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Mensagem por Aiacos em Qua 05 Fev 2014, 22:34

Nyender, a cidade do grande afloramento Centenas, milhares ou até milhões, de pessoas passam por essa grande metrópole. Alguns buscam uma vida de negócios, fama e dinheiro, já outros,  apenas ousam entrar na cidade para realizar os testes de classes que vão desde a cadetes à, segundo alguns rumores, Seguidores de Giratina. Cada individuo com o seu sonho e desejo. Não importava qual era o motivo e o porquê de estarem ali, todos que passavam nas ruas pavimentadas, da cidade árvores ipês, tinha um objetivo a ser cumprido, por mais estupido que pudesse parecer estupido para alguns.

Eu, Adam Miller, era apenas mais um, desses milhares de sonhadores, que desejam ingressar na organização perfeita, que no meu caso era: Os gladiadores, classe que meu, adoecido, pai havia feito parte e se orgulhava disso. Para minha sorte já havia sido capaz de completar um, dos três requisitos prescritos por mim mesmo, para tornar meu sonho realidade. Há  cerca de alguns meses atrás, tinha, finalmente, acalçado a maioridade, que me dava o direito de  adentrar em qualquer organização. Essa é a unica razão de eu estar aqui, necessidade. Meu teste para Gladiador é algo que eu aguardo a muito tempo.

Havia apenas um problema problema que poderia vir a intervir, na minha escolha de classe: Para a total concretização de meu sonho, era necessário antes, passar pelo teste escrito. Teste redigido e aplicado, em grande parte das vezes, pela famosa Cadete Angélica, ou melhor dizendo, Comandante Angélica Thompson. A mulher sempre foi conhecida por seu mal humor, capaz de superar o normal para qualquer outro ser humano. Mas meu aguardo por aquele dia era tão imenso e repleto de ansiedade, que não seria uma megera, e rabugenta mulher, que me impediria de seguir meu sonho. Com um sorriso em minha face parti em direção a meu destino. Parti em direção a Academia de Policia de Nynder City!

No caminho para a Academia, percebi que o movimento da cidade não suavizava nem sequer quando a noite já reinava sobre o continente. As luzes da cidade estavam cintilantes. Parecia que a noite a cidade ganhava ainda mais vida e o transito de pessoas não diminuía, especialmente na frente do prédio com um grande e belo felino, Persian, sem vida ali colocado. Uma linda estatua, certamente.  As pessoas que saiam do prédio, eram variadas e de estilos diferentes. Tive que parar para admirar aquela cena por algum tempo, antes de decidir que era hora de eu entrar e enfrentar o mesmo destino daqueles que saíam.

Assim que entrei parti em direção a recepção, ou melhor dizendo, o cadete mais próximo e com a aparência mais simpática possível. Minhas toca, personalizada, estava a cobrir minha cara de cansaço, afinal a viagem havia sido exaustiva e demorada. Com um leve cutucar com os dedos no ombro do cadete, pergunto:

- Por favor, onde eu espero para ganhar minha licença de Gladiador?
– com um simpático, porém singelo, sorriso em meu rosto pergunto rapidamente para o cadete/recepcionista/atendente. Apenas aguardava a resposta com a direção a seguir. Sabia que aquela noite seria uma das mais longas da minha vida.
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Mensagem por Alice em Qui 06 Fev 2014, 14:56

off: serei sua narradora ;D espero que se divirta ^^


Adam entrava na academia, determinado a tornar seu sonho realidade assim como muitos que saiam do famoso prédio. O jovem estava confiante de que não fracassaria como a grande maioria que passava por ele. A noite na cidade era bonita, entretanto o vento frio arrepiava o garoto que tinha o rosto coberto pela toca personalizada da jaqueta.

Ao entrar no local, Adam se aproximou do primeiro cadete com ar mais amigável, perguntando onde poderia fazer o teste para Gladiador. Uma chuva fina e algumas trovoadas (indicando que o tempo iria piorar em breve) começavam a tomar conta das ruas, porém o aspirante já estava protegido pelas paredes da academia. O cadete questionado observou o rapaz com a sobrancelha erguida e em seguida olhou o relógio de pulso, confirmando a hora avançada.

