Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

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Mensagem por Ayzen em Seg 02 Set 2013, 12:36

Era um perfeito fim, para um novo começo. Ok! Não tão perfeito assim! Mesmo levando em consideração que aquela aura negra que me seguir fora dissipada no momento epifânico que avistava  a fugitiva, meu coração se encheu pela unção de Arceus. Parecia que poderia fazer tudo naquele momento, mediante a boa vontade do Altíssimo. Era esse o meu propósito? Livrar uma exilada da prisão, mesmo assumindo o risco de ser caçado por toda Shinki?

Meu coração estava confortante a cada passo que realizava no metrô. Os movimentos que se seguiam foram tão rápidos que por um momento pensei estar possuído por algum espírito de unção. Adentrava no terminal, comprava a passagem e assim seguia de  trem, entre Nyender City e Grung City.

No trem, nem uma palavra. Ninguém falava nada e eu apenas avistava os ferimentos da morena, que pareciam bem abertos. Retirei a minha blusa da mochila e com o canivete dela, eu tirava vários pedaços e fazia os curativos. Era difícil realiza-los com uma única mão, mas mesmo assim, tentava, sendo ajudado pelo garoto que estava com ela.

Meu coração palpitava ao lembrar do que tinha feito: ajudado uma fugitiva! Mas não era uma fugitiva qualquer e, sim, uma fugitiva ungida pelo Grande. Mesmo tentando, as palavras não saiam da minha boca. Fitei a morena como se fosse a única coisa que eu poderia fazer... Meu coração estava confuso... Era como se tivesse indo para o sacrifício e não estava me referindo ao sacrifício de ser caçado, mas um sacrifício maior do que tudo...

Mesmo com isso em meu coração, o que significava que Arceus estava me alertando, eu respiro fundo e assim volto a minha atenção na paisagem. Logo, o trem parava. Havíamos chegado à estação de trem de Grung City e o meu coração voltava a se agonizar.

Saímos, os três da estação, o mais rápido possível e seguimos rumo às ruas da grande cidade. O voto de silencio foi quebrado pelo garoto que acompanhava a exilada. Eram resmungos e mais resmungos, mas nem me importei.

- Perdoe-me os meus modos. Não é todo dia que eu inflijo as leis pela vontade de Arceus. Me chamo Castiel. Castiel Gustavy Magnor Fivalder Rumplestilks. Adepto de Arceus.

Apresentava-me pôr fim aos jovens. Eu queria só saber o que deu em mim ao ponto de escolher aquela cidade, só por ser grande... Arceus iria reger os meus passos e ali há de salvar-nos. Logo avistei as algemas deles e assim saquei a minha Pokéball. A partir de um raio escarlate, Naomi surgia ali e com a sua nobreza e superioridade, só por está perto de estranhos, mostrava-se uma bela Pokémon.

- Naomi, destrua as algemas com o seu chifre, ok?

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Mensagem por Moon_fire em Qua 04 Set 2013, 16:37

off: me desculpem a demora >.<

Tudo aconteceu muito rápido. No mesmo momento que finalmente consegui me localizar na cidade e perceber que o melhor local para a fuga seria o metrô, o mesmo cara sem um braço logo se aproximou oferecendo ajuda e mesmo que eu não gostasse muito da ideia, naquele momento eu não tinha muita escolha então o acompanhei da melhor forma que pude. Correr algemada carregando uma bolsa pesada com objetos frágeis dentro já era uma tarefa bem difícil sem ser puxada pela mão.

Entre tropeços e reclamações do treinador do Cubchoo, que parecia querer se tornar minha segunda sombra de tão perto que ele andava, finalmente chegamos ao pátio da estação, onde compramos a passagem e a sorte pareceu querer me ajudar um pouco, pois no caminho encontrei uma bela carteira recheada de dinheiro abandonada no chão. Tentando não chamar mais atenção do que já estávamos chamando, peguei a carteira e a joguei dentro da mochila. Aparentemente nenhum dos meus colegas percebeu isso, então logo embarcamos no trem, que para o meu alivio, deixou a estação bem rápido.

No trem era possível ouvir algumas pessoas conversando, outras ouvindo música e outras simplesmente interagindo com seus pokemon, mas nenhum de nos três falava uma única palavra e cada um parecia perdido em seus próprios pensamentos, então voltei minha atenção para os outros passageiros. Eram poucos os que nos observavam e estes logo voltavam seus olhares para a janela quando eu os encarava, então achei que poderia relaxar um pouco.

Sem nada para me distrair acabei prestando atenção demais no meus machucados, que não estavam sangrando tanto como na rota 2, mas mesmo assim ainda me incomodavam e doíam muito, sujando o banco e as minhas roupas de sangue, que pingava das minhas mãos, costas e do corte no meu ombro como uma torneira mal fechada, que a cada dois minutos pingava. Tentando ajudar a refazer meus curativos e fazer alguns novos, o rapaz que estava nos ajudando a fugir pegou meu canivete e começou destruir uma blusa que tirou da mochila para fazer faixas, que eram usadas como bandagens.

Era bem impressionante o que ele conseguia fazer usando uma só mão, principalmente considerando que era a mão esquerda, mas não comentei nada disso para não ofendê-lo então fiquei em silêncio enquanto recebia tratamento e até mesmo o pequeno ursinho de gelo tentou ajudar, o que foi fofo mesmo que no fim ele acabou se enrolando com a faixa. Quando terminaram, o trem parou na estação de Grung, então logo saímos do trem e fomos direto para as ruas daquela cidade.

Assim que começamos a caminhar pelas ruas, o chato começou mais uma vez a resmungar, mas eu já estava começando a aprender a ignorar, então decidi olhar em volta e fiquei muito feliz ao ver que a população de cadetes ali era muito menor que a de Nyender. Só aquilo já me fazia gostar muito daquela cidade. Parei de olhar para os lados quando Castiel se apresentou como um dos vários seguidores de Arceus que se espalhavam pelo continente.

- Sem problemas, isso nunca fica fácil. - Comentei concordando com a parte de ter que sair correndo para não ser presa, não com a parte de fazer isso por Arceus. Já tinha ido na igreja que fica em Nyender uma vez e sinceramente sempre achei essas pessoas que acreditavam que Arceus estava vivo muito sonhadores, mas como Castiel estava nos ajudando tanto, então guardei minha opinião apenas para mim. - Meu nome é Lucia e era uma Gladiadora antes de ser forçada a seguir pelo caminho do exílio. - Me apresentei colocando minha mochila o chão e me preparando para que a Absol, chamada Naomi, tentasse partir as algemas com seu chifre e torci muito para que apenas as algemas fosse danificadas pela pokemon.


Última edição por Moon_fire em Sab 21 Set 2013, 19:01, editado 1 vez(es) (Razão : corrigindo um erro >.<)

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Mensagem por Alice em Sex 20 Set 2013, 10:55

off: desculpem a demora. Ritmo de provas em faculdade e concurso público x.x
off2: pretendo fazer um mutirão de narração nesse fim de semana para encerrar algumas de minhas rotas


A chegada em Grung era, pode se dizer, tranquila. Apesar da saída conturbada de Nyender, Lúcia poderia respirar com um pouco mais de calma na cidade vertical. O peculiar trio se apresentava da melhor maneira possível, tentando chamar um pouco menos de atenção do que já chamavam ao natural, devido as algemas. Percebendo o fato, Castiel logo liberta sua Absol, solicitando à mesma que quebrasse as correntes. Lúcia fechou os olhos enquanto via o chifre afiado se aproximar de sua mão, porém a pokémon negra se mostrou muito habilidosa, rompendo a pequena corrente das algemas com facilidade.

Anthony logo colocava a mão no peito (ainda com meia algema pendurada, já que Naomi conseguiu quebrar a corrente, mas abrir a fechadura para tirar o metal dos pulsos seria muito mais arriscado) e começou a se apresentar.

- Eu sou Anthony Schweinsteiger Terceiro, o mais temido gladiador nascido em Pugil. Este é meu raro e belo Cubchoo.

O ursinho, ainda solto, erguia a pata cumprimentando todos, mas ainda parecia meio perdido durante a corrida de Jorvet à Nyender e por fim à Grung. O alto moreno não parecia se importar em balançar a mão com os resquícios de algema ainda pendurada em pleno ar, mostrando a todos que era um foragido.

- Agora, agradeço muito pela ajuda caro Seguidor, mas preciso levar essa fugitiva para a delegacia mais próxima, me transformar em herói e recuperar minha licença.

O homem continuava falando teatralmente. Castiel e Lúcia observavam tudo sem se mexer. Naomi inclinava a cabeça para o lado, com os olhos plissados como se perguntasse o que o estranho tinha na cabeça.

- Você vai vir boazinha, não vai? - A pose de durão de repente se desmanchava e o Anthony, já bem conhecido de Lúcia, se revelava. - Pelo amor de Arceus, diz que vai. Eu preciso da minha licença. - Implorava de joelhos e abraçado na cintura de Lúcia, com um grande olhar pidão (que ele devia supor irresistível) voltado para a exilada.

Castiel observava em volta se perguntando se talvez uma faixa escrito "Exilados em fuga" não seria mais discreto que o outro homem. Naomi balançava a cabeça incrédula e mirava Castiel, questionando-o sobre os motivos de estarem naquele lugar. Cubchoo, imitando seu mestre, se agarrava na perna de Lúcia e imitava o olhar pidão. A exilada esta, praticamente, iluminada para todos os que quisessem reconhecê-la sem muita dificuldade e estivessem interessados em uma boa recompensa.

Castiel se afastava devagar, querendo observar o perímetro enquanto a mulher tentava se libertar. A estação de trem ficava no meio (vertical?) da cidade. Olhando pelo vidro, era possível ver espaços sem absolutamente nada, além de uma bela queda, para logo depois avistar um belo parque. Olhando para baixo, dava para se ver lojas pequenas, escadas, elevadores, casas pequenas e alguns varais com roupa pendurada. Olhando para cima, casas mais elegantes e lojas maiores. Era de se esperar que os mais bem afortunados ocupassem os andares mais iluminados pelo sol, enquanto os outros ficassem com os andares mais escuros, úmidos e sujos da estranha e exótica cidade. 

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Mensagem por Moon_fire em Sab 21 Set 2013, 17:36

off: sem problemas ^^
off²: *^*

Senti um "déjà vu" enquanto fechava os olhos e torcia para que Naomi, a Absol do seguidor de Arceus cortasse apenas a corrente das algemas com seu chifre afiado. Isso me lembrava do dia em que virei gladiadora e logo em seguida acabei entrando no exílio, mas daquela vez era só um pedaço de cano e não um chifre, que de acordo com o que eu já estudei sobre esse pokemon noturno, conseguia cortar qualquer coisa com muita facilidade. Para a minha sorte Naomi era bem treinada e logo cortou as correntes sem nem se esforçar muito.

