Prólogo - O Primeiro desafio.

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Mensagem por Tucci em Qui 02 Jun 2016, 15:43

OFF:
Olá para a pessoa que irá me narrar, espero que façamos um ótimo Prólogo ^^, qualquer erro ou dica que queira dar por favor me avise que tentarei corrigir

O caminho de viagem até Nyender por fim foi muito mais conturbado do que eu mesmo gostaria! Não por problemas na viagem, não por brigas, nem mesmo por ter passado mal. Por fim todos os problemas estavam em minha mente inquieta!

Não houve um momento em que o ocorrido não se repetia em minha cabeça, eu conseguia ver e ouvir claramente meu pai me expulsando de casa, conseguia sentir totalmente a dor de escrever a mensagem para Diego e isto não me deixou dormir bem, não conseguiu fazer minha mente estar 100% como eu sei que ela deveria estar! Para ser honesto nem mesmo sei dizer como fiz o caminho até o aclamado prédio da Academia de Polícia, mas por fim lá estava eu prostrado diante sua grandiosidade.

Bem, não importa que eu esteja um caco, que não seja meu melhor dia! Agora era o momento de fazer meu teste, era este o momento de seguir minha vida, era este o instante onde finalmente romperia todos meus grilhões! Eu seria livre, livre das pressões familiares, livre de ter que ser um modelinho padrão de filho, livre para fazer as minhas escolhas… ou pelo menos é o que eu esperava! Sabia que junto desta liberdade viriam várias outras obrigações e regras a seguir, mas era algo que eu estava disposto a pagar!

Deste modo respirei fundo e passo a passo entrei no grandioso edifício e avaliei seu Hall de entrada enquanto olhava de um lado a outro… “Quantas outras pessoas com tantos sonhos não haviam já passado por ali? Quantos será que haviam conseguido?” fiquei pensando por um tempo, mas um lapso de consciência me puxou de volta à realidade, não era momento de devaneios, mas sim de atitudes! Firme me direcionei assim até a recepção:

_ Olá, bom dia! Vim fazer o teste de Gladiador, poderia me informar onde e como será realizado o mesmo?

Falei por fim aguardando a resposta.
Tucci
Tucci


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Mensagem por Yoshiki em Seg 06 Jun 2016, 12:03

Off: Olá, Tucci! Espero o mesmo ^^. Pode fica tranquilo, não tem muita coisa no que errar é só não tentar fazer nada surreal (mas dado pela sua ficha acho que a chance é quase zero =p). Qualquer dúvida só me mandar mp o//



O sol brilhava no céu, sem uma nuvem sequer à vista, mesmo que tivesse chovido a pouco, como indicava o belo arco-íris que enfeitava o horizonte. As rua de Nyender eram tapeteadas por flores cor-de-rosa, as quais são responsáveis pelo título da cidade, "A Cidade Rosa". Era um belíssimo dia novo, aparentemente perfeito para o recomeço de Bruno.

A ambiente resplandecente era bastante diferente ao que o rapaz de Erobring estava acostumado, mesmo nos dias mais claros sua cidade natal jamais chegara a ficar daquela forma. As diferenças entre as cidade não paravam por aí, Nyender era muito mais movimentada e seus prédios mais modernos.

Por mais que a diferença entre as cidades fosse gritante e o dia fosse belo o suficiente para que pessoas parassem para admirar, Bruno ainda tinha a cabeça quente com toda a turbulência pela qual havia passado, sequer conseguiu prestar atenção no percurso e seus detalhes. Por baixo de todos pensamentos sobre o que tinha passado, Bruno estava decido a se tornar um gladiador, deixando para trás tudo o que conhecia, seus amigos, sua família e até mesmo Diego.

O rapaz dava seus primeiros passos para dentro do prédio da Academia, apesar de grandioso em sua própria forma, o prédio não inspirava a mesma beleza que podia ser encontrada por Nyender, mesmo para alguém com a cabeça cheia como Tucci isso claro. Na verdade, a única coisa que realmente chamava atenção e mostrava preponderância dentro da construção era a estátua de um Persian sentado sobre um globo.

Dentro do saguão principal Bruno podia notar que apenas algumas poucas pessoas estavam ali, em sua maioria cadetes, o que era de se estranhar. O rapaz tinha ouvido falar que a Academia estava sempre movimentada, quiça alguma coisa havia acontecido nos últimos dias. Provavelmente algo que tivesse relação com o toque de recolher e as outras imposições recentemente impostas pelas forças policiais.

Sem delongas, Bruno se aproximou da recepção e dirigiu-se á recepcionista em busca de informações. "Olá, bom dia! Vim fazer o teste de Gladiador, poderia me informar onde e como será realizado o mesmo?", ele indagou.

A mulher de cabelos negros e traços finos era esbelta e estava extremamente arrumada, maquiada, com as unhas bem feitas e o cabelo escovado. Talvez tivesse algum compromisso mais tarde, não que isso fosse de alguma importância para Bruno. Ao ouvir a pergunta do rapaz ela olhou para ele com cara de desprezo, como que se ele não devesse estar ali naquele momento.

-Gladiador? - ela levantava uma sobrancelha enquanto fazia a pergunta retórica em tom de deboche - Pode se sentar ali, em breve te passarei mais informações. - ela apontava para um banco próximo a bancada de recepção, e assim que Bruno se virava para seguir para o local ela falava com voz baixa algo que o rapaz provavelmente não deveria ter ouvido - Se tivesse se preparado bem para o teste saberia mais que isso.

