saudades da rádio Stylist, cerrando os olhos por não poder usar a mesma tática que o Gladiador havia usado. Tentava conectar os pontos da história infinita, mas era impossível. A tempestade de areia parecia uma dádiva de Arceus naquele instante e, após a tortura, a dupla recebia uma recompensa.

Os planos de Henri de tentar puxar assunto com Lilian eram adiados. A tempestade piorava e a jovem perguntava sobre a duração das tempestades de areia, tentando ver alguma coisa do lado de fora. A areia voava e pode ver alguns Pokémon buscando abrigo, mas a visualização se tornava menor a cada instante. Nadia se aproximou dela, mirando também o lado de fora.

-Se tivermos sorte, é uma nuvem pequena de areia e irá durar alguns minutos... Se tivermos azar, então é uma nuvem grande e irá durar dias.

Após alguma avaliação, a ruiva suspirou desanimada, parecendo segurar algum palavreado mais baixo, antes de se afastar. Claramente não estava feliz com a conclusão que havia chegado.

-Vamos ter que economizar água e comida. Pelo o que consegui ver, estamos com muito azar.

Após as últimas palavras de Nadia, o trio voltou a mirar o lado de fora com preocupação. Por mais que tivessem conseguido obter muita água, Lilian e Aulus sabiam que a comida era escassa. Henri, Lilian e Aulus conversavam entre si, a Stylist confessava que não queria estar lá, mas estava determinada a manter as pessoas seguras.

Desejando se preparar, começaram a verificar as TMs e itens que possuíam, preparando seus Pokémon para o momento. Pokémon novos saiam das esferas do cadete, sendo nomeados por seu treinador e apresentados ao resto do grupo.

As corriam e o único som era a tempestade do lado de fora. A criança, guiada pela curiosidade, se aproximava dos Pokémon, mas demonstrando alguma timidez. Kalila e Nadia conversavam sobre o estoque e fazendo um planejamento. Lilian, Henri e Aulus conversavam, começando a sentir o tédio se aproximando devido a falta de coisas para se fazer naquele momento. A noite se aproximava, e talvez fosse pela tempestade, ou por estar tudo bloqueado, a casa parecia mais escura, mas Sia ajudava a iluminar o ambiente. A tempestade do lado de fora se tornava ainda mais forte. Tudo estava em paz, até que todos ouviram o som de uma explosão em algum ponto distante.

-Deve ter sido um Gyarados usando Hyper Beam. Um dia vocês se acostumam.

A ruiva avisou brevemente, tentando tranquilizar o trio que não se sentia tranquilizado com a ideia de Gyarados usando Hyper Beam às cegas por causa de uma tempestade de areia. A naturalidade que Nadia dizia, bem como o comportamento de Hadi e Kalila, claramente acostumados, não ajudava a relaxar o grupo convocado.

Após alguns minutos, no entanto, outra explosão era ouvida próxima demais de onde estavam. Todos se miraram preocupados, quando uma sirene foi ouvida. A criança cobria os ouvidos assustada, a ruiva parecia surpresa e sem saber como reagir, já a mais velha parecia rezar baixinho. O vilarejo estava sendo atacado!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Sex 17 Fev 2017, 17:54





O Olho da Tempestade
O ataque. A defesa.


Nenhum de nós esperava por uma tempestade naquele momento. Talvez fosse ingenuidade nossa. O deserto é conhecido não somente pelo seu extremo calor e frio, mas também pelas tempestades de areia. Nadia se aproximou e esticou o olhar por entre as frestas da janela. Segundo a ruiva, aquela era uma tempestade comum que poderia tanto ser breve quanto perdurar por dias. Mas o maior problema seria se a tempestade realmente perdurasse por mais dias o estoque de comida e água seria reduzida a nada (isso se durasse até o fim da tempestade). Quanto mais o tempo avançava, mais escuro ficava. Sia era uma fonte de luz auxiliar, mas mesmo assim não supria toda a casa.

— Eu queria muito poder ter um tempo para conversar contigo... — Henri se aproximou de mim falando um pouco baixo. — mas gostaria que fosse apenas nós dois. — A princípio, engoli em seco. Imaginei que talvez ele estivesse se lembrando de algo ou fazendo alguma associação, mas depois percebi que seria uma boa oportunidade para descobrir algo. Afinal, até onde eu sabia, eu tinha mais vantagem de conhecimento sobre essa estranha relação.