Com os braços livres comecei a me esticar e alongar um pouco, mas isso fez a queimadura em minhas costas arderem, então logo parei e tentei não ficar com cara de espantada quando o treinador do Cubchoo finalmente revelou seu nome. "Anthony Schwestigersnkk o que?" Pensei observando Anthony fazer uma cena digna de um teatro. Antes mesmo que eu pudesse ao menos entender o sobrenome dele, Anthony se ajoelhou e começou a implorar que eu me entregasse para os cadetes para que ele recuperasse sua licença de gladiador.

Será que ele não entendia? Não importasse se ele me entregasse junto com todos os outros procurados de shinki, ele nunca receberia sua licença de volta e ainda por cima quando fosse me entregar ele também seria preso. Mas isso não me importava, eu não iria me entregar por mais que ele chorasse e pedisse, o que me incomodava era o fato de que ele estava chamando muita atenção "choramingando" e implorando daquela maneira. Se eu não fizesse nada talvez nem fosse preciso que eu me entregasse, pois logo os cadetes estariam aqui.

Me agachei como se fosse consolar ele, mas na verdade eu só não queria que ninguém ouvisse o que eu iria dizer agora. - Escuta aqui, para a Angélica e os outros cadetes não importa se você me entregar ou entregar todos os procurados de toda a shinki. Assim que você entrar na delegacia eles vão te prender e jogar a chave fora. - Falei fazendo uma pequena pausa para colocar minha mão próxima ao pescoço dele e começar a apertar o máximo que eu conseguisse. - E se você não parar de chorar ou tentar me levar até algum cadete eu juro que te mato. - Concluí empurrando Anthony para longe e assim que conseguisse me afastar dele, iria até onde Castiel estava para perguntar se ele conhecia alguma coisa dessa cidade, já que eu estava completamente perdida ali.

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Mensagem por Ayzen em Sab 21 Set 2013, 17:56

Off: Mutirão é legal!
Diante de tal situação, eu estava perdido e não sabia bem o que fazer. Mas por que vim para Grung City? Bem, de todas as cidades, com exceção de Twister, Grung era a que mais tinha conhecimento. Ali vivia pessoas bem modernas e a cidade era enorme, proporcionando um vasto território para me esconder. Todavia, era uma cidade a qual o poder cadete reinava, não tão forte quanto Nyender City, mas o simples fato de ter uma delegacia, já era amedrontador.

Mesmo com um sentimento bom ao realizar o feito de salvar a exilada, o meu coração se apertava diante do fato que era pegar e proteger a escolhida de Arceus. Com toda certeza, o Grande iria realizar esse trabalho, com muito louvor, mas, o parceiro da morena era muito escandaloso e não demorou de perceber que fora prendido por azar do destino que estava traçando a vida da jovem Lucia.

Antony realizava um verdadeiro show ali, variando de um exímio ator para um covarde meliante. Sabia que o mesmo estaria atraindo vastos problemas para nós, já que o seu escanda-lo sobre os pés de Lucia só traria desgraça para todos nós.

- Amados, Grung é uma cidade grande, no entanto, se Angélica Tompson querer nossas cabeças, ela terá e não vai fazer exceção de você, caro Antony. Você está nessa conosco ou pode ficar aqui, onde será preso. E não pense que os cadetes irão lhe perdoar caso você nos entregue.

Dizia para o mesmo. Sabia que teria que pensar em algo. Talvez, atravessar a cidade para a floresta seria uma boa, mas ali não teríamos muita fluidez e opção para partir. O jeito era viver no mundo, mas algo estava me pressionando.

- Temos duas opções: partir para as rotas ou seguir para Seimei Forest, claro que se escolhermos a floresta, teríamos que conviver com o fato de ficarmos ilhados e depois voltar para a cidade. O que você acham?

Perguntava os dois ali presentes.


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Mensagem por Alice em Sab 21 Set 2013, 19:50

Anthony entrava em desespero ao entender as palavras ditas tanto pelo Seguidor quanto pela Exilada. Entretanto o homem se recusava a aceitar a dura realidade. Com os olhos brilhando de raiva apesar do brilho das lágrimas, ele se erguia rapidamente e apontava para a mulher.

- Você está enganada. Tenho certeza que os cadetes não são tão terríveis assim. Um dia te provarei isso e assim reconquistarei minha licença.

O discurso aparentemente seria longo, porém o brilho do sol entrando por uma das janelas refletiu em um espelho de uma das pequenas lojinhas da estação, chamando a atenção do ex-gladiador. Anthony de repente se esqueceu de tudo e, com uma velocidade surpreendente, saiu de perto de Lúcia e Castiel, passando a se admirar no espelho a venda (mesmo tendo um preso na cintura).

- Santo Arceus. Esse olhar furioso, brilhoso e reluzente. Você é lindo demais.

A adoração recomeçava. Lúcia balançava a cabeça e se aproximava de Castiel. O Seguidor estivera refletindo sobre a situação e as opções que tinham a frente. Assim que a mulher parou a seu lado passando a observar também a janela, informou para a mesma sobre os caminhos disponíveis. O fiel estava determinado a proteger a garota, mas deixaria nas mãos delas a escolha sobre para onde ir, já que ele a levou para a estranha cidade. Anthony ignorava a conversa e continuava a se adorar no reflexo.

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Mensagem por Ayzen em Sab 21 Set 2013, 20:14

Diante de tal situação, era evidente a alienação de Antony, que parecia decidido a levar a jovem Lucia ao julgamento dos cadetes. Para além disso, o jovem era uma mistura de uma figura “machona” com um medroso incubado – ou será que seria o contrário?

Ter ele por perto era um risco enorme, no entanto, era necessário para que assim pudéssemos realizar uma missão junto: a de sair da cidade com graça e gloria, sem atrair muita atenção. Este último objetivo havia sido infligido devido a personalidade singular do exilado perante a situação.

O jovem estava convicto que seria bem recompensado caso chegasse na delegacia com a cabeça da morena em uma bandeja de prata e com uma maçã na boca. Para isso, ele teria que arrancar coragem de onde não tinha, já que a mulher era bastante incisiva diante de sua situação e até ameaçara o mesmo de morte caso ele tente algo.

- Er... Peço que se controle...

Antes de pedi calma para o jovem, o mesmo saia correndo dali mostrando-se impressionando diante de um espelho que se encontrava a venda. Fiquei bastante... Bem, era estranho está com alguém daquele jeito, mas sabia que no mais, era uma boa pessoa e desde que mantivéssemos controlado, não renderia problemas – assim esperava.

- Cara minha, vamos à Igreja. O sacerdote de lá saberá bem o que poderemos fazer, afinal, a sua fé é maior do que o sistema mundano que rege Shinki.

Sugeria para a morena e assim já seguia pelo caminho da igreja. O local era pouco conhecido por mim, mas já sabia de algumas coisas, pois o meu pai já havia usado aquela cidade para treinar comigo.

Lembro como se fosse ontem quando eu saltava sobre o Gliscor perante os grandes prédios que se estendiam pelo local e ali mesmo foi possível ver um flash do meu passado de treinamento. Até hoje, com exceção da rota 2 e da ruiva psicótica, nunca precisei usar a força física, mas sentia que esse momento estava chegando.

Mesmo magro e aparentemente sem nenhum vínculo com força, eu poderia me mostrar um ótimo oponente ao inimigo, sendo considerado um verdadeiro gladiador, no entanto, os preceitos religiosos me fizeram percorrer outro caminho...

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Mensagem por Moon_fire em Sab 21 Set 2013, 22:43

Assim que me levantei para me afastar de Anthony (pronta para chutá-lo se fosse necessário), este mostrou o quanto era ingênuo em relação aos cadetes. Ele ficou furioso mostrando uma coragem e determinação que eu não via nele desde o encontro com Angélica e seu feroz Luxray. Aquilo me espantou tanto que por reflexo peguei a pokeball de Erick do meu bolso e fiquei pronta para liberá-lo, mas antes que eu ou Castiel pudéssemos fazer algo, o maior amor de Anthony o distraiu. Seu próprio reflexo.

Ele se admirando e se elogiando era tão vergonhoso e estranho que eu tive que sair de perto cobrindo o rosto com a mão, de vergonha. Tentando ignorar Anthony e ainda segurando a esfera bicolor, me aproximei de Castiel e fiquei ouvindo suas ideias. Por um momento cogitei em falar para irmos para a floresta que tinha não muito longe dessa cidade, mas o seguidor decidiu ir para a igreja da cidade.

Não gostei muito da ideia, mas já tinha percebido que ele não mudaria de ideia, então guardei a pokeball no bolso e ajeitei minha mochila nas costas antes de seguidor com Castiel rumo a igreja de Arceus. Rezando um pouco para que Anthony não percebesse que estávamos indo embora, resolvi tentar começar uma conversa com Castiel para tentar parar de chamar tanta atenção.

- Então.... eu sempre achei que os Seguidores de Arceus nunca iam contra os cadetes, então será que é mesmo uma boa ideia procurar esse sacerdote? - Murmurei dando uma leve olhada por cima do ombro para ver se Anthony estava nos seguindo antes de empurrar um pouco o seguidor para que andássemos um pouco mais rápido. Assim que fiz isso a Absol meu olhou como se quisesse me atacar, mas ignorei ela e continuei andando.

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Mensagem por Alice em Dom 22 Set 2013, 17:26

Anthony surpreendia a todos quando abandonava o debate para se admirar em um espelho novo. O mais novo exilado era muito peculiar e, se não fosse protegido pelos outros dois, seria facilmente capturado. O seguidor sabia que possivelmente teria de lutar como fora treinado por seu pai. Talvez fosse por isso que Arceus o escolheu... Um seguidor com treinamento de gladiador. Uma combinação incomum.

Lúcia sondava a ideia de ir para a Igreja local. Castiel pode ter ido contra os cadetes, porém a exilada não sabia se poderia confiar nos outros seguidores. A mulher caminhava lentamente no começo, chamando o homem que lhe ajudou. O fiel não questionou e, por um momento, se esqueceu de Anthony, que ainda se admirava no espelho. Lúcia olhou delicadamente sobre o ombro, percebendo que não era seguida pelo Narciso. Satisfeita, ela puxou Castiel, acelerando o passo e disposta a fugir do estranho. Naomi seguida com o olhar franzindo, claramente não gostando do jeito que a mulher tocava seu mestre.

Para sair da estação de trem a dupla desceu uma escada rolante e andou mais três corredores, virando a direita e caminhando por uma passarela para o prédio vizinho. Do outro lado, subiram por outra escada rolante por mais dois andares. Castiel queria perguntar por que usar um caminho tão longo quando ele conhecia um mais rápido, porém o objetivo da exilada era primeiro se livrar de Anthony, depois chegar a igreja.

- Acharam que iam se livrar de mim?

O plano falhou. Anthony aparecia em toda sua glória, com as mãos na cintura e peito estufado. Cubchoo, ainda fora da pokébola, tomava a dianteira e tentava escalar Naomi, querendo ser carregado pela pokémon negra. Lúcia olhava para trás, se perguntando como o moreno estava a sua frente. Percebendo isso, Anthony revelou que a viu na passarela no andar de baixo e, tomando a dianteira, subiu pelo elevador dos fundos e só ficou esperando. Para a tristeza da mulher, ele conhecia bem demais aquela cidade. Sem muitas escolhas, era hora do grupo caminhar para a igreja. Uma longa caminha diga-se de passagem. Até que próximo a saída para a floresta, se a igreja não fosse no vigésimo andar da cidade. Sem dúvida a vista da igreja de Grung era a mais linda de todas e, assim que chegassem ao lugar, os três ficariam impressionados com a beleza da vista.

