[oneshot] Lembranças de uma Guerra

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[oneshot] Lembranças de uma Guerra

Mensagem por Alice em Qua 26 Fev 2014, 01:44

Lembranças de uma Guerra


     

Um temporal torturava Jorvet, entretanto este não era um motivo para Aya não realizar suas tarefas. Determinada a garantir o bem de seus hospedes e de todo aquele que chegasse ao vilarejo necessitando de socorro, a mulher seguia sua caminhada pela praia. Precisava de algas para confeccionar mais bolinhos P.E.V.O.A.K. e, para consegui-las, precisava da ajuda de algum dos Pokémons aquáticos que viviam no litoral. Entretanto a curandeira não esperava encontrar um grande Lapras caído na praia. Rapidamente a mulher se aproximou do Pokémon ferido e começou a inspecionar suas cicatrizes, a procura de algo que pudesse fazer para ajudar o grande Pokémon.

Lapras possuía diversos ferimentos, nenhum sério. Possivelmente só estava mais cansado do que realmente machucado. Quando a mão de Aya tocou seu corpo azulado, seus olhos se abriram e, talvez por reflexo, seu poder emanou. Uma aura furta-cor rodeou seu corpo e, antes que o Pokémon pudesse deter, sua mente e a de Aya se ligavam com seu poder telecinético. A conexão durou tempo suficiente para que o Pokémon percebesse a natureza de Aya e assim resolvesse lhe mostrar uma história que há muito tempo não era contada... Já estava cansado de carregar o fardo sozinho e agora agradecia poder dividir sua dor com alguém. Quem sabe assim ela não reduziria?

Aya fechava os olhos por um segundo, sentindo a mente do Pokémon invadir a sua. O medo inicial logo foi superado e a mulher optava por confiar em Lapras. Sem se importar com o que ele lhe mostraria, a humana permitia que ele lhe mostrasse e assim encontrasse um pouco mais de paz em sua alma. Se era essa ajuda que ele buscava, ela lhe concederia.

Quando seus olhos se abriram, Aya já não se sentia mais humana. A água colidia em seu corpo. O frio, muito superior ao de Jorvet, não parecia lhe perturbar. Blocos de gelo, provenientes do topo de um grande iceberg, flutuavam ao seu redor. Em suas costas, a mulher sentia o peso de um adolescente. Uma criança de somente 13 anos e nada mais... Sem olhar para trás, a mulher percebia que conhecia bem o menino. Repentinamente seu rosto infantil e alegre surgia em sua mente, sua voz ecoava em seus ouvidos em uma profusão de lembranças sem fim. Lembranças de uma aventura inocente, em busca de insígnias, em busca do título Mestre Pokémon, uma aventura ao lado de um Ivysaur e um Lapras principalmente, uma aventura interrompida por uma guerra... Aya percebia que estava nas lembranças mais antigas do Pokémon encontrado na praia e agora viveria uma parte de sua história...

Um grito de guerra chamou sua atenção e, com olhos de Pokémon, com os olhos do Lapras que tocou, Aya olhou para o céu, vendo Articuno voar. Seu brilho majestoso contrastando com o céu cinza. Por um momento a mulher ficou fascinada. Ver o raro Pokémon, considerado uma lenda já extinta por muitos, vivo e voando foi uma emoção para seus olhos. Entretanto logo um bombardeio começou e a ave desviava, contra atacando algo que a mulher não podia ver.

Aya agora percebeu que viveria a Guerra...

Mas como aquele Lapras ainda poderia estar vivo? Mais de 100 anos haviam se passado desde a guerra... Como um Pokémon estaria vivo?