- Sobe às escadas, 1º andar, última sala à esquerda. Boa sorte coelhinho.

O cadete ria da piada, obviamente se referindo a toca do garoto. O homem sabia que Angélica não gostaria de realizar um teste àquela hora... A comandante possivelmente se preparava para deixar o prédio e voltar para casa, a fim de cuidar de sua filha. Entretanto, o cadete ria ainda mais ao imaginar a expressão da comandante ao ter um aspirante que parecia não ter nem 18 anos com chapéu de orelhas de coelho pedindo o teste para Gladiador.

O garoto fechava a cara, mas seguia o caminho indicado. Com a hora avançada, não haviam aspirantes na sala de espera. Da última sala à esquerda, entretanto, saía um homem alto e de músculos avantajados, porém de cabeça baixa e olhar perdido. Mais um aspirante reprovado. Só restava a Adam sentar e esperar ou aproveitar a porta e entrar. O garoto ainda não havia visto o interior da sala, porém a Persian de Angélica estava sentada ao lado da mesa enquanto a comandante guardava alguns arquivos e separava outros para levar para casa, assim como dois livros.
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Mensagem por Aiacos em Sex 07 Fev 2014, 10:34

“Coelhinho”, essa não era a primeira vez que era chamado por esse nome. Mas, para o Cadete, aparentava ter sido a melhor piada já contada. O homem nem sequer tentou disfarçar, já caiu na gargalhada assim que terminou sua frase, mas pelo menos havia me dado as informações que desejava. Apesar de tudo, eu, agradeci e segui para as escadas, ao som das risadas do Policial e dos trovões, acompanhados antes por rápidos clarões (relâmpagos) que perturbavam o agradável clima da cidade. A chuva estava chegando na região.

As escadas não foram tão demoradas. Assim que cheguei na sala de espera percebi que aquele horário não era o mais recomendável para se tirar licenças. O vazio no local era surpreendente. Talvez, se me concentrasse, fosse capaz de ouvir até mesmo as batidas do meu coração, junto com o som que eu já ouvia de minha respiração. Porém o silêncio foi interrompido com o forte estrondo de um trovão, que imediatamente me fez parar com o que estava fazendo e olhar janela a fora.

Não me agradaria voltar para casa sem minha licença e debaixo de toda essa chuva. Meu pai certamente não ficaria feliz, embora, é possível, que ele nem sequer demonstrasse. Henrique, meu pai adotivo, sempre me dera a atenção que eu merecia, além de se mostrar paciente o bastante para cuidar de um filho que não era do mesmo sangue que ele. Enquanto pensava, na decepção que seria voltar para casa sem ter passado no teste, vejo sair da porta, próxima a mim, um homem alto, robusto e com uma aparência forte, mas este estava de cabeça baixa. Demorei um pouco para assimilar que era um reprovado. Alguém, grande e forte, como aquele cara ser reprovado, me deixava ainda mais nervoso.

Nem sequer fui capaz de olhar nos olhos do reprovado que passava ao meu lado. A tristeza era evidente em seu modo de andar, em sua respiração e também sua expressão, que pude ver rapidamente. A pessoa que havia aplicado o teste a ele, provavelmente, havia sido Angélica Thompson. A mulher não se importava com os sentimentos dos outros, e muito menos com a história de vida que tiveram. Ela apenas aceitava os melhores, apesar de que, a unica classe que ela devia aprovar com satisfação máxima era os Cadetes. Mas gostando ou não, o teste era dado para todos que quisessem. Inclusive para um garoto com um capuz de coelho e de aparência tão jovem como eu.