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Mensagem por Moon_fire em Seg 23 Set 2013, 19:35

Ignorando completamente Naomi, que não estava nem um pouco contente com a situação, continuei empurrando Castiel por um caminho um pouco mais longo do que ele havia planejado, mas se isso servisse para despistar Anthony, então pra mim estava ótimo. A pokeball de Erick ainda estava na minha mão, mas não queria parar nem pelo pouco tempo que levaria para guardar a esfera bicolor em meu bolso.

Depois de darmos algumas voltas, subir e descer algumas escadas achei que já tinha conseguido despistar Anthony, mas no momento em que diminui o passo para ir em direção a igreja encontramos o senhor Narciso nos esperando com um sorrisinho irritante no rosto. "Ai, mas que cara chato. Na próxima eu largo ele em um salão de beleza ou em uma loja de roubas." Pensei Suspirando quando Anthony voltou a me seguir e Cubchoo resolveu pegar uma carona subindo nas costas da Absol.

Nem tive tempo de perguntar como ele nos alcançou e logo Anthony explicou como ele tinha pego um caminho mais curto e ficou nos esperando naquele local. Isso significava que naquela cidade eu não teria muitas chances de despistar o "Narciso", mas isso não me desaminou, pois ainda podia contar com a Seimei Forest para me livrar dele, então decidi não falar nada enquanto caminhávamos até a igreja.

A pokeball de Erick estava na minha mão e eu estava me segurando muito para não liberá-lo. Seu estado de espirito não estava muito bom e duvidava muito que um tempo na pokeball fosse o bastante para ele se acalmar, mas ainda assim, quando chegássemos na igreja e Castiel fosse conversar com o Sacerdote eu tiraria meu inicial de sua pokeball para ensinar algumas TMs que eu tinha conseguido no lixo do PEVOAK. Provavelmente eram de pessoas que não sobreviveram aos ferimentos causados pela luta contra aquela maluca na rota 2, mas preferia não pensar muito no assunto, então simplesmente continuei andando e esperando uma chance de ensinar esses belos golpes para Erick.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Ayzen em Seg 23 Set 2013, 21:56


A jovem exilada parecia estar agoniada pela presença de Antony, e não era para menos, já que este insistia em se declarar um perfeito narciso e, não muito distante, egoísta, deixando claro que sua intensão era levar a jovem morena para os cadetes. Com isso, era visto que ele poderia apresentar um grande obstáculo em nossas vidas, mas ao conhecer melhor o jovem, e lê-lo como um livro aberto, era concluído que o jovem não tinha como causar nenhum mal.

Mesmo assim, Lucia me puxava diante de tantos becos e ruas da cidade enorme. Ficava fascinado com a sombra que os mais altos prédios provocavam em nós e erguiam-se imponentes sobre o céu. Era cada arranha-céu mais lindo que o outro, entretanto, infelizmente, não era hora de apreciar a bela arquitetura quando se está fugindo de um bando de cadetes, que a qualquer momento receberão os alertas de que dois exilados fugiram da força policial de Shinki.

Bem, pelo menos eu poderia dizer que estava livre de acusações, já que ninguém havia visto, assim acreditava, que tinha ajudado os jovens. No entanto, a qualquer momento olhos e ouvidos poderiam se mostrar incisivos para poder condenar e eu nada poderia fazer. O que seria da minha vida depois disso? Com certeza iria querer algo mais, mas, o quê?

Partindo de tantas interrogativas, me surpreendo ao encontra Antony em nossa frente. Meu coração se aliviou ao ver o jovem do que se amargurou, como aconteceu com a exilada. Mesmo não me dando muito bem com pessoas do tipo do Antony, eu ainda achava desumano deixa-lo para traz e assim ser facilmente pego pelos os oficiais.

Calada, a jovem seguia viajem comigo, deixando claro o seu descontentamento perante os fatos. Cubchoo tentava subir em Naomi para poder pegar carona, mas a Pokémon dark pareceu não gostar, inclinando a sua cabeça com um olhar ameaçador que interligava o olhar do Pokémon Ice ao dela. Aquilo com certeza intimidaria qualquer um e não foi diferente com o Pokémon urso, que com um sorriso forçado deixava as costas da Pokémon alva.

- Er... Meu jovem, vejo que você conhece essa cidade mais do que eu. Há anos que não retorno nesse lugar. Poderia nos guiar com a sua sábia vocação geográfica até o templo de Arceus?

Unido o útil ao agradável, solicitava cordialmente para o moreno nos guiar pelo caminho mais curto até a igreja e, para isso, elogiava o rapaz, que parecia gostar muito disso a tal ponto que poderia se esquecer, nem que momentaneamente, de querer entregar Lucia aos cadetes.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Alice em Qua 02 Out 2013, 00:10

Enquanto Lúcia mirava Anthony com desprezo e arquitetava planos para se livrar do encosto, Naomi usava seu corpo para separar exilada e seguidor da forma mais sútil possível. Já o seguir tentava buscar o equilíbrio na complexa situação, usando todos os meios viáveis para acalmar o grupo e levar todos, o mais pacifica e discretamente possível, até a igreja. O mais novo ex-gladiador escutava a pergunta e erguia o rosto com desdém.

- Você está achando o que? Eu ando por lugares condizentes com minha beleza. Lojas caras, praças elegantes e restaurantes chiques. Uma igreja não condiz com minha classe e cultura.

A encenação voltava e Anthony deixava claro que igrejas não estavam na lista de pontos turísticos a se visitar em sua opinião. Cubchoo ao seu lado colocava o dedo na boca, imitando um Teddiursa que via passar no colo de uma garota. O trio se observava, sem chegar a uma conclusão. Um gladiador passava correndo perseguindo dois pichus e esbarrava em Lúcia, sem querer, fazendo-a derrubar a pokébola de Erik. Snivy certamente não gostará se descobrir. A jovem se lançou tentando pegar a esfera no ar, mas para a tristeza da mesma, a pokébola caiu do andar onde estavam. Quatro pares de olhos observavam a esfera cair no toldo de uma tenda e voar, passando novamente pelo grupo, cair em uma calha da água e sumir de vista, porém o som dava a entender que a esfera seguia o caminho dos canos.


off: n resisti, desculpa XD
off2: desculpa o post fraco =x

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Ayzen em Qua 02 Out 2013, 12:34

OMG! Você é a personificação do mau xD

Anthony desprezava completamente a santa casa do grande Arceus. Me senti, de fato, totalmente vulnerável a sua crítica, dizendo que a Igreja não era um local refinado. Pobre pecador! Mal sabe ele que a Igreja Universal de Arceus é mais do que quatro paredes as quais pessoas se reúnem para orar e pedir misericórdia ao grande Rei. Para além disso, a Igreja de Arceus é um dos símbolos da contemporaneidade que indicava a ascensão do ministério do Altíssimo no mundo que abrange a pugna entre o bem e o mal.

Diante de tal verdade, pouco poderia esperar de um gladiador de temperamento estável. Isso me deixava criar profunda pena, não de Anthony, exclusivamente, mas de todos que não sabia da verdade dogmática. Verdade, esta, que livra, guarda e predomina. Esse fato é comprovado pelo simples momento da história que, mesmo diante de um avanço científico memorável, este não foi capaz de suprir o espaço da religião.

Mesmo tendo uma perspectiva contrária a de Anthony, e possivelmente de Lucia, eu olhei para o alto, procurando a torre do santuário do legítimo deus e tentei seguir caminho. Mas logo um gladiador passava correndo por nós e assim empurrava a morena, que teve uma Pokéball perdida no meio das ruas.

Perante tantos olhares e rolar, a esfera bicolor seguia o seu rumo e logo saiu rolando para dentro de uma calha, se perdendo de vista, mas o som indicava que a esfera estava perto dos canos. Aquele contratempo, se valer a pena, poderia ser custoso. Tempo naquele momento era crucial, mesmo diante da perspectiva dogmática que há tempo para tudo.

- Você não teria um Pokémon naquela esfera, teria?

Perguntava para a exilada, me virando diante de tudo e olhando atentamente para a esfera bicolor que estava a desaparecer diante de todos nós. Seria evidente que se a esfera tivesse portando um Pokémon, nós teríamos, sem hesitar, de ir atrás.


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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Moon_fire em Qui 03 Out 2013, 00:47

off: tadinho do Erick Ç-Ç

Em silêncio acompanhei Castiel enquanto observava sua pokemon espantar o pequeno Cubchoo apenas com um olhar severo e fiquei com um pouco de pena do pequeno pokemon de gelo. Ele só queria um pouco de atenção e uma carona para não ter mais que andar, mas tudo o que ele conseguiu foi receber uma repreensão silenciosa que eu muitas vezes usava com Erick. "Pobre ursinho nojento." Pensei me distraindo um pouco da caminhada enquanto observava o Cubchoo se afastar da Absol e voltar a caminhar ao lado do seu treinador.

Após uns poucos minutos de caminhada fizemos uma pequena parada para o seguidor se localizar melhor e para a minha surpresa ele pediu para que Anthony nos mostrasse o caminho, o que significava que Castiel estava tão perdido naquela cidade quanto eu. Não me surpreendi quando o exilado mais narcisista de todos falou que os únicos caminhos que ele conhecia daquela cidade era os que levavam para a lojas mais caras e chiques.

- Ta. Aposto que a única cultura que você tem é a que cresce no seu sapato. - Murmurei em um tom que apenas eu e talvez os pokemon escutassem. Meu humor estava piorando cada vez mais quando percebi que nenhum de nos tinha a menor ideia da localização da igreja e com a minha sorte, se saíssemos andando sem rumo cedo ou tarde acabaríamos no meio da delegacia da cidade.

Estava quase sugerindo que pedíssemos informações para alguém quando dois Pichus correndo para longe me chamaram a atenção, mas antes que eu pudesse ver mais algum detalhe sobre eles alguém passou correndo e acabou esbarrando em mim. Enquanto eu tentava manter o equilíbrio senti como se o tempo passasse mais devagar enquanto eu via a pokeball de Snivy escapar da minha mão e ir em direção ao andar de baixo. Sem nem ao menos pensar nas consequências me joguei no ar para tentar agarrar a esfera, mas tudo que eu consegui fazer foi empurrar a pokeball do Erick ainda mais para frente.

Paralisada de medo e surpresa fiquei observando a esfera cair e logo ser arremessada de volta pelo toldo, passar mais uma vez pelos meus dedos e cair certeira em uma calha de água. Nesse momento me concentrei em ouvir o som da esfera caindo pelos canos e sem nem esperar que os outros reagissem comecei a tentar seguir o som e encontrar um lugar onde eu tivesse acesso aos canos para pegar a pokeball de volta.

