Quebrado em Chermont

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Mensagem por Thomas_Peterson em Sex 24 Fev 2017, 18:09

Assim que entrou no caminhão, o rapaz já sabia que a viagem seria longa e cansativa, sem contar que todos estavam espremidos no caminhão, e provavelmente todos os outros caminhões também estariam lotados. Depois de algumas horas em pé, o rapaz já não sentia os próprios pés, o que de certa forma era uma coisa boa, pois um dos cadetes, se arrumou e acabou pisando no pé do rapaz, e aparentemente ele não notará.

 Com o tempo passando, várias pessoas aproveitaram o momento para dormir, outras se mantinha impressionantemente firmes, e nem pareciam estar incomodadas de estar em pé por todo esse tempo, tinha também outros conversando, mas eram bem poucos. Eles já estavam naquela lata de sardinha a muito tempo, Thomas nem sabia mais quanto tempo tinha passado, só sabia que estava chegando perto de Chermont City, estar passando pela cidade natal do rapaz não era algo que ele estava animado para fazer.

 Antes que ele pudesse ver a cidade, tudo ficou escuro, era como se estivesse flutuando em um vazio completo, ele sentia, uma dor forte na mão, peito, e na perna. O rapaz não conseguia se mover, e também não conseguia ver nada, onde ele poderia estar, agora a pouco ele estava no caminhão, a caminho de Chermont, não fazia sentido.

 Depois de um tempo ele percebeu que seus olhos estavam fechados, era tudo um sonho, mas onde estava? Ele foi abrindo aos pouco os olhos, que pareciam estar colados com uma cola muito forte. Aos poucos ele foi abrindo os olhos, com a visão um pouco turva e ainda sentindo uma dor muito forte, ele tentou se mover, mas aparentemente ele estava preso em uma cama, olhando para baixo, e com grande espanto notou que estava cheio de faixas, cortes, e ossos quebrados, o que teria acontecido de tão ruim para ele estar assim?

 Ele olhava assustado ao redor tentando entender o que estava acontecendo, mas antes que percebe-se, apareceu uma mulher, aparentemente era uma enfermeira, e ele estava no hospital se recuperando de algum acidente. Ela tentou acalmar o rapaz, e logo lhe deu mais uma dose de anestésico, o que tornou mais difícil manter os olhos abertos, mas a dor já estava diminuindo, e antes que percebe-se ele já estava dormindo.
Thomas_Peterson
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Mensagem por Luna Yum em Ter 28 Fev 2017, 10:25

Segunda-feira
16h

As horas se passavam e em seus sonhos Thomas tinha vestígios do acidente, da tentativa de manter o caminhão na estrada, da força tarefa entre Pokémons e humanos e do chão sumindo sob seus pés. A dor parecia voltar e os olhos se forçavam a abrir, ao fundo uma voz pedia para que ele acordasse e abrisse os olhos devagar.

- Sr. Thomas, preciso que tente abrir os olhos para eu examiná-lo com maior precisão. Consegue fazer isso? - a voz parecia pesada para ele e doía-lhe a cabeça, mas ele precisava se esforçar e atender ao chamado.

O dono da voz era um dos médicos de plantão no dia do acidente e que vinha acompanhando o quadro de todos os cadetes internados no hospital de Chermont desde então. Sua obrigação era mantê-los em boa forma o quanto antes, afinal Piesok precisava deles, mesmo que em pedaços. O homem apalpou algumas áreas do corpo do jovem e isso o fez se contrair com a dor, ele disse que em alguns dias a dor iria passar e depois só precisaria se preocupar com a perna e a mão com pinos. O jovem consentia com a cabeça e recebendo mais um coquetel de medicamentos, ele voltou a rever os momentos que antecederam o acidente.

A tarde correu ligeira entre acordar e receber mais remédios. Vez ou outra as enfermeiras lhe perguntavam se ele gostaria de molhar a boca com um gole d'água e assim o fazia, mas nada de exageros.