— Claro que... — Uma explosão ao longe interrompeu minha fala e me assustou. Aulus já estava grudado à janela tentando enxergar algo. Me aproximei dele e tentei olhar pela janela. — O que houve lá fora!?

Não parecia ser nada sério segundo Nadia. Os gyarados, disse ela. Eu quase havia esquecido da presença de tais pokémons tão próximos da vila. Além disso, essas serpentes marinhas possuíam um alto poder destrutivo. “Por que um ninho logo aqui?” Suspirei tentando me acalmar, mas meu coração ainda estava acelerado pelo susto. Porém, a paz não permaneceria por muito tempo. Poucos minutos depois da primeira explosão, outra ocorria, porém mais alta indicando sua proximidade. Ou os gyarados resolveram invadir a vila, ou o motivo da convocação se revelava.

Arregalei meus olhos e fiquei paralisada de costas para a janela. Minha vontade era de me jogar ao chão e procurar proteção, mas haviam inocentes ali. De algum modo, eu sentia que precisava ser forte, mas a paralisia ainda me prendia.

— Vou lá fora! — Aulus gritou já retirando as proteções da porta. Dentro de mim estava a vontade de gritar para que ele ficasse, mas nada saía de minha boca. Eu mal conseguia me virar para vê-lo saindo. Sinto alguém tocar em meus ombros...

— Nós vamos ficar bem! Vamos passar por isso juntos! Proteja quem não pode se proteger sozinho; saia à luta quando estiver preparada — Henri fitava meus olhos. Seu olhar parecia atravessar meus olhos e atingir minha alma. Mais uma vez nada saía de minha boca, mas consegui vê-lo saindo atrás de Aulus com suas bolsas. Antes de sair, ele parou à porta e gritou: “O Sol que nunca se põe!” As palavras invadiram meu corpo. Este era o mesmo lema inscrito em meu anel. De algum modo, ele sabia que tínhamos alguma ligação. Meu corpo, aos poucos, parecia retomar sua autonomia. Mirei Hadi assustado com os ouvidos tampados... “Eu preciso ser forte...” Corri até ele e me abaixei abraçando-o.

— Hadi, vai ficar tudo bem. Olhe para sua Jirachi e faça um desejo. — Retornei meus pokémon deixando apenas Viny de fora. Olhei para a serpente com uma expressão preocupa. Ele sabia que estávamos com sérios problemas. Lancei meu olhar para a porta que levava para fora da vila. Se estávamos realmente sob ataque, Aulus e Henri iriam precisar de mim, mas como eu poderia abandonar aquelas pessoas ali sozinhas?

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Qui 23 Fev 2017, 23:49

Off: sorry demora, minha criatividade saiu de férias ç-ç
vou colocar horário de novo assim que o caos passar ^^/




Lilian


O tempo parecia mais fresco, talvez fosse pelo sol estar descendo, ou talvez fosse pelo vento. Era difícil dizer. Há alguns instantes, o único som vinha das vozes do grupo que se abrigava dentro da casa, fora o vento forte do lado de fora, mas agora, Lilian queria voltar a ouvir apenas o vento e a areia. Qualquer som, menos aqueles que agora estavam reinando do lado de fora.

Gritos, ataques, choros, destruição, ordens, desespero... Tudo isso se unia a tempestade em uma cacofonia angustiante. A voz de Aulus se unia aos sons confusos. Não era seguro, devia ficar, mas a Stylist não conseguia falar. O cadete também partia para o caos, e antes de partir, gritava palavras que já eram muito familiares para Lilian. Seu corpo parecia voltar a vida naquele instante, sua mente a lembrando que devia ser forte.

Abraçou a criança, percebendo que estava trêmulo e ouviu um pequeno soluço. A Amanhecer tentava acalmar o mais novo, que confirmava com a cabeça de forma relutante. A pelúcia firme nos braços finos e frágeis. Não podia deixar aqueles três sozinhos, mas não podia deixar Aulus e Henri sozinhos.

-Um amanhecer feliz...