Bruno não sabia quanto tempo deveria esperar, ou porque deveria esperar. Talvez fosse algo relacionado a falta de movimento, talvez a recepcionista apenas estivesse de mau-humor e quisesse que ele esperasse um pouco, ou poderia ser ainda inúmeras outras coisas. Infelizmente Bruno não conseguia avistar ninguém que pudesse lhe sanar as dúvidas enquanto esperava. Todas pessoas ali pareciam estar ocupadas fazendo algo e ele não via ninguém que parecia querer o teste.

Lhe restava agora apenas pensar sobre os últimos dias enquanto esperava a recepcionista.
Yoshiki
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Mensagem por Tucci em Qua 08 Jun 2016, 09:22

Off:
Olha, até pensei em criar umas bolas de fogo e lançar sobre a recepcionista U.u, mas deixa ele mostrar o lado Mutante mais pra frente, acho que é mais coerente né? hahahahaha

Brincadeiras a parte, pode deixar que mando sim, e obrigado por assumir aqui a narração (vou ser honesto que nem sempre vou conseguir postar copiosamente, mas farei o possível para manter a frequência!)

A e um PS: De fds eu literalmente sumo, muito raro usar internet

O olhar fulminante de desprezo da pomposa recepcionista me fez o estômago embrulhar, era visível que ela não me queria naquele lugar. Eu já tinha ouvido falar que ali eles eram rígidos e até considerados “brutos”, mas não esperava que já na primeira pergunta me viesse um soco no estômago!

Ainda assim ouvi atentamente o que me foi dito tentando continuar com a expressão serena, afinal, não era na primeira má recepção que eu já colocaria tudo a perder, deste modo após a moça pedir que eu sentasse me direcionei até o local. Infelizmente não rápido o suficiente para deixar de ouvir o comentário final da fera fantasiada de bela. O pior de tudo é que nem eu mesmo poderia discordar do que ela disse, realmente eu estava despreparado, foi tudo em um ímpeto tão intenso que eu nem tive como me preparar!

Logo a mente voltou a ser um turbilhão! Droga... e esta espera não me ajudava em nada, maldita mulher, ela poderia simplesmente ter me deixado apenas com meus problemas da noite anterior, agora eu era obrigado a pensar se eu realmente seria capaz de passar neste bendito teste! Já não basta todas as minhas inseguranças, meus medos, agora mais um! Esta é boa...

“Calma Bruno respira que tudo vai dar certo, você não tem mais o que fazer! Lembre-se, você sempre teve excelentes notas, você sempre estudou muito, provavelmente você se sairá bem!” Era isto que eu pensava, era isto que eu tentava fazer pra me acalmar! Por fim ninguém ali parecia ter informações melhores a me dar, deste modo o jeito era realmente esperar e tentar me acalmar!
Tucci
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Mensagem por Alice em Sab 11 Jun 2016, 14:59

off: assumindo sua rota temporariamente ;) Yoshiki está com problemas com a internet ^^


O momento de espera começava a ser um tormento, proporcionando a Bruno algumas horas para afundar a mente em seus problemas pessoais somado aos novos oferecidos tão "generosamente" pela recepcionista. O banco desconfortável não lhe permitia relaxar e a visão monótona não o distraía.

Quando o relógio apontou 14h, o aspirante a Gladiador assistiu com certo medo e repulsa um senhor de idade sendo conduzido por cadetes. Nas mãos de um cadete, uma gaiola com um Purrloin. O senhor de idade parecia abatido e triste, enquanto o Pokémon estava agitado, com pelos ouriçados e tentando se afastar dos oficiais da lei. O moreno não ouvia tudo o que falavam, mas escutou a expressão porte de Pokémon Ilegal. O Comandante Darbas não precisou de muito tempo para deixar clara a diferença entre o seu comando e o de sua antecessora, Angélica.

Com mais esse pensamento para lhe atormentar juntamente com todos os que não podiam ser esquecidos facilmente, o jovem aspirante não reparou na passagem da última hora ou na chegada de outros três aspirantes que se sentaram ao seu lado. Somente quando o relógio apontou 15h, um oficial que usava um jaleco se aproximou, entregando uma ficha para cada aspirante. Nela várias informações eram solicitas, tais como nome, idade, classe pretendida, endereço de familiares, telefone, telefone de familiares, Pokémon desejado, marca/sinal/tatuagem, entre inúmeras outras. Ao final, ainda, o oficial passou de um em um, recolhendo todas as digitais de cada aspirante, fazendo tudo sem dizer uma única palavra e indo embora logo depois.

Nenhuma nova instrução... Aparentemente teriam de esperar novamente.
Alice
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Mensagem por Yoshiki em Qua 06 Jul 2016, 18:53

Rota bloqueada por inatividade, favor postar em pedidos para reabertura.
Yoshiki
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Mensagem por Tucci em Sex 19 Ago 2016, 07:56

Off:
Bom dia, estou retornando após um tempo com algumas complicações, rs. Espero que esteja tudo bem sobre isso e que possamos continuar sem problemas, aqui está o Link do pedido de reabertura da Rota:

https://shinkirpg.forumeiros.com/t4458-pedido-de-reabertura-de-rota


Mais uma vez os rumores se mostraram verdadeiros, na minha espera sem fim um pequeno “reboliço” aconteceu na entrada, um pobre senhor adentrava o recinto algemado por um cadete, em uma gaiola um felino roxo amedrontado se mostrava arisco ao tentar fugir. Sim, o novo Comandante nem mesmo aceitaria um pobre senhor com um Pokémon ilegal, a ditadura do poder Militar estava evidente, mas eu em nada poderia fazer.

