Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

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Mensagem por Ella Van Harper em Seg 24 Ago 2015, 23:39

Caminhar por Nyender sempre foi minha paixão desde muito jovem, quando eu acompanhava minha mãe e meu pai. Lembro-me muito bem das idas à Praça Estrela e as longas caminhadas por toda a Primeira Avenida até chegarmos ao Mercado, meu achava melhor exercitar o corpo com caminhadas e corridas do que ir de carro. Toda minha história era ali, na famosa cidade dos ipês rosa, e ela estava próxima de sofrer mudanças permanentes.

Saí de minha casa, uma formosa e aconchegante construção no início da Rua das Flores, e subi pela Avenida do Recomeço rumo à meu novo destino. Engraçado, lá estava eu, rumando para o recomeço de minha vida, na avenida que acentuava tal momento: o recomeço. Desde os 17 anos frequentei a Igreja de Arceus, participando das missas e pregações, do estudo do livro de Arceus e das doutrinas que eu deveria seguir para me tornar uma fiel Seguidora do Criador. Estava muito nervosa, sabia que esse era o meu futuro e eu não poderia estragá-lo. Minha mãe confiava em mim, meu querido pai confiava em mim, eu precisa confiar em mim.

Quando cruzei a Praça Estrela relembrei de toda minha infância naquela cidade e de tudo que eu aprendi com os sermões da Igreja. Nada seria esquecido. Tudo estaria aqui guardado em mim, mas agora tenho uma missão diferente, um propósito para lutar. Uma razão para lutar pelo amor e clemência de Arceus. Decidida, atravessei a Rua Arceus e entrei na imponente e sublime construção: a Igreja Universal de Arceus.

"Este é o momento em que me entrego, definitiva e confiantemente, ao meu grande e eterno Senhor. Entrego minha vida à serviço de Arceus.", pensei enquanto procurava Tiago Barbaret, o homem que me mostrou o caminho da vida e da verdade. O caminha sagrado de Arceus.

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Mensagem por Athena em Qui 27 Ago 2015, 16:07

O dia estava cinzento e úmido, quando a garota saiu de sua casa envolta em seus pensamentos.  O caminho que fazia lhe era familiar, já havia percorrido aquela mesma rota por diversas vezes e isso era quase automático nela.

Seus passo eram seguros e ela observava vagamente a paisagem que passava por ela. Caminhara pelas ruas de Nyender por toda sua vida e a cidade era apenas uma extensão de sua casa.

A muito tomara aquela decisão, mas havia um receio em seu peito sobre o que o destino reservara para ela. Olhou para as pessoas que passavam, todas vestidas com muita roupa devido ao tempo. Uma leve garoa começou a cair neste momento, mas não era forte o suficiente para abrir um guarda chuva O vento frio batia contra sua face, deixando seu rosto comum tom avermelhado.

Seu coração batia alto enquanto se aproximava do grande prédio destinado a igreja de Arceus. Ela olhou para o alto admirando toda a beleza da construção. Gotículas de água banhavam o rosto da garota, mas ela não se incomodou com ele.  Seu destino a estava aguardando, ela abriu a porta com seu pensamento elevado numa prece.

A garoa havia mantido a maioria das pessoas em casa e a igreja era mais um exemplo disso. Havia somente algumas pessoas efetuando suas preces. Seus olhos varreram o lugar que estava sombrio e frio. Nos dias de sol, as luzes brincavam nos vitrais da janelas iluminando a catedral com formas coloridas. Ela olhou a procura do padre que a inspirou a tomar essa atitude, mas ele não estava a vista.

No altar, um jovem padre fazia suas orações. Ele parecia concentrado e envolto eu uma aura de fé. Naquele lugar sem muita iluminação ele parecia emitir algum tipo de luz que o destacava do ambiente.


off: oii, Narrarei sua rota. Vamos juntos trilhar seu caminho. Espero que se divirta.

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Mensagem por Ella Van Harper em Sex 28 Ago 2015, 23:47

A chuva fazia-se presente nesse dia muito importante para mim, o dia da minha entrega. Mesmo que fina, eu senti os pingos invadirem meu rosto, mas não foram suficientes para me molharem, entretanto, fora suficiente para manter as pessoas em suas casas e a igreja encontrava-se quase vazia.

Entrar na Igreja de Arceus, na casa do Criador do mundo, era muito especial para mim. Ele era aquele que ouvia minhas preces, meus pedidos, meus lamentos e medos, Arceus tornara-se minha vida. Caminhava procurando aquele que me ensinara o caminho da verdade e redenção, mas ele não parecia estar por ali. Enquanto eu o procurava, vi um jovem padre orando no altar. Ele parecia iluminado, seu corpo parecia brilhar com a intensidade de suas orações, como se a luz emana-se de seu corpo, destacando-o na igreja quase vazia. Calmamente me aproximei do jovem padre e, ajoelhando-me ao seu lado, disse:

- Olá, padre. Venho pedir-lhe a benção divina para entregar minha vida à Arceus. Desejo ser uma seguidora fiel do Criador e honrar seu nome. Poderia me dizer onde encontrar o Padre Barbaret?

Percebi que eu falava com convicção e tinha conseguido transmiti-la ao meu interlocutor, pelo menos eu achava isso. No instante em que disse tais palavras, eu senti que era esse o melhor caminho a ser seguido e, definitivamente, não tinha outra coisa que eu mais almejava fazer do que seguir o caminho sagrado de Arceus.

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Mensagem por Athena em Dom 30 Ago 2015, 11:35

Ella caminhou pela igreja quase vazia e silenciosa. Seus passos apesar de suaves faziam um leve som rítmico no chão de mármore da igreja.

Ela ajoelhou ao lado do padre que orava e com sua voz calma e serena ela disse o que pretendia. Havia algo de sagrado no padre que orava, sua fé parecia transbordar através de sua presença envolvendo em um manto de bondade e compreensão. Ele permaneceu em silencio por um minuto ainda e então se voltou para Ella.

Olhos azuis como um céu de outono olhavam para ela e uma fisionomia serena e calma a fitavam. Embora fosse um rosto jovem, seus olhos transmitiam experiencia e sabedoria. Sua voz era musical e seu tom lembrava uma canção antiga.

- Ola minha Jovem, meu nome é padre Camael. Sinto informá-la, mas o padre Barbaret esta em retiro espiritual e deve ficar ausente por mais uns dias. Estou assumindo suas funções neste período.

