Pokémon Shinki Adventures RPG
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01 - Em busca da devoção

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Mensagem por Esparques em Dom 10 Ago 2014, 05:10

O garoto andava calmamente em direção a igreja sagrada, com as mãos nos bolsos ele procurava não fazer muito barulho, queria atrair a atenção somente daquele que fosse necessário. Estava a procura do Padre para ter início ao seu teste de devoção, ele estava preparado e determinado para concluir qualquer desafio e passar por cima de qualquer obstáculo para que no fim do dia atingisse seu objetivo, com passos calmos, lentos e calculados, Sparks mantinha a respiração tranquila para não ser surpreendido pelo Padre que deveria estar esperando por ele, obviamente, Sparks não queria levar um susto.

Com seu casaco, botas e calças, resumindo, seus vestes padrões, ele planejava iniciar sua aventura hoje e queria que tudo ocorresse com perfeição, esperava problemas, mas não estava com vontade resolve-los, um dia preguiçoso para se iniciar uma longa jornada.

Ele bocejava, facilmente ficava entediado e já estava começando a se aborrecer, perambulava em direção a igreja e quando chegasse lá iria caminhar por ela até encontrar o Padre, já estava ficando aborrecido com tanta caminhada mas não deixava que este sentimento ficasse tão forte ao ponto de atrapalha-lo, começava a assobiar uma música que ele lembrava de sua infância, bem baixinho para não chamar muita atenção, estava apenas esperando a presença do Padre para prosseguir e então quando este se revelasse iria parar com os baixos ruídos.

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Seg 11 Ago 2014, 09:37

Off: Oiie. Estarei assumindo a sua rota. Espero que possamos nos divertir juntos ^^
Ah! Adicione o link de sua ficha na área correspondente no perfil ;)

Os passos pela rua da capital de Shinki eram agitados pelo jovem Sparks. O aspirante a seguidor de Arceus pareciam leves e em direção da igreja. Naquela manhã, o frio reinava em toda Nyender City, cujas ruas estavam cobertas de pétalas de cerejeiras nas quais enfeitavam a calçada úmida. O tempo estava fechado. Nuvens negras cobriam a cidade inteira e as poucas pessoas que estavam na rua pareciam apressadas para prosseguir com suas atividades diárias. Homens e mulheres de sobretudo e roupas bem confortáveis. Eram todos bem ocupados, mas diante do novato, eles sempre olhavam com desconfiança para o jovem. O andar do mesmo era ansioso e logo ele chegava a uma praça muito bem organizada e limpa e logo a frente o mesmo avistava a catedral.

Linda por fora, a construção parecia enorme e era bem vista pelo o jovem. Cada parte da construção era digna de reaver os seus conceitos. Grande, bela e cheia de graça. O rapaz poderia ficar ali observando o local por muito tempo, mas tinha serviço para fazer; Adentrar para a ordem de Arceus demandava muito desempenho do aspirante. Com isso o mesmo adentrava ao local e perseguia que dentro era mais belo do que fora. As diversas colunas e os mais variados vitrais com imagem de Arceus e alguns outros Pokémon enfeitavam a igreja. Uma mistura de barroco, realismo, impressionismo e modernismo tocava cada detalhe do local e aquilo chamava a atenção de qualquer.

Os diversos bancos dispostos na igreja estavam vazios. Ninguém aparecia quando o jovem penetrava o templo e ia até o altar e ali encontrava uma grande taça de cristal. No extremo do altar, um vitral enorme de Arceus hipnotizava o rapaz, até que um barulho o chamava atenção. Dando pequenos pulos no chão, um passarinho verde saia em direção do rapaz e mostrava estar feliz com a presença de alguém. A ave sorria para Sparks como se o conhecesse há muito tempo.


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Mensagem por Esparques em Seg 11 Ago 2014, 11:25

Off: Oi. Esperto que a gente se divirta também =). Adicionei já a ficha e desculpe a narração fraca, eu costumo narrar em primeira pessoa, estou vendo como vou me sair narrando em terceira.


Sparks tinha toda sua linha de pensamento interrompido por um frio e a bela visão das ruas cobertas por pétalas de cerejeiras. Acompanhada da manhã, esse frio trazia uma sensação única ao rapaz, e para ele, estes eram aqueles momentos que faziam a vida valer a pena, a combinação do frio da manhã e as pétalas das árvores agradava muito o jovem, ele adorava essa temperatura de frio e tudo era como se funcionasse através de um aroma formidável. Ele tinha uma pequena sensação do frio na pele, tremia um pouco, encolhia seus braços para que um cobrisse o outro e tentava se aquecer um pouco. Mau se importava com os olhares das pessoas em volta, não queria apontar nada mas sentia que estava sendo julgado por ser a primeira vez que ele chegará próximo a catedral, mantinha passos firmes e apressados para escapar do público, era extremamente tímido e mantinha-se distante de contato humano.

Finalmente havia chegado a catedral, quando chegou próximo o suficiente para enxerga-la, havia ficado sem palavras por seu visual fenomenal, nunca havia visto nada parecido, os olhos arregalados e a expressão facial de impressionado tomavam conta do garoto, era como se todo aquele sentimento de manhã fria tivesse ido embora, tudo aquilo contribuía positivamente para o início de manhã de Sparks, ele voltava as mãos aos bolsos e novamente por alguns três segundos moscava em frente a catedral, mau se lembrava o motivo de estar ali. A Ansiosidade fazia o trabalho de lembrar-lhe o motivo, apressado ele adentrava a catedral e tentava prestar atenção nos seus mínimos detalhes de construção e obviamente seus enfeites, tinha certa curiosidade sobre como as coisas eram feitas, tão belas, pensava que fazia qualquer um esquecer do passado e seguir em frente, olhar para o futuro.

A igreja vazia trazia um pequeno calafrio ao garoto, era meio sinistro, principalmente por se tratar de uma igreja, curioso, ele bisbilhotava e em um altar encontrava uma taça de cristal, imaginava para que ela servia, tudo ali era tão bonito que fazia o garoto começar o dia com uma positividade inigualável, só pensamentos bons continham o corpo do garoto que buscava cada vez mais saber sobre as coisas que tinham na igreja, as vidraças transmitiam segurança e tudo que ele queria era descobrir cada vez mais sobre aquele mundo que o cercava, explorar os mais diversos locais e aprender com todos que o cercavam, mas, não podia esquecer de seu objetivo. A fé já tinha perdido a muito tempo e já havia percebido que nem tudo era as mil maravilhas, iria se exilar da sociedade após receber seu pokémon e tentava agir de outra forma, mentir, enganar as pessoas que ousassem desconfiar disto, seus motivos apesar de não serem muito fortes, tinham argumentos. Ele não queria participar disso, as leis que o cercavam o sufocavam, ele queria ser livre, se libertar era seu destino e seu objetivo, este é o desejo de Sparks. Mas novamente sua linha de pensamento era interrompida, mas desta vez, pela presença de alguém e daquele que ele nunca imaginava encontrar, ao menos, não dentro de uma igreja nesta hora da manhã.

Ele se virava e percebia o passarinho dando pequenos pulos no chão, chamativo, Sparks se aproximava do pokemon deixando toda sua timidez de lado, olhava para os lados para ver se alguém estava o observando e então se agachava tentando ficar mais próximo do passarinho. Ele sorria, eu também. Procurava saber o motivo dele estar ali, aproximava minha mão da cabeça da ave para dar leves toques nela, fazer carinho.  A presença do pokemon fazia Sparks se sentir estranho, ele recolhia a mesma mão e coçava um pouco a cabeça enquanto se preparava para fazer contato com a ave.

- Amiguinho, o que você está fazendo aqui? - Dava para perceber que sua timidez era única e exclusiva aos humanos, seu pensamento sobre tudo aquilo que acontecia era diferente, poderia até ser errado, mas, esta era sua ideia de como as coisas eram, para ele a maldade era uma característica dos seres humanos, ele achava que, dificilmente um pokemon iria querer lhe prejudicar por motivo algum, de certa forma inocente, ele acreditava que estava correto. Uma expressão curiosa mudava toda a reação do rapaz, ele mantinha-se próximo do pokemon esperando algo acontecer, especificamente, alguém aparecer enquanto ele tentava contatar o pokemon. Aquela criaturinha cercava a mente do rapaz de perguntas, realmente, curiosidade era muito de seu feitio e ele tentava ser amigável com o pokemon para não dar impressões erradas de sua pessoa.

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Seg 11 Ago 2014, 15:35

Off: Que é isso, está ótimo o poste \o/
Não vai fazer Storage e Cartão? =)

Depois de andar pelas ruas de Nyender City, a capital, Sparks agora se encontrava debaixo da linda, obscura e, ainda assim, sinistra Igreja Universal de Arceus. A igreja era linda, como fosse, mas ainda assim causava alguns calafrios no rapaz. Apesar de ter belas formas, a igreja vazia dava uma impressão de que ali era palco de algum tipo de filme de um religioso fanático. Mas a presença de um Natu ali aliviou a tensão do jovem rapaz, que ainda carecia de fé. O Pokémon parecia animado pela presença do rapaz de cabelos cinzentos e assim mostrava toda a sua animação em um sorriso e pequenos pulos buscando chamar a atenção do rapaz. Sparks logo sentia vontade de fazer um carinho, mas recuou e tentou estabelecer contato.

Natu logo pulou e com um bater de asas voava, com dificuldade. Pousava no ombro do rapaz, que nem conhecia, e encostava a sua face na face do rapaz. O Pokémon parecia bem humorado e gostou da presença do jovem sem fé ali. Assim, a plumagem verde do Pokémon fazia cócegas no rapaz recém-chegado ao templo. Aquilo arrancava alguns risos do jovem tímido, que de começo tomou um susto, mas percebeu que não era nada perigoso ficar ali com o Natu. Uma voz cortava o encontro dos dois e assim chamava a atenção do jovem ali.

01 - Em busca da devoção HMtjF

- Parece que o meu amiguinho gostou de você, meu jovem!

A voz vinha de uma porta no fundo do altar. Dali saia um homem de cabelos castanhos e uma face feliz. Era o padre daquele templo, aquele que cuidava do local assim como era responsável para guiar os seguidores em sua jornada. Ele dava leves passos e ia até o jovem. Trazia consigo alguns panos brancos, toalhas, possivelmente para trocar o forro do altar do templo. Seu andar era sereno e sua face trazia a calmaria e amor do mundo todo. Era possível facilmente confiar no padre ali.

- Parece que Arceus lhe abençoou com dom de ganhar a confiança dos Pokémon, meu filho. Mas acho que você não está aqui hoje para que eu possa dizer o que eu penso, não é? O que trás um jovem como você ao lar do deus Pokémon? – dizia o padre ao jovem.

De primeira vista, o sacerdote local parecia ser bem jovem para a figura estereotipada de um padre. O mesmo parecia ter muita sabedoria e, além disso, muito amor. Ele olhava com naturalidade para as coisas. Tentava ao máximo conseguir extrair o melhor de tudo. Natu logo abandonava o ombro de Sparks e tentava voar, mas no ar uma luz branca envolvia a ave psíquica e ela desaparecia, reaparecendo no ombro do padre. Era nítido que o Pokémon verde pertencia o sacerdote local.
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Mensagem por Esparques em Seg 11 Ago 2014, 19:13

off: Eu fiquei sem tempo e tinha até me esquecido, obrigado por lembrar.