A voz de Hadi era fraca e, antes que terminasse seu pedido, a parede da casa era destruída. Tudo parecia acontecer lentamente aos olhos da Stylist. Um Rhydon era arremessado para trás, o pesado Pokémon caindo inconsciente sobre a Kalila. O vento e areia invadiam furiosos, mas Lilian ainda pode ver um Feraligatr atacando tudo, aparentemente confuso. Sua mestra tentava controlá-lo, mas era vitima de um ataque de seu próprio Pokémon. Uma poça de sangue se formava, se misturando com a areia. Hadi chorava e os gritos de Nadia pareciam distantes. A areia feria a sua pele, mas não conseguia desviar o olhar.

Henri

Henri se virou ao ouvir o som alto. Percebia alguns ataques lançados na parte de trás da casa de Kalila, mas não sabia o que havia acontecido. Pensou em voltar e verificar se todos estavam bem. Já havia perdido Aulus de vista graças a intensa tempestade e movimentação. Muitas batalhas pareciam acontecer ao mesmo tempo e por pouco não fora atingido algumas vezes. Era caótico, confuso.

-Cuidado!

Antes que pudesse reagir, Henri se sentiu ser empurrado. Reconheceu o rosto de um dos Stylists que havia cantado no carro, tentando animar o espírito de todos e se mantinha otimista. O Cadete conseguia ver que um Pokémon surgia do chão, suas presas envolvendo o braço do Stylist que havia o empurrado, recebendo o ataque que era destinado para a cabeça do Recruta.

Krokodile, ainda sem saber exatamente o que abocanhou, moveu a cabeça e jogou longe o jovem. Os gritos de dor eram audíveis, mas diziam que o rapaz estava vivo. Algumas gotas de sangue escorriam pelo focinho do Pokémon, que mirou Henri e rosnava. A tempestade de areia parecia deixá-lo muito a vontade.

Aulus


Aulus não podia se considerar com muita sorte naquele momento. Foi, literalmente, forçado a liberar se Growlithe as pressas, para que a barreira do Protect fosse erguida e protegesse ele e mais alguns... Glaidadores? Stylists? Cadetes? Civis? Não sabia dizer, mas não importava. Ainda se abaixou quando ouviu alguém falar aquilo, sentindo o peso de um Pokémon sobre as costas e ouvindo este rebatendo algum outro atacante. Só viu um Sandslash caindo para longe e sendo perseguido por um Delcatty, a cauda do felino ainda brilhando pelo Iron Tail.

-Vou adorar prender cada um desses vermes!

O Gladiador ouviu a cadete afirmar, ou pelos menos pensava ser uma cadete. Ela já tinha um corte na testa, sangue escorria pela face e areia grudava no liquido escarlate, mas o ignorava e comandava seu Delcatty, usando uma forma de batalhar realmente violenta. Talvez fosse Gladiadora. Um rapaz, ao lado de um Totodile que já apresentava ferimentos, gemia baixinho.

-Já disse que sou novato?! Não se manda um novato pra guerra!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Henri Sollari em Seg 27 Fev 2017, 19:44

Off: Agora você matou Lilian do coração com esse post =o Chocado




O Olho da Tempestade
Batalhe pra vencer!!


Eu não consegui acompanhar Aulus e acabei perdendo ele de vista. Ele era um gladiador e saberia se virar bem. Toda aquela tempestade era demais para mim. Eu não estava com uma roupa preparada para aquela situação. “Eu devia ter me organizado melhor...” A tipoia em meu braço só atrapalhava. Mas o que chamou minha atenção foi uma explosão vinda da casa onde estávamos hospedados. “Lilian!!” Pensei em voltar para saber o que havia acontecido, mas alguma coisa ou alguém me empurrara.

Identifiquei que era um dos stylists que haviam vindo de carona comigo. Porém a situação dele não era boa. Um krokodile mordia o braço do jovem com força. Repentinamente o stylist fora arremessado para longe o que fez minha respiração parar. Agora o alvo era eu. O rosnar do ground era ameaçador e a presença de sangue em seu focinho só aumentava tal impressão. Era hora de batalhar... peguei a esfera de Han’ei e o liberei.