O aspirante, reprovado, havia deixado a porta aberta. Aquela era minha chance! Se ficasse ali esperando, certamente veria a comandante e dezenas de cadetes passarem por mim e irem para suas casas. Precisava resolver a situação rapidamente, logo, sem exitar dei duas rápidas batidas na porta, pedi licença e fui sala adentro. A cena que havia visto fora a de um Persian, extremamente belo, e de um mulher adulta, tão linda quanto o felino e até mais, arrumando a papelada para ir embora. Aquela nem sequer aparentava ser Angélica Thompson. Mas não estava ali para admirá-la, eu estava ali para meu teste. Uma leve tosse forçada, para chamar a atenção, e logo apresento o motivo de estar ali.

- Com licença. Eu vim pegar a licença para Gladiadores. - disse de um modo sucinto e paziguador. Estava longe da minha lista de "coisas a fazer" arrumar confusão com a Cadete Angélica.
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Mensagem por Alice em Sex 07 Fev 2014, 17:11

Ignorando a piada do cadete e superando o nervosismo ao ver o último desclassificado, Adam entrou na sala da comandante. A aura de tristeza do aspirante rejeitado ainda presente sobre o garoto e a certeza de que a mulher dentro da sala não se importava com as histórias e os sonhos dos que desejavam um Pokémon não colaborava para lhe dar forças a fim de enfrentar a cadete da sala. Entretanto, ao ver a comandante e sua Pokémon, o garoto perdeu a voz momentaneamente. A beleza da mulher e do Pokémon eram singulares, sendo difícil atribuir à dupla todos os boatos e a imagem de severidade e crueldade. Todavia o jovem recuperava o foco, já que não fora até a academia admirar a comandante, mas sim realizar o teste.

Adam resolvia ser direto em sua fala e logo informava seu objetivo, que não era tentar assimilar a mulher à frente com as histórias ouvidas. A luz de um relâmpago iluminou a sala, entretanto a comandante e seu Pokémon pareceram não notar. Persian se sentava com a cabeça erguida e Adam pode ver a famosa estrela em seu ombro. A felina possuía tanta história quanto sua treinadora. O olhar felino não se afastava dos olhos do aspirante, deixando-o nervoso. Por um instante Adam se sentiu como uma presa em potencial para a Pokémon.

Angélica fechava a pasta que tinha em mãos, sem no entanto larga-la. O jovem dono de belos olhos em tons de azul claro ficava indeciso sobre o que fazer com as mãos enquanto esperava a resposta. A comandante, por outro lado, parecia não ter pressa em se manifestar. O relógio na parede acusava o avançado da noite e a chuva já se manifestava. Adam se perguntava se a mulher também faria algum comentário sobre sua aparência, entretanto não foi isso que ouviu.

- Volte quando tiver idade para isso.

Ela aparentemente não acreditava que o jovem já tinha a idade mínima para o teste e, sem se importar, retirava mais um livro de sua estante particular, colocando-o sobre os outros dois que levaria para casa, assim como a pasta em análise. Adam nem ao menos tentou ler o título dos livros que pareciam conter códigos e regulamentos, estava muito preocupado com a possibilidade de não poder fazer o teste.
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Mensagem por Aiacos em Sex 07 Fev 2014, 23:42

Off: Nem respondi ao OFF anterior. Espero que se divirta também me narrando e que juntos tenhamos um ótimo teste ^^

~x~

No momento, que terminei de fazer o anuncio de o porquê eu estar ali, a sala estremeceu com uma poderosa trovoada. O relâmpago, que veio como um aviso prévio e anuncio do trovão, iluminou o local de um modo incrível e fez com que as sombras de Angélica e seu felino tomassem conta da sala, mostrando sua superioridade em todos os aspectos possíveis. A dupla realmente era magnifica e fascinante, certamente tinham diversas histórias de batalhas para contar. Todavia o grande, e um tanto predatório, olhar de Persian sobre mim me fazia suar frio. O Pokémon exalava poder e intimidação.

Angélica, diferente de seu Pokémon que me fitava do mesmo jeito que fazia com suas presas, não dava atenção alguma para mim. Os documentos que tinha em mãos aparentavam ser muito mais interessantes e com um assunto bem mais amplo que o meu, todavia ela havia ouvido a minha voz e isso não havia como negar. Após fechar a pasta que tinha em mãos, mas ainda assim sem soltar, a comandante me concedia a graça de sua atenção. A mulher de olhos frios me fitou por alguns segundos - segundos suficientes para fazer uma pré-analise da pessoa que estava a sua frente.