Um pokemon realmente amigável, talvez Sparks realmente estivesse certo sobre a maldade vir apenas dos seres humanos, imaginava que seria muito difícil uma criaturinha dessas tentar prejudicar alguém sem motivo algum. O rapaz ficava contente com a simpatia do pokémon, prestava atenção nos mínimos detalhes do mesmo e ficava de certa forma deslumbrado com sua aparência, o verde, preto, amarelo e vermelho realmente tinham uma sincronia única. O rapaz virava seu rosto na direção da voz instantaneamente como se tivesse ficado alerta o tempo todo, não havia se assustado.

- Parece que o meu amiguinho gostou de você, meu jovem!

Finalmente aquele que o rapaz estava procurando havia chegado, o padre. Sparks o olhava da cabeça aos pés e mantinha um olhar de curiosidade, analisava o padre com todo perfeccionismo buscando novamente suas características físicas, ele chutava que esse pokémon, Natu, era do padre, então, já se virava em direção ao mesmo para facilitar o voo da ave. Quando via o crucifixo no peito do desconhecido um sorriso surgia e este começava a se aproximar do padre também para encurtar o caminho. Rapidamente ele percebia que o padre estava trazendo consigo panos brancos e toalhas, não sabia o motivo, mas, até o momento mantinha-se em silêncio profundo, apenas se aproximava do padre para cumprimenta-lo. Até o andar do padre era diferente, a timidez do rapaz nunca havia sido uma timidez por completa, evitava se aproximar das pessoas para não criar esperanças e acabar se decepcionando, mas no momento não havia preocupações, Sparks via que o padre parecia totalmente sereno de corpo e alma, logo, não seria ruim prosseguir.


- Parece que Arceus lhe abençoou com dom de ganhar a confiança dos Pokémon, meu filho. Mas acho que você não está aqui hoje para que eu possa dizer o que eu penso, não é? O que trás um jovem como você ao lar do deus Pokémon? – Ele esticava a sua mão direita e estava pronto para cumprimentar o padre, dava um tom pensativo, o garoto procurava uma resposta rápida e eficaz para dar ao mesmo.

- Prazer padre, meu nome é Sparks. - O garoto tentava dar um firme e confiante aperto de mão, nada muito forte, apenas, firme, e então recolhia a mão e a endireitava no bolso enquanto o mesmo se preparava para prosseguir o dialogo.

- Estou aqui para seguir o caminho da fé. - Não havia pensado muito para dar as respostas, o garoto mantinha uma voz firme e confiante em ambos os diálogos, seu ar tímido e de certa forma ''desentendido'' havia sido deixado de lado, talvez estivesse mais exposto a maldade do mundo do que houvesse pensado, o rapaz tentava deixar sua ambição clara o suficiente para que tudo aquilo prosseguisse diretamente para a próxima etapa.

Havia se esquecido sobre o Natu em seu ombro e seu tom de seriedade havia sido quebrado pelo voo da ave, Sparks que, havia levado um pequeno susto com aquilo que Natu havia realizado, algo semelhante a um teleporte, se não realmente um. O rapaz parava novamente para analisar o padre, suas vestes e seu olhar, um homem que parecia ser muito jovem para tamanha sabedoria que possivelmente estava armazenando. O garoto mantinha-se com postura firme e olhava diretamente nos olhos do padre, procurava antecipar sua resposta para prosseguir com seus testes, não imaginava  o que poderia ser, nem o tamanho da dificuldade, mas, o rapaz tentava se manter completamente focado em alcançar seus objetivos, apesar daquele tom inocente ter voltado, ele estava com um olhar confiante sobre como tudo iria funcionar, a unica fé que não havia perdido era em si mesmo e tentava atuar perfeitamente para que seus objetivos não fossem interrompidos.

O garoto queria quebrar um pouco da tenção que talvez criará através da rápida mudança de atitude, ele então, direcionava seus olhares para Natu e de todo o coração elogiava o pokémon do padre, dando um elogio completamente sincero.


-Ele deve ser um verdadeiro companheiro - Elogiava a simpatia do pokémon, enquanto alternava seu olhar para para um olhar profundo e pensativo, estava pronto para receber seu pokémon, mas o rapaz achava que isso seria possível apenas no final de seus testes.

-O senhor não quer ajuda com essas toalhas e esses panos brancos? - O rapaz transmitia um sorriso para o padre enquanto se aproximava do mesmo e esticava os dois braços em direção as toalhas e aos panos para ver se o padre deixava ele carregar os objetos até onde fosse necessário.

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Ter 12 Ago 2014, 11:03

Off: Nada ^^

Sparks se apresentava e cumprimentava o padre com um aperto de mão. Naquele momento, o jovem deixava a sua timidez para trás. No entanto, ainda analisava o sacerdote daquele templo, afinal, era muito curioso um homem tão jovem já ser padre e deter de um conhecimento tão bonito. Apenas o tempo presenteava os homens com esse dom, no entanto, ao jovem padre, o tempo deu o presente mais cedo. Natu mantinha-se no ombro do seu mestre. O Pokémon era tão amigável e amoroso que era visto como um símbolo de bondade e fazia o aspirante pensar que a maldade estaria apenas nos homens. Diante disso, apenas reforçava os preceitos que Sparks tinha sobre o mundo.

- Natu é muito amoroso. Ah! Aceito sim, a sua ajuda. – dizia o homem, parecendo que havia ignorado o que o jovem tinha dito que estaria ali para seguir o caminho da fé.

O homem entregava os panos e assim Sparks segurava. Indo para o altar, o padre retirava com cuidado a taça de cristal, com as duas mãos devido ao tamanho, e a colocava no chão. Natu deixava o ombro de seu mestre e seguia para o banco, pousando-se ali com cuidado. Logo em seguida, o padre retirava as antigas toalhas da mesa, mesmo estas estando limpas, e dobrava-as, colocando-as no chão impecavelmente limpo. Assim, ele pegava os panos que Sparks segurava e forrava a mesa, enquanto conversava com o garoto.

- O caminho para se tornar um seguidor é fácil, ao se comparar às lutas que terá quando for já um. O processo é divido em quatro partes. – começava a explicar o homem, como quem já estava nesse ramo por muito tempo. – A primeira, é a Confissão. Seus pecados devem ser perdoados, primeiramente por você e você deve perdoar o mundo. Em seguida, há a Prova de fé, em que, auxiliado por Natu, você deve ir para a cidade, na onde Arceus enviará uma missão para você, através de vários sinais. Ao cumprir o pedido do deus Pokémon, você deve retornar para o Relato, de como foi e de suas experiências com isso. Para terminar, haverá o batismo, na presença do Pokémon que você escolheu. Entende? – explicava o padre.

O processo parecia ser simples; O difícil era ouvir a voz de Arceus para poder seguir em sua missão. Talvez o deus Pokémon falasse com poucos e isso significasse que o rapaz teria sérios problemas com isso. No entanto, era um processo que poderia ser levado em consideração.

- E então, meu jovem? Quando foi que recebeu o seu chamado de Arceus? Você vai aceitar esse caminho?
Ayzen
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Mensagem por Esparques em Ter 12 Ago 2014, 12:10

Aos poucos o garoto começava a se sentir mais confortável com a situação, talvez todo aquele peso de prosseguir rápido estivesse se esvaindo aos poucos. O rapaz ajudava calmamente o padre enquanto esperava por palavras do mesmo para encerrar a atividade, Sparks estava calmo e sua cabeça estava sendo moldada em fazer as coisas com calma, talvez, realmente, fosse o melhor jeito de executar as coisas.

- O caminho para se tornar um seguidor é fácil, ao se comparar às lutas que terá quando for já um. O processo é divido em quatro partes. - Por um momento o jovem parava de fazer sua atividade, se virava para o padre e começava a prestar bastante atenção em suas palavras, ele fungava calmamente enquanto continuava segurando os objetos que haviam sido dados a ele, as palavras do padre eram muito claras, talvez o garoto tivesse escutado de forma diferente, mas, parecia que eles já haviam sido repetidas várias e várias vezes.

– A primeira, é a Confissão. Seus pecados devem ser perdoados, primeiramente por você e você deve perdoar o mundo. Em seguida, há a Prova de fé, em que, auxiliado por Natu, você deve ir para a cidade, na onde Arceus enviará uma missão para você, através de vários sinais. Ao cumprir o pedido do deus Pokémon, você deve retornar para o Relato, de como foi e de suas experiências com isso. Para terminar, haverá o batismo, na presença do Pokémon que você escolheu. Entende?

Realmente não parecia tão complicado quanto parecia, o garoto dava um quase imperceptível suspiro de alívio, mas, quando refletia sobre as palavras do padre, ele notara que entender os sinais de Arceus talvez não fosse tão fácil quanto parecia ou quanto fosse esperado, ele respondia o dialogo do padre com um tom meio confuso, mas firme.


- Entendo... - Ele estaria mentindo se dissesse que havia compreendido por completo, não sabia como iria entender os sinais de Arceus, mas, esperava que a pequena fé que ainda restava dentro de si, apesar de profundamente oculta, guiasse ele na direção certa. Quando parava um pouco para pensar no silêncio que havia deixado após a resposta, havia percebido que teria de ser quase um crente por completo para passar pelo teste, perdoar o mundo seria uma tarefa difícil, quase impossível, principalmente quando se tratava de um jovem que havia perdido suas crenças por culpa de um todo.

- E então, meu jovem? Quando foi que recebeu o seu chamado de Arceus? Você vai aceitar esse caminho? - Sparks se tornava mais pensativo que o normal, as frases elaboradas do padre confundiam a mente do garoto e tamanha fé que ele depositava em suas palavras reviravam o estomago do rapaz, nunca havia conhecido alguém assim, talvez ele mesmo, Sparks, nunca tivesse nascido para ser um crente, talvez alguém lá em cima sabia antes da hora que, ele não seria forte o suficiente para tamanha força, talvez não seja mentira sobre a fé mover montanhas, mas, se tratando de Sparks sim. Ao garoto só restava o pecado, perdoar o mundo e a si mesmo, precisaria de fé para fazer isso?. Bastava ser verdadeiramente mentiroso em suas palavras e só precisaria se preocupar com o contato de Arceus.

O rapaz além de enganar os outros iria enganar a si mesmo, se ajoelhava sobre o padre como se realmente acreditasse no que estava fazendo, colocava as duas mãos sobre o chão e então fecharia os olhos, com a cabeça abaixada, iria prosseguir com sua atuação que até agora talvez perfeita, provavelmente estava passando do limite, ele ignorava a pergunta do padre e seguia para a primeira etapa deixando que suas ações respondam as perguntas do padre, tornando tudo diferente conforme a facilidade de interpretação do mesmo.

- Não vejo como faria isso sozinho, mas agora tudo está muito claro. - Ele dava uma leve respirada enquanto engolia seco e prosseguia com sua confissão. - Peço perdão pelos meus pecados, eu já me perdoei, talvez a muito tempo. Mas precisarei da ajuda do senhor para prosseguir com isso. - Sendo que um de seus pecados talvez fosse não perdoar o mundo, ele já deixava essa de fichinha para prosseguir a próxima etapa. - E sabendo que meu maior pecado é não perdoar o mundo, eu o perdoarei enquanto peço desculpas dentro da própria casa do Senhor pela minha ousadia em seguir com isso por tanto tempo. - Se referia a Arceus, ele esperaria as ações do padre enquanto mantinha-se firme no chão, caso tudo ocorresse bem, iria se levantar e prosseguir para a próxima etapa, caso não, iria esperar para ver aonde tudo iria chegar.