As perguntas ficariam no passado. Logo a mulher sentiu que algo atacava o Pokémon que lhe concedia a mais bela e triste visão. Seu coração se apertou. Quando os olhos viraram, outro Lapras, aparentemente mais velho, lhe atacava sem piedade. O garoto em suas costas gritou e o Pokémon azul contra atacou. Aya sentia dor, tristeza e medo... Lutar contra seu irmão naquele momento, não era como lutar por uma insígnia... O coração puro de um Lapras era corrompido quando, pela primeira vez em sua vida, teve de matar um igual... Sem escolhas, o grande Pokémon seguia sua jornada. A criança em suas costas ainda viva. Somente uma criança Aya parecia perceber finalmente... Por que uma criança estaria naquela guerra? A água vermelha de uma batalha que a mulher fez de tudo para não ver ficava para trás. A ingenuidade e a paz ficavam para trás... Não importava o vencedor, nunca mais aquele Pokémon dormiria tranquilo.

O grito de Articuno ressoava em seus ouvidos e suas nadadeiras lhe davam mais força e velocidade. Acima de si, voadores eram derrubados por aeronaves. Mais corpos que ficariam perdidos nos mares gelados. Aya sentia o coração do Pokémon azul se apertar, seus olhos se encherem de lágrimas, mas seu nado não pararia. Ele precisava continuar. Articuno clamava por seus aliados.

Uma curva no Iceberg e Lapras foi rápido em lançar o Ice Beam. Por pouco uma bola de fogo de origem desconhecida não o atingiu. O fogo poderia não lhe machucar muito, mas seu treinador não era tão forte quando ele próprio. Aya ainda não viu o rosto do garoto, mas sentia o amor do Pokémon por seu mestre. Uma relação descrita nos livros e que agora a mulher entendia ser real. Entretanto agora ela também percebia que as lutas antes da guerra nunca foram tão violentas quanto às lutas dos tempos atuais... O fogo e o gelo se dissolviam em fumaça branca que era rapidamente dissipada pelas asas do Lendário de Gelo. A ave quase atingia Lapras ao passar, mas não era sua intenção.  Sua fuga era desesperada, os inimigos muito mais poderosos e em muito maior número. Antes que o Lapras pudesse fazer algo, ele viu a ave caindo em seu último suspiro de força. Seus olhos tentavam fugir do vermelho mais uma vez. O Pokémon já estava cansado do sangue. A humana em sua mente pedia para que ele virasse o rosto. A respiração de Articuno desaparecia e a vida deixava seu corpo e, somente então, os Mightyenas e Drapions paravam de mordê-lo e dilacerá-lo. Uma visão hedionda. Uma visão que nem Lapras nem Aya poderiam evitar relembrar a cada nova noite... Por que tanta selvageria por parte dos inimigos? Por que tanta crueldade?

Um exército batia em retirada. Seus esforços em vão. Vidas perdidas em vão... No final, Lapras pela primeira vez matou e tudo em vão... O coração se partia mais um pouco. Perdera um irmão... Já era tão raro encontrar outro Lapras... Por que então tinha que matar o primeiro que via em anos? E por que era tudo tão em vão? Acima de sua cabeça um Shaymin atacava, assim como um Zapdos e o lendário Mewtwo. Todos partindo em retirada, tentando evitar mais perdas... Todos lamentando a morte do pássaro de gelo. O menino em suas costas já sentado, tentando parecer forte. Um treinador mais velho, mas com iguais olhos tristes, lhe parabenizava pela coragem e pelo desempenho. Até mesmo a tentativa de conforto era em vão... A morte não devia ser parabenizada. Por causa da ganância, Pokémon e Treinador corriam o risco de se perderem na dor das lembranças.

- Não escute eles Lapras. Nós vamos conseguir colocar um ponto final nessa loucura...

Uma criança apenas, porém mais sábio que qualquer adulto em combate. A mão deslizava por seu pescoço e Aya sentia o toque quente. A mulher já não sabia dizer se era o seu coração ou o do Pokémon chorando e pedindo para que fossem embora... Seus olhos se voltaram para os lados mais uma vez. Diversos pokémons retornavam. Diversos humanos retornavam. Porém a mulher tinha a sensação de que não chegavam nem perto do grupo que marchara para a luta.

