O Teste - Um louco em Nyender city

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Mensagem por Killer em Sab 02 Ago 2014, 12:44

A figura estava encostada em uma parede qualquer na cidade, os olhos fechados e a cabeça baixa, a aba de seu cap escondia sua face, ele segurava seu colar com força e estava completamente imóvel, viajando em seus pensamentos e em suas insanidades, estava conversando com ele mesmo sobre as coisas que viria a fazer naquele dia, sobre arrependimentos, sobre sua vida até ali.
Dentro de sua cabeça se via em um barco em meio a um oceano infinito, dois corpos idênticos se sentavam em um barco em meio a esse mar infinito, ambos segurando uma vara de pescar e sem falar nada um para o outro, um usava o cap e tinha seu casaco fechado e apertado com um cinto, o outro não usava o cap, tinha seu casaco aberto e um cigarro na boca, também estavam diferentes nas formas de se sentar, um se sentava normalmente e com postura, o outro estava levemente envergado para frente e com um pé na borda do barco, ambos observavam o horizonte até que um deles decide quebrar o silencio :


A gente não devia estar em um lugar? - Dizia o mais arrumado – Eu tenho a sensação de que a gente deveria ir pra lá antes que de algum problema.

Ah... A gente precisa ir atender aquele teste né? Hmpf... Por que as coisas tem que ser tão complicadas? QUE CHATO! EU DETESTO TER OBRIGAÇÕES! QUE PORCARIA É ESSA?! POR QUE ELES SIMPLESMENTE NÃO NOS ENTREGAM UM POKEMON E CALAM AS MALDITAS BOCAS DELES?! - Dizia o homem que se vestia de forma mais desleixada.

Por que você estraga as coisas desse jeito? Não vejo necessidade disso. - Dizia observando o outro homem com sua feição totalmente apática.

VOCÊ ESTRAGA A GENTE! OLHA PRA VOCÊ! AS PESSOAS OLHAM PRA VOCÊ E FICAM DEPRIMIDAS! SE VOCÊ FOR ATENDER O TESTE POR NÓS COM CERTEZA NÃO VAMOS PASSAR, VÃO OLHAR PRA VOCÊ E DAR RISADA! SE MATAR DE RIR! SE MATAR LITERALMENTE! - Gritava o homem se aproximando do outro com os punhos fechados e as veias do pescoço saltando.

Pode ser. Bom, eu vou indo. - ele se levantava devagar e virava para o homem, dando um leve sorriso.

AH NÃO! VOCÊ NÃO VAI! NÃO OUSE...!
Mal terminava de falar e o outro corpo se deixava cair no oceano, logo a figura parada encostado na parede abria os olhos e os piscava algumas vezes, logo soltava o colar e agarrava seu sinto prendendo seu casaco com o cinto, deixando bem firme, depois ajeitava seu cap, agora precisava ir até a academia e tomar o teste, o rapaz começava a caminhar pela rua com passos curtos, mas rápidos, mantinha um sorriso leve no rosto e os olhos bem abertos, era uma feição convidativa, queria estar apresentável, então puxava as mangas até seu pulsos, coisa que não fazia muito, logo procuraria alguém pela rua e perguntaria :

Com licença, você poderia me dizer aonde se encontra a academia de Policia?

Dependendo da resposta, se conseguisse as direções iria agradecer e seguir as direções, caso a pessoa não soubesse, iria apenas grunhir e torcer um pouco a boca, mas iria se controlar da primeira vez, afinal o dia nem havia começado, se precisasse perguntar a uma segunda pessoa, perguntaria do mesmo jeito, com um sorriso menor no rosto, caso conseguisse as direções, as seguiria, se não conseguisse, iria rosnar e mostrar os dentes :

NÃO SABE?! ENTÃO SAI DA MINHA FRENTE E NUNCA MAIS APARECE NA MINHA VIDA, CRIAÇÃO INUTIL DA NATUREZA!

A partir dai andaria rangendo os dentes e com os punhos fechados, os olhos rápidos encarariam todas as pessoas, andaria um pouco envergado para frente e com passos mais largos e ainda sim rápidos, procuraria uma pessoa e apontaria :

VOCÊ! É! VOCÊ MESMO! AONDE FICA A MALDITA ACADEMIA DE POLICIA ESQUECIDA POR ARCEUS?!

Quando enfim encontrasse a academia, simplesmente voltaria a feição convidativa, do nada, arrumaria seu cap e bateria em suas roupas para tirar a poeira ou qualquer sujeira, então adentraria o local e procuraria uma atendente ou alguém que pudesse o ajudar :

Oi, meu nome é Killer Dvalich. Eu gostaria de atender ao teste para Gladiador.

Manteria um sorriso de canto no rosto e uma postura adequada, com o corpo reto e os braços firmes ao lado do corpo. Havia chegado ao tão temido teste, não sabia o que esperar, nem do teste e muito menos dele, afinal sabia que podia estragar tudo com sua outra metade, então tentaria se controlar o máximo possível, agora era só descobrir o que devia fazer e completar a tarefa da melhor maneira possível.
Killer
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Mensagem por Ayzen em Dom 03 Ago 2014, 16:14

Off: Assumindo a sua rota. Espero que possamos nos divertir juntos ^^

Kovic Dvalich lutava contra os seus interiores. De um lado uma personalidade calma e serena que parecia ter domínio da razão. Do outro, uma personalidade de forma mais bruta, que parecia ser impaciente e egocêntrica. Ambas residiam o mesmo corpo e lutavam para dominá-lo de tal maneira que pudesse tomar rumos em sua vida, afinal, a vida era de ambas as personalidades, e seja o arrumado ou o impaciente, Dvalich queria um Pokémon e para isso precisaria passar pelo tão famoso teste em Shinki, no qual precisaria de todo conhecimento possível. Só esperava usar o conhecimento certo, com a personalidade certa, na hora certa.

Os passos sobre as ruas de Nyender City pareciam serem brutos. O homem direcionava-se ao asfalta úmido da cidade, enquanto detrás do mesmo as nuvens negras o acompanhavam e cobriam a cidade, de modo que poderia dizer que apenas aquela personalidade negativa era o suficiente para cobrir a cidade em sua escuridão. Os dias em Shinki pareciam mais frios nessas últimas semanas. Parecia não haver um dia sequer que não chovia. Diante disso, seria possível que a família de Kovic estariam preocupados com ele? O céu ameaçava desabar uma precipitação enorme por Nyender City, a capital. Embora a ameaça fosse forte, a chuva ainda se contentava em se manter nos céus, em sua camada mais escondida da troposfera.

O aspirante logo assumia a sua forma impaciente para tentar procurar um lugar para ir e assim ele acabava assustando um civil, que em meio de seus gaguejos indicava o local onde o rapaz deveria ir. Os passos pesados e ombros curvados chamavam a atenção de todos os civis das cidades e assim Kovic era alvo de várias fofocas aonde passavam. Se algo que era peculiar em Nyender City, era o fato de seus moradores não gostarem tanto de forasteiros em sua cidade. Por conta dele, o fluxo de pessoas na cidade era imenso...

Após seguir os passos que o civil assustado lhe dera, Kovic chegara ao prédio bege que se destacava dos demais. As escadarias cinzentas levavam para a porta dupla e na frente um grande globo terrestre com um persian de cimento abria alas para a Academia Pokémon, símbolo do atual sistema político que regia Shinki. Se quisesse passar, o jovem teria que usar de tudo o que tinha para poder ganhar a sua licença, e nesse momento, se arrumava o melhor que podia e adentrava ao lugar.

Várias pessoas transitavam ali naquela manhã. Cadetes, civis e até aspirantes. Gladiadores e Stylists saiam dali com seus Pokémon em posse. Meowths desfilavam ao lado dos cadetes recém-formados. Alguns Taillows saiam levando mensagens aos cadetes que estariam por perto da cidade. O dia parecia bem movimentado. Logo ali, uma mulher digitava em seu computador, ao lado, vários documentos que pareciam ser bem importantes. Detinha de uma postura correta sentada diante da tela e possuía uma coque amarrada ao alto de sua cabeça e aparentava já ter uma idade próxima da terceira fase da vida. A mulher ouvira a pergunta do jovem aspirante, mas demorara para responder. Primeiro terminava de digitar algo e em seguida ajeitava os seus olhos no rosto e encarava o homem que estava a sua frente.

- Senhorita Thompson se encontra ausente. Ela estar em um exame de rotina no Hospital da cidade. Quer marcar horário? Terá que esperar na fila. – dizia a mulher que parecia não se importar com o fato de que o homem teria que esperar.

Por acaso, o aspirante a gladiador olhava para o lado e ali via a escada que levaria para o próximo andar e dela já tinha uma fila que daria até o próximo andar, de tal grande que estava. Talvez seria o caso do jovem ter paciência e se ele quisesse ainda ser atendido hoje, teria que se juntar a fila, ou esperar que a mesma esvaziasse, embora parecia tender a crescer mais e mais.
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Mensagem por Killer em Dom 03 Ago 2014, 20:00

Tentava se manter calmo, precisava se controlar, talvez se descontrolar um pouquinho não fosse problema, só um pouquinho, ele observava a fila depois de ouvir o que a senhora havia falado, não conseguia acreditar nisso, não era possível , o dia parecia estar planejando para que falhasse no tedio graças a seu ódio, mas não, não daria esse gostinho para ninguém, mesmo que estivesse explodindo de raiva iria passar naquela prova, ele pegava a boina e abanava em direção ao seu rosto :

Entendo, exame de rotina, né? - Dizia com um sorriso tremido no rosto, com um pouco de suor escorrendo de sua testa, dentro de sua cabeça sua personalidade calma lutava para segurar sua outra personificação em cima do barco, com o corpo dentro da água tentava empurrar o outro para que não entrasse na água :

ME DEIXA IR! ME DEIXA IR, POR FAVOR! EU NÃO ACREDITO QUE ELA TA EM UMA CONSULTA, NÃO É POSSIVEL ISSO! - Dizia tentando se jogar pra dentro da água enquanto o outro segurava seus ombros e o empurrava pra cima.

Killer realmente tentava se controlar, se fosse qualquer outra situação já estaria explodindo de diversas maneiras, e talvez explodindo outras pessoas, mas era melhor se conter e ir logo para a fila que parecia que não iria diminuir, afinal, ela não estava lá, então era melhor tomar um lugar antes que mais pessoas chegassem.

O rapaz colocava seu cap de novo na cabeça e agradecia a senhora, logo se direcionava para a fila com passos rápidos, se possível encostaria na parede e quando visse que seu lugar na fila estava seguro, relaxaria um pouco, colocaria as mãos nos bolsos e observaria seus arredores, o local estava bem movimentado com vários Taillows e Meowths passando pra lá e pra cá, com vários Cadetes e outras pessoas passavam pelo local, também passavam vários Gladiadores e Stylists saiam já com seus iniciais em suas mãos, invejava eles. Sabia que aquilo iria demorar um pouco então se encostava mais um pouco na parede e abaixava a cabeça, fechando os olhos.

Logo em sua cabeça novamente, o mais arrumado saia da água e voltava para dentro do barco, o outro sentava olhando para a ponta do barco fumando três cigarros, o mais calmo tirava o cap e chacoalhava a cabeça, torcia seu cap e logo se sentava olhando para a costa do outro :


Voltei. - Dizia com um sorriso grande no rosto

Olha dentro dos meus olhos... - Dizia se virando e colocando os três cigarros entre os dedos – E ME DIZ SE PARECE QUE EU LIGO PRA SUA PRESENÇA RIDICULA NESSE CORPO!