Ele fez uma pausa para que sua mensagem fosse compreendida. Ele observou o semblante de Ela que parecia levemente frustrado. Ela esperava encontrar seu mentor, aquele que a inspirou neste caminho, mas Arceus resolvera requerer a presença dele. O padre havia se levantado e  Ella notou que ele era muito alto, mesmo de pé Ella tinha que levantar bem a cabeça para poder fitá-lo.

- Você deseja entregar sua vida ao sacerdócio? Você deve saber que esta é uma vida de provações e privações. Somente os escolhidos podem fazer parte dela e mesmo assim alguns não suportam as exigência que ocorrerão. Contudo, aos que são aceitos, uma vida de benevolência os aguarda. Não há nada mais satisfatório do que ajudar ao próximo. Você esta disposta a levar essa vida?

O semblante do padre era sereno e calmo. Os olhos azuis olhavam para ela e parecia que ele estava vendo sua alma. Seria impossível para alguém mentir para ele, mas Ella não pretendia fazer isso. Sua sinceridade podia se vista em suas palavras e em seu olhar.

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Mensagem por Ella Van Harper em Dom 30 Ago 2015, 23:24

Nada seria fácil e eu já entendia isso. O jovem padre iluminado, de nome Carmael, apresentou-se e informou-me do recente afastamento do padre Barbaret por estar em um retiro espiritual, mas estaria ali para ocupar seu lugar. Aquilo doeu em mim. Eu já conhecia o padre Barbaret e não seria tão intimidador provar meu amor à Arceus quanto era na frente de um desconhecido. Logo, percebi que aquele era o momento que Arceus, sabiamente, poderia estar me testando e eu não podia reprovar.

Meu amor por ajudar o próximo, humano ou pokémon, era grande demais e eu tinha ciência disso, foi esse amor que me trouxe à Arceus, ao caminho da liberdade. Meu coração pedia por paz, sabedoria e amor, e eu sabia que servir ao Criador iria me dar muitas experiências. Padre Camael deixou claro que o caminho seria difícil e cheio de provações, mas eu estava disposta à encarar tudo para servir Arceus.

- Estou disposta à seguir o caminho da verdade, do amor e do perdão, seja ele qual for. Estou disposta à provar minha lealdade à Arceus e ser digna de ser sua seguidora. Gostaria que me ajudasse em meu caminho de fé, pois, com Arceus ao meu lado, tenho uma razão para lutar pelo próximo.

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Mensagem por Athena em Dom 06 Set 2015, 13:54

Ella estava um pouco decepcionada. Seria mais fácil falar com padre Barbaret, ele a conhecia e sabia o que se passava em seu coração. Contudo ao olhar bem para o padre Carmael ela notou que ele ainda estava iluminado e sua voz estimulava a que ela continuasse.

Ele tinha um ar bondoso e parecia ver as profundezas do coração de Ella. Arceus não a decepcionaria e colocara a pessoa certa em seu caminho, aquele que iria ajudá-la na sua preparação para a vida de uma seguidora. Ele iria testar sua vontade e sua capacidade para levar essa vida de entrega e servidão.

- Posso sentir sua determinação e boa vontade para trilhar esse caminho. A casa de Arceus está sempre aberta para quem descobre sua vocação. Embora sinta essa vocação em você, você deve me provar sua veracidade. Seus testes irão conter quatro etapas. Primeiro haverá a confissão, onde você devera me confessar seus pecados e realmente se arrepender deles. A segunda fase será a prova de fé, onde você sairá as ruas e Arceus fornecerá o seu teste. É aqui onde você deve realmente irá mostrar que tem competência, para servir o altíssimo. A terceira etapa consiste em um relatório sobre a sua missão e como ela afetou você. A quarta e última etapa será seu batizado e nesse momento você sera aceita como um seguidora. Você está preparada para aceitar esse desafio?

O padre fez uma pausa enquanto aguarda a resposta da garota e falou gentilmente.

- Eu fui agraciado pelo Altíssimo com um dom. E posso ver quando uma pessoa mente e o que ela realmente sente e por isso sou qualificado para avaliar os aspirante a seguidores. Você pode ficar tranquila, pois vi uma marca em você. Resta ver agora se você se fará digna dela.

off: me desculpe a demora. A semana foi meio maluca.

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Mensagem por Ella Van Harper em Qui 10 Set 2015, 10:45

Definitivamente padre Carmael era abençoado com algo divino e singular. Ele emanava uma luz que era confortante e encorajante, dando-me mais certeza daquilo que eu queria. Rapidamente, explicou-me das quatro provas para se tornar uma Seguidora e eu sabia que deveria enfrentá-las com vontade, determinação e fé. Ele me encorajava e disse ter visto uma marca em mim. Uma marca que significava que eu poderia ser capaz de seguir Arceus, porém eu deveria provar ser digna de tal honra.

Quando ele terminou de falar, fechei meus olhos e pensei. Me fiz perguntas, coloquei meu amor por Arceus à prova, lembrei do meu pai e seu sonho de que eu seria uma cadete incrível, pensei na minha mãe feliz com seu namorado e confiante em mim, lembrei o quanto eu estive feliz dentro dessa mesma Igreja e de todas as vezes que ouvi sermões do padre Barbaret. Era isso, eu estava pronta! Eu queria seguir Arceus e espalhar seu amor pelo mundo. Não há mais nada para ser dito ou contestado: eu iria me tornar uma Seguidora de Arceus.

Abri meus olhos e fitei o padre Carmael. Eu estava ciente do que faria para ser digna de seguir o Criador e eu estava disposta à fazer qualquer prova para provar isso.

- Sim, eu aceito o desafio. Eu aceito a honra de provar que sou digna de seguir Arceus e espalhar por Shinki seu amor, verdade e perdão. Padre Carmael, abençoe-me com sua graça e eu não falharei contigo, nem com Ele.

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Mensagem por Athena em Sex 11 Set 2015, 13:21

Ao ouvir as palavras da garota, um sorriso surgiu no rosto do padre. Um sorriso que iluminava seu rosto bondoso.

- Vejo que você está mesmo determinada a seguir o caminho da fé. Vamos ao confessionário para começarmos a primeira etapa.