O rapaz tentava ser convincente o suficiente para prosseguir com suas tarefas, tinha uma pulga atrás da orelha, imaginava o que aconteceria caso o padre descobrisse suas reais intenções, mas para tampar essa possibilidade, não tentava enganar diretamente ao padre, mas, temporariamente a si mesmo para que tudo ocorresse perfeitamente bem.

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Mensagem por Ayzen em Ter 12 Ago 2014, 14:43

Sparks parecia ouvir a voz do padre com tamanha calma e ainda assim estava disposto a prosseguir com o seu plano. Exilar-se do mundo com um Pokémon de um seguidor. Mesmo com o amor que o padre transbordava, Sparks parecia pronto para mentir se for preciso, no entanto, o processo detalhado pelo padre poderia ser muito mais difícil. Como um seguidor iria ouvir a voz de Arceus, se não tinha fé? Talvez lá no fundo o jovem dispusesse de algo suficiente para poder, pelo menos, sair dali com um Pokémon. Mas agora, o rapaz teria que se virar para continuar a sua encenação para o padre.

Natu permanecia no banco da igreja. O Pokémon movia-se com pulinhos de um lado para o outro. Parecia energético e queria apenas se movimentar. Naquele instante, o jovem se lançava no chão, mostrando-se que tinha pecado em si. Não era mentira. Realmente o jovem não tinha perdoado o mundo e isso poderia deixar a situação bem mais complicada que o normal. Teria que ser realmente convincente ao ponto de que o padre não possa descobrir a sua farsa. Lançava-se ao chão com seu teatro, deixando o padre boquiaberto. De algum modo, o homem de fé compreendia o que o rapaz pretendia e assim ajoelhou-se junto do menino e segurava as mãos dele.

- Oh! Grande Arceus. Reunidos aqui estamos diante de sua presença para lhe agradecer por não abandonar o homem, que te traiu e virou as costas. Perdoe e fale conosco nesse dia. Guie o teu filho que está aqui para te servir. – o padre orava por Sparks e nesse momento até Natu ficava quieto ao ouvir a voz de seu mestre. Pelo menos o homem intercedia pelo rapaz que se encontrava na sua frente.

O padre terminava a sua oração e se levantava, levando junto consigo, Sparks. O jovem se colocava de pé e encarava o padre que começava a andar e assim o rapaz o acompanhava. Parecia que a Confissão não era só se lançar ao chão e pedir alguns perdões. O padre iria querer mais. Os dois seguiam para outra parte da igreja, enquanto deixava Natu para cuidar do templo. Sparks adentrava em uma sala cúbica pequena de madeira, cujo chão era composto por azulejos xadrez branco e preto, alternados. Ali o rapaz ficava até sentir o padre entrando do outro lado e assim entre grades o padre chamava a atenção. Sparks estava no confessionário.

- Meu filho, compreendo que está disposto a perdoar o mundo. Conte-me o que ele lhe fez. Conte-me também o seu pecado . Mostre-me seu coração e me conte seus pecados. Conte-me aquilo que lhe tirou a paz, que lhe faz sentir vergonha e tristeza... Conte-me a história que não contas para mais ninguém. – dizia o padre.

O homem estava pronto para poder ajudar ao jovem que entrara ali. No entanto, o padre tinha que ver total redenção do jovem e por ter percorrido e conhecido diversas pessoas, ele tinha uma sensibilidade maior do que o natural. Seria possível Sparks enganar o homem? Ou ele poderia enganar usando a verdade?
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Mensagem por Esparques em Ter 12 Ago 2014, 21:56

Off: Como que tu consegue narrar tanta gente e ainda dar double post todo dia? O-o

Por alguns segundos o garoto havia acreditado que não tinha enganado o padre, por alguns segundos ele tinha um pequeno calafrio só de imaginar com o que poderia acontecer caso o padre descobrisse que tudo se tratava de uma encenação, mas, conforme ambos foram prosseguindo, ele sentiu sucesso na sua atuação e prosseguiu com o planejado, de certa forma convencido, ele apenas concordava com as palavras do padre enquanto mantinha-se naquela postura que para alguns seria completamente humilhante se ajoelhar aos pés de outra pessoa, mas Sparks não estava nem ai para isso.

- Oh! Grande Arceus. Reunidos aqui estamos diante de sua presença para lhe agradecer por não abandonar o homem, que te traiu e virou as costas. Perdoe e fale conosco nesse dia. Guie o teu filho que está aqui para te servir. - Com os olhos ainda fechados, o rapaz mantinha-se sabia que dava para se manter confiante no momento em que o padre havia se ajoelhado como igual, o garoto estava mais determinado a seguir com aquilo do que nunca e ficava estático perante as palavras do padre, apenas escutando tudo aquilo que ele falava, que na opinião do garoto, não passava de pura baboseira.

Quando achará que tudo aquilo havia terminado o padre começava a se locomover e Sparks o seguia tendo certeza que ficaria apenas 3 passos atrás do padre, mantendo o mesmo ritmo, ele parava um pouco e observava a igreja, notava que a mesma pudia ser tão grande quanto ele imaginará e em poucos segundos percebia que a primeira etapa não se resumia apenas em se ajoelhar no salão da igreja e pedir perdão por seus pecados. Conforme iam caminhando, o rapaz se tornava mais pensativo, ficando em completo silêncio e apenas tentava imaginar a próxima pedida do padre. Um confessionário o aguardava, uma sala cúbica de madeira com o chão completo de azulejos xadrez branco e preto, Sparks tinha sua atenção chamada pelo padre e logo teria que improvisar novamente, ou, simplesmente dizer a verdade.


- Meu filho, compreendo que está disposto a perdoar o mundo. Conte-me o que ele lhe fez. Conte-me também o seu pecado . Mostre-me seu coração e me conte seus pecados. Conte-me aquilo que lhe tirou a paz, que lhe faz sentir vergonha e tristeza... Conte-me a história que não contas para mais ninguém. – O rapaz nunca imaginará que uma parte do teste seria tão estranha, Sparks ficava calado por alguns segundos e logo dava um forte suspiro como se tivesse muita coisa para desabafar, obviamente, pura encenação.

- Meus pecados... - O rapaz tentava colocar efeito na encenação, novamente, dava outro suspiro tentando dar a impressão de reflexão e de que já havia feito muita coisa errada em sua vida e que estava completamente arrependido de todas suas ações. Em pouco tempo, o garoto prosseguia. - Quando era pequeno jamais acreditei em Arceus, talvez essa seja minha maior vergonha. Já tentei retirar a própria vida por não aguentar a crueldade do mundo, já recusei a ajuda ao próximo e estive muito perto de agredir um pokémon. - Completava Sparks, não havia contado de tudo mentiras, mas nem de tudo verdades, ele acreditava que aquilo seria o suficiente para prosseguir com seu ''plano'' e logo partir para a próxima etapa, o garoto logo percebia que teria de ser mais profundo que aquilo para conseguir enganar um homem que estava a tanto temo no ramo, talvez nunca enganaria a experiência por detrás do confessionário, então, iria prosseguir tentando se fazer de coitado para facilitar as coisas.

- Minha maior tristeza foi nunca ter conhecido meus pais, sofria frequentes provocações dos garotos quando eu era mais novo. - Não havia mentido, aquela parte talvez fosse a coisa mais sincera, profunda e pura que existisse no rapaz, ele abaixava a cabeça por alguns segundos e tinha um leve flashback de como as coisas eram difíceis antigamente, como sua infância havia sido complicada e como suas poucas memórias se baseavam naquilo, o jovem fungava como se tivesse tido uma pequena vontade de chorar. Ele então voltava os olhares na direção do padre e passava o dedo indicador da mão direita sobre a pontinha da extremidade do olho direito, como se estivesse limpando alguma coisa, uma pequena gota. - Estou aqui para isso, reencontrar minha razão, minha vida... Reacender a esperança que existe dentro de mim que um dia irei encontra-los ou ao menos ouvir falar deles, estou aqui para me entregar a fé e deixar que tudo se vire de bons pensamentos e somente energia positiva, que alguém me acolha como se eu fosse um igual e me passe esperança de que um dia eu alcançarei todos meus objetivos. - O rapaz encerrava com aquilo que para ele era chave de ouro, havia contado uma verdade ou outra, nada de somente mentiras. Ficava em silêncio, tentando dar a impressão de que havia terminado suas confissões e que aquilo era tudo que tinha para contar. Aguardava as ações do padre e prosseguiria com suas instruções, ficava pensativo o tempo todo, pensava de onde e como tinha tirado aquele pequeno discurso, obviamente, era tudo um ''joguinho'' para driblar a mente do padre, mas, havia sido profundo de mais para ser apenas um joguinho, o garoto levantava a cabeça e então esperava o padre prosseguir com os testes, tentava pensar menos naquilo e mais em suas ambições.

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Qua 13 Ago 2014, 11:37

Você precisa conhecer todas as minhas atividades diárias XD
Costume e disciplina kkkk Separo tempo para isso e acaba dando certo ^^

Agora no confessionário, a primeira parte do teste estava pronta para se iniciar. O jovem teria que passar pelo “confessar do pecado” para poder seguir pelo teste novamente. O jovem padre, bondoso, sábio e amoroso, poderia ser contornado em suas crenças, mas não seria tão fácil. O homem parecia ter bastante conhecimento e parecia que a vida dele não se resumiu apenas entre as paredes daquele templo. O sacerdote conhecia o mundo e sua maldade e sabia que o templo não era imune ao pecado alheio. Mesmo assim, Sparks decidia prosseguir com o plano e tentar alcançar um parceiro. Diante disso, o jovem teria que se esforçar mais em sua encenação, mas tendo cuidado para não se misturar em suas mentiras.

Sparks começava o seu relato. Entre mentiras e verdades – mais verdades do que mentiras – jovem tentava usar de sua vida, deixando-se sentimental, para poder contar o que tinha para o padre. Talvez se mostrasse seus sentimentos, o jovem conseguiria convencer o padre e assim poder prosseguir para a próxima fase: a prova de fé. O jovem contava sobre sua infância e agia naturalmente. Talvez até houvesse se esquecido de que estava mentindo para um sacerdote. Prosseguia em seu relato e assim, ao terminar, um silêncio imperou naquele cubículo de madeira. O que pensava o padre?

- Meu filho, vejo que tu és novo na fé. Mas se Arceus tocou o seu coração para estar aqui e adentrar em um mundo diferente, seja feita a vontade dele. Não sabemos o plano dele. Tudo isso é apenas um palco em que o roteiro do teatro é dado aos poucos. Hoje você pode ser pequeno, mas tem potencial para crescer em estatura, verdade e amor. – era a voz do padre rompendo o silêncio. – Se tu queres ter um verdadeiro relacionamento com Arceus, se entregue ao grande e tenha fé que ele irá falar contigo. Arceus usa dos diversos meios para isso... Vá paa a rua e faça a sua prova de fé. Mostre ao pai que ele pode contar contigo. – dizia com uma voz que variava de calma para animadora.

Sparks havia conseguido enganar o padre, ou ao menos era o que parecia. O bom senhor mantinha-se parado no outro lado do confessionário, que era escura. Mas o verdadeiro desafio começaria agora. A prova de fé começaria e como um homem sem fé conseguiria seguir os passos de Arceus? Como ouviria a voz do Pokémon que dizem estar morto? Mentir parecia fácil em comparação ao que estava por vim.