Os dias se passaram em um segundo... Aya não conseguia mais fechar os olhos e já não controlava as lágrimas. Mew, Jirachi, Rayquaza, Lugia, Ho-Oh... Um a um eles morriam. Alguns muito longe dos olhos do Pokémon que lhe mostrava tais lembranças, mas o fato chegava a seus ouvidos e, consequentemente, a seu coração. Sua espécie já era considerada quase extinta... Apesar do menino que lhe treinava e amava, Lapras não podia evitar sentir a solidão.

Mais uma luta entre tantas. Seus ataques já não diferenciavam humano de Pokémon. A criança em suas costas com cicatrizes que um menino não deveria possuir. Seus aliados eram tão cruéis quanto ele próprio, tudo para proteger e ajudar os lendários... A morte de milhares era realmente a única saída? Lugia voava majestoso... Mas Aya já não prestava atenção no brilho. Desde a triste visão do pássaro de gelo sendo destroçado por presas pokémons e conhecedora dos efeitos da guerra, a mulher só chorava mais por cada um que podia ver, sabendo que a morte esperava a bela criatura. As nadadeiras carregariam cicatrizes eternas e por mais que fossem lavadas, jamais deixariam de ter o tom rubro que maculou o Pokémon. As histórias de um Raikou atacando seus irmãos elétricos se misturava com o Lapras morto, a primeira de muitas mortes que o Lapras lhe mostrava.

Um Dragonite lhe atacava e seu Sheer Cold o eliminava. A crueldade e a selvageria que antes condenava nos inimigos agora visível em suas próprias ações... Já nem se lembrava de quando dominara o poderoso golpe, só sabia que com ele vencera inúmeros inimigos. Vidas tiradas em vão... A guerra sempre era em vão... Aya sabia que o Lapras não havia visto a queda do Ivysaur de seu treinador, mas sentia que ele sabia do fato. O Pokémon grama nunca mais visto nas lutas, nunca mais em seu casco lhe provocando com as vinhas... O coração do Pokémon parecia nem mesmo bater mais... Após tantas mortes, como diferenciar a vida?

Todas as noites o Pokémon mirava a estrela. Sua melodia a muito esquecida... Ainda saberia cantar? Todas as noites o Pokémon rezava para que Arceus terminasse com a guerra. Lapras desejava a paz, desejava viajar com seu treinador, vencer as ligas, serem os melhores... Uma aventura, não uma guerra... Aya, sem tanta força para controlar as lágrimas e sentindo a dor que Lapras sentia, implorava para que ele não rezasse. A chegada de Arceus será o fim da guerra, mas não o retorno da paz. A mulher já não aguentava tanto sangue Pokémon derramado. Criaturas corrompidas e lutando como jamais deveriam lutar... Era a natureza humana corrompendo os seres que perdiam suas vidas sem razões...

O sol nascia um dia mais, porém seu brilho já não era sinal de felicidade. Com o brilho, retornavam mais uma vez menos pokémons e humanos dos que os que partiram para o combate. A criança treinadora de Lapras avançava alguns passos, deixando o Pokémon para trás, porém este não se importava. Seus olhos acompanhavam o menino ajudar aos feridos, tentando aliviar suas dores com compressas e medicações que não dariam conta. Aquelas vidas já estavam perdidas e logo cessariam sua luta interna. Os ferimentos graves demais para serem controlados. Naquela noite, Lapras saiu uma vez mais para a guerra, junto com seu treinador. Naquela noite três guardiões se uniram a guerra. Dialga, Palkia e Giratina deixavam suas dimensões, querendo por um fim ao desequilíbrio. Naquela noite um filhote chorou a perda de sua mãe, assim como uma mãe chorou a perda de um filho... A lua e o sol disputavam a dor que traziam a cada novo amanhecer e anoitecer.