O padre saiu do altar, com passos silenciosos. Ele parecia flutuar, seus movimentos eram harmônicos e regulares. Eles saíram da capela principal e entraram em um corredor amplo, as paredes eram claras e haviam vários quadros com imagens da grande batalha e de alguns fiéis se ajoelhando perante o altíssimo.

Nessas, uma em particular chamou sua atenção. Era uma foto onde havia a imagem de Arceus entregando algo a um homem. Seria uma imagem comum se o homem nela não fosse muito parecido com padre Carmael. Havia uma aura envolvendo o homem da mesma maneira que Ella notara no padre.

Sua atenção foi desviada pelo padre que abria a porta de uma sala ampla e arejada. Nas janelas haviam vitrais coloridos que quando a luz passava por eles formavam padrões coloridos no piso de madeira escura e polida. O padre se sentou em uma poltrona de couro preto e indicou uma a ela, que mais parecia o divã de uma analista.

- A confissão é a primeira fase do seu teste, alguns dizem que é a parte mais difícil. Outros dizem que é a parte mais fácil, de qualquer maneira ela é muito importante e deve ser tratada com muita seriedade, assim como as demais.


Ele se levantou pegou as duas mãos da garota entre as deles e entoou uma prece.

- Viemos aqui na presença do sagrado, pedir iluminação para a pretendente a seguidora. Que o senhor a ilumine e a guie no caminho da verdade. Que ela possa abrir seu coração e se purificar dos pecados cometidos por inocência ou por vontade própria. Que ela possa se livrar desse fardo e ser reciba em seu seio, amém.

O padre soltou suas mãos e voltou a se sentar na poltrona.

- Então minha filha, observem bem seu coração e me diga o que perturba seu coração? Qual pecado você esconde até de si mesma? Seja sincera em seu arrependimento  e será perdoada.

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Mensagem por Ella Van Harper em Qui 17 Set 2015, 12:31

off: Desculpa a demora, não estava muito inspirado antes e.e
off²: Desculpa o post longo x.x


Padre Carmael era incrível, eu conseguia ver e sentir uma aura enérgica emanado de ser corpo. Ele era ungido por Arceus e isso era inegável. Calmamente, como se flutuasse, o padre dirigiu-se para uma parte da Igreja com um corredor amplo e, lá, era impossível não notar a presença de quadros majestosos por todo o corredor. Em um deles, em especial, a imagem de um homem recebendo algo de Arceus, do Criador, e esse homem se parecia muito com padre Carmael.

Enquanto eu olhava para a imagem, o padre abriu uma porta que dava para uma sala com vitrais que desenhavam formas divertidas e coloridas no chão. Parecia mágico. Entrei com ele e ele me indicou uma poltrona, mas pegou minhas mãos e fez uma prece antes de eu iniciar minha confissão. A prece fora incrível, como se a força de cada palavra dita pelo padre Carmael passasse para mim por suas mãos que seguravam as minhas. Uma energia caloroso que me envolvia e aquecia meu corpo e parecia banhar meu coração com algo forte como café e quente como o colo de minha mãe. Assim que terminou a prece, afastou-se de mim e pediu para que eu me confessasse para ele.

Lentamente me sentei na poltrona, que mais parecia um divã de uma analista, então me deitei. Não seria fácil procurar em meu coração todas as verdades a serem ditas, neste exato momento eu podia ver um filme da minha vida passando em frente aos meus olhos, como uma projeção. Eu não sabia o que fazer ou dizer, eu não sabia como falar meus pecados, qual pecados confessar, eu me sentia perdida como nunca havia me sentido antes. Fechei os olhos e aconteceu. Eu sabia meus pecados, eles estavam à minha frente e eu nunca os havia enxergado. Eu menti para mim mesmo. Como que impulsivamente, lágrimas encheram meus olhos e eu comecei a falar.

- Padre, eu pequei. - as lágrimas ameaçavam cair e molhar meu rosto, mas eu não podia me entregar - Eu não sabia e não imaginava tamanhos pecados que pensei e cometi ao longo da minha vida. Desculpe-me, Arceus, eu menti para mim mesma, esses anos todos. - foi impossível contê-las e, em instantes, meu rosto já estava molhado de tantas lágrimas - Padre, eu menti para minha mãe, eu desonrei minha familia, eu desejei a morte para meus parentes, mas eu culpei meu pai. Eu o culpei por tudo que aconteceu em minha vida nos últimos tempos. Eu sofria por sentir sua falta, descontei em minha mãe e... E desejei que ela tivesse morrido no lugar dele. - eu não conseguia parar de falar, tudo parecia sair como verdades que eu mesma escondi. Será que tudo isso era por causa da energia que senti ao tocar e receber a prece do padre Carmael? Será que que ele era assim tão poderoso? Eu não sabia, eu só queria tirar esse peso de mim. - Eu não sabia o que sentia e escondi tais sentimentos de mim mesma, mas eu ainda não me perdoei por perdê-lo. Eu não me desculpei com minha mãe por tê-la feito sofrer. Eu fui rancorosa e irracional quando eu deveria ter sido atenciosa por aquela que sofreu ainda mais pela falta dele. Eu fui impotente, rude e estúpida quando desejei a morte para minha mãe assim que ela apareceu em casa com o novo namorado. Eu a julguei, quando deveria ter dado apoio a ela. Eu... Eu... Eu não sou digna de seguir a palavra de Arceus com tamanhos pecados em mim. Como pude entrar nessa Igreja durante anos e ter escondido isso de mim mesma? Como pude mentir para o Criador? Eu não sou digna de seu perdão.

Eu não controlava minhas lágrimas e os soluços tornaram-se involuntários. Eu sabia que tinha descarregado tudo no padre e, sabendo que não seria digna do perdão e amor de Arceus, levantei-me da poltrona. Eu me sentia frágil, inútil, e sabia que eu devia algo a alguém, eu precisava me desculpar com minha mãe. Aquilo, todas as verdades que percebi dentro de mim, tudo que escondi de mim mesma por tantos anos, pareciam adagas em meu coração. Com a vista embaçada e as pernas bambas, cambaleei em direção à porta da sala.

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Mensagem por Athena em Qui 17 Set 2015, 18:27

Era um momento crucial e Ella precisava ver no fundo do coração. Ela sempre se mantivera longe das coisas pecaminosas e procurara manter seu coração puro e digno. Contudo conforme fora abrindo sua mente e procurando ser o mais sincera possível ela entrou em uma área sombria e escondida. Afastada de sua mente, uma parte que ela se recusava a acreditar que existia.

