Contos de um Stylist

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Mensagem por Emme Roinuj em Sab 15 Out 2016, 20:32



Última edição por Emme Roinuj em Ter 15 Nov 2016, 02:18, editado 6 vez(es)
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Mensagem por Emme Roinuj em Sab 15 Out 2016, 20:38

Sweet Girl
A noite caíra sobre Chermont, banhando a cidade do chão quadrado com uma luz prateada e fantasmagórica. Uma bela cena. Evelyn passeava pelas ruas da cidade após o toque de recolher. Ela sabia dos perigos e os adorava.

- Ei, garota! – chamou uma voz rouca e masculina, levemente autoritária e arrogante.  – Apresente-se imediatamente!

Evelyn estremeceu. Sentia o arrepio percorrer seu corpo e uma sensação de êxtase tomava conta de si. Calmamente virou-se e sorriu alegre para o homem robusto que se aproximava. Um grito ensurdecedor cortou a noite silenciosa da cidade. Em vôo rasante, um Skarmory quase decepou a cabeça do Cadete que, assustado e surpreso, lançou seu Persian em sua proteção. Evelyn soltou um risinho infantil.

- Adoro gatos.

Era fria no olhar e já havia preparado tudo em sua mente. O Skarmory era monstruoso, maior que qualquer outro que o Cadete já vira, mas seu Persian também era forte e ordenou o ataque. Com uma agilidade natural, o Persian abriu a bocarra e estrelas cadentes foram em direção à ave metálica. Nenhum arranhão. A ave encarava o gato de forma sinistra. O felino atacou com um Power Gem, mas a ave também era ágil e, com apenas um movimento, interceptou o golpe e perfurou a barriga do Persian. Sangue espirrava para todos os lados. Evelyn agora gargalhava. O gato estava à beira da morte e pôde ver o que nunca esperaria: seu mestre fugindo como uma criança. Evelyn aproximou-se e retirou uma adaga de suas vestes. O vestido que lhe cobria o corpo era negro como a noite. O Persian tentava gritar, mas a voz lhe faltava.

- Shhh... Quietinho gatinho. – pediu Evelyn docemente após ter feito alguns desenhos ao redor do gato. – Vá para Giratina.

E então a adaga desceu de encontro ao pescoço do felino.
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Mensagem por Emme Roinuj em Sab 15 Out 2016, 21:40

Migração

Ela sempre adorou sentir a brisa salgada da Rota 3 acariciando suas penas enquanto voava. Haveria ambiente melhor para uma Unfezant viver? Ali, ela encontrara o amor de sua vida e construíra uma família bonita e unida, seus filhotes acabaram de fazer 1 semana de vida e estavam muito saudáveis. Seu majestoso marido ficara cuidando das crianças. Então, como uma ave aspirando por liberdade, ela os deixou para trás.

Ela voava com excitação. Queria conhecer novos lugares e se aventurar como nunca fizera antes. A Rota 3 fora sua vida, mas estava na hora de deixar tudo aquilo para trás. Daqui a 1 ano ela voltaria e seu marido estaria lá, no mesmo lugar, esperando-a com toda a alegria e paixão. Ele entendia essa necessidade dela, natural e rebelde, de ir embora 1 semana após o nascimento dos filhotes. Ele a amaria até o fim. Com lágrimas nos olhos, ele a observava partir para longe da rochosa lateral da Rota 3.

Era a primeira vez que viajava para longe do local que sempre fora sua casa. Como toda fêmea de Pidoves, ela ficara na Rota 3 até acasalar pela primeira vez e, após seus filhotes nascerem, a Unfezant sentiu a necessidade de voar para longe dali crescer dentro de seu peito e explodir logo em seguida. Com lágrimas em seus apaixonados e aventureiros olhos, ela despediu-se de sua antiga vida. Não veria seus filhos crescerem, mas veria o mundo que sempre imaginara e, como uma certeza, ela sabia que podia encontrá-los quando retornasse para seu lar, bem ali, na rochosa e salgada Rota 3.
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Mensagem por Emme Roinuj em Sab 15 Out 2016, 22:01

Rotina

Os primeiros sinais de um novo dia invadiram o quarto do casal. Ele se revirou em protesto à luz que insistia em atrapalhar um sono muito desejado. Ela já se espreguiçava e, sentada, iniciava seus alongamentos matinais. Ele escovava os dentes após um enérgico banho, enquanto que ela prepara a mesa pra o café. Pães, queijo, presunto, suco de oran berry para reforçar o longo dia que teriam, waffles e cereais com leite. Uma mesa farta. De paletó e gravata ele senta-se ao lado de sua esposa e, juntos, fazem a primeira refeição do dia. Ele beijou-a na testa antes de saírem para seus respectivos trabalhos.