- Como ajuda, leve consigo Natu. Ele poderá ser útil. – nesse momento um flash aparecia no ombro direito do jovem e ali o Pokémon Flying/Psychic de cor esverdeada parecia, esfregando-se na cara do rapaz e causando cócegas nele...
Ayzen
Ayzen


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Mensagem por Esparques em Qua 13 Ago 2014, 12:28

O rapaz aos poucos ficava nervoso, o silêncio, novamente, brincava com sua cabeça e imaginação, sempre pensava que abria suspeitas na cabeça do sacerdote e que isso iria acabar em uma punição enorme, talvez até resultaria no fim do começo de uma jornada inteira. A confiança que ganhara até ali não era o suficiente para manter-se firme sob a situação, Sparks estava sobre pressão e talvez não fosse psicologicamente forte o suficiente para aguentar a possibilidade de tentar mentir para um sacerdote com anos de experiência, principalmente dentro de sua própria casa e salvação, a igreja. Após misturar a mentira com a verdade, sua cabeça ''abria'' e conforme o silêncio permanecia ele começava a ficar em constante desespero, quando começara a suar frio, finalmente, o silêncio era rompido pelas palavras do padre, e tudo isso era como se uma estaca de metal estivesse sendo retirada do coração do rapaz, um verdadeiro alívio.

- Meu filho, vejo que tu és novo na fé. Mas se Arceus tocou o seu coração para estar aqui e adentrar em um mundo diferente, seja feita a vontade dele. Não sabemos o plano dele. Tudo isso é apenas um palco em que o roteiro do teatro é dado aos poucos. Hoje você pode ser pequeno, mas tem potencial para crescer em estatura, verdade e amor. - Na verdade, Sparks não havia entendido bulhufas das palavras do padre e por alguns segundos havia pensado que tivesse sido pego na própria mentira, conforme as coisas iam ocorrendo, o sacerdote parecia estar fazendo uso de falas cada vez mais complexas, estas que, realmente confundiam por completo a cabeça do jovem mentiroso. A estaca do desespero estava sendo empurrada contra o coração do rapaz novamente, pensava que aquilo era tudo uma encenação e que o padre havia descoberto sobre suas mentiras e que as palavras do sacerdote eram um sermão para Sparks cair na real.

– Se tu queres ter um verdadeiro relacionamento com Arceus, se entregue ao grande e tenha fé que ele irá falar contigo. Arceus usa dos diversos meios para isso... Vá para a rua e faça a sua prova de fé. Mostre ao pai que ele pode contar contigo. - Neste momento o rapaz já estava prestes a ter um ataque cardíaco, estar com o coração na mão era uma frase com um mísero significado para a situação do garoto, mas, aos poucos, graças ao tom de voz do padre e suas alterações ele começava a cair na real e percebia que havia sido direcionado para o caminho do próximo teste, ele abaixava a cabeça e fechava os olhos, com as mãos nos bolsos, apertava os punhos e dava uma forte respirada tentando recuperar todo o oxigênio que quase havia explodido seu coração de desespero, então, ele voltava-se para o sacerdote e com uma expressão normal, como se já tivesse se recuperado, dava um curto sorriso.

- Então para lá irei, e para cá retornarei como um verdadeiro devoto - Quando Natu surgia no ombro do garoto, ele dava um leve suspiro enquanto engolia a saliva que quase havia feito o jovem se engasgar durante o memento mais frenético que havia passado durante o dia, o número de vezes que ele quase havia morrido eram incontáveis, assim como o número de coisas que poderiam ter feito ele morrer, então, ele apenas concordava com as palavras do padre, balançando positivamente a cabeça enquanto dava, novamente, um curto sorriso, mas, desta vez direcionado até Natu.

-Até mais - Acenava para o padre enquanto começava a se retirar da catedral e iria seguir em direção da cidade, iria procurar alguém que precisasse de ajuda ou iria tentar mentir novamente sobre um verdadeiro ato de fé, torcia para que o mundo conspirasse ao seu favor, se não, teria de mentir novamente, coisa que, seria muito mais difícil.

O rapaz procurava por algo de estranho que acontecesse nas redondezas, tentaria ajudar alguém ou impedir alguma coisa e justificaria isso como ato de Arceus, obviamente, a voz do pokemon dito morto não iria escutar, o rapaz havia abandonado o desespero ficado um pouquinho mais confiante sobre como tudo aquilo iria funcionar, mas desta vez, ele tinha um supervisor, não poderia executar movimentos suspeitos, seus pensamentos teriam de se reservar apenas a ele, Natu era um pokémon que transmitia uma sensação agradável, mas, qualquer coisa que acontecesse fora do que o rapaz havia mostrado em frente ao padre, ele iria reportar, ao menos, era assim que a mente de Sparks funcionava.


Converter alguém a igreja de Arceus não seria uma tarefa a se dispensar, usar da persuasão para fazer uma pessoa se converter a fé ou se unir a ela era uma coisa a se considerar, mas primeiro, teria de procurar alguém com aparência fraca, alguém com mente fraca, que precisasse de ajuda no momento mais difícil de sua vida e que iria se apoiar em qualquer um que lhe estendesse a mão para ajuda-lo a levantar.

Caso encontrasse alguém com uma das características, aparência fraca especificamente, iria aborda-la com um sorriso e tentaria um diálogo rápido e fácil para iniciar uma amizade de curto prazo, um simples ''Olá'' iniciaria a conversação, o rapaz tentava abandonar sua timidez para passar pelo teste, demonstrar sua bondade a Natu iria render-lhe frutos caso conseguisse converter alguém, e estes frutos seriam retirados de dentro do santuário, aquilo que eles chamam de casa de Arceus.


off: Mals, eu poderia ter feito mas coisa, mas estou atrasado D:.

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Qua 13 Ago 2014, 15:21

Sem problemas, está ótimo o poste; narras muito bem ^^

Diante das diversas pressões vivenciadas desde que pisou os pés na igreja, Sparks parecia disposto a criar uma esfera de mentiras e traições para conseguir o que queria. Embora fosse o seu jeito ser tímido, o menino teria que abandonar suas práticas não religiosas para poder conseguir simular um teste de Arceus. Diante dessa possibilidade, o jovem estava diante de sérios problemas, que poderiam ser facilmente contornáveis. Pelo menos uma fase do processo de se transformar em um Seguidor de Arceus já havia passado. A primeira fase, a confissão, havia sido concluída com sucesso. Agora, precisaria se empenhar para terminar a prova de fé.

Natu iria acompanhar o aspirante mentiroso, no entanto, o Pokémon poderia ser algo pior do que esperava. A face meiga e bondosa de Natu poderia ser um supervisor, que não só orientaria, mas também cobraria de Sparks uma interpretação mais convincente de um homem da fé. Natu poderia ser lúdico como fosse, mas por conviver com um padre, detinha dos mesmos princípios religiosos e poderia identificar facilmente quando o jovem de cabelos cinzentos tentasse uma abordagem não religiosa. Além disso, Natu seria a prova que o rapaz havia concluído o teste. Sparks teria que ajudar alguém e justificar que foi sinal de Arceus para isso.

Logo o jovem se erguia e despedia-se do padre, voltando-se para as ruas movimentadas de Nyender City. Apesar do horário, havia menos pessoas na rua do que o costume. O frio imperava na capital de tal forma que qualquer um sentiria. Natu logo se encolhia mais na nuca do jovem, fazendo mais cócegas no rapaz. Diante da queda contínua de temperatura na cidade, as escuras nuvens cobriam-na de modo que desse a impressão que fosse fim de tarde e não manhã. Os passos do jovem deixava a igreja, que se localizava no bairro mais avantajado de Nyender City, e assim se direcionava ao centro da cidade de flor de cerejeira.

Sparks sabia bem o que poderia fazer, mas nada que o jovem pudesse fazer poderia criar a situação perfeita. Tudo dependeria de sua sorte até o momento, pois ele mesmo sabia que não conseguiria ouvir Arceus, pois sabia que o Pokémon estava morto. Os passos do rapaz logo eram encontrados na área comercial. Várias lojas abriam o caminho olhar do rapaz, uma ao lado da outra. Eram livrarias, lojas de brinquedos, entre outras. Ao longe era possível ver um grande prédio. Que era a Biblioteca Central. O prédio da Academia de Polícia ficaria na rua de trás e assim o rapaz via cada área.

As pessoas que andavam por ali eram apressadas, mas sempre davam um jeito de parar e olhar com um torto olhar para o aspirante com Natu no ombro. Ao ver o Pokémon, as pessoas trocavam de calçada, ou por supor que o porte de Pokémon era algo hediondo, ou por identificar Sparks como um seguidor e não querer papo com ele. Sendo assim, o rapaz ficava boa parte do tempo só e nada de aparecer uma pessoa que esteja passando por dificuldades até o momento...
Ayzen
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Mensagem por Esparques em Qui 14 Ago 2014, 00:18

Sparks via seu plano ir a ruínas, aos poucos, ele ficava cada vez mais certo de que aquilo, abordar alguém que aparenta as passando por dificuldades, não iria dar certo. Meio frustado, o rapaz se sentaria no banco ou muro mais próximo e dava um tempo na busca para que o mesmo pudesse pensar um pouco. As pessoas que estavam evitando ele, todas, pareciam muito bem, e pelo fato de evita-lo, tudo seria mais difícil do que aparentava, como se já não fosse difícil o suficiente.

O rapaz bufava, levantava a gola da sua jaqueta e tentava deixar Natu entre seu pescoço e a gola da jaqueta, para esconde-lo e ao mesmo tempo aquece-lo um pouco, o garoto olhava o céu, realmente, dificilmente acreditava que era final de manhã, as nuvens negras talvez nunca houvessem representado a situação do mentiroso tão bem. Sparks logo tinha uma ideia, na cabeça dele, ninguém estaria passando mais dificuldades nesse frio do que um morador de rua, então, logo o garoto se levantava e partia em busca de um.

Passaria novamente pela frente das lojas, andaria em volta do grande prédio da biblioteca, reviraria a cidade de ponta cabeça em busca de um mendigo, logo, o garoto começava a agir falsamente novamente, o garoto começava a caminhar como se estivesse sendo guiado por alguém e/ou algo, seguia firme tendo certeza de que passaria por todas ruas possíveis, de preferência, iria para uma rua que fosse conhecida por sua miséria, lá, talvez, encontraria aquele estivesse procurando.


- Arceus quer que a gente ajude alguém! - Mentia novamente o garoto, afirmando a Natu que havia escutado a voz do pokémon e que estava sendo guiado por sua fé, Sparks já contava com o ovo na bunda da galinha, já que, estava certo de que encontraria um mendigo nesse frio, após isso, iria tentar dialogar com o mesmo para tentar abriga-lo na igreja, talvez o sacerdote não ignorasse a hospedagem do mendigo, não se isso fosse ''supostamente'' a vontade de Arceus.

