Erobring City: Quem sou eu?

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Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Dom 17 Abr 2016, 22:54

off: sorry o post mto gigante @.@ acho que me empolguei @.@



Sombras surgiam repentinamente em uma rua qualquer de Erobring. O Teleport de Mandy os levara para perto do hospital, o que fora uma sábia decisão. Ísis e Kuzuki precisavam de cuidados urgentes, Penélope e Alice também precisavam de cuidados. Por outro lado, Alice e Ísis eram procuradas e frequentar o hospital era perigoso.

Morfeu lutava para se manter atento. Sentia que havia perdido Alice, mas não permitiria que a confinassem. Talvez por sorte, ou talvez por azar, o noivo de Alice comunicava os Havelle e eles providenciavam um pequeno suborno para que o hospital não comunicasse as autoridades. Alguns milhares de Pk$ e Alice estava em casa, juntamente com seus Pokémon, Ísis, Penélope e Kuziki. A adolescente era a mais frustrada ao descobrir que teria de ficar com a perna inteira engessada por quase dois meses. Kuzuki tivera mais sorte e só precisaria tomar alguns medicamentos por 10 dias.

Hypno, por sua vez, seguia depressivo...

Morfeu não sabia se devia procurar Alice ou não. A casa era grande e era fácil ficar longe de alguém que parecia não te querer por perto...

Na primeira vez que a procurara, não chegou a atravessar a porta. Só vira, pela fresta pequena, sua menina sentada no chão, de frente para um espelho de corpo inteiro, abraçada aos joelhos e chorando. A menina ainda não assimilava a ideia de já ser uma mulher e chorava de medo.

Na segunda vez em que a viu, foi um pequeno acidente... Cruzara o corredor errado e se viu frente a frente com aquela que mais desejava proteger. A mulher congelara ao ver o ser amarelo e erguera as mãos próximas ao peito. O olhar demonstrava medo e Morfeu reparava que ela fazia força para não gritar. Mais uma vez o Hypno da floresta lhe causava uma dor que ele achou que fosse capaz de suportar.

Já estava na residência há uma semana e ouvira a conversa dos pais de Alice. O casal nem ao menos se preocupara em verificar se alguém os ouviria ou não e, Morfeu, sentado do lado de fora apoiado sob a janela do escritório, escutou muito mais do que gostaria.

O casal estava preocupado com sua filha, isso era óbvio. A garota ficará três anos desaparecida desde que acordara do coma. O casamento estava atrasado cinco anos e agora era uma procurada pelos cadetes, sendo acusada de terrorismo, sacrifícios e sequestro.

O plano para consertar tudo era simples: culpar o Hypno. O que era mais uma hypnosis depois de 20 anos em coma por causa de outra? Todos sabiam a triste história da herdeira Havelle e os jornais comprariam a trágica novela que eles construíam.

Não seria somente Morfeu o sacrificado para a mídia. Midgar, Julie, Hina e Melissa cairiam também. Midgar por assustar à família, com seu olhar predatório, Julie por ser estabanada e quebrar o assoalho sempre que pulava feliz por alguém lhe oferecer um doce, Hina por ter aparência naturalmente agressiva, apesar de sua doçura, e Melissa por ter mordido uma empregada que ousou chamá-la de fofa.

Ísis, por ser agora uma Giratinista, também seria entregue, como mandante de todos esses crimes, e Penélope seria devolvida ao orfanato. Os únicos que o casal tentaria manter são Bubble, Nereu e Akane, devido ao status que estes representavam. O plano só era adiado para o bem de Alice, pois os médicos que a tratavam percebiam que os Pokémon, a adolescente e a criança a mantinham calma, facilitando o tratamento. Porém isso não duraria muito... Morfeu seria afastado de Alice definitivamente, antes que ela pudesse se lembrar dele ou antes que ele pudesse conquistar a confiança dela.

Morfeu odiava admitir, mas de todos naquela residência, o único que parecia capaz de influenciar algo em Alice era Kuzuki. O psíquico realmente odiava admitir, mas não ignorava o fato de Alice procurar o homem com perguntas sobre o passado. Fazia sentido até... Ele pertencia ao passado dela e ao mesmo tempo vira parte de sua vida como Giratinista. Ele foi o primeiro do passado a retornar e ele era frio o suficiente para não lhe ocultar nada.

O que Morfeu mais odiava admitir é que fora Kuzuki quem contara a Alice que ele não era o Hypno que a sequestrou, mas sim o Pokémon dela. Foi somente depois desse dia que Morfeu reparou, Alice vinha tentando enxergá-lo não com o medo que deveria ser direcionado a outro. Ela falhava, como a criança que era mentalmente, mas ela tentava... E esse era o maior presente que ele poderia receber no momento, pelo menos até o cair da noite e o retorno dos pesadelos, que destruíam qualquer progresso e traziam o medo de volta.

Alice parecia estranhar tanto Penélope a chamando de mãe que se afastava da criança, mas por algum motivo que nem mesmo ela entendia, a jovem sempre voltava a procurar a menina, para conhecê-la de novo, brincar com ela, ser um pouco criança também e tentar entender como virara a mãe de alguém que ela via como igual ainda.