Por mais pura que Ella tentara ser, a maldade e pensamento impuros e degradantes acabaram entrando em sua mente. Sentimento que ela não lembrava e tinha esquecido por completo. Ella se sentiu assustada e abalada quando se lembrou do que desejara e pedira ao santíssimo. Em sua mente ela deixara de ser digna das graças de Arceus e cometera um pecado maior ainda por achar que merecia estar ali.

Lágrimas brotavam em seus olhos, ela olhou na sala as luzes brincando no chão de madeira. Elas pareceram menos coloridas e perderam todo o charme que ela vira anteriormente.

Entre lágrimas ela conseguiu contar em detalhes tudo o que pensara e fizera. Padre Carmael permaneceu em silêncio por todo o tempo.  Suas feições eram serenas e bondosas, mas Ella não sabia o que pensar delas.

As lágrimas se transformaram em soluços, não havia como controla-las. Todo o seu sonho parecia se desfazer diante de seus olhos. Como ela poderia levar amor e caridade às pessoas com toda aquela maldade presa a seu coração.

Não havia o que fazer. Ella sabia que não era merecedora do perdão. Ela precisava se desculpar com todos os envolvidos e deveria ser agora. Não haveria melhor momento. Só assim ela poderia continuar, mas o que seria de sua vida sem sua fé.

Seu mundo havia desmoronado e ela sentia o peso dele em seus ombros. Lentamente, meio desnorteada ele se levantou e se dirigiu a porta de saída da sala. Não havia nada a dizer. Suas mãos tocaram a maçaneta da porta e ela abriu sem nenhum som.

- Você vai desistir assim de seus sonhos? Parece que você não sabe nada sobre o perdão e a benevolência existente no santíssimo. Você recebeu os sinais, você foi escolhida e mesmo assim vai dar as costas a eles?

Ele aguardou enquanto suas palavras eram assimiladas. Ele sabia que estava sendo duro com a garota, mas ela deveria ter mais fé em si mesma. Arceus estava mostrando o caminho, mas ela se achava indigna em percorre-lo. A garota estava em choque e sem ação depois de tudo que descobrira a respeito de si mesma.

- Não existe ninguém perfeito. Arceus não quer pessoas assim. Basta você se arrepender, mas se arrepender de verdade e será perdoado. Ele a perdoará assim que você conseguir se perdoar a si mesma. Posso ver que você não tinha analisado este aspecto de sua vida. É esse o objetivo da confissão, você se analisar e descobrir os erros que cometeu, para que no futuro eles não se repitam e você possa sentir a glória e a benção do amor divino. Você consegue se perdoar e seguir em frente  a serviço do sagrado. Você quer viver no amor e bondade de Arceus ?

off : tudo bem, meu tempo para narrar está um pouco restrito.
off: Gosto de textos longos e coerentes, dão mais cor ao personagem.

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Mensagem por Ella Van Harper em Qui 17 Set 2015, 21:21

off: Então farei o possível e o impossível para caprichar na narração ><


Mais uma vez o padre Carmael me surpreendia. Suas palavras me perfuraram com a facilidade e sutileza que uma faca corta um bolo. Eu já podia correr dali, sair de um lugar que uma pessoa como eu não era bem vinda. A porta estava aberta e eu podia fugir, mas padre Carmael não me deixaria fazer isso e ele soube como fazer.

"Desirtir". Essa palavra ecoava em minha mente e eu não gostava dela. Tudo que eu tinha sonhado, construído por todos esses anos desde a morte do meu pai, tudo que eu busquei para minha vida eu desperdiçaria e desistiria de tudo por quê enxerguei a verdade? Não, eu não podia fazer isso comigo mesma. Meu pai não se orgulharia de mim, nem minha mãe. Mãe. Ela que lutara tanto por mim e queria apenas que eu crescesse na vida e mesmo achando que eu estava desperdiçando um talento como cadete e seguindo o caminho da fé, ela me apoiou e torcia por mim. Não podia decepcioná-los, não agora nem nunca.

Sequei minhas lágrimas, fitei o corredor vazio e virei-me para o padre Carmael. Reparei que as luzes dos vitrais pareciam voltar a brincar no piso de madeira escuro, algo parecia reacender a chama da fé em mim e eu sabia que tudo isso era devido às palavras do padre a minha frente. Novamente virei para o corredor, mas dessa vez eu não queria correr por ele, eu não podia sair dali ainda, não agora. Fechei a porta e voltei para a poltrona. Sentei e respirei fundo. Eu sabia que ele estava esperando uma resposta minha, Arceus esperava uma resposta minha e eu deveria buscá-la no fundo do meu coração.

- Perdoe-me, padre, por minha arrogância e infantilidade, mas acredito que percebeu o quanto foi difícil para mim dizer tais coisas e ver que fui incapaz de perceber meu erro naquela época. Eu não posso desistir do meu sonho de seguir Arceus, eu não posso decepcionar aqueles que me ama e torcem por mim, mas, primeiramente, eu não posso me decepcionar. - eu me sentia leve, parecia que todo o peso da verdade se esvaía de dentro de mim - Eu sou humana, sou uma pecadora e sei que não sou perfeita. Fui ignorante em acreditar que não seria digna do amor de Arceus se eu sei que ele já me ama. Eu fui estúpida... Não, eu fui humana. Perdoe-me, padre Carmael por ter me portado de tal maneira, mas eu preciso me perdoar. Eu... Eu não sei bem o que vai acontecer, não sei como me sentirei depois que eu começar minha jornada, mas eu estou pronto para receber  perdão de Arceus. Estou pronta pra me perdoar dos pecados que cometi e me desculpar com aqueles que magoei. Perdoe-me, Arceus.

Dito isso, fechei os olhos e olhei para cima. Eu podia sentir a presença do padre Carmael, podia sentir as luzes dos vitrais percorrerem meu corpo devido a posição do Sol, podia sentir meu corpo banhado de cores e meu coração ardendo em chamas. Eu estava pronta e, pela primeira vez, estava me sentindo conectada com o Criador de uma forma totalmente diferente da que já estive antes. Eu faria de tudo para seguí-lo, mesmo que eu passasse anos para terminar o teste.

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Mensagem por Athena em Sab 19 Set 2015, 12:29

Desistir foi a apalavra chave, que ativou vários processos na mente de Ella. Era uma palavra que não representava o que ela era.