- Droga! - Exclamei um pouco mais alto do que eu tinha planejado e assim que ouvi Castiel perguntar se aquela pokeball tinha algum pokemon, percebi que ele torcia para ser apenas uma esfera vazia, para que assim pudéssemos deixá-la la e continuar com nosso caminho, mas infelizmente, não era esse o caso. - Teria sim e para piorar aquele é o meu único pokemon! - Falei tentando mostrar para eles o tamanho do meu desespero para que eles parassem e ficar apenas me assistindo e viessem ajudar.

"Que o Erick nunca descubra isso." Pensei imaginando como ele ficaria furioso e chateado quando descobrisse que eu tinha simplesmente o perdido como se ele fosse apenas mais um item na minha mochila.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Alice em Sab 19 Out 2013, 02:13

Off: mil perdões pela demora x.x
Off2: mil perdões pela maldade XD


Ao ouvir que aquele era o único Pokémon de Lúcia e ao ver a exilada correndo para alcançar a pokébola, Castiel ficou sem opção e seguiu a morena. Naomi suspirou, pressentindo que a situação se complicaria. A Absol ficou observando a mulher e o seguidor analisarem o cano por onde a esfera sumiu, enquanto Anthony alegava que Lucia não precisaria de um Pokémon quando se entregasse para os cadetes e limpasse a ficha do gladiador.

Lúcia escutou o som da pokébola descendo pelo cano, literalmente. Sem esperar ou avisar, a mulher disparou pelas escadas rolantes mais próximas, empurrando os outros cidadãos para descer mais rapidamente. Anthony e Castiel a seguiram. O gladiador reclamando que aquilo estragaria sua roupa enquanto o seguidor se sentia mal por empurrar pessoas inocentes de forma brutal, já que do contrário perderia a mulher de vista. Naomi se erguei e passou a seguir o grupo. Com um belo salto, a Pokémon se lançou sobre a escada e as pessoas sobre ela, pousando perto de seu treinador.  Enquanto o grupo saía pela porta mais próxima em poucos segundos, três cadetes passavam por onde eles estavam antes, casualmente.

Na rua, Castiel teve que pensar rápido para segurar a mulher, antes que a mesma se atirasse em frente vários carros. A cor sumia do rosto de Lúcia enquanto ela assistia, imobilizada por Castiel e Anthony (que alegava precisar dela inteira) e impedida de se atirar na rua tentando salvar a pokébola de Erki, que deslizava entre as rodas dos veículos. A esfera batia e rebatia, sendo impulsionada na movimentada avenida até que, milagrosamente, chegou ao outro lado da rua, aterrissando mansamente entre as patas de um Abra. O Pokémon psíquico levantou a esfera intrigado. Naomi, rapidamente, saltou por cima dos carros, amassando o capô de um e causando um acidente onde ninguém se machucou, caindo no exato local onde abra estava antes de se teleportar, levando a esfera.

A exilada aproveitou o congestionamento causado pelo acidente para chegar ao outro lado da rua. Antes que pudesse questionar a absol, a Pokémon fez um sinal de cabeça, mostrando o Abra no topo do edifício em frente. Era de subir, agora vinte andares. Sem esperar, a mulher partiu e logo foi seguida. As portas da esquerda se abriram e o grupo entrou, na mesma hora as portas da direita se abriram para o outro lado e três cadetes saíram. As portas abertas serviram de proteção, impedindo que um grupo visse o outro. Enquanto os cadetes verificavam o acidente, gladiador, exilada e seguidor tentavam controlar a ansiedade no elevador.

Vinte andares acima, quase no topo da cidade. No terraço do prédio o grupo encontrou a esfera sendo bicada por um pidgey. Nada de abra. Lúcia gritou e avançou para pegar seu amado Erik, porém a ave voou levando o objeto consigo.Hora de correr de novo. Uma passarela única o prédio atual com o próximo. No próximo prédio, o grupo teve de descer três andares para pegar a próxima passarela e avançar atrás da ave. Enquanto desciam, protegidos pelas paredes, um pidgeot passou voando levando nas costas um repórter com uma câmera.

O grupo podia não perceber, mas estavam escapando da captura de formas inimagináveis. Pidgey foi atacado por outros Pidgeys, aparentemente em uma briga de território. Nessa briga, Erik caiu de novo. O Pokémon Grass estava com tanta sorte que caiu em um chafariz, tendo a queda apartada pelos jatos de água. A propulsão levou a esfera de volta ao chão e Lúcia, mais uma vez, correu escada a baixo. Castiel, já cansado, respirava com dificuldade, mas seguia sem reclamar. Sabia que se fosse Naomi na pokébola, também estaria em pânico. Anthony começava a ter verdadeiros chiliques, afinal o suor comeava a manchar sua camisa e o cheiro começava a afetar seu perfume.

Quando Lúcia chegou na praça do chafariz, viu que a esfera estava equilibrada na beira da sacada do jardim. Mais uma vez a mulher se jogou e mais uma vez sentiu a esfera escorregar por entre os dedos. Dessa vez, no entanto, a pokébola caiu somente 1 andar. Exatamente na porta da igreja. Castiel olhava abismado a esfera do Pokémon da exilada rolar mansamente para dentro do prédio sagrado. Era, possivelmente, o maior sinal que o Sagrado Pokémon enviará para o jovem fiel. Lúcia não se importou com isso. Na pressa, usou uma árvore próxima para descer até a igreja. Anthony reclamou e optou por ir até a escada rolante mais próxima.

Naomi foi a primeira a chegar no santo lugar, seguida de perto pela exilada. A morena teve uma surpresa ao adentrar na igreja e ver o padre, com a pokébola na mão e Erik solto, meio amarelado, vomitando atrás do altar.

- Pelo menos ele fez isso depois da missa.

O padre era simpático e demonstrava não estar zangado pela sujeira em seu templo. Castiel chegava um pouco atrasado e Anthony, mais atrasado ainda. O religioso se aproximava de Lúcia e entregava a pokébola.

- Pelo seu olhar, esse Pokémon é seu. É melhor ter mais cuidado com suas pokébolas em Grung. É um lugar fácil de se perder algo.

Naomi se aproximou de Castiel. Com o fim da caçada, a Pokémon se permitiu abaixar a cabeça até a mão de seu treinador, em busca de um afago, sendo prontamente atendida.

- É bom ver um jovem Seguidor em minha igreja. – O padre agora se dirigia a Castiel. – Acredito que vocês devam descansar um pouco. Talvez um chá fizesse bem ao Snivy.

O grupo olhou para o Pokémon que agora descansava nos braços da morena, ainda meio amarelado. Seu olhar variava entre o furioso, o intrigado e o enfermo.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Moon_fire em Ter 19 Nov 2013, 02:34

off: agora é minha vez de pedir desculpas pela demora >.>
off²: não desculpo não u.u -apanha

Focada no som da pokeball de Erick deslisando e rolando pelos canos tentei ignorar as reclamações de Anthony, mas quanto mais ele falava, mais difícil era não me virar para dar um soco na cara dele. No exato momento em que ia deixar Anthony com um lindo olho roxo a pokeball de Snivy começou a descer para o próximo andar, então empurrando Anthony para fora do caminho com muito mais agressividade que o necessário, corri até as escadas.

Não me importava se eu tivesse que passar por cima daquelas pessoas, de um bando de Cadetes ou pela própria Angélica, eu faria de tudo para alcançar aquela pequena esfera bicolor. Seguir correndo tendo apenas o som da pokebola batendo nos canos para me guiar era algo complicado, mas logo saímos do prédio e a esfera passou por mim logo após escapar por um pequeno buraco no encanamento. Sem nem ao menos prestar atenção no que fazia comecei a correr atrás da pokeball, até que algo me segurou.

Foi só nesse momento em que Castiel me segurou pelo braço que eu percebi o que estava prestes a fazer e em que encrenca Erick estava agora. A pequena pokeball do meu inicial estava mais parecendo uma bola de pinball quicando de um lado para o outro entre os carros em alta velocidade na rua. Já estava quase desmaiando enquanto observava aquela cena, então quando a pokeball chegou ao outro lado da rua eu quase comecei a pular de alegria. Mas considerando que a pokebola ainda estava rolando solta por ai e que qualquer um poderia muito bem pegá-la agora, eu deixei a comemoração para depois e comecei a procurar um jeito de atravessar aquela rua movimentada sem ser atropelada no meio do caminho.

Eu não conseguia ver o outro lado da rua e nem ao menos encontrar um jeito de atravessar entre os carros comecei a ficar cada vez mais desesperada. Com um belo e preciso salto, a Absol o Seguidor aterrissou no capo de um carro antes de ir para a calçada onde a pokebola de Erick estava. Aquele salto causou um acidente maior que o que eu causei em Nyender, mas ao contrário de lá parecia que ninguém tinha se machucado seriamente, então aproveitei que Castiel e Anthony tinham se distraído observando o acidente e corri o mais rápido que pude para alcançar a pokemon noturna.

Assim que cheguei ao lado da pokemon de pelos fofos ela apontou para o topo do prédio, onde um abra brincava com algo brilhante, que infelizmente, deveria ser a minha pokeball. Soltando um longo suspiro comecei a correr de novo e sem nem ao menos pensar em prestar atenção em que prédio era aquele que eu estava entrando, procurei e pulei dentro do primeiro elevador que vi. Ouvindo uma tipica e irritante musiquinha de elevador, fiquei batendo meu pé direito no cão enquanto esperava ao lado de Castiel e Anthony o elevador chegar ao ultimo andar. Nesse pequeno intervalo observei minha imagem refletida nas portas do elevador e por mais que minha aparência estivesse assustadora, o que mais chamava a atenção era a expressão em meu rosto. Era uma mistura assustadora de fúria, medo, nervosismos e cansaço.

Assim que as portas do elevador se abriram no ultimo andar o prédio me esqueci completamente de como meu rosto estava corri até o terraço e comecei a olhar de um lado para o outro para encontrar aquele pokemon psíquico. Não encontramos nenhum sinal aquele Abra, mas logo vi a pokeball de Erick sendo bicada por um Pidgey.

- LARGA ISSO AGORA! - Gritei enquanto corria em direção do pokemon voador, apenas para vê-lo sair voando para longe carregando Erick para longe. - Raios partam aqueles Pichus e o garoto. - Murmurei lembrando de como aquela "corrida maluca" começou.

Ouvindo Anthony ou Castiel (não prestei atenção em quem tinha falado) dizer que o jeito mais rápido de seguir o Pidgey era usando uma passarela que ligava esse prédio ao outro, voltei a correr. Descendo de dois em dois degraus logo cheguei ao andar da passarela e continuei correndo até ver a pokeball cair em um chafariz e logo em seguida cair no chão. Era incrivelmente chato pensar que normalmente Erick saía da pokeball a cada cinco minutos, mas agora que seria um dos raros momentos em que isso seria bom, ele parecia ter esquecido de como se saía ou simplesmente estava tentando imitar um Snorlax preguiçoso. Seja lá qual fosse o motivo dele não sair, não importava naquele momento, só queria acabar logo com aquela palhaçada.