Ísis, um pouco mais adulta, tentava ajudar Alice a entender a adolescência que ela nunca teria. A loira parecia entender mais o que acontecera e ajudava a intermediar a situação. Não era fácil para a adolescente ser tão madura e Shinji estava impressionado com o comportamento de sua menina, mas ao mesmo tempo orgulhoso.

Talvez por essas razões os pais de Alice ainda protelavam o plano de se livrar das garotas e dos Pokémon inadequados. De certa forma eles faziam bem a Alice e ajudavam em sua recuperação. Quanto mais rápido ela estivesse mentalmente forte, mais rápido poderiam arrumar a situação antes que o nome da família se sujasse.

Mandy mantinha-se longe de Morfeu. A fada não suportava ficar perto dele devido às emoções negativas que o rodeavam. Diversas vezes ela tentou, mas a dor a sufocava e ela caía em prantos só de ficar no mesmo cômodo que ele. Eram as lágrimas que ele queria liberar, mas que não conseguia.

A Pokémon parecia querer fugir daquela casa, como se todos os lugares estivessem repletos de dor e medo. Ninguém parecia feliz. Por mais que o passado não fosse perfeito, Mandy sentia saudades da época em que todos dormiam em um quarto de hotel simples, com Alice tentando brincar com Penélope apesar do vazio em sua mente, com Nereu provocando Shinji por sua incapacidade de se declarar para Akane, com Morfeu sentado calmo, desfrutando da proximidade de Alice, Bubble atirado sobre sua bola, satisfeito... Épocas felizes...

Kin se aproximava, sentindo a dor da fada e lhe entregava uma flor, na esperança de animar um pouco. A elétrica, tão inocente ou tão persistente, era a única que lutava contra o ambiente depressivo. Hina estava reclusa em sua Pokébola, visto os pais de Alice não quererem algo tão grande chamando a atenção para a residência. Bubble estava proibido de voar e ficava sentado no jardim olhando ora o céu, ora a janela do quarto de Alice. Julie, nas poucas horas em que podia sair da esfera, parecia ficar triste ao ver sua "mamãe" tão triste.

Morfeu's POV

Duas semanas nesse pesadelo... Duas semanas de tortura, onde poucas foram às vezes que me permiti ter esperanças ao olhar Alice tentando combater o medo ao me ver. Duas semanas que as falhas dela me apunhalavam uma vez mais.

Sinto a chuva escorrer por meu pelo, mas não me importo. Já estou encharcado mesmo e a chuva pelo menos dá a sensação que as lágrimas finalmente se soltaram. Por que não consigo chorar e colocar essa dor para fora?

Mais lembranças continuam dançando em minha mente... Alice dormindo em seu quarto ainda com decoração infantil, encolhida na cama e soluçando nos sonhos. Alice procurando a mãe dela em busca de carinho e conforto, como uma criança perdida. Alice se mirando no espelho antes do banho, tentando aceitar que aquele era o seu corpo. Alice mirando uma boneca velha, sua favorita quando era uma criança. Alice e sempre Alice... Era só o que me vinha a mente e me fazia esmagar um punhado de terra entre meus dedos. Era o único pensamento que fortalecia o nó em minha garganta, trazendo um soluço de agonia.

- Morfeu...

E era somente a voz dela capaz de me deixar com a mente branca e a erguer o rosto esperançoso mais uma vez. Eu via que ela ainda tinha medo, incerta se havia acertado meu nome ou se deveria se aproximar. Ela ainda lutava contra o choro que a minha visão lhe causava e contra a vontade de fugir, mas hoje ela permaneceu parada, na chuva, assim como eu. Usando a capa escura, com a toca caída sobre os ombros. Tão linda quanto a primeira vez que a vi, nessas mesmas ruas, pouco antes de decidir protegê-la e segui-la até Nyender.

- Eu quero ir embora...

O mesmo pedido e seu desejo é uma ordem minha Senhora.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Ter 19 Abr 2016, 22:35

A chuva cálida e fria diminuía a tensão sobre os ombros do Hipno, ali em meio ao jardim da casa Havelle o peso parecia apenas crescer. Dentro do peito do pokemon o ardor de lagrimas petrificadas se fazia presente.

Da casa nenhuma emanação boa parecia surgir, desde de que o enorme grupo havia entrado ali os cochichos, as meias palavras e o silencio repentino rodeavam Morfeu, tudo aquilo unido aos planos dos pais de Alice, a presença inconstante de sua criança.... Tudo parecia recair sobre Morfeu.

Sua criança, finalmente a gaiola que prendia Alice havia se quebrado, de dentro dela uma pequena ave sairá assustada e arredia, aquilo mais do que tudo ardia no coração de Morfeu, não eram os planos dos pais de Alice, ou até mesmo a presença irritante daquele homem ao qual fora prometido a mão de sua criança. O maior ardor era Alice, seu medo, sua rejeição, a mulher e a criança perdidas num mesmo corpo... Longe da proteção e olhos atentos do pokemon.

Mas ali em meio a chuva a criança voltava para seu guardião, encarar a mulher a sua frente fez com que o corpo do Hypno estremecesse. Não havia mais os olhos vazios da menina, ali nos cálidos olhos de Alice residiam uma mulher, temerosa e pedida, mas ainda assim uma mulher.

