O Canto do Lobo

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Mensagem por Alice em Seg 06 Jan 2014, 22:23

Yukiko é uma loba branca solitária. Quando tinha 2 dias de vida, um macho errante desafiou o líder de sua alcateia e sua mãe, para preservar a vida da filhote, fugiu antes que o resultado fosse declarado. Ao longo dos anos, a fêmea mais velha criou a pequena da melhor forma possível, porém sozinha não poderia ter muito descanso nem fornecer grandes oportunidades.

Agora adulta, Yukiko não se desenvolveu plenamente. É menor que muito lobo e mais magra, entretanto mais ágil. A vida difícil nunca permitiu à pequena loba uivar e, agora, com as patas sobre a neve suja do sangue de sua mãe, oculta dos olhos dos caçadores e vendo os estranhos de duas patas se afastarem com o corpo que um dia lhe aquecera, Yukiko provavelmente nunca acharia um motivo para cantar como os outros lobos.

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Mensagem por Dria Galfin em Seg 06 Jan 2014, 22:58


A neve nunca pareceu tão fria para a pequena e esguia Yukiko, a brancura de seus pelos faziam com que os caçadores desavisados não percebessem o amarelo de seus olhos, e o negro de seu focinho.

Ao longe o grasnar de um corvo a assustou fazendo com que se encolhesse ainda mais contra o sangue congelado de sua mãe, a loba cinzenta havia arriscado sua própria vida dando a oportunidade para a que sua filhote se salvasse e sua escolha levara sua vida em troca, vida agora que ecoava no coração de Yukiko juntamente com a tristeza e a solidão.

Um uivo ao longe indicava que a regiao era habitada por outros lobos, enquanto o vento baixo carregava consigo o cheiro de sangue e morte para alem da neve silenciando o uivo nunca dado por Yukiko

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Mensagem por Alice em Ter 07 Jan 2014, 01:21

O vento frio balança meus pelos, derrubando os flocos de neve que se acumulavam. Não presto atenção nisso. Meus olhos estão vidrados no balançar da cabeça de minha mãe sobre o lombo de um cavalo. Sinto cada pulsar de meu coração em meus ouvidos. Minhas orelhas estão atentas, retas e em alerta, diferente de minha mente. Um pequeno ganido escapa de minha boca e ensaio um passo para segui-la, porém o grasnar de um corvo me assusta e me imobiliza. Minha pata se ergue rapidamente, preparada para engatar uma fuga que nunca acontece.

Medrosa...

Se foi mais corajosa, um corvo não lhe chamaria atenção. Se fosse mais corajosa, teria atacado aquelas criaturas, teria protegido sua mãe como ela lhe protegeu.

Simplesmente, medrosa!

Quando olho para trás, não dá mais para ver os cavalos e suas pegadas já estão parcialmente cobertas pela neve. Um uivo distância me lembra: sou uma solitária em território inimigo. Sozinha, com a lua, minhas pegadas e a neve. Sem alcateia... Sem mãe...

Minha pata afunda um pouco na neve e meu caminhar é lento, me guiando para longe da toca compartilhada e para longe das lembranças. Era hora de achar meu lugar nesse mundo. Mas, teria ele lugar para uma única e solitária loba?


Última edição por Alice em Dom 12 Out 2014, 00:12, editado 2 vez(es)

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Mensagem por Dria Galfin em Ter 07 Jan 2014, 01:36

O frio era esmagador, porque simplesmente não era só o frio, era a perda e o perigo de nunca ter um lugar só pra si. Qualquer lugar era perigoso, mas ser uma jovem e inexperiente solitária em território inimigo era pior ainda.

A noite se aproximava trazendo consigo o frio, a toca ha muito deixada para traz agora parecia uma pequena lembrança confortável e quente, assim como os cuidados de sua Mãe e a doce voz que a embalava nas noites de tempestade, mas a fome aos poucos apertavam as entranhas de Yukiko lhe avisando que assim que a neve parasse de cair seria a hora da caçada.

O pequeno rito que separava os Filhotes dos Adultos, e pela primeira vez a loba deveria caçar por si mesma, sem ajuda de alguém mais experiente e forte.

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Mensagem por Alice em Qui 23 Jan 2014, 23:23

Minhas patas me levam para algum lugar que desconheço. Os flocos de neve ainda caem, mas o vento começa a reduzir sua força. Será que a noite será calma? Será que a neve conseguirá sumir com minhas pegadas? Nunca me preocupei com isso antes, já que o olfato era meu principal guia, entretanto aqueles estranhos de duas patas pareciam interessados nas nossas pegadas.

Nossas...

Minhas e de minha mãe...

Isso jamais irá acontecer de novo. Tenho que aceitar a realidade, por mais que ela machuque. Agora estou sozinha...