Continuando com minha pequena "maratona" corri até o pequeno jardim apenas para ver a pokeball cair para longe, de novo. A esfera bicolor caiu apenas um andar dessa vez e logo rolou para dentro de outro prédio. Torcendo para a pokeball estar parada perto de um sofá bem confortável, imitei um filme que vi ano passado eu pulei em uma árvore e usei os galhos para ir descendo até finalmente chegar no chão. Já estava quase caindo de cansaço quando entrei no prédio logo atrás da Absol de Castiel.

Assim que entrei no prédio percebi que aquela devia ser a igreja de Grung, pois ela era linda e para todos os lados que olhava eu reconhecia detalhes que sempre via quando entrava na igreja em Nyender. Era tudo muito lindo, mas eu não estava ali para apreciar a decoração, então comecei a olhar pelos cantos em busca da esfera vermelha e branca, apenas para levar um susto quando vi um homem segurando a pokeball e perto dele, Erick estava tão amarelo quanto um Pikachu e estava vomitando tudo o que tinha no estômago.

- Sim......ele........é meu. - Falei enquanto me apoiava em meus joelhos tentando recuperar o fôlego. Sentia minhas pernas e pulmões arderem como se estivessem pegando fogo e quando senti minha mão úmida, percebi que meu machucado estava sangrando de novo. Mas assim que consegui voltar a respirar de novo peguei meu pokemon no colo e agradeci a oferta do padre com um rápido balançar de cabeça.

Nos meus braços Erick parecia um pouco menos enjoado e tinha parado de vomitar, mas apesar de ainda estar se sentindo muito mal ele me olhou com uma expressão furiosa, como se soubesse que tudo o que ele passou fosse culpa minha. - Depois eu explico. - Cochichei para que apenas meu pokemon escutasse e logo esperei para ver o que Castiel faria.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Ayzen em Ter 10 Dez 2013, 23:18

Off: Voltando! \o\
Off²: #Medodamorte!
Off³: Preparando poste melodramático XD
Necessariamente o meu coração disparava ao ouvir que naquela Pokéball tinha o Pokémon de Lúcia. Era mais uma das “pegadinhas de Arceus” com um propósito maior? Certamente não duvidava da mão do Todo-Poderoso ali, embora não soubesse a finalidade daquele circo que estava prestes a se montar. Antony era uma pessoa que para se conviver deveria deter de grande paciência, já que o mesmo parecia fazer de tudo para irritar, não só a mim, como também a jovem morena, que parecia está sobre a ordem de Arceus a todo momento.

Olhei para a esfera bicolor trafegar pelas ruas misteriosas e escadarias da grande cidade, enquanto avistava a silhueta da morena correndo pelas estradas daquela rua. Naomi se adiantava e com grandes saltos seguia a esfera, junto de Lúcia. Seguia de forma veloz e bem incisiva, podendo perceber que a Pokémon demonstrava tanto poder quanto nobreza. Era lindo observa a Pokémon alvo saltando pelos lugares e demonstrando todo a sua beleza de Pokémon Dark.

Logo a esfera era lançada contra os carros da rua e aquilo deixou, certamente Lúcia agonizada, e tal forma que a mulher seguia sem se importar muitos com os veículos, até que eu puxei-a imediatamente pelo braço, forçando parar de súbito em frente da rua. Naomi surgia e saltava pelo capuz do carro, e foi a minha vez de ficar preocupado, afinal, se um cadete nos pegasse naquele momento, tudo estaria acabado.

Naomi continuava saltando sobre os carros e assim eles colidiam um contra o outro, causando um pequeno acidente em campo. No entanto, meu coração aliviou-se ao ver o Pokémon Dark chegar no outro lado e ver que ninguém se machucou naquele acidente. Quando deu por mim, Lúcia estava no outro lado da rua, com Naomi, ambos olhando para um traquina Abra que sumia com a esfera na mão e agora estava no andar do prédio próximo.

Parecia que nada iria deter a morena, pois ela não quis nem saber quantos andares o prédio tinha e foi direto ao encontro de seu Pokémon que estava preso na Pokéball. Era curioso o Pokémon não ter saído diante de tanta confusão, talvez estivesse mesmo evitando confusão. Lá partia a morena exilada para dentro do prédio. Antony andava perto de mim, reclamando de que seus pés estavam doendo e se soubesse, teria trago os seus sapatos de corrida para ali. Ignorei-o seguir a menina, que adentrava, ao longe, no elevador e seguia sozinha para o topo do prédio.

Adentrei no elevador ao lado e junto com Antony, que ficou aquela viagem toda olhando para a parte espelhada do local, chegamos em seguida no alto do prédio. Sai puxando o braço do parceiro da morena, pois se dependesse dele, ficaria ali até o fim do dia olhando para o espelho e se admirando.

Ali, a jovem avistava a sua Pokéball ao longe, caindo sobre as árvores e tudo mais. A corrida ainda não havia terminado e logo fomos pela passarela, dessa vez, juntos. Era uma missão em grupo, por mais que a preocupação maior fosse de Lúcia, eu reconhecia aquele temor, pois se fosse com Naomi, teria a mesma reação. Seguia por meio dos prédios e logo me deparava com aquela digna e brilhante construção: a Igreja Universal de Arceus.

Cada detalhe daquela exuberante construção me deixava em êxtase e assim, seguíamos, eu, ora andava de costas, ora andava observando a porta da belíssima construção, até que entramos e ouvimos um som, do que parecia ser um vômito. A igreja, dentro, era tão digna como fora. Meus olhos enchiam de emoção, não pela construção, já que eu conhecia-a muito bem, mas, sim, pelo fato de que tudo o que havia acontecido era proveniente da ação do grande Arceus.

Mas assim que eu entrei naquele templo, a alegria que enchia o meu peito em saber que Arceus estava regendo nossos caminhos era substituída pelo temor. Era estranho, já que na igreja era um dos locais que mais me sentia bem. Olhei para os lados, como se soubesse que um mal maior iria avançar contra mim a qualquer momento, mas a única coisa que temi era não concluir aquela prova de fé na qual fui incumbido.

Olhei o padre que estava de posse de um Snivy todo enjoado e via que a morena tomava posse de seu Pokémon, que sofrerá maus bocados até aqui. O Pokémon era detentor de uma personalidade forte e assim mantinha o seu olhar para a sua mestra, como se tivesse culpando-a.

O padre logo reconheceu-me como seguidor do Senhor e isso era bom e confortável, embora tal reconhecimento provinha mais de Naomi do que da minha expressão assombrada. Meus passos seguiram até o jovem sacerdote e o cumprimentei.

- A paz do Senhor, padre. Perdoe-nos por essa invasão. Estamos com alguns problemas.

Dizia para o grande sacerdote, enquanto olhava para Antony, que olhava esnobando o local. Eu o ignorei, mais uma vez, e logo olhei para fora, torcendo para que nenhum cadete surgisse do nada. Embora soubesse que os cadetes e a religião andavam em caminhos paralelos, sem se tocarem, eu sabia que tudo era possível.

- Padre, precisamos de vossa ajuda. Arceus me mandou a maior tarefa que pude ter até hoje: ela.

Dizia apontando para Lúcia. A morena até fez expressão de “pirou esse ai”, mas logo viu que eu precisava, ou melhor, nós precisávamos de ajuda, nem que seja ajuda divina. Eu retornei para o sacerdote e continuei.
- Ela é uma exilada, que ajudei a escapar dos cadetes. Padre, precisamos, além de abrigo, de conselho. Ajude-nos, peço-lhe!

Dizia abaixando a cabeça enquanto as minhas mãos era erguidas em forma de oração. Naomi fazia o mesmo, abaixando a cabeça em sinal de referência para o sumo-sacerdote. Não fazia ideia do que ele iria responder, mas em meu coração, orava para que Arceus tocasse no coração do homem em minha frente, para que tudo se resolvesse no final. Acreditava nisso!


Última edição por Ayzen em Sex 13 Dez 2013, 21:00, editado 1 vez(es)

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Alice em Qua 11 Dez 2013, 19:51

A correria finalmente acabava dentro da bela Igreja. Lúcia respirava mais calma com Erick em seus braços. Anthony reclamava do cansaço e da falta de conforto nos bancos da Igreja. Castiel se aproximava do Sacerdote e lhe explicava sua nova prova de fé, solicitando um conselho ao final. Lúcia mirava o seguidor e seu olhar era claro ao questionar a sanidade do outro.

- Arceus a escolheu?

O sacerdote agora mirava a garota, tentando ver o mesmo que o outro fiel enxergava, o sinal de Arceus. Sem perceber nada, o Sacerdote só podia acreditar no seguidor. A descrença não era conhecida pelos fiéis e a mentira não existia entre os irmão, portanto o mais velho não duvidaria de nada.

- Bem, antes de mais nada, todos precisam se alimentar e descansar. Por favor, me acompanhem.

Calmamente o Sacerdote guiou todos para sua casa particular, localizada nos fundos da igreja. Dentro da mesma, um Natu dava de alimentar a dois filhotes de Pidgey cuja mãe fora capturada. Anthony voltava a reclamar que a casa do padre não tinha nenhum conforto essencial como: almofadas de seda, lareiras, tapetes...

- Não vivemos pelo luxo meu caro. Vivemos pelo senhor Divino.

Em pouco tempo todos comiam uma refeição quente composta principalmente por pão, chá, sopa e frutas frescas. Nada muito requintado, mas tudo incrivelmente saboroso. Após uma agradável janta, onde Anthony mostrou que seu estomago é maior que seu amor próprio, o grupo sentou-se na sala para conversar. Naomi estava deitada entre o Sacerdote e o Seguidor, demonstrando muita alegria por estar perto de ambos e naquele lugar onde reinava a paz. Erick dormia no colo de Lúcia. A exilada queria resistir ao cansaço, porém o sono lhe impedia de prestar plena atenção na conversa. Anthony roncava alto e falava dormindo, elogiando-se na maioria das vezes e debatendo sobre a cor de camisa a usar.

- Bem, meu caro Castiel. Seus amigos estão alimentados e essa noite poderão descansar em paz. Acho que não poderei ajudar com muito mais do que isso. Uma exilada não pode ficar muito tempo no mesmo lugar. É um fardo que todos como ela devem carregar. Por mais que a igreja esteja de portas abertas para todos igualmente, os cadetes não permitiram a paz àqueles que lhe contrariem. O que me entristece todos os dias.

O grande sacerdote erguia-se após essas palavras, sendo acompanhado peloolhar de Castiel e Naomi. Pouco depois, o mesmo voltava com cobertores, cobrindo cada um do grupo por vez, incluindo os pokémons. Ao terminar, voltou seus olhos para Castiel e depositou em sua mão o símbolo de Arceus.

- Se Arceus escolheu vocês dois para protegê-la, é por que é o destino de vocês dois. - Dizia enquanto olhava tanto para Seguidor quanto para a Absol. - Tenham fé no Sagrado meus irmãos e entreguem-se a sua vontade. Ele sempre tem um plano e se podemos ajudar a concretizar esse plano, então nossa vida terá um sentido real. Mas por hora, é melhor vocês dois dormirem e descansarem.