Quando tive, finalmente, a atenção daqueles olhos violetas, pensei que teria minhas vestes debochadas e chamado de coelhinho pela segunda vez no mesmo dia. Porém a comandante apenas me julgara pela minha baixa estatura e minha aparência juvenil demais. Certamente ela não gostaria de acreditar que alguém com aquela aparência seria gladiador. Para ela eu era apenas uma criança curiosa que queria ingressar em uma organização o mais cedo possível, algo que certamente deveria acontecer com frequência na Academia de Policia. Por alguns momentos eu fiquei inexpressivo com a resposta da comandante, mas logo soltei uma leve gargalhada e corrigi o pequeno engano:

- Érr... na verdade eu já atingi a maioridade. Sou nascido no ano de 32 DA e meu signo é de Manaphy. – explicava detalhadamente olhando sempre nos olhos de Angélica, apesar de Persian ainda estar ali, mas eu sabia que quem tinha controle sobre um Pokémon, na maioria das vezes, é o seu mestre. – Eu aparento ser um pouco jovem, mas eu posso lhe garantir que tenho dezoito anos e posso conseguir minha licença de gladiador!

As explicações haviam se encerrado, não havia mais necessidade de dizer nada mais do que aquilo. O silêncio predominava na sala novamente. Os sons do ponteiro do relógio analógico ficavam nítidos e o ritmado do ponteiro mais fino chegava a ser irritante. Os livros na mesa não me importavam, pelo menos não mais que o meu teste. Não estava disposto a desviar meus olhos do daquela mulher, embora uma gota de suor começasse a escorrer de minha testa e minhas mãos começavam a suar. Estava ficando um pouco tenso e não havia como esconder isso com um sorriso, apenas pioraria a situação sorrir naquelas horas.

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Mensagem por Alice em Ter 11 Fev 2014, 02:16

Enquanto Adam falava, Angélica continuava arrumando suas coisas. Aparentemente os planos da comandante não haviam mudado. Persian continuava sentava, majestosa e orgulhosa. Seu olhar predatório acompanhava cada movimento de mão do aspirante, aumentando ainda mais o nervosismo do mesmo. Adam tentava não desviar o olhar da mulher para a Pokémon, mas a falta de resposta ou mudança de atividade lhe perturbava.

A chuva na janela se intensificava e nem mesmo isso parecia perturbar o ritmo de Angélica. Mais arquivos eram adicionados à pasta. Um cadete batia a porta e adentrava a sala, entregando alguns relatórios que se uniam a pilha. Será que a mulher leria tudo aquela noite? Para Adam parecia que a leitura duraria pelo menos uma semana... Contudo, mais importante do que saber como a comandante pretendia passar suas noite, era saber se ela havia lhe ouvido. Quando o garoto abriu a boca para se pronunciar, a mulher lhe olhou. Adam fechou a boca rapidamente e aguardou novamente. Os ponteiros do relógio já lhe irritando profundamente.

- Ainda está aqui? - Obviamente era uma pergunta retórica e o garoto, sabiamente, manteve-se quieto. - Se quer se suicidar, existem meios mais fáceis e mais rápidos do que desperdiçar meu tempo e sair procurando um desafio.

Novamente um comentário que desacreditava suas chances como Gladiador. Conseguir realizar o teste parecia mais difícil que o próprio teste. Lembrando-se do homem que saiu mais cedo da sala, o garoto refletia que Angélica devia estar acostumada a pessoas fortes, fisicamente, solicitando o teste. Era natural... Afinal era de conhecimento público que a vida de um Gladiador era perigosa.
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Mensagem por Aiacos em Ter 11 Fev 2014, 23:57

A resposta da comandante Angélica não fora da forma que eu esperava e tinha certeza que meus ouvidos não estavam me enganando.  O tom usado fora neutro e sem nenhum olhar acompanhado, pelo contrário! A morena dava mais atenção a pilha de papéis recém-chegados do que a mim.  A comandante parecia ter sua mente focada em ir para casa e cuidar de seus afazeres domésticos – que eu acreditava que, como qualquer pessoa, ela devia ter – e após isso dormir e repetir sua rotina, algo que parecia meio improvável ali.