Bom... Eu sei que não. Mas a gente vai ficar um tempo aqui... Então... Acho que você vai se contentar com a minha companhia.

Eu por acaso tenho alguma escolha?...

Na verdade não. E eu não tenho certeza de como faremos hoje, ela disse que teríamos que marcar horário, tomara que essa moça volte para que possamos fazer o teste hoje. - Dizia enquanto pegava a vara de novo e começava a pescar.

Ai... Depois disso aqui. O que a gente vai fazer? - Dizia enquanto se deitava no barco e começava a observar o céu tão azul quanto a água.

Não sei. Sair por ai?

Simplesmente? Sem rumo nenhum?

Você realmente se importa? Você nunca pareceu se importar desde que a gente saiu simplesmente correndo por ai fugindo de tudo.

Não... Eu não me importo... Mas, eu quero fazer alguma coisa, eu não quero ser deprimente igual a você.

Ok. - Dizia se levantando e botando a vara no chão, então colocando um dos pés na borda do barco – Eu vou voltar para ficar de olho. Se ela voltar... Bom, você vai ficar sabendo. E, por favor, não pule dentro da água, deixa que eu resolvo as coisas.

O mais desleixado simplesmente se sentava no barco e encarava o mais arrumado, sua feição dizia tudo, não iria pensar duas vezes antes de mergulhar de vez e tomar conta do corpo, talvez isso ajudasse em algum momento, ou acabasse com qualquer chance de serem um gladiador e treinar um Pokemon um dia.

O rapaz se deixava cair no mar e novamente seu corpo abria os olhos, não podia fazer muito, então esperaria por ali e procuraria tentar achar algo para ocupar sua cabeça com algo, observaria o local com mais atenção esperando a “Senhorita Thompson” chegar para poderem fazer seu teste, não poderia fazer muita coisa além de esperar e se controlar para que seu outro eu não tomasse posse do corpo, tudo que fazia era esperar e se perguntar o que teria que fazer no tão temido teste.
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Mensagem por Ayzen em Seg 04 Ago 2014, 11:59

Não restava o que fazer; Killer deveria esperar Angélica retornar do seu dito exame para que o rapaz tivesse a oportunidade de realizar o teste e se consagrar um gladiador. Todavia, além de se concentrar no teste, o rapaz teria que se concentrar, também, em tentar deter o seu eu interior mais desleixado, já que por ele, as coisas seriam tratadas de uma forma bem diferente e acabaria não se tornando nada bem para ele depois. Thompson era conhecida por toda Shinki pelo seu gênio forte. Mas também, ser mãe e ainda coordenar uma corporação de cadetes ao mesmo tempo não deveria exigir menos...

O Killer mais desarrumado parecia ficar impaciente com o fato de ter que esperar. O mais sensato se posicionava em uma perspectiva futura, afinal, o que fariam após conseguirem o Pokémon (se conseguirem)? O que parecia ser uma decisão fácil, poderia ser bastante complicado para o gladiador que sofria de transtorno de dupla personalidade. Ambos pareciam se divergirem em muitos aspectos, mas no fim, os dois queriam o Pokémon e a licença. Os dois pareciam estar dispostos a trabalharem juntos para isso e por conta disso, algo melhor poderia acontecer com o decorrer do tempo.

A primeira fase do teste parecia ser a espera. Killer assumia a fila conforme era orientado e ali ele logo percebia as várias pessoas que estariam ali para receber o teste de Angélica Thompson. O número de pessoas era tal que o jovem não precisou ir até o primeiro andar, já que ainda no térreo fila terminava, significando que havia muita gente na frente do rapaz. Foi só o jovem se posicionar junto à escada, que um silêncio passou a imperar no lugar. As portas do prédio bege se abriam e dali Angélica surgia ao lado de sua fiel Persian. A gatuna caminhava ao lado de sua dona como uma leoa que estaria protegendo a sua cria.

Os passos do felino acompanhavam a de sua mestra ao passo que o gingar constrangia qualquer um. Angélica com o seu habitual blazer abotoado ao centro, caminhava séria e intimidadora. Talvez a própria mulher não quisesse ser assim, mas pelo hábito, parecia analisar todos ali. Ela chegava até a recepção, assinava o seu papel e ao virar para a escada, mostrava a sua barriga, cujo volume esférico indicava que a capitã estava em um período de gravidez bem avançado. A pele rosada poderia ser consequência da produção maior de sangue e assim, a mulher caminhava com uma mão nas costas e outra na barriga.

O primeiro passo na escada a mulher passava de frente ao jovem Killer. Olhava apenas para cima e Persian passava mais perto do jovem. A presença da Pokémon normal fazia algumas pessoas arrepiarem de medo e assim Angélica prosseguia os seus passos curtos, porém fortes pela escada, seguindo para o primeiro andar. As pessoas tentavam desviar o olhar e não encará-la, muito menos sua barriga. A capitã não parecia ter dificuldade para subir as escadas, mesmo com o sobrepeso do bebê que carregava. Após a capitã sumir de vista das pessoas do térreo, o movimento recomeçava. Eram pessoas conversando, cadetes trabalhando na parte administrativa e até os Taillows voltavam a voar. Mas o novo assunto entre os participantes era Thompson em si, e não o seu difícil teste.

- Você viu o tamanho da barriga? Está enorme...
- Como que ver com um gato daquele tamanho vigiando como se fosse seu pedaço de carne?
- Ouvir dizer que já foi para o terceiro mês.
- Não, não, não. Li no blog da Pokénews que ela estava já no quinto mês;
- Pelo esforço que ela faz diariamente, pode nascer prematuro, não acha?
- Parece que no período final da gestação, Cornélio vai assumir o lugar dela.
- Nossa, a academia vai afundar na mão daquele louco.
- Seria possível que ela esteja de mal humor hoje?
- Pela cara, bom não é...
- A que ficou mais feliz com isso, foi a filha dela, Yasmin, de cinco anos.
- A menina não tem seis?
...
Ayzen
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Mensagem por Killer em Seg 04 Ago 2014, 16:07

O silencio imperava quando aquela mulher entrava com seu Persian, era incrível a presença que aquela mulher transparecia, mesmo gravida era possível ver o respeito, admiração e medo que as pessoas e Pokemons ali sentiam por ela, sem falar no seu belo Persian, afinal tinha conseguido ver o animal de perto quando ambos passavam próximos ao rapaz, que nesse momento, não tinha nenhum sorriso gentil no rosto, já começava a soltar o cinto de sua jaqueta e jogar suas laterais para trás, a outra personalidade havia dominado o corpo, mas ambos estavam juntos nessa, afinal tinham o mesmo objetivo, o problema era que no momento que haviam visto a barriga de gravida da moça, a personalidade gentil poderia ter estragado as coisas :

Ah! Olha só! Ela esta gravida! Eu devo parabenizar ela, afinal ela ainda mantém uma ótima aparência, haha! - Pensava enquanto abria um sorriso no rosto, já se preparando para parar a moça e seu Persian para dar os parabéns.

Nesse momento os pensamentos do mais gentil ecoavam pelo infinito mar que estava o desleixado, ele arregalava os olhos e jogava os cigarros no oceano, então o mais rápido que podia pegava a vara e lançava o anzol o mais longe que podia, mal o anzol tocava na água e ele logo puxava retirando um corpo de dentro da água, era o mais gentil :


SE EU NÃO POSSO ESTRAGAR ISSO, VOCÊ TAMBÉM NÃO PODE! - Dizia enquanto agarrava o corpo pela camiseta e o jogava dentro do barco – Tch... Você nem conhece a maldita, vai saber, aquele Persian poderia arrancar o nosso braço. Não só sou eu que posso estragar tudo aqui. E fica tranquilo, a gente quer um objetivo em comum, eu não vou estragar isso, qualquer coisa pula e me tira de lá.

Hahaha... Eu adoro as suas maneiras de fazer as coisas... Não machucam nem um pouco sabe... - Dizia colocando a mão no peito, no local que ele havia agarrado a camiseta, e tossindo um pouco, retirando então o anzol da gola de sua jaqueta, enquanto o outro virava de costas e abria seus braços, se deixando cair na água.

Agora o corpo estava dominado pelo Killer descontrolado, que por incrível que pareça tentava se controlar, afinal ambos eram bem distintos, mas não eram burros, sabiam que precisariam um do outro para conseguir passar no teste, seria um festival de trocas de personalidade.

Enquanto a mulher passava a frente de Killer, ele simplesmente olhava para frente, assim como a mulher, o rapaz retirava seu cap e bagunçava seu cabelo, então se encostava de novo na parede colocando o pé esquerdo nela também, logo cruzava os braços e simplesmente olhava para frente enquanto o movimento do local voltava, mas se controlar parecia mais difícil do que imaginava, afinal as fofocas começavam e isso o deixava irritado de uma certa forma, mas nada que não pudesse controlar de imediato, a vontade de não estragar as coisas era maior do que a de quebrar os pescoços de todos que estavam fofocando depois da passagem da mulher, mas admitia que uma das conversas chamou sua atenção :


Cornélio, é? Há... Não parece boa pessoa. Ouviu essa, manso? Parece que um louco vai tomar a academia, acho que vamos passar com esse cara! HAHAHA, as coisas não param de ficar interessantes aqui nesse lugar. - Pensava enquanto abaixava a cabeça e começava a abrir um imenso sorriso com seus dentes pontudos.

Enquanto isso o gentil se sentava, fazendo nós em uma corda para passar o tempo, no barco, ele levantava a cabeça quando escutava os pensamentos e dava uma leve risada para acompanhar seu outro eu :


Parece que vai ser complicado... Que pena! Mas, por que será que estão falando que ele vai afundar a academia? Que tipo de pessoa é ele?

Não estraga a surpresa! Só quero saber se ele tem um daqueles gatos monstruosos também! HAHAHAHA!

Eu realmente não entendo seu senso de humor. Não se anime muito, ele pode ser pior que você. - Dizia voltando a fazer seus nós enquanto o oceano começava a balançar bem de leve e uma brisa começa a soprar igualmente leve - Serio? Você gosta dessa ideia?

Você nem tem noção. Eu estou morrendo de vontade de conhecer o pessoal daqui. - Dizia aumentando cada vez mais o sorriso.

Agora fila iria andar, finalmente a mulher que todos falavam havia chegado, mas parece que o dia não teria a participação dela, um não ligava muito pra isso, o outro havia ficado animado depois do que havia ouvido sobre o tal homem que tomaria conta da academia enquanto a senhorita Thompson cuidava de suas filhas. Ele aguardaria a fila se mexer até que pudesse finalmente marcar seu teste, ou atender ao mesmo.
Killer
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Mensagem por Ayzen em Ter 05 Ago 2014, 11:04

Angélica Thompson deixava a vista do jovem de duas personalidades. Mesmo enquanto ela passava, o de personalidade mais amigável se sentia tentado em chamar a atenção da comandante e parabeniza-la pela criança que esperava; Antes que pudesse abrir a boca, o mais bagunçado, e naquele momento o de mais racionalidade, puxava o seu clone do mar de pensamentos e assumia a forma do corpo, repreendo o certinho pela possibilidade de estragar tudo. Embora fossem divergentes, o objetivo era de ambos. Conseguir um Pokémon era parte do plano dos dois e para isso precisaria de tudo o que ambos sabiam. No barco, o certinho passava o tempo, enquanto o desarrumado começava a ouvir a fofoca.