Com essas palavras, o padre se retirou, deixando o grupo descansar em paz. Sob o som dos roncos de Anthony e na meia luz, Castiel e Naomi se observavam intensamente, pensando no amanhã e nas palavras do padre.

No dia seguinte...

A noite correu tranquila e a jovem exilada estava feliz por ter dormido tranquilamente. Infelizmente o despertar não foi tranquilo. Batidas na porta, que aparentavam tentar arrombá-las, despertaram o grupo imediatamente. Menos de 2 segundos depois, Natu aparecia e chamava a todos desesperadamente, mostrando um corredor e uma janela que daria para uma árvore nos fundos da casa. Ao longe, a voz do padre gritava enfurecida.

- Como ousam invadir uma casa do senhor?

- Essa casa é sua padre. A do senhor é a igreja da frente. Agora saia do caminho se não quiser ir preso junto com os foragidos. Temos informações que está abrigando uma exilada!

Sem dúvida eram cadetes. Na corrida pela cidade alguém deve tê-los reconhecido e os entregara. Ainda era possível escutar o padre retardando os oficiais, assim como Natu chamando e mostrando a rota de fuga. Anthony começava a chorar que não queria descer pela árvore e nem queria ser preso. O tempo se esgotava.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Ayzen em Qua 11 Dez 2013, 21:37

Ao passo que me aproximava de cada destino, o nosso passado tendia a nos puxar para trás e lembrarmos que somos nada mais que carne e osso. Sabia bem disso! Sabia que Arceus, em sua infinita bondade, estava pronto para me guiar. Ele conhece os nossos fardos. Sabe bem o que estamos enfrentando e, mais do que nós, sabe os nossos limites. A questão é que muitas vezes não reconhecemos que somos completamente dependentes dEle, e acabamos fraquejando em meio a pressa de fé.

As palavras do padre para comigo eram doces e crédulas, o que me deu um grande alívio no coração. Mas no que estava pensando? O Padre nunca negaria uma ajuda para um irmão em prova de fé. Lúcia estava verdadeiramente cansada, tanto fisicamente, quanto psicologicamente, e Antony não contribuía muito para esta última fadiga. O jovem narciso demonstrava com todas as letras que não estava muito bem posicionado ali, afinal, a sua ideia final era levar Lúcia para os cadetes....

Eu me virei para o padre, que estava disposto a ajudar e com isso íamos com ele para as suas casas no fundo do templo. Naomi parecia se sentir à vontade ali, afinal, era um templo, local parecido com o seu primeiro lar. Naomi andava nobremente, deixando claro os seus passos pelo lugar e verificando o local, com plena convicção de que estávamos protegidos e com isso, acreditava no instinto aguçado da minha Pokémon.

Lá dentro, pude reparar que a casa do padre era humilde, mas, incrivelmente aconchegante. Mas para Antony, apenas a beleza visual poderia proporcionar conforto exemplar e com isso dizia poucas da casa do sacerdote. O sacerdote tentou explicar como um seguidor vive, mas no fim eu acabei fazendo uma cara de que “não sabia o que o narciso fazia ali ainda”.

Não dava para negar que a minha única preocupação era Lúcia, já que Arceus havia revelado ela, mas parecia que eu tinha adquirido de brinde o jovem exilado com uma exilada. Não fazia mal, afinal, seria duas almas que poderiam ser salvas, ou estavam prontas para concluir o destino de Arceus.

Dentro da casa do padre, comemos. Antony demonstrava que não tinha preconceito com a comida, que particularmente estava deliciosa. O jovem comia como não houvesse amanhã, e de fato ele não sabia dizer se existiria amanhã para ele, afinal, uma vez nessa vida de exilado, o pouco que encontrasse poderia ser muito. Torcia para que, pelo menos, o rapaz encontrasse valor nas pequenas coisas e que isso o fizesse mudar.

Após o jantar, cada pareceu se jogar em um canto da sala e não tardavam para adormecerem. Sentia o meu corpo doendo, afinal, corremos, andamos, pulamos e perseguimos uma Pokéball sobre todas as ruas de Grung City, o que deixou-nos exausto, mas era perceptível que Snivy de Lúcia estava bem. Com grande alegria no coração, conversava com o padre.

Era um homem sábio, como todos os sacerdotes das igrejas de Shinki. Ele detinha de total entendimento do que o governo era e fazia, distanciando cada vez mais a humanidade da paz divina, espalhando medo. O sacerdote era detentor de um conhecimento incrível, cuja posse só teria após uma longa jornada. Isso é se eu durar muito!

O padre fora bondoso em nos abrigar ali, mas não poderia fazer isso para sempre e muito menos pediríamos isso, afinal, já estaria arriscando demais apenas nos abrigando ali. Com Antony roncando e se alto-elogiando em sonho e Lúcia agarrada a Snivy e totalmente cansada, ajudei ao padre a cobrir todos, até Naomi que estava deitada ao meu lado, mas a jovem Pokémon renegou o coberto, me dando. De fato, ter um pelo tão quente e aconchegante era uma vantagem enorme para alguém que poderia ficar muito tempo pelas rotas.

No fim, adormeci!

A minha visão estava embaçada, mas no fim via que tinha uma névoa ao meu redor. Dei alguns passos e ai a confusão veio em minha cabeça! Não sabia como tinha aparecido ali, muito menos quando deixei Lúcia. Lúcia! Ao relembrar da morena, comecei a olhar para o lado e tentei chamar. Mas a minha voz não saia de jeito nenhum ali. Entrei em desespero e comecei a sair correndo dali, a procura de alguém que poderia me ajudar a sair dali, mas eu não via ninguém.

Logo parava de súbito ao ver uma forte luz. Dela, um ser tomava formar e parecia me olhar, fitando-me, mas não o corpo, e, sim, a minha alma. Sentia um calor forte em mim, assim como na rota da ruiva, em que perdia o meu braço. Por falar nele, parecia que nesses últimos dias ele não me fizera falta e olha que fazia pouco tempo que o perdera.

A luz continuava densa, mas aos poucos eu via um reflexo branco e dourado no meio dela e olhos vermelhos. Uma voz em seguida:

- É chegada a hora, filho amado!

A luz ficou mais densa e assim eu colocava o meu braço na frente do rosto, para proteger os meus olhos.


A claridade do dia penetrava os meus olhos e assim me forçava acordar naquele momento. Natu estava girando no ar, enquanto Lúcia se erguia. Antony parecia desnorteado e no chão. Possivelmente tivera caído no meio daquela confusão. Natu parecia agitado, quase que nos expulsando pelo corredor.

Foi ai que ouvir o barulho de alguém invadindo a casa do padre e o mesmo tentando deter os invasores. Logo estava a raciocinar em minha mente toda a confusão que se formara: cadetes descobriram a nossa localização e agora estavam atrás de nós.

Ergui-me rapidamente e segurei o braço da morena e a puxei para fora. Ao olhar para trás, via Antony choramingando algo. O cara era um verdadeiro covarde. Snivy pulava nas costas de Absol, que assumia a frente.

- Naomi.

Gritava a minha Pokémon que parava imediatamente, quando ela estava quase saltando a janela. Eu apontei com minha cabeça em um sinal para Antony e assim, Snivy pulava no ombro da morena, a qual eu quase a empurrava para a janela. Assim, Naomi voltava e mordia a camisa do exilado e puxava consigo. Já via a hora dele reclamar que sua roupa estava mordida.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Moon_fire em Sex 13 Dez 2013, 22:12

Com Erick deitado em meu colo de forma que pudesse observar todos que estavam na igreja fiquei observando os dois seguidores de Arceus, enquanto fazia de tudo para ignorar as reclamações intermináveis de Anthony. No começo a conversa não me chamou muita atenção, mas assim que ouvi Castiel falar que eu era tarefa dele, não consegui conter um olhar confuso enquanto olhava de Castiel, para o padre e por fim para Erick, tentando entender o que aquilo poderia significar.

No momento em que o pare começou a me observar como se esperasse que uma luz mistica me iluminasse ou que algum simbolo sagrado surgisse na minha testa, fiquei imóvel enquanto segurava meu Snivy que tentava usar seus chicotes para empurrar o homem para longe. Por sorte essa analise acabou rápido e logo fomos conduzidos até a humilde residencia do seguidor de Arceus.

Para Anthony aquela casa era precária e faltava muitas coisas para ser considerada confortável, mas para mim que não tem mais casa e que a ultima vez que teve um teto sobre a cabeça havia sido quando tinha passados dois dias me recuperando da batalha contra a ruiva maluca, aquele lugar era incrivelmente belo e confortável. Enquanto o exilado mais mimado de toda história continuava a lamentar a falta de almofadas de seda no sofá, fiquei observando o pequeno Natu alimentar alguns Pidgeys.

Depois de pouco tempo em que Anthony ficou milagrosamente em silencio enquanto tentava arrumar seu cabelo, logo o jantar foi servido. Como minha ultima refeição tinha sido alguns lanches feitos por Aya no dia anterior, meu estômago já estava doendo de fome quando me sentei a mesa, então depois de um rápido agradecimento pela comida passei o resto da refeição em silêncio devorando a comida e tal forma que parecia que eu e Anthony estávamos competindo para descobrir quem comia mais em menos tempo. Erick ficou tão envergonhado com aquilo que antes que eu pudesse perceber, ele já tinha pego seu pratinho e se sentado perto de Naomi e Castiel.

Logo após o jantar todos nos espalhamos pelo sofá, onde em menos de alguns minutos Anthony e Erick já estavam dormindo profundamente e eu também estaria, mas minha vontade de ouvir a conversa entre os seguidores de Arceus era muito maior que qualquer cansaço que estava sentindo. "Isso é verdade" Pensei enquanto o pare explicava para Castiel um pouco sobre como era a vida de um exilado. Infelizmente em algum ponto dessa conversa acabei caindo no sono. A ultima coisa que me lembro ouvir foi algo como "Ele sempre tem um plano...."

Como se aquele lugar naturalmente expulsasse completamente as más energias, não tive nenhum pesadelo, o que foi muito bom. Minha noite de sono teria sido muito melhor se o som da minha mochila sendo aberta e revirada não tivesse me acordado. Quase derrubando Erick, que estava dormindo em cima do meu ombro, vi uma pequena Zigzagoon entrando e saindo da minha mochila enquanto avaliava os meus itens.

- Achou alguma coisa boa ai? - Perguntei em um sussurro que apenas eu e os pokemon acordados escutariam, mas isso pareceu o bastante para ar um belo susto na pokemon normal, que entrou na minha mochila e se escondeu entre as minhas roupas e um dos ovos que estavam lá dentro. - Calma, eu não vou te machucar. - Falei tentando não rir da minha mochila que agora tremia no ritmo da respiração acelerada da Zigzagoon.