Desistir seria ignorar todos os seus anseios e propósitos, seria desprezar tudo o que seus pais ensinaram e o que padra Barbaret inspirara. Ela não os envergonharia com esse comportamento, apenas por enxergar seus erros. Erros cometidos baseados na dor e na inexperiência com esses sentimentos.

Decidida ela fechou a porta, voltou a se deitar no divã e fechou ao olhos. Abriu sua mente para o local onde estava e deixou as energias do ambiente se infiltrarem através da luzes coloridas dos vitrais. Se conectou ao universo e nunca se sentira tão ligada ao criador como naquele momento. Sentia a presença de padre Carmael e ficou grata a Arceus por ter colocado ele em seu caminho.

Ele realmente tinha o dom de arrancar a verdade das pessoas e ela se sentia grata por ele ter mostrado o que a afligia. Agora ela poderia caminha com a alma limpa em direção a serviço do Criador.

- Como você pode ver, Arceus escolhe os que devem servi-lo. Você recebeu esse chamado e não pode ignorá-lo por não achar-se digna. Afora que conheceu as profundezas de sua alma deve saber que pode se considerar perdoada. Arceus sempre concede o perdão aos merecedores e  você é digna desse perdão.

Um alivio sem limites invadiu o corpo da garota. Ela se sentiu leve e livre como nunca sentira antes. Dera mais um passo em direção ao seu sonho e estava feliz por isso. Ela abriu os olhos e olhou para o rosto calmo e inspirador de padre Carmael. Ele ainda estava envolvido por uma aura brilhante, que a acalmava e a conectava com o criador.

- Vou leva-la a os aposento dos aspirantes para que possa se preparar para as orações. Haverá uma cerimonia logo mais a noite onde será entregue o pokemon que ajudará na sua próxima etapa. Que Arceus a acompanhe e a ilumine em sua próxima etapa.

O padre se aproximou de Ella, colocou suas mãos sobre sua cabeça e entoou uma oração. Ella fechou os olhos e sentiu uma chuva de bençãos invadir seu corpo.

Quando ela abriu os olhos, havia mais alguém no aposento. Uma Absol  com cores diferentes estava junto ao padre. Ela não imaginara como o pokemon havia chegado, mas tinha a mesma aura do padre Carmael e Ella deduziu que pertencia a ele.

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- Acompanhe Ligth, ela a levará até seus aposentos. Pode segui-la sem medo, ela conhece bem o local e não se perderá. Nos veremos na cerimonia logo mais a noite. Ligth irá buscá-la no momento adequado.

A pokemon se posicionou na porta aberta e esperou pela aspirante a seguidora.

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Mensagem por Ella Van Harper em Ter 22 Set 2015, 12:31

Era um alívio saber que tinha passado na primeira parte do meu teste e padre Carmael concedeu-me o perdão de Arceus. Mesmo depois do teste ter sido finalizado, padre Carmael continuava emanando aquele brilho sobrenatural de seu corpo, tornando-o quase celestial e, depois de informar que eu iria até o meu quarto de aspirante à seguidora para aguardar a cerimônia de entrega do pokémon que me ajudará na próxima parte do teste, aproximou-se de mim e entoou uma oração com as mãos repousando sobre minha cabeça. Era indescritível a sensação quando ele me tocava, como se uma espécie de energia sobrenatural e divina fluísse do corpo dele para o meu. Padre Carmael era, realmente, especial. De olhos fechados, deixei a energia tomar conta do meu corpo.

Quando a oração foi finalizada e eu abri os olhos, lá estava o pokémon desastre, envolto à uma aura parecida com a do padre ao seu lado. Padre Carmael informou-me que a Absol de cores diferentes iria me levar até meus aposentos e que eu não me preocupasse, Light, a Absol, conhecia bem a Igreja e me buscaria na hora certa.

- Ok, padre Carmael, acatarei seus conselhos e seguirei a Absol. - respirei fundo e sorri - Obrigada. Obrigada por me fazer enxergar o que eu precisava.

Agradecida, parti com a Absol para os aposentos. Durante a caminhada, andei deslumbrada com a arquitetura do ambiente e com os incontáveis quadros que espalhavam-se pela Igreja. Essa seria minha noite e meu momento. Eu estaria pronta para seguir Arceus e provar minha fé no Criador. "Eu irei segui-lo até o fim dos tempos.", pensei.

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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

Mensagem por Athena em Qua 23 Set 2015, 21:11

Ella se sentia aliviada, um peso enorme fora retirado de seus ombros. Um peso que ela nem sabia que estava ali. Padre Carmael era mesmo especial e consegui ver no fundo do seu ser e ajudar a liberá-la de seu passado, tornando a pura para o serviço do Criador.

Sendo especial, seria lógico concluir que seu pokemon também o seria. Ligth era única em suas cores e sua aura era similar a do padre.

Ella seguiu Ligth por uma série de corredores que levava a parte mais interior da igreja. A decoração da igreja era impecável, o chão de madeira polida brilhava tanto que quase parecia um espelho. Havia vários quadros retratando a história da criação do mundo e da grande guerra.

Elas se aproximaram da área de alojamento dos aspirantes e de alguns servidores. Light parou em frente a uma porta e esperou que Ella entrasse.

Era um aposento pequeno mas confortável. Havia uma cama simples, uma mesa onde colocaram uma refeição para ela e um livro sagrado de Arceus.

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Ali ela esperaria até as orações da noite para que fosse entregue um pokemon e ela iniciasse a prova de fé.  Assim que o pokemon viu que ela estava instalada Ligth saiu e a deixou só.

Foi muito generosidade do padre pensar em suas necessidades. Olhando a bandeja ali ao seu lado ela descobriu que realmente estava com fome.

Após comer ele pegou o livro sagrado e decidiu se preparar para a celebração mais a noite e pedir orientação de Arceus em sua nova etapa.

O som de sinos tirou-a de suas preces. Estava na hora, e quando olhou para a porta Ligth se encontrava ali para levá-la às celebrações.