Ela, uma jornalista renomada, preparava o roteiro de mais um dia de transmissão ao vivo. Notícias cheias devido ao clima tenso de Shinki. Ele preparava-se para mais um dia duro como advogado. Muitos casos surgiram devido ao nada amigável estado nas cidades de Shinki. O casal continuava indiretamente conectado. Ele parecia cansado, queria aproveitar mais sua esposa, mas a vida de ambos era muito corrida. Ela pensava o mesmo. Ao final da jornada de trabalho, eles seguiam para casa. Um pensando no outro.

Em casa, seguiam suas rotinas normalmente. Ele trabalhava em seus casos, enquanto ela lia algumas matérias publicadas por grandes jornalistas. Ambos esperando a janta ficar pronta. Ela se recolheu logo após o jantar. Ele demorou algum tempo para poder ver os noticiários. No quarto, eles se abraçaram e relaxaram juntos. O calor dos braços dela era reconfortante e o carinho do abraço dele a revigorava. Seus lábios se tocaram com fervor e selaram, por mais um dia, o amor peculiar do casal. Fizeram amor, uma vez mais, mas parecia ainda mais amável que antes. “Eu te amo!”.  Ele disse, ofegante. “Eu te amo.”. Ela respondeu entre gemidos. Dormiram agarrados naquela noite.
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Mensagem por Emme Roinuj em Sab 15 Out 2016, 23:10

SMS


O advogado estudava alguns papéis de mais um caso complicado. O chá de flores recém preparado era revigorante a cada novo gole e ele agradecera pelo presente. Seu celular apitou indicando uma nova mensagem.

Professor escreveu:Fazendo?

Sorrindo, respondeu.

Advogado escreveu:Lendo :’(
Preciso de férias.

Professor escreveu:Calma, chega já XD
Estou indo dar aula. Nos falamos já?

Advogado escreveu:Claro, darling.

O professor, do outro lado da linha, iniciava mais uma leva de aulas do dia. Ocupava-se durante todo o dia, mas sempre arranjava um jeito de falar com o distante advogado. Ambos iniciaram suas carreiras como Stylists e viajaram juntos por Shinki, construindo uma bela amizade. O professor acabou vindo morar em Chermont, enquanto que o advogado fora para Grung. Não eram mais stylists, não queriam se envolver em guerras. Porém, o sentimento entre os rapazes cresceu bastante com a distância. Em casa, enviou mais um sms para seu distante amigo.

Professor escreveu:Tá aí?

Advogado escreveu:Yes, darling.


Professor escreveu:Descobri que semana que vem entro de férias. Tô pensando em viajar.


Advogado escreveu:É? Pra onde?

Professor escreveu:Sei lá, talvez um lugar distante. New Nyender? Parece legal, eles acabaram de finalizar as construções por lá.

Advogado escreveu:Hum... Certo :(

Professor escreveu:O que foi?

O advogado estudava a mensagem. Não queria que ele fosse pra mais longe, queria vê-lo, abraçá-lo e estar com ele. Demorou alguns minutos para responder.

Advogado escreveu:Nada.

O professor sorriu. Sabia o que o seu amigo queria, era o mesmo o que ele queria. O que sempre quisera. E agora, depois de 2 anos longe, eles podiam se ver.

Professor escreveu:Tô brincando.
Embarco pra Grung semana que vem e chego aí pela manhã. Vamos conversar, brincar e nos amar?

O advogado sorriu, sentiu o coração acelerar e enrubesceu.

Advogado escreveu:Seria meu sonho?
O professor sorriu ao ver a mensagem e olhou pro céu, esperançoso. Estavam apaixonados e poderiam se entregar um para o outro.
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Mensagem por Emme Roinuj em Dom 16 Out 2016, 12:51

Chacina na Principal

A noite fria de inverno trazia consigo uma pacata solidão para Jorvet. A vila litorânea conhecida por ter as mais belas praias de Shinki dormia silenciosa. Um homem encapuzado cruzava a vila. O barulho de seu calçado em atrito com o solo ecoava por toda a Rua Principal. Parou em frente ao PEVOAK e bateu na porta, pedindo auxílio à Aya, uma amável moça que nunca negara abrigo a ninguém, nem mesmo um homem encapuzado andando tarde da noite pela vila. Uma cena bem comum em Shinki.

Alojado no último quarto do corredor, o homem tirou de dentro de seu sobretudo uma adaga. Ameaçadoramente, ele esperou até a dona do estabelecimento ir repousar, para então iniciar o atentado que marcaria, para sempre, as vidas dos cidadãos jorvetenses.