Apesar de estar se incomodando com o nível de conversa que rolava por ali, Killer mostrava-se interessado pelo fato de que um novo comandante assumiria o posto de Angélica. Este era considerado tão ranzinza como a mulher e parecia ser considerado, por muitos, como o destruidor da academia. Apesar de querer conhecer esse tal de Cornélio, o rapaz permanecia ali na fila, pois era o único lugar que poderia lhe levar ao teste, ou ao menos, para marcar o teste. Killer se posicionava ali e logo a fila parecia andar um passo, fazendo o rapaz subir um degrau da escada. Poderia demorar e aquilo estava se tornando uma situação mais enjoada do que o normal.

O tempo passava e o jovem parecia ter subido mais uns três degraus, quando uma mulher, de cabelos longos castanhos e olhos de mesma cor, aparecia no local. Ela parecia bem perdida para poder pedir informação e sempre que levantava a mão e a voz para pedir ajuda, um cadete ignorava, ou simplesmente não percebia que estava sendo chamado. O mesmo acontecia quando pedia ajuda a um gladiador ou stylist. A mulher parecia bem tímida para levantar a voz e aquilo parecia ser um problema para ela. Então ela ia até a recepção, mas parecia que a mulher que outrora atendeu Killer havia saído e deixado no local apenas uma plaquinha escrita “Já volto!”. A mulher engolia em seco até que ela via a grande fila que seguia pelas escadas e dava no primeiro andar, local do teste propriamente dito.

Ela, com sua bolsa de couro grande do lado, dava alguns passos até Killer, último da fila e assim se posicionava ali. Ela observava a fila e assim dirigia, finalmente, a palavra ao aspirante, que teve dificuldade de ouvir, pelo fato da moça falar bem baixo, o que não o surpreendeu que os outros não tivessem ouvido.

O Teste - Um louco em Nyender city 4758-489900073

- Moço, aqui é a fila para realizar o teste?

A mulher se mostrava bem graciosa e meiga e com aquela voz baixinha fazia até os outros terem pena dela. Uma pessoa assim estava preste a enfrentar Angélica e em seguida ter um Pokémon – caso passasse! Todavia, o que aguardava aquela pessoa lá fora estava muito além da compreensão da mesma, afinal, Shinki, ao contrário o que as autoridades pregam, não é tão seguro assim...
Ayzen
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Mensagem por Killer em Ter 05 Ago 2014, 15:15

O rapaz virava a cabeça devagar, escutava um chiado estranho, não conseguia entender exatamente o que era aquele zumbido que passava em seus ouvidos, ele se virava e percebia a garota ali em sua frente, ele piscava algumas vezes olhando para a moça, sem mudar sua expressão, logo começava a levantar sua sobrancelha direita e o zumbido que havia escutado começava a se repetir em sua cabeça, e se repetir, e se repetir, tomando forma aos poucos :

Ela perguntou se essa é a fila pro teste.

Ela disse? Ah... Caramba... COMO PODE UM SER FALAR NESSA ALTURA?! NÃO É ATOA QUE ELA TAVA SENDO TOTALMENTE IGNORADA POR TUDO QUE É SER VIVO NESSE LUGAR!AHHH! Ok... Não posso explodir... Não... Preciso chegar até o teste... - Pensava ele, logo cruzava os braços e se voltava agora realmente a garota – Sim, é aqui a fila. Talvez se, quem sabe, VOCÊ FALASSE MAIS... - A cabeça do jovem simplesmente caía, como se tivesse desligado, e logo se levantava com a feição completamente diferente : Meu nome é Killer, prazer em conhecer a senhorita.

O rapaz sorria enquanto colocava seu Cap de volta em sua cabeça, os trejeitos simpáticos já indicavam que o outro havia tomado o corpo, era por isso que preferia se manter longe de pessoas, assim um não precisava tomar conta do outro a todo instante, e talvez se fosse em outro lugar não precisaria também, mas infelizmente um erro ali e estaria acabado sem nem começar o teste, seria um festival bizarro de bipolaridade :

Eu não acredito que você fez isso... – Dizia o mais rebelde boiando no oceano de pensamentos, seus lábios começavam a tremer e lentamente começava a rosnar – EU VOU MATAR VOCÊ! EU VOU TOMAR ESSE CORPO SÓ PRA MIM! EU VOU TE AMARRAR NO CASCO DO BARCO!

Do lado de fora o outro Killer parecia aguentar bem os gritos dentro de sua cabeça, sabia que logo ele iria parar, e tinha sido uma ação necessária, eles precisavam balancear tudo naquele momento, assim como um havia retirado o outro para não mexer com Angélica, o outro havia retirado para que ele não começasse um tumulto e simplesmente os retirassem dali. Agora como o gentil tomava conta do corpo ele decidiu fazer o que achava mais prudente, fazer amizade com a garota :

Creio eu que a Senhorita Thompson acabou de chegar, a fila esta demorando um pouco, mas esta andando, mas não sei se ela dará os testes, apesar de que mesmo gravida ela parecia muito bem. – O rapaz fechava seu casaco enquanto olhava para cima tentando ver o final da escada e ver se conseguia dar uma olhada no próximo andar - Falaram sobre um tal Cornélio tomar conta da academia, enfim, não sei exatamente o que está acontecendo, mas tenho certeza que pelo menos poderemos marcar os testes. – Terminava o jovem dando um leve sorriso no canto da boca, tinha tentado puxa algum assunto com a moça, por educação sim, mas também queria ver se conseguia se distrair para fazer o tempo passar mais rápido, pelo menos para ele, para o outro Killer o tempo passava mais devagar do que nunca – ELE FALA DEMAIS! EU NÃO AGUENTO, ALGUÉM POR FAVOR, CALE A MINHA BOCA! AAAAAAAAAAAAAAAAH!

Novamente não tinha muito o que fazer, teriam que continuar esperando na fila até que chegasse sua vez, pelo menos não eram mais os últimos da fila, Killer gentil talvez poderia ter companhia e o Killer ignorante, bom, ele tinha o barco. Continuariam esperando, um conversando e o outro tentando encontrar uma maneira de se livrar de seu companheiro, ou pelo menos deixa-lo mudo.
Killer
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Mensagem por Ayzen em Qua 06 Ago 2014, 13:52

A mulher em sua frente parecia ser muito tímida e para dirigir a palavra ao aspirante precisou acumular muita coragem. Certamente ela não seria uma cadete... Mesmo diante da forma inocente, o Killer negativo começava a quase dá um ataque, querendo colocar a culpa na própria mulher por ter sido renegada por todos ali na Academia, o que não era mentira, mas precisava tratar a mulher daquele jeito. Antes que ele pudesse continuar, de susto a mulher dava um passo para trás, descendo um degrau da escada. Mas logo o corpo do aspirante a gladiador se desligava e aquilo deixou a mulher mais assustada ainda. Quando a morena estava pronta para sair dali para se afastar do estressado homem e esperar alguém mais simpático ir para a fila, logo a mudança de personalidade acontecia.

Surpreendendo a moça, e também todos que fitavam o começo do ataque de Killer, o Killer positivo assumia as funções do corpo e logo começava a criar laços. Uma sobrancelha da mulher levantava, mostrando o estado de confusão da mesma e quando Killer positivo começava a falar, os olhares que eram direcionados a ele voltavam para as suas devidas obrigações. A mulher voltava a ficar em uma plataforma da escada abaixo do de Killer e assim suspirava fundo.

- Nossa... Er... Bem... Acho que hoje tem muita gente... Seria bom ser atendida hoje... Cornélio?? Pelo o que eu sei, ele é o segundo no comando, abaixo apenas da comandante Thompson. Ele é também conhecido como Estrela Sombria e é um fundamentalista nacionalista. Não sei qual teste seria pior: na presença da Angélica Thompson ou do Cornélios Darbas. – dizia a morena, ainda em sua voz baixa, que mal dava para escutar dali., se não fizesse muito esforço para prestar atenção... e a academia já não ajudava muito, com muitos conversando na fila.

Enquanto Killer negativo permanecia imerso na consciência, reclamava e reclamava sobre o fato de ter sido trocado e ainda ter que ficar ouvindo a conversa que para ele não daria em lugar algum. Assim como o negativo trocava para evitar que o positivo entrasse em conflito com a comandante, o negativo era trocado pelo positivo para poder evitar que seja expulso da Academia por desordem do local. Um ajudava o outro e assim eles tentavam manter o equilíbrio, embora todos achassem demasiadamente estranho o lapso de personalidade, fora o momento passageiro que o corpo parecia ficar sem mente. A morena quem diga...

- A propósito, me chamo Malia Hale. Desejo fazer o teste para Stylist. – dizia a morena, com os olhos brilhando, como quem fala um sonho de infância que a muito tempo.

Assim que Malia se identificava a Killer e falava a classe que ela gostaria de participar, um barulho no primeiro andar, que ainda não dava para ver por Killer, chamava a atenção de todos. Um cadete moreno, alto e forte descia as escadas arrastando pelo braço uma mulher loira que parecia querer matar alguém com suas próprias mãos. O Cadete passava com a loira sem ao menos olhar para trás e era só deixado ouvir os gritos dela ameaçando Angélica por nem ter aplicado o teste a ela. A mesma parecia jurar que voltaria e mostraria que ela poderia ser uma gladiadora melhor do que os cadetes e dizia ofensa para a classe dos senhores da lei, até que finalmente ela foi jogada, sem dó ou piedade, para fora do prédio.
Ayzen
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Mensagem por Killer em Qua 06 Ago 2014, 19:28

Malia Hale, aspirante a Stylist, essa era a moça que começava a conversar com a parte gentil de Killer, logicamente antes disso havia sido assustada pelo Killer ignorante e mal sabia que provavelmente havia sido salva, ou no mínimo poupada de uma bela gritaria, ou não, era só a garota terminar de se apresentar e uma gritaria imensa começava vindo do andar acima, parecia até uma versão feminina de seu lado ruim, ameaçando alguém de morte e afins :

Ah... Parece que alguém não tá muito contente. - Diria olhando para cima sem tirar o sorriso simples do rosto, era tão acostumado com aquela gritaria, e em níveis até maiores que aquele, que não ligava para o barulho – Conheço alguém pior que isso.

Eu faria muito melhor que isso. – Dizia o ignorante sentado no barco.

Um cadete carregava uma mulher loira pelo braço enquanto ela amaldiçoava Angelica, como poucos conseguiriam amaldiçoar, o cadete ignorava todos e jogava a mulher para fora do edifício :

Eu faria isso ai melhor também.

Haha. Parece que Angelica nem aplicou o teste com ela.

Imagino o que o tal Cornélio Darbas teria feito com ela... Estrela sombria, é?

KIller cruzava os braços e apoiava a cabeça em seu ombro, encostando a orelha no ombro, fazendo um bico de leve :

Estrela sombria? Não sei por que, mas tenho a sensação de que é pior com ele.