Achava aquela atitude errada? Com toda certeza! Mas infelizmente eu não me via como alguém disposto a enfrentar todo este poder, todo este comando policial, eu ainda era jovem, ainda nada tinha e infelizmente engoli minha vontade de falar para soltar o pobre senhor e esperei quieto! Não queria estar na mesma situação dele, queria aproveitar este novo momento que eu tinha e enquanto ali me calei um sentimento de culpa invadiu meu peito!

Enquanto este sentimento me remoía por dentro fiquei avulso ao que me acontecia ao redor, quando me dei conta já eram 15h e ao meu lado haviam outros 3 jovens aspirantes e em frente um oficial de jaleco com um questionário em mãos esperando que eu o preenchesse, sem muita opção assim o fiz.

Dentre as perguntas estavam muitas pessoais, o que mostrava o quanto eles queriam realmente estar a par dos moradores e de certo modo “controlar” a vida de cada um ao qual fornecessem Pokémon. Não havia muito o que fazer, silenciosamente eu apenas respondi o questionário, dei meu nome, endereço em Erobring, minhas tatuagens, celular, falei que gostaria de ser um Gladiador, mostrei meu interesse em começar com um Charmander... eram tantas perguntas que quase no fim escrevi a cor da cueca que estava usando!

Formulário devolvido retiraram nossas digitais e do mesmo modo que o oficial chegou, foi embora. Assim o silencio retomou o local, não seria eu a o quebrar, de todo modo para não ser rude acenei para os três que esperavam ao meu lado com a cabeça como se fosse um tímido “oi” e retomei minha posição inicial, sentado divagando sobre tudo.
Tucci
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Mensagem por Yoshiki em Ter 23 Ago 2016, 12:41

Off: Sem problema algum ^^

Bruno ficava surpreso com a quantidade de dados que era preciso preencher antes de fazer o teste. O pior de tudo era que o homem que pegava as informações parecia fazê-lo como se coleta-se dados de um animal qualquer, ele mal olhava para os aspirantes e quando o fazia, fazia com desprezo.

Mais um bom tempo se passou desde que Bruno preencheu seus dado. Já eram mais de 16:00 e nenhum sinal do que deveria ser feito para o teste. Os outros aspirantes permaneciam parados com olhar fixo no horizonte, sem trocar uma palavra entre si, eles também aparentavam estar se esforçando para permanecer parados, um deles chegava a tremar um pouco em sua tentativa de se manter na postura correta.

Eis que um cadete parava em frente a Bruno. Era visivelmente velho, possuindo tranquilamente mais de sessenta anos, seus poucos cabelos que se encontravam apenas na lateral da cabeça eram totalmente brancos, sua pele branca era visivelmente queimada pelo sol, rugas podiam ser vistas em todos os lugares que não estavam cobertos pelo uniforme de inverno.

-Bruno Tucci. Me acompanhe. - dizia o velho cadete em voz ríspida.

Era difícil saber se aquele era um procedimento padrão, ou se Bruno havia preenchido algo de forma indevida, definitivamente ele não teve tanto tempo quanto gostaria para se preparar e agora sofria um pouco com isso.

O velho guiava Tucci, subindo um lance de escadas e passando por um corredor simples com diversas portas, as paredes eram tom de gelo e nenhuma decoração se encontrava no local. A seriedade da Academia dava um ar monótomo ao local.

Após uma curta caminhada, o cadete parava em frente a uma porta, indicando que Tucci deveria entrar nela. Ele abria a porta para que o rapaz entrasse, e logo após Tucci entrar no aposento, a porta era fechada. Um som da porta se trancando pode ser ouvido. Agora não tinha mais volta.

A sala tinha uma forte luz direcionada rumo ao rapaz, o que impedia que ele pudesse ver com clareza o que estava a sua frente, Bruno podia ver uma mesa, com alguém sentado em uma cadeira atrás dela, em frente a mesa uma outra cadeira.  Nada além disso podia ser visto, nem mesmo as feições da pessoa que ali estava.

- Sente-se! - ordenava a pessoa, que graças a voz Tucci podia perceber que se tratava de um homem.

Após Bruno se sentar a pessoa dirigia-lhe uma pergunta.

- Então, Bruno Tucci. Você diz querer se tornar um gladiador, não é? Mas algo nesse história não está me cheirando bem. Por que eu deveria acreditar que você quer se tornar um gladiador e não é apenas mais um lunático que quer sair por aí instaurando o caos com auxílio de pokémons?
Yoshiki
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Mensagem por Tucci em Qua 24 Ago 2016, 08:52

E mais uma vez o teste de paciência se iniciava! Será que era um dos pré-requisitos para se ter um Pokémon? Ser paciente, mostrar que aceita a burocracia e lerdeza do Sistema? Tudo indicava que sim! Um verdadeiro porre!

Nesta hora o necessário era pensar que com a chatice, o nervosismo e tudo o mais a recompensa seria compensatória! Respirei fundo e continuei aguardando até uma sombra estar sobre mim, olhei atrás do causador de tal penumbra e na minha frente encontrei um cadete com seus mais de sessenta anos. Será que era a tão esperada hora? Será que finalmente se daria início aos testes e eu poderia finalmente seguir meu rumo?