— Han’ei, vamos lutar juntos! Comece com fake out. A tempestade de areia vai te incomodar o tanto quanto está me incomodando. Estamos juntos! Tente se aproximar e usar seu hypnosis.
Thanks Panda






O Olho da Tempestade
Para defender quem amamos!

Aulus' POV

Eu sabia que sair daquela forma me colocaria em encrenca, mas eu também sabia os motivos de estarmos na vila. Se eu quisesse proteger aqueles que amo, precisaria agir sem medo. A tempestade estava forte e era quase impossível ver algo direito. Reconhecer quem era quem era um desafio. Diversos moves se cruzavam pela vila o que me fez liberar Buck para me proteger com seu protect. Eu sabia que ele estaria em desvantagem naquele terreno, mas ele fora o único que aprendera golpes de suporte e defesa.

Eu estava meio perdido para onde seguir. Toda aquela confusão. Eu poderia atacar qualquer um? Eu amava o calor das batalhas, mas isto era real. Pessoas estavam dispostas a morrer lutando pelo o que acreditam.

Vi uma cadete (eu acho que era) passando um pouco à frente sendo seguida por outro jovem. Se são aliados, posso ajudá-los.

— Buck, vamos! Para defender quem amamos, derramaremos sangue!

Thanks Panda






O Olho da Tempestade
O silêncio dos inocentes

Lilian's POV

Quanto mais esperávamos ali dentro, mais assustador tudo ficava. Os gritos, as explosões, os choros... tudo aquilo era angustiante... desesperador. Meu coração estava acelerado. Eu ainda estava muito nervosa. Viny olhava preocupado para mim, mas também ficava de guarda mirando a porta. “Um amanhecer feliz...” Enquanto Hadi falava, suas palavras ecoavam em minha mente em um infinito loop.

Hadi mal terminara a falar e vivenciei a pior cena de toda a minha vida. Tudo foi tão rápido, mas ao mesmo tempo tão lento. Uma das paredes da casa fora destruída. Eu conseguia ver cada pedaço de barro voando pelo ar e caindo no chão. Um rhydon passava ante meus olhos e caía em Kalila. Minha mente implodia, meu coração parava, meu corpo estremecia por completo. Eu sabia que, em média, rhydons chegavam ao peso de 120 kg e, pela velocidade em que fora lançado, esse peso poderia ter sido duplicado ou triplicado.

Eu via cada gota de sangue saindo do corpo da senhora que nos acolhera. Meus cabelos eram agitados pela tempestade que agora invadia a casa. A areia atingia meu corpo numa espécie de flagelação pelos meus pecados e por minhas fraquezas. Meu olhar ainda paralisado em Kalila. Eu ouvia os gritos de Nadia e o choro de Hadi, mas tudo parecia tão distante.

Senti algo apertar meu pulso. Era uma vinha. Diante de mim estava Viny com uma expressão preocupada. Ele sabia que eu precisava acordar. Com um aceno da cabeça, ele me mostrou o feraligatr descontrolado. Mesmo sendo um aliado, poderia ser uma ameaça para nós. Pegue a esfera de Alistair.

— Alistair, use seu psychic para retirar o rhydon de cima de Kalila! — Talvez ela não estivesse viva, mas ela não merecia permanecer naquele estado. — Viny, imobilize a boca do feraligatr com suas vinhas e depois use seu leaf tornado. Nadia, precisamos proteger você e Hadi! Sabe para onde podemos ir?

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Érica em Ter 28 Fev 2017, 17:49

off: não se preocupa, tem coisa esperando pelo Henri mais pra frente What a Face




Henri

O rapaz se repreendia mentalmente por não ter se preparado melhor. A areia feria sua face, dificultando a visualização de qualquer coisa e a tipoia em seu braço atrapalhava. Era desacostumado com aquele ambiente.

Henri esquecia-se como respirar, podendo apenas ver o Stylist que havia o protegido ser jogado longe. O crocodilo de areia estava pronto para atacar, exibindo as presas manchadas e deixando claro que não iria esperar. O cadete liberou seu inicial, que se incomodava com a tempestade de areia tanto quanto seu mestre, mas permaneceu firme no campo. O oponente mirou o Meowth e rosnou para o mesmo.