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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

Mensagem por Ella Van Harper em Seg 28 Set 2015, 13:09

off: Desculpa a demora. Semana de provas na faculdade @-@

A Absol guiou-me até meus aposentos e, assim que eu entrei no quarto, ela se foi. O cômodo era bem simples, mas aconchegante. Pude notar uma cama simples e uma mesa, onde repousava o Livro Sagrado de Arceus e uma refeição, aliás, depois que vi a comida percebi que estava faminta. Fora muita generosidade do padre Carmael oferecer-me uma refeição, ele era muito atencioso. Depois de terminada a refeição, sentei-me na cama e relaxei por uns instantes, com o Livre de Arceus em meu colo. Fechei os olhos e decidi orar, pedindo proteção e sabedoria à Arceus quando fosse completar minhas provas para tornar-me uma seguidora exemplar.

" Oh Arceus Todo-Poderoso, rogai por mim. Venho a ti, oh Criador, para buscar sabedoria e firmeza durante minha jornada. Arceus, Rei dos Reis, Senhor de toda forma de vida, peço proteção à minha amada mãe que, de agora em diante, trilhará um caminho sem mim, mas sempre a levarei em meus pensamentos e orações. Oh grande Pai Misericordioso, rogo também por essa Igreja e seus fiéis, nos ilumine com sua graça eterna e que possamos seguis, sem medo, seu caminho de verdade, amor e perdão. Louvado seja Arceus, amém!"

Dei continuidade à minha oração. Pensei muito em minha mãe e meu pai. Tudo estava para mudar e essa seria minha provação.

Sinos tocaram, despertando-me de minhas orações e, quando olhei para a porta, lá estava a Absol, Ligth, esperando para levar-me às celebrações. Levantei-me, agradeci à Arceus e, sutilmente, segui a pokémon desastre pelo corredor.

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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

Mensagem por Athena em Sex 02 Out 2015, 15:02

O tempo passou sem que Ella notasse. Os sinos tocaram e a trouxeram de volta de suas orações. Como num passe de mágica Ligth surgiu em sua porta para levá-la de volta a cerimonia que se iniciaria.

Caminha por entre os corredores fazia com que Ella se familiarizasse com esta parte da igreja. A decoração e inspiradora e acalmava o espirito da aspirante.

O padre Carmael iria realizar a cerimonia. A igreja estava lotada de fiéis que vieram participar da cerimonia. Ella já assistira a essa cerimonia inúmeras vezes, mas nesse momento suas emoções eram muito intensas. As palavras que padre Carmael disse em seu sermão pareciam dirigidas a ela. Inspirando-a e preparando-a para seu próximo passo que se iniciaria no dia seguinte.

A noite já ia alta quando a cerimonia acabou. Ella estava eufórica para iniciar sua prova de fé, ela se sentia inspirada pelas palavras do padre Carmael. Ligth que permanecera a seu lado durante a cerimonia, indicou para que Ella a acompanhasse até o padre que sorriu ao vê-la se aproximar.

- Você está pronta para sua próxima etapa ? Tenho certeza que sim. Ligth a levará ao seu dormitório. Amanhã aos primeiros raios de sol, Ligth a encontrará e a levará para receber o seu auxiliar nessa tarefa. Procure descansar bastante e se alimentar bem, você deverá estar bem disposta para o que virá a seguir. Que Arceus a proteja e a ilumine nesse caminho.

off: Não tem problema, eu também estou com tempo bem limitado.

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Mensagem por Ella Van Harper em Ter 13 Out 2015, 20:48

off: Desculpa a demora ><

Padre Carmael dera início à cerimonia. Eu escutava com louvor cada palavra que o padre pregava, como se toda a cerimonia fosse direcionada para mim. Ligth havia surgido na porta do meu aposento para levar-me à pregação hoje mais mais cedo e, como tudo que estava acontecendo no momento, eu me sentia energizada e inspirada pelas palavras do padre Carmael.

Era tarde da noite quando a cerimonia chegou ao fim e, acompanhada por Ligth, me dirigi ao padre Carmael que me informou da próxima etapa. Com Ligth ao meu lado, segui para meus aposentos para descansar e aguardar pelo nascer do Sol. O próximo passo estava perto.

Chegando ao meu quarto, entrei e fechei a porta atrás de mim. Nem reparei se Ligth ainda estava ali, apenas vi a comida sobre a mesa. Estava faminta mais uma vez. "Louvar consome energia.", pensei alegremente. Comi e me deitei, fiz as preces noturnas e não demorou muito para eu cair no sono.

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Mensagem por Ayzen em Sab 07 Nov 2015, 21:18

Bloqueada devido a crise.

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Mensagem por Alice em Qua 16 Dez 2015, 22:41

Desbloqueada ;)
Não há outras doubles bloqueadas.

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Mensagem por Ayzen em Seg 21 Dez 2015, 22:11

Off: irei assumir a sua rota. Espero poder continuar o excelente trabalho que Athena havia começado. =)


Ella Van Harper adormecia assim que deitava na cama. A noite foi tranqüilo. Aquele tempo que a loira havia passado na casa de Arceus havia enchido a menina com um poder espiritual muito grande. Naquele momento, a jovem estava energizada, com muitas palavras boas. Servir Arceus era uma provação a cada dia, mas também era uma alegria a cada momento. A aura de fé que o local emanava servia como combustível para a garota. Poderia ser até impressão, mas a aspirante se sentia até mais bondosa ali depois de tanta meditação.

O local era calmo. O sono acabou revigorando as forças da menina. Logo cedo, os primeiros raios de sol tentavam enfrentar a cortina da janela do quarto da seguidora, a fim de levantá-la da cama. A jovem, por ansiedade, despertava logo em seguida. Não demoraria para Light chegar para guiá-la até o padre novamente. Ela deveria estar pronta.

Os afazeres de higiene do dia não demoraram muito. Assim que terminou, ouvia a batida na porta. Os passos da Absol eram bem leves e mal poderia ouvir aquilo. Light guiava a aspirante de volta para o templo onde, ainda cedo, Camael permanecia ajoelhado no altar, orando, talvez intercedendo pela missão da jovem naquele dia. No altar, um Natu estava no chão, com a cabeça abaixada, orando junto do padre. Light foi a próxima. Ajoelhou-se e permaneceu ali, orando com seu mestre. Após alguns minutos, Camael se levantava.

- Espero que esteja pronta. Sei, pela fé, que Arceus está de olho em você. Ele ama todos nós e vai te guiar nesse momento em sua tarefa. Natu é um fiel seguidor e vai ajudá-la. Ele possui limites em suas habilidades, mas é experiente na fé. Espero que ele te sirva de guia, mas o maior guia está de olho em você: Arceus.