Eu esperava que sim, afinal, o que mais seria depois que o senhor de cabelos brancos e pele queimada pediu que eu o acompanhasse? Eu havia sido o primeiro a chegar ali e o primeiro a ser chamado, pelo menos era esta a lógica que eu encontrei, deste modo o segui, era um misto de ansiedade e medo, meu futuro poderia ser decidido ali!

...

Sentei no local mandado, lá uma forte luz estava ofuscando minha visão, no mesmo instante me veio em mente os filmes policiais onde bandidos e terroristas eram interrogados. A voz firme que me ordenava que sentasse era a única coisa que eu conseguia distinguir... o que será que estava acontecendo? Uma onda de nervosismo invadiu meu corpo e minha mente, eu realmente estava totalmente desconfortável ali, não parecia ser um procedimento padrão, eu havia lido muita coisa, mas nada do que eu lia dizia sobre interrogatórios intimidadores... calma Bruno, pode ser que seja apenas coisa da sua cabeça, é... é isso... é coisa da sua cabeça!

“- Então, Bruno Tucci. Você diz querer se tornar um gladiador, não é? Mas algo nessa história não está me cheirando bem. Por que eu deveria acreditar que você quer se tornar um gladiador e não é apenas mais um lunático que quer sair por aí instaurando o caos com auxílio de pokémons?”

Não, não era algo de minha cabeça, eles estavam literalmente me interrogando, duvidando de minhas intenções! Ouvi muito falar de que eles prendiam inocentes por besteiras, que muita gente que ia contra o que os militares falavam simplesmente sumiram, mas acreditava que eram histórias, que por fim, mesmo não sendo más pessoas, algo ilegal haviam feito, tal qual o pobre senhor que possuía um Pokémon sem licença, mas agora eu? Que tipo de mal eu havia feito há não ser tentar seguir a lei? Tentar conseguir um Pokémon da maneira correta e poder simplesmente viver minha vida? Tinha eu errado em tentar isto?

PARA BRUNO! NÃO, VOCÊ NÃO ERROU! RESPIRE!!! É só uma pergunta, basta responde-la sendo honesto, não existe nada na sua história que não seja comum, eles devem fazer este procedimento apenas para intimidar aqueles que tentam algo de errado, quem sabe assim os baderneiros se entreguem em seu nervosismo, em seu medo, no susto e assim serem evitados! Basta ser você! Deste modo tentei ficar calmo e responder o mais corretamente possível:

_ Me desculpe senhor... mas não acredito que se eu fosse um baderneiro eu viria aqui tentar conseguir uma licença Pokémon com os senhores! Minha família pode não ser rica... mas ainda assim nunca nos faltou nada... o Governo nunca nos deixou faltar nada!

Respirei um pouco e prossegui, eu tentava provar meu ponto de vista sem ofender quem me interrogava, mostrar um pouco de meu histórico e passar confiança mesmo com toda a situação pesada e o receio que eu estava:

_ O senhor pode procurar por meu histórico, nunca estive envolvido em nada ruim e mesmo na escola fui sempre um excelente aluno, com notas acima da média! Sempre fui criado para seguir as leis senhor, trabalho desde cedo e sempre paguei meus cursos que fiz, eu me dedico para ser um bom cidadão! Por fim, acredito que se eu quisesse um Pokémon apenas para criar o caos eu viria aqui pedindo uma Licença para ser um Stylist, que faria muito mais o perfil de meu histórico escolar e... imagino... que seria então mais fácil... mas este não é o meu sonho, não é aquilo que almejo em minha vida...

Deixei assim por fim me silenciando, droga Bruno! O nervosismo era tanto que você não calou a boca um segundo! Soltou um monte de palavras no ar, tentou tanto passar que era confiável que fez um monólogo! Será que isto não soaria estranho para quem estava em minha frente? Affe... respira e agora não tem mais o que fazer...
Tucci
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Mensagem por Yoshiki em Qua 24 Ago 2016, 10:50

Não tardou para que Bruno percebesse o que se passava, o rapaz era suspeito de simpatizar com ideologias gangster. A cena literalmente era quase idêntica aquelas vistas em filmes, era difícil realmente acreditar que aquilo estava acontecendo. Bruno tentava manter a cabeça no lugar e responder a pergunta com sinceridade e sem ofender o oficial, que permanecia em silêncio, apagando e acendendo um isqueiro intermitentemente com sua mão direita.

Com exceção estalar do isqueiro, o silêncio agora reinava no recinto, o homem não dava nenhum parecer quanto a alegação de Bruno. O fato de não conseguir ver a face do oficial dificultava saber como ele havia reagido a resposta. Eis que ele parava seu tique e alguns segundos depois, subitamente ele esmurrava a mesa com sua mão oposta.

-Você acha que estou de brincadeira aqui? Você acha que eu ligo para saber se você passa fome ou como feito um snorlax? Existem criminosos de todas as formas e estou sentido que você é um deles, Senho Bom Aluno... - dizia em tom alto e ríspido o oficial.

-Já até perdi as contas de quantos "bons cidadãos" estão aí pelas ruas instaurando o caos e desordem. Acabamos de falar com sua família e pelo que tudo indica você foi expulso de casa. Agora, você poderia me explicar o motivo de uma pessoa com tamanha índole moral e ética como você teria sido expulso da própria casa, ou melhor, o que diabos uma pessoa que vive na rua faz com um pokémon?