Esperemos que seja assim, não é meu garoto? – Dizia circulando seu dedo na água e sorrindo levemente enquanto falava

Agora estou levemente preocupado, por que será que ela nem deixou ela tentar o teste? - Dizia ele se virando novamente para Malia, mas não olhava para ela, ficava olhando reto, mas seus olhos não pareciam estar prestando atenção em anda de especial – Enfim... Esquecendo os nossos carrascos, me conte o motivo de você querer se tornar uma stylist. - Nisso o Killer negativo enfiava metade do corpo na água, o corpo original chacoalhava a cabeça e o sorriso grande e com dentes pontiagudos - Isso! E nos conte o que exatamente essa porcaria faz! HAHA! Alias, sabe mais alguma coisa sobre o... URGH! - o corpo dava mais uma chacoalhada de cabeça - AH! Sobre o Cornélio! - Chacoalhava mais uma vez, e sua feição voltava a ser o sorriso gentil com os olhos fechados - Sim, me conte como funciona esse mundo dos Stylists.

Ah qual é? Se for pra fazer ela falar, pelo menos faz ela falar sobre algo útil!E MAIS ALTO!

A mulher sendo jogada para fora não o abalava muito, afinal, brigas e gritaria era algo que vivenciava todo dia, fora e dentro de sua cabeça, só o fato do teste ter sido negado a ela que o preocupava um pouco, na verdade só ao Killer positivo, o outro nem pensava nisso, na sua cabeça só queria saber mais sobre o tal monstro Cornélio e o quão horrível seria fazer o teste com ele, mas por agora ainda não teriam que se preocupar com isso, afinal, ainda estavam no final da fila e ela não estava andando tão rápido assim.
Killer
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O Teste - Um louco em Nyender city Empty Re: O Teste - Um louco em Nyender city

Mensagem por Ayzen em Qui 07 Ago 2014, 11:23

A confusão causada pela loira que fora renegada ao teste deixava todos olhando friamente para cima. Muitos temiam o que poderiam encontrar na mesa. Angélica parecia estar com pouca paciência no dia, ou, aquela mulher dissera algo que fez com que a comandante a odiasse friamente. Todavia, era visto que o assunto ali continuava sendo Angélica, seu bebê, sua família e seu temperamento do dia. Como grávida, a mulher poderia ter mudanças muito bruscas de temperamento, podendo se assemelhar a Killer e sua dupla personalidade.

- Acredito que tenha desrespeitado a Comandante Thompson. – dizia Malia, em voz baixa, que até a própria parecia ter dificuldade de ouvir.

Killer se emergia em curiosidade. Tudo aquilo era novo para ele, positivo e negativo, mas ainda assim não se deixava abalar com o teste e com a comandante ranzinza. De todos ali, ele era quem poderia compreender o que era ter dupla reação nos diversos momentos. Malia ainda olhava para fora quando o positivo chamava a atenção dela. Curioso, Killer positivo queria saber mais sobre a classe dos stylists. Mas logo o negativo assumia a forma do corpo e assustava a menina querendo saber sobre Cornélios. A menina mais uma vez se assustava com a forma do negativo de conversar e descia dois degraus. Depois quando o positivo voltava a falar, a menina voltava a perceber que não havia perigo;

- Er... B-bem.. bem... – a menina tentava entender o que se passava ali. Levantava uma sobrancelha e ao perceber que Killer estava novamente gentil, subia as escadas novamente. – Bem, não conheço muito sobre Cornélios, mas dizem que ele defende o governo com carnes e unhas. Até mesmo mais do que Angélica. Talvez, ao assumir o teste, só passe quem for se candidatar a cadete, pois é a única classe que ele acredita valer a pena portar Pokémon. – dizia ainda insegura e variando o tom de um pouco mais alto para baixo. – Sobre os Stylists, são uma classe que é símbolo da liberdade, beleza e entretenimento. Os Stylists se aliam aos Pokémon em apresentações de ruas ou teatros para poder juntos motivas as pessoas a serem mais felizes e a verem a beleza na vida. Inspiramos pessoas que precisam de nós. Quão bom fosse Shinki se não precisasse de nós, não é? – dizia a mulher. – Eu sou formada em psicologia. Escolhi esse curso pensando que eu poderia ajudar os outros em suas escolhas. Mas de quê vale um diploma se os Stylists fazem isso tão bem só com suas experiências de vida? – argumentava a moça – E você? Qual o motivo da escolha de sua classe? Você parece que vai fazer o teste para cadete, estou certa? – dizia Malia.

Parecia que a morena havia identificado um lado cadete em Killer. Era uma psicóloga formada que queria dá a sua contribuição para a sociedade e agora queria mudar de vida em busca de outro caminho para ajudar os outros. Enquanto conversavam, a fila andava. Ambos conseguiam seguir para mais alto da escada e agora Killer conseguia ver mais a sua frente a entrada para o primeiro andar, local de realização dos testes.
Ayzen
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O Teste - Um louco em Nyender city Empty Re: O Teste - Um louco em Nyender city

Mensagem por Killer em Qui 07 Ago 2014, 22:34

E a fila havia andado mais um pouco, ainda não era nada relevante, mas conseguia ver agora a entrada da sala de testes, estava cada vez mais perto, enquanto esperavam ainda conversava com Malia, ela explicava o que sabia sobre Cornélio mas isso ainda não satisfazia o Killer negativo, queria conhecer o tal homem, ver com seus próprios olhos se era pior que ele, e logo após ela explicava como funcionava o mundo dos Stylists, sua liberdade, o significado que tinham para Shinki, isso fazia um certo som ecoar dentro da cabeça de Killer :

AHAHAHAHAHAHAHAHA! INSPIRAR PESSOAS?! HAHAHAHAHA! EU NÃO ACREDITO NISSO, HAHAHAHAHAHAHA! – Dizia o negativo rolando no barco enquanto segurava sua barriga

Parece algo realmente significativo. – Dizia o Killer positivo, com um sorriso no rosto, se mantendo gentil e simpático.

Depois da risada do negativo, um silencio reinava da cabeça de Killer, até que a garota fazia a mesma pergunta a Killer e tentava adivinhar o teste que iria tomar, infelizmente passava longe do que o que ele realmente era e o que queria :

EU CONTINUO SEM ACREDITAR NISSO! HAHAAHAHHAAHAHAHA! ELA DEVE TER SIDO HORRIVEL NA FACULDADE! NÃO PODE SER, ELA REALMENTE ACHA QUE NÓS SERIAMOS BONS CADETES?! HAHAHAAHAHAHAHAHAHA! DEPOIS DE TUDO QUE A GENTE FEZ?!

Haha! Infelizmente você esta errada. Não pretendo me tornar um Cadete. – Até mesmo o gentil soltava uma risada, não conseguia se segurar afinal a ideia de se pensar como Cadete era ridícula, a moça não o conhecia direito, então não a culpava, mesmo achando um pouco errado, ele deixava o negativo tomar conta dessa situação, ele encostava apenas um dedo na água e em um piscar de olhos já podia ser percebia a diferença no olhar, ele retirava o cap e então continuava – Hum... Cadete? Não posso ser um Cadete. Sabe, não daria certo. Eu to aqui pra me tornar um gladiador... Haha... Por que? Porque é o único lugar pra que eu posso correr. É o único lugar que me merece, eu não posso ser mais que a escória... Eu já passei perto de fazer coisas muito ruins, e fiz algumas bem piores. Sendo gladiador é o único jeito de eu fazer o que eu fui feito para fazer . – Nesse momento, duas vozes pareciam sair de Killer, uma mais grossa que era a do negativo, e uma mais fina, e mais simpática mesmo naquela situação, a do positivo, ele colocava o cap na cabeça e mantinha a mão na aba, sua feição era do negativo com toda a certeza, o imenso sorriso de orelha a orelha com dentes pontudos entregava quem dominava o corpo – Lutar. Lutar. Eu não sou tão simples assim de ser analisado, Doutora.

Killer daria um sorriso leve, olharia dentro dos olhos da mulher, seus olhos profundos procuravam focar na mulher como se estivesse se preparando para um ataque :

Se eu fosse um Cadete, eu iria morrer no primeiro dia. Eu corro risco nesse exato momento! HAHAHAHA! – Ele se esticava novamente tentando olhar o andar acima melhor, logo se virava para a mulher, o negativo ainda tinha controle do corpo – Então, o que pretende fazer quando sair daqui? Logico, se sair. Todos corremos o risco de sair do mesmo jeito ou pior do que a loira de um tempo atrás... Há... Seria divertido.

Ainda tinham que continuar na fila, sua vez parecia não chegar nunca, mas pelo menos o negativo havia liberado um pouco do que estava pensando, talvez isso poderia o ajudar a se controlar mais um pouco, mas ainda torcia para ver mais gente ser jogada para fora do prédio, o positivo estava tranquilo como sempre, o gato do negativo ter tomado o corpo não o preocupava, sabia que ele não iria fazer nada de errado naquele momento e mesmo que fizesse era só ele tomar conta do corpo antes que fizesse, e conseguiria saber quando ele iria fazer isso, afinal, eram a mesma pessoa.

Killer
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Mensagem por Ayzen em Sex 08 Ago 2014, 09:22

A pergunta ecoava na mente de Killer ao ponto de despertar a consciência do negativo. Mais uma vez o homem no barco sobre o mar de pensamentos parecia ridicularizar a mulher que, pelo o que pensava, estava o analisando. Apenas supor que Killer tinha vocação para cadete seria muita petulância do jovem de cap, pois afinal, ela mal o conhecia para poder dizer o que ele parecia. Malia apenas expressava a sua opinião e Killer achava que ela estaria analisando o jovem. Mais uma vez, a troca de personalidade era feita naquele momento e assim o negativo começava a falar com a psicóloga que sonhava ser Stylist, no entanto, nada que pudesse criar uma confusão e o direcionar para fora dali como a loira de outrora.

Killer negativo assumia o lugar. Escandaloso e de voz alta, o mesmo começava a dizer coisas que Malia não precisava ouvir, e nem os outros ali. Malia descia as escadas e assim observava Killer quase se entregar ali para ser preso. Falar em uma Academia repleta de cadetes que já tinha feito coisas perversas em sua vida não era nada comovente para o aspirante. Malia parecia assustada, como um animalzinho indefeso. A mulher sacudia a cabeça, como se ela também pudesse estar arrumando coragem. Com o “teatro” de Killer, um cadete se aproximava da escada e perguntava para Malia.

- Tudo bem ai, moça.

Malia poderia dizer que o aspirante na sua frente era muito suspeito e que já confessara ter feito coisas ruins. O cadete poderia apenas prender pelo barulho, mas não só Killer, mas todos da fila parecia estarem fazendo barulho. No entanto, em vez de entregar Killer, a jovem psicóloga apenas disse que estava tudo bem baixo que apenas o cadete próximo a mulher ouviu e assim saiu. A garota voltava a subir os degraus, se posicionando ao lado de Killer. Ela o olhava e parecia verificar cada parte do corpo dele, principalmente a face. Ela virava e olhava e assim colocava a mão no queixo, tendo este braço apoiado pelo outro braço.