A prova de fé! Agora Ella poderia se dirigir para seguir o que Arceus prepararia, mas no momento ela teria que ser mais sensível e ouvir os sinais que o grande Pokémon mostraria para ela no decorrer do momento.


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Mensagem por Ella Van Harper em Qua 23 Dez 2015, 14:57

Eu adormeci em instantes. O quarto era conchegante e quente o suficiente para manter-me aquecida do frio noturno de Nyender, eu estava me sentido muito mais segura e confiante depois de tantas orações no Templo. Aquele lugar realmente era mágico e enchia-me de amor e ternura. Eu me sentia incrivelmente abençoada por estar ali e ter escolhido aquele caminho para mim.

Quando a manhã chegou, os raios de Sol atravessaram a cortina e acordaram-me calorosamente. Sabia que estava ansiosa demais e logo Light viria para levar-me ao encontro do padre Carmael. "Mantenha a calma, respire fundo e vá se trocar!", ordenei em pensamento. Depois de tomar um banho não muito demorado, pentear-me e colocar o vestido, pude ouvir leves batidas na porta do quarto. Já sabia que era a pokémon desastre e o que iria acontecer em seguida. Era o momento de acreditar em mim e seguir em frente. Antes de abrir a porta, fiz uma rápida prece à Arceus.

Light caminhava lentamente pelos amplos corredores do Templo, guiando-me até o local onde padre Carmael me aguardava. A pokémon quase não emitia som algum e era de uma serenidade singular, com certeza pokémon eram divinos e mereciam muito mais respeito. Chegamos no altar do Templo e padre Carmael ainda encontrava-se ajoelhado em suas preces matinais junto a um Xatu. Assim que nos aproximamos, Light seguiu e ajoelhou-se ao seu lado, iniciando suas orações. Era uma imagem divina e digna de respeito. Um mestre e seus pokémon, todos pareciam emitir uma luz de seus corpos, como se a fé deles emanassem de seus corpos em finos fachos de luz amarelada. Era incrível o quanto sentia-me bem ao chegar perto do padre Carmael, então decidi ajoelhar-me ali perto e orar ao seu lado. Não demorou muito para ele dirigir-se à mim com palavras doces e serenas. Estava feito. Eu agora poderia sair e cumprir minha prova de fé. Faltava pouco para tornar-me uma Seguidora de Arceus, de seguir meu sonho e fazer aquilo que sinto ser predestinada: defender o respeito e amor ao próximo. Padre Carmael indicou que o Xatu seria meu guia durante minha prova de fé e eu teria que confiar na ave, além de confiar no Criador. Com aquelas palavras, eu sabia que minha fé estaria sendo testada e eu não decepcionaria minha família. Eu acreditaria em mim e no Xatu que me guiaria, procurando respostas para minha fé no Todo-Poderoso. Assenti para o Padre e dirigi meu olhar para a ave ao seu lado. Seu olhar era um tanto quanto misterioso, mas sereno e sério ao mesmo tempo, com o Xatu ao meu lado, segui para fora do Templo, onde daria início à minha prova de fé. Porém, o que eu deveria saber fazer? Como tudo aconteceria? Como eu deveria agir? Dúvidas rondavam minha mente, até o momento em que voltei a olhar para a ave que me encarava do lado de fora do Templo. Naquele olhar consegui minhas respostas: deveria confiar na minha fé, apenas.

E com aquela mensagem no olhar da ave ao meu lado, segui em busca da minha prova de fé.

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Mensagem por Ayzen em Qua 23 Dez 2015, 16:31

Off: Eu escrevi Natu, mas você escreveu Xatu XD


Dúvidas percorriam a mente de Ella, talvez todo seguidor passasse por isso. Confiar no que não se via. Temer o que não esperava. O mistério sempre assombrava a humanidade e Ella estava iniciando a sua caçada por sabedoria e paz. Ela teria que plantar na terra árida de Shinki a semente da boa palavra, das boas obras, mas em um lugar com terra morta, poderia um dia chegar a frutificar? A imagem era clara! Shinki precisava de mudança e o primeiro alvo da loira era a capital, Nyender City.

As pressas feitas logo cedo eram para a loira de vestido, com face de anjo e um coração apertado, misturado entre fé e razão. A menina deixava a grande catedral, dando de frente para uma bela praça. Nyender estava calma, o comércio não havia aberto ainda, e as famílias ainda estavam acordando. Na bela praça, as árvores de cerejeiras contornavam e embelezavam tudo. Havia também um chafariz no meio, com anjos, onde a água límpida servia de banho e bebida por Murkrows e Glameows. Natu seguia a loira entre pulinhos e pequenas batidas de asas, tentando se mantiver no ar, mas de forma frustrada.

Uma brisa fria atravessava as ruas, levando algumas pétalas de rosa para o ar, enquanto o sol do fim de primavera já estava iluminando. A mistura do calor do grande astro, com o frio do vento deixava para a aspirante um clima confortável. Natu também se agradava daquele momento, mas tinha mais o que fazer. Mas para onde ir? Seria que Ella estava preparada para ouvir e perceber os sinais de Arceus? Para onde ir? Onde a seguidora iria provar a sua fé?


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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

Mensagem por Ella Van Harper em Qua 23 Dez 2015, 17:58

Nyender ainda acordava naquela manhã. Disposta à concluir minha prova de fé, saí do Templo em busca do sinal do Criador para realizar a tarefa, concluí-la e poder me tornar uma Seguidora da palavra, mas nada era assim tão fácil. Como um dos processos de seleção, eu teria a ajuda de um pokémon e deveria encontrar o sinal de Arceus sozinha para poder cumprir com meu destino. Porém, qual seria esse sinal? Estaria eu pronta para tal tarefa? Será que eu seria capaz de demonstrar toda minha fé no Todo-Poderoso? Perguntas pairavam sobre minha mente e eu me questionavam se era assim com todos aqueles que tentavam provar sua fé. Eu precisaria confiar em mim e na palavra de Arceus.

