Pokémon Shinki Adventures RPG
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Kalled City: Areias de Sangue

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Kalled City: Areias de Sangue - Página 2 Empty Re: Kalled City: Areias de Sangue

Mensagem por Érica Qua 07 Jan 2015, 22:38

Morfeu notava o caos que se encontrava a cidade, entendendo a necessidade de Umbreon de levar a loira para o Templo e temendo que ferimentos semelhantes acontecessem com Alice. No entanto, a religiosa seguia em frente e Ísis a seguia. Os apelos de Shinji ainda não sendo ouvidos, Bubble caminhando ao invés de voar e sofrendo com sua perda, Melissa pronunciando palavras inadequadas. Drowzee distraía sua mente, observando sua mestra, enquanto o dragão fazia um discurso interminável e Vaporeon tentava animar a tímida e assustada Leafeon.

Continuavam avançando, embora o número de batalhas reduzisse, a violência das que ocorriam na região parecia superar todas as outras. O som dos ataques sendo cada vez mais alto, bem como o barulho de coisas sendo destruídas.

Quando chegaram em uma rua mais larga, Protects eram erguidos com muita pressa para evitar o Shadow Ball de uma Lopunny, que falhava em tentar atingir uma Bellossom. A distração momentânea da coelha de coloração diferente servindo para que um Lucario surgisse ao seu lado e a atingisse com a Aura Sphere, lançando-a para longe e colidindo contra uma parede. Quando o lutador avançou com o Earthquake, a Pokémon Normal saltava e evadia, fazendo o prédio levar o dano e desmoronar.

Um Altaria voava alto, utilizando Draco Meteor, o golpe semelhante que podia ter custado a vida do pequeno grupo de espectadores. Seu alvo, uma Glaceon, utilizando Mirror Coat para mandar o ataque de volta, atingindo o alvo e não esperando para lançar o Blizzard. Durante a queda do dragão, Moonblast era usado contra a Pokémon Neve Fresca, ferindo seu corpo. No entanto, um brilho amarelado surgia ao redor da Glaceon, enquanto que o dragão era coberto por uma luz branca. Wish e Roost utilizados, recuperando ambos os combatentes, prendendo-os numa luta que, se dependesse de ambos, não terminaria naquele dia.

O Arbok enrolava seu corpo musculoso no corpo de um Marowak, que impedia o avanço das presas com o osso que sempre carregava, aproveitando a pouca distância para usar ThunderPunch. Um Kirlia estava caído, totalmente nocauteado, enquanto uma Ninetales Shiny tentava atingir uma Bellossom, mas a cada novo clarão, era mais difícil para a raposa mirar. Togetic avançava contra Victreebel, as barreiras criadas por uma Mushrana auxiliando os companheiros no combate. A Pokémon Flor quase sendo nocauteada por um ataque certeiro, mas restaurada após um Wish do Pokémon Fairy, que no entanto, era derrubado por um Venoshock certeiro.

Sentada em um carro que fora esmagado por um poste, Isabella assistia ao combate. O braço sangrava, a ferida coberta por um curativo improvisado. Do outro lado, Maria Vitória estava sentada no chão, os braços envolvendo um adolescente e o protegendo, o vestido manchado com o sangue do ferido e parte do cabelo chamuscado.

-É... Para uma dondoca que não vê nada, tá dando muito trabalho...
-Anjos são, acima de tudo, guerreiros. Se Arceus estiver do meu lado, ele irá me ajudar a impedir você, Isabella Báthory, de passar daqui.
-Vou adorar beber seu sangue numa taça de cristal!