O som de seu nome afagou-lhe o coração de tal maneira que em meio a chuva fria uma torrente de lagrimas quentes escorreram pela face amarelada. O pedido acabou por vibrar na mente de Morfeu.

A voz da sua menina, o tom tudo nela parecia triste, porem ali ainda estava a mulher, temerosa e valente, por de baixo do manto o pokemon pode ver sua própria pokebola, os inúmeros arranhões, marcas de sua busca pela liberdade de Alice, gravadas no metal da mesma forma que foram gravadas na alma de Morfeu.

Mais atrás a figura de Kuzuki se fazia presente, nos olhos do homem tão odiado havia um semblante preocupado, mesmo odiado Kuzuki demonstrara paciência e cuidado com Alice, ocupando o lugar do Hypno.

Ali de baixo da chuva a criança e a mulher Alice se via protegida por seus dois guardiões, aquele que prometera segui-la e aquele ao qual ela havia sido prometida.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Qui 21 Abr 2016, 17:14

Morfeu's POV

O frio da chuva e o calor de minhas lágrimas se mesclavam em um pequeno instante, para logo depois serem substituídas pelo frio da chuva. Kuzuki permanecia na parte coberta da casa, nos mirando com seu olhar tão inexpressivo e tão diferentes agora da minha menina, cujo olhar reluzia tantas emoções que a faziam parecer ainda mais perdida que dá primeira vez. Minha Pokébola descansava sob o manto negro, protegida da chuva. As marcas sob o metal representavam bem as marcas que eu mesmo carregava no meu interior.

O silêncio reina depois do pedido de minha menina e tento descobrir como entender isso. Quando faço um gesto para me erguer, ela se encolhe e isso faz com que eu volte a me sentar na chuva. Ficar quieto a assusta menos e eu não quero afastá-la.

Após um tempo, ela parece ensaiar algumas frases, me mirando receosa e desviando o olhar, como se não soubesse o que gostaria de dizer. Fico tentado a entrar na mente dela, como tantas vezes eu fiz no passado, mas após tanto tempo, ela deve gostar de ter sua mente só para si.

- Você era o Drowzee, não é?... Daquela noite?

Kuzuki não estava mais lá, ele nos havia deixado sozinhos para nossa conversa. É difícil ser grato a alguém que se quer odiar acima de tudo. Entretanto meus olhos estão em Alice e eu aceno de forma positiva, feliz pelo maior presente que Arceus ou Giratina poderia ter me dado: ela se lembra da primeira noite, quando nos conhecemos. Involuntariamente um sorriso parece querer encontrar o caminho para meus lábios, enquanto meus olhos se aquecem de novo. Ela vida o rosto, mas eu acompanho cada movimento, inclusive quando ela pega a esfera, a minha esfera, e a analisa com cuidado.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Dom 01 Maio 2016, 14:17

Morfeu pode sentir o vibrar do celular de Kuzuki no bolso deste, o homem por sua vez se afastou dos dois indo atender o telefone longe da cena, deixando apenas o Hypno e sua criança.

A voz cálida de Alice chegou aos ouvidos do pokemon e um aperto veio junto, sua criança reconhecia, aquele simples fato junto com a pergunta fizeram com que os joelhos do Hypno tremessem, a chuva agora parecia se transformar em uma garoa fina deixando claro as lagrimas que escorriam pela pelagem amarelada.

As lagrimas por sua vez fizeram com que Alice estendesse a mão em um ato de querer tocar, ainda temerosa a jovem deu um passo a frente esperando pela reação do pokemon a sua frente. Para Morfeu era claro que aos poucos o medo abandonava sua criança, aos poucos a menina despreparada dava lugar a uma mulher forte, uma sacerdotisa de Giratina, uma razão unica e calida de sua própria existência.

Alice se ajoelhou a frente de Morfeu, daquela forma a criança e mulher se tornava pequena, menor do que Morfeu poderia supor, nos lábios desta um pequeno sorriso se formou, acima de suas cabeças e em meio a chuva o piar de Bubble se fez presente, fazendo com que Alice levantasse os olhos, o movimento revelou uma beleza nunca vista antes, a garoa marcando o rosto de Alice, seus olhos voltados pro ceu e a meia luz clareando ainda mais a pele alva desta. Naquele simples momento Morfeu soube o porque ter escolhido aquela criança.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Dom 29 Maio 2016, 17:15

off: sorry a demora e o post curto x.x


Morfeu's POV

Ao ouvir o pio de Bubble, Alice mira o céu em busca da coruja, sem o encontrar. Bubble quase enlouquecia sendo proibido de voar, mas minha Senhora parecia se esquecer desse fato. Estava tão acostumada a ver o ingênuo Bubble nos mirando pelas nuvens, que o procurava no alto instintivamente. Eu nem ao menos penso no pássaro. Meus olhos se perdem no rosto de minha criança mulher.