O rapaz se movimentava rápido, tentava dar a impressão de pressa em encontrar ''o escolhido'', andava com passos largos com as mãos nos bolsos, apesar de todo o trabalho, o mesmo ainda sentia um pouco de frio, um pouco quase bastante. Não começava a tremer talvez por pura adrenalina, estava realmente determinado em arranjar um mendigo, uma manhã fria como essas, fácil!. A unica coisa que poderia estragar esse plano perfeito, era o mendigo se demonstrar com medo do pokémon, coisa que, Sparks já havia providenciado a ocultação do mesmo, ele havia tentado esconder o pokémona trás da gola para assim prosseguir sem chamar muita atenção das poucas pessoas presentes na rua e até mesmo sem espantar alguém, caso encontrasse.

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Qui 14 Ago 2014, 11:52

Definitivamente Sparks estava encontro o nada por onde andava. As pessoas que ali estavam sequer tinham a vontade de dá um bom dia ao rapaz, quanto mais conversar com o rapaz. Diante disso, o aspirante parecia preocupado; Se pelo menos Arceus existisse e o rapaz tivesse fé, ele poderia ser guiado pelos princípios do dogma e poderia chegar ao seu objetivo final. No entanto, nada disso Sparks acreditava e assim ele poderia tardar muito em encontrar alguém para ajudar. Afirmar que aquilo era sinal de Arceus parecia muito presunçoso, mas teria que tentar. Natu permanecia na supervisão. O Pokémon iria verificar se o rapaz fará uma verdadeira prova de fé...

Escorando-se em um muro qualquer, o rapaz começava a pensar. O frio o apertava mais e aos poucos Natu encostava-se mais e mais perto do pescoço do rapaz. Foi ai que Sparks teve a ideia de ir atrás de um mendigo. Nesse frio, qual maior ação de fé senão ajudar alguém que estava em meio à rua? O padre certamente não negaria a presença de um mendigo em sua igreja, para que ele pudesse cuidar. Falando com Natu que Arceus havia o orientado, a ave dava pulinhos de felicidades com a notícia e assim o jovem começava a sua procura.

Passava pelas ruas comerciais e assim verificava cada parte. Entre os becos e tudo mais. Rodeava a Biblioteca central, passava de frente da Academia Pokémon, atraindo alguns olhares dos cadetes, mas nada de encontrar um mendigo. A rua estava limpa de gente, mas os becos poluídos de lixo. Os passos do rapaz sobre a calçada com algumas pétalas de cerejeira eram firmes e assim que olhava ao lado, Sparks identificava uma rua que levaria ao extremo oposto do bairro em que se localizava o templo. Aquele lugar ali levava o rapaz para uma área em que parecia ser menos frequentada por pessoas.

Sparks avançava pela rua parada e percebia uma esfera escura por ali. O rapaz seguia em direção o mais alto dali e assim percebia como aquelas ruas eram bem menos cuidadas do que as demais ruas da capital. Ali, várias construções abandonadas, com vidros de janelas quebradas. Parecia que até os postes de luz ali não funcionavam. O rapaz seguia adiante tendo Natu sempre alerto em seu ombro. Não demorava em que o rapaz encontrasse no seu oposto, um templo cuja estátua chamava a atenção do rapaz: uma estátua de Arceus.

O templo era pequeno, de certo, e ali ele via como as paredes dali eram pichadas certamente por vândalos. Ele se encontrava de frente do Templo das Memórias quando o piar de Natu indicava para um beco no outro lado da rua do templo, onde um homem, de vestes sujas e barba grande, estava deitado. Parecia ter um peso a mais e roncava no meio do chão, enquanto dormia. Era difícil saber como ele estava dormindo naquele frio...
Ayzen
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Mensagem por Esparques em Sex 15 Ago 2014, 23:21

Quanto mais o tempo passava e o garoto não encontrava nenhum morador de rua, ele se sentia meio aflito, não acreditava que seria possível não existir um mendigo em uma cidade tão grande quanto Nyender parecia ser, o garoto legava consigo uma pequena memória de cada rua que havia visitado para não se perder, passava por pontos de referência, como a biblioteca e a academia de polícia. Aos poucos começara a notar a escassez de pessoas na rua, o frio apertava cada vez mais e o rapaz respondia o tempo apertando cada vez mais seus braços, se encolhendo aos poucos, o rapaz evitava o máximo possível chegar perto do lixo, alguns traziam a Sparks ânsia de vômito.

Ao olhar para o lado o garoto decidia seguir rumo a uma rua que levaria ao extremo oposto  do bairro em que estava o templo. A primeira impressão que Sparks tinha sobre o local era bem básica e de certa forma não parecia muito sincera, o rapaz pensara que o bairro não parecia ser frequentado por pessoas, mas com o número limitado de pessoas que havia encontrado pelas redondezas, quase nulo, Sparks achava que era apenas coisa de sua imaginação.

Ao percorrer o bairro, o rapaz se sentia cada vez mais desconfortável, cada edifício que o mesmo ultrapassava passava a ele uma sensação ruim, se encolhia mais ainda, era sinistro. Andava com cuidado pelo local, as janelas quebradas e as construções abandonadas não passavam uma boa energia para o rapaz, ao menos, era isso que ele achava.

Havia passado por uma visão triste até chegar a parte de seu objetivo, uma estátua de Arceus perto de um templo chamava a atenção do rapaz, este que, se aproximava para ver a estátua mais de perto, iria examina-la para ter certeza sobre o que era, sua curiosidade era maior do que qualquer sentimento que produzia, se desligava um pouco do mundo enquanto tinha seus olhos virados para o artefato.

Quando começara a analisar o templo e deixado a estátua de lado, Natu chamara sua atenção para um beco ao lado da rua do templo, outra cena triste tomava grande parte da visão do rapaz explorador, finalmente, um morador de rua, suas emoções eram complicadas no momento, não sabia se ficava feliz por ter encontrado o mendigo ou triste por ter que presenciar uma situação daquelas.

O rapaz tinha um leve calafrio vendo o mendigo dormir, como o mesmo estava dormindo em tamanho frio era um mistério, mas, o rapaz iria seguir e tentar realizar o teste, ele olhava para Natu positivamente e tentava esconder o pokémon sobre a gola do casaco para não espantar o morador de rua, então, se aproximaria com calma do mesmo.


- Hrrm... O senhor não tem onde dormir certo? - O rapaz esperava ter chamado a atenção e o interesse do mendigo, então, completaria a oferta. - Que tal o senhor me seguir para que eu consiga leva-lo a um lugar quente e quem sabe arranjar-lhe algo para comer, em? - O rapaz tentava dar um sorriso convincente, obviamente, para tentar convencer o mendigo a segui-lo até a catedral, ele iria tentar oferecer ajuda ao mendigo para que o mesmo se levanta e então caso o mendigo respondesse com interesse, ele seguiria em direção a igreja para que lá completasse seu teste.

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Dom 17 Ago 2014, 10:35

Sparks conseguia fitar o seu objetivo a sua frente. Todavia, não sabia se isso era algo feliz ou triste. Apesar do jovem ser um mentirosinho, o rapaz tinha um bom coração, só não era tocado pela graça de Arceus. O jovem avistava o mendigo espojado no meio da calçada, na entrada de um beco mais frio e úmido que já estava a cidade. Parecia solitário, mas ainda assim dormia. Natu era quase que escondido na gola do rapaz e assim o aspirante se aproximava do mendigo, no qual pode ver uma garrafa de uma bebida ao lado. Além de mendigo, era bêbado...

Com uma voz perene, começava a chamar a atenção do homem de barba abundante e cabeleira desarrumada. As roupas do homem não eram das melhores e nem das mais quentes. O olhar do mendigo era de sono, mas não estava necessariamente dormindo. O homem parecia estar bêbado e o seu peso avantajado parecia ser causa suficiente para deixar o homem de rua ali, inerte. Mas mesmo assim, Sparks tentava ajudá-lo, nem que seja para levá-lo ao templo, afinal, uma boa ação era uma boa ação, sendo ou não guiada por Arceus. Natu piava baixinho. Queria ver como o rapaz de cabelos cinzentos reagia. Queria conhecer o homem da rua...

- Ts... Me deixa em paz e traga mais uma garrafa para mim...

A voz do homem era bem embolada e parecia ser pesada. O homem parecia não se interessar por sair da rua e ir para a Igreja, um local quente e com comida. Depois de viver tanto tempo naquele estado, sem ninguém para ajudar, seria difícil para ele conseguir acreditar que uma pessoa dentre tantas na capital seria capaz de levantar a voz para ajudá-lo. Era difícil distinguir boas pessoas de más pessoas. Diante disso, ele não parecia disposto a cooperar com o seguidor... O que Sparks fará? Insistiria mais um pouco?
Ayzen
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Mensagem por Esparques em Qui 21 Ago 2014, 08:49

No momento em que o rapaz tinha visão da cena, era como se um raio partisse seu coração. Uma vez perene, uma barba abundante e roupas que pareciam ser da pior qualidade, o olhar de sono do mendigo se tornava a kriptonita de Sparks, este evitava ao máximo encarar diretamente o morador de rua. O rapaz dava uma leve fungada, aparentemente, chutava que o mendigo era bêbado, coisa que o rapaz mal se importava, apenas iria seguir como havia aprendido, em sua vida, conforme o tempo foi passando, Sparks já havia aprendido a tirar proveito das mais bizarras situações, tentando fazer tudo agir conforme desejasse, ocultando a verdade e a mentira, era uma pequena arte que havia desenvolvido com o tempo, na verdade, uma coragem. Apesar do coração ainda mole, o rapaz já não se importava tanto com a situação dos outros, levava suas ambições nas costas, era egoísta, pensava sempre em si mesmo antes de agir, talvez, tivesse aprendido isso com o tempo também.

- Ts... Me deixa em paz e traga mais uma garrafa para mim...

Estava em uma situação delicada, por mais estranho que parecesse, não sabia o que fazer. Sparks respirava fundo, apertava e soltava os punhos, desnecessário, mas, era uma mania que também havia aprendido com o tempo, era um embromador nato, fazia diversas coisas para tirar a atenção da situação verdadeira para conseguir tempo para pensar, mas quando não fosse necessário, que é o caso. Natu colocava o rapaz sobre pressão, os pios do pokémon aos poucos irritavam o embromador enquanto este tentava pensar em uma solução para o caso, era óbvio que o pokémon queria conhecer o morador de rua e ver dos métodos de Sparks para convencer o homem, mas, ele não achava uma boa ideia apenas deixar o pokémon a solta. Cerca de dois minutos depois, passando por alguma pressão psicológica Sparks finalmente havia pensado em algo, realmente, o garoto tentava tirar o máximo de cada situação e pessoa, adorava quando era colocado sobre pressão, a tensão, tudo... Era como se fosse revigorado e toda sua cabeça pensasse como duas e as vezes até três.