Ouvindo o comando, Han’ei avançou velozmente contra Krokodile, atingindo-o com o Fake Out, o movimento se fortalecendo graças a habilidade e o item carregado. A onda de choque forçou o oponente a se afastar e ficar atordoado, sem conseguir atacar. O novo comando era dado e, mais uma vez, o felino correu em direção ao adversário.

-Sand Tomb!

O grito surgia em meio a tempestade. Quando Han’ei tentou usar o Hypnosis, o vórtex de areia entrou no caminho e puxou o felino, o prendendo. Meowth agora estava impedido de escapar da batalha, e embora o poder do ataque não fosse alto, sua defesa baixa o prejudicava. Levava mais danos devido a tempestade e ao efeito secundário de Sand Tomb.

-Você é um Cadete, não é?

A voz novamente surgia em meio aos gritos, e se aproximando de Krokodile, Henri viu uma pessoa. Era difícil distinguir muita coisa, visto que as roupas escondiam muito a face do outro, mas Henri percebeu que era alguém pequeno, ou talvez fosse alguém ainda um pouco jovem, e a voz indicava ser uma garota.

-Eu realmente não gosto de me envolver nesse tipo de situação, mas se tratando de Cadetes... Bem, a história muda um pouco. Kroko, use Taunt e depois Dig.

Detalhes da Batalha:

Campo: Sandstorm (-6%). Areia por todo lado, uma casa por perto. Muitas batalhas acontecendo ao mesmo tempo. Stylist caído por perto e ferido.

- lvl25 - Trait: Technician - Item: Silk Scarf
54% - Normal

- lvl27 - Trait: Moxie - Item: Soft Sand
81% - Normal

Aulus

Aulus sentia-se confuso. Ataques pareciam voar para todos os lados e parecia que qualquer um ali era um alvo. Todos dispostos a morrer pelo o que acreditavam, se enfrentando sem medo. Parecia algum filme de guerra, mas infelizmente, era tudo real.

O trio se preparava, um de costas para o outro, o que dava uma sensação a mais de segurança para o Gladiador. Aulus sentia-se pronto para enfrentar quem fosse, a fim de garantir a segurança de todos. Outro Armagedon surgia, lançando um Roggenrola para a batalha, mas o rapaz com o Totodile logo o comandava, e embora fatigado, o pequeno crocodilo parecia capaz de dar conta. O felino da garota ainda atacava violentamente o Sandslash.

-Eu vou dar este aviso uma única vez.

O rapaz se virou e mirou a pessoa. Suas roupas de tonalidade bege pareciam tentar camuflá-lo em meio a tempestade de areia, o protegendo muito bem. Quando Aulus percebeu, notou que os três estavam cercados. Cada um mirava um Armagedon. Um Diglett estava em frente ao homem que agora se pronunciava, ficando entre ele e o nadador.

-Saiam daqui e não voltem mais. Ninguém atacará vocês pelas costas.

A voz era firme, mas o homem dava a opção do trio ir embora. O rapaz com o Totodile pareceu considerar aquilo, claramente assustado e querendo fugir, já a jovem...

-Claro que vamos sair, depois de usar todos vocês como isca para Gyarados!

Lilian

A Stylist sentia seu coração acelerar, as palavras da criança ecoando em sua mente enquanto presenciava os acontecimentos ao seu redor. Parecia que seu coração não sabia se acelerava ou parava, enquanto o vento passava furiosamente, enchendo a casa de areia e castigando a jovem.

A visão diante dos olhos de Lilian a deixava estática, sendo trazida a realidade após sentir as vinhas de seu inicial segurando seu pulso. Os rugidos de Feraligatr se tornavam mais audíveis, o choro do menino em seus braços se unia aos vários outros que preenchiam o pequeno vilarejo.

A ave negra surgia, mirando em choque a situação que o rodeava, mas atendendo a ordem e removendo Rhydon de cima de Kalila. A criança correu até sua avó, a chamando desesperadamente e implorando para ela acordar, mas não obtinha nenhuma resposta da mais velha. O Servine conseguia segurar a boca do crocodilo aquático, que começou a se balançar de um lado para o outro na tentativa de se soltar. O ataque do Pokémon Grass feria o aliado, que caia para trás. Aquela foi a chance para a dona do Pokémon aquático retorná-lo para a Pokébola.