A atual conjuntura de Bruno não auxilia-o muito nesse momento. Bruno deveria tomar bastante cuidado com suas palavras, ou acabaria como mais um dos inúmeros inocentes encarcerados. A propósito, o que mais seu pai poderia ter dito as forças policiais?
Yoshiki
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Mensagem por Tucci em Qua 24 Ago 2016, 14:06

O silencio se mantinha enquanto eu narrava minha história, seria até melhor não fosse o irritante ato repetitivo com o isqueiro! Relaxa Bruno, deve ser apenas como nos filmes, pra intimidar! DROGA! O PIOR QUE FUNCIONAVA!

Ainda assim terminei tudo, infelizmente a reação não fora a que eu esperava, não tardou e uma explosão veio do homem que me interrogava!

Suas palavras eram ríspidas e sem compaixão, duras como facas enfiando em meu peito, mas de verdade, suas palavras em nada mesmo me afetavam! O que doeu, o que me fez sangrar e meus olhos marejarem foi ao dizer sobre minha família, sabia que meu pai não me queria perto... mas... mas chegar ao ponto de dizer para os Militares que expulsou seu filho de casa? Sabendo de como eles eram, de qual era a fama que eles tinham; será que o ódio e homofobia de meu pai era tão grande a ponto de pôr a vida de seu filho que ele sempre disse amar tanto em risco?

Por um leve segundo eu perdi o chão, desejei não mais estar ali, desejei não mais estar no mundo, que se Arceus tivesse piedade de mim e me levasse naquele momento para seja lá onde ele estivesse... eu podia não ser o filho que ele sempre quis, mas... mas isto era demais... eu amava minha família porra! EU OS AMAVA APESAR DE TUDO! Até mesmo meu pai que tinha me expulsado, ao qual eu discutia sempre, mas no fundo admirava sua dedicação!

Senti uma lágrima escorrer por meu rosto mesmo tentando contê-la, mas era impossível... meu pai... meu pai havia neste momento mostrado realmente que não mais me queria em sua vida... e se era o que ele queria, era o que ele teria!

Tentei recuperar a compostura, precisava medir minhas palavras, mas ao mesmo tempo eu também não poderia inventar algo, afinal, qualquer mentira me deixaria a mercê de ser um Gângster ou seja lá o que ele imaginava! Respirei e falei:

_ Bem senhor... um pai machista...

Era difícil, difícil demais continuar a falar isto... se eu mesmo ainda não sabia lidar comigo, imagina alguém de fora, duro e frio como quem estava em minha frente, mas era preciso, eu devia!

_ Que não aceita o seu filho como é... responde muito bem o motivo da expulsão...

Respirei tentando segurar para não chorar mais, porém eu precisava finalizar, terminar o que comecei:

_ Já o que eu fazer com um Pokémon... bem, até onde sei, onde li, onde estudei... ser Gladiador é um bom modo de viver e ganhar uma renda para uma vida estável... coisa que eu não tenho mais depois de tudo!

Nisto nada mais tinha o que falar, infelizmente era tudo realidade o que eu falava, quem dera fosse uma boa mentira apenas para conseguir algum Pokémon e fazer baderna... mas não... a ficha havia finalmente caído mesmo... eu estava na merda!
Tucci
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Mensagem por Yoshiki em Sex 26 Ago 2016, 15:33

A abordagem que o oficial tomava parecia surtir o efeito esperado em Bruno, o jovem começava a despencar, a realidade vinha a tona, sem apoio da família ou emprego ele agora não passava de um empecilho, uma pessoa a qual não se enquadrava no sistema e por isso poderia facilmente descartada.

-Seu merdinha! - dizia o oficial com o punho cerrado - Você acha mesmo que eu ligo para se seu pai é machista ou não? - o homem então se levantava e em um movimento rápido acertava a face direita de Bruno com a palma da mão.

O golpe acertava em cheio, levando Bruno ao chão. O rosto do rapaz agora ardia intensamente, era de se impressionar o abuso de poder que os cadetes utilizavam.

Ainda no chão, Bruno podia escutar o homem se sentando na cadeira novamente.

-Se você fosse um exemplo de pessoa como diz ser teria resolvido seus problemas antes de seguir em frente, mas... Mesmo que eu acredite que o que esteja me dizendo seja verdade - o oficial agora falava mais calmo - O que tem a me dizer sobre sua tatuagem? Até onde me lembro nenhum dos fora-da-lei que se auto-denominam grupos libertários adotam esse símbolo como emblema. E o que não falta por aí são lunáticos querendo começar novas seitas. - o homem então voltava a brincar com o isqueiro.

Até mesmo a tatuagem de Bruno agora se tornava um problema para Bruno. Era difícil de saber até onde eles desenterrariam problemas para jogar sobre o rapaz. Bruno precisaria medir bem as palavras caso quisesse sair dali ou se quisesse ao menos não apanhar novamente.
Yoshiki
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Mensagem por Tucci em Sex 26 Ago 2016, 16:35

Off:
Caraca, que raiva deste cara 0.0', sério hahaha, se queria me deixar puto com ele conseguiu HUAsHUSHS, mas estou curtindo a narrativa e me surpreendendo com ela ^^ (fora que juro que tá difícil sair dessa situação), espero que esteja gostando o tanto quanto eu estou!

Um tapa na cara! SIM UM TAPA NA CARA!!! O maldito cadete que ali se encontrava havia por fim me desperto de toda a tristeza ao qual eu me encontrava, o filho de uma Miltank apenas despertava em mim agora ódio, raiva e indignação!