Sparks se afastava calmamente, se distanciaria o suficiente para o morador de rua não ter a oportunidade de escuta-lo conversando com Natu, cerca de cinco metros, nem muito perto e nem muito longe. Utilizaria de uma técnica já muito conhecida, novamente, a manipulação vinha a tona em sua mente, era sempre a primeira opção, mas, desta vez havia pensado em algo mais eficaz, uma forma de manipular o pokémon a abrir uma exceção em aquilo que parecia ser uma pequena supervisão, estava mais claro do que nunca que o mentiroso iria tirar proveito daquilo que parecia ser o vício do morador de rua. Quando chegasse no destino desejado, iria virar o rosto para Natu, abaixar a gola e logo começar sua persuasão.
- Você viu aquilo? - Sparks entendia que uma pergunta retórica era a melhor forma de começar a manipulação, em suas palavras e expressão facial, Sparks colocava uma pequena porção de surpresa e perplexidade, como se realmente não tivesse acreditado no que havia visto. - Temos que ajuda-lo, você viu a situação dele?. Ele é um ser humano, uma pessoa, tem alma, assim como nós! - O rapaz agora buscava a aprovação do pokémon, falando uma coisa que era religiosamente óbvia, aos olhos de um ser superior, todos, de alguma forma, eram iguais. - Arceus nos trouxe aqui, nos fez atravessar todos aqueles caminhos para chegar aqui, para salvar esse homem e torna-lo um verdadeiro devoto, salvar sua alma que já se tornou fraca, você viu a situação? - O Rapaz não dava tempo para o pokémon responder, pressionava a ave com suas palavras cada vez mais rápidas, porém claras o suficiente para o pokémon conseguir entender, então, sem dar muito tempo ele continuava a pressionar o pokémon com mais falas.- A alma dele esta pedindo por ajuda, quer ser salva. Ele já caiu na tentação da bebida, esta fraco o suficiente, já perdeu a fé e a esperança. É uma situação delicada, urgente. Temos que fazer de qualquer coisa para recupera-lo, temos que leva-lo até a igreja a qualquer custo.. - A confiança de Sparks era imensa, seu pequeno discurso havia empolgado o rapaz e sem delongar muito ele não dava tempo para Natu responder, ele escondia novamente o pokémon por debaixo da gola e voltava rapidamente até o morador de rua, acreditava que, já havia feito a cabeça do pokémon ave, acreditava que agora era possível usar de métodos mais cruéis para incentivar o homem a se levantar.

Quando chegasse próximo ao mendigo, Sparks fazia algum som para que o morador de rua identificasse sua presença, o rapaz então, se preparava para a segunda parte do seu plano, que ao seu ver, era a mais fácil.


- O lugar que quero te levar tem mais bebida do que poderá beber e mais paz do que precisará. - Inicialmente o rapaz tentava atrair a atenção do mendigo, usaria como vantagem o estado mental do morador de rua, bêbado, para manipular sua mente e seu possível vício em álcool para incentiva-lo a ir até a catedral. - Sabe por que caímos? para nos levantar... Venha comigo e recuperarei seus sonhos, mostrarei que a felicidade esta ao seu alcance e a colocarei em seus braços, recuperarei a vida que um dia você teve ou lhe darei aquela que já sonhou, tudo que precisa é vir comigo. - O rapaz estava muito confiante, acreditava que havia utilizado a situação ao seu favor e que definitivamente iria fazer o mendigo levantar sua bunda gorda e andar até a igreja, mas, o rapaz ainda não havia terminado, ele esticava a mão direita em direção ao mendigo e então terminaria com chave de ouro.

- Vamos tomar uma bela taça de vinho, vamos recuperar seus sonhos e ajustar sua realidade. Você pode aprender a se levantar, vamos... Só pegue a minha mão. - O rapaz acreditava que já havia sido convincente o suficiente, caso o mendigo concordasse, o mesmo iria seguir em direção a catedral e alegaria ao padre que tudo era uma obra de Arceus, como deveria ser, ou ter sido.

off: Desculpa a demora, eu tinha ficado empolgado com o post que tinha feito e acabei chutando a tomada e perdendo ele, fiquei pirado com isso e tinha perdido o animo. ç-ç(Ainda to pirado e_e)

Esparques


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Mensagem por Ayzen em Qui 21 Ago 2014, 11:33

Off: Nossa x.x Isso é terrível
Mas esse também está ótimo \o/

Arceus, segundo a perspectiva dos arceusianos, era bom e cuidava para que cada um pudesse cuidar do outro. Era necessária uma visão mais abrangente para poder ver o grande Pokémon agir. Ele era autor do grande roteiro da vida, na qual colocava os personagens, as falas, tirava se não der certo. O grande Pokémon deus era o responsável pelo encontro entre Sparks e aquele mendigo que estava ali no chão, jogado e sujo, bêbado. No entanto, o jovem aspirante não acreditava nisso... tudo o que queria era um Pokémon e mais nada. Era egoísta e não se importava em mentir para poder conseguir o Pokémon e sair em peregrinação pelo mundo, sem se importar com o que poderia ser encontrado em primeira vista.

Mas para poder seguir o plano, Sparks teria que ajudar o mendigo. De fato o jovem não portava nenhuma unção, mas sabia como manipular àqueles que lhe cercam. O olhar de Sparks era profundo e assistia as pessoas em seu redor. Sabia como cuidar de cada um e como agir. Como sabia agir com o padre, o rapaz teria que agir diferente com o homem sujo. Mas o que diferenciava era a condição e o seu visível supervisor. Natu, a ave de visões, estava a olhar o seguidor. Ela seria de grande ajuda, como também seria de grande dificuldade para o jovem aspirante. Como persuadir o homem barbudo e a ave Psychic ao mesmo tempo?

Sparks ficou parado por um tempo. Pensava e via o desafio em sua frente. Como se tivesse vendo o futuro, o rapaz idealizou a sua ação. Ele tinha que contornar Natu e usar de suas palavras, que não tinham nada de fé, para convencer o mendigo a ir com ele até a Igreja. Distanciando-se do mendigo, Sparks conversava com Natu. Parecia usar as palavras que a ave queria ouvir, animando-a também. Quando retornou para perto do mendigo, usou de um jeito totalmente diferente entre os seguidores para atrair uma alma.

Mendigo virava de lado e olhava diretamente para Sparks. Natu ouvia, assim como o homem deitado, o que Sparks falava. O Pokémon Flying ficava confuso e torcia os seus olhos ao verem o rapaz usar da mentira para atrair o homem para a igreja. Talvez a ave do sacerdote nunca tivesse visto tal arma para pegar fiéis. Mesmo confuso, Natu não interrompia. Como Sparks deixou bem claro, era para um bem maior... O mendigo pareceu mais animado do que nunca e não tardou para arregalar os olhos quando o rapaz comentou sobre a bebida.

- Vinho? Hehehehe Hic... Hic... – dizia o homem segurando no braço do garoto de cabelos cinzentos e puxava, buscando-se levantar.

Sparks tinha dificuldades, mas logo o mendigo estava de pé. Tropeçando, o mendigo caia no ombro de Sparks e o jovem sentia o fedor da cachaça em seu rosto. O mendigo estava nas piores, seria muito difícil leva-lo para a igreja nesse estado, mas se significasse receber um Pokémon, passando no teste, Sparks iria aceitar o desafio.
- Vamos, vamos, para o harém na terra. Hehehehe.... Hic.. Hic – dizia o mendigo se apoiando em Sparks e esperando que ele o levasse para o lugar onde tinha vinho. Natu dava alguns pulinhos e batia algumas vezes suas asas, ficando no ar por curto tempo.
Ayzen
Ayzen


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Mensagem por Esparques em Seg 25 Ago 2014, 10:19

O rapaz estava satisfeito com sua atuação, enganar o pokémon ave e depois manipular o mendigo tinha sido uma tarefa um tanto quanto fácil, só precisou de um pequeno discurso e um bom motivo para forçar os dois a seguir em frente, mas, talvez a pior parte estava por vir, seria um pouco mais complicado se o mendigo chegasse na catedral exigindo por vinho, teria que, novamente, convencer o padre a aceita-lo com toda a lista de defeitos que ele, o mendigo, poderia ter.

- Vinho? Hehehehe Hic... Hic... – Sparks fazia força para ajudar o mendigo a se levantar, tentava imaginar aquilo que se passava na mente de Natu após um método como esse, a mentira, ser utilizado para atrair um descrente direto a igreja, assim ao menos, era mais fácil do que ficar iludindo a cabeça das pessoas com atos milagrosos e palavras bonitas.

O fedor de cachaça era insuportável, quando o mendigo se apoiasse em Sparks, o rapaz virava o rosto tentando evitar o cheiro da bebida, ele engolia seco e parava de respirar pelo nariz e começava a fazer sua necessidade pela boca, o peso do morador de rua era acima daquilo que o mentiroso aguentava levantar, talvez precisaria de uma ajuda extra para conseguir seguir em frente, ou, milagrosamente iria receber uma força dos céus e conseguiria levar o mendigo para a igreja, o rapaz dava uma leve risada ironizando o pensamento crente, nada a favor e nada contra.

Sparks dava uma leve olhada para Natu, tentava dar a impressão que precisaria de um pouco de ajuda, enquanto isso, o rapaz andava com os joelhos levemente dobrados, estava andando em base, como se fosse estivesse em posição de uma arte marcial, colocava todo o peso nos joelhos, inclusive aquele extra que recebia do mendigo, e colocava o braço por baixo do braço mais próximo do mendigo e então colocava a mão por cima do antebraço do mesmo para segura-lo no caso de uma queda não planejada, tentava aguentar o peso do morador de rua com o braço, puxando o mendigo para cima de si quando este se distanciasse e tentava se equilibrar e segurar um pouco mais do peso com os joelhos dobrador e os pés em base, andando como se estivesse lutando sumo, o rapaz caminharia levemente, com passos super calculados e bem lentos para não cair, mesmo que fosse aos poucos, planejava chegar a catedral nem que fosse do jeito mais lento possível, mas, tentaria chegar.


- Não tem como você me dar uma mãozinha aqui? - Sparks sussurrava para Natu sugerindo uma ajuda, ele acreditava que com a ajuda do pokémon ele chegaria mais rápido a catedral. O rapaz ignoraria qualquer fala ou movimento do mendigo, sempre tentando puxar ele e manter-se firme até o templo, quando mais rápido chegasse, melhor seria, apesar do rapaz gostar de um pouco de álcool, aquele cheiro era insuportável, Sparks utilizava isso como motivação para aguentar e seguir em frente, resistindo ao peso e ignorando qualquer dor que talvez sinta nas pernas ou no braço.

off: Pra roubar um pokémon é só pegar a pokebola?

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Mensagem por Ayzen em Seg 25 Ago 2014, 12:05

Off: Teoricamente, sim. ^^
O incrédulo aspirante parecia ter o seu próprio método para conseguir o que queria, sem intervenção divina com belas palavras. Sparks estava diante de um desafio e era isso que o jovem queria, buscando se auto promover em sua peregrinação. Natu realmente achava tudo aquilo diferente do que já havia visto em outras provas de fé, mas o que parecia acontecer no momento era que Natu ainda se encontrava sobre o efeito do discurso do seguidor que procurava apenas um Pokémon. Sem isso, Sparks dificilmente sobreviveria entre as diversas estradas em Shinki e até mesmo nas próprias cidades por onde passaria. Mas até lá, o foco seria o mendigo que teria que “ajudar”.

O homem sujo e pesado fazia força para que Sparks se desequilibrasse e caísse. Embora isso fosse uma ameaça visível, o rapaz usava de toda uma posição para tentar guiar o mendigo em paz até a catedral. No entanto, um cara que pareceu desejar vinho e não a intervenção de Arceus era tudo o que ele queria, não é, mas o que faria depois disso? Convenceria o padre que foi sinal de Arceus? Seguidores não espalham a palavra, mas também o amor. Ajudar o homem ali parecia um sinal de extrema fé. Amor ao próximo. Embora esse amor lhe custasse profundas baforas em sua cara.