Ela me olha e eu ergo a mão com calma, tentando tocar o rosto dela. Meu avanço é lento e temeroso, como se eu pudesse quebrar minha Senhora tão forte e delicada. Analiso cada nuance em seu belo rosto em busca de qualquer sinal para me afastar, mesmo eu querendo avançar. Quero sentir a pele dela em meus dedos e quero mostrar a ela o que fizemos juntos. Quero dar a ela os últimos anos de lembranças e cada passo que pude acompanhar. Desde o encontro nas ruas de Erobring, até a fuga para Nyender, o teste, o sacrifício do Purrloin e de todos os outros, a chegada de Penélope e de Ísis.

Tudo.

Eu quero dar a ela tudo o que eu puder dar do passado dela. Mas só farei isso com a autorização dela. Não posso correr o risco de perder minha menina de novo. Não suportaria viver sozinho mais uma vez, privado da presença dela, sendo obrigado a ouvir o choro solitário e escondido para não despertar mais medo.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Seg 06 Jun 2016, 10:11

A mão estendida de Morfeu foi tomada por sua menina, o simples ato pegou de surpresa o pokemon que desejava ardentemente compartilhar o passado com Alice. O desejo estremeceu quando duas palavras singraram dos lábios da menina e mulher.

- Meu Morfeu...

O som daquelas palavras, o simples ato de Alice tocar por vontade e no fim guiar a mão do Hypno até seu rosto fez com que Morfeu ignorasse a presença de Kuzuki que se mantinha afastado, Alice por sua vez mantinha os olhos fechados. A garota parecia não temer mais o toque, parecia se lembra dele e o gravava novamente em sua mente.

Quando Alice abriu os olhos encarando Morfeu sua voz saiu como um sopro suave e delicado,

- Meu Morfeu...

Havia reconhecimento naquelas duas palavras, palavras que o Hypno sempre quisera ouvir e mais do que nunca alimentava as esperanças de ter sua criança de volta. Ali frente a frente Alice não temia o toque, e parecia não temer a verdade. Alice já não temia seu guardião e de certa forma de desculpava pelos últimos e complicados dias. Alice esperava pacientemente por Morfeu, seu guia, guardião e mais do que tudo seu amigo.

Off: =P Tranquilo

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Qui 09 Jun 2016, 15:55

off: derrubou o Morfeu XD


Morfeu's POV

Eu não devia chorar... Eu sou o guardião... Devo ser forte... Já enfrentei inúmeros inimigos e nenhum me derrubou... Então eu era forte, não é?... Mas... Aquelas palavras... A voz suave... Meu nome naquela voz...

Não. Eu não era tão forte assim.

Não sei quando, mas quando dei por mim estava quebrado, abraçado à cintura de minha mestra, chorando como um filhote que recém sai do ovo. Eu sentia o gosto das lágrimas e da chuva na minha boca, conforme elas se misturavam e encontravam caminho até minha boca. Sentia o perfume de minha Senhora mesclado ao doce daquela garoa e, ainda mais importante, eu sentia seu toque. Alice me tocava, acariciava minha cabeça, sem medo.

Meu corpo tremia em busca de auto controle, mas eu não o achava. Nunca imaginei que felicidade pudesse causar dor, mas é isso que sinto. Estou tão feliz que meu coração dói, como se ele não estivesse preparado para isso e essa nova e boa sensação rasgasse seu caminho para dentro. Eu nunca mais quero sair dos braços de minha Mestra. Sentir seu calor e o frio da chuva. Passado e futuro. Depois de tudo poderemos ser felizes.

- Precisamos ir.

Minha mente escuta Kuzuki e sabe que ele tem razão. Minha Senhora quer ir embora e a família dela quer nos separar. Precisamos fugir. Precisamos de tempo para que ela saiba o que é viver antes de ser forçada a um casamento. E eu preciso de tempo para impedir esse casamento.

Por outro lado meus braços não conseguem deixar o corpo dela. Meus braços não a soltam e as lágrimas não param de cair (agora acompanhada de soluços).

Realmente não sou nada forte... Não como achava...

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Ter 28 Jun 2016, 22:55

O abraço em volta de Alice se tornava forte, era estranho abraçar a mulher que agora havia deixado de ser a menina, mesmo assim havia calor em meio a chuva, era o mesmo calor que ecoava das lagrimas e soluços de Morfeu.

- Morfeu...

A voz de Alice ecoava novamente dos labios da menina mulher, seus olhos sorriam o convidando a ler seus pensamentos, o que não foi preciso, era clara a vontade de partir, sair dali e rasgar as amarras que a prendiam naquela casa triste e sombria. A vontade de Alice parecia até mesmo ecoar na presença de Kuzuki, o homem sério e preocupado esperava pacientemente.

Uma brisa suave soprou no momento em que Kuzuki se pronunciou.

- Alice... Eu vou na frente...

Os olhos de sua menina se desviaram para a figura do homem, havia um reconhecimento e pela primeira vez algo que poderia ser chamado de amizade se formava, um laço que anteriormente nunca se formaria agora criava raízes, Alice apenas concordou com um leve aceno quando Kuzuki se afastava.

Voltando a encarar o Hypno os olhos da Giratinista brilhavam, havia chamas ali e a mais pura sensação de fogo. Alice queria partir e aquilo parecia ecoar de uma forma unica e verdadeira.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Sex 01 Jul 2016, 19:26

Morfeu's POV

Os olhos pela primeira vez tão cheios de vida eram mais do que claros: Alice queria partir. Ela já falara antes, já repetira e Kuzuki já alertara. Eu estava atrasando a todos... E não poderia ser assim nosso recomeço.