Paro e sacudo a cabeça. Não é fácil aceitar a realidade, mas não posso mais me dar ao luxo de pensar como um filhote. Meu estômago protesta e me lembro do que minha mãe fazia quando foi encurralada: caçava. Meu focinho começa a trabalhar, em busca de algo comestível. Ele é péssimo nisso...

O tempo passa e a noite avança. Nenhuma comida até o momento. Meu estômago protesta mais uma vez... Ele não quer colaborar comigo... Minhas patas escavam próximo de uma árvore quando escuto o som de asas. Sou rápida... Até mais do que imaginava... No entanto meus dentes só pegam o ar, longe demais do pássaro.

Que primeira caçada vergonhosa...

Miro o céu noturno atrás so pássaro sem sucesso. Com um suspiro resignado, volto a cavar.

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Mensagem por Dria Galfin em Qui 13 Mar 2014, 22:02

As patas de Yukiko raspam a neve fofa com força aos poucos abrindo a entrada de uma possível toca e abrigo noturno, o pio de uma coruja indicou a jovem loba que ela não estava sozinha, olhando para cima era possível ver uma coruja de igreja encarando a loba com curiosidade, seu rosto austero indicava claramente sabedoria e conhecimento lembrando vagamente o próprio rosto alvo de sua mãe, com um piado agudo a grande ave alçou voo ganhando a noite com suas longas assas.

Já para a pequena loba restava apenas o trabalho árduo de cavar, o ato nunca parecera tao difícil para a filhote, sua mãe possuía músculos poderosos e mais experiencia do que a loba imaginava necessária, ao longe o piar de uma coruja alertava que a noite começava a correr enquanto o buraco continuava pequeno.

- A neve esta fofa demais para uma toca pequena!

Soava uma voz logo atrás de Yukiko assustando a jovem loba, virando-se  loba poderia observar a mesma coruja de antes pousada no chão, por de baixo de suas garras havia o corpo inerte de uma lebre branca com uma pequena mancha avermelhada sobre a pelagem alva, dando alguns passos para atras a voz profunda da coruja voltou a soar:

- Neve fofa não é boa para abrigos, pode cair e trancar a entrada prendendo-a na neve!

Com um leve menear de cabeça a coruja indicou que a lebre era para a jovem loba.

Coruja:
O Canto do Lobo Barn+Owl1

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Mensagem por Alice em Seg 24 Mar 2014, 00:37

Yukiko viu a coruja que piara antes voar para longe. As asas longas e poderosas não emitiam ruídos ao guiarem o corpo pela noite. A pequena loba desejou ter asas e assim voar para longe também... Entretanto, após menear a cabeça e reprimir tal pensamento infantil, a filhote voltou a escavar na neve tendo em mente que sua mãe reprimiria a distração. A noite avançava e, por mais que seus olhos funcionassem muito bem no escuro, era melhor não andar pelo território do inimigo enquanto eles também estivessem no auge de sua atividade...

As patas puxavam a neve, porém a entrada voltava a se fechar, frustrando a alva loba. Suspirando cansada, Yukiko voltava a tarefa. A barriga roncava, afinal estava há mais de um dia sem comer. A carne nunca fora farta com sua mãe caçando sozinha enquanto tentava lhe ensinar e, na última, foram interceptadas pelas estranhas criaturas de duas patas. Distraída com sua tarefa, a filhote só percebeu que a coruja havia voltado quando ouviu a voz da mesma, assustando-a. Em um salto, a canina ficou de frente para a ave, orelhas em pé e olhos atentos. As patas flexionadas, mas sem saber se para atacar ou fugir.

As palavras do pássaro faziam sentido e não só a face sábia, mas a voz profunda também lhe lembrava a mãe abatida. A coruja deu alguns passos para trás, oferecendo a lebre para a loba. O olhar incrédulo pelo presente sumiu rápido e logo as presas encontrava a carne macia e ainda quente. Em pouco tempo, os pelos eram arrancados e o ventre do animal aberto. Pedaços de carne desapareciam rapidamente e poucos ossos resistiam inteiros a mandíbula forte.

Deitada no chão e ainda roendo o fêmur do que um dia foi uma lebre, Yukiko mirava a coruja e de repente parecia constrangida pelo ataque voraz à presa. Lambendo os lábios e tentando se livrar dos vestígios de sangue, a pequena se erguia da neve. Tufos de pelo branco se confundiam com o chão branco. A mancha de sangue era pequena se comparada ao tamanho da lebre.