No chão, continuava a ouvir suas acusações sem sentido, por mais que doesse, tanto fisicamente quanto psicologicamente, e a vontade era pular na garganta dele, eu deveria me controlar, tanto por ser um militar, como por se eu o fizesse perderia a chance de seguir em frente! MALDIÇÃO!

Assim, no chão, com o rosto vermelho e tentando me controlar o homem voltou a fazer perguntas. Respirei enquanto cuidadosamente me sentava de volta na cadeira. O problema agora era minha tatuagem! Sério... acho que ele estava fazendo de propósito, sei que Militares eram truculentos, mas não saber o significado de um Ouroboros? Pelo menos não teve a pachorra de me perguntar o motivo de estar escrito Amizade no antebraço!!! Ai seria piada demais...

Calma Bruno, calma... não se leve pela raiva, todo e qualquer elevar de voz será visto como uma afronta, qualquer reação negativa não será tolerada, sorte que você é um menino de paz! Se fosse outro tinha explodido já! Fico aqui me imaginando se fosse um filhinho de papai qualquer ai, um neto de militar, se eles sofreriam isso que estou passando agora?! Se eles teriam essa audácia?! Depois ainda queriam saber o motivo de se voltarem contra eles?! Eu estava começando mais do que entender os motivos, a sorte deles é que não tenho esta pretensão!!! Não sei se sou um idiota, apenas mais uma ovelha na multidão, mas sério, quero é só viver minha vida!

Sem delongas falei com a voz tentando parecer calma e sem tentar passar rispidez:

_ Não é marca de nenhuma gangue senhor! Tem apenas um significado para mim, é um Ouroboros, fiz para representar o Ciclo Eterno da Natureza, o nascimento, o crescimento e a morte e assim repetidamente... um símbolo de eternidade Senhor!

Respirei e por fim algo saiu de minha boca um tanto quanto imprudentemente, talvez a raiva, a indignação, a tristeza ou mesmo tudo somado me levou a isto e assim assisti meus lábios proferirem:

_ O que posso fazer pra provar para o Senhor que não tenho intensão nenhuma de ser algum baderneiro? Que não vim aqui atrás de Pokémon para agir como um lunático?
Tucci
Tucci


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Mensagem por Yoshiki em Ter 30 Ago 2016, 15:27

Por dentro a raiva que Bruno sentia do oficial começava a o consumir, mas ele sabia que se quisesse sair com a licença, precisaria se manter centrado, o que era difícil dado a ignorância do cadete. Qualquer deslize de Tucci e ele poderia apodrecer na cadeia para sempre.

Ele se esforçava ao máximo para passar impressão de serenidade para o oficial em suas palavras, mas novamente, era impossível ver como o homem reagia a suas falas. O tic do isqueiro continuava, em certo ponto Bruno pode jurar ter ouvido o homem soltando uma risada sarcástica, enquanto o significado da tatuagem era explicado.

-Eu acho que você não está entendendo a situação... - dizia o oficial em tom de deboche - Por aqui já passaram inúmeros loucos, cada qual querendo fundar sua própria gangue, colocar em holofotes seu próprio símbolo. Por mais que eu queira acreditar em você, seria muito fácil mentir.

O homem então se levantava da cadeira, Bruno pode ouvir um leve som de metal se chocando, semelhante a uma chave. O oficial se aproximava então do rapaz, suas feições finalmente vinham a tona, era um homem de quarente e poucos anos, sua pele era clara e suas feições eram fortes, apesar de não ser calvo tinha grandes entradas em sua testa, e um bigode fino que se dividia em dois ou invés de ser continuo. Em sua mão esquerda um par de algemas, o isqueiro ainda era segurado na outra mão, mas ele não o acendia mais como antes.

-Você quer saber o que fazer para provar que não é lunático? Pois bem, coloque a mão para trás - ordenava o oficial com uma expressão maligna em seu rosto. A situação era aterradora, Bruno não tinha muito o que fazer ali, o oficial estava em uma posição privilegiada e nada mudaria ela de favor.

Mesmo já tendo escutado sobre o método pouco ortodoxo dos cadetes, Bruno nunca visto nada assim em sua vida, pela expressão do interrogador ele estava tramando algo que definitivamente Bruno não iria gostar.


Off: Que bom que está com raiva, era intenção =p. E acho melhor ainda que esteja gostando, estou me divertindo bastante também. Narrar para você tem se tornado um grande prazer, pois você narra seu personagem como ele realmente é, não fica tentando inventar coisas para mudar a situação a seu favor, realmente parece compreender mais sobre como são as coisas.
Obs.: Por mais que possa parecer ruim, te prometo que no final dá certo, eu acho XD
Yoshiki
Yoshiki


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Mensagem por Tucci em Qui 01 Set 2016, 09:20

Off:
Sério, não sabe como fico feliz de ler isto! Bem, estou tentando ser condizente com o personagem e, principalmente, pensar em como eu acho que agiria na situação! Espero mesmo que dê certo cara, pq olha, tá difícil viu, é até emocionante escrever umas coisas ai que mechem bastante com meu psicológico 0.0' hahahhah

Por mais que eu tentava passar a situação real, o Cadete insistia em zombar de mim, sentia por dentro que ele na verdade estava é gostando desta situação, um tipo de prazer sádico! Seria possível que ele mesmo soubesse que tudo isto que eu falava era realidade, mas aproveitava de sua posição apenas para me torturar?