Meus braços rangiam enquanto eu os forçava para longe do corpo esguio e quente de minha Senhora. A sensação de frio me querer voltar ao ninho que seu colo era, mas eu sabia que não podia. Foi com muita dificuldade que consegui me erguer. Ela estava na minha frente, em pé. Agora que percebo que temos praticamente a mesma altura... Nossos olhos se encontram sem dificuldade.

Sem uma palavra, ela se vira em direção à casa, subindo as escadas que a levaram até o pátio interno. Eu sigo atrás e miro Bubble. Ingenuamente, ele abre as asas, nos convidando para fugir voando em suas costas. Tentador... Só nós três novamente. Como era antes de encontrarmos Penélope e todos os demais... Mas sei que Alice não os deixara.

Problema agora é reunir todos sem sermos vistos pela família de minha Senhora. Minha preocupação número 1, contudo, é providenciar roupas secas para minha Alice. Depois de tudo, a última coisa que quero é vê-la doente.

Você ainda está tremendo.

Ignoro Bubble. Sei que estou tremendo e não é de frio. Só ainda não achei meu completo controle e nem sei se serei capaz disso algum dia, mas me recuso a admitir isso para ele. Sem pudor, ele dá alguns passos para frente, interrompendo o avanço de Alice e colocando a cabeça em sua cabeça, piando feliz. Ela o acaricia, mexendo e bagunçando suas penas com uma risada suave. Logo a carícia para e ela volta a andar. Ainda precisamos achar os demais...


off: sorry, mas acho q fugi um pouco do clima x.x

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Dom 17 Jul 2016, 23:22

Um recomeço, tanto Morfeu quanto Bubble ofereciam isso a Alice, mas a mulher parecia queimar como uma fogueira ardente, na mente da Giratinista um plano se formava e de alguma forma Morfeu sabia que o cumpriria até o fim.

O carinho de Alice pela enorme ave revelava a saudade que a jovem sentia de seus companheiros, antes de seguir em frente a mulher encostou a esfera de Bubble neste o recolhendo, um sinal claro de que Alice já havia tomado sua decisão.

Kazuki já não estava mais a vista, mas nem por isso sua presença era esquecida, a casa fria e silenciosa logo deu lugar ao quarto quente de Alice, no quarto pequenos detalhes demonstravam que a personalidade da menina aos poucos se revelava, a cama semi arrumada, os chinelos distribuídos sem cuidado, o guarda roupa semi aberto revelava uma ordem complexa.

Retirando a pesada capa, Alice revelou estar usando uma calça jeans clara juntamente com uma camisa de linho branca, virando-se para encarar o Hypno Alice sorriu, estendendo a mão para este a jovem o convidou para um abraço, longe do frio da chuva.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Ter 19 Jul 2016, 20:27

Morfeu's POV


Era impossível dizer não quando minha Senhora me chama para um abraço. O restante do quarto perde a importância e eu me lanço em seus braços. Deixo minha cabeça sobre seu ombro e meus braços a rodeiam pela cintura. Nunca mais quero deixá-la.

- Ache-os.

A voz suave sussurra doce em meu ouvido. Ela é embriagante e meus olhos brilham enquanto uso meus poderes psíquicos para tentar localizar os demais Pokémon. Um a um vou os encontrando ao redor da casa. Alguns trancafiados nas Pokébolas por ordem dos pais de Alice, por serem violentos demais ou desajeitados demais para ficarem soltos. Somente um ou outro tinham liberdade de andar pela casa.

Meu primeiro alvo era Mandy. Ela conseguiria achar os demais e juntá-los com o Teleport sem chamar a atenção dos pais de Alice.

Alice se desvencilha de meus braços e se vira para o roupeiro, retirando algumas peças a mais e me entregando. Na cama, a mochila aberta e já quase finalizada. Também procuro por Kuzuki e o encontro na garagem, terminando de guardar alguns itens no carro. É até ele que precisamos ir.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Sab 06 Ago 2016, 13:33


Encerrando pôr fim a arrumação da própria mochila Alice se senta na cama, o sorriso calmo e meigo dela deixava claro que ela esperaria por Morfeu ali, segura e longe dos olhos atentos de seus pais, mas ao alcance de seu guardião.

Restava então Morfeu cumprir a ordem dada de seu senhora e criança, havia um semblante paciente nos olhos de Alice, já na mente do Hypno um plano de urgência se formava, o nome de Mandy logo veio à tona, mais sensitiva e apta a achar os outros a Gardevoir era a primeira meta de Morfeu.

Saindo do quarto a casa lhe pareceu vazia e mais silenciosa do que o costume, nos corredores o ouvido aguçado de Morfeu ouviu uma triste melodia ecoar, as teclas do piano eram espaçadamente tocadas e só havia uma figura que as tocaria assim como se ecoasse a alma da casa. Mandy... O nome e a certeza vieram a mente de Morfeu com força, apenas ela poderia achar a todos com rapidez e sem suspeitas, guia-los enquanto o guardião voltaria a sua senhora.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Sab 06 Ago 2016, 20:13

Morfeu's POV

Minha Senhora senta-se na cama. Ela está calma, serena e sorri para mim. Sinto vontade de esperar por ela, de ficar com ela, mas sei que não posso. Alice, minha Criança e Dona da minha vida me esperara aqui, onde ela ficará segura enquanto encontro os outros.