- Me perdoe pelo comportamento. - A filhote começava ainda olhando para o chão. Sua voz macia, doce e infantil combinava com sua postura acanhada e envergonhada perante o próprio comportamento. - Nem ao menos lhe agradeci pela carne antes de ataca-la. Muito obrigada pela refeição. - Ela encerra o agradecimento abaixando a cabeça levemente. - Se não fosse incomodo e se não estiver muito ocupado, o senhor poderia me indicar um bom lugar para cavar uma toca? - A pequena encerrava colocando uma pata mais para frente sem, no entanto, sair efetivamente do lugar. A ansiedade em seus olhos era palpável e, por mais que tentasse ser discreta e educada, seu corpo não escondia o medo que qualquer filhote sozinho para enfrentar o mundo sentiria.

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Mensagem por Dria Galfin em Dom 08 Mar 2015, 11:59

A coruja sorriu para a loba, o pequeno sorriso era calmo e bondoso lembrando em muito a loba cinzenta que um dia estivera ao lado da filhote.

Batendo de leve as assas a grande coruja deu alguns passos em direção a pequena entrada dizendo:

- Eu não sou um Buraqueira... Mas conheço alguém que estaria disposto a lhe ajudar!

Sem esperar a resposta da filhote a grande ave alçou um voo lento esperando que a esbranquiçada o seguisse.

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Mensagem por Alice em Qui 26 Mar 2015, 20:26

Yukiko saltou na neve, tentando correr da melhor forma possível e seguir a coruja que lhe indicava o caminho. Estava grata por conseguir alguma ajuda naqueles dias gelados. A sensação que beirava a felicidade só perdia lugar pela curiosidade e inocência.

- O que é uma buraqueira? - Perguntou em meio aos passas rápidos para a coruja que voava a frente. Naquele momento, pela primeira vez, a filhote observava o bater de asas da ave e começava a se perguntar qual seria a sensação de voar?


off: sorry o post fraco =x

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Mensagem por Dria Galfin em Qua 13 Maio 2015, 10:02

Ouvindo a pergunta ingenua da filhote a coruja riu, seu riso lembrava vagamente os sinos de uma velha catedral apesar da loba nunca ter visto ou se aproximado de uma, com um olhar suave a mesma coruja respondeu:

- São primas distantes, vivem no deserto e por serem pequenas cavam tocas em vez de criar ninhos no alto!


A loba nunca vira um deserto mas as palavras da coruja pareciam certas demais para que fosse uma mentira ou invenção, o voo lento da ave permitia que a filhote a acompanhasse com facilidade, porem suas asas pareciam indicar que o caminho que deveria ser percorrido pelas patas de Yukiko seria longo naquela noite de inverno.

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Mensagem por Alice em Dom 17 Maio 2015, 15:19

A resposta da coruja parecia correta demais para ser questionada, porém despertara ainda mais dúvidas na pequena loba. Enquanto as patas faziam o trabalho de levá-la pelo caminho que a coruja indicava, a mente tentava descobrir que o era um deserto e o que uma coruja do tal deserto estaria fazendo naquela região.

O riso da coruja era outra coisa que impressionara a loba. Nunca ouvira um riso como aquele. Era diferente e gostoso de se escutar. Por um instante sentiu vontade de pedir para que a coruja risse de novo, contudo algo lhe dizia para parar de ficar fazendo pedidos e essa mesma coisa que a continha lhe impedia de perguntar o que era o tal deserto.

Naquele instante, quanto mais se afastava mais Yukiko sentia saudades de sua mãe.

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Mensagem por Dria Galfin em Qui 28 Maio 2015, 10:26

A saudade apertava o coração da filhote como presas frias, essa não era uma sensação boa e nem um pouco confortável, mas o silencio do bater das assas da coruja encantavam os ouvidos da loba, apenas o som de suas próprias patas na neve ecoavam a sua volta contrastando com a presença silenciosa da grande ave.

Levou algum tempo, mas os músculos jovens de Yukiko começaram a reclamar do grande esforço e a pouca comida em sua barriga, a coruja porem parecia não apresentar nenhum sinal de cansaço ou de que a jornada acabaria, aos olhos da pequena e esbranquiçada loba a região florestada em que se encontravam lhe era estranha.

Não havia uivos de lobos, as alcateias haviam ficado para tras, mas o cheiro forte de carvalho e almíscar atissavam a curiosidade da filhote que nao aguentava mais a corrida.

Finalmente a coruja pousou no chão, logo a sua frente se encontrava a maior arvora que Yukiko ja havia visto, sua copa superava em muito ao das arvores a sua volta, e entre suas raizes se encontrava claramente o buraco de uma toca.

Arvore:
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O cheiro forte se estendia por toda volta da arvore, e até mesmo o lugar parecia ser mais quente do que o resto da floresta, a coruja deu alguns passos para frente piando alto, de dentro da toca um grunido alto escapou enquanto uma voz profunda e grossa escapava desta:

- Vá embora coruja! Eu estive caçando a noite toda!

A ave pareceu sorrir para loba dizendo baixo:

- Não se preocupe ele só aparenta ser assustador!