A Ceifadora, claramente furiosa, mirava a outra. A Anjo de Arceus permanecia de olhos fechados, enquanto seu Pokémon Aura rosnava para a oponente. O nível de ambas muito mais alto do que qualquer um que estivesse ali.
Érica
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Mensagem por Alice Sab 10 Jan 2015, 14:31

Morfeu's POV

A batalha era intensa e perigosa. Não me atreveria a deixar que qualquer um daqueles ataques alcançasse a minha Alice. Minha barreira protetora logo se erguendo e englobando a todos, inclusive a Ceifadora ferida. Talvez, com ela sob proteção, seus Pokémons pudessem lutar com mais tranquilidade. Eu sei que eu poderia. Shinji parecia ter o mesmo pensamento que eu e já se adiantava em erguer seu próprio Protect, fundindo-o ao meu e dobrando sua resistência.

- Podemos ajudar de alguma forma?

A pergunta de Ísis era direcionada para a Ceifadora. A adolescente, no entanto, parece ainda temer os membros mais poderosos da Seita, deixando que Alice sempre fique entre ela e Isabella. Akane é, sem dúvidas, a mais assustada dentre todos nós, enquanto Bubble mirava a toda aquela luta com total indiferença.

Alice permanece ao lado de Isabella, mirando não a luta em si, mas a Seguidora cega que protegia um adolescente. Minha Senhora ainda tem o desejo de enviar a alma de um fiel para Giratina, mas... Uma pessoa? Nunca sacrificamos uma pessoa antes... Exigem um ritual mais rigoroso, além de membros poderosos da Seita... Agora, um dos pokémons da outra talvez eu consiga arrastar para longe depois que Isabella os nocautear... Será que isso bastaria?
Alice
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Mensagem por Érica Seg 12 Jan 2015, 22:47

O combate era intenso, com golpes poderosos sendo usados sem qualquer cautela. Golpes baixos eram usados até mesmo pelos Pokémon da seguidora, que desejavam apenas proteger sua mestra e impedir a outra de fazer algum mal. Maria direcionava seu rosto para o rapaz que antes protegia, os dedos sobre a região do coração, pressionando com mais firmeza, antes que a garota depositasse um beijo na testa do corpo e tirasse a cabeça dele em seu colo. Os dedos tateando de leve o rosto, até localizar as pálpebras e fechá-las.

-Vocês estão trilhando um caminho sem volta, que os levará apenas para a solidão. Nada vai nascer da destruição.
-As próprias lendas dizem que Arceus nasceu do caos.
-E foi a destruição e a ganância que custaram a vida de todos os lendários.

As duas trocavam poucas palavras. A jovem de cabelos róseos lamentando toda a situação, sentindo o coração apertado. A mulher de cabelos claros sorrindo de forma escárnio, era difícil dizer até onde tais palavras agradavam e irritavam, levando em conta o tipo de pessoa que ela buscava para sacrificar.

A barreira protetora era erguida, antes que o impacto do ThunderBolt e da Aura Sphere chegasse nas Giratinistas. Ísis se pronunciava, atraindo a atenção da Condessa Sangrenta, mas esta apenas alargava o seu sorriso ao mirar mais uma vez a oponente.

-Claro fofinha... Preparem o templo, pois hoje realizaremos um lindo sacrifício.

As palavras da Ceifadora fizeram com que o lutador rosnasse, claramente furioso com a possibilidade, atingindo um golpe certeiro no estomago da coelha, a força suficiente para fazê-la tossir algumas gotas de sangue. Novamente Glaceon e Altaria se recuperavam, antes que fossem finalmente nocauteados, bem como boa parte dos monstrinhos da Seguidora. O que compensavam na falta de agressividade (com exceção de Glaceon e Lucario), pareciam compensar com duração em campo, regenerando-se com frequência, para claro desgosto de Isabella.

-Vocês provavelmente terão algum tempinho, então façam algo bem feito.

A Ceifadora terminava de falar com Ísis, após uma breve analise do ritmo da batalha. Após mais alguma visualização de troca de ataques, que novamente exigia Protect erguido, Ísis puxava de leve a mão de Alice, fazendo a mais velha se afastar do local perigoso. Começaram a rumar de volta para o templo e, embora parte das ruas estivesse mais calma, com o maior foco próximo da igreja e em algum ponto mais distante, ainda sinalizado por raios constantes, ainda haviam batalhas ocorrendo.