Lapras lutava. Sua mandíbula se fechava contra o pescoço de um Dewgong, sufocando a foca. Essa poderia não ser sua melhor arma, entretanto era preciso somente um pouco de sorte para pegar o lugar certo e sentir o gosto da vida se esgotando. Um gosto amargo impossível de ser esquecido. Os olhos do outro Lapras, o primeiro ser de quem este roubou a vida, ainda eram mais vivos em sua lembrança do que a foca morta a sua frente. Giratina enfrentava dificuldades. Seu mundo era invadido e, ao lado de um Shaymin, o Pokémon exilado tentava recobrar seu domínio. Nem mesmo os espíritos teriam descanso durante a guerra. Dialga e Palkia pareciam irmãos unidos, se completando e se protegendo, avançando contra as forças inimigas. Por um tênue segundo Lapras se permitiu ter esperança. Com os três guardiões a guerra finalmente chegaria o fim.

A criança que lhe capturou muito nova, a criança que o treinou e ajudou a crescer, o menino que viu virar um homem agora tinha 20 anos ou mais... Lapras não sabia precisar... Talvez fossem 30 anos... Os anos esquecidos assim como as estações. Suas mudanças sem mais distinção desde a queda dos guardiões. Lapras balançou levemente a cabeça. O Pokémon, infelizmente, presenciou a queda de cada um. Seus corpos irreconhecíveis após o massacre ainda lhe davam pesadelos. O Pokémon olhou sobre o ombro, para o homem em suas costas. Nenhum sorriso... Nenhum ar infantil... Nenhuma ingenuidade ou felicidade... Nada do menino que tanto amava...

Giratina lutava no mundo reverso e as bolhas destruíam sua realidade, entretanto o nadar ainda era rápido e constante. Dialga e Palkia enfrentavam mais pokémons do que poderiam contar. Os lendários derrubavam centenas a cada ataque, porém o dobro surgia rapidamente para tomar o lugar das perdas. Uma guerra sem fim. A tênue esperança de Lapras começava a fraquejar, diferente da força de seus ataques.  Aya já não aguentava a dor no coração. Cada raio de gelo liberado pelo Pokémon lhe partia uma vez mais e arrancava um grito de sua alma. Sua mente inteira implorando por misericórdia e descanso, assim como o Pokémon clamava com tanto fervor em suas orações. A única que o mantinha em pé era o amor por seu treinador e o desejo de mantê-lo a salvo durante a violenta batalha.

O sol nascia mais uma vez. Lapras não prestava atenção. A beleza do espetáculo era substituída pela utilidade da iluminação às suas costas. Uma vantagem na luta pela sobrevivência. Afinal, era para isso que lutavam agora, não é? Sobreviver... Pois o viver se perdera em algum momento que ninguém saberia precisar...  Dezessete anos mais se passaram desde que os Guardiões do Tempo e Espaço entraram na batalha, dezessete anos para que Giratina fosse vencido em seu próprio domínio e expulso, mais uma vez, para morrer sozinho em uma praia. O cansaço dominando o grande Pokémon que olhava perdido para o nada, simplesmente contando cada respirar e sabendo que logo seria o último.

Lapras não pode se aproximar. Há muitos anos não podia simplesmente ficar ao lado de um Pokémon enquanto ele morria e oferecer-lhe consolo. Entretanto não era isso que assustava o Pokémon azul. Sem Giratina e o Mundo Reverso, para onde as almas iriam? Nem mesmo após a morte os pokémons poderiam encontrar a paz? Os olhos de Lapras olharam para o céu, por onde Arceus cruzava preparado para o combate. Até mesmo o Pokémon-Deus já apresentava suas cicatrizes... Lapras nem sabia mais dizer quando Arceus deixou sua dimensão e se uniu à causa perdida. Tantos lendários... Todos mortos... Quantos mais existiriam ainda?

A mente de Aya já não aguentava mais e a mulher tentava puxar inutilmente seus cabelos. A dor de tantos anos de guerra já lhe atormentava. O desespero beirava a loucura e a mulher não entendia como Lapras podia estar em pé. Anos sem ver um semelhante, possivelmente acreditando que matara seu último irmão... Anos convivendo só com sangue e morte... Estava cansada de sentir o coração doer a cada nova batida. Estava cansada dos pesadelos que lhe amaldiçoava todas as noites...