~x~

Os dias que se passaram foram difíceis para o Recruta. Lidar com a dor era a pior parte do dia, mas pouco a pouco os sedativos foram sendo cortados para que o rapaz pudesse tentar se alimentar, mesmo que minimamente. Os pinos presos aos ossos para restaurar a mão incomodavam um pouco e ele nem conseguia imaginar como é que sua mão estava por baixo daquela montanha de bandagens e esparadrapos.

No final da semana um cadete de uma patente superior fora de lhe visitar e informar que o acidente fora reportado a Cornélios que apesar de entender a situação, mandou comunicar que queria os recrutas em perfeita forma o mais rápido possível ou nem precisavam retornar a capital.

Domingo
9h
Luna Yum
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Mensagem por Thomas_Peterson em Ter 28 Fev 2017, 20:19

Enquanto no hospital o rapaz se recuperando, e ainda era difícil se lembrar dos acontecimentos do acidente, Thomas olhava para o estado que estava, e ainda não conseguia entender o que lhe tinha acontecido para estar assim, as únicas lembranças do acidente que conseguia lembrar, era nos sonhos, onde o chão ia sumindo sobe as rodas do caminhão, mas não parecia muito real, é claro que era um sonho, mas ainda assim, aquilo poderia ser uma lembrança do que lhe tinha acontecido.

 Os dias iam passando, e cada dia ele tinha que se esforçar para cumprir o que os médios pediam para ele fazer, todas as vezes eram difíceis, e a dor que sentia quase não parecia diminuir, apesar de saber que os tratamentos estavam funcionando, não parecia muito efetivo. Logo ele teria de exercitar as mãos e a perna, que nem dava para se ver embaixo de tantos curativos e ataduras, o rapaz não estava animado para ver o estado que estava a mão, ele sabia que não estava nada bem e ele torcia para que ela melhora-se por completo.

 Em um dia que o rapaz nem sabia direito qual dia da semana era, ele tinha quase certeza que era um Domingo, apareceu um Cadete de alta patete, que veio lhe visitar, dando a ele a informação que precisava, e logo o Cadete saia do quarto. Thomas olhava preocupado para a perna e a mão que ainda não pareciam bons, e o rapaz torcia que eles melhora-sem logo, não queria ficar muito tempo no hospital, e que pudesse usar a mão e a perna, como se não tivesse nada de diferente nelas, mas é claro que por enquanto isso não seria possível.
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Mensagem por Luna Yum em Dom 05 Mar 2017, 11:53

Quinta-feira
8h

Os dias que se seguiram foram dolorosos para o Cadete, os fisioterapeutas do hospital, responsáveis pela reabilitação ligeira de todos os cadetes envolvidos no acidente trabalhavam a todo vapor para devolvê-los as suas obrigações rotineiras.

As ataduras das mãos tiveram de ser removidas para das mobilidade ao rapaz, mas os pinos ainda incomodavam um pouco. A pele parecia enrugada devido as faixas e sua pele estava desidratada. O fisioterapeuta explicou que o processo de recuperação dos movimentos tanto da perna, quanto da mão seriam um trabalho árduo e difícil e que muito provavelmente ele não iria recuperar o uso total da mão pois no esmagamento, alguns ligamentos essenciais dos dedos haviam se rompido, mas que com exercícios diários ele teria até 70% dos movimentos de volta.

Ao contrário da mão, a perna permaneceu engessada, levando em consideração a necessidade de manter o membro em repouso e imóvel, apenas lhe trocavam os curativos diariamente para evitar infecções indesejadas.

O período em que o rapaz permanecia no hospital seria equivalente aos dias que levaria para chegar em Piesok, por sorte, se o esforço da recuperação desse algum resultado significativo com o avanço do tratamento ele poderia seguir viagem para o Vilarejo.
Luna Yum
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