Infelizmente eu não duvidava! Nenhum pouco... depois... depois de que meu pai fez eu nunca mais duvidaria da capacidade de um ser humano! Realmente... treinar Pokémon era o melhor que eu faria, para que viver ao lado de seres tão desprezíveis?

Calma... calma... não é bem assim... Lembre-se que pessoas como Diego ainda existem por ai! Ele só te fez bem e em nenhum momento foi contra você fazer o que queria... tenha um pouco de fé! POR FAVOR! TUDO DARÁ CERTO!!!

Foi este pensamento que me fez acalmar enquanto o cadete continuava a debochar de minha cara... ainda existia alguém que eu podia confiar! Eu ainda estava sim com os olhos marejados, mas por mais que a dor e a raiva estava vivida, eu me apeguei à este sentimento bom e me acalmei! Iria tudo melhorar... ou não... tinha pensado rápido demais que o deboche seria o fim, quando pensei em argumentar contra, um barulho metálico foi ouvido, um soar frio e que transpassava perigo, senti um frio na barriga inexplicável... o que seria? Respirei levemente ofegante pela situação tensa e sentia meus olhos voltarem a arder... droga... o que estava por vir?

E como parecia estar se tornando costumeiro novamente aconteceu, uma resposta assustadora veio em seguida as minhas indagações, nas mãos do tenebroso homem, que finalmente dava as caras, um par de algemas se encontravam! Senti meu coração entrar em um desespero inigualável! Era daquele modo que eu poderia provar minha inocência? Passando por uma tortura até ele ter “certeza” de minhas palavras ou se cansar de me ferir?

Meus olhos de marejados já pingavam lágrimas, eu... eu... só tinha 19 anos porra! Eu não tinha feito nada de errado a não ser tentar ser eu mesmo!!! Merda de vida! Pra que acontecer isso comigo?! Sério... o que eu fiz pra merecer algo tão desprezível como isto? O susto era tamanho inicial que nem mesmo responder eu conseguia!

Meu pensamento inicial óbvio era me levantar dali e sair correndo, tentar fugir enquanto era tempo... mas eu estava no covil deles, se eu levantasse, se eu saísse correndo eu simplesmente seria jogado para dentro de uma jaula e nunca mais veria o Sol! Ou pior... eu... eu seria tratado como um terrorista e com um tiro minha vida se esvairia de meu corpo, afinal... onde seria difícil mentir para os jornais sobre isso? Eu estava tentando fugir, eu tinha assinado minha declaração de culpa! Pois é, você é um burro! E eu achando que era só vir aqui, fazer uma provinha e meu Pokémon seria entregue... uhum, grande idiota é você!

Finalmente quando sua face de deleite estava próxima a minha eu apenas balbuciei choroso enquanto colocava relutantemente os braços para trás:

_ Po... por favor... por favor... eu juro... eu juro que não quero ir contra o go... o governo... só que... só quero viver senhor! Por favor... eu... eu... eu não sou um... um terrorista!!!

Me restava rezar para não me machucar muito... que acreditassem em mim... e que não saísse dali em um caixão... nunca... nunca mesmo achei que eu fosse rezar tanto para uma entidade, torcer para que eu tivesse a chance de ver o dia ou mesmo querer estar de volta em casa ouvindo as reclamações de meu pai e seu papo sobre obrigações... queria voltar no tempo!
Tucci
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Mensagem por Yoshiki em Qui 01 Set 2016, 18:56

A situação que Bruno se encontrava era horrenda, por pouco não levando-o a perder de vez a fé na humanidade. Era difícil acreditar no que estava acontecendo, ele não tinha feito nada, era apenas um jovem inocente com um sonho, querendo viver sua vida em paz. O ocorrido era tão cinematográfica que Bruno sabia que mesmo se dissesse algo quando saísse dali, dificilmente as pessoas acreditariam nele, e mesmo que acreditassem provavelmente apenas gangsters e marginais apoiariam a causa e tentaria fazer algo para ajudá-lo.

Por alguns instantes Bruno chegou em pensar em uma fuga, mas logo percebeu que isso não passava de uma ideia tola, qualquer tentativa de fugo ou reação que ele pudesse ter seria a mesma coisa de assumir ser culpado.

Bruno estava em uma enrascada das grandes, não havia muito o que podia fazer para suavizar a situação, o rapaz chegava a se desesperar em frente ao tirano em sua frente, chorando em súplicas para que sua história fosse tida como verdadeira, para que pudesse sair dali sem sofrer mais.

-Eu disse: mãos para trás - gritava o oficial, pegando com força os braços de bruno passando-os para trás da cadeira. Ele então algemava Bruno passando a corrente entre uma das barras da cadeira, de uma forma que não apenas tirava a liberdade de movimento, como também fazia com que Bruno ficasse preso a cadeira.

-Agora vamos ver o quão inocente você é. - o homem dizia em tom ameaçador, deixando suas intenções claras.

Antes que Bruno se desse conta, um forte soco acertava-o em cheio na boca do estômago. A dor era agonizante, Bruno nunca havia sido golpeado daquela forma antes, ele perdia o ar, a sensação subia-lhe da barriga pela garganta e por fim chegava a cabeça, por pouco o rapaz não chegou a vomitar, mesmo assim o reflexo involuntário fazia que ele se recolhesse abaixando a cabeça.

-E agora, continua inocente? - o oficial levantava a cabeça de Bruno puxando-o pelo cabelo para fazer a perguntava.