A mulher não parecia nem um pouco determinada a aplicar o teste naquele momento. Parecia que apenas para se ter o direito de fazer o teste a pessoa já era testada. Começava a entender o motivo do grande homem, que vira no momento da entrada, sair tao triste e cabisbaixo. Certamente ele deveria ter argumentado litros de palavras para com a Comandante, apenas para que pudesse ter seu teste aplicado; mas após todo o esforço que fizera, o resultado final apenas pegou seus argumentos e os jogou para o lixo.

Lá fora, enquanto eu inspirava profundamente o ar do recinto, a chuva ficava cada vez mais intensa. Parecia que a previsão do tempo estava certa. O continente estava por sofrer das terríveis chuvas, além dos fortes ventos. Todavia dentro daquele prédio, de cor derivada do amarelo, estaria seguro. O som que a chuva fazia quando suas pequenas gotículas de água batiam na janela era algo completamente agradável aos ouvidos, e também relaxante. Mas a comandante prestava atenção nisso? Não, e se prestava era de um modo muito bem disfarçado.

Minha boca se movia para responder Angélica Thompson, no entanto não saia som algum. Por alguns segundos havia deixado o nervosismo, que eu tentava esconder ao máximo na presença da imponente mulher, saia de meu corpo. Não era algo comum aquilo acontecer. Eu não tinha respostar, mas não as conseguia dizer. Estavam em minha mente, minha boca se articulava conforme seria caso as palavras fossem emitidas; mas nenhum som saia. Imediatamente parei com todos os meus esforços, pensei em algo feliz e coloquei o meu tipico, tradicional e habitual sorriso em face e me preparei. Por sorte, após me concentrar por mais alguns segundos, o  som delicado da chuva foi capaz de aliviar meu súbito nervosismo

- Heh – certamente uma risada não era a melhor forma de começar uma resposta. Mas havia percebido que o uso de tal risada tornara-se um hábito, somente em momentos de um nervosismo moderado – Eu com certeza não quero me suicidar e bem sei que existem lugares bem melhores para fazer isso. Como eu disse antes, eu vim aqui para pegar minha licença e eu pretendo sair daqui com uma em mãos!– não sabia se o sorriso que eu tinha colocado em face era um dos mais agradáveis que eu já usara, mas ainda assim não deixava de ser um. Longe de mim fazer a comandante pensar que a estava confrontando-a.

Era entendedor dos perigos existentes dentro da organização na qual eu gostaria de entrar. Tinha meu pai como um ótimo exemplo para isso: um bom homem, que fora forçado a se aposentar devido a um grave ferimento na perna que o impediria de sobreviver nas situações mais básicas que todo o gladiador já passou ou passará. Shinki era um local perigoso, não era necessário ter unicamente a profissão de Gladiador para considerar-se um suicida. "Os gladiadores estão longe de ser considerados uma das piores organizações do continente, disso eu tenho toda a certeza", pensei comigo mesmo, enquanto direcionava meu olhar para Angélica..

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Mensagem por Alice em Sex 14 Fev 2014, 16:04

O nervosismo silenciava a voz de Adam momentaneamente. Sua boca ensaiava as palavras, porém o som não era emanado. O som da chuva na janela o acalmava um pouco e, após alguns segundos, o aspirante retomava alguma coisa de seu auto controle e estampava um sorriso.

Saber que o aspirante anterior passara pelo mesmo e fora reprovado não lhe garantiria o teste e tampouco lhe ajudaria caso conquistasse o direito de fazer a prova. Escolher as palavras e controlar o sorriso para não aparentar estar debochando de Angélica era só um dos inúmeros desafios enfrentados. Uma luta de palavras...