Relutante e sem vontade nenhuma de deixá-la sozinha, viro as costas e saio do quarto, fechando a porta atrás de mim. No interior do aposento, minha razão de existir, no exterior, minha missão.

A casa em estilo antigo e ao mesmo tempo luxuosa me esperava. Preciso achar Mandy acima de tudo e, por sorte, logo escuto o som de um piano. Ela deve estar por perto, somente ela tem sensibilidade para tocar dessa forma.

Respiro fundo e deixo a mão deslizar para fora da maçaneta, começando a perseguir o longo corredor o mais silenciosamente possível. Meus ouvidos buscam a origem do som com mais precisão e o som de qualquer estranho. Meus olhos vasculham cada canto em busca de algo que Alice possa querer levar ou de alguém a ser evitado.

Quando chego perto da origem do som, fico mais lento e cauteloso. Não chamar a atenção é uma novidade... Seria tão mais simples eliminar qualquer um que aparecesse pelo meu caminho. A ordem, no entanto, não foi essa. Buscar os outros... Com cuidado, começo a abrir passagem até o cômodo, abrindo a porta sem o menor ruído e mirando o interior para me certificar de que é mesmo Mandy e de que ela está sozinha.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Sab 06 Ago 2016, 20:45

Esgueirando-se pela casa chique Morfeu sentia a pressão de cada pequeno movimento feito, o grande pokemon realmente teria dificuldades de passar despercebido caso alguém quisesse o achar, mas naquela noite chuvosa tudo parecia diferente, talvez por isso a música do piano ecoava mais do que o normal, como a alma daquela casa.

Abrir a porta da sala de música não foi difícil, a pesada porta de ébano separava o corredor de um ambiente irritantemente claro e sem vida, na verdade a única coisa que parecia viva era Mandy e o piano. A longa e bela Gardevoir estava sentada na cauda deste balançando os pés enquanto as teclas eram tocadas lentamente pelo seu simples desejo.

Sua entrada mesmo que silenciosa fez com que Mandy olhasse para a porta, um sorriso triste nasceu dos lábios dela, realmente aquela casa não lhe fazia bem.

- Alice te mandou aqui, não é?

A pergunta feita o atingiu com força, Mandy que ecoava justamente os sentimentos da casa parecia mais do que nunca atenta as ordens dadas por Alice a seu guardião.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Sab 06 Ago 2016, 20:58

Morfeu's POV

Mandy parecia somente uma sombra do que ela realmente era. A casa a afetava e isso era mais do visível. Tirando ela e o piano, o lugar todo parecia morto como todo o resto. Precisamos deixar logo esse lugar antes que Alice volte a cair novamente...

Sim.

Sou curto em minha resposta, mas nunca me dediquei muito nas conversas e não seria hoje que eu começaria a ficar jogando conversa fora, ainda mais com o tempo contado. Quanto mais rápido partíssemos, mais rápido estaríamos livres da prisão que este ambiente e esta família representam.

Ache os outros. Estamos indo embora.

Isso provavelmente a deixará feliz. Ela deve querer tanto quanto eu deixar aquela cidade para trás. Em algumas horas seremos livres e começaremos a construir uma verdadeira família, onde minha menina aprenderá a viver e Mandy voltará a ser quem realmente é.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Sab 06 Ago 2016, 21:10

Suas palavras mesmo que curtas fizeram com que a música parasse por alguns instantes, logo depois ela volta ainda triste e resoluta.

- Morfeu... Eles a amam... Mas não sabem demonstrar... Curioso não... Eles a trancam como uma menina, e a menina cresce com raiva... Eles veem em você um erro, e ela os vê como um erro... Parece um ciclo eterno de sentimentos mal resolvidos... E agora... Posso sentir Kuzuki na garagem... Vocês dois são mais parecidos do que imaginam...

Desaparecendo alguns instantes para então voltar logo a sua frente Mandy sorria, havia o mais puro alivio em seu rosto.

- Eu vou leva-los até o carro.... Kuzuki vai cuidar de nós... E você deve voltar para Alice... Ela ainda tem planos a sere executados... Não se esqueça de passar na cozinha a cozinheira preparou um lanche para viagem... Ela sabe o que vai acontecer e está feliz por isso...

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Sab 06 Ago 2016, 21:21

Morfeu's POV

Não sei porque escuto Mandy... Sinceramente acho que a pressão dessa casa está fazendo mal a ela. Dizer que essa família ama Alice? Eles a noivaram com um estranho quando era uma criança! E queriam que ela casasse pouco depois de despertar de um coma! Isso não pode ser amor! E eu não sou parecido com Kuzuki! Me recuso a aceitar isso.

Não diga besteiras.

Sou sucinto e viro as costas para ela. Se ela vai buscar os outros: bom. Era isso que eu queria. Posso voltar para minha Senhora e esperar que tudo se organize para nossa fuga. E a cozinheira sabe? Como a cozinheira sabe? Eu fiquei sabendo há pouquíssimo tempo...