Já estava fora do Templo e diante da Praça Estrela com o Natu ao meu lado. Ele caminhava com dificuldades, entre pulinhos e batidas das pequenas asas, mas mesmo assim sabia que tinha uma missão para cumprir ao meu lado e eu sabia que podia confiar nele. Logo ali, no centro da praça, um chafariz fornecia água para Murkrows e Glameows que bebiam e banhavam-se naquela manhã calorosa. O Sol de verão já começava a fazer-se presente, mas a brisa gélida típica de Nyender não deixava a cidade. O vento frio corria pela cidade carregando pétalas de flores de cerejeiras, deixando ono ar um aroma doce e refrescante. Nyender parecia maravilhosa com tanta calma. Inspirei fundo, fechei os olhos e fiz uma prece à Arceus.

"Ó Pai misericordioso e amoroso, dai-me forças para concluir minha tão sonhada tarefa. Que eu possa ser digna de Tua glória e que eu seja capaz de seguir e semear a sua palavra, para toda Sua glória e louvor. Por amor e perdão. Pela minha fé no coração. Com muito amor eu Te peço, Pai Todo-Poderoso, ajuda-me à cumprir com meu dever que serei grato e fiel à Ti para todo o sempre, como já o sou e serei. Amém."

Com a prece feita, o Natu e eu seguimos para o coração de Nyender. O pokémon ao meu lado seria capaz de me ajudar e eu estava disposta à cumprir essa missão. Prestando atenção à tudo ao meu redor, desceria a Avenida do Recomeço em busca da realização da minha prova de fé.

- Vamos Natu, vamos cumprir nosso dever. Conto com você. - disse com um sorriso.
OFF:
Desculpa pelo erro >< Sério mesmo rsrs Seja bem vindo à minha rota e que possamos nos divertir ^^ Eu estou indo para as ruas de Nyender, deveria criar um tópico lá ou posso continuar por aqui mesmo? XOXO

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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

Mensagem por Ayzen em Qua 23 Dez 2015, 20:34

Off: Tudo bem, sem problemas kkk Continuamos aqui até você conseguir passar no teste o/ Lets go!


Era engraçado. Natu não tinha asas suficientemente grandes para voar e nem pernas longas para andar. O Pokémon psychic alternava-se entre pulinhos e batidas de asas que deixavam o Pokémon suspenso no ar por algum tempo curto. Mesmo diante de tanta complicação para poder se locomover atrás de Ella, o Pokémon parecia animado. Diferente da face séria e devocional que Natu aparentava há pouco tempo no altar, agora estava uma confiante ave, que com seus poderes para preverem o futuro, tentava ajudar a aspirante a seguidora.

Ella descia a avenida do Recomeço, após a sua oração devocional. Não sentia mais aquela “coisa” diferente e espiritual que sentira na igreja, mas confiava que embora não tivesse sinais fortes e físicos, Arceus estaria orquestrando algo para ela. Natu seguia de perto, enquanto Nyender amanhecia. A bela cidade se preparava com os primeiros movimentos. Nenhuma pessoa nas ruas, apenas um ou dois carros, que partiam para seus destinos, possivelmente trabalho. Ella percebia que o comércio estava fechado. A livraria estava totalmente lacrada e ao lado da porta se via o brilho do aparelho de alarme. Seria fácil encontrar uma prova de fé? Pelo visto, a cidade parecia não precisar da ajuda de qualquer seguidor.

Com tanta calmaria, parecia que Arceus resolvia fechar os ouvidos para Ella. Ao longe, pessoas começavam a surgir. Todas ocupadas, bem vestidas, com seus terninhos e sapatos caros. Embora estivessem todos embelezados por fora, no coração de Ella pulsava a visão de que por dentro estavam podres ou vazias. Cada pessoa passava com celulares ao rosto, conversando com alguém. Uma mulher passava discutindo com o marido. Quanto mais a aspirante andava, mais pessoas apareciam e os problemas delas pareciam segui-la. Natu olhava de um lado para o outro, enquanto Van Harper percebia um ser se destacando dos demais.

Era pequena, com olhos grandes. Apesar das pessoas mais velhas tentarem ignorá-la, Ella não conseguia. Era uma criança, loira, olhos cor-de-mel. As roupas eram largas, mais largas do que o proporcional para seu corpo, indicando serem doadas. Mas havia uma diferença marcante no rapaz de seus 10 anos, para os demais adultos da cidade. Enquanto os adultos andavam carregando seus problemas de um lado para o outro, a criança parecia feliz naquela rua, principalmente quando alguém comprava os doces nos quais vendiam. Apesar da face tímida, o rapazinho comemorava muito quando conseguia achar um comprador de suas jujubas.


Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Sxkwuc

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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

Mensagem por Ella Van Harper em Qui 31 Dez 2015, 19:00

Nyender era um lugar difícil para a fé. Uma cidade grande como ela, intensamente movimentada e populosa carregava problemas demais, assuntos demais para que as pessoas se preocupassem com Arceus. Ali, descendo a avenida do Recomeço pude notar muitas pessoas caminhando em seus mundos particulares, com seus problemas presos à seus ouvidos, discutindo e irritando-se naquela hora da manhã. Como eles conseguiam viver com tamanha ignorância, sem aproveitar o incrível visual matinal da cidade, sem notar aquela bela manhã calorosa após uma noite intensamente fria? O que aquelas pessoas tinham que não enxergavam além de seus mundinhos fechados? Ou será que o problema era eu? Acho que eu era a diferente.

Enquanto caminhava pela avenida, pude notar a presença de um garotinho vendendo doces. Sua alegria era contagiante e cada vez que alguém comprava um de seus doces, um belo sorriso puro e sincero iluminava aquela calçada. Era algo lindo de se ver. Aproximei-me devagar, deixando o psíquico ao meu lado me acompanhar com mais calma e logo dirigi palavras ao garoto.

- Olá rapaz, bonita manhã não? Eu estava observando a rua e não pude deixar de notar seu belo sorriso. O que acha de contar à mim, uma fiel seguidora do Criador, o motivo de tanta felicidade? Se quiser, posso tentar te ajudar com os doces. - dizia com um sorriso amigável.

Eu esperava que o garoto respondesse com sinceridade, realmente era interessante a maneira dele de sorrir e algo me dizia que algo grande esperava aquele garoto. O Natu continuava ao meu lado, mas agora com um semblante mais confiante que sério, como havia demonstrado anteriormente nessa manhã.
OFF:
Desculpa a demora, muita coisa nesse fds. E perdoe-me o post curto, tava sem muita inspiração:( Kiss Kiss

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Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar Empty Re: Capítulo 1 - Uma Razão Para Lutar

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