Pedindo ajuda para Natu, o aspirante procurava fazer o seu caminho mais rápido. Mas o que Natu poderia fazer? O Pokémon passarinho segurava com o seu pequeno bico a camisa do homem e tentava suspendê-lo, mas era pesado demais para que a ave pudesse levar. O homem, em passos leves, seguia pelo caminho obscuro daquele bairro e Sparks usava de tudo o que tinha para quase arrastá-lo. Natu no alto puxava a camisa, mas era como se não tivesse fazendo nada, pois mal diminuía o peso para Sparks.

Desciam a ladeira, o que parecia ser um pouco melhor do que andar em linha reta, pois assim o corpo do mendigo parecia descer com a gravidade. Natu continuava a puxar o mendigo e o mesmo parecia cantarolar uma canção animadora, mas para a sua abatida voz, parecia ser bem mais triste do que pensara. O trio seguia pelo centro da cidade, e muitos olhavam com horror o que vinham. Uns paravam e ficavam confusos, não sabia se era um seguidor ajudando um homem, ou um homem atacando um seguidor. Foi assim que ao passar de frente da Delegacia de Polícia, onde dois cadetes estavam batendo papo e bebendo um café expresso, que a confusão começava.

Os homens da lei pareciam confundir o que viam e assim os dois saltaram contra Sparks e o mendigo, prendendo o homem bêbado com uma rápida ação, que derrubava o jovem aspirante no chão. Natu caia no colo de Sparks e assim os cadetes algemavam o mendigo, enquanto revistavam.

- Você está bem, seguidor? Não preocupe, iremos cuidar para que esse ladrão não te incomode mais. Passar bem. – dizia um cadete que falava mais rápido do que uma metralhadora e assim não permitia que Sparks explicasse que aquele homem era a sua prova de fé, ou algo do tipo.

Os dois se distanciavam, enquanto Natu piava em desespero para Sparks, tentando dizer que ele teria que ajudar. Mas agora, o mendigo já estava na Delegacia, possivelmente, sendo lançado em uma cela.
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Mensagem por Esparques em Seg 25 Ago 2014, 12:35

off: Então tem como eu tentar pegando dois iniciais tentando roubar o segundo? E se eu roubar não te perigo do pokémon se virar contra mim?


Talvez tivesse superestimado Natu quando pediu ajuda ao pokémon, o pequeno esforço do pokémon, apesar de sincero, trazia grande decepção ao rapaz, havia se decepcionado consigo mesmo quando sugeriu a ajuda do pokémon, realmente, lamentável. Durante a árdua caminhada, tudo parecia estar indo fácil demais, atraindo a atenção das pessoas, andando de pouco em pouco, o garoto não dava bola para os olhares confusos e se mantinha focado no mendigo, apesar de todo o esforço, tudo parecia demasiadamente fácil até agora, só havia colocado um pouco de força nas canelas e um belo discurso na boca para continuar sua jornada, mas, toda essa facilidade iria logo se quebrar, coisa que Sparks tinha não noção que iria acontecer, mal esperava um final ruim para a história que arressem havia começado.

Ao descer uma ladeira e passar pelo centro da cidade, exatamente na frente da delegacia de polícia que seu plano estava destinado a dar errado, dois cadetes interpretavam muito, mas muito mal a situação e então partiam para cima do mendigo, o rapaz tentava evitar mas era lançado ao chão e antes mesmo que pudesse responder o morador de rua já estava algemado e sendo encaminhado até a prisão, toda a expressão do rapaz se voltava para a surpresa, mal imaginara que aquilo iria acontecer, interpretarem a situação errada era algo que nunca havia imaginado, o garoto tentava se levantar, mas, tudo que escutava eram palavras que o colocavam pra baixo e o puxavam para o mais profundo declínio.


- Você está bem, seguidor? Não preocupe, iremos cuidar para que esse ladrão não te incomode mais. Passar bem. – Sparks levantava a mão em direção ao mendigo e então apenas abria mão, desistia de tentar recuperar sua chave para os pokémons que tanto desejava. Mal tentava dar explicações, continuava no chão enquanto tentava pensar em alguma coisa, um ato de fé... Toda essa baboseira estava destruindo com a cabeça do rapaz, pela primeira vez depois de muito tempo, se via irritado com a situação. Apertava os punhos e espremia os dentes um contra os outros, não estava satisfeito.

Aos olhos dele o tempo passava lentamente, talvez, tivesse desligado, passado dois ou três minutos no chão, ainda não havia levantado. Sua surpresa com a situação era imensa, não conseguia aceitar que havia sido ''roubado'' por cadetes, respirava fundo, ao menos isso, o cheiro de cachaça havia acabado, mas, não era o suficiente para saciar suas ambições. O rapaz tentava pensar em uma solução, Natu, só atrapalhava, os pios da ave estavam interrompendo o pensamento do rapaz que se via cada vez mais irritado com a situação, mas, iria dar um desconto ao pokémon bondoso. Após muito tempo, Sparks se levantava e respirava fundo enquanto se voltava para Natu e se convencia que havia feito algo bom, ou ao menos tentava tirar algo bom daquilo.


- Pense bem, salvamos uma vida. Apesar de estar dentro de uma cela, ele vai se distanciar do álcool, vai receber água, comida, roupa nova e depois de um tempo vai ser liberado, só resta a ele se reabilitar depois disso. Não recebemos tudo de mãos dadas.Se Arceus não quisesse que tivesse acontecido, ele teria intervido. - Era o único argumento do rapaz para combater aquilo que aconteceu, ele tentava se animar, deixar a decepção de lado. Apesar de uma tarefa difícil, tentava identificar a expressão do pokémon para ver se o mesmo concordaria, não sabia se daria para entender isso como um ato de fé, mas, tentaria voltar para a catedral e tentar convencer o padre que isso havia sido um ato de fé, amor e compaixão.

Quando voltasse a catedral, iria ser com um sorriso de sucesso no rosto, não tentaria mentir pro padre ou induzi-lo a fazer alguma coisa, apenas iria contar com sinceridade o que aconteceu e esperaria que Natu concordasse, talvez não tivesse sido um ato de fé, mas, foi um de compaixão, e isso ninguém pode negar.


- Retornei padre. Poucas oportunidades tive, a única coisa que pude fazer foi tirar um mendigo da rua, um homem que estava condenado ao álcool e não confiava mais em ninguém, acreditava que a humanidade não iria mais estender a mão para ele, então, eu fiz isso, estendi a mão para ele. No caminho, dois cadetes acharam que ele estava me atacando, então, prenderam ele. Mas conseguimos tirar um homem com fome de uma rua fria e úmida, conseguimos cortar ele provisoriamente de seu vicio, o álcool, se Arceus não quisesse assim, ele teria interferido, não é? - Esse era o mesmo argumento que Sparks havia utilizado anteriormente para tentar reanimar Natu, talvez fosse o jeito mais fácil de tentar prosseguir com a história, apesar de complicado. Caso o sacerdote não aceitasse a ação, o rapaz iria voltar para o centro em busca de novas oportunidades.

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Mensagem por Ayzen em Seg 25 Ago 2014, 13:02

Off: Olha, poder até que pode, no entanto acho bem difícil você fazer isso. Pode tentar, mas vai saber o que pode acontecer, não é? XD
Ganhou dois pontos por postar antes de 12 horas, segundo o novo Evento ^^
EDIT: Tem chance de 95% do Pokémon ficar contra você XD
Uma mistura de tristeza e raiva pairava na mente do jovem rapaz. Como ele poderia dizer que aquilo pudesse acontecer? Estava indo tão bem para tudo ser estragado por dois cadetes que interpretavam mal a situação. Em um ato de auxílio se tornou, para os homens da lei, em um ato de perseguição. Os cadetes nem ao menos quiseram pegar o testemunho da “vítima” e assim prendiam o mendigo, que sem saber foi arrastado para a Delegacia. Sparks ficava ali, boquiaberto com o que havia acontecido e Natu piando cada vez mais alto, procurando pedir que o aspirante reagisse e fosse atrás de sua prova de fé. Não foi isso o que aconteceu!

Sparks ficava pensativo no chão e isso deixava o rapaz bem abatido. Como tudo foi de água para baixo? Quem poderia duvidar que levasse um mendigo para o templo seria um ato que o próprio Arceus duvidou? De fato o jovem estava refletindo sobre tudo e Natu percebia isso, se aproximando do rapaz e esperando uma ação. Mas tudo o que Sparks pôde pensar era em desculpas para conseguir contornar aquela ação. Natu olhou para o jovem meio confuso e assim ele se teletransportava para o ombro do jovem. Ali, Natu ficou.

O jovem aspirante explicava o que aconteceu, mas Natu pareceu não entender nada. Aquela prova de fé definitivamente era totalmente diferente do que todas as outras que o pequenino passou. Tendo isso em mente, Natu pareceu quieto e Sparks resolvia retornar à igreja e falar o mesmo que dissera ao pássaro. Os passos do aspirante foram em silêncio. Natu mantinha-se aparentemente triste em seu ombro e o mesmo seguia para o bairro e assim sentia o vento gélido em seu corpo. Parecia que o tempo esfriara cada vez mais.

Não demorou, e ali estava  o jovem diante da exuberante construção que era o Igreja. Adentrava ali e assim pôde sentir a diferença de calor do templo ao se comparar com as ruas de Nyender city. O rapaz seguia com passos lentos e assim encontrava ali o esperado padre, ajoelhado no altar e orando para o deus Pokémon. O rapaz seguia em direção ao templo e ali percebia que era hora de silêncio. A Igreja estava vazia e o menino hesitou em se aproximar do padre, mas Natu não. O Pokémon se teleportava para o ombro do padre, despertando o sábio homem de sua oração. Sparks aproveitava e explicava o que havia feito e isso despertava no padre o raciocínio, elevando a sua mão direito ao queixo e sendo apoiada pela esquerda.

- Meu filho, tu és novo na fé e por isso compreendo. Se for Arceus que te pediu para ajudar o homem, ele tem algo melhor do que a vida em uma cadeia. Amor e liberdade são dons de Arceus. Mas amor e liberdade eternos. Se foi realmente Arceus que te levou ao homem, volte, desfaça o mal entendido. E mesmo se não Arceus, desfaça o mal entendido e procure pelos sinais. Ele não demora. Ele age na hora certa, no momento certo. – dizia o padre e assim Natu piava em alegria e voltava a se teleportar para o ombro do rapaz. Natu voltou a exibir a alegria de antes. Ajudar os outros era algo que o Pokémon sempre fizera e sempre adorou fazer...
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Mensagem por Esparques em Seg 25 Ago 2014, 20:42

off:
Mas eu postei 12:35 -'. E se possível, gostaria que você criasse uma situação pra mim ter a oportunidade de tentar roubar um pokémon (ou aquele faca louca dos seguidores de Giratina o-o), é só colocar um NPC ou alguém  que esteja com uma pokébola visível que eu vou tentar roubar, ai você vê se eu vou conseguir ou não xd, pra mim tanto faz se for alguém com um pokémon ou se for na hora de escolher o inicial. Se der, depois de eu pegar meu primeiro pokémon. Mas se for pedir muito, fica tranquilo =S. Já quero começar a confusão IUDFGADUIFGADUGFADG(Sim, isso foi uma risada).