Kuzuki... Feh.

De tudo que Mandy falou, me comparar a ele foi a pior delas. Ele pode não ser tão ruim quanto o resto, nos ajudando a tirar Alice daqui antes que a levem para o altar, mas isso não nos torna parecidos... Ele também pode não ter reclamado quando foi envenenado na Kuroi Mori, ou quando eu deixei claro que o deixaria para trás... E até não desistiu na época... Nem nos trouxe correndo quando nos encontrou em Chermont ou quando estávamos passeando no festival...

Com uma mão na maçaneta do quarto de Alice, sacudo a cabeça mais uma vez, me recusando a seguir pensando no "noivinho" e, mais importante ainda, negando veementemente a afirmação de Mandy de que somos parecidos.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Sab 06 Ago 2016, 21:54

A única resposta que veio de Mandy foi um revirar de olhos e um já esperado.

- Homens...

Sumindo de sua vista a música finalmente se desfez, dessa vez a cada parecia diferente do normal, como se alguma coisa estivesse para acontecer como um último suspiro antes da tempestade que se aproximava. Morfeu podia sentir isso embora não fosse tão sensitivo quanto Mandy, mas uma coisa era certa partir dali faria bem a Gardevoir, bem a todos.

Antes de entrar novamente no quarto de Alice, o som de vozes alertou os ouvidos de Morfeu, ao abrir a porta foi possível ver a figura da matrona cozinheira sentada na cama ao lado de sua criança, a velha rabugenta escondia a cabeça no colo de Alice enquanto claramente chorava, quando sua presença por fim é notada a mulher corre em sua direção o abraçando tão apertado que causaria inveja em Ursaring.

- Cuide bem dessa menina... Porque ela é um tesouro e eu não vou te perdoar se algo de ruim acontecer com ela.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Sab 06 Ago 2016, 22:11

Morfeu's POV

Antes de entrar no quarto de Alice, escuto vozes que fazem meus passos ficarem mais cautelosos. Estou pronto para atacar quem quer que tenha invadido o santuário onde minha menina descansava para nossa partida, porém fico perdido ao ver uma mulher chorando no colo de minha Alice, onde antes eu chorara nesse mesmo dia.

O mais estranho, contudo, foi quando ela me abraçou... Ninguém nessa casa me toca! Essa é a primeira verdade que conheço desde que cheguei. Sou o erro, o indesejado e o culpado. Aquele que queriam entregar para os cadetes em troca de limpar o nome da minha Senhora. Por que então essa mulher me abraça com tanta força?

Esse dia está realmente atípico... E o pior é que naquele momento eu só pensava em como afastar a mulher sem machucá-la para voltar a respirar. Ela não era uma ameaça e estava claramente preocupada com Alice.

Quando ela começa a falar, a escuto com atenção, mirando-a nos olhos. Ao final só posso pensar que nada disso precisava ter sido pedido. Eu sempre estive pronto para morrer pelo bem da minha Senhora. Contudo ela não me entende, então só aceno a cabeça de forma positiva, deixando claro que a entendi. Mandy estava certa... A cozinheira sabia que fugiríamos... Mas... Se ela descobriu... Quem mais pode estar sabendo? Medo e pressa acham o caminho até minha mente e meus olhos buscam Alice, em busca de sua voz.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Sab 06 Ago 2016, 22:51

Seus olhos se voltaram para Alice no mesmo instante em que a mulher lhe deu um longo e molhado beijo na testa, sua criança riu da cena para então se levantar e abraçar a mulher, havia ternura entre as duas e mais do que nunca uma aura palpável de proteção e respeito.

Era estranho de fato ser tocando por mais alguém ali, ou até mesmo ver que havia algo além daquela tristeza impregnada em cada canto. Ainda chorando a mulher entregou uma grande cesta de vime para você, o peso indicava que havia bastante comida ali.

Sua criança então pega a mochila acompanhada da vigilante cozinheira, alguns sussurros trocados entre as duas deixava claro que na casa já não havia mais ninguém, e que até mesmo os pais de Alice haviam saído para assistir alguma peça de teatro. Se despedindo por fim de sua criança a cozinheira ainda lhe deu um leve abraço se retirando completamente da casa.

Quando vocês dois voltam a estar sozinhos Alice sorri ao dizer uma simples frase:

- Vamos atear fogo...

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Sab 06 Ago 2016, 23:36

Morfeu's POV

Como posso descrever a situação...

A cozinheira deu um beijo estalado na minha testa... Isso até não é tão impressionante depois dos últimos acontecimentos, mas ainda inusitado. Depois me entrega uma grande cesta de vime... Bem que Mandy me avisou que a cozinheira estava preparando um lanche, embora meu conceito de lanche significasse uma cesta menor... Depois o choque de ver mais carinho, afeto e respeito de alguém daquela casa. Para isso encontro explicação no fato da mulher trabalhar lá e não morar efetivamente lá. Quer dizer... Acho que não mora...

- Vamos atear fogo...