Virando-se para a toca a ave voltou a piar dizendo de forma suave mas mesmo assim aparentando estar dando uma ordem:

- Tire sua carcaça dai e venha para fora! Sabes muito bem que não gosto de ficar abaixo da terra!

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Mensagem por Alice em Dom 19 Jul 2015, 23:27

Yukiko não poderia dizer o quanto estava grata ao ver a grande coruja que lhe ajudava pousar em frente uma árvore. Esgotada, a filhote deitou-se no chão, próxima da árvore. Seus olhos mal admiravam a grande árvore, ou o vapor que se formava em frente seu rosto quando expirava com força. A toca tampouco foi reparada.

A coruja deu um pio alto na entrada da toca e logo uma resposta foi ouvida. Perante aquela voz, a jovem loba aguçou os sentidos. As orelhas estavam erguidas e viradas para frente, a cabeça erguida e o focinho registrando cada novo cheiro. Os olhos também se mantinham atentos, pela primeira vez reparando no buraco. A boca seguia aberta, com a língua visível pelos dentes e o arfar constante.

A coruja que lhe ajudava piava uma vez mais, chamando o estranho e lhe dizia que o dono da toca só aparentava ser assustador. Para uma filhote, isso poderia ser o suficiente.

Curiosa, Yukiko se ergueu, passando a farejar a entrada da toca. Seu objetivo era tentar identificar melhor o cheiro de quem estava lá dentro, sem a influência de tantos novos odores que a deixavam confusa e tonta.

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Mensagem por Dria Galfin em Seg 20 Jul 2015, 09:49

Um grunhido nada agradável saiu de dentro da toca em resposta a coruja, a brisa fresca que soprava apenas fazia com que os cheiros desconhecidos para a filhote se tornassem mais fortes chegando a deixar a filhote tonta.

Claramente curiosa Yukiko estranhou o ser que saia de dentro da toca, o corpo menor e robusto fazia a filhote franzina parecer maior do que era, mas as inúmeras cicatrizes espalhadas pelo corpo da criatura de duas cores deixava claro que o mesmo não parecia brincar, impressão nada suavizada pela clara falta de metade de uma das orelhas deste.

Spoiler:
O Canto do Lobo BG-5

O estranho ser olhou alguns segundos para a jovem loba antes de bufar e dizer a grande coruja que parecia pequena perto do ser:

- Feliz agora! Você deveria ter me ajudado e não trazido mais um perdido...

O mal humor claro do estranho ser fez a coruja bater de leve as assas enquanto este terminava de sair da toca revelando a pequena cauda e garras bem afiadas para alguém pequeno:

- Porem eu te trouxe uma perdida alimentada! Isso deveria contar.

Respondeu de forma calma a ave ao sorrir para Yukiko, para a jovem loba era claro que ali havia uma estranha amizade e respeito, ainda perdida no sorriso sereno da ave a filhote só percebeu o estranho ser quando este lhe farejava de perto deixando mais claro a estranheza da criatura que respondia:

- Sim isso conta como mais um estomago para alimentar!

De dentro da toca porem duas cabeças brancas com os focinhos avermelhados brotaram para fora, os olhos curiosos das criaturinhas sorriram ao ver Yukiko acompanhados de vozes infantis que perguntaram em coro:

Spoiler:
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- Papai quem é ela?

Desconcertado a estranha criatura rosnou baixo respondendo:

- Alguém que esta perdida!

Olhando para Yukiko este balançou a pequena cauda dizendo:

- Entre e descanse quando estiver melhor conversarmos!

Dando passagem para a toca a criatura esperou pela filhote enquanto a coruja alçava voo para um dos galhos da grande arvore.

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Mensagem por Alice em Seg 02 Maio 2016, 00:03

A coruja voava para o alto, longe do alcance de Yukiko e o estranho ser abria espaço para que ela adentrasse na toca, dando uma ordem clara. Os dois filhotes brancos de narizes vermelhos pareciam mais simpáticos, deixando a filhote um pouco mais a vontade.

Os passos eram vacilantes. Dentro da toca, Yukiko sabia que não conseguiria se mexer direito, ou se defender do estranho. Sentia medo, porém ainda mais frio e cansaço.

Na parte mais profunda, o cheiro de terra era reconfortante e o calor igualmente. Yukiko não esqueceu seu medo, mas o cansaço falou mais alto e, mal deitou-se no chão, a filhote adormeceu. Em seu sonhos, procurava um corpo quente para se aninhar, lembrando-se de sua mão. O cheiro não era o mesmo, mas a terra parecia igual e o calor estava lá. Naquele momento era tudo o que precisava e, sonhando, a filhote conseguia fingir que até mesmo o cheiro era o de sua mãe.


off: depois de quase 1 ano, voltei XD

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