Retirou duas esferas e lançou-as no ar. Um Mightyena raivoso e um intimidador Voltorb uniram-se ao homem. O time aterrorizante estava formado. De quarto em quarto, o homem degolou suas vítimas e tomou a maioria das pokébolas. Ele não se intimidava com o sangue jorrando direto em seu peito ou com os gemidos agonizantes de suas vítimas. Era covarde, porém não se importava. O Mightyena rasgava algumas gargantas, mas estava ali para proteger seu mestre. O Voltorb posicionara-se na sala, esperando o sinal de seu mestre.

O homem degolara quase todos os que se hospedaram no PEVOAK, exceto Aya. Com um golpe, o homem a nocauteou e arrastou-a para fora do PEVOAK. Ela não merecia morrer agora. Voltou para o estabelecimento e acariciou seu Voltorb. Ele o servira bem. Virou-se e deixou o PEVOAK com o Dark e, quando estavam suficientemente distantes, o uivo fora ouvido e o Voltorb explodiu, levando consigo os corpos dos mortos. O grito de Aya ecoou pela cidade, quando pedaços de carne espalharam-se por toda a Rua Principal.
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Mensagem por Emme Roinuj em Ter 15 Nov 2016, 02:17

Professor

Era estranho encarar a chuva pesada que caía sobre Chermont sem tê-lo ao meu lado. Reparei em um bando de Starlys voando alto à procura de um abrigo para esconderem-se da chuva. A sensação de liberdade era algo incrível, não? Poder voar para onde quiser era uma habilidade invejável e eu era um daqueles que a desejavam mais que tudo. Não abri o guarda-chuva hoje, deixei a chuva molhar-me o rosto e os cabelos. O toque frio e misterioso dava-me energia para continuar trabalhando. O sobre-tudo impedia a chuva fina de penetrar e molhar minhas roupas. Caminhei lentamente até os portões da escola.

Chermont sempre fora minha cidade preferida. As escolas daqui eram mais organizadas que em outras cidades, talvez pelo caráter sério da cidade do chão quadrado que, mesmo depois de muitos ataques gângster, a educação ainda resistia e cada prédio destruído era reconstruído com a força e determinação de uma população focada em disseminar o saber. Ser uma ferramenta disso era algo incrível e o sorriso de cada jovem após compreender determinado assunto era gratificante. Trabalhar com o que se ama é algo indescritível, sabia? Mesmo que isso signifique ter que estar muito distante daquele que amo. Peguei o piloto e as primeiras equações daquele dia foram escritas em preto.

Era difícil me controlar para não perder o foco. Já faziam dois anos que não o via e meu coração disparava só de pensar nele, imaginar o que ele estaria fazendo ou comendo, seu cabelo desgrenhado ao acordar, seu olhar sobre a xícara de chá enquanto me estuda ou seu rebolado enquanto dança algumas de suas músicas favoritas... Sorri. Obviamente ele estaria com a cara entre papéis enquanto tomava mais um gole do chá de flores. Ele pedia sempre para que eu enviasse as caixinhas de chá desde a primeira vez que o fiz experimentar. Como era bobo. Sempre fora, mesmo nos tempos de Stylist.

- Professor? – uma das alunas levantou o braço. Olhei sorridente para ela e assenti para que continuasse – O senhor poderia dar um exemplo de como utilizar um sistema de equações com duas incógnitas no dia-a-dia?

Uma pergunta interessante. Como eu utilizaria? Facilmente nos meus cálculos diários de estudo para tentar vaga no Mestrado em Matemática Aplicada, mas aqueles jovens queriam algo prático e interessante para assimilar o assunto com clareza. E o que jovens pensam além de sexo? Amor.

- Bem, posso te dar infinitos usos como contagem de animais, cédulas e objetos. – iniciei minha proposta – Mas que tal pensar em dois adultos que se amam e moram em cidades distantes? Digamos que um em Chermont e outro em Grung. Certo? – seus olhares atentos e interessados seguiam-me enquanto eu andava de um lado da sala para o outro, contemplando seus inexperientes rostos ansiosos pelo amor da questão– Muito bem. Juntos eles ganham 12.000,00 Pk$ e um recebe três vezes mais que o outro. Quem é o professor e quem é o advogado?

A classe ria com a situação criada, mas era o caráter crítico da situação que importava. Eles não ligavam para os artigos masculinos utilizados para caracterizar os dois adultos apaixonados, apenas importaram-se com o fato do professor receber menos. Pela janela, pude contemplar os primeiros raios de Sol banhando a cidade naquela manhã cinzenta. Não demoraria a chover novamente, mas foi o suficiente para arrancar um sorriso de meu rosto. Eu sabia que ele também estaria pensando em mim e eu estava ansioso para voltar para casa e conversar com ele por mais um dia. Aquela manhã passou tão rápida quanto começou.

Emme Roinuj
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