- TDI: Transtorno Dissociativo de Identidade. É claro, isso explica os picos de reações que você tem. Nossa, fora na faculdade, primeira vez que havia encontrado isso ao vivo e a cores. – dizia a mulher olhando para Killer como quem olha um espécime muito raro. – Bem, eu pretendo sair e fazer shows de ruas e em Teatro, além de me aprofundar na Medicina Pokémon. E você? Cada um de você ai dentro tem um objetivo ou ambos cooperam para um mesmo objetivo? É incrível encontrar alguém assim. Estou curiosa... Isso só reforça o como você poderia ser um cadete. Uma personalidade ousada para missões e outra mais calma e justa para não ser corrupto. – dizia a mulher ainda analisando o homem e tirando mais conclusões para si.

Malia falava mais alto. Parecia ser o único momento que a mulher elevava a voz: quando estava fascinada por um paciente. A psicóloga parecia querer conhecer mais Killer e suas personalidades. Parecia que o jovem aspirante era descoberto.

- Você ainda não falou o seu nome, falou?
Ayzen
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Mensagem por Killer em Sex 08 Ago 2014, 15:53

Mesmo com a aproximação do Cadete o rapaz ainda mantinha o sorriso e os olhos na moça, ela não o entregava, não que isso perturbasse nenhum dos dois, mas estavam agradecidos só pela atitude dela, ela então voltava a os analisar, o negativo não se incomodava, estava gostando, e o positivo, bom, ele não parecia prestar tanta atenção naquilo, não fazia diferença nenhuma para ele :

Pode chamar do que quiser. E, bom, a gente se da bem, tirando que ele é chato demais. A gente coopera, sim, afinal somos a mesma pessoa, o problema é que a gente não tem exatamente um objetivo. Como eu disse antes, somos escória, então viveremos nela. Mas tem mais uma coisa... Tem um vazio dentro de nós. Algo que a gente precisa fazer antes de poder erguer nossas cabeças de novo. – Dizia enquanto se recostava na parede, agora mantinha sua feição apática e sua voz parecia mais baixa do que normalmente, não estava gritante, estava até normal – E não, ainda digo que não podemos ser um Cadete. Veja... – Dizia colocando dois dedos a frente do rosto da moça - É verdade, somos dois sim, mas infelizmente... – Ele abaixava um dedo - Nós somos apenas um cérebro corrupto. Nós somos diferentes e discordamos em varias coisas, mas sabemos que somos um, ele não é mais justo que eu, e eu não sou mais corajoso que ele, o que nos difere é a maneira que tratamos de cada situação. – O positivo então tomava conta do corpo por alguns momentos, dando uma leve risada e levantando as mãos na altura dos ombros - Isso não é totalmente verdade, haha! Mas ele tem razão, apesar das diferentes maneiras de lidar com as coisas, somos um.

Ele se virava para a moça e estendia a mão, para cumprimenta-la, naquele momento, não existia exatamente dois Killers, apenas um :

Tch, como eu vou saber se eu já me apresentei? Enfim, Meu nome é Kovic Divalich. - Mas pode me chamar de Killer. E seremos gladiadores porque nosso lugar esta ali, e sabemos que em qualquer situação um vai apoiar o outro no meio de qualquer atrocidade. Sem falar que eu não quero ninguém me dizendo aonde ir e o que fazer. Eu ia surtar em dois tempos.

Ele esperaria a mulher apertar sua mão e voltaria então a se recostar na parede, apertaria seu cinto e voltaria a feição apática, mas era fácil saber que o positivo dominava o corpo, Malia provavelmente já perceberia, provavelmente já havia percebido os trejeitos e particularidades de cada um :

Quer saber de uma coisa, doutora? Gostei de você, haha! Só, por favor, não me estude muito. E não tente alguma cura, não vai dar certo, ok? Apenas, nos deixe como estamos, esta tudo bem assim, há! Quer saber mais alguma coisa, Doutora? Ou eu preciso saber mais alguma coisa sobre você?

Já praticamente esquecia que estava em uma fila, esquecia até do teste, a conversa com a mulher era interessante para ambos, e parecia interessada neles, não em um sentido amoroso nem nada do tipo, parecia interessada em sua condição mental, queriam saber até onde ela iria e assim esquecer da espera e fazer as coisas irem mais rápido.

Killer
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Mensagem por Ayzen em Sex 08 Ago 2014, 17:04

O jovem Killer parecia ter sido descoberto. Se fosse um cidadão comum, era possível que não descobriria os dois seres que habitavam a mente do rapaz, mas ao se tratar de um profissional da área, não tardaria. Malia parecia convicta de que ela havia encontrado um caso particular para análise. Mas a própria psicóloga não estava em trabalho, apesar de parecer amante das áreas de pesquisa. A jovem morena estava impressionada com o jovem aspirante e quanto mais o mesmo falava, variando de forma frequente as personalidades, mais a deixava com os olhos brilhantes e com as mãos uma segurando a outra. A mulher parecia maravilhada e assim cumprimentava com um aperto de mão, que mais parecia um toque para Killer.

A fila parecia continuar andando na medida em que os dois conversavam. Já no primeiro andar, os dois viam a porta que levava para a sala da comandante, além da fila que ainda tinha. Malia parecia maravilhada com o jeito de Killer. Diferente de muitos, a mulher de olhos castanhos não parecia temer que o jovem fosse louco, apesar de sua aparente condição. Malia finalmente conhecia Killer pelo nome e um pouco dos dois. Um gladiador com dupla personalidade poderia ir longe? Era uma questão que apenas o tempo responderia, pois no momento, mal sabia se conseguiria passar no teste de Angélica.

Naquele corredor, apenas poucas salas e uma escada no fim, que levava para o próximo andar. A primeira sala era a da Comandante. O corredor tinha uma espécie de banco acolchoado na parede, no qual surgiu uma vaga e Malia logo sentou e indicou o local para Killer sentar. Nesse momento, uma porta se abria e o mesmo cadete que havia dispensado a loira outrora saia. Dessa vez, o homem saia andando, tendo um rapaz ruivo o seguindo, gritando para todos os ventos que havia passado no teste para ser cadete.

- Vou ser cadete. Vou ser cadete. Gangster e todos os tipos de criminosos, me aguardem, ok? – dizia ele apontando para o nada.

O rapaz seguia escada abaixo enquanto o cadete liderava o recém-recruta. Assim, mais um adentrava a sala de Angélica Thompson e Malia se arrastava para o lado vago que ficava. A jovem continuava muito animada com Killer e parecia ter encontrado um caso, mas quando Killer pediu para que ela não o analisasse, a mulher logo se endireitou e aquietou-se.

- Me desculpe, eu não costume achar casos desses todos os dias. Normalmente em meu consultório era apenas para análises psiquiátricas para gente que iria assumir alguma função pública. Por isso a necessidade de encontrar mais gente para poder ajudar mais pessoas junto com um Squirtle. Você já escolheu o seu inicial?
Ayzen
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Mensagem por Killer em Sab 09 Ago 2014, 11:56

A fila parecia ter andado de forma considerável, comparando com todo o resto do tempo, agora estavam até sentados, a garota parecia animada com a descoberta, fascinada pelo rapaz de duas faces, até que o mesmo pedia para não ser analisado psicologicamente, a garota ficava quieta, parecia até mesmo decepcionada, o que fazia os dois se sentirem um pouco mal, afinal a garota não tinha feito nada de mal. Mesmo assim o negativo até gostava um pouco de ver ela passar de feliz para quieta em poucos segundos, mas no fundo se sentia mal também :

Aaagh... Não me entenda mal, Malia. Se quiser nos perguntar algo sobre nós, pode perguntar, não tem problema... – Dizia o positivo com uma feição obvia de culpa, dando uma risadinha sem graça e coçando a nuca.

Fale por você, Manso. Eu já falei demais. – Dizia o negativo deitado no barco com um cigarro na boca.

Haha... Pode perguntar! Não tem problema! Hahaha...

Estava bem constrangido, mas não queria fazer a mulher se sentir mal. Pouco tempo antes um homem havia saído da fala gritando para todo mundo ouvir que era um Cadete, finalmente era um Cadete e iria acabar com todos os gangsters possíveis :

Lembra o cara que saiu agora de pouco? Chuto que ele morre em três meses. – Dizia o negativo tentando abrir espaço para uma pequena aposta

É meio ruim apostar sobre a vida dos outros... – Ecoava o pensamento dentro do oceano de pensamentos

Ta, e desde quando eu sou bom?

Tem razão... Mas prefiro ficar fora dessa ,se possível.

CARA, VOCÊ É RIDICULO. E guarde minhas palavras, três meses.
Pelo que eu sei, esse pode ser o nosso tempo de vida.

Justo! HAHAHA!

Enquanto conversava com seu outro eu, era questionado sobre qual Pokemon inicial iria escolher, agora que pensava sobre isso, não sabia exatamente, não havia nem pensado nisso, seu pensamento passava apenas em torno do teste e passar nele, mas não havia nem sequer pensado em qual inicial iria escolher :

Pra falar a verdade eu ainda não tinha pensado nisso... Talvez... O que eu me identificar mais na hora. – Do nada seu braço perdia o controle e batia em sua própria barriga - Ai! Ta bom... entendi... O que NÓS nos identificarmos mais...

Ele então suspirava e se encostava mais na cadeira, olhando para cima, imaginando qual tipo de pokemon seria melhor para satisfazer os gostos de ambos, mas não conseguia pensar em nada que fosse ajudar, teria que esperar até o momento da escolha para que ambos concordassem em algo, ou descordassem mais, mas se dava conta de que não era hora de pensar sobre isso, o teste se aproximava cada vez mais :

Pelo menos agora sabemos que eles estão aplicando os testes. Aquele rapaz parecia bem feliz... Será que eu vou me sentir assim também? Malia, qual a sensação de realizar um sonho? – Dizia o positivo olhando para o teto com um leve sorriso nos lábios e os olhos fechados.

Mas que espécie de pergunta ridícula é essa?! VOCÊ NÃO CANSA DE ME DECEPCIONAR?! COMO É A SENSAÇÃO DE REALIZAR UM SONHO?! AHAHAHAHAHAHAHAHAHA, EU NÃO ACREDITO NISSO, VOCÊ NÃO EXISTE CARA!

O negativo zombava, mas também tinha a curiosidade, na verdade tinham a curiosidade de saber como é ter um sonho, querer fazer algo de importante, não tinham nada disso, então nunca saberiam qual é a sensação de realizar um, a alegria de realizar um sonho, o medo nos segundos que antecedem esse momento, o nervosismo enquanto você faz de tudo para realiza-lo, a alegria por passar por cada adversidade, nunca conheceriam nada disso, afinal, simplesmente viviam um dia de cada vez, procurando algo que nem sabiam exatamente o que era, talvez esse fosse o sonho deles...
Killer
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Mensagem por Ayzen em Dom 10 Ago 2014, 12:59

Off: Estou adorando os seus avatares, é sempre você quem faz? =D

Ao perceber que deixou a psicóloga decepciona com a resposta, Killer positivo começava a tentar fazer a mulher se sentir um pouco melhor. Embora ele, e o outro, já tivessem dito, a mulher logo se recuperava. Ela, mais do que ninguém, sabia que esses picos de reações eram comuns em pessoas que sofriam TID e sabia que teria que ter paciência e não se chatear à toa. Respirando bem fundo, Malia voltava a falar com o jovem normalmente, evitando deixar claro que estava o analisando e com isso a jovem começava a fazer perguntas, que aparentemente pareciam comuns, mas na realidade ela tinha um objetivo por trás. Estava analisando às escondidas...