Estava com minha mochila já nos braços pronta para tentar tirar a pokemon de dentro quando meu "sinal para ir embora" começou a "tocar". Da onde estávamos foi possível ouvir perfeitamente os cadetes baterem na porta gritarem para que ele fosse aberta naquele instante. A partir desse momento tudo se tornou uma confusão, com todos caindo do sofá para se levantarem logo, Natu voando até a janela indicando uma árvore que poderíamos usar para descer e o Padre tentando de tudo para atrasar o avanços dos cadetes.

Só tive tempo de fechar minha mochila com a pokemon ainda dentro e colocá-la nas costas antes de Castiel começar a me puxar para fora. Meio cansada de ser arrastada de um lado para o outro puxei meu braço a tempo de Erick pular de volta no meu ombro e comecei a correr para pegar um pouco de impulso antes de pular pela janela e com sorte conseguir me agarrar naquela árvore para começar a descer. Como se sentisse que do lado e fora fosse muito perigoso, a Zigzagoon ficou imóvel e quietinha enquanto eu corria com Erick se segurando da melhor forma que conseguia na gola da minha blusa.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Alice em Dom 15 Dez 2013, 00:16

     

O pequeno momento de paz acabou cedo demais para a Exilada. Sem tempo para perguntar de quem era a Zigzagoon, ou mesmo para tirar a Pokémon normal de dentro da mochila, Lúcia seguiu o conselho de Natu e lançou-se pela janela. A árvore balançou-se, porém resistiu bravamente ao peso repentino. Castiel arrumou a mochila nas costas e pulou também, quase caindo. Naquele momento o braço perdido fez muita falta. Anthony tentou evitar o salto, porém Naomi o empurrou. Na hora em que o último Exilado estava fora da casa, os cadetes invadiram o quarto. A Pokémon branca saltou pela janela e as balas rasparam seu belo pelo, sem feri-la, para alivio do Seguidor. A Absol mirou o chão que se aproximava e, pouco antes de atingi-lo, usou o Protect para impedir de se ferir com a queda. O resto do grupo conseguia chegar à base da árvore, dois andares da cidade abaixo da Igreja. Natu apareceu na frente do grupo e indicou a saída pela esquerda, sugestão seguida prontamente por todos.

Lúcia corria a frente com Erick se segurando em sua roupa. Anthony choramingava no meio da fila, ainda mais quando percebeu as primeiras gotas de chuva em seu rosto. Castiel, mais ao fundo, perguntava se Naomi estava bem. A Absol balançava a cabeça afirmativamente, sem diminuir o ritmo de seus passos. Ao fundo, latidos de Houndour e Houndoom instigava o grupo a correr cada vez mais rápido.

Erick, menos preocupado com o caminho e mais com o seu entorno, viu sua chance de ajudar a todos e fazer a diferença na fuga. Assustando a exilada, o Pokémon grama saltou de seu ombro para, em pleno ar, usar Vine Whip em algumas estruturas de ar condicionado mais antigas, derrubando-as no meio do caminho. O Pokémon serpente não poderia ter escolhido melhor hora para intervir no rumo da situação. O primeiro equipamento quase atingiu um dos caninos, obrigando os perseguidores a recuar momentaneamente.

Lúcia, que havia parado de correr momentaneamente, sentiu-se puxada novamente por Castiel. Antes que a mulher pudesse reclamar da ausência de Erick, percebeu seu Snivy usando suas vinhas e se puxando para as costas da Absol. Quando o grupo enxergou a saída da cidade e o inicio da floresta Seimei, acreditaram achar sua rota de fuga, porém foram surpreendidos por um Swellow e obrigados a realizar mais um desvio, para longe da floresta da vida.

A situação era delicada e os corações batiam forte. O corpo apresentava sinais de estresse pelo esforço repentino e a falta da refeição matinal. Reclamações que Anthony não tinha vergonha de verbalizar.

Determinado a manter Lúcia protegida, Castiel ordenou que Naomi acelerasse e os guiasse. O jovem Seguidor colocava a vida do grupo nas decisões da Pokémon negra. Aproveitando-se dos instintos e dos sentidos mais aguçados, a Pokémon branca assumiu a frente e começou a fazer curvas que passariam despercebidas para o resto dos humanos. Erick aproveitou o momento em que Absol passou por Lúcia para voltar ao ombro da Exilada.

Rosnados de Persian pareciam esperar ao final de cada rua. Swellows voavam alto e Anthony começou a questionar o que Lúcia já tinha feito para quererem tanto a moça. Castiel, mais do que qualquer outro, se questionava sobre qual seria o propósito de tudo pelo qual passavam. A falta de sinal do grandioso Pokémon enfraquecia a fé do jovem Seguidor. O pelo branco da Pokémon mais a frente lhe trazia mais conforto, porém não sanava suas dúvidas. Olhando sobre o ombro, o jovem de fé viu dois Persians saltarem. As presas brilhavam e a fúria nos olhares não lhe lembravam em nada o amor de Arceus por todos os pokémons. Será que os gatos não viam a realidade? Será que obedeciam tão cegamente suas ordens que não se questionavam sobre elas?

Em uma das curvas, a rua se estreitou, obrigando a, no máximo, dois fugitivos por vez. Eles não se importavam. Todos corriam ao máximo que suas pernas permitiam. Castiel se encontrava ao lado da Pokémon branca. O seguidor sentia que devia ficar ao lado de Naomi. Por algum motivo seu coração temia a distância da mesma.

Mais uma curva.

Uma luz branca cegou Castiel.

Uma voz...

- É chegada a hora, filho amado!

E Castiel tombou morto em frente de sua própria Pokémon.

Naomi congelou no exato momento em que virou a última esquina. Fugindo dos rosnados, a Pokémon acreditava ter levado seu amado companheiro a morte certa. Um único cadete armado, não se precisava de mais do que isso para que uma vida fosse perdida.

Lúcia mirava o corpo de uma das poucas pessoas que lhe ofereceu ajuda. A exilada se encontrava totalmente letárgica perante a cena. Não era a primeira morte na vida da morena, porém teve um forte efeito sobre a mesma. Anthony, bem menos sutil, começou a gritar freneticamente, apontando para o corpo, em completo estado de pânico.

A arma que ceifou a vida de Castiel se ergueu no ar, mirando a cabeça de Lúcia. Erick começou a puxar a mulher, porém, misteriosamente, as pernas estavam congeladas. Quando a arma disparou mais uma vez contra o grupo, Zigzagoon surgiu da mochila de Lúcia com o Protect, salvando o grupo de mais de uma perda. Logo depois, a Pokémon normal lançou Toxic, atingindo os olhos do cadete. A rápida ação criou uma oportunidade de fuga.

Naomi deu um passo à frente, ainda mirando o corpo já sem vida. O sangue corria pelo chão, manchando os paralelepípedos. As gotas de chuva diluíam algumas regiões, ampliando mais a região vermelha sobre o piso. Alguns gritos de zigzagoon e a Absol virou as costas para o corpo de Castiel, empurrando Lúcia para longe. O corpo grande conseguiu fazer o que Erick tanto deseja, Lúcia longe do cadete que gritava pelo veneno nos olhos. Anthony, em um ato de milagrosa racionalidade, pegou a mochila do Seguidor e, como os outros, abandonou o corpo.

Os passos eram, além de apressados, amargurados. Zigzagoon voltou a se esconder na mochila de Lúcia. Após a explosão de coragem, a pequena Pokémon tremia mais do que nunca dentro da mochila da exilada. Após o último cadete, o caminho parecia livre e os dois exilados conseguiram chegar ao terraço de um prédio mais pobre da cidade.

Alguns poucos raios de sol iluminavam a área em que o Seguidor caiu, porém Naomi estava na chuva. Enquanto Lúcia e Anthony respiravam com dificuldade, em uma área protegida do telhado, a Pokémon negra ficava na beirada do edifício, mirando o local em que perdera a pessoa mais importante de todas. Alguns passos cambaleantes e incertos não tiraram a Absol de seu ponto. O pelo encharcado perdia seu brilho característico. Tentando controlar as emoções, a Pokémon abaixou a cabeça, firmando os dentes e arranhando o prédio. A tentativa foi completamente falha e, para não enlouquecer, a Pokémon ergueu a cabeça, gritando desesperada e liberando as lágrimas reprimidas.

O Pokémon chorava.

O céu chorava.

Arceus chorava.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Moon_fire em Dom 15 Dez 2013, 19:54

off: TT.TT

Com Erick seguro em meus ombros e Zigzagoon tentando fingir que não estava no meio daquela confusão dei o melhor salto que pude em direção a árvore, que para a minha sorte não estava muito distante e era forte, então não tive problemas em me segurar nela e começar a descer. Senti a árvore balançar ainda mais quando Castiel e Anthony pularam nela, mas o que realmente me assustou foi o som de vários tiros sendo disparados contra a árvore. Como eu já estava a menos de dois metros do chão decidi simplesmente pular e aterrissei bem a tempo de ver a Absol, Naomi desfazer seu Protect.

Sem esperar que mais tiros viessem em nossa direção começamos a correr na direção em que o pequeno Natu nos apontou. Meus pés estavam doendo devido a queda da árvore, mas mesmo com isso mais a chuva e as reclamações constantes de Anthony, continuei correndo o máximo que pude, já que nem mesmo as lamentações mais altas de Anthony eram o bastante para bloquear os latidos dos Houndours e Houndooms que corriam sedentos de sangue atrás de nos.

Enquanto a chuva aumentava gradativamente senti um peso sumir de meus ombros e ao olhar para trás vi Erick em pleno ar usando seu Vine whip para derrubar o que pareciam alguns ar condicionados para bloquear o caminho que havíamos acabado de passar. Isso foi ótimo, pois quase acertou um dos pokemon noturnos que nos perseguiam, mas agora Erick estava bem entre nos e os pokemon de fogo.Só percebi que tinha parado de correr quando Castiel começou a me puxar de novo, mas só voltei a avançar quando vi meu pokemon pegar carona nas costas da Absol.

Em pouco tempo avistamos ao fim a rua os primeiros sinais de uma grande e densa floresta que serviria perfeitamente para nos escondermos dos cadetes e conseguir algumas frutas para comermos. Já estava sonhando um pouco com a tranquilidade que teríamos escondidos entres os troncos e as sombras de todas aquelas arvores quando um grande Swellow apareceu bloqueando nosso caminho. Fazendo uma curva de quase noventa graus que quase me fez cair bem na frente do pokemon voador, começamos a nos afastar e despistar os pokemon correndo entre os prédios.

Seguindo as instruções de Castiel, Naomi assumiu a liderança do nosso grupo. Cansado de ficar em um ombro estranho, Erick pulou de volta para as minhas costas assim que a pokemon noturna passou por mim, o que quase me fez cair de novo, mas consegui disfarçar isso aumentando um pouco a velocidade da minha corrida. Conforme o som de rosnados de Persians foi aumentando no mesmo ritmo que mais e mais Swellows apareciam no céu, Anthony começou a perguntar o que eu tinha feito de tão ruim para quererem tanto a minha cabeça. Isso lá era hora para ficar ouvindo histórias sobre o que eu tinha feito?!?!