Um Togekiss voava, atacando um Dusknoir e impedindo o Pokémon de ferir alguns civis inocentes, mas em sua distração não via um Chandelure se aproximando pelas suas costas. O golpe de fogo era poderoso e certeiro, mas atingia mais o seguidor do que o voador. O corpo do religioso caía em direção as areias do deserto, enquanto Togekiss, sofrendo com a perda, auxiliava os civis. Uma mulher estava sentada, abraçando o corpo do próprio filho, enquanto cantava uma última vez para ele. A civil parecia não se importar com a guerra ao seu redor, ignorando as batalhas.

Outros Giratinistas caminhavam, também retornando para o templo. Muitos deles carregavam corpos de outros membros da seita. Os olhos de Bubble, involuntariamente, começaram a buscar pela Gothorita e sua mestra, a dor aumentando ao ver um dos religiosos com um Tauros, e em cima do touro, o corpo da dona de sua falecida amiga. Uma mulher carregava seu Stunky, cantando para ele com carinho, embora o corpo estivesse inerte e a ferida ainda escorresse muito sangue. Um homem recebia ajuda ao caminhar, o braço queimado e um corte grande no rosto denunciando que as batalhas foram mais violentas para alguns do que para outros.

A chuva ainda caia, muito mais leve naquele momento  e passando aos poucos. A cidade praticamente devastada, com manchas de sangue e destruição em diversos pontos. Crianças choravam, debruçadas sobre os corpos de seus pais, mas eram ignoradas pelos Giratinistas. O templo era avistado ao longe, apresentando alguns danos. Havia ocorrido combates próximo a ele? Muito provavelmente sim, atacar o templo como vingança não era um comportamento de seguidor.

A escadaria apresentava algumas manchas de sangue que a chuva tentava lavar. Sua origem era descoberta, um Swellow que caiu e ficou gravemente ferido, preso na árvore e sem receber qualquer tipo de ajuda, até que desse seu último suspiro dentro do território dos seguidores de Giratina. O corpo do Pokémon era ignorado, com todos marchando para o interior do local. Precisavam arrumar tudo e se preparar.
Érica
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Mensagem por Alice Qui 15 Jan 2015, 21:10

Morfeu's POV

Ísis ainda segurava a mão de Alice, aparentemente não querendo que minha Senhora se afastasse e mantendo o caminho em direção ao templo de Giratina. Melissa, Akane e Nereu já recolhidos em suas esferas após uma ordem de minha criança, longe dos resultados das duras batalhas. Acho que foi uma sábia decisão, já que a pequena Leafeon não parecia estar se sentindo muito bem... Diferente de Shinji que parece muito satisfeito por estarmos nos afastando de uma batalha como a da Condessa.

Mais próximos do templo, reparo em outros Giratinistas se acumulando pelo mesmo caminho. Bubble bate as asas sem emitir um ruído, recuperando os céus. Contudo ele não voa alto. Demonstrando ainda sentir muita dor, vejo-o impedindo o corpo de uma seguidora de cair de cima de um Tauros. A garota obviamente morta há algum tempo. Seria por ela que ele sofria tanto?

Não sei quando o Axew foi recolhido, mas começo a pensar no assunto quando percebo que tenho espaço para meus pensamentos... É incrível como aquele pokémon é capaz de transformar qualquer conversa em um sermão desnecessário e tedioso... Meus olhos se voltam para Bubble e percebo que ele ainda está voando sobre os corpos recolhidos, em busca de alguém em especial. Meus olhos se voltam agora para Alice e não consigo entender o que ele busca, se tudo o que precisamos está do nosso lado...

Me aproximo cauteloso e toco meu rosto em sua mão. Por um instante imaginei que aquele seria todo o carinho que receberia, porém quando percebo sua mão deslizando por minha face, ergo meus olhos e reparo que ela me enxerga. Minha Senhora não sorri e Ísis parece confusa com a parada, assim como Shinji. Mas como explicar? Minha Alice está me vendo e, só talvez, ela esteja feliz por eu ter resistido àquela parede de gelo e ainda estarmos juntos. Me permito sonhar naquele instante que duraria a eternidade por mim, mas que não passa de alguns segundos.

Dentro do templo, Bubble pousa ao nosso lado. Não sei se ele encontrou o que buscava ou não. Esto feliz demais com o pequeno momento que pude compartilhar com a minha menina. O Swellow morto na entrada, a luta da condessa ou qualquer sacrifício que será realizado em breve não me interessam. Somente sigo o que os outros estão fazendo e, assim como Shinji, Ísis e Bubble, começo a limpar o lugar para um sacrifício especial. As manchas de sangue são esfregadas até que o máximo delas seja retirado. Velas e incensos são acesos. Todos parecem vestir capas negras sobre as roupas rasgadas e sujas de sangue, inclusive Alice. Minha Senhora, no entanto, antes de se vestir, deixa os olhos caírem na vista da janela, mirando o horizonte e o hotel Kazumi. Já sei que, após o sacrifício, buscaremos Penélope. Um banho rápido e alguns tratamentos ainda mais rápidos antes de partir, nada mais do que 30 minutos... A criança já está há muito tempo sozinha.
Alice
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Mensagem por Érica Dom 18 Jan 2015, 02:33

Parte dos integrantes da equipe das Giratinistas eram retornados para as esferas vermelhas e brancas, Ísis ainda segurava a mão de Alice, como se a guiasse até o templo. O local perigoso sendo deixado para trás, bem como os sons de outras batalhas e lamentações, juntando-se ao sofrimento de perdas dos religiosos.

Bubble auxiliava um Giratinista, acomodando melhor o corpo sem vida da religiosa e recebendo um agradecimento do homem. O sofrimento ainda o golpeava sem qualquer tipo de misericórdia, enquanto os olhos vagavam em busca da Pokémon que o ajudara, pagando caro por isso. Noctowl não demorou muito em encontrar quem buscava, vendo a Gothorita sendo carregada nas costas por outra religiosa. O corpo pequeno e acomodado, os olhos fechados, se não fosse o sangue e a falta de respiração, poderia parecer estar apenas cochilando. Isso parecia apenas aumentar a dor que a coruja sentia.

Enquanto isso, Morfeu sentia-se no paraíso. Alice o via e ele recebia uma caricia, algo pequeno para muitos, mas que era o mundo para ele. A felicidade do psíquico era tanta, que parecia esquecer do sofrimento da coruja, ou das batalhas, até mesmo o sacrifício que em breve seria realizado.

O local era limpo e organizado, a lua cheia começava a se erguer e, como se refletisse o sangue que em breve seria derramado, estava com a tonalidade avermelhada. A chuva finalmente cessava por completo, permitindo que as velas fossem acesas. Todos se preparavam e aguardavam, quando os ceifadores e a sacerdotisa voltaram para o templo.

A responsável pelo local parecia ter sido intocada por qualquer coisa. O vestido branco não possuía uma única mancha de sangue, poeira ou chuva. Ela continuava com o semblante suave, enquanto caminhava cerimoniosamente. Os ceifadores surgiam ao seu redor, começando a vestir suas capas, enquanto dois deles seguravam firmemente o padre da igreja. O homem que havia acusado o grupo de profanar a igreja. Isabella olhava ranzinza para o homem, não satisfeita por ele ser o sacrifício, enquanto arrastava uma jovem inconsciente pelos cabelos consigo, mas que claramente não era Maria, o que talvez esclarecesse o motivo de seu mau humor.

O padre era amarrado na mesa de pedra, enquanto os ceifadores vestiam suas capas e tomavam suas posições. Todos os rostos cobertos, incluindo o de Ísis e Alice. Trina era a única sem uma capa, a chama na entrada do templo ardia fortemente, crescendo quase selvagem, mas sem nunca destruir o seu local, embora ninguém ali pudesse ver. As chamas das velas dançavam com o vento, mas sem nunca apagar.

-Giratina nos ouviu. - Trina começava, sua voz doce soando imponente e até mesmo o vento parecia se silenciar. - Giratina nos ouviu e viu que o honramos. Nos guiou até a nossa vitória e permitiu que nós, aqueles que o servimos de tão bom grado, destruíssemos o local que este homem zelava. - A mulher apontava para o padre, preso a pedra e se debatendo, tentando se libertar. - Ele desonrou e acusou o senhor do mundo reverso, agora entregaremos seu sangue, seu corpo e sua alma para satisfazer Giratina.

A sacerdotisa terminava sua fala, todos os outros religiosos começando a orar por Giratina enquanto a adaga da Aceldama se erguia. A lâmina negra parecia se banhar da suave luz avermelhada da lua. O homem se debatia, gritando e falando que aquilo era loucura, que o retorno de Arceus não aconteceria através do derramamento de sangue, mas sua voz parecia sumir perante as orações dos Giratinistas e da mulher que ceifaria sua vida. O homem implorava, rezando para o Pokémon Sagrado, enquanto a oração se sobrepunha a sua voz, quando a adaga finalmente se cravou no coração do religioso.

O sangue do homem escorria pela pedra, atingindo suavemente o chão. Todas as velas se apagavam repentinamente e as nuvens se afastavam. A lua iluminando principalmente o padre, enquanto a última lufada de ar deixava seus pulmões e os olhos perdiam o brilho. As chamas do templo ardendo, espalhando seu calor pela sala vazia. Trina retirava sua adaga com suavidade, deixando o sangue escorrer um pouco mais da lâmina negra.

-Sangue... - Ela pronunciava, descendo novamente a lâmina, agora o corte maior fazendo com que mais sangue escorresse. Quando ficou satisfeita, ela entregou a adaga para seu Baltoy. - Corpo... - Novamente pronunciava apenas uma palavra, enquanto pegava uma vela e a colocava diante do homem, o vendo roçando-lhe levemente a face e conduzindo a pequena chama, até que esta roçasse nas vestes do corpo inerte, começando a se alastrar. - E alma...

A oração se encerrava, parecendo como uma suave cantiga enquanto embalava o espírito do sacrifício, o guiando até Giratina. Todos permaneceram em silêncio por alguns instantes, observando a fumaça subir até os céus, o cheiro de carne queimada parecia estranhamente ausente.

-Honramos o lendário Pokémon e a oferenda foi feita. Agora... - Ela dizia, um sorriso triste no rosto. - Devemos honrar aqueles que nos auxiliaram, que também honraram Giratina, e que agora estão zelando por nós.

O silêncio novamente predominava, todos abriam espaço para a sacerdotisa, enquanto ela caminhava. Os corpos de todos aqueles que morreram durante a guerra eram acomodados sobre o que pareciam macas rústicas, colocados ao redor da grande chama, agora mais calma e cálida. Seu calor parecendo tentar confortar cada coração em sofrimento. Uma vela branca era acesa diante de cada corpo deitado. Trina orava por cada um individualmente, o pedido para que Giratina abraçasse cada um deles, acolhendo e protegendo. Ao terminar sua última reza, todos se aproximavam e realizavam suas despedidas, muitos deles com lágrimas nos olhos. Bubble ficava diante do corpo de sua pequena amiga, as lembranças invadindo sua mente enquanto ele se despedia.

Após terminarem as despedidas, uma a uma as macas foram erguidas e levadas até uma área aberta, dispostas ao redor da estátua de Giratina. Um último adeus era pronunciado por todos, antes de que as chamas de Chandelures, Lampets e Litwicks começassem a carbonizar os corpos.

Muitos religiosos começavam a entrar no templo, para se recuperar e descansar. Isabella estava sentada no sofá, a taça em sua mão com o liquido escarlate, que manchava o vidro a cada vez que era balançado. A garota que a Ceifadora havia arrastado consigo não estava mais visível, mas isso não pareceu incomodar alguém. A Condessa reclamava, claramente furiosa, imitando de forma infantil a voz de alguém, muito provavelmente de Maria.
Érica
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Mensagem por Alice Dom 18 Jan 2015, 14:44

Morfeu's POV

O sacrifício do padre acontecia de forma ritualística e, durante todo o tempo, fiquei ao lado de Alice. Por mais que todos orassem a mesma canção, somente a voz de minha Senhora eu ouvia. Era algo que eu não saberia explicar... Mas cada nota e cada verso pareciam ecoar no meu interior. Simplesmente amo a ouvir cantar e, mesmo assim, meus olhos escapavam para ver Bubble se despedindo de uma outra pokémon. Ele foi o segundo Pokémon de Alice se descontarmos Hina que demorou para nascer, então é normal que eu me preocupe com ele. Além do mais, é estranho vê-lo tão triste e sério. Sinto que algo se quebrou dentro dele...

Após o ritual, cada giratinista se afastou. Todos tão silenciosos que mais pareciam sombras naquela escuridão. Alice nos guiou até um quarto e, no interior dele, minha menina liberou todos os pokémons, aplicando itens de cura em cada um deles. Akane ainda estava encolhida e claramente deprimida, porém quem é capaz de sentir pena dela quando se tem um filhote de Roggenrola lhe chamando de mamãe e tropeçando em seus pés? Foi um alívio quando minha Senhora a colocou de novo na pokébola. Acho que vou ficar mancando algum tempo por causa disso...

Mas, o quê?!

Meu Psychic ergue aquele filhote de Growlithe inconveniente e miro Bubble, querendo saber o motivo dele não estar me ajudando com tantos bebês, porém não o acho. Hina fica pulando do meu lado, Melissa está deitada na cama nos chamando de termos inadequados e imagino que aquela coruja deprimida deva ter usado a roupa como desculpa. Sem muita ajuda, miro Nereu, porém ele tá balançando o rabo em frente da televisão, concentrado na novela. Oh vida... Só tem doido aqui. No entanto, para minha sorte, Akane pega o filhote de Growlithe e o coloca para dormir. Graças a Giratina ela não é só uma pokémon assustada.

Livre finalmente, entro no banheiro onde vejo Alice saindo do banho. Ela desembaraça o cabelo, enrolada na toalha. Os dedos sujos de creme deslizavam pelos fios e fico preso nessa visão. Minha menina é simplesmente linda... Quando saímos do banheiro para que Ísis possa tomar seu banho, vejo que Shinji está tentando conter Growlithe como Akane fizera anteriormente, certamente querendo chamar a atenção dela. Roy está na cama brigando com Melissa e não preciso nem comentar o quando o debate é estranho... Ele com palavras rebuscadas e ela com o linguajar mais sujo que já ouvi. Por um segundo miro Chantal, que está encolhido ao lado da cama mirando a vulpix. Tenho a sensação que logo ouviremos termos ainda piores vindos dela e eu acertei. Quando a escuto gritar, olho para a trás a tempo de vê-la nas mãos de Chantal, recebendo algo que deveria ser um carinho, mas que quase arranca os pelos da cabeça dela e a obriga a arregalar os olhos. A boca suja se provou pior do que eu poderia imaginar nesse momento e isso estimulou Roy a falar ainda mais sobre bons modos. Essa noite será longa pelo visto...

Bubble chega pouco depois, com as roupas limpas, bem na hora em que Ísis sai do banho. Para minha felicidade, todos os pokémons, exceto Akane, Daiki, Bubble, Shinji e eu, são recolhidos. Com todos curados e sem mais manchas de sangue pelas roupas, saímos do templo de Giratina, em direção ao hotel em que deixamos Penélope. As ruas estão desertas e destruídas, com inúmeros corpos caídos pelo chão sendo recolhidos pelos cadetes. Por sorte Bubble está voando alto, ele seria a fonte mais imediata para nosso reconhecimento. Na recepção do hotel, Alice paga a diferença do serviço de babá e entramos no elevador. Akane ainda não parece a vontade, por mais que muito estranhamente ela goste da presença do Growlithe.

- Oi mãe!

Peraí! Como assim mãe? Desde quando Penélope chama Alice de mão?

- Você é... Mãe?

Acho que Ísis também ficou chocada. Assim como Akane e Shinji. Bubble entrou pela janela voando, com um pouco de dificuldades mas infinitamente com mais estilo do que quando saímos no dia anterior. Ísis e Shinji parecem estar fazendo contas, não os culpo, afinal minha Senhora é muito nova para ter uma filha desse tamanho. Porém ela não nega e Penélope, no seu auge de tô nem aí, simplesmente pula e força minha Senhora a pegá-la no colo. Quero ver explicar e isso e convencê-los de que é só um mal entendido agora... E bateu uma inveja também... Queria ganhar um abraço desses...

- Eu comprei algumas coisas pela internet... Tudo bem?

Peraí... Como é que é? Sem a carteira ela ainda gastou?

Só nessa hora olho para o quarto e vejo quatro pessoas estranhas no quarto, cada uma com algumas sacolas e, pior, uma com uma bicicleta infantil do lado. Estou realmente tentando entender tudo isso. A babá se despede ao saber que a diferença foi paga na recepção, mas nem a vejo sair. Ainda estou mirando aquelas sacolas sem entender como isso aconteceu. Desde quando deixam uma criança fazer compras pela internet?

Não fique tão estressado assim. Eu que comprei os itens da farmácia e de sobrevivência para ajudar na viagem.

Kirlia? Desde quando? Como assim?

Fico encarando a psíquica do meu lado, lembrando que ela era só uma Ralts quando as deixamos com a babá. Como ela evoluiu ficando em um quarto de hotel e eu não? O que eu vou ter que fazer para ficar mais forte e livrar minha Senhora dessa hipnose? Não é justo!

Escuto Ísis se apresentando para Penélope que ainda está no colo de Alice e ela está apresentando também seus pokémons. Alice logo deixa essa criança mimada no chão, encantada olhando os demais pokémons da loira, Daiki e Akane. Falando em Akane... Ela está irreconhecível. Está sorrindo, brincando e dando abraços na Penélope. Realmente essa doida gosta de crianças e filhotes... Vai se entender...

Não sei quando Julie foi solta, mas reparo no fato quando escuto um "Mamãe" antes de ter meus pés esmagados de novo. Mal consegui ouvir a Kirlia dizendo que havia recebido o nome de Mandy de Penélope. Também, quem disse que me importo? Meu pé tá esmagado (de novo) e o Growlithe infernal está se aproximando! Por que não deixam ele na pokébola?

Alice paga aos quatro entregadores e nem sei os itens que eles deixaram. Estou muito ocupado tentando me livrar de Growlithe. Porém, quando Alice diz para Penélope (que está fascinada olhando para ele, para Julie, para Melissa, Chantal, Shinji, Roy e Hina) que Daiki é dela, ela grita tão alto que acho que além de pé inchado ficarei surdo também. Pelo menos ela agora está com ele no colo, feliz da vida e isso o tira de perto de mim. Sério, quero ir embora dessa cidade. Quando me viro para perguntar para Bubble se ele não quer nos carregar para longe, vejo que ele já esqueceu a depressão. E eu achei que ele tinha mudado.... Mas pelo visto uma bola vermelha gigante é o suficiente para ele esquecer a perda... Ver uma coruja de quase dois metros caído em cima de uma bola com as asas abertas e caídas no chão é incrivelmente estranho... Ele nem consegue pegar aquela bola com as garras... Alias, de onde veio essa bola?

- Vamos.

Alice nos chama e logo esse bando de gente nada discretos que não sei como pretende passar desapercebido pela cidade se prepara para deixar o hotel. Falando nisso, miro a coleção de itens, pensando em como vamos carregar tudo, quando uma batida na porta revela um carregador do hotel. Ok... Teremos ajuda até saída. E depois?

Quando chegamos na recepção, com tudo pago, diárias, gorjeta pro carregador, compras que ainda não descobri o que são, Daiki dado para Penélope, Kirlia (ou Mandy já que ela insiste) evoluída e Ísis a tira colo, reparo em um táxi na porta. Um táxi... É... Boa saída... Não seremos reconhecidos pelas ruas e não teremos de carregar tudo isso. Isso é bom... Na estação de trem, retiramos alguns itens e pedimos três passagens de trem para Chermont e fico alegre ao ver que estamos indo embora da cidade. No entanto minha felicidade dura pouco... Penélope está mostrando uma loja de roupas online para Ísis e fazendo encomendas... Acho que preciso me livrar desse celular em Chermont...

Itens comprados pelo sistema compra online:
Crazy Life:
Bicicleta
Patins
Patinete
Joelheira
Cotoveleira
Capacete para Bicicleta/Patinete/Patins
Adesivos decorativos: 3 Pachirisus para a bicicleta e pikachu, plusle e minun para o patinete

Loja de brinquedos:
Bola grande e vermelha para Bubble
1 baralho
1 baralho de Uno
1 baralho de memória
1 jogo de tabuleiro

Sobrevivendo ou Morrendo:
1 mochila infantil
1 saco de dormir para penélope
luneta
1 bussola
1 óculos de exploração
1 tenda familiar (para a ficha da Alice)

Farmácia Viva Bem (tudo na ficha da Alice)
1 termometro
1 kit primeiros socorros
30 remédios para cortes pequenos
2 pomadas para queimadura
2 esparadrapo
30 ataduras pequenas
20 ataduras médias
10 ataduras grandes
band-aids decorados
15 pachirisu
15 pikachu
15 marill
15 chansey
Alice
Alice


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Mensagem por Érica Seg 19 Jan 2015, 00:35

Embora a felicidade em ouvir Alice cantando, Morfeu sentia-se preocupado perante a tristeza da coruja. O segundo Pokémon da mulher, estando a mais tempo com a religiosa depois do psíquico. O comportamento infantil estava ausente, a tristeza incomum chamando a atenção do companheiro de time mais velho.

O ritual se encerrava e os religiosos se recuperavam. Tudo parecia permanecer em silêncio no templo, pelo menos em boa parte. No quarto de Alice, fazia barulho. Os monstrinhos percorrendo o cômodo, com Morfeu tendo grandes dificuldades em conter os bebês. Bubble se livrava da tarefa, lavando as roupas. Nereu parecia estar inutilizado por completo, pelo menos até sua novela terminar. A Leafeon dourada, pelo menos, auxiliava com o Pokémon fire bebê. Alice e Ísis revezavam o banheiro, cada uma se lavando e tirando o sangue e a sujeira que a guerra e a cidade haviam deixado. Os monstrinhos de bolso "interagiam" entre si, até a coruja chegar com a roupa limpa.

Com diversos companheiros de volta as esferas e tudo em ordem, finalmente o grupo voltava as ruas de Kalled. A destruição visível em todas as partes, os corpos recolhidos pelos oficiais, mas tudo ficava para trás. Alice guiava Ísis e os Pokémon até o quarto do hotel onde Penélope estava, sendo recepcionada pela criança. Todos recebiam diversas surpresas, Morfeu mais do que os outros, mas os itens eram pagos. A depressão de Bubble passava com a presença da bola gigante. Após alguns minutos, tudo era organizado e o grupo deixava o hotel, indo para a estação. Alice recebia uma encomenda e pagava as passagens. No trem, Morfeu assistia Penélope querendo comprar roupas para Ísis, vendo a necessidade de se livrar de todo aparelho que possa se conectar a internet.

Gastos totais: 5633Pk$
Ficha será atualizada em breve.
Pode criar o tópico nas ruas de Chermont.
Érica
Érica


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