A pequena risada ganhou um olhar da comandante. Novamente inexpressivo... Adam ficava indeciso sobre o olhar da morena. Ela estava o analisando ou simplesmente mirando o horizonte e pensando, sem vê-lo? Era difícil dizer. Angélica fechava o último arquivo. Um relâmpago ecoava e a luz se apagava. No escuro, os olhos de Persian brilhavam como duas joias preciosas e letais.

- Autoconfiança demais para alguém que pretende ficar lutando em becos imundos atrás de poder. O homem que lhe criou como um filho escapou da morte por pouco. O destino não costuma ser tão gentil com os Gladiadores.

Enquanto a mulher falava, o garoto se perguntava de onde ela obtivera tantas informações. Pelo que se lembrava, não havia nem ao menos se apresentado. Como então ela usava seu pai adotivo como exemplo?

- Há coisas piores que a morte, esperando um Gladiador e seus pokémons. Seguir o mesmo caminho e padecer não é a melhor forma de agradecer a seu criador.

A última palavra soava como uma ameaça quase, mas Adam sabia que não era nada além da pura realidade. O garoto não podia negar os gladiadores mortos por ataques de pokémons mal direcionados ou a história mais famosa de todas: a louca Margareth. Uma poderosa gladiadora que enlouqueceu após perder seus pokémons em combate. O destino de seu pai adotivo realmente fora tranquilo. Uma lesão que o afastou das batalhas. Entretanto foi a sabedoria para reconhecer sua incapacidade de lutar que o manteve vivo, sabedoria em perceber que o mundo das lutas é violento. A repulsa da comandante com a classe era mundialmente conhecida, todavia suas palavras era sábias e repletas de verdade, talvez esse fosse o principal fator que justificava a reciprocidade do sentimento.
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Mensagem por Aiacos em Sab 15 Fev 2014, 15:33

OFF: Angie sabe da vida do meu personagem inteira, se depender. Mas o Cornélios sai matando meia Shinki e ela não desconfia de nada ¬¬''

~x~

Surpreso. Essa havia sido minha expressão assim que ouvi Angélica Thompson, a Comandante dos Cadetes, mencionar sobre minha criação e meu pai. Como podia ela conhecer a história dele e a minha? Aquela mulher realmente era hábil com as palavras e possuidora de bons informantes, essa era a unica maneira de ela possuir tais informações sobre mim e minha família. Não era atoa que havia se tornado uma alguém tão destemida. Por alguns segundos, mas poucos segundos mesmo, tirei o sorriso de meu rosto e fiquei com uma grande interrogativa. Não parava de me perguntar como ela havia conseguido aquelas dados. Todavia o sorriso logo voltou.

A amargura da Comandante pelos gladiadores era evidente. A mulher parecia estar disposta de usar de todos os argumentos possível, se isso fizesse com que número de pessoas a entrar na classe fosse diminuído, porém cancelar o teste não era uma opção. O cancelamento resultaria em vários problemas de noção governamental. As batalhas era necessárias, Angélica sabiamente deveria saber disso, mas mesmo assim negava a importância dos Gladiadores para a sociedade do Continente de Shinki.

Os argumentos que a Comandante usara eram válidos. Ao ouvir sua ultima frase, que soava mais como uma ameaça, não consegui deixar de pensar na famosa ex-gladiadora, agora exilada, Margareth, também conhecida como A Louca. Rumores diziam que a mesma estava na rota dois, perturbando algumas pessoas que passavam por ali, mas rumores sempre serão rumores, até que se prove o contrário. Meu pai havia sido sábio em saber o momento de parar de lutar. Muitos, com ferimentos muito mais graves, continuaram a vier combatendo os Ministros das Arenas e, consequentemente, caminhando cada vez mais próximos de seus túmulos.