- Podemos falar disso quando não estivermos sendo caçados por um exercito de pokemon?!?!? - Falei empurrando uma lata de lixo para trás. Erick também me ajudou um pouco usando suas vinhas para derrubar algumas coisas pelas quais passávamos durante nossa corrida. Logo tivemos que parar de fazer isso, já que a Absol nos fazia dar tantas curvas que já estava começando a ficar tonta quando entramos em uma rua estreita demais para que eu pudesse me sentir confortável enquanto corria. Era tão estreitinha que acho que nem Erick conseguiria correr entre o espaço que ficou entre eu e Anthony.

Ouvindo os sons dos rosnados diminuindo comecei a me animar, mas essa animação e qualquer outro pensamento que passava por minha mente se foi no momento em que viramos uma curva um pouco mais acentuada. Assim que pude ver o que tinha na rua em que entrávamos vi o corpo de Castiel cair sem vida ao lado de sua pokemon, que parecia estar tão em choque quanto eu mesma.

Não conseguia pensar, não conseguia nem ao menos me mexer enquanto observava os sangue do seguidor se espalhar pelo chão enquanto seus olhos arregalados encaravam o vazio. Mesmo Anthony estando ao meu lado parecia que seu grito de medo e desespero vinha de muitos quilômetros de distância, como se estivesse dou outro lado da cidade e não gritando praticamente dentro da minha orelha. Minha mente girava enquanto tentava absorver o que estava acontecendo senti Erick tentando me puxar para longe ao mesmo tempo em que ouvia Anthony prender a respiração de nervosismo.

Levantei meu olhar bem a tempo de ver a arma disparar na minha direção ao mesmo tempo em que Zigzagoon pulava para fora da minha mochila e criava um poderoso escudo de energia esverdeado. Era um protect e antes que o cadete pudesse entender o que tinha acontecido a pokemon normal disparou uma gosma roxa no rosto daquele assassino.

Ainda estava parada olhando do corpo de Castiel para o cadete deitado a alguns metros se contorcendo de dor quando Naomi começou a me empurrar para longe daquele lugar. Ainda meio "fora do ar" voltei a correr atrás da pokemon noturna que passou por mim dando um belo salto para voltar a dianteira do grupo. Não conseguia dizer se o puxão que senti em minha mochila era a pokemon normal voltando a se esconder lá dentro ou se era alguém me puxando, mas assim que minha mochila começou a tremer novamente tive certeza que era a Zigazagoon que eu senti.

Sem cerimonias caímos sentados na primeira área com cobertura que encontramos e ficamos cada um em seu próprio canto se recuperando da corrida. Sentada na parte mais afastada da chuva que encontrei, coloquei minha mochila no colo e a fiquei abraçando enquanto apenas ouvia a pokemon noturna tentando se controlar, até que finalmente desistiu, e com um grito que mais parecia um misto de agonia, raiva e medo ela começou a chorar. Com Erick acomodado em meu ombro e a pequena Zigzagoon ainda tremendo em minha mochila, comecei a chorar enquanto sentia meu coração se apertar com mais uma morte que eu havia causado.

Durante o tempo que ficamos ali, não conseguia ouvir nada além do meu próprio choro e o da pokemon noturna. Zigzagoon e Anthony também permaneceram em silêncio, onde o meu pokemon tentava conter as lágrimas e a pokemon normal continuava a tremer. Não sei quanto tempo ficamos daquele jeito, mas logo comecei a sentir que precisávamos sair de lá naquele instante, então mesmo com meu rosto ainda encharcado em lágrimas, me levantei colocando a mochila nas costas.

- Temos que sair daqui agora! - Falei com a minha voz rouca e meio fraca. Nem Anthony ou Naomi reagiram quando falei então decidi tentar novamente. - Vamos! Se ficarmos aqui a morte de Castiel terá sido em vão. - Chamei eles quase gritando enquanto tentava engolir o choro. Erick também tentou chamá-los, mas eu tinha certeza que não tínhamos mais muito tempo, então comecei a puxar Anthony pelo braço para que ele levantasse e começasse a correr.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Alice em Dom 15 Dez 2013, 22:59

     
Naomi observou Lúcia tentar puxar Anthony, porém a exilada sentia dificuldades em mover o grande homem. As palavras da mulher surtiam grande efeito na pokémon e a Absol reconhecia a verdade por trás daquelas palavras. Entretanto era doloroso demais para a pokémon dizer adeus a Castiel. Olhando uma última vez para o lugar onde o seguidor caiu, Naomi permitiu uma última lágrima deslizar por sua face antes de se virar e se aproximar da dupla. Castiel queria proteger a mulher, ele acreditava que Arceus tinha planos para a morena e, em memória ao homem que imaginou que estaria eternamente a seu lado, lutaria para manter Lúcia Percival em segurança.

Lúcia agradeceu quando a pokémon negra saiu de seu isolamento e a ajudou com Anthony. O maior membro do grupo era, sem dúvidas, o mais infantil. Somente após uma mordida de Absol em seu braço e uma ameaça da pokémon com seu chifre, é que o homem aceitou que o descanso havia acabado. Era hora de voltar a correr. Enquanto o grupo se preparava para caminhar, Naomi mirou Lúcia profundamente em seus olhos, rezando para que Castiel estivesse certo. Naquele momento a morena viu e sentiu a dor que o coração de um pokémon que tinha fé e amor podia sentir. Anthony mantinha firme em seus braços a mochila do falecido seguidor.

Erick, mais capaz de entender Naomi, subiu em suas costas enquanto ela caminhava e aproximou-se de sua cabeça. Mais perto, tirou  o pelo branco dos olhos da pokémon. O pequeno consolo foi bem aceito e ela agradeceu o conforto, porém a dor demoraria para sair de seu peito.

A passos lentos, o grupo voltava a se afastar de seu pequeno ponto descanso. Lúcia, mais a frente, refletia sobre o caminho a se tomar. Naomi esperava alguma indicação de direção. Três opções estariam a poucos minutos de caminhada: Seimei Forest, Rota 7 ou o retorno para o centro da cidade, local onde estaria o centro da cidade.


off: esse ficou pequeno ç.ç

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Moon_fire em Seg 16 Dez 2013, 22:17

off: culpa minha, eu esqueci de falar pra onde ia ^^''
off²: musiquinha triste de novo não TT.TT
off³: meu post também ficou curtinho ç-ç

Sem obter reação de nenhum dos dois de imediato resolvi tentar uma outra estratégia, então fui até onde Anthony estava abraçado a mochila de Castiel e comecei a puxá-lo pelo braço. Mas infelizmente o ex-gladiador era ainda mais pesado do que parecia e não estava nem um pouco interessado em sair do seu cantinho seco e empoeirado, o que me fez ficar apenas jogando mais poeira em cima dele enquanto tentava puxá-lo.

Depois de algum tempo e chegando exatamente depois que eu quase cai quando o braço de Anthony escapou de minhas mãos, Naomi parecia ver que eu tinha razão em querer sair logo dali e logo veio me ajudar a convencer Anthony a levantar.

- Obrigada. - Falei com a voz ainda meio rouca e mesmo sabendo que pokemon tinham uma audição muitas vezes melhor que a minha, fiquei sem saber se ela ouviu ou não o que eu disse, pois ela simplesmente se virou para Anthony.

Depois de não conseguir chamar a atenção dele apenas empurrando, a Absol decidiu partir para uma tática um pouco mais agressiva, que incluía algumas mordidas no braço e uma ameaça séria de cortar um dos braços dele com aquele chifre afiado que ela tinha em sua cabeça se ele não se levantasse. Sem demonstrar muita reação além de medo e um pouco de descontentamento por ter que voltar a correr na chuva, Anthony se levantou e em pouco tempo já estava pronto para seguir adiante, ainda agarrado a mochila de Castiel como se sua vida dependesse disso.

Enquanto eu mesma arrumava minha mochila nas costas e pegava o presente que Kyoichi, uma barra de ferro que encontramos enquanto fugíamos dos cadetes em Nyender, Erick pulou do meu ombro e voltou a ficar nos ombros da Absol e pelo que pude perceber ele parecia querer consolar a pokemon, pois apos falar algo que apenas ele e outros pokemon poderiam entender, a pokemon noturna abriu um pequeno sorriso e parecia um pouco mais disposta a sair daquele lugar.

Com o cano bem firme em minhas mãos pronto para atingir qualquer cadete que aparecesse em nosso caminho comecei a caminhar para longe de onde havíamos parado para descansar. Meu objetivo era ir para a floresta que havia visto mais cedo, mas sinceramente eu não conhecia nem o nome daquela floresta e muito menos sabia como chegar lá, então me virei para Anthony, que era o que mais conhecia aquela cidade, para questioná-lo sobre a direção.

- Anthony, você sabe um caminho para chegarmos logo naquela floresta? - Perguntei sem me virar para ele, mas diminuindo um pouco o ritmo para não acabar pegando o caminho errado sem querer.

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

Mensagem por Alice em Qui 19 Dez 2013, 13:37

Lúcia se armava com o pedaço de cano que possuía, preparada para enfrentar qualquer cadete que aparecesse em seu caminho. Com tudo organizado, a morena questionava sobre o caminho mais rápido para a floresta. Entretanto, o outro Exilado só murmurava palavras como "mataram ele", "vão me matar também", "rasgaram minha camisa" ou "preciso de um salão".

Conformada que estava basicamente sozinha guiando aquele grupo ainda fragilizado pelos acontecimentos mais recentes, Lúcia começou a caminhar, se guiando pelas placas de orientação e evitando as grandes ruas. Naomi caminhava ao lado da exilada com a cabeça baixa e o olhar perdido. Zigzagoon havia parado de tremer dentro da mochila da morena, porém ainda havia um leve balançar, mais semelhante a soluços e um choro contido. A pokémon, aparentemente, não queria que a vissem em seu luto pelo antigo treinador.

A caminhada era lenta e cautelosa. Depois da correria na casa do padre e da longa perseguição, Lúcia não pretendia perder mais ninguém naquele dia negro. Após alguns minutos, Anthony chutou uma pedrinha e, pelo mau gosto do destino, essa atingiu um pequeno Abra. Não representaria nada demais, não fossem os amigos do pokémon psíquico...

Logo o pequeno grupo se encontrava rodeado por uma gangue pokémon. Pidgeys, Abra e Ledyba... Não eram conhecidos como pokémons violentos, porém o olhar que designavam ao grupo não era nada amistoso. O pensamento de Lúcia foi de alivio, afinal de contas, não eram cadetes.

- Isso! Um Pidgey! É isso que preciso!

Anthony saia de seu estado de torpor e sacava uma pokébola, preparando-se para enfrentar uma das aves. Uma batalha pokémon simples... Talvez servisse para aliviar a tensão dos corpos antes de sair da cidade. Naomi deitou-se no chão, mirando o horizonte com um olhar vazio.



off: só pra vc n ficar 3 rotas sem nenhuma batalha XD
off2: print

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Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato! Empty Re: Resgate da Fé em Gung City: o sacrifício imediato!

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