Arceus avançava uma vez mais, mas algo lhe dizia que essa era a última. Aya sabia que seria, se lembrasse da história. Contudo sua mente estava tão quebrada que a mulher já não conseguia se distinguir do Pokémon, chorando com ele e implorando com ele.  Durante a guerra, até o sol brilhava vermelho, prevendo o sangue que seria derramado. Lapras já não se importava mais. O que significaria matar mais um ou dois depois de centenas ou mais? Parecia só mais uma batalha de uma guerra sem fim... Lapras já acreditava que nunca acabaria enquanto ele estivesse vivo. Seria a morte o pior destino? Ou viver poderia ser uma tortura maior?

Quando Arceus foi atingido pelo que poderia ser uma bomba, Lapras não viu... O tempo e o espaço já não viviam de qualquer forma... Em sua luta particular, seus olhos só foram capazes de distinguir a bala que atravessou o peito do homem que lhe treinara até então. Somente mais um corpo entre tantos outros no mar vermelho... Somente mais uma perda... Com poder de destruir por completo o que restara do coração do Pokémon. Sua mente se perdendo em agonia e desespero. Na terra, apesar da conexão, o corpo de Aya não resistia à dor e um grito desumano ecoava de seus lábios. Nas memórias, Arceus abria os olhos uma última vez. Em sua queda o Deus Pokémon via Lapras... Um simples Lapras que tentava a todo custo gritar enquanto suplicava pelo fim. Sua vida sem mais sentido. Seu treinador morto... O último ser que lhe significava algo e sua razão de ainda lutar e de ainda viver... Agora estava sozinho, atormentado por lembranças dolorosas e sem o alento de um toque amado. Seu desejo era gritar, entretanto, durante a queda de Arceus, tudo o que conseguiu fazer foi cantar a mais triste melodia que um Lapras já cantou.

Aya não aguentou a dor que lhe atravessava o peito. Sem acreditar que conseguiria ver mais e não enlouquecer, a mulher se jogou no chão. A chuva forte de Jorvet lhe castigando o corpo e as lágrimas mesmo assim encontrando espaço em sua face. A respiração era falha e entrecortada por soluços selvagens. A mão se enterrava e esmagava a areia da praia, em busca de força para suportar o coração partido. A mente revendo cada face que nunca mais voltaria a ver. Sorrisos que nunca mais existiriam... Futuros jamais vividos...

Com dificuldade a mulher ergueu os olhos. A chuva já não lhe perturbava, mas ainda lhe dificultava a visão. Longe no mar, a forma difusa de Lapras podia ser distinguida. Aya não precisava ver com clareza o Pokémon para saber que ele lhe mirava. Apesar da dor, a mulher agradecia. Não pelas visões... Sua vida nunca mais seria a mesma e parte de seu brilho havia sido perdido. Agradecia pela confiança do Pokémon idoso, sabendo que ele lhe permitiu ajudá-lo. Ao longe Lapras também agradecia por finalmente poder dividir seu fardo com alguém e finalmente não se sentir tão sozinho. Sua triste melodia ecoando nos ouvidos de Aya, assim como o grito de Articuno na primeira batalha... Após tantos anos de silêncio, a única música que aquele Pokémon conseguia cantar era repleta de dor. A mulher sabia que ele ainda rezava e implorava pelo descanso. Quem sabe agora que mais alguém saberia da história e as lembranças se manteriam vivas, Arceus concedesse a paz ao pobre Pokémon, livrando-o do sofrimento de reviver uma guerra sem fim a cada fechar de olhos?

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Re: [oneshot] Lembranças de uma Guerra

Mensagem por Orpheu em Qua 26 Fev 2014, 02:51

Esse Lapras sofreu demais ;-;

Uma ótima fic. Tem meus parabéns!

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Re: [oneshot] Lembranças de uma Guerra

Mensagem por Naruub em Dom 16 Nov 2014, 21:03

Não tenho palavras para dizer o que li, muito triste, acho que isso diz tudo.

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Re: [oneshot] Lembranças de uma Guerra

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