Nós,  Gladiadores, – sim, eu já estou me incluindo nessa classe -  apenas pensamos em combate após combate e isso, de certo modo, faz com que vivamos mais ainda. A alegria das batalhas nos deixa mais vividos e animados, pelo menos era isso que via nos olhos de meu pai quando ele me contava sobre suas batalhas. Os olhos dele se enchiam de brilho e seus Pokémon percebiam a tristeza de seu mestre, por não poder batalhar mais. A classe podia até ter o seu lado ruim, mas ver a tristeza que meu pai sentia por não poder mais viver como vivia antes, me mostrou que também havia um lado bom em tal profissão que era capaz de superar qualquer ponto negativo.

Sem demoras, e desviando meus pensamentos rapidamente, para a bela imagem que ficara gravada em minha mente, que era os olhos de Persian brilhando como duas joias raras, m preparei para responder a Comandante. Não tinha muito tempo a perder ali e muito menos ela, que já estava se preparando para ir para sua casa desde o momento que eu havia chegado. Logo continuei meu dialogo com ela, sempre a olhando de maneira sincera e calma:

- Heh, de fato a morte não é o pior evento que pode acontecer a um Gladiador, mas eu creio que todas as classes estejam sujeitas ao sofrimento, em algum momento de suas vidas. Não generalize tanto com os Gladiadores, nem todos eles são iguais, cada um tem sua personalidade e seu modo de pensar. Não é só porque você acha que ser um Gladiador é uma total perda de tempo, que todos irão pensar assim. Cada um tem seus sonhos e os realiza da maneira que quiser. – dei uma leve pausa e, pela primeira vez, desviei o olhar de Angélica por alguns segundos e fitei o Pokémon felino ali deitado, mas logo voltei a me concentrar na comandante e interrompi minha pausa – Ser Gladiador é o meu sonho, deixe que eu mesmo descubra quais são os pontos negativos e positivos de ser um!

A resposta havia sido dada. Se era o suficiente para satisfazer a Cadete e convencê-la a aplicar o teste para mim, eu não sabia, mas havia sido uma réplica sincera. Todavia Angélica não estava na obrigação de julgar os sonhos de ninguém. Eu tinha os meus e ela os dela e assim o mundo seguia, cada um com seus respectivo desejo e objetivo. cada um cuidando dele da maneira que melhor quisesse.
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Mensagem por Alice em Dom 16 Fev 2014, 23:03

Angélica se aproximava de sua mesa e Adam só conseguia ver o contorno do corpo da mulher andando pela escuridão da sala. Quando a mesma alcançou seu alvo, o aspirante percebeu os olhos gata brilhando como se a felina tivesse se sentado na cadeira da comandante. Quando ela se mexeu? Seu andar foi tão silencioso que Adam nem ao menos viu. Essa percepção lhe arrepiou. A Pokémon poderia ter se aproximado sem que notasse...

- Sou a comandante garoto. - A mulher começava a falar novamente, desviando a atenção do garoto da Pokémon. A afirmação parecia óbvia a Adam, entretanto ele sabia que não seria só isso... - Quando aceitei o posto, aceitei proteger a população, inclusive de sua ignorância.

Por um momento Adam sentiu-se preso a uma ditadura. Entretanto, se fosse o caso, o teste nem mesmo existiria. A mente do garoto tentava colocar em ordem a fala da comandante, com a sensação despertada e a realidade que conhecia.

- Alguns glorificam gladiadores, quando na realidade são meros covardes que se aproveitam da força de seus pokémons sem realmente enfrentarem suas próprias lutas. As feridas são consequências da falta de treinamento e incapacidade de combate real.

O desprezo da comandante ficava ainda mais evidente, mas também passava a ser explicado. O número de gladiadores mortos por ano em brigas somente crescia. Entretanto, pior ainda, era o número de pokémons mortos nas arenas, lutando por seus mestres. Diversos viviam sem um arranhão, enquanto perdiam inúmeros monstrinhos em busca dos prêmios e da força.
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Mensagem por Alice em Dom 23 Fev 2014, 12:48

Rota bloqueada por inatividade.

Em caso de retorno, poste em pedidos solicitando a reabertura.
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