Os olhos de Killer levantavam ao alto ao perceber que a pergunta de Malia fora um pouco inusitada. Havia pensado até aqui em passar, mas não havia pensado em que Pokémon adquirir caso o teste fosse concluído com sucesso. O jovem aspirante a gladiador olhava para cima, todo desajeitada em sua cadeira. Era difícil distinguir quem era que estava ali no momento, mas a cada passo o jovem parecia dá uma pista à psicóloga aspirante a stylist. Os olhos da menina pairavam no alto e assim ela mesma olhava junto com o rapaz de dupla personalidade.

- Bem, acho que você deve escolher algum Pokémon, se existir, que saiba lhe dá com ambas personalidades. Hiperativo e calmo. Nervoso e gentil. Ele deve ter confiança em ambos... E não só em um, entende? – dizia a mulher como conselho. Mas ai vinha uma pergunta que parecia ser um mistério responder. – Realização de um sonho? Bem, dizem a sensação é descomunal. Achei que meu sonho era formar e ser uma boa psicóloga. Mas o meu sonho é ajudar os demais. Dá a minha contribuição ao mundo. Tentar, a partir das minhas ações, fazê-lo mudar. Apesar que é uma coisa que não se pode fazer sozinho, não é? – dizia sorrindo.

Nesse momento a fila já estava andando e Killer pareceu não perceber. O que para o casal parecia ser minutos, se tornou horas. A porta se abria um rapaz gordinho, loiro de olhos verdes e trajes bem largos, saia e parecia bem decepcionado. A cara parecia de choro. Não parecia acreditar que o mesmo estava ali e perdera no teste. O mesmo suspirava, segurando um choro, e chamava o próximo para fazer o teste.

- Bem, acho que você está diante de saber como é a sensação de realizar um sonho. Está na hora do SEU teste! Boa sorte, Killers. – dizia a jovem, sorrindo bem, para o jovem e com os olhos fechados, passava confiança para o mesmo.

A porta entreaberta mostrava parte da sala. No extremo, uma grande janela deveria iluminar a sala, mas devido as diversas nuvens que encobriam a capital, deixava o lugarzinho mais escuro. Antes da janela, parte da mesa era visto, tendo ao lado, uma gatuna grande de olhos penetrantes e dentes já a mostra, mesmo com a boca fechada. Ao ver o jovem que seria o próximo, a gata lambia parte da boca com sua língua.
Ayzen
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Mensagem por Killer em Dom 10 Ago 2014, 23:48

OFF : Sim, são todos meus. Valeu XD O//

O rapaz dava uma risada de leve e fechava os olhos depois das ultimas palavras da garota que tentava explicar a sensação de realizar um sonho, o sonho da garota era louvável, era tão simples e ainda sim tão grande :

Acho que não da pra fazer muita coisa sozinho. Duas cabeças pensam melhor que uma... Hum... Eu ia falar que eu sempre tive o outro pra me ajudar... Mas a gente só tem uma cabeça...Hahaha, acho que a gente nunca teve vantagem nenhuma. – Dizia rindo mais um pouco.

Agora queria conhecer o que é ter o sonho, e também queria realizar um, e queria algo sincero, algo que fosse fazer a diferença, não precisava ser no mundo, mas em sua vida, para que pudesse voltar a sua família sem culpa e sem nenhum medo, mas sabia que sozinho seria complicado fazer isso, afinal, existem coisas que não se pode fazer sozinho.

Nesse momento um homem saia da sala de testes e Killer se dava conta de que a fila havia andado e mal havia percebido o tempo passando, havia passado como uma onda em seu mar de pensamentos, havia passado e mal havia percebido, o tempo com Malia realmente tinha rendido uma boa conversa e uma distração muito boa. O homem que saia parecia extremamente triste, poderia não ter passado no teste, ou pelo jeito poderiam nem ter havido aplicado o teste no rapaz, não se surpreenderia se mais alguém saísse arrastado por algum Cadete de dentro daquela sala. Nesse momento e com a fala de Malia percebia uma coisa, era sua vez :


YOSHAA! FINALMENTE É NOSSA VEZ! QUE VENHA CORNÉLIO! – Dizia o negativo, enfiando o pé na lateral do barco, quase o virando com o chute, e logo fechando os punhos e abrindo um imenso sorriso no rosto, os dentes pontudos reluziam, os olhos arregalados começavam a ficar cada vez mais profundo, finalmente a hora havia chegado e o negativo tratava o momento como se estivesse prestes a um combate - Então chegou a hora. – Pensava o positivo – Vamos dar nosso máximo para não estragar isso. Eu to logo atrás, se eu ver algum problema, eu vou tomar conta. Faça o mesmo.

Certo. – Dizia o positivo, respondendo a Malia e a seu lado negativo, enquanto se levantava e arrumava seu cap, apertava seu cinto e ajeitava suas mangas – Não precisa me chamar de Killers, hahaha... Eu sou uma pessoa só, pode ficar tranquila. Obrigado, Malia. Te vejo daqui a pouco. – O jovem dava um leve sorriso com os olhos fechados, logo aos poucos o sorriso ia aumentando e os dentes pontiagudos aparecendo mais, um dos olhos abria e ela conseguia perceber que o negativo também se despedia por alguns leves momentos, logo se viravam para a porta e não podia perceber exatamente quem era, sua feição era seria, os olhos centrados, não transpassava nenhuma emoção, estava totalmente focado - Vamos acabar com essa porcaria. Sem problemas.

Ele dava um passo largo em direção a porta entreaberta, a sala escura não deixava grandes detalhes a mostra, Killer abria a porta e logo a fechava, logo enquanto tentava acostumar seus olhos com a escuridão, via um par de olhos profundos e penetrantes como se visse sua alma e seus desejos mais profundos, os olhos de Killer também passavam para seu eu negativo, se tornando mais profundos e observando de volta, ao seus olhares se encontrarem, conseguia ver os dentes afiados para fora, o sorriso abria de leve com seus dentes pontudos, no momento que o ser passava a língua pelos dentes, o rapaz encostava a língua na ponta de uma de suas presas, e logo que o ser terminava, ele simplesmente fechava a boca e seus olhos voltavam ao gentil, sua feição era apática, tomava uma postura e colocava as mãos para trás :

Kovic Dvalich, estou aqui para tomar o teste para Gladiador. – Buscaria com os olhos procurar alguma pessoa ali dentro, assim que a pessoa respondesse sua saudação, se direcionaria a mesa, finalmente seu teste estava próximo a começar, agora tudo dependia do trabalho em equipe de ambos e de seus intelectos para finalmente conseguirem descobrir qual a sensação de dar um passo em direção a um sonho.


Killer
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O Teste - Um louco em Nyender city Empty Re: O Teste - Um louco em Nyender city

Mensagem por Ayzen em Seg 11 Ago 2014, 09:24

Off: São ótimos! =D
Você usa photoshop? Tem experiência com Design?

Malia despedia-se do aspirante com uma boa sorte que mal era ouvido. Killer apenas identificou pela leitura labial. O rapaz adentrava na sala da comandante e fechava a porta. Ali a luminosidade não era muito atraente. A luz estava desligada e a luminosidade natural de Shinki não contribuía, devido às diversas nuvens que cobriam aquela cidade. Os olhos do rapaz começavam a se acostumar com o local, e, infelizmente, a primeira coisa que vira fora a grande gata de Angélica, que parecia olhar para o seu pedaço de carne. Era intimidador o que via, embora fosse necessária maior coragem para enfrentar a gata.

Aos poucos a sala ia tomando a sua forma. Ao lado uma prateleira com livros e até alguns porta-retratos, mas não era possível ver o que tinha ali. Havia até um globo terrestre, com a forma de Shinki. Ao fundo a janela aberta, com pouca luminosidade. Ao lado uma porta que parecia levar ao toalhete particular de Angélica Thompson. Logo a frente do rapaz, uma mesa impecavelmente arrumada, com tudo em seu devido lugar. Duas cadeiras e atrás da mesa, uma cadeira maior, aparentemente mais confortável. A morena estava sentada nela. Seu olhar permanecia tão penetrante quanto o de seu Persian. Sua barriga era clara ali, mas encará-la não era uma boa ideia. A morena e seus olhos violeta pareciam focar no rapaz ali a diante e assim ela, com seus dedos batendo na mesa ela parecia ouvir o desejo do rapaz, mas ainda o olhava de cima para baixo, o encarando. Depois de um silêncio constrangedor, a comandante falava.

O Teste - Um louco em Nyender city AS2yM

- Gladiador? Mais um dos arruaceiros... E o que lhe faz pensar, Sr. Dvalich, que eu daria a licença de Gladiador para alguém como você? Acha que não sei que esses gladiadores estão ai fora apenas para causar problemas para mim e para os meus homens? Não vejo motivos para aplicar o teste a você. Portar um Pokémon é algo que pode causar prejuízos para a segurança pública.

A capitã parecia ser bem séria e falava confiante do que tinha. A voz era direta, mas era possível perceber que ela tinha dificuldades para respirar. Aparentemente estaria entre o 25ª ao 29ª semana. Persian se comportava ali como guarda-costas da mulher e parecia disposta a avançar na garganta de qualquer um que aparentar provocar algum mal a sua mestra. A resposta de Killer deveria ser coerente e bem elaborada, pois afinal, mal sabia o rapaz, mas o teste havia começado. Se os outros foram reprovados logo no inicio, foi naquela parte do teste que eles travaram. Seguindo essa lógica, Killer deveria unir o seu pensamento dual em busca de um equilíbrio que não deixasse transparecer ser puxa-saco e nem ser rude com a autoridade presente naquela sala.

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Mensagem por Killer em Seg 11 Ago 2014, 14:14

OFF : Eu uso o Photoshop sim. Bom, eu tenho uma certa experiencia com avatares e signs, mas eu faço mais por diversão, não sou nenhum mestre louva-deus nem nada XD

O rapaz mantinha a postura acima de qualquer coisa, buscava olhar diretamente nos olhos da Angelica, ignorando o Persian que o via como comida ou talvez como uma ameaça para sua treinadora e para sua cria. Dentro de sua cabeça, as personalidades se mantinham nas laterais do barco, ambos olhando para dentro da água, o negativo mantinha o olhar firme e a mão direcionada para a água, o positivo olhava com os olhos quase fechados e um sorriso leve, apoiando a cabeça em sua mão esquerda e mantendo a mão direita elevada :

Certo! Não da pra vacilar agora, Manso!... Espera... Uma mulher? Não é o Cornélio?! QUE PORCARIA É ESSA?!

Hahaha, calma. Lembra? Sem vacilar agora.

Ambos enfiavam suas mãos na água, seu corpo se mantinha apático, como ambos estavam na água a disputa pelo corpo era constante e seria mais rápido se precisassem trocar, enquanto a seu corpo, ele ficava parado, em sua postura totalmente firme e reta, com as mãos para trás, praticamente como um soldado.