Off: Exato, esse é o tipo de atitude que se esperado dos jogares, pensar o que eles realmente fariam na situação, manter-se fiel ao personagem, mesmo que isso possa parecer. Assim as histórias não apenas se tornam palpáveis, como também bem mais divertidas, ao menos ao meu ver =p
Ps:Estarei viajando a partir de amanhã, ficarei fora uma semana. Estarei contando outro narrador para que te narre nesse tempo. Sinto pela inconveniência, desde já grato. Caso prefira esperar, basta mandar uma mp para adm Alice
Yoshiki
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Prólogo - O Primeiro desafio. Empty Re: Prólogo - O Primeiro desafio.

Mensagem por Tucci em Seg 05 Set 2016, 15:55

Off:
Concordo contigo em tudo o que disse ^^
Sobre sua viagem, fique tranquilo que aguardarei, temos nossos imprevistos e acho legal continuar com a linha de raciocínio que se deu inicio.

Ainda havia em mim a esperança de que tudo aquilo não passasse de uma encenação, de que era apenas um método de me intimidar e ver até onde eu iria... mas não! Logo minhas mãos estavam acorrentadas na cadeira e meus movimentos eram totalmente limitados pelo metal! Era quase um filme de gângster, com a diferença que quem iria começar a tortura era um oficial da lei! LEI... QUE LEI???

Isto era desumano e imoral, sádico, vil... será... será mesmo que ele faria algo? Minha mente pensava em tantas possibilidades que tudo parecia seguir mais lento, parecia congelar o tempo apenas para que eu sofresse mais na expectativa do que viria a seguir... expectativa esta que ainda tinha um pingo de esperança!

Tolice a minha ela existir, em um movimento de braço do quarentão senti meu estômago arder e com ele a última gota que esperava algo bom sair junto de minha saliva. Senti meu estômago contrair e uma dor lancinante ressoar por todo meu corpo até contrair minha cabeça e em um ímpeto me fazer segurar um vômito que por pouco não foi também despejado. Eu mal conseguia entender o que se passava mais ao meu redor, não era alguém acostumado a brigas e arruaças, não sabia a verdadeira dor de receber um soco destes até este momento, as brigas que tive nunca chegaram perto disto!

Um misto de choro e gemidos foram lançados de minha boca, meus olhos não conseguiam abrir direito, tanto pelo excesso de sal de minhas lágrimas como pela dor que eu não sabia lidar. Neste caos que eu me encontrava o cadete voltava a perguntar se eu continuava inocente! Não importava o que ele fizesse, eu nunca assumiria uma culpa que não tenho! Nunca mentiria em algo que não sou! Já menti demais pra mim mesmo, pra todos! E esta não era uma mentira que agregaria em meu currículo, não, eu não era culpado, eu... eu era apenas alguém querendo viver em paz! MERDA!!!! Entre gemidos e concentração balbuciei por fim:

_ Si... sim senhor! – Arfava um pouco – Eu sou... eu sou inocente senhor! Tu... tudo... tudo o que eu disse é verdade!!!

Nisto fechei novamente meu olho e tentei contrair o abdômen esperando o próximo murro, tinha certeza que ele não estaria satisfeito apenas com isto, continuava meu choro, continuava com a ânsia... esperava apenas também continuar vivo!
Tucci
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Prólogo - O Primeiro desafio. Empty Re: Prólogo - O Primeiro desafio.

Mensagem por Alice em Sex 23 Set 2016, 16:38

off: assumindo já que Yoshiki ainda não reassumiu as funções o/ espero que se divirta ^^ embora não sei se sou tão boa quanto o Yoshiki =P


A esperança de Bruno se esvaia, escorrendo por sua boca com a saliva que voava em decorrência do soco. As histórias de como os testes eram aplicados na época da comandante Thompson pareciam fábulas para uma criança, quase como se fossem somente estímulos para levar tolos até a toca dos lobos. Estariam os outros aspirantes passando pelo mesmo que ele? Ou fora algo que escrevera no formulário? O que mais seu pai teria dito? As perguntas corriam pela mente do jovem Tucci, porém nenhuma resposta às acompanhava.

O oficial seguia silencioso. O isqueiro estava em pé sobre a mesa, ao alcance dos olhos de Bruno, pelo menos até que ele fechasse os olhos e contraísse o estômago a espera do novo ataque. Os pulsos também doíam pela pressão do metal, mas não mais que sua barriga e infinitamente menos do que seu coração.

O som dos passos era a única coisa que ecoava na sala escura e abafada. As lágrimas que agora corriam livres alcançavam sua boca, dando à situação um gosto amargo e salgado. Ironicamente, Bruno não podia evitar perceber que o gosto combinava com a experiência. O rosto ardia e agora os olhos também.

O tic do isqueiro foi ouvido e, quando Bruno percebeu, o centro de sua tatuagem começava a esquentar. Fogo... A tortura aparentemente seria longa.

- Ainda inocente? - O oficial perguntava atrás de Bruno, enquanto segurava o isqueiro a uma distância longa o suficiente para não queimar rápido demais e perto o suficiente para que o calor se tornasse desconfortável e dolorido com o passar do tempo.
Alice
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Prólogo - O Primeiro desafio. Empty Re: Prólogo - O Primeiro desafio.

Mensagem por Alice em Qui 20 Out 2016, 16:59

Rota bloqueada por inatividade.
Em caso de retorno, poste em pedidos solicitando a reabertura.
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Prólogo - O Primeiro desafio. Empty Re: Prólogo - O Primeiro desafio.

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