Ao som da voz de Alice, esqueço todo o resto e miro minha criança. Fogo? Eu gosto do som disso... Fogo purifica, permite renascer... Faria bem para a casa ser reconstruída de forma mais harmoniosa e serena e o fogo seria um belo final para essa história. Apesar de tudo isso e de nos inúmeros pensamentos que tenho em mente, um se sobressai perante todos: Melissa. Onde está a raposinha irritada e desbocada quando se precisa dela?

Com minha Senhora do lado e carregando a cesta de vime (devo estar uma imagem chocante para os que realmente me conhecem), começo a procurar pela Melissa. Será que ela já foi pro carro? Não seria bom que Penélope visse que somos os causadores do incêndio... Mandy também não seria favorável ao ato e não gostaria de discutir com elas sobre a necessidade de se atender a um desejo de Alice durante nossa fuga.

Enquanto nos afastamos do quarto que está com a porta fechada, vou usando me Psychic para derrubar itens inflamáveis pelo caminho. Não que seja realmente necessário, já que a estrutura básica da casa é madeira, o melhor material para se queimar que conheço. Seria bom passar na cozinha e ligar o gás... Muito bom...

Com isso em mente, paro ao lado de Alice, indicando o caminho para a garagem e tentando explicar que eu iria até a cozinha. Já que estamos sozinhos (o que é uma pena, pois há uma ou duas pessoas da casa que eu gostaria de mandar pelos ares), vou fazer esse incêndio entrar para a história! Obviamente que Melissa seria ordenada a lançar as chamas depois que eu me certificasse que Alice estava segura.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Qui 18 Ago 2016, 20:55

As palavras de Alice soaram como música nos ouvidos de Morfeu, apesar da cena inusitada que havia se passado havia uma segurança clara nas ordens da jovem senhora do Hypno.

O fogo purificaria aquela casa, transformaria as más lembranças em cinzas, tudo o que prendia e tentava podar a liberdade de Alice nas mais puras e sagradas brasas. Infelizmente nem o pai ou a mãe da menina sofreriam o mesmo destino, mas seria um golpe duro na família de prestigio social.

Alice guiava o caminho, por mais que seus gestos quisessem a impedir a Sacerdotisa havia tomado para si parte da responsabilidade do fogo, um novo traço da personalidade ainda a ser descoberta. Enquanto você carregava a gigante cesta e derrubava coisas, Alice fez questão de ir até a cozinha abrindo o gas, acendendo a luz e fechando a porta desta a menina e mulher lhe deu um pequeno beijo no focinho.

Já na garagem Kuzuki os esperava sentado dentro de uma pequena van, de porta aberta o homem pareceu sorrir aliviado, abrindo a porta lateral da van foi possível ver que todos estavam ali, as meninas por suas vez adormecidas encolhidas e confortavelmente envolvidas por cobertores e Mandy sentada ao lado delas, havia mais do que espaço para Morfeu e Alice, mas a menina se sentou à frente junto com Kuzuki. Seus olhos porem buscavam seu mais fiel guardião a todo momento.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Alice em Dom 21 Ago 2016, 16:53

Morfeu's POV

Após espalhar o máximo possível de material inflamável pela casa, encontro Alice deixando a cozinha. O cheiro de gás já começa a ser sentido e sei que a casa não irá resistir muito mais tempo. No entanto isso fica em segundo plano na minha mente na hora em que sinto os delicados lábios sobre minha pele.

Sem pensar, a sigo até a garagem e me frustro ao vê-la se sentar na frente com Kuzuki. Deveria ser eu ao lado dela e não ele. Mandy está cuidando de Penélope e Ísis e ambas dormem tranquilamente. Meus olhos e os de Alice se encontram pelo espelho retrovisor do carro e a vejo sorrir de forma doce, o que faz meu coração aquecer.

Usando meu Psychic, risco um dos fósforos e o seguro flutuando do lado de fora, tentando manter a chama protegida até o último instante, quando eu não fosse mais capaz de vigiá-la e quando a explosão se tornaria inevitável. O fogo queimaria nosso passado e nós construiríamos nosso futuro.

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

Mensagem por Dria Galfin em Qui 25 Ago 2016, 11:50

Tudo estava pronto, todos reunidos e seguros dentro do carro e o mais importante, o fosforo acesso apenas esperando para ser jogado no ambiente altamente inflamável.

A van se afastava sem demoras da casa, Alice que volta e meia olhava em sua direção agora olhava atentamente para o espelho retrovisor, estendendo a mão para Morfeu quando por fim o controle deste sumiu do entorno do fosforo.

Não demorou para que a casa se incendiasse, uma grande explosão se fez ouvir ao redor da Van, mas dentro desta habitava apenas o silencio, Mandy olhou para Morfeu dando uma leve piscadela, ao redor de todo o bairro o som de alarmes de carros disparando era possível de ser ouvido, a Gardevoir no entanto queria apenas garantir o sono das meninas a sua volta.

Um sorriso calmo e sincero se formava nos lábios de Alice, esta não perdeu tempo em passar para a parte de traz da Van, segundos depois a imagem do caminhão de bombeiros passando se fez presente, logo depois uma bela e única placa de saída indicando que Kuzuki os levaria para Ragnarök.
Todos os Pokemons estão com HP 100%
Tempo transcorrido na rota: 3 semanas
Saida de Erobring as 22h

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Re: Erobring City: Quem sou eu?

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