-Eu não sei! Não existe nenhum lugar por aqui que seja preparado pra isso! O melhor que temos é o Pevoak, mas Jafar deve estar até o pescoço com feridos ou lutando pra garantir que o local esteja inteiro!

A ruiva respondia, pegando diversos lenços e alcançando para Lilian, enrolando um ao redor de seu rosto para protegê-lo da areia. A garota, que Viny ajudou a controlar o Feraligatr, já estava envolvida em uma nova batalha e o Servine tentava manter a segurança de todos dentro da casa destruída. Não podiam ficar lá por muito tempo, já ficou claro que nenhuma casa ou construção poderiam oferecer segurança para eles.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Lilian Sollari em Qui 02 Mar 2017, 00:35

Off: Mel é mau =(




O Olho da Tempestade
Em busca de segurança


Viny conseguia imobilizar o feralilgatr com sucesso. Apesar de ser um aliado, ele precisava ter sido contido antes que ferisse algum inocente. Alistair retirou o rhydon de cima de Kalila e apenas confirmou o que eu já sabia. Ouvir o pequeno Hadi chamar pela avó era de partir o coração. Eu sentia que toda a minha força interior estava sendo usada naquele momento, pois nem eu mesma sabia o que estava fazendo direito. A areia continuava a castigar meu corpo.

— Pois será para o PEVOAK que vocês irão! — Falei com firmeza enquanto pegava um lenço e me envolvia com ele. — Os armagedon não possuem um histórico de destruidores sem causa como os apocalipses. Certamente eles não atacarão o PEVOAK sabendo que há inocentes sendo tratados. — Eu não acreditava que eu precisaria confiar no código de honra de gangsteres para manter a segurança de Dalia e Hadi. Mas era a minha única opção naquele momento. Nenhum lugar era seguro. Alcancei outra esfera em minha bolsa e a lancei. — Ariel, por favor, nos ajude a chegar ao PEVOAK em segurança. Fique em alerta com seu detect e protect. — Fitei Dalia. — Preciso deixá-los em segurança. Ainda preciso ajudar Aulus e Henri... de alguma forma.

Eu imaginava que haveria um caos fora da casa. A chance de sermos feridos ou mortos era altíssima, mas precisávamos agir. Eu estava com medo. Com muito medo...

Thanks Panda






O Olho da Tempestade
Encurralados!

Aulus' POV

Não demorou muito a mais gangsteres surgirem. Ao menos, estando em 3, conseguíamos cobrir as costas um dos outros. Tanto a garota quanto o garoto já encontravam suas batalhas. Mas eis que um terceiro oponente surgia com um aviso um tanto intimidador. O gangster se fazia de misericordioso nos dando a oportunidade de fugir sob a promessa de não sermos atacados covardemente. Nunca que iríamos entregar a vila para eles. A garota ao meu lado havia tirado as palavras da minha boca.

— Valeu pelo ato sublime de misericórdia, mas preferimos chutar a bunda de vocês! Buck, para trás! — Peguei uma esfera de meu bolso e a joguei em campo. — Órus, focus energy! Dance ao sabor dessa tempestade e use seu razor shell no digglet.

Thanks Panda






O Olho da Tempestade
Desvantagens

Henri's POV

Minha estratégia não foi totalmente bem-sucedida. Era nítido que, naquele terreno e naquele clima, eu estava em desvantagem. Além disso, Han’ei havia sofrido muito com os ataques do krookodile. “Preciso treinar urgentemente...” Se não bastasse, o fato de eu ser um cadete havia motivado a gangster a se empenhar na batalha. “Um ótimo dia para ser cadete, sem dúvidas”

— Han’ei, corra em direção ao krookodile, mas deixe seu protect preparado para rebater o taunt. Tente hypnosis mais uma vez, mesmo se for necessário segui-lo em seu buraco.

Meu meowth somente sabe 4 técnicas de dano: fake out já estava impossibilitado para uso; feint attack e shadow claw possuem desvantagem de tipo; e dream eater além de ter desvantagem, requer que o oponente esteja dormindo. Todo o meu conhecimento que adquiri em livros se voltava contra mim na prática. Eu estava em maus lençóis. Talvez seja o momento de pedir ajuda...

Thanks Panda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: 03| 12| Conflitos: reunião familiar?

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum