Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

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Mensagem por Ayzen em Seg 04 Jan 2016, 11:06

Off: Tudo bem ^^


A visão do rapaz loirinho estava deixando o mundo de Ella um pouco curioso. Enquanto as pessoas caminhavam de um lado para o outro, em seus ternos engomados e sua postura reta, o rapaz, humilde, sorria, quando não tinha razões para sorrir. Ao lado de seus doces, Ella se aproximava junto de Natu para tentar descobrir qual era o segredo para tamanha alegria. No coração da aspirante, um grande desejo de ajudar. Mas como ajudaria alguém que já estava feliz? Era uma pergunta pertinente...

- Paz irmã. – o sorriso do menino contagiava Natu que pulava e piava em alegria. – Feliz? Bem, não tenho motivos para estar triste, tenho? Mas se quiser comprar uma jujuba, seria muito bom. É só Pk$1.

Interessante! O garoto não tinha motivos para estar triste. Ele não tinha luxo, pelas suas roupas era possível perceber isso. Talvez tivesse só um pai ou uma mãe. Irmãos? Seria comum ter uma penca de irmãos mais velhos, todos destinados para o mundo do crime. As especulações seriam muitas, mas aquele menino parecia bradar o coração de Ella. Seria que a arceusiana estava tendo sensações vãs ou seria tudo guiado por Arceus?

Natu encostava-se ao garoto. A ave gostava dele. Pela experiência que o Pokémon tinha com todos os outros aspirantes, ele sabia que aquela vida era pura, inocente e não estava manchada pela praga de Shinki, que insistia em corromper todos. As pessoas continuavam ignorando Ella e o rapaz. Naquele lugar, apenas o coração da seguidora passava a pedir que se aproximasse mais do rapaz;


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Mensagem por Ella Van Harper em Sex 08 Jan 2016, 02:10

O garoto realmente estava feliz e não tinha motivo para isso, apenas estava alegre. Até porquê, pra quê ficar triste, não é mesmo? Natu encostava-se no garoto num sinal claro de carinho e ternura. O psíquico parecia gostar do jovem, já que ele era puro e não estava manchado pela escuridão que banhava as almas dos habitantes de toda Shinki naqueles últimos anos. Com certeza Arceus teria um futuro bom para aquele jovem sorridente se assim ele continuasse.

- Ah, claro. - indaguei entre sorrisos - Vou querer duas, por favor!

Peguei na minha pequena bolsa 2 pokedólares e entreguei ao menino em troca das jujubas que ele vendia. Era incrível como aquele garoto mantinha-se numa paz de espírito diferente de todos ali naquela avenida, correndo em seus mundinhos singulares e cheios de escuridão. Aquele jovem propunha-se à oferecer um doce para a vida amarga dos transeuntes ao redor. Peguei um pacote de jujubas, abri e dei a primeira para o alegre psíquico nos pés do garoto. Depois ofereci ao menino, se ele aceitasse, daria de bom grado, se não, comeria uma e guardaria o pacote em minha bolsa. Fitei o menino por alguns segundos e disse com um sorriso:

- Que Arceus continue mantendo em ti esse sorriso lindo. Não se perca na escuridão que ronda esse continente, serás bem vindo à casa do Criador sempre que quiser, para louvá-lo e conquistar sua glória. - beijei sua testa, como se selasse o discurso - A jujuba estava ótima. Obrigada. Não se esqueça: sempre que quiser pode ir visitar o Templo de Arceus. Ele guiará seus passos para que continue com esse sorriso lindo.

Com isso, chamei o Natu para perto de mim e continuei descendo a Avenida do Recomeço. Quando tomei um pouco de distância do menino, a alguns metros dele, minha voz explodiu de meus pulmões.

- Comprem as jujubas daquele garoto, são doces o suficientes para adoçarem a vida de vocês! Lembrem-se disso. - retomei o fôlego - Que Arceus esteja com todos.

Mesmo que ninguém desse a mínima para o que eu gritei, me ignorassem por completo ou chamassem-me de louca, eu sabia que tinha que fazer aquilo. Assim, continuei descendo a avenida cheia.
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Mensagem por Ayzen em Sab 09 Jan 2016, 12:49

Ella abençoava a vida do garoto comprando dois saquinhos de jujubas. Natu ficava muito feliz ao ser presenteado com a jujuba. Sem cerimônia, o Pokémon do templo abria e comia uma por uma. O rapaz loiro foi o mais feliz dos três. Rodopiava e torcia pela oportunidade que teve. Alegria. Um sentimento que parecia ser o nome do meio do rapaz. Esse tinha em si a verdadeira alegria que todos procuravam, mas não estava firmada em grandes coisas, apenas em pequenos momentos.

Ella falava um pouco com o rapaz. O mesmo apenas assentia feliz com a cabeça, comentando que sempre vai na igreja, principalmente quando ela serve o sopão comunitário. Ao se distanciar do rapaz, a aspirante fazia propaganda para o rapaz. O mesmo acenava de longe para ela, como uma forma de agradecimento, mas as pessoas não pareciam se importar com o que a futura seguidora falava, na verdade, ignoravam mais ela do que o próprio rapaz. Natu, em uma tentativa de ajudar, flutuava batendo as suas asinhas e piava pelos cantos. A forma de marketing deles não era muito boa.

Apesar de ter conhecido o rapaz, o coração de Ella ainda sentia um vazio. Era como se sentisse que a missão não havia acabado (ou nem começado). A prova de fé seria algo que ensinaria muito para Ella, embora ela aprendesse que a felicidade estivesse nas pequenas coisas, a menina não tinha muito mais do que isso para aprender. Isso era um ensinamento primordial da igreja de Arceus. O que o Pokémon alpha estaria aprontando para ela?

Foi só um distanciamento e uma explosão era ouvida. Talvez as pessoas ignorassem Ella e o rapaz, mas aquele barulho não era muito efetivo. Os homens e mulheres de terno e celulares lançavam-se no chão, enquanto alguns mais desesperados saiam correndo berrando. A primeira imagem que aparecia na mente de Ella era apenas o rapaz. Foi quando o loiro acabava batendo em frente da menina.

- E-eu preciso de ajuda.

A alegria que Ella havia visto naquele momento sumia completamente. O sorriso e os olhos brilhantes, agora eram substituídos por sentimentos de medo e aflição. Os olhos do rapaz continuavam brilhando, porém, dessa vez eram lágrimas, que insistiam em saírem dos olhos. O menino saia correndo, para desespero de muito, para onde agora uma fumaça saia. Natu piava em agonia e abaixava a cabeça. Não precisava ser um especialista Pokémon para saber que Natu previa algo ruim...
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Mensagem por Ella Van Harper em Ter 12 Jan 2016, 14:26

O menino alegre e sorridente concordou com minhas palavras e completou dizendo que sempre ia à Igreja, principalmente nos dias em que distribuíam sopão. Assenti com um sorriso e me despedi do jovem. Enquanto eu me distanciava e tentava fazer propaganda para que as pessoas comprassem as jujubas do menino, ele acenava alegremente, como se me agradecesse, porém eu sentia um vazio em mim. Algo não estava totalmente completo. Eu sentia que não era hora de deixar aquele jovem sorridente, como se algo estivesse me puxando para manter-me ali. Será que era algo que Arceus queria me mostrar? Eu deveria ficar mesmo? As pessoas nem se importavam com a minha presença e do Natu piando feito louco para chamar a atenção para as jujubas do garoto. Eu ainda olhava pra ele quando eu ouvi a explosão.

A explosão aconteceu em direção onde eu estava indo, pessoas corriam desgovernadas e gritavam frenéticas e desesperadas. O que seria aquilo? Foi quando o jovem sorridente esbarrou em mim. Ele já não estava mais sorrindo, lágrimas molhavam seu rosto infantil e puro, olhando em meus olhos, pediu ajuda e correu para o lugar onde ocorreu a explosão, agora indicada por uma nuvem de fumaça. Natu piava loucamente ao meu lado, estava óbvio que o pokémon estava prevendo algo não muito bom. Fiquei sem ação por uns segundos, vendo o menino que estava à sorrir minutos atrás, correr em direção à pilha de fumaça. Natu piava e acabou bicando minha cabeça para que eu acordasse de meu "transe". Agarrei a pequena ave e corri atrás do garoto. Ele pedira minha ajuda e chorava, eu não podia deixá-lo desamparado.

- Por favor, Natu, que pela graça de Arceus, o Todo-Poderoso, nós consigamos ajudar esse menino!

Natu piou em confirmação e seguimos em direção à nuvem de fumaça. Eu não sabia o que me esperava por lá, mas eu sabia que Arceus estaria me guiando e Natu me ajudaria, com certeza.
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Mensagem por Ayzen em Qui 14 Jan 2016, 09:52

A sensibilidade de Ella tocava-a de tal forma que não precisava ser a seguidora mais espiritual, ela sabia que tinha alguma coisa ainda a se fazer. As provas de fé não são tão simples assim. Ajudar pessoas e Pokémons poderia parecer fácil na teoria, mas na prática, as provações que a seguidora iria enfrentar seriam mais complexas. No meio de Nyender, a capital, o caos se espalhava. Pessoas corriam procurando abrigo. Muitos cadetes surgiam do nada, para prestar auxílio imediato. Pelo menos era a capital de Shinki, alguma coisa tinha que acontecer de melhor...

Enquanto a aspirante se dirigia com Natu em seus braços, ela contemplava (ou não) o desespero e o caos das pessoas. Era interessante notar que um dia tão comum, com um jovem tão singular, acabava sendo despertado com um caos daquele. Ella poderia sentir aflição, medo, mas a primeira reação era ajudar. No caminho, parecia cada um por si. Um gladiador ali chamava o seu Braviary e saia voando para longe daquele caos. Um pouco egoísta de sua parte. Um homem, com feição serena tentava orientar as pessoas a procurarem os melhores abrigos, ao lado de Yamask. Parecia que Arceus havia conduzido outro seguidor para uma missão ali também.

Enquanto corria, de longe o casaco amarelado do jovenzinho chamava a atenção e conduzia a aspirante. Quanto mais perto da fumaça negra, que engolia a beleza rosada da cidade, mais o coração de Ella ficava aflito. Era um bairro mais perto do centro da cidade, porém bem mais humilde. A Segunda Avenida se estendia em um mar de negritude e caos. Uma casa quase que completamente carbonizada e negra de chamas amareladas se destacava no meio de todas as outras. Mais uma explosão!

A segunda explosão parecia ter sido mais forte que a primeira, talvez porque Ella estava mais próxima. O chão tremeu e a seguidora acabava caindo no chão. Natu tinha mais uma visão e se soltava dos braços da loira, dando pulinhos e batendo asas, querendo chegar mais perto. De longe, o menino estava caído debaixo de alguns destroços e chorava, embora quisesse demonstrar coragem...


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Mensagem por Ella Van Harper em Qua 20 Jan 2016, 17:28

Nyender acordara sob um caos. Pessoas corriam apavoradas pela Avenida do Recomeço, enquanto que eu continuava seguindo o menino sorridente. Natu piava sem parar em meus braços e eu pressentia que não deveria ser nada bom. Em meio ao caos que se instalara depois de uma explosão, cadetes aproximavam-se tentando averiguar a situação na capital de Shinki, pessoas procuravam esconder-se e parecia que era cada um por si. Um gladiador liberou uma ave majestosa e saiu da confusão na Avenida em total desprezo pelas outras pessoas, enquanto que um homem parecendo calmo, junto ao seu Yamask, tentava direcionar as pessoas para lugares seguros. Sim, Arceus já estava agindo nessa situação tão tensa.

Enquanto eu seguia o menino, fomos nos aproximando de uma área de Shinki mais carente e humilde, próximo ao centro de Nyender. Lá a situação era pior e muito mais alarmante. Uma casa queimava e espalhava um densa fumaça negra. O que estaria causando essas explosões? Nem tive tempo de pensar numa resposta, quando uma segunda explosão nos alcançou e tremeu o chão da Segunda Avenida derrubando-me. Naquele instante, devido à proximidade da explosão, fiquei desorientada, perdida na confusão embaçada que era minha visão. Quando recobrei os sentidos, pude ver Natu ainda mais assustado, piando e pulando sem parar. Tivera uma nova visão e não parecia nada boa. Ao longe, em meio à densa fumaça negra, pude ver o menino sob escombros. Ele chorava, mesmo assim queria demonstrar coragem. Corri em sua direção com as pernas bambas de tensão. Ao chegar perto do garoto, comecei à tentar tirá-lo dos destroços.

- Tenha calma, pequeno. Vou tirá-lo daí. Peço que acredite em Arceus! Acredite!

Eu falava para o menino, tentando acalmá-lo. Era hora de tentar tirar os destroços e levá-lo dali. Não era nada seguro estar tão próximo das explosões e sabe-se lá se outra aconteceria.
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Mensagem por Ayzen em Qua 20 Jan 2016, 23:39

O desespero de Ella só era vencido pela fé que ela tinha. Ela não queria deixar o menino só, ainda mais na situação que o loiro, outrora sorridente, encontrava-se. Estava agitada, mas tentava manter a calma. Natu estava tenso. Suas visões pareciam preocupar a ave e aquele momento não era o certo para deixar suas emoções sobressaíssem sobre a razão. Natu ajudava movendo algumas pequenas pedrinhas, que não ajudavam de fato a libertar o garoto, as o esforço e a dedicação da ave era um bom incentivo.

Quando Ella conseguiu tirar o menino debaixo daqueles escombros, ele se queixava de dor no calcanhar. Ella não precisava ser médica para saber que não estava quebrado, e sim torcido, mas o menino ainda engolia o choro. Estava agoniado por causa de algo. Qual era a ajuda que ele queria? Levar Ella direto para morte? As explosões estavam acontecendo ali mesmo. Como a jovem poderia sair dali com vida? O menino tentava se apoiar na loira, enquanto Natu se agitou. Parecia que o futuro que o Pokémon previu estava diante da loira. Na frente, uma mulher com roupas largas. Tinha munhequeiras nos pulsos, nas quais ela ficava pegando. Seus cabelos roxos, curtos, mas com longa franja, caia na face, tampando boa parte.

- Ora, ora... Lugar errado, na hora errada... – dizia de forma irônica. Ao seu redor, três Koffing rodopiavam, com rostos bem expressivos de felicidade. Ao lado dela, um Drowzee sério e estático. Um Koffing adquiria uma velocidade enorme, e enquanto voava em direção ao encontro de uma nova casa, seu corpo brilhava. O choque do Poison com a residência aparentemente vazia causava uma explosão enorme, colocando a casa ao chão. Drowzee recolhia o Pokémon com Confusion e a menina de cabelos exóticos recolhia o Pokémon gás para sua Pokébola.

Não precisava ser um grande conhecedor de notícias e atualidades para vincular Drowzee às gangues apocalipses. O Pokémon terá monopolizado pelos criminosos destruidores. O menino perdia a coragem e apertava a cintura de Ella, como quem quisesse proteção. Natu, no chão, estava estático diante da sua visão que se tornava realidade. Ella parecia não sentir nada de bom vindo daquela mulher e seus Koffing. De Drowzee, a aspirante só sentia um vazio.
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Mensagem por Ella Van Harper em Qui 21 Jan 2016, 13:02

Depois de conseguir tirar o menino dos escombros com a ajuda de Natu, esperava rumar para longe dali, daquela confusão. Estava tudo tomado por fumaça, fogo e desespero. O menino estava apavorado e parecia ter torcido o pé, mas mesmo assim conseguia conter um pouco as lágrimas que continuavam à molhar sua face. Ali eu entendia que algo era importante para o garoto, ou parecia ser, e as explosões causaram certo sofrimento nele, eu podia sentir a confusão em sua mente.

- Tenha calma, com a graça de Arceus vamos tirar você daqui e, depois, quero que conte-me o por que de ter corrido para a fumaça. Entendido? Vamos logo.

Enquanto tentava sair daquela região, Natu parecia ter tido uma visão não muito boa, na verdade, nada boa. A ave psíquica piava e dava pulinhos incessantemente e foi assim que ouvi uma voz nada peculiar. Uma mulher de cabelo roxo e rosto bem expressivo mexia em suas pulseiras do pulso, enquanto os Koffings que a rodeavam, rodopiavam alegremente enquanto explodiam nas casas e eram recolhidos por um Drowzee nada amigável. O que seria aquela mulher? A se tratar do Drowzee parecia ser uma Apocalipse e isso não era nada bom. Como faria para sair dali? Como sairia dali com vida? Não podia gritar por socorro, ela poderia matar-nos com tanta facilidade... "Por Arceus, o que fazer?!", pensei. Olhei para o menino que apoiava-se em mim. Ele estava machucado e ferido, precisava de cuidado médico urgentemente e com toda aquela fumaça poderíamos estar nos intoxicando com rapidez, já sentia dificuldades em respirar por causa do esforço de tirar os destroços da criança. O que fazer?

- Por favor, por Arceus, deixe-me ir com esse pequeno indefeso. Veja, ele está machucado e precisa de cuidados, deixe-nos ir. Não somos uma ameaça para o que quer que estejas fazendo.

Naquele instante, iniciei uma prece à Arceus, pedindo proteção. Precisava ser forte e não deveria sucumbir ao medo. Arceus estaria comigo sempre, bastava eu continuar tendo fé Nele e em mim. Natu estava no chão, à minha frente, e fitava o Drowzee. Era incrível como eu conseguia sentir uma energia muito negativa vindo daquele pokémon. Será que os pokémon podiam ter tanta obscuridade em seu coração daquela maneira? Estava preocupada...
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Mensagem por Ayzen em Sex 22 Jan 2016, 10:29

A voz de Ella permanecia calma e serena. Não queria recriminar o garoto e nem culpá-lo por nada, até porque, Ella só sofrera um susto, nada de ferimentos graves. Mas o rapazinho estava mais ferido. A presença da apocalipse ali não era nada bom. Como Arceus queria que Ella agisse naquele momento? Amor, paz e unidade pareciam palavras ralas e sem qualquer perspectiva... No entanto, Ella estava diante de sua missão de fé. Se Arceus queria provar a menina, ela seria provada mesmo. Nesse momento, que ela tentava “negociar” com a menina de cabelos roxos, os Koffings começavam a rodopiar ao redor do trio, para desespero de Natu.

Se um Koffing usando Explosion conseguiu fazer tanto estrago assim, imagina três dos alegres Poisons explodindo ao mesmo tempo. Com certeza, apenas um milagre iria salvar todos eles. As palavras de Ella eram recebidas no momento. Embora a apocalipse estivesse com um sorriso irônico, agora ela teria que ir até o fim.

- Misericórdia é para Arceus, não para mim. Eu estou aqui para espalhar o caos. Por isso que gosto mais dos giratinistas... E três corpos assim seriam bem trágicos para as notícias... Quem sabe as pessoas não acordam e saem em revolta. Imagine uma série de caos saindo de Nyender? A capital? Seria perfeito.

A voz da mulher era cortante. Fina e desagradável. Koffing continuava rodando Ella e o menino e cada vez mais veloz. Mais veloz. Mais. Mais. Ella já se via morta, mas a luz de Natu a salvava. Tudo sumia instantaneamente e a cena mudava. Estavam ainda no local da tragédia, mas longe da mulher. Natu ofegante caia no chão bem cansado. Com teleport, ele tirava Ella e o garoto da morte eminente, mas se sentia bem exausto.
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Mensagem por Ella Van Harper em Seg 25 Jan 2016, 17:49

Nada feito. A mulher era fria e não parecia conhecer o amor. Como podia profanar tanto? Como podia tentar matar pessoas daquela maneira? Não podia julgá-la assim, eu nem sequer sabia da vida da jovem. "Perdo-me Arceus. Tenha compaixão pela alma dessa mulher.", pensei, tudo em mim estava à prova e eu precisava esforçar-me para ser uma seguidora digna da graça de Arceus, o Criador. Quando dei por mim, os Koffings já nos rodeavam com um sorriso sinistro e assustador como o de sua mestre. Como aqueles pokémon conseguiam ser assim? Será que seria meu fim? Os Koffings nos rodeavam cada vez mais rápidos, parecia uma cena de filme e eu podia ver que estava com o tempo esgotando-se. "Arceus, ajude-nos!", pedi mentalmente. Foi quando tudo ao nosso redor mudou e pude nos ver distante da moça e seus Koffings. Natu havia usado Teleport e nos transportado para algum lugar longe da moça, em segurança, pelo menos por enquanto. Com o esforço de ter teletransportado duas pessoas, a jovem ave caía no chão, exausto. Peguei o psíquico no colo e me dirigi para o garoto.

- Sei que estás com medo, mas precisamos sair daqui com vida e você parece conhecer esse local. Por favor, ajude-nos à encontrar a saída daqui para buscar auxílio dos Cadetes e parar aquela mulher. Procure a rota de saída mais segura, acredite em Arceus que ele estará conosco. Ajude-me que, com toda a certeza, eu o ajudarei seja no que for.

Lágrimas queriam sair dos meus olhos, mas eu forçava-as à ficarem onde estavam. Precisava ser forte para salvar o garoto e ajudá-lo. Natu estava cansado demais, com pouca energia. Naquele instante, lembrei das jujubas e dei uma para ele.

- Tome, meu pequeno ajudante, pode ajudá-lo à repor as energias. Muito obrigado.

Ansiosa, estava disposta à deixar aquele lugar e procurar ajudar. Silenciosamente, fiz uma prece à Arceus.
Ella Van Harper
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Mensagem por Ayzen em Qua 27 Jan 2016, 10:13

Longe da ameaça da mulher, Ella, Natu e o garoto pareciam bem protegidos, pelo menos por hora. No momento, Natu se encontrava exausto, comendo uma jujuba e forçando um pio de alegria para dizer que estava bem. Mas não estava... Era um Pokémon de level baixo e por isso não iria muito longe com um teleporte de três pessoas. O menino se sentia culpado e não demonstrava grande alegria. Apenas uma preocupação com alguma coisa.

- Não podemos sair daqui agora.- dizia o rapaz assustado. Parecia que Ella não poderia tirá-lo dali e com um coração batendo forte para ajudá-lo, a seguidora sentia que era o certo a fazer (mesmo que custasse a sua vida). – E-eu tenho um ovo Pokémon... Ele está em um lugar abandonado... Se ele ficar lá vai morrer. – dizia o jovem, tremendo em suas palavras. – Mas por favor, não me denuncie aos cadetes, eles iriam tomá-lo de mim.

A voz do menino era trêmula. Ele usava Ella de apoio para ficar de pé, com o tornozelo ainda ferido. Diante da situação, ele tentava reagir, mas não pensava nada a não ser escorrer algumas lágrimas em seu rosto. A fumaça ao redor parecia tentar sufocar os dois. Um atentado bem bolado naquele lugar parecia ser o que acontecia. Ella se sentia encurralada e como o menino conhecia o lugar mais do que ela, não tinha muitas saídas.

- Por favor, moça, me ajude...
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Mensagem por Ella Van Harper em Sab 23 Abr 2016, 15:57

OFF:
Olá narrador (seja o Ay ou não :p) gostaria de deixar claro alguns pontos interessantes ^^
1 - Sim, a Ella está no meio de um atentado com um menino machucado no tornozelo e um Natu com energia baixa devido ao uso do Teleport para 3 pessoas;
2- Também vou querer mudar de Seguidora de Arceus para Cadete;
3 - Não me mate, por favor! Tenho que pegar minha licença :p
4 - Divirta-se o/


Nossa, como descrever aquela sensação? Como negar um pedido de socorro à um inocente que estava tentando proteger a vida de um ovo pokémon, mais um inocente. Quanto mais eu olhava ao meu redor, mais eu percebia que o ataque fora bem planejado para ser caótico. Fumaça cegava-me, meus olhos ardiam e a tosse já era constante, podia sentir cada explosão distante como se estivesse à centímetros de mim. A imagem da mulher gangster não saía de minha mente.

- Tenha calma, pequeno. Vamos até seu ovo. Agora, por onde devemos ir? Lembre-se que estamos correndo perigo aqui, nossas vidas também estão em jogo. Vamos achar logo o ovo e sair daqui o mais rápido possível. - eu dizia enquanto servia de apoio à criança que conduzia-me pelas vielas em chamas e Natu estava descansando em meu ombro, já que havia se esforçado muito.

Em minha cabeça eu não entendia o que aquela mulher queria, a finalidade para tanto sofrimento. Será que aquilo a fazia sentir-se melhor? Não, ela não tinha o direito de fazer outras pessoas sofrerem, não tinha o direito de tirar a casa de pessoas trabalhadoras, que se esforçavam dia após dias para conquistar o pão de cada dia. Essa mulher me enojava com suas atitudes egoístas e infindáveis. Apoiar o caos machucando pessoas inocentes? Machucando crianças como a que eu estava ajudando? Quantas pessoas ainda teriam que morrer para saciar o prazer na destruição daquela mulher? Eu não permitiria. Foi ali que percebi que estava no caminho errado.

Naquele breve instante desesperador de reflexão pessoal, percebi que não era o caminho que eu deveria seguir. A imagem de meu querido pai estava em minha mente. Um cadete excepcional como ele fora, que perdera seus amáveis parceiros, sucumbira à uma doença e não pôde honrar seus pokémon mortos em combate. Lágrimas escorreram pelo meu rosto. Como demorei tanto para perceber que eu não havia nascido pra ser uma Seguidora, e sim para defender Shinki de pessoas como essa mulher que praticava o caos. Não podia deixar isso acontecer mais, tinha que proteger todas aquelas pessoas em honra à memória de meu pai. Aposto que minha mãe se orgulharia.

Disposta à mudar, queria apenas pegar o ovo do rapaz, mas se não conseguisse atingir o objetivo ou se nossas vidas ficassem mais ainda em perigo, seria hora de deixar o ovo para trás. Olhei para o Natu e já sabia que ele poderia estar prevendo algo. O olhar dele era de compaixão e medo. Durante a lenta caminhada, fiz uma prece à Arceus.
Ella Van Harper
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Mensagem por Ayzen em Sab 23 Abr 2016, 18:25

Off: Serei eu voltando aqui rs



Embriagada de um sentimento que misturava nojo com um pouco de repulsão pelo ocorrido, Ella tinha um inside sobre o que estava acontecendo ali. O olhar de Natu no ombro dela parecia encarar o vácuo. As visões de caos pareciam perturbar o pequeno Pokémon visão, mas agora ele estava mais calmo do que outrora. O menino ao redor de Ella movia-se com dificuldade, enquanto a prece de Ella era feita à Arceus. Será que depois de todo aquele retiro espiritual, tudo indicava que a menina tinha um chamado que era diferente do sacerdócio? Talvez fosse por isso que o grande Pokémon orquestrou a presença da loira no meio do caos, para saber que uns foram chamados para semear o amor e outros para tentar impedir que o ódio se alastrasse mais rápido.

A fumaça englobava os dois. Os passos eram lentos. Os sentidos sempre em alerta, procurando uma fuga planejada, caso nada desce certo. Mesmo diante de toda a fumaça, nada estava certo no momento. Explosões ao longe já eram o suficiente para fazer o menino aperta a mão da loira. Algumas casas estavam bem destruídas, enquanto algumas estavam abandonadas. Era seguro nem um pouco aquele bairro, mas para a sorte de Ella, os terroristas não tinham mais objetivos de causar mais danos ali. Era claro que aquele ataque era estratégico...

No meio dos escombros, o menino guiava Ella até um local abandonado. Era grande, parecia um depósito de mercadorias, se não fosse pela poeira, ou pelas marcas de teias de aranha pelas paredes. Os barulhos e caos já não eram tão bem perceptíveis assim. A menina andava pelo local, na companhia de natu e do menino, com cautela e olhos atentos. Atravessavam os cômodos vazios e repletos de caixotes de madeira, até um pequeno cômodo, onde um buraco no teto era o local que se via as nuvens negras de fumaça que cobriam a capital. Ali no meio, um ninho feito de roupas de agasalhos, com um ovo misterioso no meio.

- Ali!

O menino soltava Ella de súbito e corria mancando do seu pé machucado até agarrar aquela estranha e singular criatura que nasceria dali. O amor no olhar do menino e as lágrimas que insistiam em sair de seus olhos pareciam ser o suficiente para recompensar Ella por tudo. Natu, por sua vez, parecia já voar pelo canto, mostrando que embora estivesse bem cansado, poderia se sacrificar mais uma vez para executar uma saída estratégica, se assim fosse a vontade de Ella.


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Mensagem por Ella Van Harper em Dom 24 Abr 2016, 11:44

A caminhada fora cansativa e árdua devido à fumaça,as parecia que já estávamos livres de qualquer nova ameaça. Meu coração ficara mais aliviado e agora sim eu já podia sentir meu corpo doendo, devido à intensa correria que fora essa manhã. O menino que apoiava-se em mim também parecia cansado, mas guiou-me por todo o caminho como a determinação de salvar seu ovo.

Caminhamos por vielas com casas destruídas, em chamas ou abandonadas. Era uma tristeza ver aquela cena, pois sabia que era um choque para todos ali naquela manhã. Chegamos à uma espécie de galpão de mercadorias, praticamente intacto pelo fogo, parecia ser ali o local onde o ovo estava escondido. Andamos com cautela, passando por caixotes e salas vazias, até encontrarmos o local com o ovo escondido. O menino cuidara bem dele e se preocupava com o ovo, vê-lo feliz fora o maior presente de Arceus nesse momento. Natu também parecia ter recuperado suas energias e já começava à voar pelo canto.

- Natu, consegue tirar-nos daqui? Seria ótimo.

Sair dali era prioridade e eu não via a hora de tomar meu rum até a Academia de Polícia de Shinki. Sentia aquele desejo em meu coração de justiça por aquelas pessoas que sentiram o caos daquele momento. Pessoas com aquela apocalipse não podia mais acontecer, eu não podia deixar. Era hora de seguir o meu verdadeiro caminho, trilhar os mesmos passos de meu pai. Fechei os olhos e agradeci à Arceus.
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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar - Página 2 Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

Mensagem por Ayzen em Dom 24 Abr 2016, 18:12

Naquele momento, a alegria do menino parecia contagiar Ella. Arceus parecia ter cuidado para que aquela menina loira tivesse o mesmo caminho que aquele pequeno vendedor de balas. Ali estava ele, abraçando seu amigo no qual nem sabia quem era. O brilho envolvia os dois e naquele momento, tudo sumia, todo tremor, brilho e qualquer outra cena de caos.

Ella se via no templo de Arceus. Os bancos de madeira foram todos encostados nas laterais. Absol fazia frente a grande porta que se mantinha fechada e trancada, isolando o exterior destrutivo de Nyender. Várias pessoas, entre civis e mendigos levantavam preces em favor de um renovo em Nyender e pelo clamor parecia que Arceus logo responderia. O padre parecia distribuir sopa e agasalhos para todos, enquanto vida Ella, Natu, o menino e o ovo.

- Graças eu dou pelas suas vidas. Vocês estão bem?

A pergunta do padre parecia ser simples, mas realmente não dava para saber. O cabelo da loira estava despenteado, a cara suja de carvão e um olhar parado. Ella engolia em seco diversas vezes. O tempo exposta em fumaça pedia mais água. Natu caia no chão, com os olhos rodopiantes e uma expressão vaga de cansaço... Todos ali estavam bem preocupados com a capital, mas naquele momento, parecia que o bairro ao redor da igreja não fora atingido, mas todos estavam ali por medo ou por encontrar abrigo espiritual para o que estava acontecendo no real.
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Mensagem por Ella Van Harper em Qui 28 Abr 2016, 23:15

E então tudo desaparecera como em um sonho. Toa a imagem do caos, fumaça, fogo, gritos e explosões ficaram para trás no instante em que um brilho nos rodeou e nos levou para o Templo de Arceus em um piscar de olhos. Ao abrir meus olhos, foi reconfortante ver o templo mais uma vez. Pude sentir as lágrimas enchendo meus olhos.

O templo era o mesmo, exceto pelos bancos encostados nas laterais e uma multidão de pessoas, de todos os tipos, reunidas em orações pedindo clemência pelo bem da Capital. Era de se emocionar. Padre Carmael servia sopas e agasalhos para os assustados e, assim que nos viu, falou com preocupação. Reconfortante, sorri.

- Estamos bem, padre. Não se preocupe comigo, mas poderia olhar o tornozelo desse jovem? Ele se feriu enquanto me ajudava em meio às explosões. - sorri e pisquei para o menino.

Padre Carmael pareceu sorrir. Agora, mais que nunca eu podia enxergar a aura que emava de seu corpo, assim como emanava do Absol. A pokémon desastre parecia controlar a tensão que nos envolvia. Me perguntava se ela já teria prevido tamanho desastre.

Enquanto pegava um agasalho e sentava num canto com a sopa em mãos, pensei em meu futuro e na vontade de parar tais ataques. Estva sentindo-me tão impotente, inútil para proteger aqueles cidadãos. Deveria seguir os passos de meu pai e lutar pela segurança de todos. Será que era esse meu destino? Será que sempre fora isso e eu tinha que ter passado por essa experiência para perceber minha real vocação? Como Arceus era maravilhoso... Em silêncio, fiz uma prece.

Após terminar minhas orações, reuni minhas forças e fui falar com Padre Carmael. Era necessário pedir sua benção à minha nova jornada.
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Mensagem por Ayzen em Sex 29 Abr 2016, 23:08

Na igreja cheia e repleta de gente, as pessoas pareciam todos reunidas para tentar mudar a situação da capital através de seus pedidos. No entanto, Ella se sentia sem forças e queria fazer muito mais do que ajoelhar e sentir as coisas ao redor mudarem. No momento, ela se sentia confusa, mas o riso do menino loiro que vendia doces parecia pagar momentaneamente a sua oferta. De longe se via o Padre cuidando da torção como um médico, embora fosse apenas um padre.

Uma freira recolhia Natu, cansado, e cuidava dele. O Pokémon precisaria de um bom descanso depois de tudo. Apesar de ainda ser tarde, a ideia que passava no sentimento de cada era que era noite. Com tanta gente que estava na rua e correu para igreja para se abrigar, o padre e sua equipe não poderia virar as costas. Atrás, um grupo trazia um tv, atrás de notícias, enquanto Ella pedia Arceus forças e direção.

Padre Carmael cuidava de todos como se fosse seus filhos. Na televisão, notícias superficiais de explosões em Nyender, como se fossem acidentes, o que para Ella era uma mentira, pois via com seus próprios olhos a causadora de um desses “acidentes”. Com um pouco mais de coragem, a loira pareceu pronta para poder falar com o padre, mas parecia que o mesmo já sabia do desejo da menina.

- Parece que você passou por um pouco de provação lá fora... Penso comigo no que Arceus estava preparando para você... Sabia que era algo grande, mas tenho nenhum dom para saber o que passar no futuro...

A voz calma e sábia do padre continuava a exalar confiança. O mesmo parecia confortar, mais uma vez, com suas palavras bem selecionadas o coração de Ella, proporcionando com que a menina aspirante se decidisse em ficar mais à vontade para falar com o padre.

- Quer conversar comigo? Embora aqui esteja cheio, sempre tem o confessionário... – falava com um sorriso no rosto, de quem sempre estava disposto a ajudar.
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Mensagem por Ella Van Harper em Seg 02 Maio 2016, 21:50

- Sim, padre. Foram momentos difíceis os que passei nesta manhã, e tais acontecimentos fizeram-me repensar meu futuro. -

Naquele instante parei de falar. As palavras pareciam ter perdido força em meu peito e ficaram entaladas na garganta, sufocando-me por dentro e fazendo meu peito arder. Como as emoções abalavam-me e eu me sentia perdida e pronta para partir. Como uma garota como eu, jovem e livre, podia tomar decisões tão importantes? Só com a ajuda do Criador mesmo para que eu não sucumbisse à tantas dúvidas.

Olhei para a TV e o noticiário local dava informações sobre o atentado recente, mas que já estava nas mãos das autoridades para a solução do caso. Autoridades... Ainda bem que Arceus não estava mais aqui para ver tamanha destruição da alma humana, da raça humana. Ainda conseguia sentir o olhar vazio da apocalipse à me perseguir junto aos sorrisos cínicos dos Koffings enquanto esperavam sua sentença. Um calafrio percorreu meu corpo.

- Padre, perdoe-me, mas eu não desejo ser uma Seguidora. Eu percebi que minha vocação é para defender aqueles que precisam à todo custo, até mesmo custando minha vida. Sinto que era isso que eu deveria ter seguido desde pequena, os passos de meu pai, mas fui tola por ter negado tamanho privilégio. Peço perdão por ter ocupado seu tempo, Padre. E não se preocupe, pretendo manter minhas preces e orações, além da visita ao templo. Padre, dê-me tua benção para que eu siga meu caminho em paz e amor.

Podia sentir as lagrimas escorrendo pelo meu rosto enquanto me ajoelhava pedindo proteção ao Padre. Seria uma experiência que eu levaria para sempre, mas estava na hora de seguir o caminho ao qual nasci para trilhar. Tornar-me-ia uma Cadete e daria orgulho ao meu pai, onde quer que ele estivesse.
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Mensagem por Ayzen em Seg 09 Maio 2016, 22:44

O lamento de Ella seguia para o padre, que de forma amorosa presenciava e ouvia com cautela cada palavra. O relato da menina parecia um pouco mais calmo do que o normal, embora as lágrimas lutavam para sair. Ela demonstrava seu conflito, sua fraqueza. Reconhecia que o mundo estava perdido e que no final ela tinha que fazer algo mais direto para muda-lo. Ser cadete era uma questão de escolha.

O padre nem ao menos desviava o olhar para ela. Sua visão sempre mais madura e mais privilegiada era uma dádiva que ele possuía, construída por mais tempo de vivência. Lá fora, no templo, várias almas angustiadas e preocupadas com os barulhos que se seguiam em Nyender, embora nenhum som de guerra fosse ouvido dali.

- Minha filha, Arceus sabe de todas as coisas. Aquiete o teu coração que você foi escolhida para uma missão. Uns foram chamados para proclamar a fé, outros para preparar o caminho de Arceus. Você foi chamada para que prepare as pessoas para que elas recebam a fé, afinal, sem a segurança dela como nós seguidores poderíamos pregar? Mas não se atormente o seu coração, que como cadete você pode proclamar a fé. Poderá conhecer muitas pessoas e quem sabe acabar com a corrupção que há dentro do sistema? Arceus é sábio.

A voz do padre era entusiasmada. Parecia que o homem já previa algo do tipo. Seria que Arceus havia aparecido em visão e revelado a decisão de Ella? Era empolgante e mais uma vez Ella se sentia revestida de compreensão e de amor pelo homem.

- Quando saiu daqui, a sua espiritualidade estava aflorada para ouvir qualquer sinal de Arceus. Se foi esse o sinal que o grande Alpha lhe disse, então vá em frente e cumpra a sua missão. Até ai Arceus tem um propósito.

O homem se levantava com carisma e seguia até uma irmã que o chamava. O sorriso dele parecia apenas apoiar Ella, enquanto na televisão passava alguma reportagem sobre um ataque no hospital local. Na reportagem, dois cadetes eram responsáveis por ter salvado o hospital, enquanto Ella se via mais empolgada com sua decisão. Dria Gralfin e Lírio Flores pareciam ser os cadetes que desempenharam a função de salvar o hospital do ataque e a notícia passava fazendo eles como heróis. Seria Ella um dia tão capaz de receber tamanhas honras? O tempo diria...
Rota encerrada. Pode criar sua rota na academia, dando um salto no tempo de 1 semana (tempo para organizar a cidade depois do incidente XD)
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