Enquanto o rapaz se aproximava do templo ele percebia o quão agradável era tudo aquilo, o templo, a catedral, tudo conspirava positivamente para o ânimo de qualquer um, ele andava cada vez mais devagar para apreciar aquela pequena boa sensação do calor que o templo concedia aos seus visitantes, não havia caminhado muito até chegar até o padre, que estava ajoelhado no altar rezando e orando para o Deus pokémon. Sparks fazia alguns segundos de silêncio, não queria atrapalhar o padre, mas, Natu despertava o crente de sua oração e isso trazia uma pequena agonia ao rapaz, que realmente, não queria atrapalhar o padre.

Após uma pequena explicação, a primeira coisa que o rapaz notava era a posição pensativa do sacerdote, já havia percebido que não seria agora a hora de prosseguir com o teste, já havia imaginado que teria de voltar para tentar encontrar a voz de Arceus e realizar um ato de fé, coisa que o desanimava.
- Meu filho, tu és novo na fé e por isso compreendo. Se for Arceus que te pediu para ajudar o homem, ele tem algo melhor do que a vida em uma cadeia. Amor e liberdade são dons de Arceus. Mas amor e liberdade eternos. Se foi realmente Arceus que te levou ao homem, volte, desfaça o mal entendido. E mesmo se não Arceus, desfaça o mal entendido e procure pelos sinais. Ele não demora. Ele age na hora certa, no momento certo. – Apesar de tudo o padre estava certo, seus argumentos eram incontestáveis, mas, coisa que Sparks não imaginava era que teria de voltar até a delegacia para concertar a injustiça feita pelos cadetes, logo, dava uma longa respirada lembrando aos poucos do cheiro de cachaça desagradável do morador de rua, mas pelo visto, teria de aguentar o sacrifício. A energia de Natu era contagiante, Sparks sentia certa inveja do pokémon, ele era desprovido da sensação, a anos que não a tinha sentido, nem mesmo pensado, após Natu se teletransportar para o ombro do rapaz, ele se voltava para a saída e iria sair em direção a delegacia, concertar o mal entendido.

- Ok padre, retornarei aqui e acompanhado do homem incriminado. - Já havia partido, se movimentava rápido, corria em direção a delegacia para chegar lá o mais rápido possível, estava confiante, novamente, que tudo iria dar certo, novamente pouco imaginava sobre o que poderia acontecer, mas apesar da mente inocente do rapaz, ele estava realmente certo de que dessa vez nada iria atrapalhar sua pequena missão de resgatar o morador de rua da injustiça que havia acontecido anteriormente. Sparks estava se sentindo novo, revigorado, as palavras do padre haviam sido ótimas para seus ouvidos, caso o mendigo não se negasse a seguir até a igreja, aparentemente, o padre havia acreditado sobre o ''sinal'' de Arceus e, aparentemente tudo iria dar certo, obviamente, se nada desse errado.

Quando Sparks chegasse na delegacia, iria ir diretamente para algum lugar que tivesse um secretário, ou alguém que estivesse disposto a atender as outras pessoas e então, o rapaz iria usar um tom de voz demasiadamente alto, agressivo, ofensivo, como se estivesse exigindo alvo.


- A alguns minutos atrás, dois cadetes agiram sem pensar e prenderam um homem inocente, eles achavam que ele estava tentando bater em mim, mas, eu apenas estava o ajudando. - Com o peito estufado, o rapaz dava um cutucão no peito do cadete, assumindo uma postura realmente ofensiva, como se quisesse arranjar confusão, obviamente, Sparks era muito bom em atuar, demonstrar coisas que ele não estava sentindo e claramente, mentir. - Quero falar com o seu supervisor! Relatar uma atitude irresponsável de seus colegas de trabalho e relatar a sua também, que está sendo muito lerdo e não está solucionando logo a situação. -O rapaz não dava tempo para o cadete responder, essa era uma de suas táticas mais utilizadas para enganar as pessoas, ele mantinha o peito estufado e tentava se manter maior que o cadete enquanto dava seguidos leves cutucões com o dedo indicador no peito do homem, apontando diretamente para o mesmo. - Vamos, vamos, vamos, anda logo, isso era pra ontem! Já demorou demais.=darkblue] O rapaz apressava demais o cadete, tentava intima-lo, meter medo no homem, força-lo a agir do jeito que o rapaz queria rapidamente, mas, talvez arranjaria mais confusão que precisasse e que quisesse, mas, seria necessário para demonstrar tamanha indignação do rapaz, ele se mantinha com uma postura ofensiva, cutucando o peitoral do cadete que tentaria encontrar. E caso o supervisor chegasse, o rapaz iria relatar o ocorrido ao supervisor, relatando ao mesmo as ações irresponsáveis dos dois cadetes que havia visto a alguns minutos atrás, porém, sendo muito mais calmo e com o tom de voz muito mais sereno, como se estivesse falando igual ao sacerdote da catedral.

off²:
Pode usar palavrão na narração? -'

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Mensagem por Ayzen em Ter 26 Ago 2014, 12:11

Off: Evite palavrão XD
Segundo o novo evento, você postou antes de 12h depois que eu havia postado. Ai ganha pontos ^^
Sobre o roubo, eu não posso fazer o que você quer kkkk sou narrador, a situação quem cria sou eu. E sobre os pokémon da Igreja, você não terá contato com eles caso passe na prova de fé. Terá que tentar em uma outra oportunidade, mas acho bem difícil que consiga. O padre é bondoso, mas possui Pokémon poderosos XD

Sparks não poderia receber resposta pior. O rapaz começou a ver que nada do que tentara convencer o padre era coerente. Diferente de Natu, o sacerdote detinha de um raciocínio mais avançado e não aceitaria um argumento de que um homem preso era a vontade de Arceus. Se ao menos o rapaz tivesse conhecimento sobre as escrituras sagradas do grande Pokémon, ao menos saberia que aquela justificativa era a pior possível. Natu pareceu se alegrar em tentar ajudar o mendigo que outrora viu. Era a oportunidade que Sparks tinha em conseguir de volta a sua “passagem” para ter um Pokémon e era até melhor do que sair por Nyender City procurando outra “prova de fé”, que era traduzido para o rapaz como oportunidade.

Sparks saia da catedral um tanto quando revigorado pelas palavras do padre. Se outrora estava furioso foi por ter perdido o seu tempo tentando justificar o injustificável. O rapaz seguia de volta para a delegacia, não tardava para o aspirante chegar ao centro e muito menos localizar a delegacia que viu os cadetes levando o menino para dentro. Natu parecia cantarolar uma canção no ombro, movendo-se de um lado para o outro no ombro de Sparks. Pelo menos alguém tinha que se manter animado...

Adentrava na Delegacia de Polícia e ali ele via apenas um cadete na mesa de computador. Na verdade, Sparks só identificou como cadete por conta da farda, pois o homem era franzino, meio corcunda, magro e alto, usava óculos retangulares e apresentavam sardas no rosto. Todo autoritário, o aspirante a seguidor chegava até o rapaz e assim começava a exigir falar com um superior. O tom de arrogância do menino era nítido e nesse momento Natu caia no chão, todo confuso sobre a atitude do rapaz. Era a missão mais confusa que Natu participara. Um seguidor que mentia, manipulava e era arrogante... Nada disso era visto pelo Pokémon.

O cadete até tentou contesta entre os gaguejos, mas o homem não permitia. Certamente Sparks exagerou e só não foi preso por desrespeito a autoridade, por se tratar de um cadete um pouco mais maleável do que o normal. O rapaz fardado erguia-se de sua mesa e saia para a sala ao lado, abrindo a porta e pedindo para o jovem entrar. Natu o seguia com pequenos pulos e assim os dois adentravam em uma sala. Era pequena, mas até que bem arrumada. Um arquivo ao lado, uma estante com livros do outro, uma escrivaninha quase que no centro. O homem fardado que parecia assinar alguns papéis fechava os olhos para Sparks. Parecia olhar para um imundo. Um grande gatuno se encontrava deitado ao lado e ao ver a dupla entrando, começava a ranger os dentes. Natu, de medo, se teleportava para o ombro de Sparks e se escondia entre a camisa do rapaz, no ombro, provocando cócegas no garoto. Na mesa se lia em uma plaquinha metálica “Kibato”

01 - Em busca da devoção FwDe7
- O que essa escória quer aqui? Não lembro de ter marcado nenhum horário hoje... - dizia o responsável olhando para Sparks com repúdio.

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01 - Em busca da devoção Empty Re: 01 - Em busca da devoção

Mensagem por Esparques em Ter 26 Ago 2014, 12:33

Off: Acho que me expressei mal, é só pra criar a situação mesmo pra mim tentar bolar um jeito de roubar =S.

A primeira coisa que o rapaz via ao adentrar a delegacia era o homem que se assemelhava ao cadete pelo uniforme, uma aparência um tanto quanto ridícula, obviamente, a primeira coisa que vinha na cabeça do rapaz era como seria fácil passar por cima de uma vítima daquelas, seus conhecimentos de manipulação muitas vezes partiram da aparência da vítima, quanto mais estranha ou mal arrumada, mais sem confiança, resumidamente, mais frágil, que permitiria uma brecha para que o garoto pudesse atropelar o alvo escolhido, sua confiança nessa tese era tão grande que não demorava muito para que o rapaz tomasse uma postura ofensiva, sua maior arma era a versatilidade para atuações e manipulações, sua habilidade e talento para isso, ao menos para ele, eram incontestáveis, de certa forma, ele realmente se sentia superior ao falar com o cadete, seu maior defeito era esse, muitas vezes, caia na própria mentira.

Sparks entendia as ações de Natu como compreensíveis, o rapaz era um ser tão confuso que muitas vezes nem ele mesmo se entendia, alias, sua versatilidade para atuações e discursos eram enormes, seu leque de opções eram gordos e recheados em maneiras de como agir com as pessoas, muito carismático; vezes triste, feliz e outras raivoso, definitivamente alguém complicado.


Entendia que a sorte estava no seu lado, sorte de campeão... Não ser preso por desacato a autoridade era um verdadeiro milagre, ao menos era isso que vinha da cabeça do rapaz. Quando entrou no escritório daquele que parecia ser o chefe, ou o superior do cadete anterior, ele, Sparks, prestava bastante atenção naquilo que tinha ao seu redor, escrivaninha, estantes de livros e um homem que parecia tão arrogante quanto o próprio rapaz, eis alguém que ele não queria arranjar confusão, aos olhos de Sparks, o olhar do homem era intimidador, mas, nada que o garoto já não tenha lidado antes. O rapaz não queria vencer a situação, provocando o homem ou algo do tipo, apenas queria resolve-la com todo cuidado possível.


- Houv.. - Sparks era interrompido pelas cócegas de Natu, o gato rangendo os dentes talvez tenha o assustado, mas, o rapaz se tornava calmo por fora mas furioso por dentro, para ele, gaguejar era um ato de fraqueza, fragilidade psicológica, coisa que ele detestava, odiava quando as outras pessoas o subestimavam, então, a maioria das vezes se ''fazia de louco'' para tirar proveito da situação e consequentemente delas. - Houve um tremendo engano. - Completava o rapaz, mantinha um tom de voz médio, para que o cadete pudesse escutar, e, ao mesmo tempo, mantinha a voz completamente serena, não queria ofender o homem. - A algumas horas atrás dois cadetes prenderam um homem inocente, eles estavam pensando que ele estava me atacando. Obviamente, estavam enganados. Esse homem especificamente, um morador de rua. - Havia terminado, obviamente, insinuava que queria o mendigo fora da cadeia para que pudesse retornar a ajuda-lo, queria terminar com aquilo o mais rápido possível.

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