O teste havia começado e a primeira pergunta já era complicada, deveria falar com cuidado, a resposta da pergunta era certa, mas o jeito que precisava falar que era o complicado, além de estar falando com a grande Angelica Thompson, não tão grande assim para o negativo, mas além disso ela estava gravida, o que poderia causar grandes diferenças na mulher, como mudanças de animo, ela poderia simplesmente do nada mandar o Persian o atacar se falasse algo errado ali :


Para alguém como eu? – A boca se abria devagar enquanto falava, podia ver os olhos profundos e os dentes pontudos, era o negativo – Porque eu não sou um arruaceiro qualquer. Eu sei que viver como gladiador é viver como escória, e é isso que eu sou, mas eu não sou como esses que dão problemas para o seus homens.  – O rapaz levantava a cabeça para que Angelica pudesse olhar bem para seu rosto e mantinha os olhos fixados nos olhos da mulher – Eu não quero ganhar fama e não sou a pessoa mais qualificada para ser um de seus homens, meu lugar é no combate, mesmo que isso signifique ser lixo. Eu só quero poder voltar para os meus familiares de cabeça erguida, e pra isso preciso viver como escória e subir meu caminho pra fora do inferno... – O negativo retirava sua mão da água e a feição do corpo se tornava mais elegante, era o gentil – Só quero poder vê-los sorrindo pra mim. E eu sei dos riscos que ter um Pokemon pode causar, mas cuidarei bem dele. Não deixarei que ele seja um estorvo para seus homens nem para ninguém, com certeza será bem tratado.

O rapaz mantinha a cabeça erguida, a feição continuava elegante, não retirava os olhos dos olhos da moça, havia dado sua resposta, era sincero e havia falado tudo o que pensava, era tudo que podia fazer, não queria mentir, muito menos ser rude, então falou a verdade, buscou não se direcionar de forma rude a ela em nenhum momento, apesar de ter se rebaixado, mas era o que realmente desejava fazer, e também havia tentado tirar sua preocupação sobre o porte de Pokemon, agora era simplesmente esperar e torcer para que ela entendesse o que ele queria, só queria se redimir com sua família e viver em um mundo de lutas, aonde seu outro eu não precisaria se conter e não seria um problema, só esperava que Angelica não o visse como mais um arruaceiro idiota, só queria sua redenção. Mantinha a postura firme, não queria só transparecer confiança em sua resposta, mas também em sua postura, queria que ela visse que ele não brincava e que não era mais um que passava por aquela porta.
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Killer
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Mensagem por Ayzen em Seg 11 Ago 2014, 15:50

Off: kkkkk mas está de parabéns ;D

O jovem Killer mantinha-se na frente da Angélica. O negativo estava decepcionado ao ver que seria Angélica que aplicaria o teste e, não, Cornélios. Parecia que ainda grávida Thompson via-se capaz de executar o seu trabalho. A mulher tinha notória visão. A parte do teste não era só conhecimento, era psicológico. Fazer com que Angélica desse um Pokémon para alguém era mais difícil do que as perguntas voltadas para o conhecimento do mundo Pokémon. Killer estava diante de um grande desafio e nesse momento vários pensamentos se uniam a fim de conseguir a aprovação. Naquele momento, Thompson estava confortavelmente em sua cadeira, enquanto Killer, em pé de forma elegante, dava a sua resposta.

Os olhos violeta da morena percorria o corpo do jovem. Parecia estar analisando toda e qualquer reação fisiológica do rapaz. Parecia procurar alguma falha. O olhar da morena se apertava ao ouvir a resposta, como se ela procurasse um defeito. Persian grunhia baixinho, ao ponto de provocar várias mudanças. Quando Killer trocava de personalidade, Angélica pareceu espantar, assim como Persian – principalmente o gato. As duas, tanto capitã, como Persian, tinha uma sensibilidade grande em analisar as pessoas, mas Angélica pareceu deixar passar, enquanto persian permanecia desconfiada. Thompson, apesar de ter notado rapidamente a troca de jeito de falar, deixou passar, pensando ser impressão sua. Fora isso, ela parecia ter acreditado em Killer.

- Rum. Não é todos os dias que encontro pessoas que sabem de sua atual condição... Sente-se, Sr. Dvalich. Fale de onde vem e por que quer retornar para a sua família. O que você fez para ter que se exilar de seu lar? – perguntava a capitã;

Thompson analisava cada parte do corpo de Killer. Qualquer mudança seria muito bem notada pela jovem. Ela parecia querer saber da história do rapaz. Talvez estivesse desconfiada de algo ou talvez apenas quisesse ter certeza que era seguro aplicar o teste ao rapaz e se ele passasse se seria seguro dá a posse de um Pokémon a ele. Apesar de tudo isso, uma coisa era notória na capitã: sua aparente dificuldade de respirar.
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Mensagem por Killer em Seg 11 Ago 2014, 18:36

OFF : Thnks XD

O rapaz tinha uma resposta inesperada, parecia que Angelica se interessava por sua historia, com certeza queria ter certeza de que não seria um erro aplicar o teste com o estranho rapaz que se mantinha firme a sua frente, ela então o convidava a sentar, o rapaz se direcionada a mesa com passos firmes e as mãos ainda para trás, ele apoiada uma mão na costa da cadeira e a puxava para trás para que pudesse se sentar :

Com licença. – Dizia enquanto se sentava e arrumava sua postura na cadeira, colocava as mãos em suas pernas e mantinha seu tronco reto, logo voltava a olhar para os olhos de Angelica, sem mudar sua expressão em nada.

HAHA! MEU GAROTO! TODO EDUCADO E IDIOTA, MAS GOSTEI, GOSTEI MESMO! – Dizia o negativo dentro dos pensamentos do garoto elogiando o positivo, que por acaso não entendia, afinal não estava fazendo nada diferente do que já fazia habitualmente. Você sabe que eu não posso responder essa... É melhor você fazer isso...

O rapaz não transparecia nada enquanto ouvia a pergunta de Angelica, novamente, não moveria nenhum musculo além dos necessários para falar, se manteria calmo, pois sabia que tudo ali era um teste e poderia ser usado contra ele :

Eu venho de Jorvet Village, eu ajudava na pescaria do vilarejo. – Mesmo com a memoria feliz, o rapaz não demonstraria nenhum sinal de alegria, simplesmente manteria sua feição apática, sem tristeza, sem alegria, sem nostalgia, nada. Bem, eu quero retornar para eles porque eu os amo. Minha irmã sempre foi tudo pra mim. O motivo de eu ter me exilado tem exatamente a ver com ela, desde pequeno tenho minha irmã praticamente como minha mãe, a respeito mais que tudo no mundo. E foi isso que fez com que eu me exilasse, eu fui desrespeitoso e decepcionei ela, sem falar que me envergonhei e envergonhei minha família, bom, meu pai. – Novamente buscaria se manter apático, mesmo com as memorias tristes que agora eram mais fortes, apesar de se manter frio, dentro da cabeça do rapaz, o mar começava a ficar mais nervoso e algumas nuvens começavam a cobrir o céu, e ambos se mantinham em completo silencio - Eu preciso primeiro me redimir comigo mesmo para então poder encara-los nos olhos e pedir que me perdoem.

Não exibiria nenhuma reação ao falar, simplesmente se manteria frio e apático em frente a Angelica, precisava fazer isso, não queria ser totalmente decifrado, precisava se esconder um pouco, ou talvez ela não confiasse nele por ter dupla personalidade, então precisava se manter firme para conseguir seu teste e ai tentar passar no mesmo para conseguir seu pokemon, novamente esperava que tudo desse certo.

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Mensagem por Ayzen em Ter 12 Ago 2014, 10:48

Diante de Angélica Thompson, Killer sabia que teria que dá cada vez menos motivo para ela encontrar algo que pudesse ser usado contra ele mesmo. O jovem mantinha os menores dos movimentos, apenas o necessário. Cordialmente mantinha-se em pé e parado, olhado para a morena que retribuía com um olhar penetrante de grande avaliação. Angélica parecia relutante em aplicar o teste ao jovem, mesmo este sendo tão educado ao chegar ali. Angélica sabia que educação não media a pessoal que era por dentro e queria saber mais da história do rapaz. Killer mantinha-se sério, mas com tudo o que tinha de cordial ele se sentava na cadeira diante da pesa, ouvindo o grunhido da gata um pouco mais alto e assim começava o seu relato.

De fato o jovem usava as palavras certas para poder dizer o que queria, sem criar nada contra ele, mas Angélica parecia procurar uma falha, mesmo sabendo o quão sincero Killer estava sendo. A mulher passava os dedos sobre a mesa, enquanto a sua respiração continuava pesada. A comandante ouvia tudo o que o jovem tinha dito e parecia erguer a voz para contestar, mas ai seria entrar na intimidade do garoto, o que não era do seu feitio.

- Acho um desperdício o que você gostaria de fazer, sr. Dvalich. O senhor nada mais é do que um covarde que não consegue voltar para a sua família sem ajuda. Ainda bem que escolhera ser um gladiador, pois um cadete deve ser bravo e corajoso. Decidi que aplicarei o teste ao senhor, mesmo tendo noção de que não vai muito longe...

A capitã decidia aplicar o teste ao jovem gladiador, mesmo julgando que Killer era um covarde, por não enfrentar a sua família, sozinho. A mulher puxava uma gaveta em sua mesa e assim de dentro tirava uma pasta, com várias fichas amarronzadas dentro. Ela abria a pasta na mesa e retirava as fichas e começava a olhar as primeiras e em seguida olhava para o jovem, como se estivesse escolhendo as perguntas ainda.

- Então, vamos ao teste, não é mesmo? – dizia a morena aplicando as primeiras perguntas.


Questão 1

Nas batalhas, certos ataques podem causar mudanças de status em seu pokémon, cite três movimentos (um especial, um físico e um de suporte) que causem no adversário o status Poison. Diga um item natural, uma Berry e um item encontrado nos Mercados que curem esta alteração.

Questão 2

Disserte sobre cinco pokémons extintos (não lendários, não pseudo-lendário, um de cada uma das 5 regiões antigas).
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Mensagem por Killer em Ter 12 Ago 2014, 19:14

Era chamado de covarde e mesmo assim se mantinha elegante e sem demonstrar sentimentos por fora, já por dentro o negativo segurava com as mãos na borda do barco, rangia os dentes com muita força, parecia que iria quebrar os dentes a qualquer momento, começava a apertar a beirada do barco que começava a rachar, começava a rosnar para o nada, enquanto o gentil colocava uma das mãos em sua costa :

Não vale a pena. Você sabe como é... Fui um covarde sim. Você não tem culpa disso. – Dizia o gentil com um leve sorriso no rosto e os olhos aguados, não conseguia olhar diretamente para o negativo, afinal quem havia feito o sair de casa era ele, mas não guardava nenhuma mágoa nem ressentimentos do seu outro eu – Fui eu quem correu... Você sabe bem...

MAS FUI EU QUEM FEZ VOCÊ SAIR DE LÁ! E AGORA A GENTE TEM QUE FICAR AQUI ESCUTANDO ESSA MALDITA PRENHA FALAR QUE SOMOS COVARDES?! EU VOU ARRANCAR OS DENTES DESSE PERSIAN MALDITO COM AS MINHAS MÃOS E VOU ENFIAR NA GARGANTA DELA! – O negativo levantava a mão com o punho fechado, iria dar um soco para adentrar a água, tomar o corpo e voar simplesmente para cima do persian, até que...

Ai a gente não vai poder voltar... Ataque ela e ou a gente acaba morto, ou preso. Sem poder olhar nos olhos deles de novo...

O punho do homem parava a milímetros da água, o homem começava a respirar de forma pesada, enquanto recuava seu braço e o segurava com a outra mão, se sentava dentro do barco e dava as costas ao positivo, era possível ver a cabeça do homem e seus ombros tremendo de raiva :

Termina isso logo... Antes que eu mude de ideia e faça alguma coisa que a gente vá se arrepender...

Certo...

Depois disso a mulher decidia iniciar o teste, finalmente, agora o momento que tanto esperava havia chegado, apesar de que uma parte sua não estava em condições de ajudar, o positivo então tomaria conta de tudo :

Perfeitamente. – Dizia o homem ainda se mantendo elegante, agora finalmente responderia a pergunta .

Ela pegava algumas fichas e escolhia as perguntas, passando-as então ao jovem, era só pensar e responder, o negativo se controlaria até onde conseguisse, então só precisava fazer o teste, ser chamado de covarde não agradava o positivo também, mas mesmo assim, não tinha que provar nada para Angelica, então conseguia se manter calmo :



Cross Poison, é um movimento físico em que o pokemon lança uma energia roxa em forma de X contra o oponente, com chance de acerto critico e 10% de chance de causar o status Poison no oponente.

Toxic Spikes, é um dos movimentos suporte – status, se trata de uma onda de fumaça roxa e espinhos no solo, causa o status poison no pokemon que for atingido, quando outro pokemon adversário entrar em batalha, ele também sofre o efeito Poison pelos espinhos do movimento.

Smog, é um movimento especial, o pokemon expele uma fumaça escura que ao contato com o oponente pode causar o status Poison, a chance é de 40%.

Um item natural para curar esse status poderia ser o Heal powder, é um ótimo item natural, cura qualquer status, mas retira 15% da experiência do seu pokemon, um item encontrado nos mercados poderia ser o Antidote, ele cura o status Poison e a Berry usada para curar o status de poison seria a Pecha berry, além de curar do status ela é bem doce e macia, o que provavelmente vai agradar seu Pokemon.

Quanto aos extintos, de Kanto posso citar o Paras, era um pequeno tipo Bug e Grass com uma certa característica única, ele tinha cogumelos crescendo em suas costas, eles absorviam nutrientes do mesmo e eram considerados poderosos remédios para prolongar a vida, Paras conseguia usar bem o cogumelo para seu próprio bem, o cogumelo absorvia nutrientes do Paras e ele o usava para defesa própria, assim como usava suas pinças. Era encontrado em florestas bem úmidas e em cavernas, afinal a luz do sol e o ar seco machucavam sua pele.

De Johto, o Girafaring, que era um pokemon Normal – Psychic, algo interessante sobre ele é que ele tinha uma cabeça em seu rabo que possuía um cérebro, então mesmo que você tentasse ataca-lo por trás em um ataque surpresa, se o rabo te visse, ele estava vendo você, isso também o ajudava em combate, afinal praticamente tinha olhos nas costas, essa cabeça também atacava em resposta a sons ou cheiros atraentes.

Em Hoenn eu gostaria de citar um dos meus favoritos, Salamence, um tipo Flying – Dragon, pesava aproximadamente 102 kg, tinha grandes asas e era grande o suficiente para carregar treinadores pelos céus, tem uma cauda longa e forte que podia usar para lançar seus inimigos no ar em grandes distancias sem fazer muito esforço. Tinha um corpo forte e pele áspera era extremamente difícil de penetrar, principalmente suas asas que pareciam ser feitas de aço. Salamence era um pokemon muito orgulhoso e que gostava de se exibir, principalmente ao ganhar combates, mas era entendido que ele fazia isso porque havia enfrentado diversas dificuldades para conseguir suas asas, isso explicava seu orgulho.

Em Sinnoh existia o Garchomp, um tipo Dragon – Ground, e apesar de não ser um tipo Flying ele ainda sim podia voar, as suas escamas eram finas e ajudavam a reduzir a resistência do ar, e assim conseguia voar em alta velocidade, diziam que quando ele se movimentava em altas velocidades, suas barbatanas, ou asas, criavam laminas de vento que cortavam até arvores nos arredores. Eram territoriais e predadores vorazes, não deixavam nenhuma presa que entrasse em seu território fugir.

E finalmente em Unova, mais um que eu admiro muito, Deino, um tipo Dark – Dragon, o interessante sobre esses pokemons era que eram cegos, eles atacavam mordendo tudo no ambiente para aprender sobre o lugar, e tinha o corpo coberto de feridas por ser cego as vezes se bater em alguns lugares do ambiente, mas tinha muita energia a ponto de conseguir ficar mordendo por muito tempo, e por isso era necessário cuidado ao abordar esse pokemon.

Respondia as questões de forma rápida, não mudava sua feição apesar de ter sido atingido por dentro, suas duas personalidades pareciam ter sido pegas pelas palavras de angélica, mas ainda sim conseguiam controlar o corpo para se manter apático, agora esperava pelas próximas perguntas, olhando firme para os olhos de angélica, e apesar de ser o gentil quem controlava o corpo, os olhos lembravam muito os do negativo, tentando analisar cada vez mais a mulher que respirava com dificuldades, talvez os olhos estivessem daquele jeito por ambos estarem bravos ou chateados ao perceberem que realmente tinham sido fracos, mas não queria dizer que iriam demonstrar, afinal, tinham sido fracos, mas agora não eram tão covardes assim.
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Mensagem por Ayzen em Qua 13 Ago 2014, 11:19

Certamente Thompson tocou na ferida do aspirante. Chamá-lo de covarde atingia-o em todas as extremidades de sua mente e aquilo poderia causar uma condição não desejada por Killer. O sentimento era mutuo. Tanto positivo, quanto negativo, pareciam não se agradar pelo fato de terem sido rotulados por Angélica, embora o rótulo fosse verídico. No entanto, como esperado, a reação de ambos era divergente. Enquanto um parecia calmo e aceitava sem se escandalizar, visando a conclusão do teste, o outro parecia pronto para saltar na garganta de Persian e de Angélica. Por pouco, Killer negativo não assumia o corpo e aquilo tudo iria de água abaixo e acabaria ali mesmo o teste. Talvez Angélica não fosse tão boazinha ao ponto de apenas o expulsar da academia. Resultaria em prisão, atacar uma autoridade, fora ou em exercício de sua prisão.

O olhar do homem, por fora, parecia o mesmo. Nenhuma reação era manifestada. Persian dava um sorriso de lado que parecia ser tão cruel quanto as palavras de Angélica. A mulher não brincava e estava pronta para repudiar totalmente o homem em sua frente. Por sorte o positivo assumia o teste e começava a falar pelos dois. Deixar o negativo ali, naquele momento, poderia causar sérios prejuízos para o teste. O rapaz relia as perguntas e começava a dá as respostas, o mais completo possível. Não parava, a não ser para respirar melhor, e assim o mesmo parecia ter respondido as duas perguntas, no entanto, a cara de Angélica não era de satisfação.

- Parece que além de covarde, ainda sofre de dislexia. – dizia Angélica em forma ríspida – Não sabe ler, sr. Dvalich? A questão 1 está correta, no entanto, a questão 2... Pelo o que eu saiba, e talvez qualquer criança que nem sabe ler, Garchomp e Salamance foram Pokémon classificados como pseudo-lendários. Sendo assim, eles não se encaixam ao que a pergunta pediu!

O sorriso da Persian se acentuava. A gatuna parecia se divertir em presenciar a desgraça dos outros. Angélica parecia próxima de esculachar o jovem em sua frente. Por descuido, Killer parecia ter errado parte da segunda questão, mas não sabia se aquele erro era responsável por anular a questão toda ou deixar parcialmente correta. Angélica não deixava claro.

- Me diga, Mr. Dvalich: por que que eu devo continuar esse teste, sendo que o sr. é uma completa perda de tempo? Pense bem em sua resposta. – dizia a mulher se levantando e indo ao toalhete ao lado.

Carregar consigo uma cria era de grande responsabilidade e alterava também a frequência da capitã ao banheiro. Nesse sentido, Persian era a única que permanecia na sala com o jovem e assim a gatuna erguia-se do solo e começava roda o jovem, como quem olhava um pedaço de carne. Killer era a presa da gatuna... Antes que Persian pudesse reagir de forma ofensiva, Angélica saia do banheiro. O tempo demorou a passar, mas logo Angélica estava de volta a cadeira, na frente do jovem, esperando uma resposta, que de preferencia para Killer, não o levasse para fora da sala...
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Mensagem por Killer em Qua 13 Ago 2014, 19:34

Havia cometido um erro, um erro bobo, pura falta de atenção, enquanto a moça falava sua feição continuava distinta, sabia que isso poderia ter estragado seu teste, mas agora o erro estava feito e precisava contornar a situação :

São? Ah, pois bem então.

Dentro da cabeça do rapaz, o gentil ainda continuava calmo e com um leve sorriso, o negativo já havia parado de tremer, mas o ódio ainda estava em seu corpo, a mulher se levantava para ir ao banheiro, o Persian começava a rodear Killer que fechava os olhos e desligava :

Você... ERROU?! – Dizia o homem se virando e agarrando o gentil pelo colarinho

Calma, calma! Eu me confundi, eu achei que eles eram normais!

EU-NÃO-LIGO! ACABOU O MALDITO TESTE PRA VOCÊ MANSO, AGORA É COMIGO!

O negativo jogava o positivo no chão do barco e caia na água, nesse momento, o céu se fechava, o mar de pensamentos começava a ter ondas imensas e relâmpagos caiam do céu :

Poxa vida... Vou ter que aturar a cabeça dele nervoso agora...

O negativo estava fervendo de ódio, e isso era o que fazia ele conseguir se controlar a ponto de não tentar quebrar o pescoço do persian enquanto a moça estava no banheiro, porém não conseguia mudar a feição, retirava o cap e bagunçava o cabelo, olhava diretamente para o persian enquanto ele rodeava seu corpo, lambia a ponta de seu canino enquanto fazia isso, logo Angelica saia do banheiro, um sorriso aparecia no rosto do rapaz, ela se sentava e esperava a resposta para continuar o teste de Killer, o rapaz olhava diretamente para os olhos de Angelica, seus olhos estavam mais profundos e com um pouco de olheira, mas o rapaz continuava o mesmo tom de voz de antes  :

Porque eu não sou total perda de tempo. – Dizia o homem diminuindo um pouco o sorriso – Foi apenas um descuido, não ira se repetir, erros são inaceitáveis, correto?  E o objetivo do teste é provar o conhecimento, não é? Então capitã, eu concordo que meu erro foi infantil e muito inútil, acho que o meu conhecimento não deixou tanto a desejar quanto a interpretação de texto. – Ele se endireitava na cadeira e ficava serio, queria transparecer que realmente estava serio sobre o teste para Angelica, agora estaria realmente começando o teste, não permitiria erros – Mas, com todo o respeito, é sua decisão. – Dizia crescendo um grande sorriso no rosto - Se quiser eu posso reformular a pergunta, ainda posso falar sobre o Electrike ou o Kricketot. Ou, bem, o que passou, já passou. Só peço que mantenha minha chance de demonstrar que eu sou capaz de passar no teste.

O rapaz manteria a feição seria, apesar de estar meio diferente, ainda sim queria passar no teste, esperava que Angelica considerasse suas chances e o deixasse continuar, afinal, precisava passar, e agora começaria o teste de verdade, o negativo tomaria conta, seu ódio o levaria para frente, só por um motivo, esfregar a aprovação na cara da mulher que o negava qualquer chance e quase o humilhava naquela sala.
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